SESSÃO - LEITURA NO CURRÍCULO ESCOLAR:
PROJETOS E PROGRAMAS 1
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Centro de Ensino de Línguas - CEL - SALA: CEL 12
TÍTULO: O LUGAR DA SALA DE LEITURA NA REDE MUNICIPAL DE ENSINO DE SÃO PAULO
AUTOR(ES): ANA CAROLINA DOS SANTOS MARTINS LEITE
RESUMO: O trabalho analisa os aspectos físicos e a organização do projeto Sala de Leitura da Rede Municipal de Ensino de São Paulo, a partir dos conceitos de território, espaço e lugar. A investigação de natureza qualitativa foi realizada nos anos de 2007 e 2008. A questão norteadora da investigação foi: em que consiste este espaço denominado Sala de Leitura? Tendo como objetivo focalizar a Sala de Leitura na dimensão espacial ampliando a compreensão sobre seus diversos aspectos partiu-se da hipótese de que a Sala de Leitura é um espaço culturalmente proposto a partir do projeto, mas é lugar a partir do uso que se faz dele, e é território pela subjetividade que o marca. Realizou-se revisão bibliográfica e documental em textos da memória do projeto Sala de Leitura e suas regulamentações. A pesquisa de campo ocorreu em duas escolas da Rede Municipal de Ensino de São Paulo, com Salas de Leitura de espaço adaptado ou integrante da planta do prédio. A análise dos dados de observação, de entrevistas e de fotos foi realizada segundo os estudos de Viñao Frago (2001) sobre espaço, território e lugar. Os resultados apontam que a Sala de Leitura é um espaço idealizado convertido em lugar pelos que o usam e território subjetivamente caracterizado o que afirma a hipótese inicial de que ainda não é devidamente valorizado, confundindo-se, muitas vezes, com a sala de aula, sem ênfase em seu caráter específico: lugar para ler e aprender a gostar de ler.
PALAVRAS-CHAVE: ESPAÇO-LUGAR-TERRITÓRIO, REDE MUNICIPAL DE ENSINO DE SÃO PAULO, SALA DE LEITURA

TÍTULO: PELO DIREITO DE APRENDER: A EXPERIÊNCIA DE CONSTRUÇÃO DO CONTEÚDO PROGRAMÁTICO DE LÍNGUA PORTUGUESA DA REDE MUNICIPAL DE ENSINO DE ARACAJU
AUTOR(ES): ANA MÁRCIA BARBOSA DOS SANTOS
RESUMO: A presente comunicação tem como objetivo relatar a experiência de construção do Conteúdo Programático de Língua Portuguesa da Rede Municipal de Ensino de Aracaju - Sergipe. A partir da proposta elaborada por uma consultora, articuladoras e professores de Português da Rede interferiram no processo de construção do material, por meio de críticas e sugestões durante os encontros do Programa Hora de Estudo, um dos elementos da Formação Continuada. Tendo a Linguística Aplicada como suporte teórico, buscamos, sobretudo, desenvolver um ementário que contemple as necessidades dos docentes no exercício de suas atividades, sem perder de vista o desenvolvimento de variadas competências por parte do aluno, nos âmbitos da produção e compreensão de textos. O material contempla todos os anos do Ensino Fundamental Regular, bem como a Educação de Jovens e Adultos, tendo evidenciados em seu interior os seguintes aspectos: leitura/interpretação (textos verbais e não-verbais) de variados generos e tipos textuais, produção textual(oral e escrita); estudos do vocabulário e aspectos semânticos; usos da gramática da língua: morfologia e sintaxe; estudos da ortografia. No rastro das discussões levantadas sobre letramento, produção escrita, gêneros textuais,oralidade, situações comunicativas, dentre outros aspectos, evidenciou-se a preocupação em elevar a qualidade de ensino e inserir o aluno na gama de possibilidades oferecidas pelo universo da leitura.
PALAVRAS-CHAVE: PROGRAMA DE ENSINO, LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS, FORMAÇÃO CONTINUADA
TÍTULO: PALAVRAS QUE BRINCAM: A EXPERIÊNCIA LITERÁRIA DA ONG EMCANTAR COM ALUNOS DE ESCOLAS PÚBLICAS DE UBERLÂNDIA-MG
AUTOR(ES): ANA PAULA RABELO
RESUMO: Ver o mundo pelo olhar incontido da infância, brincar com a liberdade da imaginação, criar, se tornar artista e desvelar o conhecimento são os ingredientes do trabalho desenvolvido pela ONG EMCANTAR com alunos participantes do Projeto Educando, realizado entre 2006 e 2008 em Uberlândia-MG. Por meio de linguagens artísticas como literatura, música e artes cênicas, o projeto se propôs a contribuir para o desenvolvimento das habilidades de Leitura e Escrita a partir da ampliação da leitura de mundo e do estímulo às capacidades de expressão, criação e de convivência dos alunos. Assim, os educadores do EMCANTAR fizeram uso de muita criatividade para estimular os alunos a brincar com as palavras e se tornarem autores e artistas. Inventar, poetar, fantasiar e compor foram algumas das atividades que permearam a proposta de incentivar não só o gosto pela leitura e escrita como também a ampliação do universo cultural de meninos e meninas que, encantados com as possibilidades de criação experimentadas através das linguagens artísticas, ousaram produzir histórias, poemas, causos e biografias que resultaram na publicação do livro Palavras que Brincam: idéias engarrafadas e histórias incontidas. Palavras que declaram a beleza do ipê, lindo como o sol que brilha nas manhãs raiadas de agosto, que convidam os clowns a brincar de ler e escrever, que permitiram brincar de rimar e de inventar. Produzir o livro permitiu que os participantes percebessem que é uma gostosa brincadeira ser um escritor, compositor ou poeta. Mas que também é preciso querer, ter dedicação e envolvimento para compreender o sentido das palavras, o significado das coisas. A intenção desse trabalho é mostrar que a educação pode ser prazerosa na medida em que confere sentido de pertencimento ao que se produz. Pertencimento que nos deixa frente a frente com o que temos em comum: nossa humanidade.
PALAVRAS-CHAVE: ARTE, PRODUÇÃO, INFÂNCIA

TÍTULO: IMAGENS DE ESCOLA, ENSINO, PROFESSOR, ALUNO E LEITURA NO ACERVO DO PNBE/2003.
AUTOR(ES): ANDRÉIA DE OLIVEIRA ALENCAR IGUMA
RESUMO: Este trabalho se debruça sobre um conjunto de 11 obras de literatura infanto-juvenil, compradas e distribuídas às escolas públicas cadastradas no censo escolar, pelo Programa Nacional Biblioteca na Escola - PNBE no ano de 2003.O PNBE, responsável por selecionar e organizar estas obras, foi criado pelo MEC no ano de 1997 com o objetivo de incentivar a descoberta de novos mundos e culturas por meio da leitura, visando ampliar e melhorar as condições de ensino busca cooperar com a necessidade de propiciar aos alunos e aos professores do Ensino Fundamental o acesso à cultura, à informação e a necessidade de despertar o interesse pela leitura entre alunos e professores da rede pública. Assim, as obras estudadas têm por finalidade analisar o espaço que o aluno, os professores, a leitura, o ensino e as escolas ocupam dentro destas. Essas representações servem como temática para a realização deste artigo científico. Nessa perspectiva, este tem como objetivo contribuir na reflexão da escola, do processo ensino-aprendizagem, da formação de leitores, a partir do estudo de algumas representações presentes no mundo ficcional que estabelecem um diálogo com o mundo social. O trabalho com a leitura, no entanto, precisa ser ativo e frequente nas escolas, possibilitando uma interação entre o aluno e a literatura. A partir das representações dominantes apresentam-se as seções: Distantes das salas de aulas; Escolas privadas; Formas tradicionais ao ensinar; Mais que simples professores… verdadeiros educadores; Imagens de leitor e de leitura.
PALAVRAS-CHAVE: ESCOLA, LEITURA, PNBE/2003
TÍTULO: O GÊNERO DISCURSIVO CAPA DE REVISTA NO DESENVOLVIMENTO DE PROJETO DE LEITURA NO ENSINO FUNDAMENTAL
AUTOR(ES): ARIANE DOS SANTOS RODRIGUES
RESUMO: Este trabalho tem como objetivo principal demonstrar como é possível, com base nos conceitos bakhtinianos de gênero discursivo, dialogismo e enunciado, levar os alunos do terceiro ciclo do Ensino Fundamental a um aprimoramento da capacidade de leitura, a partir do desenvolvimento de projeto com o gênero capa de revista. Entendendo sempre que o trabalho com leitura nas aulas de Língua Portuguesa não deve se restringir somente a textos verbais, mas se estender também à leitura de imagens, que é o elemento que vem mediando as relações entre as pessoas, o uso do gênero discursivo capa de revista na escola pode trazer grande contribuição para a formação do aluno-leitor. A capa possui uma parte de informação, e sempre há relação entre quem escreveu (o produtor) e ele mesmo e entre ele e o leitor em potencial. Logo, existe um diálogo nuclear no instante da produção, e uma outra dialogia, que é com o leitor. A esfera de circulação tem também uma esfera ideológica, portanto, deve-se observar também qual é o contexto, o discurso, que é aquilo que estrapola o texto. Para isso as imagens têm grande contribuição, pois permitem a sinalização de algo que está além das palavras, existindo também uma coesão ou sintaxe verbo-visual. Nas atuais condições do contexto sócio-histórico em que vivemos é imprescindível que o professor tenha consciência e preparo para estimular o aluno a desenvolver suas competências de modo que possa atuar na sociedade, participando ativamente e levando à sua transformação.
PALAVRAS-CHAVE: PROJETOS, LEITURA, GÊNEROS DO DISCURSO
SESSÃO - LEITURA NO CURRÍCULO ESCOLAR:
PROJETOS E PROGRAMAS 2
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Centro de Ensino de Línguas - CEL - SALA: CEL 12
TÍTULO: A OFICINA DE LEITURA COMO ESPAÇO PARA FORMAR LEITORES
AUTOR(ES): ARLETE ALVES DE OLIVEIRA
RESUMO: O valor atribuído à leitura é considerado positivo. Ler traz benefícios ao indivíduo e à sociedade nas mais diversas formas: lazer, prazer, conhecimento, enriquecimento cultural, ampliação das condições de convívio social e interação. No entanto, são comuns as queixas entre professores de que os alunos não gostam/sabem ler. É preciso discutir o papel da escola na formação de leitores e refletir sobre o lugar, cada vez menor, que a leitura tem no cotidiano do brasileiro. Além disso, merece atenção analisar o material com o qual o aluno entra em contato, tanto dentro como fora da escola, ou ainda, a formação precária de um grande número de profissionais que não são leitores, mas têm, no entanto, que ensinar a ler e a gostar de ler. Em virtude disso, propõe-se apresentar aqui os resultados de oficinas de leitura, a partir de atividades desenvolvidas com alunos do 2º e 3º ano do ensino médio, do Centro Federal de Educação Tecnológica – CEFET – Roraima, por ocasião da I Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro, promovida pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC), em parceria com a Fundação Itaú e o Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec). Dessa forma, pretende-se socializar o trabalho, tendo em vista contribuir para a formação de leitores em Boa Vista e, quiçá, no estado de Roraima.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA;, ESCOLA;, FORMAÇÃO DE LEITORES

