SESSÃO - EDUCAÇÃO, POLÍTICAS PÚBLICAS
E PESSOAS COM DEFICIÊNCIA 1
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Centro de Convenções - AUDITÓRIO: 2
TÍTULO: PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO: DESAFIO À CONSTRUÇÃO DE SISTEMAS INCLUSIVOS.
AUTOR(ES): ADRIANA CUNHA PADILHA
RESUMO: O acesso do aluno com deficiência introduziu mudanças na discussão sobre a função social da escola. Diante desta questão destacamos algumas indagações: como as práticas escolares estão se organizando frente a essas mudanças? Partindo do pressuposto de que os documentos expressam uma concepção de mundo, estariam estes refletindo tais questões sociais? O texto do projeto pedagógico da escola estaria dialogando sobre esse novo contexto? O ato de incluir não deve significar simplesmente matricular no ensino regular tais alunos, mas assegurar ao professor e à escola o suporte necessário à sua ação pedagógica por meio de propostas e metas a serem discutidas e reconfiguradas no coletivo. Segundo Medel “as recomendações legais sobre educação inclusiva, constituem-se contexto legal e político que tem impacto na construção e implementação dos projetos político-pedagógicos da escola” (2008, p.05). O objetivo deste estudo é refletir sobre a construção e desenvolvimento dos projetos político-pedagógicos e sua relação com práticas escolares inclusivas. Os autores que fundamentam este estudo trabalham numa perspectiva crítica (Saviani, Jannuzzi, Veiga). Na construção dos dados realizaremos análise documental de seis projetos político-pedagógicos de escolas de grande, médio e pequeno porte elaborados no ano de 2008 abrangendo cinco regiões administrativas do município de Campinas SP. Os textos dos projetos político-pedagógicos serão analisados nas dimensões: formal ou técnica e política. Na dimensão formal analisaremos os seguintes elementos: a) as finalidades da escola; b) a estrutura organizacional; c) o currículo; d) o tempo escolar; e) o processo de decisão; f) as relações de trabalho; g) avaliação (Veiga 2007, p.23). Espera-se como resultado da pesquisa subsidiar propostas de construção de sistemas educacionais inclusivos.
PALAVRAS-CHAVE: PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO, DEFICIÊNCIA, INCLUSÃO
TÍTULO: CONSTITUIÇÃO FEDERAL, PNE E LDB NA PRÁTICA: COMO SE EXECUTAM AS LEIS QUE REGULAMENTAM A INCLUSÃO DOS ALUNOS COM NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS NO BRASIL?
AUTOR(ES): ADRIANO APARECIDO BEZERRA
RESUMO: O Brasil é um país privilegiado no tocante as leis que regulamentam a inclusão dos alunos com necessidades educacionais especiais. O artigo 208 da Constituição Federal, bem como os artigos 58, 59 e 60 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDB definem parâmetros para a inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais em classe comum da rede regular de ensino. Porém, a simples produção legislativa não representa uma mudança real para educação inclusiva, é preciso conciliar a política e a prática para que tenhamos um país realmente fundado nos princípios dos Direitos Humanos e da Declaração de Salamanca. Este artigo pretende fazer uma reflexão a respeito das práticas consideradas inclusivas, documentadas por meio de pesquisa científica, e as determinações das leis que regulamentam tal modalidade de ensino. Assim, verificaremos como a Constituição, a LDB e o PNE são aplicados e se são aplicados pelas instituições de ensino, bem como se o Estado fornece condições de trabalho para os profissionais da rede regular de educação. Devemos lembrar que, segundo as leis, é papel do Estado fornecer instalações, transporte e materiais para que os profissionais da educação possam atuar na pedagogia de alunos com necessidades educacionais especiais. Os profissionais devem estar sempre atualizados quanto à metodologia e técnicas de ensino para melhor atender tal alunado . A inclusão dos alunos especiais no contexto da escola regular não é um ato de bondade ou de nobreza, nem pode ser considerado como tal, trata-se única e exclusivamente do reconhecimento de um direito moral e legal deste aluno. Por sua vez, é um direito moral e legal do professor ter condições, fornecidas pelo Estado, para exercer seu trabalho com qualidade e eficiência.
PALAVRAS-CHAVE: ALUNOS COM NECESSIDADE EDUCACIONAIS ESPECIAIS , DIREITOS, INCLUSÃO

TÍTULO: ENSINO DE ORDENAÇÃO DE PALAVRAS A CRIANÇAS E ADULTOS SURDOS
AUTOR(ES): ANA CAROLINA SELLA, DOMITILA SHIZUE KAWAKAMI GONZAGA, JULIANA BARBOSA CONSONI
RESUMO: Apesar da maior parte dos seres humanos desenvolverem a linguagem sem que haja necessidade de programação, muitos estudos vêm mostrando que pessoas com deficiência precisam que tal programação exista para desenvolverem a linguagem falada pela comunidade da qual fazem parte. Dentre as habilidades que devem ser aprendidas está a gramática, que pode ser compreendida como um conjunto de regras que organizam a produção e a compreensão linguística dos indivíduos. Faz parte da gramática a sequenciação de comportamentos verbais. Haja vista a importância da sequenciação quando se objetiva a comunicação, estudos que auxiliem na compreensão de como tal repertório é adquirido são necessários. O presente estudo investigou se, após o estabelecimento classes de palavras e após o ensino de uma sequência de palavras, outras palavras seriam ordenadas sem ensino direto. Participaram do estudo quatro crianças e quatro adultos surdos. Foram utilizadas doze palavras impressas. Na Fase 1, foram estabelecidas as classes de palavras 1) nomes próprios, 2) verbos e 3) complementos, através de um procedimento denominado escolha de acordo com o modelo. Na Fase 2, ensinou-se uma sequência nome próprio®verbo®complemento, seguida de testes para verificar a ordenação de outras palavras. Todas as instruções foram apresentadas na Língua Brasileira de Sinais. Na Fase 1, as três classes de palavras foram estabelecidas em uma média de 1 hora de ensino/participante. Na Fase 2, duas crianças e um adulto foram ensinados uma sequência nome próprio®verbo®complemento; os outros participantes demonstraram comportamentos de sequenciar imediatamente após a conclusão daFase 1. A questão mais interessante foi o fato de participantes, que em pré-testes não sequenciaram corretamente as palavras, o fizeram após o estabelecimento das três classes de palavras, sem ensino direto de seqüência alguma. Os resultados do presente estudo contribuem para a programação de ensino de pessoas com deficiência.
PALAVRAS-CHAVE: ENSINO, ORDENAÇÃO DE PALAVRAS, SURDOS

TÍTULO: A LUTA PELO DIREITO À EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS COM DEFICIÊNCIA NO BRASIL
AUTOR(ES): ANA PAULA RIBEIRO FREITAS
RESUMO: O presente artigo objetiva-se a resgatar a luta pela garantia do direito à educação de um segmento social que foi duplamente excluído ao longo da história da educação brasileira: os jovens e adultos com deficiência. Para tanto, realiza um resgate histórico a partir da leitura dos principais textos legais constatando que o primeiro documento que garante efetivamente o direito à educação a esta população é a Constituição de 1988 (CF/88), uma vez que os demais documentos ora garantiam este direito apenas aos jovens e adultos, como a Constituição de 1934, ora apenas às pessoas com deficiência, como a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de 1961. A expansão do atendimento a esta população também ocorreu em períodos diferenciados, sendo que a educação de jovens e adultos foi a primeira a ter aumentado as taxas de matrícula, bem como a fazer parte do público-alvo das políticas governamentais (BEISIEGEL, 2004; GALVÃO, DI PIERRO, 2007; HADDAD, 2007; PAIVA, 2003), enquanto a educação das pessoas com deficiência continuava a ser responsabilidade das esferas não-governamentais (BUENO, 1993; CARVALHO, 1997; JANNUZZI, 2004; MAZZOTTA, 1999). Atualmente, com as mudanças políticas, econômicas e sociais, jovens e adultos com deficiência têm assegurado o direito à educação, sendo destacada a importância dos mesmos terem acesso a um espaço comum de aprendizagem. Contudo, apesar dos avanços, ainda existem muitos desafios para que este direito saia da esfera do declarado para constituir-se uma realidade na vida desta população, sendo fundamental que ocorram mudanças no âmbito político, técnico-científico, pedagógico e administrativo, de modo a garantir aos sistemas de ensino acesso a recursos humanos, materiais e financeiros que viabilizem e dêem sustentação ao processo de construção de uma escola para todos.
PALAVRAS-CHAVE: DIREITO À EDUCAÇÃO, EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS, EDUCAÇÃO DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

TÍTULO: VIVENDO, EXPERIMENTANDO, CRIANDO... FAZEMOS TEATRO.
AUTOR(ES): ANA PAULA TIEKO DA SILVA
RESUMO: A APAE/Valinhos, mantenedora da Escola de Educação Especial “Maria Antônia Celani“, desenvolve há 15 anos o projeto de teatro que atende 10 pessoas com deficiência intelectual, formando assim o Grupo de Teatro Vem Ser. O grupo constrói, elabora, ensaia histórias a partir da realidade dos integrantes e/ou a partir de temas solicitados pelos contratantes, com pesquisas prévias na realidade concreta, para a encenação. Com o teatro podemos trabalhar os aspectos do pedagógico e terapêutico, assim constituindo um grande recurso para o desenvolvimento cognitivo, emocional, físico, afetivo e afetivo-emocional, desenvolvendo habilidades de expressão, comunicação e principalmente de desinibição. Trabalha com a criação de histórias para a interpretação das mesmas. A atividade de Teatro dá condição de desenvolver a capacidade criativa do educando, trabalhar com a sua sensibilidade e proporcionar a interdisciplinaridade na entidade. A atividade Teatro oferece possibilidade de ampliar ainda mais o horizonte de conhecimentos, melhora sua auto imagem, além de torná-los mais críticos e abertos ao mundo que os cercam. As apresentações das peças ocorrem em locais diversos tais como escolas, empresas, universidades, asilos, eventos (congressos, seminários etc.) comunidade de bairro. Realizamos, dentro deste contexto de trabalho, o projeto “ A pessoa com deficiência intelectual leva arte, cultura, música e lazer ao paciente no hospital“ trabalho voluntário realizado uma vez ao ano no hospital Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Valinhos. O projeto do teatro, além da arte, está também e fundamentalmente esclarecendo sobre a deficiência, as possibilidades e as condições que as pessoas com deficiência intelectual tem de atuar e se desenvolver, quando concedidas as possibilidades para tal. Isto tudo exposto pelas próprias pessoas com deficiência. O Teatro sempre será um meio de informação, além da arte que descontrai e encanta muitas pessoas. VEM conhecer o trabalho realizado pelas pessoas com deficiência intelectual. SER consciente das inclusões sociais.
PALAVRAS-CHAVE: TEATRO, PESSOA COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL, INCLUSÃO SOCIAL
SESSÃO - EDUCAÇÃO, POLÍTICAS PÚBLICAS
E PESSOAS COM DEFICIÊNCIA 2
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Centro de Convenções - AUDITÓRIO: 2
TÍTULO: A EDUCAÇÃO ESPECIAL NA PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA: A EXPERIÊNCIA DE CURITIBA.
AUTOR(ES): ANDREA MALMEGRIM ELIAS, JORDANA DE SOUZA SEHNEM ALVES
RESUMO: Diante da diversidade de estudantes na escola, requisitando dos sistemas educacionais respostas que atendam às diferentes necessidades individuais, observam-se, em nosso país, importantes esforços para garantir o acesso universal à educação básica. O processo de construção de um sistema educacional inclusivo é responsabilidade de todos e leva a uma ampla discussão e posicionamento a respeito. Para tanto, foi criada na Secretaria Municipal de Educação de Curitiba a Coordenadoria de Atendimento às Necessidades Especiais, que tem como finalidade coordenar os processos referentes à orientação e ao atendimento às necessidades educacionais especiais de estudantes das Instituições de Educação e Ensino Públicas Municipais. Tendo como base os fundamentos da educação inclusiva e os eixos norteadores das políticas da Secretaria Municipal de Educação e normas do respectivo Sistema de Ensino. Para a efetivação desse trabalho a coordenadoria conta com três gerências: a de Currículo de Educação Especial, a de Apoio à Inclusão e a do SITES (Sistema Integrado de Transporte para o Ensino Especial). O objetivo da Gerência de Currículo é subsidiar por meio de assessoramentos constantes e capacitação continuada, os profissionais que atuam com Classes Especiais, Salas de Recursos, Centros Municipais de Atendimento Especializado e Escolas Municipais de Educação Especial. As ações da Gerência de Apoio à Inclusão objetivam assegurar o acesso e a permanência de estudantes com deficiência, transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades/ superdotação, de diferentes faixas etárias, em turmas da Educação Infantil e Ensino Fundamental, visando o desenvolvimento de seu potencial, através do atendimento adequado às suas necessidades. A Gerência do SITES tem por finalidade transportar os estudantes com deficiência às Escolas Especiais. Esta comunicação deseja compartilhar a experiência do trabalho que vem sendo desenvolvido pela Coordenadoria de Atendimento às Necessidades Especiais.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO ESPECIAL, EDUCAÇÃO INCLUSIVA, REDE MUNICIPAL DE CURITIBA

