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IMPORTÂNCIA DA LEITURA NA APRENDIZAGEM DOS DOCENTES
Tereza Barbosa Rocha O Programa de Interiorização da UFES na Modalidade Aberta e a Distância – EAD, surgiu da sinalização dada pela LDB em seu artigo 80 que atribui ao Poder Público o papel de “incentivar o desenvolvimento de programas de ensino a distância em todos os níveis e modalidades e de educação continuada” e no artigo 87, parágrafo 3o , inciso III, quando diz que “ cada município e supletivamente o Estado e a União, deverá: realizar programas de capacitação para todos os professores em exercício, utilizando também para isto, os recursos da educação a distância.” Nesse sentido, a UFES firmou convênio com a UFMT,
por tratar-se de uma experiência avaliada e aprovada pelo MEC, com
o conceito máximo “A”, cujos resultados extremamente
positivos têm sido objeto de divulgação e recomendação
no país e no exterior. II -Objetivos: Analisar as práticas de leitura de professores das séries iniciais de escola pública no município de São Mateus (ES); Compreender as influências de tais práticas em sua formação no que se refere à compreensão do material didático utilizado por elas no curso de Pedagogia –EAD.
• Para EAD, utilizei-me de Oresti Preti em Autonomia
do Aprendiz na Educação a Distância _ significados
e dimensões, que propõe reflexões sobre quais as
dimensões a serem observadas nos alunos para que se tornem autores
e atores do seu próprio processo formativo. • Sobre a formação de professores, Nóvoa(1992), utilizando-se da colaboração de vários autores em suas investigações em diferentes países, propõe a formação numa perspectiva que denomina crítico-reflexiva que “forneça aos professores os meios de um pensamento autônomo e que facilite as dinâmicas de formação auto-participada”. (1992,p.25). • Kleiman (1989) contribui com nosso estudo ao fazer uma distinção entre modelos pré- interativos de leitura ou unidirecionais, e modelos interativos, posicionando-se a favor destes últimos. Segundo ela, modelos interativos são aqueles que levam em conta a inter-relação entre sistemas cognitivos e lingüísticos do leitor no momento em que este busca compreender os sentidos do texto, advertindo que interação a que se refere não é aquela que se dá entre o leitor, determinado pelo seu contexto e o autor, através do texto, mas sim do inter-relacionamento _ ou interação _ de diversos níveis de conhecimento do sujeito leitor, desde o conhecimento gráfico até o conhecimento do mundo. IV -METODOLOGIA: A pesquisa está sendo desenvolvida durante os momentos presenciais, quando, enquanto tutora, preciso estar atenta às dúvidas trazidas pelas alunas, para, de acordo com as orientações dos professores especialistas, reorientá-las no percurso. Nesses momentos, onde há trocas de experiências de suas práticas, há um discurso desses professores quanto à dificuldade em ler e compreender as teorias apresentadas nos módulos das diversas disciplinas do currículo. Esse fato me chamou a atenção para investigar em que consistem as dificuldades, para que as intervenções sejam feitas. Sujeitos envolvidos: Professores em exercício no Sistema Municipal de Ensino _ São Mateus _ ES. que cursam Pedagogia na modalidade EAD, no Cread dessa cidade, vinculado ao Nead – UFES. A título de diagnóstico, oferecemos a um
grupo de 50 alunos, tipologias textuais diversificadas, durante o período
em que cursavam a disciplina Linguagem ( fevereiro a julho de 2004), para
que lessem e fizessem as atividades de compreensão propostas, durante
os momentos presenciais.
(a) sempre; (b) às vezes; (c) somente com ajuda. 1. Identifica idéias principais no texto: (a) 31 alunos (b) 14 alunos (c) 5 alunos 2. Relaciona idéias acessórias à idéia principal à qual se refere: (a) 23 (b) 18 (c) 9 3. Enumera, justificando com lógica, idéias inferidas, não explícitas no texto: (a) 13 (b) 17 (c) 20 4. É capaz de distinguir em textos lidos, o que é fato e o que é opinião: (a) 36 (b) 12 (c) 2 5. Seleciona dados necessários no momento, desprezando os irrelevantes: (a) 30 (b) 16 (c) 4 VI – Algumas considerações: Penso que
são os desafios que criam necessidades. A partir da obtenção
dos dados aqui demonstrados, percebo que o papel daquele que se propõe
auxiliar outros no percurso da leitura deve ser o de proporcionar a esses
sujeitos, uma relação com o texto que os conduza ao desenvolvimento
de competências de leitura que contribuam para maior autonomia desses
leitores diante de qualquer tipo de texto _ e quem sabe, no futuro, diante
de qualquer tipo de linguagem _ com a qual se defrontem. |
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