TÍTULO: SALA DE LEITURA: LUGAR DE ENCONTROS OU DESENCONTROS?
AUTOR(ES): BONNIE AXER
RESUMO: O presente trabalho possui como objetivo buscar uma melhor compreensão do que é hoje o programa ‘Sala de Leitura’, presente nas escolas Regulares do Município do Rio de Janeiro desde 1985. Para tanto, buscamos retratar como estas Salas de Leitura se apresentam na proposta curricular Multieducação (currículo oficial da Rede Municipal de Ensino do Rio de Janeiro desde 1996) e como este espaço, que no início de sua criação privilegiava principalmente a prática da leitura, hoje oferece também um trabalho diversificado com múltiplas mídias. Neste sentido, apresentaremos brevemente algumas das mudanças pelas quais as Salas de Leitura passaram, para então, a partir do fascículo de atualização da Multieducação “Salas de leitura – temas em debate” (2006), entender como o sentido de Leitura veio se modificando e como é hoje vivenciado nestas Salas. Acreditamos que a concepção de leitura presente nestas Salas sofreu um esvaziamento de seu inicial sentido. Dentro desta perspectiva, trazemos para o desenvolvimento deste trabalho as contribuições teóricas de Elizabeth Macedo (2006; 2008), ao falar de currículo enquanto enunciação cultural e produção de sentidos contínua e provisória, e as contribuições teóricas de Ernesto Laclau (2004; 2005), que nos auxiliam na compreensão deste possível esvaziamento no sentido da concepção de Leitura destas salas.
PALAVRAS-CHAVE: CURRÍCULO, SENTIDO, LEITURA

TÍTULO: FORMAÇÃO DO LEITOR E POESIA NA SALA DE AULA
AUTOR(ES): CÉLIA SEBASTIANA SILVA
RESUMO: Jorge Luis Borges (2000), ao refletir sobre o enigma da poesia, diz, citando o bispo de Berkeley, que uma maçã, ao ser degustada, tem o seu gosto não em si mesma, nem na boca que a come. É preciso o contato entre elas. O mesmo ocorre com o livro em uma biblioteca. Em si ele é um objeto físico num mundo de objetos físicos, mas quando aparece o leitor certo, as palavras, ou antes, a poesia que há nelas, “saltam para a vida e temos a ressurreição da palavra.” O escritor argentino afirma ainda que a poesia é antes e acima de tudo “uma paixão e um prazer” e que não podemos defini-la, tal como não conseguimos definir o gosto do café, da cor vermelha, do pôr-do-sol. A presente proposta de comunicação pretende expor o projeto de leitura de poesia, destinado a alunos da segunda fase do ensino fundamental, intitulado COMO TIRAR A POESIA DA ESTANTE. Tal projeto funda-se nessa intenção borgiana de “ressuscitar a palavra poética”, retirando-a da estante e permitindo que ela “salte para a vida”, ainda que o ponto de partida inicial esteja restrito ao ambiente escolar. E o entendimento da poesia como paixão e prazer não é no sentido de absorver um texto palatável, do ler por ler, mas no sentido de que, quanto mais o aluno se apropria do texto poético, participando como co-autor na construção do seu significado, mais rica será a experiência estética e melhor ele promoverá o exercício crítico, criativo e expressivo da linguagem.
PALAVRAS-CHAVE: POESIA, FORMAÇÃO DE LEITOR, ESCOLARIZAÇÃO

TÍTULO: E COMO FICA A LÍNGUA PORTUGUESA?
AUTOR(ES): CÍNTHIA RENATA GATTO SILVA
RESUMO: Durante a graduação, os futuros professores de língua e literatura entram – pela primeira vez, na maioria dos casos – em contato com a sala de aula. Entram em sala de aula com uma nova postura: a de educadores, muitas vezes bastante conscientes acerca das abordagens dos mais diversos teóricos educacionais e as mais variadas teorias de ensino. Ao deparar-se com a realidade, no entanto, o futuro profissional dá-se conta das contradições, principalmente relacionadas à prática educacional, que podem em muitos casos, estar bastante dissociadas das recentes pesquisas teóricas. O choque inicial, no entanto, deve propiciar a análise e fornecer espaços para novas reflexões e práticas em sala de aula. O presente trabalho é baseado nessas experiências iniciais do novo profissional em sala de aula, as observações e críticas que podem ser feitas pensando sempre em um movimento avante, de crescimento das práticas escolares cotidianas. Após o período de observação, o estudante de Letras tem a oportunidade de por em prática alguns dos pensamentos de sua análise anterior, desenvolvendo suas próprias aulas em um estágio de regência. No presente trabalho, tal estágio regencial se tornou um projeto envolvendo alunos da rede pública, no qual os estudantes de determinada escola estadual entraram em contato com outras possibilidades de melhorar seus conhecimentos relativos a práticas de leitura e escrita. Nosso objetivo é, portanto, relatar essas experiências buscando relacioná-las aos temas seguintes: a) ensino da língua padrão e reflexão sobre suas variantes; b) texto literário em sala de aula; c) contato com diversos gêneros textuais; d) práticas de leitura em sala de aula; e) proposta dos PCNS.
PALAVRAS-CHAVE: TEXTO LITERÁRIO , LEITURA, ENSINO

TÍTULO: OBRAS DA LITERATURA DE MONTEIRO LOBATO COMO TEMA PARA PROJETO DE PESQUISA CIENTÍFICA.
AUTOR(ES): CLAUDIA ROGERIA FERRO GOMES
RESUMO: Observando a necessidade de um empreendimento que permitisse alcançar qualidade do desenvolvimento da leitura e pesquisa como um hábito prazeroso, acreditando ser ela o maior instrumento para o processo da aprendizagem escolar, escolheu-se como tema as obras de Monteiro Lobato, para o trabalho com as turmas de segundos e terceiros anos do Ciclo I, no ano 2008, na Emef “Pe. Emilio Miotti”. O trabalho ocorreu orientado pelo curso de Pós Graduação “Pesquisa e Tecnologias na Formação Docente’ ministrado pela Faculdade de Educação da UNICAMP, parceria com a SME. À medida que a turma teve acesso à vida e às obras de Monteiro Lobato, o registro de dúvidas para a elaboração do processo de investigação da pesquisa foi realizado coletivamente. As obras de Monteiro Lobato trouxeram grande discursividade às aulas, proporcionando um trabalho que percorreu as diversas áreas do conhecimento: Língua portuguesa: Pesquisa bibliográfica na internet e livros. Biografia. Autobiografia. Leitura/Conto. Dramatização. Novo vocabulário. Personagens. Autoria de livro, através da obra “O saci”: produção escrita, reescrita e ilustração de textos individuais ou coletivos. Jogos, músicas, revistas. Filmes: As Historias de Tia Nastácia - O poço do Visconde - O Saci. História: Linha do tempo: a vida de Monteiro Lobato. Folclore: Saci, Cuca. Receitas de Tia Nastácia. Costumes. Geografia/ciências: Mapas. Petróleo. Campo, Cidade, Mata virgem, Jardim de Dona Benta e da escola, Zoológico de Americana. Atitudes e valores: preconceito: como Monteiro Lobato se refere à Tia Nastácia, falas da Emilia. Artes: Pintura com guache – Ilustrações - História em quadrinhos. A partir das obras de Monteiro Lobato se obteve os objetivos esperados: leitura prazerosa, com grande envolvimento dos alunos, proporcionando cultura e atendendo as necessidades curriculares.
PALAVRAS-CHAVE: OBRAS DE MONTEIRO LOBATO, PESQUISA CIENTIFICA, CURRICULO E CULTURA

SESSÃO - LEITURA NO CURRÍCULO ESCOLAR:
PROJETOS E PROGRAMAS 3
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Centro de Ensino de Línguas - CEL - SALA: CEL 13
TÍTULO: QUANDO A DIFERENÇA PRODUZ HISTÓRIA... OU QUANDO A HISTÓRIA PRODUZ AS DIFERENÇAS...
AUTOR(ES): DÉBORA RAQUEL ALVES BARREIROS
RESUMO: Neste estudo visamos apresentar o projeto desenvolvido durante a pesquisa de doutorado numa escola pública do município do Rio de Janeiro, que articula a literatura Infantil e cultura - Quando a diferença produz história... Ou quando a história produz as diferenças... O trabalho envolveu livros cujas abordagens estavam direcionadas para as questões identitárias, sem envolver uma categoria de análise específica, mas como possibilidade de compreender os alunos nas suas múltiplas inserções culturais. A partir da produção escrita dos alunos analisamos como a construção da identidade e das diferenças culturais transitam na formação do sujeito. No desenvolvimento desta pesquisa, buscamos subsídios teóricos nos estudos culturais, pós-estruturais e pós-coloniais que vêm discutindo as inter-relações entre currículo, identidade, cultura e diferença. Nos apropriamos principalmente dos estudos de Homi Bhabha, Jacques Derrida, Chantal Moufee e Ernesto Laclau quando abordam conceitos que envolvem a construção da diferença como prática discursiva e de significação: noções de discurso, enunciação, práticas articulatórias, negociação, hegemonia, entre-lugar, cadeia de equivalência, antagonismo/agonismo, significante vazio e a própria noção do sujeito. Concluímos que os discursos produzidos pelos alunos trazem marcas de uma identidade híbrida, que refletem os pontos nodais como definidores do sujeito, que refletem as marcas históricas e contextuais da sociedade, da família e da própria escola, constituindo uma “celebração móvel”: “formada e transformada continuamente em relação às formas pelas quais somos representados ou interpelados nos sistemas culturais que nos rodeiam” (HALL, 2001, p.13). Dentro das relações entre escola e as diferenças culturais, as marcas identitárias demonstram uma dificuldade em lidar com a diferença e revelam uma aderência ao discurso da igualdade, que efetiva a escola com uma cultura social de referência.
PALAVRAS-CHAVE: CURRÍCULO, LITERATURA, DIFERENÇAS CULTURAIS

TÍTULO: MÚLTIPLAS LEITURAS: CAMINHOS E POSSIBILIDADES
AUTOR(ES): EDIT MARIA ALVES SIQUEIRA
RESUMO: Diferentes instrumentos de avaliação (ENEM, SIMAVE) tem diagnosticado o despreparo dos alunos da rede pública, principalmente em relação às atividades de leitura e compreensão de textos. Em Viçosa (MG), os alunos da rede estadual de ensino foram considerados leitores de nível intermediário. Esse tipo de leitor não apresenta as habilidades necessárias para analisar e interpretar textos. O presente projeto envolveu um trabalho interdisciplinar realizado na Escola Estadual Dr. Raimundo Alves Torres (Viçosa), em 2008. O objetivo principal foi promover atividades de leitura e de escrita, visando a formação de leitores competentes, nos mais diversos gêneros textuais. Os trabalhos foram desenvolvidos em todas as séries do ensino fundamental e no ensino médio. A assinatura da Revista Veja na sala de aula proporcionou uma grande inovação ao projeto. O Guia do professor possibilitou a realização de inúmeras atividades interdisciplinares. No ensino fundamental foram organizados varais literários, aulas de leitura e grupos de contadores de histórias, com alunos das séries iniciais. No ensino médio destacaram-se as oficinas de leitura e as sequências didáticas planejadas, com o objetivo de “ler para aprender”. Os participantes do projeto reuniram-se quinzenalmente, o que possibilitou um redimensionamento das atividades pedagógicas e o desenvolvimento de relações de cooperação e troca de experiências. Houve um trabalho sério em relação ao letramento, com o uso de sequências didáticas planejadas, numa perspectiva interdisciplinar, visando enfatizar a leitura como eixo da aprendizagem. Alguns resultados já são visíveis: a escola conseguiu melhorar o desempenho no ENEM e nos vestibulares. O projeto foi avaliado pela SEE (MG) e recebeu parecer favorável para continuidade em 2009.
PALAVRAS-CHAVE: ENSINO, GÊNEROS TEXTUAIS, REVISTA