TÍTULO: A DANÇA COMO LINGUAGEM NA EDUCAÇÃO DE SURDOS
AUTOR(ES): ANDREZA FERNANDA DE OLIVEIRA
RESUMO: Estudar a educação de surdos nos reporta não só a questões referentes aos seus limites e possibilidades, como também aos preconceitos existentes nas atitudes da sociedade para com eles. A inclusão do aluno com surdez deve acontecer desde a educação infantil até a educação superior, garantindo-lhe utilizar os recursos de que necessita para superar as barreiras no processo educacional e usufruir seus direitos escolares, exercendo sua cidadania. A Língua de Sinais é, certamente, o principal meio de comunicação entre as pessoas com surdez e a dança facilita a comunicação entre surdos e ouvintes. Esse trabalho tem como finalidade mostrar que a dança pode auxiliar no processo de educação inclusiva de surdos, trazendo benefícios psicomotores e na sua vida social. Os surdos podem sentir os sons das músicas através de vibrações das ondas sonoras no corpo e no chão: percebem os ritmos e as pausas e captam rapidamente os movimentos da coreografia observando o professor. Eles necessitam de oportunidades para ampliar seus saberes, pois em sua maioria, enfrentam graves problemas de exclusão social e na aprendizagem escolar. O linguista Steven Pinker diz que “A linguagem é uma janela para a natureza humana, que expõe características profundas e universais de nossos pensamentos e sentimentos”, e é isso que a dança proporciona aos surdos: faz com que a comunicação seja mais efetiva e permite ao surdo não apenas ver, mas transver o mundo.
PALAVRAS-CHAVE: DANÇA, SURDEZ, LINGUAGEM
TÍTULO: A RESSIGNIFICAÇÃO DA LIBRAS APÓS O DECRETO FEDERAL 5626/05
AUTOR(ES): ANIZIA COSTA ZYCH
RESUMO: Este trabalho é resultado de vivências, experiências e investigações relacionadas ao fator linguístico da comunidade surda de Irati, considerando a importância da comunicação, na estruturação da cidadania. A língua de sinais constitui-se em significativa marca da identidade e cultura surda, sendo na contemporaneidade, o fator decisivo da relação do surdo com o saber sistematizado, tendo reconhecidas suas especificidades além da escola. Como uma das mais importantes ferramentas de interação com o contexto sócio-cultural, o Decreto, enquanto organiza as novas bases de interação, liberta os surdos das amarras da estigmatização que até então esteve renegado. Ressignificando a interatividade histórico-sócio-cultural e linguística da comunidade surda, situando-a no universo da intercomunicação. Portanto, no sentido de aprofundar reflexõe referentes às transformações sociais que serão evidenciadas na organização política-social e educacional dos surdos, busca-se realizar o aprofundamento de estudos. No enfrentamento do desafio do discurso da escola inclusiva, de acolher a todos, o Decreto ousa investir na erradicação da exclusão deste alunado. Assim sendo, por meio deste documento, a Língua Brasileira de Sinais impõe-se como auspicioso instrumento de superação das adversidades linguísticas das pessoas surdas. Através do reconhecimento e respeito pela sua utilização no contexto escolar e segmentos adjacentes, certamente a população usuária desta linguagem estará resgatando sua identidade sócio-cultural.
PALAVRAS-CHAVE: LIBRAS, DECRETO 5626/05, INTERCOMUNICAÇÃO

TÍTULO: REPRESENTAÇÕES DE PEDAGOGOS DOCENTES NA EDUCAÇÃO ESPECIAL SOBRE A POLÍTICA DE EDUCAÇÃO INCLUSIVA: UM ESTUDO DE CASO NA APAE DE TRÊS LAGOAS, MATO GROSSO DO SUL.
AUTOR(ES): BIANCA FERREIRA
RESUMO: Com a afirmação da formação para a docência nos Cursos de Pedagogia após a instituição das Diretrizes Curriculares Nacionais para o referido curso, temos refletido sobre tal formação junto a linha de pesquisa História da formação e do desenvolvimento profissional do pedagogo, no interior do Grupo de Estudos e Pesquisas em Filosofia, História e Educação (GEPEFHE). Como desdobramento das atvidades da referida linha de pesquisa elegi as representações de pedagogos docentes das escolas especiais sobre a política de inclusão, pois afinal o que pensam a respeito da mesma? Como os pedagogos docentes em educação especial compreendem a política de educação inclusiva emanada da política educacional brasileira. Sendo assim, o estudo tem como principal objetivo coletar e analisar as representações dos pedagogos docentes de escolas especiais sobre a educação inclusiva. Procedendo à revisão bibliográfica sobre o tema, parece-nos que as vozes dos pedagogos docentes que atuam em educação especial não se fizeram ouvir, fato que justifica tal pesquisa em um cenário em que as APAES configuram um movimento de resistência à educação inclusiva de PNES em escolas regulares. Posto isto, logo se pretende responder, na conclusão desta pesquisa às seguintes indagações: quais as visões dos pedagogos docentes que atuam na APAE de Três Lagoas sobre a política de educação inclusiva? Como concebem a inclusão de estudantes portadores de necessidades educativas especiais em escolas regulares? Que conhecimentos este pedagogos tem sobre o delineamento legal da política de educação inclusiva? E, enfim, como se posicionam sobre tal política, posto que atuam em escolas que podem ser definidas como exclusivas, tanto no sentido da exclusividade do atendimento especial, quanto no sentido da exclusão destas crianças e adolescentes das escolas regulares.
PALAVRAS-CHAVE: REPRESENTAÇÕES SOCIAIS, PEDAGOGOS, EDUCAÇÃO INCLUSIVA

TÍTULO: PROCESSOS DE REFERENCIAÇÃO EM LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS (LIBRAS)
AUTOR(ES): CHRISTIANA LOURENÇO LEAL
RESUMO: Muitas são as discussões acerca de como ensinar Português para alunos com deficiência auditiva. Primeiramente, deve-se levar em conta que os surdos fazem parte de uma comunidade linguística própria e que é através de sua língua que eles estruturam seus pensamentos. Assim, não é possível ensinar qualquer “segunda língua” para estes alunos sem considerar sua “primeira língua”, mesmo sabendo que eles são uma minoria linguística inserida em um país que ainda engatinha em relação à quebra de alguns preconceitos e paradigmas já ultrapassados. Em segundo lugar, é importante entender que, apesar de alguns dos nossos processos de referenciação (como o uso dos pronomes, por exemplo) também existirem em língua de sinais, há inúmeros recursos de coesão que existem em português, mas não na língua de sinais e vice-versa. Com base em minha experiência de dois anos em sala de aula composta apenas por alunos surdos, no Instituto Nacional de Educação de Surdos, no Rio de Janeiro, pretendo, com este trabalho, desenvolver um estudo inicial sobre os processos de referenciação que há na Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), suas semelhanças e diferenças em relação às estratégias de referenciação que temos em Língua Portuguesa. O principal objetivo deste trabalho é, de alguma forma, fornecer subsídios para demais professores de Português que se deparem com uma questão recorrente e tão sem resposta: como ensinar Português para surdos?
PALAVRAS-CHAVE: SURDEZ, REFERENCIAÇÃO, ENSINO
SESSÃO - EDUCAÇÃO, POLÍTICAS PÚBLICAS
E PESSOAS COM DEFICIÊNCIA 3
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Centro de Convenções - AUDITÓRIO: 3
TÍTULO: O DESCOMPASSO NA ESCRITA DO SURDO
AUTOR(ES): CONCEIÇÃO MARIA MARINHO DOS SANTOS
RESUMO: As questões que envolvem a problemática da aprendizagem da língua portuguesa escrita pelo surdo têm sido motivo de preocupação de vários pesquisadores da área da surdez e educação. Estes trabalhos têm alimentado esse debate, demonstrando que apesar dos avanços significativos, ainda provoca inúmeros questionamentos que apontam para as questões sobre o descompasso existente na apropriação da língua portuguesa escrita pelo surdo. O objetivo deste artigo é refletir sobre a apropriação da língua escrita pelo surdo, tendo em vista que esse processo é extremamente complexo, já que as crianças surdas, de famílias ouvintes, não têm no seu convívio social o acesso a linguagem oral, dificultando assim a realização das práticas sociais; ou seja, o surdo quando chega à escola, geralmente não apresenta uma língua na qual ele possa se basear para aprender a língua portuguesa escrita, diferente das crianças ouvintes que possuem a influência da comunicação oral existente em sua língua materna. Por esse motivo, o surdo apresenta um atraso em seu desempenho linguístico escrito, principalmente nas produções textuais. As dificuldades de escritas se estendem também as situações de compreensão de leitura, nas quais eles usam mecanismos que se constitui como ferramentas cruciais para a aprendizagem da língua portuguesa escrita. Podemos assim dizer que é notório que a prática educacional ainda é excludente nas diversas atividades de ensino da língua portuguesa escrita. Dessa forma, os surdos constituem-se um público mais prejudicado, devido as suas necessidades específicas que são complexas e ainda ignoradas.
PALAVRAS-CHAVE: ESCRITA, SURDO, LINGUA PORTUGUESA
TÍTULO: O ACOLHIMENTO CONTROLA E O CAOS É DEMOCRÁTICO? A DIFÍCIL “TAREFA” DE SONHAR COM OUTRA ESCOLA.
AUTOR(ES): CRISTIANE CORREIA TAVEIRA
RESUMO: Construiu-se o objeto desta pesquisa no campo das representações sociais. As hipóteses em relação aos tipos de escolas acolhedoras e caóticas surgiram a partir de falas em que as escolas menores poderiam facilitar o acolhimento dos alunos com deficiência, manifesta na preferência de pais e professores ao sugerirem ambientes inclusivos. Generalizavam-se nos discursos que as maiores escolas têm fama pior, em termos de confiabilidade no educar e no cuidar. As análises abrangem as redações produzidas por alunos de duas escolas, permitindo apreender a força das imagens e das práticas sociais que circulam em instituições e grupos. As redações na escola do tipo acolhedora partiram do texto “Flavia – flavia, a professora ao contrário” (Machado,1984), utilizado para que alunos imaginassem uma escola ao contrário. Os alunos não romperam, em suas redações, com o modelo de escola que vivenciam, trazendo as condições de aprisionamento que se exprime na metáfora o aluno “encarteirado”. A escola ao contrário é a demonstração daquilo que o aluno acredita que o professor aceite como desejável: o silêncio. A redação “O Ambiente Zen”, onde todos, antes de entrar na escola, teriam que tomar um calmante para tirar o estresse e “É preciso se acostumar com a escola” ilustram estas percepções. O contraste ocorre na escola caótica onde alunos precisaram pensar numa máquina que vai melhorar o mundo. Contra o instituído surgem redações como “Celebrita”, que se constitui numa máquina de trocar cérebros dos alunos, e a redação “ Máquina força X”, criada para melhorar a mentalidade dos professores. As escolas buscam afirmar a clientela a qual se destinam e a consolidar a perspectiva de educação inclusiva a qual estabelecem. O aluno precisa mostrar-se o mais próximo possível da normalidade exigida, do padrão de aprendizagem desejado pelos professores e a instituição, mesmo que não possa atender ao estabelecido.
PALAVRAS-CHAVE: ALUNO COM DEFICIÊNCIA, EDUCAÇÃO INCLUSIVA, REPRESENTAÇÕES SOCIAIS

TÍTULO: GESTÃO EDUCACIONAL E EDUCAÇÃO INCLUSIVA: REFLEXOS DESSAS CONCEPÇÕES NA ORGANIZAÇÃO ESCOLAR.
AUTOR(ES): CRISTIANE LAZZERI
RESUMO: O presente trabalho é resultado da apreciação de uma das categorias de análise estudadas na minha monografia de conclusão do curso de Especialização em Gestão Educacional. Para realizar esse estudo procurei refletir a respeito das repercussões da atual proposta de gestão educacional no ambiente escolar. Este texto pretende discutir os reflexos desta nova organização escolar no ideário dos gestores educacionais, aqui entendidos como todos aqueles que compõem a comunidade escolar, bem como a perspectiva da educação inclusiva. A partir da década de 90, muitas transformações vêm sendo produzidas no âmbito da educação. O ensino brasileiro vem sofrendo muitas mudanças dinamizadas pelas políticas educacionais que orientam o fazer nas escolas. A política de inclusão é uma delas. Com o processo inclusivo os professores estão tendo que reestruturar suas concepções de educação e processo de ensino-aprendizagem. Porém, estes não se sentem preparados para atender às demandas da política educacional inclusiva. A essa questão respondem: “é muito difícil”. No decorrer deste estudo busquei desvendar nas falas dos entrevistados, o que “é muito difícil”. O aporte metodológico utilizado na pesquisa foi a análise de conteúdo, segundo Bardin (1977). Para a coleta dos dados foram realizadas entrevistas semi-estruturadas junto aos gestores educacionais. As entrevistas revelaram que existe um mal estar instalado nas escolas que se evidencia no posicionamento dos profissionais docentes diante dos percalços diários do ambiente escolar. Estes se encontram desacreditados com sua prática. Os sentimentos de incapacidade e descredibilidade, diante da inclusão revelam por que é “muito difícil” incluir esses alunos.
PALAVRAS-CHAVE: GESTÃO EDUCACIONAL, POLÍTICAS PÚBLICAS, INCLUSÃO
TÍTULO: VIVÊNCIAS DA INCLUSÃO NA ESCOLA: UM ESTUDO SOBRE OS MODOS DE PARTICIPAÇÃO DO(A) PROFESSOR(A) E DO ALUNO(A) NA DINÂMICA DOS PROCESSOS DE INCLUSÃO.
AUTOR(ES): CRISTINA HULSHOF
RESUMO: Este trabalho visa abordar a forma como ocorre a educação inclusiva na escola, tendo como perspectivas a atuação da criança e do professor na dinâmica de implementação das políticas publicas de inclusão. Busca, portanto, analisar o confronto entre os discursos sobre deficiência e educação e a concretização da educação inclusiva nas escolas, considerando como importante aspecto interveniente as condições materiais, sociais e políticas nos diferentes contextos da educação. Partindo do pressuposto de que este trabalho tem sua ancoragem teórica e metodológica na abordagem histórico-cultural, destacamos a importância do estudo dos processos de inclusão como uma atividade que diz respeito não apenas aos alunos, mas a todas as pessoas que na escola participam, de algum modo, das políticas de inclusão. Assim, entendemos que além das limitações biológicas, a exclusão social dos indivíduos que apresentam deficiência torna-se também um obstáculo para seus desenvolvimentos. É preciso compreender, portanto, que os caminhos para o aprendizado destes diferem do comum, mas os objetivos educacionais devem ser os mesmos. Nesse sentido, entendemos como um desafio a proposta de pesquisar a emergência de proposta políticas de inclusão nos últimos anos, a sua relação com o cotidiano da escola brasileira e as suas implicações em termos do desempenho escolar da criança portadora de deficiência.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO INCLUSIVA, EDUCAÇÃO ESPECIAL, INCLUSÃO SOCIAL