TÍTULO: VIAJANDO PELAS ACADEMIAS DE LETRAS DO BRASIL ATRAVÉS DE CARTAS
AUTOR(ES): ELIANE MARIA SCHWAB
RESUMO: Este projeto retrata o trabalho desenvolvido pelas escolas da Rede Municipal na busca do conhecimento literário resgatando o hábito de corresponder-se via correio, através de cartas. O objetivo deste projeto é a valorização da Língua Portuguesa, através da escrita de cartas, bem com o resgate de seu valor social, enriquecendo os aspectos gramaticais e culturais e favorecendo o intercâmbio entre cidades dos vários estados brasileiros. O trabalho nasceu a partir projeto Brincando com Poesia que já estava sendo desenvolvido há dois anos nas escolas e CMEIs. O lançamento desse projeto integrou a Semana da Poesia - Invasão Poética, e aconteceu em 2008, em uma escola da rede municipal, com a presença do presidente da Academia de Letras dos Campos Gerais e demais imortais de Ponta Grossa, o que despertou um grande interesse entre os alunos em conhecer obras literárias de outras regiões do Brasil. Sistematizou-se dessa forma, a apresentação da idéia às demais escolas, para que juntas formassem uma viagem literária através de cartas às Academias Brasileiras de Letras, escolhidas pelas próprias professoras. Após a seleção dos Estados e suas respectivas academias foram postadas as cartas na data de 11 de julho de 2008, transmitindo informações do lugar onde vivem, socializando a cultura ponta-grossense através de “folders“, informativos e obras literárias de pratas da casa, com a participação de várias escolas municipais, momento em que os alunos visitaram a Agência e assistiram vídeo educativo sobre os trabalhos da EBCT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos). O retorno foi surpreendente, pois além das respostas às dúvidas dos alunos quanto ao que é uma academia de letras, sua formação, quais os poetas e escritores pertencentes, os dados dos aspectos sócio-culturais da cidade correspondida, ainda receberam cartas dos imortais e suas obras as quais estão sendo trabalhadas em sala de aula.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, ACADEMIA DE LETRAS, ESCRITA
TÍTULO: A HORA DA LEITURA NA ESCOLA DE TEMPO INTEGRAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: ANÁLISE DA ESTRUTURA DA ESCOLA, DO ESPAÇO DA BIBLIOTECA E DA OFICINA HORA DA LEITURA.
AUTOR(ES): ERIKA CRISTINA MASHORCA FIORELLI
RESUMO: Nos últimos anos, o desempenho dos alunos brasileiros em relação à leitura e à escrita, que vem sendo avaliado constantemente por programas educacionais nacionais e internacionais, apresenta resultados insatisfatórios. Tendo em vista as deficiências diagnosticadas nestas avaliações educacionais, sobretudo em relação à leitura e à escrita, em dezembro de 2005, foi instituído o projeto Escola de Tempo Integral na rede estadual de ensino de São Paulo com o objetivo de modificar este cenário. As escolas que adotaram essa proposta curricular passaram a oferecer além das disciplinas do currículo básico, as oficinas curriculares. Dentre as oficinas oferecidas existe a “Hora da Leitura”, que deve priorizar a formação de leitores fazendo uso de procedimentos metodológicos que favoreçam novas oportunidades de aprendizagem e ampliação do repertório de leitura, de forma agradável. Dentro desse escopo, o presente trabalho propõe analisar à implementação da “Oficina Hora da Leitura” em uma Escola de Tempo Integral localizada na região Oeste do Estado de São Paulo, relacionando aspectos referentes à estrutura da escola, o espaço da biblioteca e da oficina hora da leitura. Por meio de uma abordagem metodológica qualitativa, foi possível verificar que a gestão ineficiente interferiu diretamente no processo de implantação da escola de tempo integral. O espaço da biblioteca, muitas vezes permanecia fechado e as oficinas “hora da leitura” eram desenvolvidas nas próprias salas de aula, com a participação de mais de 35 alunos, sob a supervisão de apenas um professor.
PALAVRAS-CHAVE: HORA DA LEITURA, ESCOLA DE TEMPO INTEGRAL, ENSINO-APRENDIZAGEM

TÍTULO: A LEITURA NA NOVA PROPOSTA CURRICULAR DE LÍNGUA PORTUGUESA DO ESTADO DE SÃO PAULO
AUTOR(ES): FABIO COUTINHO SILVA
RESUMO: A nova Proposta Curricular do Estado de São Paulo, implantada no ano de 2008, sob um largo trabalho de orientações em videoconferências, material impresso e capacitações descentralizadas dos profissionais, amparou-se na leitura e na escrita como competências-alvo para todas as disciplinas, procurando dar uma resposta positiva (à sociedade, à economia global, aos investidores, ao UNICEF etc.) nos indicadores educacionais, mensurados a partir de avaliações externas ao trabalho escolar, como o Saresp (estadual), a Prova Brasil, o ENEM (nacionais) e o Pisa (internacional). Por essa razão, os conteúdos parecem terem sido alinhados de acordo com as matrizes curriculares das referidas avaliações, que estão centradas no diagnóstico de competências e habilidades específicas de leitura e escrita, que, todavia, vêm sendo desenvolvidas num processo de aprendizagem debruçado sobre textos curtos apenas, preferencialmente aqueles que circulam nos veículos de comunicação em massa e que, portanto, estariam mais próximos à suposta realidade do aluno. Nesse contexto, os gêneros literários, especialmente as narrativas de maior porte, como os romances e as novelas (inclusive os da literatura infanto-juvenil), passaram a ocupar papel coadjuvante no processo de aprendizagem/desenvolvimento das competências e habilidades de leitura; a leitura de “livros” e as visitas à biblioteca perderam ênfase mesmo nas aulas de Língua Portuguesa, até porque já não atendem diretamente a necessidade de que se atinjam as metas (exclusivamente numéricas, diga-se de passagem) de desempenho escolar das próximas avaliações. Dessa forma, o presente artigo tem por primeiro objetivo fazer uma breve análise da Proposta Curricular de Língua Portuguesa, observando os principais conceitos de leitura e suas ramificações e os gêneros narrativos e literários estudados no ciclo II do Ensino Fundamental.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, CURRÍCULO ESCOLAR, LETRAMENTO LITERÁRIO

SESSÃO - LEITURA NO CURRÍCULO ESCOLAR:
PROJETOS E PROGRAMAS 4
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Centro de Ensino de Línguas - CEL - SALA: CEL 13
TÍTULO: AS CONCEPÇÕES DE LEITURA E DE TEXTO DO PROGRAMA DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES ALFABETIZADORES (PROFA)
AUTOR(ES): FERNANDA ZANETTI BECALLI
RESUMO: Este trabalho tem por objetivo apresentar algumas reflexões e considerações advindas de uma pesquisa que se prendeu a analisar os pressupostos teóricos que balizaram o modelo de ensino da leitura do Programa de Formação de Professores Alfabetizadores (PROFA). Neste texto, analisaremos a concepção de leitura que orienta o programa de formação e também a concepção de texto. Para compreender os pressupostos que embasaram o PROFA, tomamos por base as contribuições da Psicologia Histórico-Cultural e da Perspectiva Bakhtiniana de Linguagem. Considerando a abordagem metodológica de caráter qualitativo, adotamos a pesquisa documental, pautada numa perspectiva dialógica do discurso, tendo em vista o diálogo que tecemos com um conjunto de documentos que compõem uma das ações políticas de formação de professores alfabetizadores da Secretaria de Educação Fundamental (SEF) do Ministério da Educação e Cultura (MEC) e materializam discursos sobre a leitura – o kit de materiais escritos do PROFA. Os documentos analisados permitiram observar a necessidade de um redimensionamento das concepções de língua, de sujeitos e de interações que subjazem ao processo de ensino aprendizagem, e também uma proposta de trabalho com a leitura que seja pensada de forma intencional, organizada e sistemática a partir da mediação qualificada do professor alfabetizador para que se possam operar mudanças no ensino da leitura na escola.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, ENSINO DA LEITURA, TEXTO

TÍTULO: O CURRÍCULO ESCOLAR VOLTADO PARA O ENSINO DA LEITURA E DA ESCRITA
AUTOR(ES): FRANCISCA LIMA RODRIGUES
RESUMO: Este trabalho tem como objetivo relatar um estudo vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Educação, da Universidade Federal de Santa Maria, que teve como foco compreender a organização do currículo voltado para o ensino da leitura e da escrita nos anos iniciais do Ensino Fundamental e sua relação com a construção da cultura escrita na alfabetização. Para desenvolver essa investigação buscamos subsídios na abordagem qualitativa de pesquisa, estudo de caso múltiplo. Para tanto, contamos com a colaboração de três escolas públicas da cidade de Santa Maria-RS, uma da rede municipal e duas da rede estadual. Os instrumentos utilizados para a coleta de dados foram a análise documental, neste caso os documentos analisados foram os Projetos Político-Pedagógicos e os planos de estudos das escolas. E as entrevistas, que foram realizadas com nove professoras dos anos em estudo. Da análise de conteúdo desse material emergiram duas categorias: “Construção do currículo voltado para o ensino da lecto-escrita” e “Concretização do currículo voltado para o ensino da lecto-escrita”, as quais colaboraram para/com o aprofundamento e compreensão da temática em estudo. Assim, por um lado, avanços foram percebidos na elaboração e concretização dos currículos. Por outro lado, podemos dizer que se fazem necessárias transformações na configuração e concretização dos currículos voltados para o ensino da língua materna a fim de que a qualidade do ensino seja possível. Nessa direção, destacamos que as transformações serão possíveis se houver comprometimento por parte dos envolvidos com a escola, desde que a necessidade de mudar possa ser despertada avaliando-se a realidade que se tem, projetando a realidade que se deseja a fim de que ações para o alcance da nova realidade sejam buscadas. Assim, ressaltamos também a importância do papel das professoras envolvidas com o ensino da lecto-escrita e em função disso destacamos a importância da formação continuada dessas.
PALAVRAS-CHAVE: ALFABETIZAÇÃO, CURRÍCULO, LEITURA E ESCRITA

TÍTULO: LEITURA NO CURRÍCULO PARANAENSE PARA OS ANOS FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL – TEORIA E PRÁTICA
AUTOR(ES): GISELE PAIVA LIMA SANTANA
RESUMO: As Diretrizes Curriculares de Língua Portuguesa Para os Anos Finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio do Estado do Paraná tratam a leitura como uma das principais formas de garantir que o indivíduo exerça seus direitos e atue na sociedade, livre de discriminações. Assim, segundo estas, a escola deve propiciar o contato do aluno com textos de vários gêneros e tipos, considerando também imagens como o mesmo, numa proposta de integração social por poder interagir com diferentes linguagens e esferas sociais. Cabe nesta perspectiva o que se entende por letramento, no desenvolvimento de habilidades para a prática da leitura de fato, não só decodificação de símbolos numa operação mecânica, levando o aluno a ser capaz de enxergar o que está implícito historicamente e politicamente percebendo as reais intencionalidades textuais. O objetivo da pesquisa em questão é refletir sobre a proposta das citadas diretrizes curriculares, referentes à leitura, relacionando-as à prática docente nas séries finais do ensino fundamental em escolas públicas estaduais do litoral paranaense, analisando as opiniões e experiências de professores e professoras de língua materna, bem como de outras disciplinas, considerando para tal análise também a realidade e os anseios das escolas (aqui alunos, professores e demais membros) e das comunidades em que estão inseridas.
PALAVRAS-CHAVE: CURRÍCULO, ENSINO FUNDAMENTAL, LEITURA