TÍTULO: A INCLUSÃO NA PERSPECTIVA DE ESCOLAS PÚBLICAS E PRIVADAS
AUTOR(ES): DANIELA CRISTINA BARROS DE SOUZA
RESUMO: A obrigatoriedade da inclusão escolar está assegurada por meio de leis e decretos elaborados em busca de uma sociedade que supere os processos de exclusão e segregação existentes em diferentes segmentos, começando pela educação. Diante da proposta educacional, sabemos que as escolas podem se organizar de formas diferentes. No Brasil, um destaque significativo pode ser dado a instituições públicas e privadas de ensino. Independentemente de sua natureza administrativa, todas as escolas brasileiras devem se abrir para o ensino universal, atendendo todos que precisem fazer parte de seu alunado. Assim, pode-se afirmar que a educação inclusiva não existe apenas para o ensino público. As escolas privadas também precisam obedecer à legislação e aos anseios da sociedade, o que quer dizer garantir acessibilidade e os recursos pedagógicos da Educação Especial. Diante disso, a opção pela escola pública ou privada deve ser da família que precisa ter a possibilidade de escolher qual é a melhor escola para seu filho, tenha ele deficiência ou não. É fato que a inclusão se faz presente nessas diferentes escolas e saber como cada uma delas está lidando com essa situação é pertinente, uma vez que apesar de propostas pedagógicas diferentes e ainda que organizadas em diferentes instâncias, as escolas estão sob o regimento da mesma lei. Para tanto, este relato resulta de uma pesquisa de Mestrado da linha de Pesquisa “Práticas Educativas e Formação de Professores” do Programa de Pós-Graduação em Educação da FCT/Unesp. Essa pesquisa objetiva mostrar por meio de um estudo de caso como quatro escolas públicas e privadas de um município do interior do Estado de São Paulo se organizaram e modificaram seus currículos e a gestão escolar para vivenciar as experiências de inclusão escolar quando o corpo discente teve alunos com deficiência matriculados, conseguindo resultados favoráveis.
PALAVRAS-CHAVE: INCLUSÃO , CURRÍCULO, ESCOLA PÚBLICA E PRIVADA

SESSÃO - EDUCAÇÃO, POLÍTICAS PÚBLICAS
E PESSOAS COM DEFICIÊNCIA 4
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Centro de Convenções - AUDITÓRIO: 3
TÍTULO: PRÁTICAS DE LEITURA E ESCRITA NO COTIDIANO DE CRIANÇAS COM BAIXA VISÃO
AUTOR(ES): DANIELA FERNANDA FERREIRA COSTA, MARIA ELISABETE RODRIGUES FREIRE GASPARETTO
RESUMO: A presente comunicação mostra projeto de leitura e escrita desenvolvido no Centro de Estudos e Pesquisas em Reabilitação Prof. Dr. Gabriel Porto da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas - CEPRE/FCM/UNICAMP, durante o ano de 2007, com crianças com baixa visão em idade escolar. A baixa visão pode restringir e limitar o desempenho dessas crianças nas atividades de leitura e escrita. Portanto, este trabalho surgiu como proposta aos escolares que participam do Programa Infantil de Deficiência Visual do CEPRE para a efetivação do uso de recursos de tecnologia assistiva nas atividades de leitura e escrita durante o processo de habilitação e reabilitação. O trabalho teve como objetivos: incentivar os escolares com baixa visão a fazerem uso dos recursos de tecnologia assistiva nas atividades de leitura e escrita, verificar a adesão ao uso do auxílio prescrito e estimular a leitura e a escrita entre os participantes. Realizou-se um estudo de natureza qualitativa, baseada em princípios da pesquisa participante, focalizando as declarações e ações dos sujeitos durante as atividades de leitura e escrita com o uso de recursos de tecnologia assistiva. As atividades de leitura e escrita tiveram como projeto, o tema gerador, “O Cotidiano“, no qual os escolares apresentavam narrativas do próprio cotidiano, ou de notícias de sua cidade, escola e mundo utilizando os recursos de tecnologia assistiva disponível. Portanto, a partir das vivências, verificou-se que o acesso à leitura e escrita foi facilitado, porque os escolares sistematizaram o uso de recursos de tecnologia assistiva na rotina diária o que proporcionou maior autonomia e independência no desempenho dessas atividades, ampliando as ações além do âmbito escolar.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA E ESCRITA, BAIXA VISÃO, RECURSOS DE TECNOLOGIA ASSISTIVA
TÍTULO: SENTIDOS LEGITIMADOS E SILENCIADOS SOBRE A INCLUSÃO/EXCLUSÃO NO CONTEXTO ESCOLAR
AUTOR(ES): DANIELA GIORGENON
RESUMO: Este trabalho orientado pela Profª Drª Lucília Maria Sousa Romão, ancora-se na Análise de Discurso (AD) de matriz pechetiana, referencial teórico que objetiva compreender como a língua faz sentido em seu entrelaçamento com a história e com o(s) sujeito(s). Toma a linguagem como objeto não transparente e analisa a relação do sujeito com o sentido, caracterizando como uma posição discursiva que, em determinado contexto sócio-histórico, faz falar certos sentidos e não outros, movido pelo mecanismo da ideologia que fixa um dizer naturalizando um efeito como evidente e o apagamento de outras significações. Neste trabalho, que é parte do projeto de mestrado ainda não concluso, intitulado “Sentidos de inclusão e exclusão na voz de sujeitos escolares”, buscamos escutar e analisar as vozes do sujeito-professor a respeito da inclusão de crianças e adolescentes nomeados como “com deficiência mental” no ensino fundamental. Considerando a teoria da AD, sinalizamos que o sentido sobre/de inclusão é determinado pelas posições ideológicas definidas pelas posições de poder/não-poder manifestas no contexto sócio-histórico. Iremos então rastrear o modo como a ideologia assujeita os sujeitos-escolares em sujeitos de seus discursos, observando como eles, afetados pela posição que ocupam na escola, nomeiam e assumem posições discursivas sobre a inclusão/exclusão escolar. Buscamos refletir sobre a inclusão torcendo os fios discursivos pelo avesso, escutando no dizer os sentidos silenciados.
PALAVRAS-CHAVE: SUJEITO, SENTIDO, INCLUSÃO ESCOLAR
TÍTULO: LIVROS EM NOVOS FORMATOS: NOVOS TEMPOS PARA MÚLTIPLOS LEITORES
AUTOR(ES): DEISE TALLARICO PUPO, CELMA DOS ANJOS DOMINGUES
RESUMO: O objetivo do trabalho é apresentar um panorama sobre as recentes discussões acerca do Livro Acessível e sua importância. A evolução das civilizações seria impossível se o conhecimento não fosse registrado em algum suporte. Da Antiguidade até o século XXI, os seres humanos descobriram materiais diversos para contar suas descobertas, inventos, histórias e poemas: papiro, pergaminho, tábuas, até a era do papel que, desde o século XII, tem sido um aliado seguro para a escrita. Avanços na captação e divulgação de informações e conhecimentos são firmados ao longo da história. A década de 90 é marcada por movimentos pela inclusão e pela legislação condizente, que coincidem com os avanços das Tecnologias da Informação e Comunicação, contribuindo para o acesso à leitura por pessoas com deficiência. A Política Nacional do Livro, expressa na Lei nº 10.753 de 30 de outubro de 2003 propõe às pessoas com deficiência visual o direito de serem consumidores de Livros Acessíveis, destacando-se: livro em sistema braille; livro em áudio (produzido por meio de voz humana ou sintetizada); livro digital (magnético e ótico, escrito em código binário, cujos arquivos devem ser compatíveis com leitores de tela); livro em caracteres ampliados (para pessoas com baixa visão, respeitando-se os contrastes, espaçamento entre caracteres, linhas e colunas, qualidade da impressão, numeração das páginas, dentre outros detalhes técnicos). O livro em formato Daisy é uma modalidade de livro acessível em formato digital que integra recursos de leitura visual, sincronizada à narração em áudio, com navegabilidade plena (anotações, marcadores e apresentação de imagens). Pode ainda apresentar o texto na tela do computador em vários estilos para atender à demanda de pessoas com deficiência visual.
PALAVRAS-CHAVE: LIVRO ACESSÍVEL, INCLUSÃO, BIBLIOTECA ACESSÍVEL
TÍTULO: O PAPEL DA FAMÍLIA NO PROCESSO DE LETRAMENTO DA CRIANÇA SURDA
AUTOR(ES): DENISE MARINA RAMOS, ZILDA MARIA GESUELI
RESUMO: Sabe-se que o ambiente familiar é de suma importância para o processo de aprendizagem da criança. No caso da criança surda, ressalta-se ainda a influência da qualidade da interação família/criança surda na formação da auto-imagem do surdo (Silva, 2003), a qual contribui significativamente para o seu desenvolvimento linguístico-cognitivo. No rastro de tal discussão, a presente pesquisa tem como objetivo observar o papel da família na aprendizagem do português escrito como segunda língua da criança surda. O uso da língua de sinais como primeira língua é de fundamental importância, pois é por meio dela que as crianças buscam ler e interpretar o português escrito. Pelo fato de não ouvir, o surdo faz uso diferenciado da oralidade, apoiando-se menos e indiretamente na relação escrita/oralidade, daí considerarmos também o aspecto visual da escrita como um fator relevante para o processo de aquisição do português. A imagem deve ser considerada como um fator constitutivo no processo de letramento de alunos surdos. Para a realização da pesquisa, estaremos atuando com um grupo de crianças surdas na faixa etária de 6 a 8 anos, filhos de pais ouvintes, inseridos na rede regular de ensino e em processo de aquisição da escrita. No contato com mães em interação com seus filhos surdos, observamos que as crianças cuja família assume a língua de sinais como primeira língua e entende a escrita do português como o aprendizado de uma segunda língua, propiciando maior contato com material escrito e partindo de um contexto significativo, apresentam melhor desempenho na produção escrita.
PALAVRAS-CHAVE: SURDEZ, LETRAMENTO, FAMÍLIA
TÍTULO: ATENDIMENTO ESCOLAR DE ALUNOS COM NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS NO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO/SP
AUTOR(ES): ELAINE ALVES RAIMUNDO
RESUMO: A Secretaria Municipal de Educação de São Paulo (SME – SP) vem buscando firmar sua política de atendimento a alunos com necessidades educacionais especiais, mais especificamente ao longo das duas últimas décadas, período no qual configurou e vem implementando diretrizes da educação especial na educação básica. Nos últimos cinco anos, esse atendimento educacional especializado é regido pelo Decreto nº 45.415 e pela Portaria nº 5.718, ambos de 2004. Nesses documentos, a SME – SP privilegia o atendimento do referido alunado em classes comuns de sua rede de ensino, de acordo com os princípios da inclusão social e escolar, e institui os chamados Centro de Formação e Acompanhamento à Inclusão (Cefai), os quais tornaram-se referência para o desenvolvimento dos trabalhos relativos à inclusão escolar. Os princípios que a legislação local define para a inclusão escolar referem-se a assegurar a educação para todos, prevendo flexibilização curricular, acessibilidade física, além de formação inicial e continuada de professores, estando em sintonia com a legislação nacional – Constituição Federal de 1988 e Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei n.º 9.394 de 1996). Existem 13 Cefai, cada um desses ligado a uma das 13 Diretorias Regionais de Educação que são as responsáveis pelas escolas municipais da região do município de São Paulo que abrangem. Com esse horizonte reflexivo em vista, esse trabalho visa o confronto entre as práticas dos centros com o previsto em legislação, uma vez que estes são considerados referência para as tomadas de decisões relativas à inclusão escolar dos alunos com necessidades educacionais especiais. Tem como propósito sistematizar e analisar as condições de implementação dos centros localizados em três diferentes regiões do município de São Paulo: o Cefai Butantã, localizado na região Oeste; o Cefai Guaianases, localizado na região Leste e o Cefai Jaçanã – Tremembé, localizado na região Norte.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO ESPECIAL, POLÍTICA EDUCACIONAL , MUNICÍPIO DE SÃO PAULO
SESSÃO - EDUCAÇÃO, POLÍTICAS PÚBLICAS
E PESSOAS COM DEFICIÊNCIA 5
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Centro de Convenções - AUDITÓRIO: 2
TÍTULO: LEITURA DA VIOLÊNCIA SOCIAL: UM DESAFIO À POLÍTICA DE EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS
AUTOR(ES): ELIAS CANUTO BRANDÃO
RESUMO: Considerando o índice de violência ocorrido nas instituições de ensino nos últimos anos e amplamente divulgado pela mídia escrita, falada e televisiva, objetivamos discuti-lo como desafio à política de educação em direitos humanos, visando compreender as interferências e desgastes sobre educadores, educandos, corpo pedagógico, direção e pais. É nosso objetivo analisar o grau da violência e como conflita com a Constituição Federal, o Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH), o Estatuto da Criança e do Adolescente e, em que situação/momento a violência explode nos espaços educativos. É preocupação compreender se os reflexos são de ordem moral, psicológica e jurídica e por que repercutem na mídia, resultam em Boletins de Ocorrências (B.O), sindicâncias, ameaças de alunos sobre educadores ou vice-versa, além de demissões por justa causa. Observaremos em caso de investimentos em políticas públicas de prevenção social e econômica, a exemplo de políticas para o primeiro emprego aos jovens e salários descentes para os docentes, se a violência tomaria dimensões ao ponto de interferir e prejudicar na aprendizagem dos educandos e no lado profissional, moral e psicológico dos docentes. Investigaremos a situação atual dos jovens brasileiros que não estudam, não trabalham e o grau de analfabetismo, confrontando-os com dados sobre o emprego/desemprego de jovens considerados em situação de risco, vulneráveis à violência social, política, econômica e cultural. Estudaremos também se o índice de criminalidade sofre alteração nos locais onde são implementados programas de esporte e lazer, música, pintura, teatro, direitos humanos, entre outros.
PALAVRAS-CHAVE: VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS, EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS, JOVENS EM SITUAÇÃO DE RISCO
TÍTULO: APRENDIZAGEM PARA TODOS
AUTOR(ES): ELIZABETH REGINA STREISKY DE FARIAS
RESUMO: O que pretende-se abordar neste texto é a necessidade de uma educação inclusiva, objetivando contribuir para o desenvolvimento de políticas públicas voltadas para um novo paradigma que se impõe na renovação do modelo educacional vigente. Sabe-se que inclusão é um processo, pois é mais que um estado de mudança que ocorre quando de uma necessidade imediata, mas é um processo que interfere nas relações dentro da escola que se prepara para ser acolhedora, competente, assegurando a aprendizagem a todos os educandos. Na política educacional do município de Ponta Grossa se busca a qualidade de educação a todos, respeitando-se as diferenças. Para assegurar que todos os alunos tenham condições adequadas para a aprendizagem, eliminou-se barreiras que dizem respeito à acessibilidade física, como barreiras ao aprendizado, garantindo ferramentas adequadas para que todos pudessem aprender. Não somente garantindo o acesso ao ensino regular ou a integração do sujeito no ambiente, mas assegurando que o mesmo compartilhe dos mesmos direitos destinados aos alunos ditos “normais” . Planejou-se medidas curriculares específicas, além de individuais. As adaptações curriculares indicam uma proposta coerente, baseada, antes de tudo, em processos e atividades que ocorrem na escola, e não em produtos e resultados. É um processo coletivo de tomada de decisões voltado a ajustar a resposta educativa às diferentes características e necessidades dos alunos, tendo em vista garantir-lhes o pleno acesso ao ensino e à cultura. Os resultados obtidos com tal prática demonstram que todos são capazes de aprender, mas que precisam ser estimulados. Todos os trezentos e dois alunos incluídos na Rede Municipal de Ensino tiveram algum avanço na aprendizagem e 74 avançaram para a segunda etapa do Ensino Fundamental. Os referidos alunos participam de concursos, projetos e atividades educacionais diversas. Não são meramente incluídos, mas já são parte do contexto.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO, INCLUSÃO, POLÍTICAS PÚBLICAS
TÍTULO: CONTRIBUIÇÕES DA COMUNICABILIDADE DAS IMAGENS DOS LIVROS DIDÁTICOS NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM PARA ALUNOS SURDOS
AUTOR(ES): ERNANI NUNES RIBEIRO
RESUMO: Resumo de pesquisa de mestrado em educação que propõe analisar a comunicabilidade das imagens como linguagem suplementar e complementar nos textos didáticos. As hipóteses abordadas para tal pesquisa são que as imagens contidas nos livros didáticos não são exploradas como facilitadoras comunicacionais. As imagens presentes nos livros nem sempre são intencionalmente usadas para complementar ou suplementar a informação textual. Dentro deste foco é proposto discutir as contribuições da comunicabilidade das imagens no livro didático abordando uma educação coerente com as orientações recentes de uma perspectiva inclusiva. A partir do enfoque que a educação deve ser, para todos, no formato da inclusão, com qualidade, igualdade de condições e oportunidade em todo o processo educacional. Compreendendo que o processo de comunicação se faz presente em todas as esferas de conhecimento, as imagens têm grande destaque. A importância do estudo das imagens tem sido discutidas e aprofundadas em pesquisas no campo da semiótica social, da psicologia cognitiva e em estudos culturais entre outros, a exemplo a tradução intersemiótica usada pela áudio-descrição, proposta que é discutida e usada na fundamentação teórico-metodógico deste trabalho, pois compartilha o interesse de melhor compreender as relações entre imagens e aprendizagem. As leituras de textos imagéticos em livros didáticos podem ser um instrumento para atender a tal dinâmica de sala de aula, tendo destaque como uma contribuição significativa para educandos surdos, visto que estes sujeitos têm nas imagens maior relação com sua realidade cotidiana. A partir do estudo das contribuições da comunicabilidade das imagens, podemos encontrar mecanismos para favorecer o processo cognitivo, favorecendo o acesso ao conhecimento, a sociedade e a cidadania.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO, IMAGENS, INCLUSÃO

TÍTULO: A MÚSICA NA PONTA DOS DEDOS: ENSINO E DIFUSÃO DA LEITURA E ESCRITA MUSICAL EM BRAILLE.
AUTOR(ES): FABIANA FATOR GOUVÊA BONILHA, CLAUDINEY RODRIGUES CARRASCO
RESUMO: Este estudo, realizado em nível de Doutorado e apoiado pela FAPESP, tem por motivação a experiência pessoal de sua autora como musicista com deficiência visual. Nele são problematizados o ensino e a difusão da musicografia Braille. Esta, por sua vez, consiste no código por meio do qual as pessoas cegas lêem e escrevem partituras. Existem diferenças qualitativas entre a musicografia Braille e a notação musical em tinta. Pressupõe-se que a compreensão do processo cognitivo inerente à leitura musical em braille constitui um subsídio à formulação de uma proposta educacional que norteia o ensino dessa notação. Este trabalho tem por objetivo abordar o processo cognitivo inerente à leitura musical em braille, tendo em vista a elaboração de uma proposta educacional em prol do ensino desse código. Mediante o estudo da normatização contida no “Novo Manual Internacional de Musicografia Braille”, tornou-se possível enumerar os principais desafios enfrentados dentro do processo de ensino-aprendizado dessa notação. A partir de um referencial qualitativo, neste estudo aborda-se a estruturação dessa proposta educacional, a qual possa ser aplicada em diferentes contextos, considerando-se as demandas dos estudantes com deficiência visual, e a realidade das escolas de música brasileiras. O presente trabalho visa também investigar ferramentas tecnológicas voltadas para a produção de partituras em braille e elaborar procedimentos para transcrição dessas obras. Com base nos dados coletados, está sendo produzido um material, de caráter pedagógico e reflexivo, que subsidia o trabalho de educadores e alunos cegos.
PALAVRAS-CHAVE: MUSICOGRAFIA BRAILLE, DEFICIÊNCIA VISUAL, EDUCAÇÃO INCLUSIVA

TÍTULO: A MEMÓRIA COMO DIREITO: CONTRIBUIÇÕES DA HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO PARA O PROCESSO DE INCLUSÃO DOS SURDOS
AUTOR(ES): GABRIELE VIEIRA NEVES
RESUMO: Historicamente foi negado aos surdos o direito de se comunicarem e de serem educados em sua língua natural: a língua de sinais. Esta dupla negação de direitos os colocou durante muito tempo às margens dos processos formais de educação. Pode-se observar isto claramente ao tomar-se como exemplo a cidade de Caxias do Sul – RS, onde a educação escolar dos surdos é um processo que efetivou-se como política pública somente a partir da década de 1960, com a criação de uma escola especial de ensino fundamental, que passou a atender à demanda de ensino médio apenas a partir de 2001. Mas a exclusão não se dá apenas no plano das políticas públicas. Assim como outras minorias culturais, os surdos de Caxias do Sul têm sua história narrada apenas no plano do relato informal, passado de geração em geração. O silêncio historiográfico também é uma forma de exclusão e de negação do direito à memória. Resgatar sua história é não permitir que sua trajetória de luta por participação social e efetivação de direitos se perca no tempo, valorizando sua cultura e suas experiências enquanto seres humanos e enquanto comunidade que também contribuiu para a construção da história do município. Neste sentido, o presente estudo além de fazer uma breve recuperação histórica da educação dos surdos tendo como referencial teórico-metodológico a História Cultural, objetiva refletir sobre a relevância da realização de trabalhos sobre história da surdez, especificamente na área da História da Educação, e com isto, trazer algumas reflexões que surgiram em decorrência da elaboração do projeto de dissertação de mestrado para Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade de Caxias do Sul (UCS).
PALAVRAS-CHAVE: MEMÓRIA, SURDEZ, HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO

SESSÃO - EDUCAÇÃO, POLÍTICAS PÚBLICAS
E PESSOAS COM DEFICIÊNCIA 6
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Centro de Convenções - AUDITÓRIO: 2
TÍTULO: OFICINAS DE APOIO À EDUCAÇÃO INCLUSIVA: CONSTRUINDO A INCLUSÃO SOCIAL. PROPOSTA DE FORMAÇÃO CONTÍNUA DE EDUCADORES EM SERVIÇO
AUTOR(ES): GLEIDIS ROBERTA GUERRA, DEIGLES GIACOMELLI AMARO
RESUMO: A construção da Educação Inclusiva e Inclusão Social é um processo que deve se dar com a participação e o envolvimento de todos e o constante investimento na formação profissional. A partir deste princípio, o Centro Municipal de Educação Inclusiva “Cleberson da Silva” – CEMEI tem como objetivo oferecer ações de apoio que contribuam para este processo. O objetivo deste trabalho é apresentar a proposta, para o ano de 2009, de uma das ações de formação continuada da Secretaria Municipal de Educação da Prefeitura do Município de Mauá. As OAEDI têm como objetivos: discutir de forma sistematizada os conceitos, princípios e práticas da educação e da sociedade inclusiva; constituir-se um espaço de discussão e reflexão sobre as necessidades específicas para o desenvolvimento das pessoas considerando suas características e referendadas pelo princípio da Inclusão Social; possibilitar um espaço de troca de conhecimentos e experiências individuais e coletivas valorizando a vivência pessoal e profissional de cada participante. A proposta de trabalho 2009 conta com 7 módulos com temas desencadeadores diferentes, cada um com 7 encontros de 2h30 de duração, perfazendo um total de 17h30 presenciais, sendo: Módulo I – Adaptação de atividades, recursos e sistemas de comunicação alternativa; Módulo II – Desenvolvimento e Aprendizagem; Módulo III – Gestão na Prática Inclusiva; Módulo IV – Compreendendo as deficiências e suas características; Módulo V –Avaliação na educação inclusiva; Módulo VI – Primeiras Noções de Braille; Módulo VII – Primeiras Noções de Libras. Para complementar as 20 horas de trabalho, o participante desenvolverá um trabalho de registros e reflexões, em um caderno denominado Caderno de Atividades. O objetivo deste caderno é que, de uma maneira singular, cada participante realize seus registros e marcas, apontando suas vivências no grupo como forma de auxiliar a aprendizagem e retomar o conteúdo das reflexões realizadas.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO INCLUSIVA, FORMAÇÃO DE PROFESSORES, INCLUSÃO SOCIAL

TÍTULO: EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS: A PERCEPÇÃO DAS PROFESSORAS DAS SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
AUTOR(ES): HEYDE APARECIDA PEREIRA DE JESUS
RESUMO: Apresentam nesta comunicação parte dos resultados de um estudo de caso etnográfico, numa abordagem qualitativa, que teve por objetivo conhecer a concepção de educação em direitos humanos de uma escola estadual de periferia das séries iniciais do Ensino Fundamental. Os instrumentos de coleta de dados utilizados foram: observação do cotidiano escolar, entrevistas do tipo semi-estruturadas com a direção escolar e coordenação pedagógica, professoras, funcionárias(os), alunos e alunas e análise do Projeto Político Pedagógico e do Regimento Escolar. Após a Constituição de 1988, o Estado democrático admite os direitos humanos como parte integrante do arcabouço jurídico e institucional, das políticas sociais e da cultura democrática, tornando a educação em direitos humanos tema central da política de Estado. Em 2003 o Comitê Nacional de Educação em Direitos Humanos lançou o Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos tendo sua versão finalizada em 2006. O documento contempla dentro dos cinco grandes eixos de atuação a educação básica. A partir de um recorte da análise de dados optou-se para neste momento explicitar a percepção das professoras acerca da educação em direitos humanos, sobre as possibilidades e possíveis dificuldades em desenvolvê-la. O estudo revelou que a escola é uma organização complexa e deve ser estudada por dentro para que a pesquisa acadêmica possa contribuir para o desvelar dos fatores que dificultam a concretização desta educação. A pesquisa reafirmou os direitos humanos como indivisíveis e interdependentes nesta sociedade capitalista que a tudo e a todos consome e atestou que esta perspectiva de educação se expressa mais nos princípios e condutas que regem o cotidiano escolar do que nas informações e discursos transmitidos porque ensinar alguém a ser justo, por exemplo, não se confunde com ensinar o conceito de justiça, dado que a conduta não ocorre simplesmente da posse ou ausência de uma informação.
PALAVRAS-CHAVE: DIREITOS HUMANOS, CIDADANIA, DEMOCRACIA