TÍTULO: A LINGUAGEM ESCRITA E ORAL NO MUNICÍPIO DE CUIABÁ
AUTOR(ES): ILSON DIAS DA SILVA
RESUMO: Este trabalho intenta mostrar os desafios da organização por ciclos de formação da reforma curricular realizada no município de Cuiabá, publicado em 2000, denominada “Escola Sarã”. Balizando-se por teorias do desenvolvimento humano: Piaget, Wallon e Vygotsky, se estrutura a partir de três programas: Gestão em Movimento, Currículo na Diversidade e Revitalizando a Formação, que envolvem mais de 10 projetos para as creches e escolas municipais: Além da Sala de Aula (ASA), Professor de Matemática: qual é o problema? Caracol, Abraço, Inclusão em evidência, Nossa terra, nossa escola, Conexão com os saberes, Escola Viva, Roda de Conversa, Avaliar. Das 27 capitais brasileiras, Cuiabá passou da 16ª posição em 2005, para a 13ª em 2007. A porcentagem de alunos que aprenderam o que era adequado para cada ano superou a meta estimada pelo MEC. No 5º ano a meta para o ano de 2007 em Língua Portuguesa foi de 20,1% sendo alcançados 20,4% e em Matemática a meta foi de 8,5% sendo alcançados 15,3%. Os anos iniciais têm recebido relevante importância do poder público municipal, com olhos no futuro desses alunos. Essa melhoria ocorreu tanto em aprovação quanto em desempenho. O indicador de aprovação do 5º ano em 2005 foi de 87,0% subindo para 90,3% em 2007. Com relação ao 9º ano esse indicador passou de 75,7% em 2005 para 82,4% em 2007. As coletas dessas informações foram feitas nos arquivos da Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá. A busca por melhoria educacional de Cuiabá resultou-se no “Plano Educação na Diversidade”. Contemplando 53 mil alunos da rede pública municipal, destacam-se indicadores de acesso, permanência e progresso no processo educacional.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO DE CUIABÁ, LINGUAGEM EDUCACIONAL, INDICADORES DE MELHORIA
TÍTULO: DIAGNÓSTICO E INTERVENÇÃO NAS PRÁTICAS DE LEITURA: A PESQUISA-AÇÃO EM UMA TURMADE 5º ANO DE UMA ESCOLA PÚBLICA
AUTOR(ES): JANE PEREIRA COSTA
RESUMO: O presente artigo contempla a abordagem da pesquisa do Mestrado em Educação Brasileira (2009-2011), no programa de pós-graduação em Educação pela Universidade Federal de Alagoas. Este trabalho de pesquisa na linha de Educação e Linguagem pretende fazer um diagnóstico nas práticas de leitura e a necessária intervenção pedagógica nessas práticas, na turma de 5º ano de uma escola pública. Essa pesquisa tem como objeto de investigação, a intervenção pedagógica no ato de ler. Desta forma, se fará uma elaboração sistematizada do diagnóstico, contribuindo para a promoção de práticas favorecedoras da compreensão da leitura pelo aluno. A fundamentação está pautada em Kato, Braggio, Silveira, Kaufman, Silva, Cagliari, Kleiman e Villard. Quanto à metodologia, o tipo de pesquisa será qualitativa, tendo como abordagem a pesquisa-ação. No tocante aos instrumentos de pesquisa para a coleta de dados, forma selecionados a entrevista individual estruturada e semi-estruturada, questionários, testes de compreensão de textos com os alunos e o teste Cloze. Estes elementos configuram uma pesquisa de mestrado voltada para uma preocupação maior da parte mestranda, a respeito dos alarmantes índices apontados nos exames de avaliação nacional em torno das habilidades de leitura dos alunos do Ensino Fundamental, situação que há décadas vem se traduzindo através dos índices de analfabetismo funcional e absoluto no Brasil.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, DIAGNÓSTICO, INTERVENÇÃO

SESSÃO - LEITURA NO CURRÍCULO ESCOLAR:
PROJETOS E PROGRAMAS 5
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Centro de Ensino de Línguas - CEL - SALA: CEL 12
TÍTULO: CRÔNICA NA SALA DE AULA: LEITURA SEMIÓTICA
AUTOR(ES): JOSÉ FERNANDO CURSINO, ROSÁLIA MARIA NETTO PRADOS
RESUMO: Este trabalho trata, à luz da Semiótica, de uma leitura da crônica, sob uma perspectiva interdisciplinar, para um estudo mais aprofundado de seus efeitos de sentido e discursos na sala de aula. Por conseguinte, o nosso propósito é apresentar respostas considerando os questionamentos sobre a leitura do gênero e assegurar para o aluno nas aulas de Língua Portuguesa que a crônica não é apenas um texto curto, de linguagem “digestiva”, desprendida nas folhas dos jornais ou das revistas, mas um texto denso e significativo. Trata-se, sobretudo, de uma criação poético-literária que permite ao autor externar em poucos parágrafos, além de toda sua criatividade, também manifestar sua visão de mundo e suas ideologias. Este trabalho tem por objetivos estudar e compreender a narrativa do discurso manifestado, percursos dos sujeitos e as relações interdiscursivas que perpassam as diferentes linguagens da crônica, bem como a linguagem literária, para uma reflexão sobre os processos de leitura. Para esta análise, foram selecionados trechos da crônica A Roda, de Moacir Scliar, publicado em 06 de fevereiro de 2006, na Folha de São Paulo. A metodologia deste trabalho fundamenta-se na teoria semiótica greimasiana, na análise das etapas do percurso do sentido dos discursos, a narrativa, a discursiva e a semântica profunda. Esta análise permite a reconstrução do processo discursivo da crônica e de valores do contexto sociocultural brasileiro.
PALAVRAS-CHAVE: CRÔNICA, DISCURSOS, LEITURA SEMIÓTICA

TÍTULO: PROJETO HISTORIA DA GENTE
AUTOR(ES): JOSIANE PERUSSI
RESUMO: O Projeto História da Gente é um programa de educação para a cidadania, realizado pela Fundação Palavra Mágica em parceria com as escolas públicas e com grupos de Terceira Idade que visa o resgate e a valorização da história da cidade de Ribeirão Preto através da literatura. Estimula a leitura e incentiva o trabalho dos professores enquanto agentes de leitura e da produção escrita. Foi implantado em 2003 e desde então beneficia estudantes do Primeiro Ciclo do Ensino Fundamental das escolas públicas do município. Em sete anos, o Projeto distribuiu mais de 7.000 livros, contemplou 10.500 crianças, 350 professores e 19 escolas públicas. As estratégias de ação do projeto são: Instalação de minibibliotecas nas salas de aula facilitando o acesso ao livro e o estimulo a leitura. Os livros do acervo têm como temas a história da cidade, noções de cidadania, participação social e identidade pessoal e local. Workshop para professores com apresentação, discussão e orientação de como desenvolver o projeto em sala de aula, atividades diversas a partir da literatura inserindo-as na programação curricular. Contação de Histórias para as crianças, nas escolas, com grupos da terceira idade que contam a história do município a partir de suas perspectivas e trajetórias de vida; Produção literária e artística dos alunos que são estimulados a desenhar e a escrever sobre o que aprenderam. Cartões postais produzidos pelas crianças para distribuição à população em comemoração ao aniversário da cidade e Publicação de Coletânea dos trabalhos produzidos em cada sala de aula. Em 2007, o Projeto História da Gente recebeu a certificação de Tecnologia Social da Fundação Banco do Brasil e o 1º lugar do Prêmio Cultura Viva promovido pelo Ministério da Cultura e coordenação técnica do CENPEC.
PALAVRAS-CHAVE: CONHECIMENTO DA HISTORIA LOCAL, CIDADANIA, LITERATURA

TÍTULO: A TRADIÇÃO ORAL E A FORMAÇÃO DE LEITORES
AUTOR(ES): JURACY ASSMANN SARAIVA
RESUMO: A leitura na escola pode ser um momento de encontro, de trocas de experiências afetivas e cognitivas que enriquecem, não somente o aluno, mas também o professor. Para isso, basta que o professor recupere a criança que ele um dia já foi e estabeleça com seus alunos uma via de mão dupla, acolhendo o conhecimento que eles trazem para a escola e com eles dividindo sua experiência de aprendiz. Esta comunicação expõe o resultado de um programa de leitura e de escrita, que transita da literatura oral para o universo da produção artística. O aproveitamento da bagagem cultural dos alunos - quadras, trava-línguas, adivinhas e narrativas folclóricas - constitui a base para o estabelecimento de uma proposta pedagógica em que os professores acolhem o conhecimento que as crianças trazem para a escola e com elas compartilham sua experiência. A proposta, desenvolvida nos municípios de Dois Irmãos e Morro Reuter, contribui para a construção de uma bem-sucedida história de leitura, ao valorizar a identidade sociocultural das comunidades nela envolvidas; ela legitima o conhecimento já instalado, estimula a leitura de novos textos e desenvolve a criatividade e o senso crítico de alunos e de professores. Assim sendo, institui uma relação amistosa dos alunos com a prática da leitura e aposta na formação efetiva do leitor, sujeito para quem a leitura deixa de ser uma atividade ocasional para integrar-se a sua vida como uma necessidade imperiosa.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, CULTURA ORAL, FORMAÇÃO DO LEITOR

TÍTULO: CLUBE DE LEITURA PALAVRA MÁGICA
AUTOR(ES): LUCIANA PASCHOALIN, GALENO AMORIM
RESUMO: Em resposta ao diagnóstico e análise dos dados sobre o comportamento leitor da população brasileira feitos pela pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, a Fundação Palavra Mágica – mantenedora do Observatório do Livro e da Leitura, que coordenou o referido estudo – passou a elaborar propostas para ajudar a modificar a realidade mostrada. Para tanto, criou um projeto-piloto chamado Projeto Clube de Leitura Palavra Mágica, que consiste na implantação de 100 clubes de leitura no município de Ribeirão Preto (SP) e monitoramento das práticas de leitura. Cada clube possui entre 10 e 20 membros com algum tipo de afinidade entre si que se propõem a ler um mesmo livro por mês e ter encontros presenciais para falar sobre a leitura realizada. Os livros são emprestados pela Fundação Palavra Mágica. Uma vez por mês são realizados encontrados com autores. O objetivo é fomentar a prática social da leitura. O público-alvo são jovens e adultos alfabetizados: alunos do Ensino Médio, EJA (Educação de Jovens e Adultos), e oficinas de leitura e escrita; funcionários de empresas, membros de categorias profissionais, vizinhos, usuários de espaços públicos (bibliotecas, escolas, centros culturais, projetos e programas, postos de saúde, igrejas, clubes de serviço, sindicatos, presídios, asilos etc.) e grupos com algum tipo de afinidade, seja cultural, profissional, religiosa, política etc. Os livros são distribuídos um mês antes e devolvidos no encontro mensal para serem utilizados em rodízio por outros clubes. Os coordenadores-voluntários recebem materiais e formação. Os membros registram suas experiências no blog do projeto e tem seu comportamento leitor permanentemente monitorados, inclusive com pesquisas qualitativas, para avaliar o impacto da ação.
PALAVRAS-CHAVE: RETRATOS DA LEITURA , CLUBE DE LEITURA, PALAVRA MÁGICA

TÍTULO: ESPANTALHOS E O TEMA DA LIBERDADE: O USO DAS ARTES CÊNICAS COMO EMBASAMENTO PARA A LEITURA DE FILOSOFIA NO ENSINO MÉDIO.
AUTOR(ES): LUIZ ROBERTO ZANOTTI
RESUMO: Este estudo tem como objetivo apresentar os resultados obtidos a partir de um olhar investigativo sobre a “falta de interesse” na leitura de filosofia por parte dos alunos de uma escola de ensino médio da rede estadual pública do Paraná. O principal resultado obtido na investigação, foi o fato de que os alunos, acostumados a lerem uma literatura eminentemente “didática”, tinham sérios problemas de interpretação ao se depararem com a leitura filosófica; que com as devidas reservas, pode ser aproximada ao conceito de “literatura aberta” de Wolfgang Iser (1999), uma literatura na qual o leitor é convidado a colocar a serviço da interpretação, todo um acervo que envolve leituras passadas, autores, gênero, estruturas literárias, ou seja, tudo aquilo que leu, rearranjando as informações para interpretar. Dessa forma, cientes que diferentemente da alfabetização, a formação do leitor é uma atividade que nunca acaba e que − como um leitor pode ter prazer naquilo que não se conhece? − decidimos pela estratégia de apresentar para os alunos um vídeo do espetáculo teatral Espantalhos − que trata sobre o trajeto de um espantalho até atingir a liberdade −, para servir como “um pequeno acervo” (embasamento) para a leitura do texto sobre “Sartre e a liberdade” presente no livro Fundamentos da Filosofia, de Gilberto Cotrin. Os resultados, de uma forma geral foram muito interessantes, com os alunos, após assistirem o vídeo, terem preparado (lido) o texto, o que pode ser verificado pelo alto grau de participação, seja através da discussão do tema, seja pela elaboração de redações, que trouxeram pensamentos bem condizentes com a filosofia existencialista de Sartre, tais como: “Às vezes achamos que somos livres, mas como não sabemos realmente o que é ser livre, acabamos nos contentando com a situação sem tentar modificá-la”.
PALAVRAS-CHAVE: ESCOLA DA PONTE, FILOSOFIA, TEATRO