TÍTULO: PRECONCEITO E/OU FALTA DE ACESSIBILIDADE À LEITURA: DESAFIOS PARA INCLUSÃO DE ESTUDANTES COM DEFICIÊNCIA NO CONTEXTO UNIVERSITÁRIO
AUTOR(ES): JACIETE BARBOSA DOS SANTOS, SILVIO ROBERTO SILVA CARVALHO
RESUMO: Esse trabalho apresenta uma reflexão sobre as implicações do processo de inclusão de estudantes com deficiência no ensino superior e a necessidade de acessibilidade à leitura como condição imprescindível para o desempenho acadêmico desses sujeitos. Trata-se de um estudo desenvolvido no âmbito do projeto de doutorado em Educação do PPGEduc/UNEB(2009/2012). Com esse trabalho pretende-se verificar se há uma relação entre o nível de acessibilidade de instituições de Educação Superior e manifestação de preconceito sob forma de discriminação e segregação de estudantes com deficiência “incluídos” no contexto universitário. Interessa-nos entender, sobretudo, como o preconceito se apresenta em relação aos estudantes com deficiência “incluídos“ no contexto universitário. As questões que permeiam essa investigação são: será que a falta de acessibilidade predispõem os sujeitos ao preconceito em relação aos estudantes com deficiência “incluídos” na universidade? Como reagem os sujeitos na universidade, diante da convivência com estudantes com deficiência? Será que as experiências de leitura com estudantes com deficiência contribuem para a manifestação/enfrentamento do preconceito? Será que a garantia da acessibilidade interfere nas expectativas de gestores, docentes, coordenadores de curso, funcionários e colegas em relação ao de desempenho acadêmico de estudantes com deficiência “incluídos” no contexto universitário? Será que o acesso à leitura contribui para inclusão dos estudantes com deficiência no contexto universitário? O trabalho inicia-se com a justificativa para realização da pesquisa, para em seguida discutir questões sobre o preconceito, a falta de acessibilidade de estudantes com deficiência no contexto universitário e a leitura como condição inexorável para inclusão sócio-educacional das pessoas com deficiência na universidade. Deficiência + Preconceito + Inclusão
PALAVRAS-CHAVE: DEFICIÊNCIA , PRECONCEITO, INCLUSÃO

TÍTULO: SOCIEDADE, COMUNICAÇÃO E DESENVOLVIMENTO EDUCACIONAL EM EDUCAÇÃO ESPECIAL ATRAVÉS DA ARTE-EDUCAÇÃO
AUTOR(ES): JARBAS PARISE MOSCATO
RESUMO: O trabalho reúne as reflexões acerca dos elementos presentes no processo educativo em educação especial e a forma com que a figura do deficiente foi sendo constituída perante a sociedade e como esta mesma sociedade foi se responsabilizando com estas pessoas. A partir da ótica do professor traz a tona questões relacionadas a comunicação, e a relação comunicativa entre os seres humanos que vivenciam padrões culturais diferentes. Percebe-se o ensino de artes como possibilidade de leituras pelos seres humanos e com isso fortalecer o potencial no desenvolvimento educacional em educação especial. São elaborações acerca da arte em suas diferentes linguagens, não priorizando uma sobre a outra, mas tratando o espaço dialógico desta mediação como criatividade e produção de estruturas de comunicação para ampliar as possibilidades de inclusão. Cabe lembrar que a desorganização das funções superiores leva os alunos a um desestímulo do aprendizado ao qual se reflete em todos os ambientes em que ela se encontra seja na família, sociedade ou escola. Por isto torna-se necessário um planejamento de um currículo que envolva a comunidade escolar juntamente com a família nestes espaços de relações onde a escola não o alcança. As relações de convivências estabelecidas nestes espaços são de extrema importância para os sujeitos, quando uma pessoa presta atenção na atividade realizada pela outra, e esta percebe que esta sendo observada, constituísse ai uma relação de troca, a possibilidade de comunicar e com isso instaurar a relação dialógica na aprendizagem. Desta forma as ações afirmativas e o compartilhamento de experiências dos diferentes campos do saber caracterizam o desafio da integração das inter-relações sociais, que possam garantir os direitos das pessoas com deficiência.
PALAVRAS-CHAVE: DESENVOLVIMENTO EDUCACIONAL, EDUCAÇÃO ESPECIAL, ARTE-EDUCAÇÃO
TÍTULO: O TRAJETO DE UMA EXPERIÊNCIA DE PRÁTICA PEDAGÓGICA INCLUSIVA A PARTIR DA INTERAÇÃO FAMÍLIA-ESCOLA
AUTOR(ES): JOCINARA LOPES DE OLIVEIRA, SUZELEI DE CÁSSIA SOUZA
RESUMO: Há muitas opiniões - algumas divergentes - sobre a inclusão e este é um assunto polêmico. Sabemos da importância da comunicação no processo de ensino-aprendizagem e que, para o surdo, a língua de sinais, como primeira língua, é primordial para auxiliar no seu desenvolvimento. Mas e quando o professor recebe um aluno surdo numa sala de ouvintes, sem o apoio de intérprete? A partir da trajetória, no decorrer do Ensino Fundamental, de um aluno surdo inserido numa escola de ouvintes, e com especial destaque nos anos de 2002 e 2003, esta comunicação tem como objetivo relatar e refletir sobre essa experiência de inclusão, numa escola da Rede Municipal de Campinas e do trajeto da professora e da família na busca de envolver a comunidade escolar nesse processo de aceitação da diferenças. Tal experiência passou por várias etapas que envolveram estudos, dificuldades na sensibilização da comunidade escolar, integração escola-família e escola-universidade, além de várias iniciativas na prática pedagógica da professora em sala de aula e fora dela. Esse trabalho teve como desdobramento um projeto de Estudo de Libras na escola, que contou com a participação da comunidade escolar e extra-escolar, em desenvolvimento até os dias de hoje. Apesar do referido aluno já ter se formado, continuamos recebendo o apoio voluntário de sua família nos nossos grupos de estudos de Libras. Nas avaliações do Projeto Pedagógico da escola e dos envolvidos no processo, essa experiência foi uma iniciativa que possibilitou reflexões e transformações em nosso cotidiano escolar. Como suporte teórico, serão utilizadas as reflexões de Silva (2005), Góes e Laplane (2007).
PALAVRAS-CHAVE: INCLUSÃO, INTERAÇÃO, PRÁTICA PEDAGÓGICA

SESSÃO - EDUCAÇÃO, POLÍTICAS PÚBLICAS
E PESSOAS COM DEFICIÊNCIA 7
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Centro de Convenções - AUDITÓRIO: 3
TÍTULO: AS DIFICULDADES DA AÇÃO INTERPRETATIVA VIVENCIADAS PELOS INTÉRPRETES DE LIBRAS NA CIDADE DO RECIFE
AUTOR(ES): KARLA PATRICIA RAMOS DA COSTA
RESUMO: A interpretação constitui-se uma das atividades mais antigas da história. Os primeiros intérpretes foram os hermeneutas, que se propunha a traduzir a vontade divina para o povo. Seguindo essa trajetória, antes do Renascimento, os intérpretes eram muito pouco mencionados o que pode ser atribuído à primazia do texto escrito sobre a oralidade. Mesmo quando essa atividade começou a ser realizada com mais frequência, os usuários desses serviços não distinguiam, como atualmente é feito, as diferentes categorias de intérpretes, tais como: intérpretes de conferências, de tribunais, acompanhamentos, educacionais etc. Nesse contexto a história desse profissional se caracteriza como um verdadeiro mosaico de fatos, até chegar a nossa época. Segundo Quadros, até bem pouco tempo o intérprete não era considerado como profissional, portanto não havia preocupação com sua formação. O que representa uma grande lacuna no processo da legitimação da sua profissão. Elaboramos este trabalho com o objetivo de mostrar as dificuldades encontradas pelos intérpretes de LIBRAS para contribuir na aprendizagem e melhoria da interação - surdos x ouvintes. A ausência da língua de sinais do contexto social/escolar determina a necessidade que os surdos sentem de contar com a presença de um mediador que possa facilitar essa comunicação, traz consigo uma grande expectativa por parte da comunidade escolar, que certamente espera uma melhoria do desempenho do estudante surdo. Para esse fim utilizamos uma metodologia qualitativa, e como instrumento de pesquisa, entrevista com 10 (dez) intérpretes de LIBRAS do Ensino Fundamental II e Médio, de escolas públicas estaduais do Recife, (mais de 70% do total). Os dados obtidos através dos relatos desses profissionais foram categorizados e posteriormente analisados à luz do referencial teórico adotado. Resultados: Os sujeitos revelaram que estão satisfeitos com seu trabalho, pois consideram que estão contribuindo para a concretização dessa comunicação, embora reconheçam que existem inúmeros obstáculos a serem superados.
PALAVRAS-CHAVE: INTÉRPRETE DE LIBRAS, AÇÃO INTERPRETATIVA, DIFICULDADES NA INTERPRETAÇÃO EM LIBRAS

TÍTULO: INVENTÁRIO DE CONCEPÇÕES DE LEDORES E LEITORES CEGOS SOBRE A LEITURA
AUTOR(ES): LUCIENE MARIA DA SILVA
RESUMO: O trabalho relata os resultados de um estudo sobre as concepções de leitores cegos e seus ledores no sentido de compreender as motivações, a ressignificação da leitura, das palavras ditas pelo ledor e ouvidas/sentidas pelo leitor cego. Cabe então, diferenciar os dois tipos de leitores a quem me refiro: ledor é aquele que lê para as pessoas com deficiência visual, e leitor cego é quem escuta as leituras feitas em voz alta. Muitas vezes os ledores representam a única alternativa viável para os que pretendem estudar ou se informar sobre determinados conhecimentos, mas que se encontram impossibilitados devido à inexistência de livros transcritos para o braille, ou por não terem adquirido fluência necessária na leitura que resulte num aproveitamento minimamente satisfatório. Partindo de uma abordagem qualitativa, com inspiração no método de história oral, realizei entrevistas filmadas com três ledores e cinco leitores cegos, sendo cinco mulheres e três homens com idade entre vinte e sete a sessenta e seis anos. Foi possível concluir que a leitura mediada por um ledor comporta um paradoxo: é praticada como recurso obrigatório pelos leitores cegos, dado a insuficiência de livros traduzidos em braille, e como atividade voluntária pelos ledores, o que imprime um caráter filantrópico que enquadra a atividade e provoca tensões que podem desfavorecer a aproximação entre o leitor cego e o texto. Mas é também a atualização da leitura em voz alta, tipo de leitura que caiu em desuso, além de se apresentar como uma ação de presteza e solidariedade que permite aproximações e identificações pelas histórias de vida, memória e cumplicidade. Essa pesquisa resultou no documentário denominado “Lendo Vozes“.
PALAVRAS-CHAVE: DEFICIENCIA VISUAL, LEITOR CEGO, LEDOR VOLUNTÁRIO
TÍTULO: SALA DE RECURSOS E DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM ESCRITA LUCILIA VERNASCHI DE OLIVEIRA – UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ – UEM/PR NERLI NONATO RIBEIRO MORI – UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ – UEM
AUTOR(ES): LUCILIA VERNASCHI DE OLIVEIRA
RESUMO: Esse estudo teve como objetivo investigar como a prática pedagógica empreendida nas salas de recursos (SR) para alunos com distúrbios de aprendizagem e deficiência mental tem contribuído para o desenvolvimento da escrita desses, que frequentam esse contexto escolar de apoio especializado. A fim de compreender esse processo, a questão norteadora da presente pesquisa foi: como se deu o histórico escolar de aprovação, retenção e evasão desses alunos no período de 2003 a 2007? Como se encontra, no momento atual, a produção da escrita dos alunos que frequentaram as SR em 2003? Para responder o questionamento, foi estudado o percurso escolar de alunos que frequentaram duas SR de 1ª a 4ª séries no ano de 2003. Num primeiro momento verificou-se a situação escolar desses alunos (48), daquele período a 2007. A média anual dos resultados estatísticos aproximados das duas escolas pesquisadas demonstrou que, ao longo dos cinco anos, a aprovação foi de 28%, a retenção foi de 14% e 58% dos alunos da SR abandonaram esse serviço de apoio pedagógico especializado. Quanto à situação de evasão escolar do ER, a taxa média anual aproximada de retenção no período de cinco anos foi de 02%, 64 % de aprovação e 34% de retenção. Na sequência, analisou-se a linguagem escrita atual de quatro alunos que participaram da SR por cinco anos e encontram-se matriculados no ER, em contraponto com a inicial. Os dados demonstram que esse serviço não se consumou efetivamente, dado o grande número de evasão da SR. No entanto, há a possibilidade de apoio paralelo à sala comum. Assim, com base nos resultados alcançados, conclui-se que a continuidade deste tipo de apoio especializado pode contribuir de forma significativa para a efetivação de uma educação realmente inclusiva no contexto paranaense.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO ESPECIAL, SALA DE RECURSOS, DESENVOLVIMENTO DA ESCRITA