SESSÃO - LEITURA NO CURRÍCULO ESCOLAR:
PROJETOS E PROGRAMAS 6
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Centro de Ensino de Línguas - CEL - SALA: CEL 12
TÍTULO: A PRÁTICA (E A CONCEPÇÃO) DE LEITURA EM LÍNGUA MATERNA E EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
AUTOR(ES): MAÍRA MENDES MAGELA
RESUMO: A pesquisa Lectura: Leitura: Lecture – A prática (e a concepção) da leitura em língua materna e em língua estrangeira tem seu propósito de análise ancorado na observação e na análise de procedimentos escolares adotados em nível do ensino fundamental, quanto à constituição do indivíduo leitor, bem como da relação – e em que grau de relação – de interdependência entre o ensino de uma e o de outra língua. Em um segundo viés de observação, pretende-se contrastar e conjugar os resultados daí decorrentes, buscando definir em que medida se harmonizam ou diferenciam quanto à utilização dos resultados da pesquisa “Lectura: Leitura: Lecture – temas e gêneros textuais”. Esse subprojeto, em desenvolvimento, aponta que uma pedagogia conjugada, face a face uma e outra língua, é francamente favorável à prática escolar e à aprendizagem autodidata. O locus escolhido para investigação são as aulas de língua materna e língua estrangeira da 7°série B, da EFF Dr. Hélio Ferraz, da rede municipal da Serra, Espírito Santo. A metodologia adotada se desenvolve pela observação e registro da prática de leitura e análise dos aspectos pertinentes no desenvolvimento das aulas e, por último, pela revisão da literatura relativa à temática.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, PRÁTICA ESCOLAR, TRADUÇÃO

TÍTULO: ESCOLA, O ENSINO DA LEITURA E A LITERATURA INFANTIL: CONSONÂNCIA DE VOZES PARA A FORMAÇÃO DO LEITOR
AUTOR(ES): MARCELA COLADELLO FERRO
RESUMO: Com os resultados do Programa Internacional de Avaliação dos Estudantes – PISA (2003), detectou-se pelo mundo uma crescente preocupação com as relações estabelecidas entre os leitores e o material escrito. Em geral, constata-se que a leitura ainda é pouco presente no cotidiano da população brasileira. Os estudantes por sua vez, apenas a realizam como atividade obrigatória. Pesquisas nacionais e internacionais vêm retratando essa reincidente realidade. Tais questões sobre a leitura têm ocupado cada vez mais lugar privilegiado nas agendas governamentais. No entanto, apesar de todo o investimento, os índices de competências em leituras são baixos. O presente trabalho objetiva divulgar a pesquisa referente ao Projeto “Literatura na escola: espaços e contextos. A realidade brasileira e portuguesa”, em andamento desde 2006, realizada na região do oeste paulista, no CELLIJ- (Centro de Estudos de Leitura e Literatura Infantil e Juvenil de Presidente Prudente). É pensando na problemática que o projeto lançou-se ao desafio de estudar a contribuição que pode oferecer a literatura infantil e juvenil para a efetiva formação do leitor. A pesquisa metodologicamente configura-se em três momentos distintos: 1) levantamento de dados quantitativos, por meio de uma pesquisa etnográfica, a fim de verificar quais livros de literatura infantil-juvenil existe nas escolas; 2) coleta de dados de natureza qualitativa para que possam ser compreendidos os valores, diferenças e semelhanças manifestadas pelas crianças na recepção de obras literárias; 3) a pesquisa-ação, que visará a propor e implantar, nas escolas selecionadas, um programa de leitura baseado no trabalho com textos literários na sala de aula e nas bibliotecas escolares. Os resultados parciais da pesquisa, que caminha na terceira fase, apontam que se faz necessário que a leitura seja ensinada na escola, não apenas incentivada. Posto isso, assinala-se a importância da formação teórica de professores mediadores, contribuindo para a efetiva formação de leitores.
PALAVRAS-CHAVE: ESCOLA, ENSINO DA LEITURA, LITERATURA INFANTIL
TÍTULO: A LUDICIDADE COMO INSTRUMENTO PEDAGÓGICO PARA A CONSTRUÇÃO DA LECTO-ESCRITA DE CRIANÇAS COM DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM
AUTOR(ES): MARCELO LUIS RONSONI
RESUMO: Esse trabalho apresenta uma pesquisa que teve início em agosto de 2004, cuja proposta nasceu da necessidade de investigar o processo de construção de conhecimento das crianças que apresentam dificuldades de aprendizagem em uma escola pública estadual do Município de Santa Maria. Desta forma, a pesquisa propõe como campo de investigação um ambiente de aprendizagem dentro de uma escola pública estadual, cuja construção é parte desta proposta. Este ambiente serve como espaço de atuação do grupo de estudos e pesquisa, para proceder a coleta de dados sobre o objeto de estudo, que é a construção da lecto-escrita dos alunos que apresentam dificuldades de aprendizagem, alunos estes que são discriminados na escola e na sociedade por essas dificuldades. Desta forma, destacamos como problema de pesquisa: como o uso de metodologias diversificadas, lúdicas e criativas pode possibilitar a construção da lecto-escrita dos alunos dos anos iniciais do Ensino Fundamental com dificuldades de aprendizagem de uma escola pública estadual da região de abrangência da UFSM? A metodologia proposta adota os princípios da pesquisa participante, que prevê a realização de uma abordagem qualitativa diante da coleta de dados. A inserção na escola acontece três vezes durante a semana: segunda-feira, quarta-feira e sexta-feira. A cada quinze dias o grupo, que agrega pesquisadores, bolsistas e professores participantes, reúne-se sistematicamente para analisar teoricamente as experiências vivenciadas, com a finalidade de estudar os saberes e práticas presentes tanto no currículo escolar, quanto nos currículos de formação de professores. Os resultados encontrados evidenciam a importância de adotarmos práticas lúdicas na sala de aula, pois acreditamos que a construção do conhecimento da lecto-escrita não pode estar restrita a normas e conceitos pré-determinados por alguém, nem tampouco a metodologias de trabalho que sejam impostas aos alunos como verdades absolutas, queimando etapas de aprendizagens construídas pelos próprios educandos.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, CURRÍCULO, LUDICIDADE

TÍTULO: A CONSTRUÇÃO DA LEITURA E ESCRITA ATRAVÉS DA HORTA
AUTOR(ES): MARIA LUCIA MARTINS
RESUMO: Nessa comunicação pretendo apresentar um trabalho realizado com alunos do Ciclo I em uma escola municipal de Campinas. Através de um projeto de pesquisa com a Horta da escola, busco desenvolver interdisciplinarmente, situações de conflito que levem as crianças sentirem a real necessidade de desenvolver a leitura e a escrita, percebendo assim a função social da escrita. Através da metodologia científica, trabalho com a temática de projetos para desenvolver as várias áreas do conhecimento de um modo criativo e investigativo. Estou sempre indo ao encontro dos interesses das crianças e também lhes proporcionando oportunidades para a ampliação de suas experiências através da interdisciplinaridade, transversalidade e a inserção cultural. Está sendo um modo prático e enriquecedor de vincular o aprendizado escolar aos interesses e preocupações das crianças, aos problemas que surgem no dia-a-dia, na comunidade, a realidade fora da escola, as questões familiares e culturais do grupo. Desenvolvo esse trabalho com o objetivo de propiciar a todos os educandos as mesmas oportunidades na construção da leitura-escrita, na ampliação do conhecimento e na possibilidade de se tornarem pesquisadores. Ainda porque, ao trabalhar com projeto de pesquisa, possibilitei aos alunos que estão em grupos dos saberes diferenciados, a participação de todos nas atividades que são dirigidas ao coletivo, sempre respeitando os momentos e as fases de cada um.
PALAVRAS-CHAVE: PROJETO, PESQUISA, INTERDISCIPLINARIDADE
TÍTULO: PROJETO QUEM NÃO LÊ, NÃO ESCREVE PARCERIA INTERINSTITUCIONAL DE RESPONSABILIDADE SOCIA
AUTOR(ES): MARILENE DA ROSA LAPOLLI
RESUMO: O projeto “Quem Não Lê, Não Escreve”, teve seu início de implementação em 2001. Seu objetivo é estimular a leitura de temas transversais (Ética, relações intra e interpessoal, liderança, dentre outros), buscando superar a formação tecnicista e qualificar as produções científicas. O Projeto é considerado pioneiro na Universidade, e um diferencial no Curso. Em 2007, ultrapassou os muros da Universidade, e passou a ser implementado em Empresas da Região. A instituição pioneira na região de Criciúma foi a Anjo Tintas e Solventes, envolvendo 259 funcionários. Na região de Tubarão, em 2008 a Marielle Livraria e Papelaria,envolvendo 28 funcionários, foi quem ousou. Esta ação destaca-se pela interinstitucionalidade de responsabilidade social, estimulando numa via de mão dupla, os gestores, professores e acadêmicos do Curso tanto no ensino como na pesquisa, bem como os envolvidos das Instituições parceiras, a desenvolverem o gosto pela leitura, para o desenvolvimento de talentos e formação de líderes. Considerando os avanços nos anos de 2007/2008, com diversos desdobramentos, dentre eles: a edição de um livro que relata a história do Projeto no Ensino e na pesquisa desde 2001, e registra as atividades de 2007 na Empresa Anjo, na região de Criciúma, com o lançamento em maio de 2009, um concurso literário envolvendo os alunos da Escola Pe. Miguel Giacca, a iniciativa de inscrição de dois projetos acadêmicos no Programa Unisul de Iniciação Científica( PUIC ), a adesão de cinco acadêmicos e seis professores voluntários, uma pesquisa de Marketing, orientada na Unidade de Imbituba, para verificar o grau de satisfação dos professores e acadêmicos em relação ao projeto, a participação da Academia Tubaronense de Letras e a iniciativa de uma mestranda de Ciências da Linguagem, graduada em Letras, em ser voluntária. Considerando o Ensino-Pesquisa e Extensão, o projeto atinge diretamente mais de 1500 pessoas.
PALAVRAS-CHAVE: ENSINO, PESQUISA, EXTENSÃO

SESSÃO - LEITURA NO CURRÍCULO ESCOLAR:
PROJETOS E PROGRAMAS 7
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Centro de Ensino de Línguas - CEL - SALA: CEL 13
TÍTULO: PROJETO LER É SABER: O TEXTO LITERÁRIO E A FORMAÇÃO DE LEITORES
AUTOR(ES): MARINÊS ANDREA KUNZ, DANIEL CONTE
RESUMO: A leitura de textos literários nem sempre é contemplada na prática escolar. Isso se dá, muitas vezes, em função da precariedade das bibliotecas escolares, pelo despreparo dos professores e até mesmo por concepções equivocadas de leitura e de formação de leitores. Diante dessa realidade, são necessários projetos de leitura que proporcionem, de um lado, material de leitura e, de outro, cursos de formação continuada para professores, tanto os das séries iniciais como os de Língua Portuguesa. Nesse sentido, os Cursos de Letras do Centro Universitário Feevale e da FACCAT – Faculdades de Taquara, em parceria com o Grupo Editorial Sinos, no Rio Grande do Sul, promovem, junto a mais de quarenta municípios, o Projeto Ler é Saber, que tem como objetivo desenvolver o gosto pela leitura de textos literários por alunos do Ensino Fundamental. Para isso, elaboram-se três fascículos ao ano com textos literários cedidos por escritores e editoras, que são adquiridos a preço de custo pelas redes municipais e por escolas estaduais, comunitárias e particulares. As Instituições de Ensino Superior oferecem gratuitamente workshops, destinados aos professores das redes participantes, em que são abordadas teorias de leitura e de análise textuais, que fundamentam as sugestões de atividades com os fascículos em sala de aula. O projeto, ao longo de seis anos, tem obtido resultados muito positivos, que se evidenciam pelo relato dos professores e pelas produções textuais e artísticas desenvolvidas nas escolas.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, LITERATURA, FORMAÇÃO DE LEITORES