TÍTULO: JOGOS, BRINQUEDOS E BRICADEIRAS: UM ESTUDO SOBRE A INTERAÇÃO DE ALUNOS DO ENSINO REGULAR E ALUNOS QUE FREQUENTAM A SALA DE RECURSOS. LUCYANNE CECÍLIA DIAS GOFFI/UEM NERLI NONATO RIBEIRO MORI/UEM
AUTOR(ES): LUCYANNE CECÍLIA DIAS GOFFI
RESUMO: Neste estudo investigamos o brincar, durante o recreio, de alunos que frequentam Sala de Recursos do ensino fundamental séries iniciais. Para tanto, delimitamos os seguintes objetivos: identificar os jogos e brincadeiras utilizados no recreio; analisar a interação entre esse alunado e verificar a participação dos sujeitos nos jogos e brincadeiras. Participaram dessa pesquisa oito alunos do ensino fundamental séries iniciais, que frequentam sala de recursos de uma escola estadual da região noroeste do estado do Paraná. Foram utilizadas imagens gravadas e transcritas, anotações em diário de campo e análise dos documentos escolares dos sujeitos. A coleta e análise dos dados tiveram como fundamentação teórica autores da teoria histórico-cultural, especialmente Vigotski, Leontiev e Elkonin, que em suas pesquisas apontam a importância dos jogos para o desenvolvimento infantil e interação social. Os resultados alcançados indicaram a ocorrência das seguintes atividades no recreio: jogo do latão; jogo de luta; esconde-esconde; jogos de sorte ou azar e outros jogos (barata-no-ar e pega-pega, uno, verdade e conseqüência). Quanto à análise da interação entre os sujeitos, verificamos que 38% dos alunos pesquisados não interagiram durante as brincadeiras com os colegas do ensino regular e 62% interagiram. Todavia, dentre os 62% que interagiram com os colegas do ensino regular, observamos que 24%, não participavam das atividades e nem interagiam com os colegas de maneira efetiva. Quanto aos demais sujeitos (38%), esses interagiram tanto com os colegas do ensino regular quanto com as brincadeiras. Podemos afirmar que apesar de estarem incluídos no ensino regular, alguns alunos que frequentam sala de recursos brincam com seu próprio grupo. A pesquisa realizada permitiu conhecer e compreender aspectos importantes do recreio na escola, bem como delinear algumas ações alternativas para contribuir com o processo de interação social neste espaço ainda pouco estudado do cotidiano escolar.
PALAVRAS-CHAVE: JOGOS E BRINCADEIRAS, INTERAÇÃO SOCIAL, DESENVOLVIMENTO INFANTIL

TÍTULO: ACESSIBILIDADE NO ENSINO SUPERIOR: ÁREA DE EXATAS
AUTOR(ES): M.CRISTINA DE O. REGINA
RESUMO: Deficientes dirigiam-se preferencialmente para área de humanas quando da graduação. Com o surgimento dos computadores, a computação, ou correlatos, ganhou espaço crescente neste segmento. Outras áreas vão se tornando alternativas com avanços em geral. Objetivo : verificar a percepção de docentes da área de exatas sobre aspectos da Inclusão Educacional e Acessibilidade para deficientes. Método: cursos sorteados em Universidade Privada (arquitetura, engenharia elétrica, química, computação) amostra selecionada por cluster, dados coletados por questionário semi-fechado. Resultados: 84% entre 40 e 60 anos de idade, 61% genero masculino(p=0.034, Fischer), 53% com 20 anos ou mais de docencia na Universidade Privada. Havia diferença significativa entre os cursos: idade maior em arquitetura; maior frequencia de genero masculino em engenharia elétrica e computação; maior escolaridade (doutorado e pós-doutorado) em engenharia elétrica, química e computação; maior tempo de instituição e cargo em arquitetura; maior frequencia de indicação de suporte psicológico a médio e longo prazo em química; maior frequencia de indicação de acesso à laboratórios e direção em computação, engenharia elétrica e química; maior frequencia de acesso facilitado a ginásio de esportes em engenharia elétrica; maior frequencia de contemplação de necessidades especiais( método, avaliação) em arquitetura; maior frequencia de disciplinas inviáveis em química. Conclusão: amostra destacou-se por indicar suporte psicológico e disciplinas inviáveis a estudantes deficientes, em química especialmente, e indicar acesso vigente a espaços como laboratórios, centros acadêmicos e ginásio de esportes.
PALAVRAS-CHAVE: INCLUSÃO EDUCACIONAL, ACESSIBILIDADE, DEFICIENTE UNIVERSITARIO

SESSÃO - EDUCAÇÃO, POLÍTICAS PÚBLICAS
E PESSOAS COM DEFICIÊNCIA 8
DIA: 23/07/2009 - Quinta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Centro de Convenções - AUDITÓRIO: 2
TÍTULO: ENSINO SUPERIOR, LEITURA E DEFICIÊNCIA VISUAL: ENTRE DESAFIOS E (SUPER)AÇÕES
AUTOR(ES): MANUELA CUNHA DE SOUZA
RESUMO: Recorte da pesquisa Olhar oblíquo: a formação do leitor literário, este presente trabalho descreve e analisa, a partir de entrevista narrativa, a perspectiva de dois deficientes visuais sobre a educação no ensino superior: atuação do docente e da universidade. É discutida a necessidade de adequação do material, capacitação do professor como um mediador, preconceitos e desafios que o não-vidente encontra no mundo acadêmico. Incluir não é apenas inserir o deficiente em instituições educacionais sem dá-lhe subsídio para ser autônomo e construtor de conhecimento. Pontua-se também a relação do universitário cego com a leitura, verificando suas possibilidades (desde textos em braille até a escuta por ledores ou programas de computador), mediadores de leitura e os reais suportes disponibilizados no ensino superior. Alicerçado principalmente nos estudos do argentino Alberto Manguel, Ivanê Coimbra, Manuel Martin e Salvador Bueno, este artigo é voltado para estudiosos ou interessados nas políticas de inclusão, bem como todo professor, pois o docente trabalha com a diversidade e deve suprir as especificidades de seu alunado. Sendo assim, é traçado um panorama da realidade do portador de deficiência visual e possíveis ações que visam um ensino que não só pregue a inclusão, mas que democratize o conhecimento de fato, considerando as especificidades dos educandos.
PALAVRAS-CHAVE: ENSINO SUPERIOR, DEFICIENTE VISUAL, LEITURA

TÍTULO: LEITURA, CULTURA E DEFICIÊNCIA MENTAL: A CONSTITUIÇÃO SOCIAL DOS SUJEITOS.
AUTOR(ES): MARIA DE FÁTIMA CARVALHO
RESUMO: Esse trabalho aborda a questão da leitura no contexto da educação de jovens e adultos com deficiência mental. Enfatiza a importância do direito à leitura como prática social, de acesso aos bens culturais e discute o seu papel na constituição dos processos de desenvolvimento, na presença do comprometimento do funcionamento mental, nas etapas de vida jovem e adulta. Tendo como fundamento a Psicologia histórico-cultural (VYGOTSKY, 1987; 1988; 1989 e BAKHTIN, 1990; 1997) assume a tese da constituição social dos sujeitos e problematiza a prevalência do entendimento da deficiência mental como condição definitiva e definidora de incapacidade do indivíduo ante as exigências de ordem cognitiva, emocional e social demandadas pelo processo de seu desenvolvimento. Nesse contexto, retoma dados construídos na pesquisa de doutoramento da autora (Relação do Sujeito com o Conhecimento: Condições de Possibilidades no Enfrentamento da Deficiência Mental, CARVALHO, M. F. UNICAMP, 2004) para enfocar o papel desempenhado pelas atividades de leitura no contexto do trabalho pedagógico dirigido a essa população. Discute as condições de possibilidades de relação desses jovens e adultos com diferentes gêneros textuais (literário, poético, jornalístico, biográfico etc.), ressalta o papel desempenhado pelo educador leitor, relaciona e explicita os modos de organização das atividades e os modos de participação dos sujeitos e questiona a suposição ainda vigente de que a condição de “não-leitor” é impeditiva ao acesso e à fruição da leitura.
PALAVRAS-CHAVE: DEFICIÊNCIA MENTAL, LEITURA, DESENVOLVIMENTO HUMANO
TÍTULO: O RECONTO DE UMA NARRATIVA EM LÍNGUA DE SINAIS EM ALUNOS DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS DE UMA ESCOLA PÚBLICA MUNICIPAL DA CIDADE DO RECIFE
AUTOR(ES): MARIA DO ROSARIO DE FATIMA BRANDAO DE AMORIM
RESUMO: O objetivo desse estudo foi investigar a habilidade dos surdos EJA para compreender e produzir textos narrativos por meio da LIBRAS que foram comparados com ouvintes EJA. Foi avaliada a qualidade dessa compreensão através da condição de reproduzir fidedignamente uma história em diferentes gêneros narrativos - Vídeo, História em Quadrinhos e Escrita. Participaram deste estudo 60 sujeitos de ambos os sexos, cursando a 4ª. série do ensino fundamental de uma escola da rede pública municipal da cidade do Recife, divididos em dois grupos: Grupo 1 – ouvinte EJA (30); Grupo 2 – Surdos EJA (30). Todos foram submetidos a um teste denominado Type Token Test para avaliar a habilidade linguística. Posteriormente, por meio de uma fita previamente gravada, cada grupo recebeu as mesmas instruções para realizar o reconto de história nos diferentes gêneros narrativos, dentro do seu código linguístico apropriado. A videografia foi utilizada para garantir a análise dos recontos. O estudo seguiu o modelo da gramática de histórias defendido por Stein e Glenn. Os resultados apontaram que a História em Quadrinhos foi a que gerou menos dificuldades, e a escrita como a que gerou mais. Este estudo sugere mudanças das práticas pedagógicas no processo ensino – aprendizagem dos que trabalham diretamente com esta população minoritária, pois os surdos ainda continuam sendo vistos como aqueles que possuem dificuldades de comunicação, havendo pouco investimento de experiências que o encorajem a construir significados. Consequentemente restam-lhes poucas oportunidades para aumentar a sua compreensão de mundo. Conclui-se que, para consolidar um aprendiz, este deve ser autônomo, sendo sempre possível incrementar a capacidade de aprender através de mediação cognitiva apropriada, mediação esta que se sugere, através do presente estudo, ou seja, a língua de sinais.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, LIBRAS-LINGUA BRASILEIRA DE SINAIS, PRODUÇÃO DE TEXTO

TÍTULO: POLÍTICA DE ATENDIMENTO PEDAGÓGICO DOMICILIAR À CRIANÇA E AO ADOLESCENTE: ALFABETIZAÇÃO, LETRAMENTO E DIREITOS HUMANOS.
AUTOR(ES): MARIA IOLANDA FONTANA, FABIANA NEVES REGO BARBOSA
RESUMO: Este trabalho apresenta a política pública de atendimento pedagógico domiciliar implantado pela Secretaria Municipal de Curitiba no ano de 2008, que em cumprimento ao Art. 13 da Resolução do CNE/CEB n.º 02/2001, atende crianças e adolescentes impossibilitados de frequentar a escola por motivo de tratamento prolongado de saúde. Destaca-se neste serviço, a realização de práticas pedagógicas embasadas nas Diretrizes Curriculares Nacionais e Municipais, adaptadas às condições físicas e psicológicas de cada estudante. Dentre as práticas apresenta-se à sistematização das atividades de leitura e a criação e utilização da biblioteca itinerante para estimular o gosto pela literatura e também desenvolver as habilidades de ler, interpretar e escrever textos. Os dados que se apresentam resultam da análise, dos relatórios dos atendimentos pedagógicos realizados a partir de maio do ano de 2008 até o mês de abril do presente ano e fundamenta-se em referencias teóricos relacionados a prática pedagógica, alfabetização e letramento. O estudo revela que as atividades pedagógicas desenvolvidas nos atendimentos, ao priorizar a leitura e a literatura, constituem-se em ações afirmativas que contribuíram para o desenvolvimento de habilidades e para a promoção dos estudantes no ano letivo de 2008. Assim, constata-se o importante papel social da política do atendimento pedagógico domiciliar aos estudantes, que provisoriamente ou permanentemente possuem necessidades educativas especiais, por garantir-lhes o direito à educação.
PALAVRAS-CHAVE: POLÍTICAS EDUCACIONAIS , PRÁTICA PEDAGÓGICA, ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO

TÍTULO: ESTUDO DAS AÇÕES PEDAGÓGICAS INCLUSIVAS PARA COM O ALUNO COM DEFICIÊNCIA VISUAL NA ESCOLA DE TEMPO INTEGRAL
AUTOR(ES): MARIA TERESA ROCHA TRIÑANES
RESUMO: Este estudo tem como objetivo problematizar o trabalho pedagógico da equipe escolar do ensino fundamental de nove anos na Escola de Tempo Integral (ETI) da rede pública estadual paulista, composta por alunos com deficiência visual incluídos. Dados do Censo Escolar do ano de 2006 revelam que o número de alunos matriculados com deficiências no ensino fundamental regular aumenta anualmente. Esse aumento de matrículas exige uma ação especializada que contribua com o apoio e suporte aos professores da sala regular de ensino. O Ministério da Educação tem como meta a implantação de dez mil ETIs em 2009. Em um levantamento do número de alunos com deficiência visual nessas escolas constata-se a existência de apenas uma ETI com alunos com deficiência visual. Por quê? A fundamentação teórica está baseada nos princípios que garantam os direitos humanos para a educação inclusiva no Brasil, contempladas na Legislação Nacional e nos documentos internacionais. A metodologia será baseada na perspectiva qualitativa, sendo composta de entrevistas semi-estruturadas e análise documental. Serão entrevistados: professores do ensino regular, professor do atendimento educacional especializado e o coordenador pedagógico. Os resultados esperados poderão contribuir na avaliação da proposta da ETI; no desenvolvimento das ações pedagógicas inclusivas; nos processos de ensino-aprendizagem; na reflexão da prática docente que tem o aluno com deficiência visual como parte integrante da diversidade da sala de aula regular; e nas relações entre o professor do atendimento especializado e os demais profissionais do espaço escolar.
PALAVRAS-CHAVE: DEFICIÊNCIA VISUAL, INCLUSÃO, ESCOLA DE TEMPO INTEGRAL

SESSÃO - EDUCAÇÃO, POLÍTICAS PÚBLICAS
E PESSOAS COM DEFICIÊNCIA 9
DIA: 23/07/2009 - Quinta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Centro de Convenções - AUDITÓRIO: 2
TÍTULO: SUBJETIVIDADE E SURDEZ
AUTOR(ES): MARILIA MARINHO SILVA
RESUMO: Nesta comunicação procuramos analisar os processos relativos à linguagem e a surdez, procurando entender as condições adversas que afetam a formação da subjetividade do sujeito surdo em seu processo identificatório. A questão que se coloca faz parte uma pesquisa maior, nossa tese de doutorado: Reflexões sobre identidade e surdez – aspectos pedagógicos e interacionais de uma professora surda com alunos ouvintes. Assim, a intenção dessa reflexão, não é apenas problematizar as condições de interlocução do surdo com ouvintes, mas apontar o prolongamento da experiência dos surdos no lócus sociocultural em que eles se constituem na comunidade. Dessa forma, dirigimos a presente discussão aos processos socioculturais para chegar a uma visão do que é real e de como a sociedade pensa a naturalização de traços sociais do sujeito surdo no caso específico de nossa comunicação, de uma professora que nasceu ouvinte e tornou-se surda. Na análise, utilizaremos estudos na área da Linguistica Aplicada e Educação para entender identidade e surdez através dos referenciais teóricos dos estudos de Maher (2001), Cameron (2001), Geertz (1989), Perlin (1998), Moura (2000). Os resultados de nossa análise evidenciam que o reconhecimento desses fundamentos está em permanente questionamento em nosso estudo - saber de que surdo estamos falando – quando estabelecemos teoricamente uma linha de análise em relação à identidade desses sujeitos, nos estudos que tratam a surdez.
PALAVRAS-CHAVE: SURDEZ, SUBJETIVIDADE, LINGUAGEM

TÍTULO: O ATO DE LER: ESTREITANDO RELAÇÕES FAMILIARES NO HOSPITAL
AUTOR(ES): MARISTELA RODRIGUES FREITAS MARTIN, SHEILA GONÇALVES SERRANO
RESUMO: Uma parceria entre as Secretarias Municipais, Educação/Saúde de Campinas, possibilitou que uma equipe de pedagogas habilitadas em educação especial organizasse o serviço de brinquedoteca hospitalar no Pronto Socorro Infantil (PSI) de um hospital público. Este trabalho teve início no ano de 2008, funcionando em três períodos. O espaço para o pedagogo nos hospitais pediátricos trouxe a possibilidade de se olhar à criança/adolescente, de forma integral, somando-se a proposta de humanização já existente. (Lei 11.104 de 2005) Na hospitalização, a criança/adolescente é submetida a procedimentos dolorosos, invasivos. O ambiente estranho somado a dor física e emocional, podem marcar negativamente as pessoas. A internação pode significar a separação familiar, amigos, escola, brinquedos. É um rompimento em sua rotina, sendo substituída pela hospitalar. O brincar como recurso terapêutico/pedagógico pode trazer uma área de conforto, onde o lúdico ganha espaço através de brincadeiras, resgatando no paciente o direito de se expressar de forma ativa. Entendendo a importância do brincar para o desenvolvimento infantil, rompendo preconceitos de que seja secundário e sem função. Propiciar um momento lúdico, capaz de amenizar o estranhamento e o desconforto do paciente e de sua família, pode ser um aliado na adesão ao tratamento e na recuperação do paciente que se torna resiliente. No trabalho da brinquedoteca do PSI damos a oportunidade ao acompanhante de ler um livro, revistas ou artigos para o paciente que, em nosso ver, media a transposição da dor, que resignificada, estreita o laço afetivo familiar. Esta experiência permitiu, segundo relatos, um olhar diferenciado da equipe hospitalar para a família e para o paciente de modo holístico.
PALAVRAS-CHAVE: HOSPITAL, FAMÍLIA, LEITURA
TÍTULO: TERRITÓRIOS DE EXCLUSÃO E INCLUSÃO: UMA ANÁLISE GEOPOLÍTICA DAS ESCOLAS PÚBLICAS E PRIVADAS DOS ESTUDANTES INGRESSOS NO SISTEMA DE RESERVAS DE VAGAS DA UERJ NO PERÍODO DE 2003 A 2009.
AUTOR(ES): MONIQUE MENDES FRANCO, VIVIANE SILVA DE GOUVEA
RESUMO: A política de reserva de vagas nas universidades públicas brasileiras, no bojo das denominadas políticas de ação afirmativa e de direitos humanos, têm oportunizado o acesso às minorias e segmentos tradicionalmente excluídos do sistema educacional público superior. No caso do estado do Rio de Janeiro, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) foi uma das pioneiras na implantação da medida em 2003. Todavia, a validade da política vem sendo questionada quando se identifica escolas de excelência na origem formativa desses estudantes. Este trabalho tem como objetivo apresentar parte dos resultados da pesquisa que investiga a origem das escolas públicas e privadas dos estudantes que ingressaram pelo sistema de reserva de vagas na UERJ, incluindo negros, estudantes da escola pública, deficientes e indígenas, de 2003 até 2009. Tendo como suporte a pesquisa e análise documental de ingresso desses estudantes, dados muito pouco trazidos ao conhecimento público e acadêmico, inicialmente apresentaremos uma análise quantitativa e qualitativa desses estabelecimentos. Em seguida, partimos para uma análise sócio-cartográfica dessas escolas na qual pretendemos indicar os supostos nichos de excelência e/ ou espaços segregados de modo a identificar os aspectos geopolíticos subjacentes à política de cotas. A perspectiva foucaultiana de território e de tecnologias de governo orienta a abordagem crítica dos resultados obtidos.
PALAVRAS-CHAVE: POLÍTICAS DE AÇÃO AFIRMATIVA, COTAS, TERRITÓRIO

TÍTULO: REFLEXOS DA REMEDIAÇÃO FONOLÓGICA NAS HABILIDADES DE LEITURA EM ALUNOS COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL
AUTOR(ES): ROBERTA MORENO SÁS, MARIA AMELIA ALMEIDA
RESUMO: Para o presente relato foi feito um recorte de um estudo mais amplo, orientando a análise para o objetivo de verificar a eficácia de um programa de remediação fonológica nos níveis de leitura em alunos com Síndrome de Down e consequentemente com deficiência intelectual. Participaram do estudo 8 alunos com diagnóstico da Síndrome de Down em fase alfabética de aprendizagem da escrita. Eles foram divididos em dois grupos: Grupo Experimental (GE) e Grupo Controle de Espera (GC). O estudo aconteceu nas escolas regulares da rede pública de ensino, onde os participantes estavam matriculados e envolveu três fases: pré-teste, intervenção e pós-teste. Foi utilizado o delineamento de grupos e instrumentos variados para seleção e caracterização dos participantes e mensuração da eficácia do programa de intervenção. Na intervenção, foi utilizado um programa de remediação fonológica, constituído de 8 etapas (correspondência grafema–fonema 1, discriminação de fonemas em sílabas, classificação de palavras pares, discriminação de fonemas em palavras, correspondência grafema–fonema 2, identificação de fonema, segmentação de fonema e supressão de fonema). A análise dos dados se deu por meio da comparação do desempenho dos participantes no pré-teste e no pós-teste, por meio da descrição dos resultados e foi utilizado ainda o teste “t“ pareado e adotado nível de significância de 5% (p
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA E ESCRITA, CONSCIÊNCIA FONOLÓGICA, SÍNDROMDE DE DOWN
TÍTULO: LEITURA E JOGOS: UMA PRÁTICA INCLUSIVA NA SALAS DE RECURSOS
AUTOR(ES): ROSANA APARECIDA ALBUQUERQUE, LUCIANA FIGUEIREDO LACANALLO, NERLI NONATO RIBEIRO MORI
RESUMO: O ensino de língua portuguesa, em especial as discussões sobre o processo de leitura e escrita, vem despertando constantemente a preocupação dos educadores e pesquisadores de modo geral. Diante dessa preocupação, este trabalho apresenta a utilização de jogos em Sala de Recursos (SR) de 5ª a 8ª séries como recurso capaz de possibilitar a apropriação de conceitos científicos na área de Língua Portuguesa. Essas salas configuram-se como serviço especializado de apoio à inclusão, que tem por objetivo dar apoio a alunos com distúrbios de aprendizagem e deficiência mental, matriculados no ensino regular, e foram objeto de estudo do Mestrado em Educação da Universidade Estadual de Maringá. A pesquisa contemplou estudos bibliográficos e pesquisa de campo realizada em três escolas estaduais do município de Maringá no período entre maio e setembro de 2007, o que inclui visitas para levantamento de dados sobre as SR e seu alunado; observações da prática pedagógica e entrevistas com as professoras. Por meio do trabalho observado, percebemos a necessidade de aproximar cada vez mais o jogos do ensino de língua portuguesa tendo em vista a necessidade de estimular a apropriação de saberes por meio de práticas pedagógicas que assegurem o sucesso do processo de leitura e escrita a todo cidadão, independente de suas necessidades.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA E ESCRITA, JOGOS, SALA DE RECURSOS

SESSÃO - EDUCAÇÃO, POLÍTICAS PÚBLICAS
E PESSOAS COM DEFICIÊNCIA 10
DIA: 23/07/2009 - Quinta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Centro de Convenções - AUDITÓRIO: 3
TÍTULO: ANÁLISE DAS AÇÕES DOS CENTROS DE FORMAÇÃO E ACOMPANHAMENTO À INCLUSÃO (CEFAI) NA CONSTITUIÇÃO DE REDES DE APOIO
AUTOR(ES): ROSANNA CLAUDIA BENDINELLI
RESUMO: A importância da inclusão do aluno com necessidades educacionais especiais no ensino regular é notória e tem sido amplamente discutida. É necessário avançar os estudos para que saiamos do plano ideológico e mergulhemos de forma efetiva na investigação de práticas inclusivas no âmbito da rede pública. Atualmente inicia-se um processo de compreensão de que a inclusão, visando a uma educação de qualidade, não pode ser feita sem apoios à equipe escolar e aos alunos, sejam estes apoios internos ou externos à instituição de ensino. Nesse sentido, começamos a vislumbrar no Brasil bibliografias que discorrem sobre a importância do ensino colaborativo e da constituição de redes de apoio. Essa discussão, porém, é ainda escassa em nosso país: poucos autores têm se aprofundado nessa temática. Com referência ao processo de inclusão escolar, vemos que, na esfera pública, medidas têm sido tomadas. Em 2004, a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo (SME – SP), buscando firmar sua política de atendimento na esfera da educação especial, criou os Centros de Formação e Acompanhamento à Inclusão (CEFAI). Decreto e Portaria que regulamentam os CEFAI, entre outras ações, indicam a possibilidade de serviços de educação especial conveniados, como uma das formas de estabelecer uma rede de apoio. O presente projeto propõe uma pesquisa qualitativa que visa, em um primeiro momento, ao aprofundamento teórico acerca do significado e relevância das redes de apoio, entrando na teoria do ensino colaborativo e, em seguida, à averiguação e análise sobre como estas estão sendo constituídas no âmbito de dois CEFAI, avaliando seus resultados, contribuições e consequências tanto para a equipe escolar, quanto para os alunos com necessidades educacionais especiais.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO ESPECIAL, REDE DE APOIO, MUNICÍPIO DE SÃO PAULO