TÍTULO: MEDIANDO A LEITURA: RUMO À AUTONOMIA DO LEITOR
AUTOR(ES): MÁRCIA REGINA MACEDO, MARISA ARAÚJO DA SILVA OLIVEIRA, MÁRCIA MARIA DE ALBUQUERQUE, SIMONE DA SILVA RAMOS, SONIA ANGÉLICA SANCHES SILVA
RESUMO: O artigo propõe relatar experiências de um grupo de educadoras da Rede Municipal de Andradina que, após a participação em um Projeto de Extensão Universitária, em 2007, desenvolvido pelas FIRB “Faculdades Integradas Rui Barbosa” intitulado “Rodas de leitura: uma proposta de leiturização social” cuja proposta foi a de formação de mediadores de rodas de leitura, apresentou um projeto de formação de educadores. O Projeto Mediando a leitura: rumo a autonomia do leitor objetivou a formação de mediadores de rodas de leitura que atuam como professores nos Centros de Educação Infantil (CEI); Educação Infantil (EMEI); Ensino Fundamental I (EMEF). Ao todo foram 80 educadores dos 7 Pólos de Ensino, com o compromisso de implementar ações inovadoras que ampliem o repertório dos leitores por meio de estratégias de leitura. O referido Projeto, desenvolvido em 2008, teve como pressuposto a leitura como uma prática social e suas relações com o ensinar e aprender na escola, que tem um papel fundamental e a ela cabe a função de formar leitores e produtores de textos para o exercício da cidadania. Porém, é necessário buscar, por meio de formação continuada, atualizar seus atores, sobretudo os professores, a fim de que se apropriem de condições teórico-metodológicas sem as quais não será possível uma escola de qualidade que atenda às emergências da sociedade contemporânea que exige, cada vez mais, leitores autônomos. Enfim, o desafio da escola pública é grande, porém este projeto mostrou a todos os envolvidos que existem caminhos que possibilitam o cumprimento de sua tarefa.
PALAVRAS-CHAVE: LETRAMENTO , FORMAÇÃO CONTINUADA, CIDADANIA

TÍTULO: PROJETO NOSSO LIVRO
AUTOR(ES): MICHELLE GUIDI GARGANTINI PRESTA, RENATA SANT’ANA FORCHETTI
RESUMO: Esse projeto foi desenvolvido numa escola municipal de Educação Infantil do interior de São Paulo, durante o ano de 2008, nas turmas de 3 a 6 anos. No primeiro semestre, em cada turma foi planejado a contação de uma história por dia, e após eram realizadas atividades de linguagem oral e escrita, artes e expressão corporal, tudo relacionado ao tema ouvido pelas crianças. Nas turmas de 5 e 6 anos, como lição de casa, os alunos levavam livros de literatura infantil que deveriam ser lidos com os pais e depois socializado na roda de conversa. Na sala de aula, os alunos também eram estimulados a escolher um livro ou gibi, no Cantinho da Leitura, no momento das atividades independentes. Nesse primeiro momento o objetivo era o incentivo e o gosto pela leitura, apresentando diferentes gêneros literários e estimulando o contato com a linguagem formal. No segundo semestre do mesmo ano, objetivo foi desafiar cada turma a escrever e ilustrar o próprio livro, tendo o professor como escriba. A roda de conversa, era o momento mais precioso, onde as idéias fluíam e os personagens surgiam. O professor tinha a oportunidade de avaliar a fala e compreensão de cada aluno, além de estimular a criatividade e a linguagem oral. Em nenhum momento o projeto ficou desvinculado dos objetivos propostos pelo Currículo Municipal de Educação, e sim foi um meio encontrado para trabalhar todas as áreas do conhecimento, propostas no RCNEI, mas de maneira significativa para as crianças. Vale ressaltar que cada turma fez o livro de acordo com as reais possibilidades de conhecimento, aprendizado e autonomia. Com os livros nas mãos pudemos observar nossos objetivos sendo plenamente alcançados, além do incentivo a serem leitores ativos e amantes de um bom livro.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, ESCRITA, EDUCAÇÃO INFANTIL
TÍTULO: DA “SEMANA DE ARTE MODERNA” À “SEMANA JUCA MULATO”
AUTOR(ES): NILCE CAMILA DE CARVALHO
RESUMO: Partindo da publicação do poema “Juca Mulato“ (1917), do escritor modernista Menotti del Picchia (1892-1988), e da sua eminente importância para a Semana de Arte Moderna de 1922, objetiva-se expor, com base na sociologia da literatura e na estética da recepção, um panorama de leituras iniciado com alguns críticos e intelectuais quando da publicação do poema, à (re)leituras, escritas e pictóricas, feitas por crianças e adolescentes na cidade de Itapira em decorrência do projeto intitulado “Semana Juca Mulato”, realizado pela Secretaria Municipal de Cultura e pela Casa Menotti del Picchia, com a finalidade de difundir a obra do autor, a relação do poeta e de sua obra com a cidade, bem como desenvolver nos participantes o gosto pela leitura. Pretende-se com essa comunicação analisar não só a proposta do projeto pedagógico direcionado às escolas municipais, estaduais e particulares de ensino fundamental e médio, mas também os resultados a partir dos trabalhos premiados e do evento cultural que encerra o projeto. Nesse sentido, ainda serão demarcadas nos referidos trabalhos, a presença e/ou ausência de diversos elementos a que o poema remete, tais como: o drama da personagem Juca Mulato, a poeticidade, o momento histórico por ele vivido e as referências às práticas culturais veiculadas, sobretudo do caipira paulista.
PALAVRAS-CHAVE: LITERATURA, RELEITURA, CULTURA

TÍTULO: “CAFÉ COM LEITURA“: UMA PROPOSTA DE INCENTIVO E ANÁLISE DA LEITURA CURRICULAR E SEU EXERCÍCIO ENQUANTO PRÁTICA DISCURSIVA.
AUTOR(ES): NIRCE APARECIDA FERREIRA SILVERIO
RESUMO: Café é bebida escura de especial sabor, cujo cultivo e comercialização têm importante papel na história brasileira. Tomar um café é, muitas vezes, mais que um momento de degustar a bebida, mas de encontro, de diálogo. E se pensarmos de forma mais local, vemos que é o nome de um lugar marginalizado. A partir destas considerações, estruturamos um projeto onde buscamos refletir a respeito do trabalho com a leitura curricular e suas relações com a comunidade onde é/deveria se realizar. Nesta comunicação, portanto, relataremos proposições e atividades do projeto “Café com leitura”, desenvolvido em uma escola pública de Catalão-GO. Os livros de programas governamentais de incentivo à leitura (Biblioteca da escola, Literatura em minha casa, livros de programas do FNDE e outros) foram o suporte material do projeto. Com base neste material, investigamos a operacionalização das hipóteses de que a) os alunos estão inseridos em práticas sociais em que a leitura curricular é desnecessária, b) incentivar a leitura curricular como prática social e discursiva fará com que os alunos leiam mais e que c) proporcionar momentos de leitura de forma descontraída e lúdica fará com que ela seja mais desejada. Apoiamo-nos teoricamente em conceitos da Análise do Discurso de linha francesa, derivada dos trabalhos de Pêcheux e Foucault, tais como: arquivo, prática social e prática discursiva. Utilizamos a metodologia qualitativa-interpretativista, coletando informações, estabelecendo diversos eventos sociais que envolveram leituras e fazendo análises dos elementos colhidos.
PALAVRAS-CHAVE: INCENTIVO À LEITURA, PRÁTICA SOCIAL , PRÁTICA DISCURSIVA

SESSÃO - LEITURA NO CURRÍCULO ESCOLAR:
PROJETOS E PROGRAMAS 8
DIA: 23/07/2009 - Quinta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Centro de Ensino de Línguas - CEL - SALA: CEL 12
TÍTULO: CONCEPÇÃO DE LEITURA DA PROPOSTA CURRICULAR DO ESTADO DE SÃO PAULO
AUTOR(ES): NORMA BARBOSA NOVAES
RESUMO: No início do ano de 2008, a Secretaria de Estado da Educação do Estado de São Paulo lançou uma proposta curricular para ser implementada de forma imediata em todas as escolas da rede pública. Para tanto, anteriormente produziu uma série de materiais que visavam a orientar diretores, coordenadores e professores sobre como desenvolver tal proposta. Em consonância com a abordagem dos PCNs, os componentes curriculares foram divididos em áreas, sendo o interesse para este estudo o trabalho com Língua Portuguesa e Literatura, enquadrado na área de Linguagens, Código e suas Tecnologias. Por uma necessidade de recorte mais específico, pretende-se aqui analisar apenas um dos materiais distribuídos pela Secretaria: os “Cadernos do Professor”, que apresentam orientações pautadas, segundo a Secretaria, pela idéia de que “o centro da aula de Língua Portuguesa deve ser o texto, tendo como pressuposto o desenvolvimento de habilidades de leitura, de escrita, de fala, de escuta e as relacionadas ao uso da norma padrão da língua e outras variedades lingüísticas” (SEE, 2008:8). Com essa implementação já em andamento, há a necessidade de se investigar como o tema é abordado. Assim, pretende-se discutir, com base em reflexões de autores contemporâneos, que concepção teórica embasa a visão de leitura apresentada no material em análise. Para tanto, foram selecionadas, dos referidos cadernos, atividades representativas de como os proponentes do material pensam a questão do desenvolvimento das habilidades de leitura.
PALAVRAS-CHAVE: PROPOSTA CURRICULAR, LEITURA, HABILIDADES
TÍTULO: O “SEGUNDO SEXO“ EM CLARICE LISPECTOR
AUTOR(ES): PAULA TATEMOTO, MÍRIAM GIBERTI PÁTTARO PALLOTTA
RESUMO: Este trabalho faz parte de um projeto, originalmente para ser desenvolvido num total de dezesseis aulas, que tem como objeto principal de estudo alguns contos de Clarice Lispector e sua relação com outras produções que versam sobre a condição feminina (textos filosóficos, filmes, música etc.). Para este evento, fizemos um recorte e vamos abordar apenas a relação entre dois contos dessa autora brasileira e a obra O Segundo Sexo, de Simone de Beauvoir. Sendo assim, foram escolhidos os contos “Amor” e “A Bela e a Fera”, que serão utilizados sobretudo para apresentarmos os momentos epifânicos, isto é, momentos em que as personagens refletem sobre sua própria condição no mundo – e demonstrar como eles operam nas personagens uma conscientização de ser/estar no mundo. É possível também notar que essa conscientização ultrapassa o nível individual, enquanto representante da espécie humana, e relaciona-se à sua condição feminina, fato abordado por Simone de Beauvoir na obra citada acima. A partir das colocações da filósofa francesa, pretendemos aprofundar a reflexão sobre a situação do feminino nesses contos de Clarice Lispector e, ainda mais, sobre a situação da mulher na sociedade contemporânea. Dessa maneira queremos demonstrar como é possível fazer um trabalho interdisciplinar que tenha como veio condutor a literatura, que proporciona uma discussão e uma reflexão sobre questões que permanecem tanto no que diz respeito à história dos gêneros como à sociedade ocidental contemporânea.
PALAVRAS-CHAVE: INTERTEXTALIDADE, FILOSOFIA E LITERATURA, MULHER CONTEMPORÂNEA
TÍTULO: LIBERDADE E POESIA NA CONSTRUÇÃO DE LEITORES
AUTOR(ES): PAULO DEMETRIO POMARES DA SILVA
RESUMO: Este artigo pretende apresentar a experiência do Projeto Jovens Leitores, desenvolvida na Escola Municipal Professor Florestan Fernandes, na comunidade Parque Verde, no bairro do Bengui em Belém do Pará. Esta comunidade, fruto das muitas ocupações desordenadas que existem em Belém, conta com uma precária infra-estrutura de educação, transporte, saneamento e segurança, além da ausência de espaços de cultura e lazer como: cinemas, teatro, bibliotecas etc. Há no bairro um grande número de desempregados e de trabalhadores informais e a renda média dos moradores é de meio salário mínimo. Em 2002, constatamos o grande distanciamento das crianças e jovens da escola em relação aos livros e a leitura. Tivemos então a iniciativa de desenvolver ações de incentivo à leitura e a escrita, começando pelas rodas de conversas, rodas de leitura e a organização de um baú com livros de literatura para empréstimo. Nestas atividades, as crianças exploravam o mundo sonoro e rítmico dos textos literários e posteriormente socializavam (e socializam) estas vivências através de recitais poéticos em saraus na escola, em feiras de livros e em outros eventos culturais. No decorrer deste tempo realizamos várias oficinas de produção de textos, recitais, em outras escolas do bairro e em eventos para formação de professores. Dentre os resultados do projeto, citamos: um jornal escolar, a criação do Grupo Artístico À Flor da Voz, a formação de agentes multiplicadores de leitura, e a construção de três livros artesanais com poemas e narrativas dos próprios alunos, apresentados à comunidade da escola em tardes de autógrafos.
PALAVRAS-CHAVE: LIBERDADE, POESIA, FORMAÇÃO DE LEITORES