TÍTULO: CARTILHAS SOBRE POLÍTICAS DE ACESSIBILIDADE: FORMAS DE INTERVENÇÃO NA VIDA DA POPULAÇÃO
AUTOR(ES): ROSELI BELMONTE MACHADO
RESUMO: Este trabalho procura analisar uma série de cartilhas sobre políticas públicas de inclusão e acessibilidade fabricadas e criadas por membros da Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul, as quais entraram em circulação no Estado no primeiro semestre do ano de 2009. Tais cartilhas são destinadas à população em geral visando distribuir informações sobre modos técnicos de tornar locais públicos acessíveis, ao mesmo tempo em que regulam a vida dos responsáveis por lojas, cinemas, teatros e outros estabelecimentos. Para o embasamento teórico-metodológico de minha análise, trago as ideias de Michel Foucault sobre os conceitos de Biopoder, Biopolítica e Governamento, em que o autor aponta estratégias que o Estado utiliza a desde o final do século XVIII, como formas de controle e regulação da vida da população. Meu objetivo principal é o de compreender como as formas de governamento e biopolítica operam na vida dos indivíduos e da população como um todo e, dessa maneira, os subjetivam a modificarem seu modo de pensar e agir sobre um determinado assunto, conceito, tema etc. As análises dos textos das cartilhas indicam a intencionalidade dos mesmos em tornar os indivíduos responsáveis pelo cumprimento dos projetos de acessibilidade, desde rebaixamento de calçadas até a instalação de elevadores com botoeira em Braille para orientar pessoas com deficiência visual. Tais ações preconizadas pelas cartilhas, de certa forma, diminuem a responsabilidade dos governos, já que há um desejo de compartilhamento de responsabilidades com a população em geral. A partir dessas proposições, é possível refletir sobre os efeitos que essas ações trazem ao Estado, na medida em que há, continuamente, um deslocamento de suas responsabilidades.
PALAVRAS-CHAVE: ACESSIBILIDADE, POPULAÇÃO, GOVERNAMENTO

TÍTULO: PESSOAS COM DEFICIÊNCIA E A PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO ESCOLAR: AS POLÍTICAS EDUCACIONAIS E O COTIDIANO DA SALA DE AULA.
AUTOR(ES): SHIRLEY SILVA
RESUMO: As políticas educacionais na área da atenção às pessoas com deficiência, em termos de legislação e em suas operacionalizações nas diferentes esferas de governo, têm afirmado positivamente o direito à educação escolar. Além da afirmação do direito à educação escolar, afirma-se que o mesmo deva ocorrer nos espaços comuns de ensino. O direito à educação ultrapassa os muros das instituições-escola; quando se trata da instituição-escola há proposições a serem desenvolvidas com os alunos e alunas - a produção de conhecimento e a construção de um cidadão/cidadã singular e coletivo/a. A construção da coletividade, por vezes, tem sido traduzida como a produção da socialização entre os alunos e as alunas. A construção da singularidade, também por vezes, tem sido traduzida como as manifestações dos comportamentos dos mesmos alunos e alunas, aliando-se ainda com os contornos familiares. A produção de conhecimento com certeza tem sido um dos objetivos mais diversos, em sua compreensão e em seu desenvolvimento. Como pensar o desenvolvimento destes princípios de uma instituição-escola com os alunos e alunas com deficiência que compõem seu cotidiano? As professoras e os professores, o que pensam e como efetivam seu trabalho pedagógico com estes alunos e estas alunas? Na afirmação - o conhecimento permite aos homens e mulheres a efetivação de sua cidadania, estarão contempladas as pessoas com deficiência? Este trabalho se propõe, assim, a apresentar um debate a respeito da necessidade emergente de se analisar as práticas educativas e a produção de conhecimento em desenvolvimento com os alunos e as alunas com deficiência nas instituições-escola.
PALAVRAS-CHAVE: POLÍTICA EDUCACIONAL, PESSOAS COM DEFICIÊNCIA, PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO ESCOLAR
TÍTULO: EJA EM ATIBAIA - UMA EXPERIÊNCIA DE SUCESSO
AUTOR(ES): SIMONE BACCI
RESUMO: A EJA é um direito constitucional. Não se trata de chance, ajuda ou gratidão. Trata-se de oferecer escola pública de qualidade a jovens, adultos e idosos que durante a época escolar estavam comprometidos em outros afazeres, como por exemplo, o trabalho no campo. Para que os alunos de EJA permaneçam na escola e para que essa permanência seja de sucesso, é preciso acolhimento e tratamento adequado aos alunos portadores de necessidades especiais, levando em consideração o processo de inclusão, bem como as necessidades individuais de cada um e a evasão na EJA e nas turmas de PBA; de acordo com relatos dos gestores do PBA durante o encontro de Gestores que ocorreu em Brasília neste mês, a evasão escolar atinge cerca de 30% dos alunos matriculados e esse movimento de entrada e saída de alunos está intimamente relacionado ao trabalho, família, saúde etc. Em nosso município realizamos um estudo no período de 2004 - 2008, trabalhando com levantamento de dados sobre frequência, evasão escolar, aprovação e reprovação nas turmas de EJA. Inicialmente, o índice de evasão escolar atingia cerca de 32% dos alunos. Após quatro anos de estudos e pesquisas com alunos e professores de EJA, algumas ações foram implantadas e hoje temos um índice de evasão de 16%, uma redução significativa, alcançada através da implantação de políticas públicas que visam o acesso e a permanência com sucesso dos alunos jovens, adultos e idosos na escola.
PALAVRAS-CHAVE: POLÍTICAS PÚBLICAS, EJA, EVASÃO ESCOLAR
TÍTULO: ESTRANHOS NO NINHO: A INCLUSÃO DE ALUNOS COM DEFICIÊNCIA NA UNICAMP
AUTOR(ES): SUSIE DE ARAUJO CAMPOS ALCOBA
RESUMO: Este trabalho discute parte dos resultados de pesquisa que investigou o modo como os professores da Unicamp encaram as possibilidades de alunos com deficiência seguirem os cursos oferecidos, visando conhecer fatores, ligados às atitudes pessoais, que promovem ou dificultam a sua inclusão nesta universidade. Entrevistas abertas com trinta professores de todas as áreas de conhecimento mostraram grande diversidade de opiniões e situações na universidade, que foram discutidas a partir de um referencial multidisciplinar, buscando dar-lhes uma perspectiva histórico-cultural. Apesar dos progressos em tornar a instituição mais acessível, o direito dos alunos com deficiência terem as mesmas condições de participação nos cursos que os demais ainda não é inteiramente garantido e nem sempre compreendido. Há a necessidade de se superar a visão da deficiência como limite incontornável, localizado apenas na pessoa que a carrega, e o consequente cunho assistencialista que ainda subsiste em algumas posturas e ações relacionadas com elas. Foi possível perceber hesitação e insegurança em receber estudantes com deficiência, decorrente da falta de experiência e contato prévio com esse tipo de aluno e do desconhecimento dos apoios e adaptações possíveis ou já disponíveis na universidade. Os dados também indicaram que é preciso vencer as resistências às diferenciações que os estudantes com deficiência demandam, incentivando o desenvolvimento de uma nova concepção geral do ensino na universidade, com ênfase na flexibilidade curricular. Embora esses alunos possam se sentir ou ainda sejam considerados como “estranhos no ninho“, os relatos mostraram a importância da presença deles para desafiar a universidade a buscar caminhos para transformar-se em um ambiente inclusivo e a necessidade da participação desses estudantes na construção das condições propícias para o exercício de sua capacidade e autonomia.
PALAVRAS-CHAVE: ALUNOS COM DEFICIÊNCIA, EDUCAÇÃO SUPERIOR, DIREITO À EDUCAÇÃO

TÍTULO: DANÇAS CIRCULARES: QUANDO O CORPO ESCREVE E TODOS LÊEM
EIXO TEMÁTICO: EDUCAÇÃO, POLÍTICAS PÚBLICAS E PESSOAS COM DEFICIÊNCIA
AUTOR(ES): TELMA SAMPAIO ROMÃO, JEFFERSON FERNANDES ALVES
RESUMO: Falar de leitura no contexto da educação de pessoas cegas e com limites graves da visão é como se, em questão de segundos, as letras desenhadas no livro sumissem. O mundo sentido, percebido e significado a partir do visível, provoca uma lacuna entre linguagem organizada pelo vidente e linguagem organizada pela pessoa cega e com baixa visão que utilizam de outras experiências para atribuir significados. O presente trabalho tem como objetivo principal apresentar e discutir as danças circulares como uma linguagem que pode possibilitar o encontro do vidente e não vidente no universo mais próximo possível em seus significados. As danças circulares, potencializada por sua riqueza simbólica e inscrita na coreografia e na coreologia, contam da história da humanidade para além da igualdade, num nível de equidade, possibilitando o estranhamento e a superação das diferenças suplantadas culturalmente, além da ampliação do repertório de significados, repertório, portanto, linguístico. Não pretendemos aqui defender a não escrita, mas dirigir o olhar para as construções que precedem e acompanham o desenvolvimento, aquisição e apropriação da leitura que podem ser medianos de forma inclusiva por meio das danças circulares. O presente trabalho tem com marco teórico Rousseau, Merleau-Ponty, Bavcar, Cury e Wosien.
PALAVRAS-CHAVE: PESSOAS COM DEFICIENCIA VISUAL, DANÇAS CIRCULARES, CORPOREIDADE EM EDUCAÇÃO
TÍTULO: ATENDIMENTO PEDAGÓGICO HOSPITALAR: A CRIANÇA NEGRA COMO FOCO
EIXO TEMÁTICO: EDUCAÇÃO, POLÍTICAS PÚBLICAS E PESSOAS COM DEFICIÊNCIA
AUTOR(ES): TYARA CARVALHO DE OLIVEIRA
RESUMO: Um grande avanço tem sido observado na legislação brasileira em termos das garantias dos direitos de cidadania. A repercussão desse avanço se faz notar em múltiplos segmentos e setores da sociedade. Em termos de acesso à educação escolar, o direito de manter e dar continuidade às aprendizagens desenvolvidas pela escola estende-se ao contexto hospitalar. Considerando a existência de um atendimento pedagógico hospitalar existir a algum tempo no Brasil – em agosto de 1950 no Hospital Municipal Jesus, localizado no Rio de Janeiro – a sua normalização ocorreu entre os anos de 2001 e 2002 com os documentos do MEC intitulados de: Diretrizes Especiais para Educação Especial na Educação Básica (Resolução CNE/CEB n° 2 de 11/09/2001) e Classe Hospitalar e Atendimento pedagógico domiciliar: orientações e estratégias (MEC, 2002). Embora a Política Nacional de Educação Especial – Um Direito assegurado, também um documento do MEC, tenha feito alusão a classe hospitalar em 1994. Porém, através de observações realizadas em pesquisas anteriores a esta proposta, encontra-se casos em que apesar dos documentos de normatização e implementação das classes hospitalares parece existir uma seleção dentro das Unidades Hospitalares dos pacientes/alunos que irão ser atendidos por essa modalidade de educação. Será que essa diferenciação ocorre por falta de conhecimento ou má interpretação das leis que normatizam a classe hospitalar (como já foi mencionado anteriormente) ou por um “excesso de zelo” para não expor as crianças menos graves observando critérios éticos possivelmente decorrentes do artigo 18 do Estatuto da Criança e do Adolescente? Neste contexto cabe questionar em se tratando de crianças negras, quais são os critérios utilizados para o encaminhamento para o atendimento pedagógico hospitalar para elas? Será que a criança negra é “excluída” (ou não) por sua doença e/ou por sua “cor”?
PALAVRAS-CHAVE: LEGISLAÇÃO BRASILEIRA, CLASSE HOSPITALAR, POPULAÇÃO NEGRA
TÍTULO: A SALA DE RECURSOS: ALGUMAS CONTRIBUIÇÕES ACERCA DA INCLUSÃO ESCOLAR DE ESTUDANTES DEFICIENTES VISUAIS
EIXO TEMÁTICO: EDUCAÇÃO, POLÍTICAS PÚBLICAS E PESSOAS COM DEFICIÊNCIA
AUTOR(ES): VANDERLEI BALBINO DA COSTA
RESUMO: O estudo teve como meta identificar o que é uma sala de recursos, onde e como ela pode e deve atuar, e qual é a sua principal função nos sistemas educacionais inclusivos. Assim a pesquisa se justifica a partir do momento em que, ao nos reportarmos ao Brasil, tendo como referencial a LDB 9394/96 e os documentos do MEC, vemos a possibilidade de que nas escolas brasileiras o processo de inclusão possa se efetivar, principalmente mediante os diversos serviços oferecidos por essas instâncias governamentais, como: sala de recursos, ensino itinerante, ensino colaborativo e consultoria colaborativa que atuam em parceria com o ensino regular onde se encontram matriculadas as pessoas com deficiências. Baseando-se nos estudos de Arnal e Mori (2007), Almeida e Rocha (2008), Prieto e Sousa (2007), Silva (2006) e Costa (2009), entre outros, o referencial proposto visou apontar algumas contribuições que a Sala de Recursos pode oferecer ao sistema inclusivo de educação. A questão de pesquisa foi: quais as práticas pedagógicas que vem se desenvolvendo nas salas de recursos das escolas da rede básica e como essas vem contribuindo para o ingresso, sucesso e permanência escolar dos/as estudantes com deficiência visual matriculados/as no ensino regular da cidade de São Carlos/ SP? Os objetivos foram: conhecer as atividades pedagógicas desenvolvidas pelos/as docentes que atuam nas três salas de recursos na cidade de São Carlos/ SP; analisar se as atividades pedagógicas desenvolvidas contribuíram para que os/as estudantes com deficiência visual incluídos/as pudessem se manter no ensino regular. O estudo priorizou a pesquisa qualitativa baseando-se nos princípios filosóficos da fenomenologia. Deste modo observamos docentes que atuam nas salas de recursos relatando em notas de campo nossas percepções acerca das atividades desenvolvidas nessas salas. Outro procedimento foi entrevistar docentes que atendem nessas salas os/as estudantes deficientes visuais matriculados no ensino regular.
PALAVRAS-CHAVE: SALA DE RECURSOS, INCLUSÃO ESCOLAR, DEFICIÊNCIA VISUAL

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