TÍTULO: A NOVA PROPOSTA CURRICULAR NO ESTADO DE SÃO PAULO: COMO PROFESSORES ESTÃO TRABALHANDO COM A “REVISTA DO PROFESSOR“
AUTOR(ES): RENATA FERNANDES MADRUGA
RESUMO: Existe uma preocupação geral pela melhoria do ensino, em particular da matemática, verificada pelo número de pesquisas e projetos educacionais realizados com esta finalidade. As novas tendências da educação apontam que o professor deve fazer uso de uma pedagogia que busque desenvolver instrumentos de indagação e problematização das situações, de descoberta, escolha e integração das informações disponíveis para construir um conhecimento significativo ao aluno. Os PCNs de matemática consideram essencial que os alunos saibam trabalhar em equipe, consigam argumentar, defender pontos de vista de forma coerente, entre outras considerações. No bojo dessas discussões, em 2008, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo anunciou a implantação da Nova Proposta Curricular para alunos de 5ª a 8ª séries do Ensino Fundamental e Ensino Médio do Estado e apresentou o material, constituído pela Revista do Professor, que enviou às unidades de ensino para orientação dos professores. Em 2009, foi enviado aos alunos o Caderno do Aluno, com as atividades propostas na Revista. Muitas críticas têm sido feitas ao material, erros conceituais são apontados e divulgados na mídia. É extremamente importante lembrar que, para uma nova proposta, é necessário acompanhar o seu desenvolvimento, verificando todas as fases de sua implementação, a fim de corrigir metas e rever processos. O objetivo a que se propõe este trabalho é verificar a visão de professores de matemática, da região de Campinas, a respeito da implementação desta nova proposta curricular. Para isso, será inicialmente feito um questionário aos professores, que servirá de base para a seleção de quatro docentes a serem entrevistados. A pertinência e a relevância de uma nova proposta para o ensino nas escolas públicas são decisivas para que o acesso a elas proporcione uma oportunidade real de aprendizado. Espera-se que os resultados possam contribuir para subsidiar a avaliação da nova proposta.
PALAVRAS-CHAVE: REVISTA DO PROFESSOR, CURRÍCULO, NOVA PROPOSTA CURRICULAR
TÍTULO: A TOMADA DE DECISÕES A PARTIR DA RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS NO XADREZ
AUTOR(ES): ROGÉRIO DE MELO GRILLO
RESUMO: O presente trabalho buscou investigar saberes relacionados com a prática do jogo de Xadrez como instrumento pedagógico, em especial abordar a tomada de decisões dos alunos diante problemas nos diferentes momentos da partida (meio-jogo e finais) e as estratégias traçadas por estes. Objetivou-se investigar: as decisões dos alunos em diferentes momentos criados durante a partida, bem como o levantamento de hipóteses, o raciocínio lógico e a criação de estratégias na resolução destes problemas. O trabalho foi realizado com alunos do 8º ano do ensino fundamental durante as aulas de Xadrez na Escola Municipal Oilda Valério Silveira Coelho (Fazenda Santa Luzia), município de Passos/MG. Os dados foram produzidos através de registros escritos, narrativas orais e escritas dos sujeitos. E foi-se analisado as seguintes questões: análise do problema, levantamento de hipóteses, criação de estratégias e seleção de uma possível estratégia para a solução do problema. Este trabalho procurou não abordar apenas as questões mencionadas em relação as situações-problema, mas também um olhar voltado para a postura dos alunos diante dos mesmos, entrando ai a questão da tomada de decisão diante as possibilidades que as situações do jogo proporciona. Este trabalho procurou através do ambiente lúdico do jogo analisar questões voltadas para um possível desenvolvimento do raciocínio lógico, autonomia, trabalho em equipe e todo conteúdo advindo das situações-problema xadrez.
PALAVRAS-CHAVE: TOMADA DE DECISÃO, RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS, JOGO DE XADREZ

SESSÃO - LEITURA NO CURRÍCULO ESCOLAR:
PROJETOS E PROGRAMAS 9
DIA: 23/07/2009 - Quinta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Centro de Ensino de Línguas - CEL - SALA: CEL 12
TÍTULO: ALÉM DA VOCALIZAÇÃO E DA TAREFA: A LEITURA COMO PRÁTICA SOCIAL
AUTOR(ES): ROSARIA DE FÁTIMA BOLDARINE
RESUMO: A idéia de produção deste texto surgiu após a análise de algumas entrevistas que estão sendo realizadas com professores da escola pública para a produção de uma dissertação de mestrado. Os professores entrevistados tiveram sua formação inicial e superior entre as décadas de 70 e 80 e permanecem até os dias atuais atuando na escola pública.
Ao iniciarem-se as análises foi-se percebendo que uma das falas recorrentes nestas entrevistas é a de que a escola pouco influenciou estes professores em relação à leitura e que o grupo (família, amigos, colegas de trabalho) sempre teve uma importância maior no caminho que os levou aos livros. Pensando nisto, este trabalho procura discutir a questão da leitura não apenas como algo que pode ser imposto, exigido, cobrado, mas como algo que faz o indivíduo pertencente a um grupo, apresentando a leitura como prática social e cultural, além de pensar quais razões contribuem para que a escola, muitas vezes, fracasse em seu papel de incentivo à leitura. Utilizando como subsídios as teorias dos capitais de Pierre Bourdieu, além de textos de Foucambert, Smith, Chartier, entre outros, este texto busca apontar alguns indicadores da importância da leitura como prática social e cultural, além de apresentar algumas possibilidades para se discutir a questão da leitura na escola.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, PRÁTICA SOCIAL, ESCOLA

TÍTULO: PERSPECTIVAS TEÓRICO-PRATICAS DO ENSINO DA LEITURA EM ESCOLAS PÚBLICAS SUL-MATOGROSSENSE
AUTOR(ES): ROSIMERI DA SILVA PEREIRA
RESUMO: Considerando o clima de modernização, atual valorização do progresso técnico científico aliado a complexidade da ambiência cultural, das dimensões sociais, econômicas e políticas, a presença maciça de produtos científicos e tecnológicos, a multiplicidade de linguagens e códigos no cotidiano e contraditoriamente a aguda crise na capacidade de compreensão de textos escritos denunciada por diversas fontes de pesquisas este trabalho constitui-se num esforço de compreender e analisar o ensino de leitura na escola no contexto atual tendo em vista a necessidade de redimensionamento da prática pedagógica explicitada neste setor. Neste caso considera-se na analise os os dados de entrevistas emitidas por professores das series iniciais de 4 escolas publicas municiapais alem da observação direta de 4 salas de aulas com o intuito de tentar responder as seguintes questões: a)Que papel desempenha o professor das series iniciais nas aulas de leitura - um docente mediador no processo de leitura que se utiliza de praticas responsáveis pelo desenvolvimento do interesse, estimulo e aprendizagem da leitura ou apenas um mero reprodutor de conhecimento? b) Qual a sua concepção de leitura? c) Que objetivos são estabelecidos para o ensino de leitura? d) que experiências e atividades de leitura são desenvolvidas em sala de aula? O referencial que orienta a análise fundamenta-se nas categorias assim formuladas: pressupostos epistemológicos da leitura - praticas de ensino da leitura nas series inicias – modernização urbano – industrial. Fundamentado nos pressupostos teóricos de autores como: - Faria (2005), Martins (1982), Marcuschi (2005) Lajolo (1987), Soares (1987), Schneuwly (2004), Zilberman (1999), dentre outros – este tabalho recupera e destaca as continuidades e rupturas, avanços e dificuldades na pratica do ensino da leitura nas escolas publicas municipais da cidade de Campo grande, MS.
PALAVRAS-CHAVE: PRESSUPOSTOS EPISTEMOLÓGICOS DA LEITURA, PRATICAS DE ENSINO DA LEITURA , SERIES INICIAIS
TÍTULO: LEITURA NO CONTEXTO ESCOLAR: UM ESTUDO COM ALUNOS DA SALA COMUM E DA SALA DE RECURSOS
AUTOR(ES): SHEILA ROSSANA FERNANDES CORRÊA PAVESI
RESUMO: O presente trabalho tem por objetivo investigar o interesse pelo livro dos alunos de 5ª série do ensino básico. Buscou-se verificar se há diferença significativa entre as manifestações a respeito do interesse pela leitura dos alunos que frequentam uma classe comum e alunos que frequentam uma sala de recursos de 5ª a 8ª séries - Área Mental e Distúrbio de Aprendizagem. Esta pesquisa observou as atitudes e interesses pelo livro de setenta alunos da 5ª série, sendo destes, 8 alunos atendidos pela sala de recursos. O trabalho tem um caráter teórico e experimental. No campo teórico, baseado em uma perspectiva histórico-cultural, estudou-se a importância da linguagem como mediação na formação dos procesos mentais, e da prática pedagógica no desenvolvimento escolar da criança. No campo experimental, foram utilizados dois instrumentos, iniciando com a escala de atitudes diante da leitura, representado por ícones de personagens que identificam as intenções quanto ao ato de ler. Na sequência, aplicou-se um inventário de interesses da leitura, que são pautas que trazem informações por escrito, em relação às proposições de leitura dos alunos. Os resultados não demonstram diferenças substanciais nas manifestações entre os alunos da classe comum e os alunos da sala de recursos, quando se trata do interesse pelo livro. No entanto, quando se trata da atividade de leitura, ou seja, quando envolve o próprio ato de ler, os alunos da sala de recursos apresentam índices significativamente inferiores ao grupo de alunos que frequentam somente a classe comum. Uma provável explicação para o baixo interesse pelo livro dos alunos que frequentam a sala de recursos, é a dificuldade que apresentam na leitura. Para enfrentar este problema, é essencial conhecer os interesses e proposições de leitura dos alunos, e com base nesse conhecimento, traçar diretrizes que favoreçam a aprendizagem e o desenvolvimento cognitivo.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, APRENDIZAGEM, DESENVOLVIMENTO

TÍTULO: A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO NO CONTEXTO DA ATIVIDADE DE LEITURA
AUTOR(ES): SILVANA PAULINA DE SOUZA
RESUMO: A presente pesquisa teórica e prática objetiva estudar a influência da organização das ações pedagógicas e o entorno no desenvolvimento humano, com ênfase à análise das capacidades discursivas na infância. Apresenta uma discussão sobre a necessidade de repensar os elementos que compõem a organização das atividades pedagógicas, identificando os processos que são centrais na sua organização. A hipótese é de que as relações ocorridas em situações organizadas intencionalmente podem ser propulsoras de aprendizagens, considerando a atividade da criança e sua capacidade de aprendizado; a escola como espaço de vivências, de escolhas, de mediações; e o professor mediador na relação da apropriação-objetivação da linguagem oral e escrita. Com o intuito de que as discussões recorressem a suportes teóricos que coadunassem o trabalho, pautou-se na Teoria Histórico-Cultural como sustentáculo e o elo entre as demais proposições que tratavam da sala de aula como espaço mediador de aprendizagem significativa entre elas: as técnicas Freinet. Diante disto, recorreu-se aos projetos, em suas diferentes percepções, para aplicar as técnicas da pesquisa-ação com um enfoque Materialista-Dialético por considerar o sujeito como protagonista de sua formação. Nesta comunicação estarão presentes os dados referentes à parte do trabalho e serão apresentados os que se referem ao projeto “Biblioteca da Quarta D” em que, após a proposição de um aluno, se desencadearam ações que culminaram na montagem da biblioteca dentro sala de aula. Os sujeitos da pesquisa foram crianças de uma quarta série do ensino fundamental da rede municipal de ensino do interior paulista.
PALAVRAS-CHAVE: ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO, LEITURA E ESCRITA, SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

TÍTULO: CORFLAU: A LINGUAGEM MUSICAL FAVORECENDO A HABILIDADE DE LEITURA E ESCRITA
AUTOR(ES): SOLANGE SANTANA GUIMARÃES MORAIS
RESUMO: O Projeto CORFLAU (coral e flauta) parte da preocupação com o nível de leitura e escrita dos alunos da UIM Joaquim Francisco de Sousa, pois se verifica que os educandos da referida escola ainda apresentam deficiência no que tange à produção escrita, como também desmotivação para as práticas leitoras, ocasionando o despreparo para a construção de textos. Várias são as abordagens que tencionam a formação de novos leitores, entretanto se percebe que há lacunas no que se refere à aquisição da linguagem oral e escrita, dificultando elucidar ou minimizar essa problemática. Dessa forma, acredita-se que a inserção de novas metodologias no âmbito escolar propiciará o desenvolvimento intelectual do discente, despertando-o para o universo da leitura e, consequentemente da escrita. Ante o exposto, entende-se a importância do estudo musical como forma de o aluno apreciar o ato de ler e escrever, num processo de interação da linguagem escrita (letra) e sonora para melhor valorização textual. Além disso, percebe-se que o trabalho com a música auxiliará no desenvolvimento da sensibilidade, desinibição, gosto pelas atividades artísticas e culturais. Para isso, este Projeto tem como objetivos: reconhecer a importância da linguagem musical para o trabalho com a leitura e a escrita; proporcionar aos alunos da escola o conhecimento da linguagem musical; estabelecer uma relação entre o ensino de Língua Portuguesa e o texto musical; socializar o conhecimento adquirido em eventos na escola, feiras de leitura, encontros musicais. A metodologia se processará através de oficinas de textos com o professor de Língua Portuguesa; encontros com o professor de flauta, utilizando os textos trabalhados anteriormente na oficina de textos; socialização do conhecimento na escola e outros eventos. Assim, espera-se que este Projeto possa melhorar o nível de leitura e escrita dos alunos, como também, ampliar o conhecimento das diversas possibilidades de uso da linguagem.
PALAVRAS-CHAVE: LINGUAGEM MUSICAL, LEITURA E ESCRITA, SENSIBILIDADE ARTÍSTICA

SESSÃO - LEITURA NO CURRÍCULO ESCOLAR:
PROJETOS E PROGRAMAS 10
DIA: 23/07/2009 - Quinta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Centro de Ensino de Línguas - CEL - SALA: CEL 13
TÍTULO: IDENTIDADE E DIFERENÇA: A LINGUAGEM COMO DISCURSO NO COTIDIANO ESCOLAR
AUTOR(ES): SYLVIA FERNANDA BRAGA DA CUNHA
RESUMO: Este trabalho visa dialogar com a questão da identidade no cotidiano escolar pela ótica da linguagem, onde a mesma é tida como um ato político, não isento de intenções onde podemos perceber os rastros dos sujeitos e suas múltiplas identidades num constante processo de (re) significação ao longo do tempo. Defendo a idéia de um currículo híbrido onde a linguagem pode assumir vários papéis, já que não existem posições definidas e tudo está em constante movimento. Para tanto, faço uso das contribuições de Bakhtin, Bhabha, Tomaz Tadeu da Silva e Stuart Hall. Assim como as análises dos conteúdos referentes ao campo da leitura e escrita nos cadernos de atualização da Multieducação, o documento norteador das práticas pedagógicas no município do Rio de Janeiro. Onde a mesma vê a linguagem como forma de introduzir as crianças no mundo da leitura e escrita com o intuito de atender as demandas da sociedade, habilitando-as por assim dizer a compreender e lidar com os diversos instrumentos de comunicação. Acredito que pensar a questão da leitura e escrita além dos caminhos da alfabetização e do domínio dos signos lingüísticos é uma forma de dar a esse sujeito novas formas de reflexão acerca de si mesmo e do mundo no qual ele está inserido. Ao debruçar-me em tais analises e confrontá-las à luz do cotidiano escolar, busco defender a linguagem além do ensino gramatical, onde esta seja vista como produto de uma construção cultural, portanto dotada de uma rede de saberes que constituem e identificam o sujeito de forma particular. Podendo ser compreendida como um caminho possível para a construção do sujeito, livrando-o assim das tentativas de homogeneização e docilização.
PALAVRAS-CHAVE: IDENTIDADE, DIFERENÇA, LINGUAGEM
TÍTULO: PROJETOS DE LEITURA: UMA PROPOSTA DE INVESTIGAÇÃO
AUTOR(ES): VALDIRENE BARBOZA DE ARAÚJO BATISTA
RESUMO: Esta comunicação pretende socializar os principais objetivos de uma pesquisa de mestrado em andamento, fundamentada essencialmente na “análise da configuração textual“, nos moldes propostos pela pesquisadora Maria do Rosário Longo Mortatti (FFC - UNESP - Marília). Trata-se do projeto “Prática de leitura escolar: um estudo sobre projetos de leitura“, cuja finalidade é compreender e analisar os objetivos, as necessidades e os interesses de implementação de quatro projetos de leitura já desenvolvidos ou em desenvolvimento pela Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, em diferentes momentos históricos e sociais, no âmbito das séries finais do ensino fundamental. São eles: “Ensinar e Aprender: construindo uma proposta” (2000); “Tecendo Leituras” (2004) ; “Ler e Viver: competência leitora” (2005) e “Hora da Leitura” (2005). Esses projetos carregam em sua configuração textual, certos ideais políticos e ideológicos de um discurso não apenas oficial, mas, sobretudo, de sujeitos, seres de linguagem, educadores e intelectuais comprometidos com as questões educacionais em geral e, principalmente, com as dificuldades enfrentadas pela escola pública em garantir a todos os alunos a inserção nas práticas culturais de leitura (e escrita) em suas várias facetas; constituindo um conjunto de aspectos “inter-relacionados“ que dão a eles o estatuto de textos repletos de sentidos e significados que permitem ao investigador reconhecê-los e interrogá-los como “objeto singular“ para deles produzir uma leitura “possível e autorizada“.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, PROJETOS DE LEITURA, FORMAÇÃO DO LEITOR

TÍTULO: A CONSTRUÇÃO DO SUJEITO ATRAVÉS DA LEITURA
AUTOR(ES): VALERIA CRISTINA DE ABREU VALE CAETANO
RESUMO: Este relato de experiências consiste em uma prática pedagógica sobre leitura e produção textual intitulada Oficina da Palavra realizada com alunos do Colégio Pedro II. Investiga a utilização que esses alunos fazem da escrita e da leitura na vida cotidiana, as dificuldades que encontram no uso destas habilidades e como reagem diante das atividades propostas. Também são descritas a organização da Oficina da Palavra e algumas atividades desenvolvidas. A realização da Oficina da Palavra tem como objetivo desenvolver nos alunos, maior interesse pela leitura e estimulá-los a escrever com espontaneidade. A Oficina da Palavra tentou suprir as deficiências do contato entre o leitor e o texto no universo escolar, buscando formar leitores críticos, pois o texto é vivo e funciona como ponto de interação entre o leitor e o autor. Pretendeu-se valorizar as experiências culturais daqueles alunos estigmatizados e considerados irrecuperáveis, com a finalidade de proporcionar-lhes situações que os conduzissem a uma leitura de mundo mais crítica. Considerando que a sensibilização é indispensável neste processo, a Oficina da Palavra utiliza uma técnica que se baseia no método APLIC (Aprimoramento da Linguagem e Criação) de Rosa Riche e Luciana Haddad. Consiste no desenvolvimento de atividades de leitura e escrita em três fases: desinibição, estímulo e criação. Portanto, a oficina contribui para o redimensionamento da concepção do ato de produção de leitura, articulada à experiência do professor, devendo funcionar como incentivo a práticas permanentes, tanto dentro quanto fora do âmbito escolar. Enfim, através do desenvolvimento deste projeto, nossos alunos de posse de vários recursos, lidam mais criativamente com a PALAVRA, instrumento de AÇÃO, e INTERAÇÃO social.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, PRODUÇÃO DE TEXTO, LITERATURA

TÍTULO: CIDADE – ESCOLA - LITERATURA: PROBLEMATIZANDO ASPECTOS DO CAMPO CURRICULAR E DO CAMPO LITERÁRIO NA CONSTRUÇÃO DO PROJETO DA CIDADE DE CURITIBA NA DÉCADA DE 1990 E INÍCIO DO SÉCULO XXI
AUTOR(ES): VALERIA MILENA ROHRICH FERREIRA, EVELLYN BERNARDO RODRIGUES ROMANO
RESUMO: O campo literário produziu diversos escritores que realizaram uma séria crítica ao projeto da cidade de Curitiba da década de 1990 e início do século XXI (projeto este, em muitos aspectos, preconceituoso, pouco crítico e apolítico). Este artigo problematiza como o currículo oficial da rede municipal operou, naquele momento, de sorte a pouco absorver este tipo de literatura, dando maior ênfase (principalmente na década de 1990), a uma literatura “paranista”. Esta última, originária do início do século XX, fazia parte de um projeto maior de criação de uma identidade própria para o Paraná e para Curitiba que acabava priorizando e reforçando um amor incondicional às produções artísticas e literárias do estado/capital. E, uma vez que era pauta do projeto da cidade, naquele momento, criar uma imagem de “curitibano leitor”, inclusive, construindo um mobiliário urbano bastante específico, o “Farol do Saber” (com diversas unidades espalhadas pela cidade), se analisa ainda como o discurso oficial procurava propagar tal imagem, principalmente por meio dos materiais curriculares que chegavam à escola (Lições Curitibanas, Jornal Curitibinha etc). De modo geral verifica-se que contos e crônicas que punham em contraste uma Curitiba real e uma ideal; que questionavam a propaganda da cidade ecológica, urbana e “correta”; que expunham características do curitibano como pouco relacionadas à leitura; foram pouco incorporadas ao currículo oficial. Por outro lado, o currículo oficial procurou divulgar bibliotecas e bons livros de literatura infantil. Quanto à função do Farol do Saber para Curitiba, embora tenha servido - como mobiliário urbano - muito mais à propaganda da cidade do que a outro propósito e tenha, com o passar do tempo, alterado até a sua função, de alguma forma ajudou a formar no imaginário curitibano a idéia de cidadão leitor.
PALAVRAS-CHAVE: CIDADE, CURRICULO ESCOLAR, CURITIBA
TÍTULO: FORMAÇÃO DE LEITORES NA “RODA DE LEITURA“
AUTOR(ES): VANESSA FIORI FERREIRA JANSSEN
RESUMO: A Fundação Bradesco de Campinas atende crianças de diversas regiões do município. Devido a diversidade sócio-cultural do grupo, consta-se que há diferenças quanto ao acesso a recursos culturais oferecidos as crianças. Isto, contudo, não é obstáculo na realização do trabalho; pelo contrário, a diversidade enriquece a dinâmica escolar, já que cada aluno traz suas próprias experiências de vida e compartilhada com so demais. Em vista a esta falta de acesso a livros em casa, a escola conta com uma biblioteca escolar e de classe composta por acervo variado de gêneros textuais. Com este rico material em mãos possibilita garantir aos alunos os empréstimos semanais. Mas o que garante o incentivo à leitura e a motivação para os empréstimos? A partir disso surgiu a ideia de trabalho com a roda da leitura, com crianças de 7 anos do 2ª ano, para que possibilitasse a socialização dos leitores sobre as obras lidas, ressaltando a opinião e impressões com a leitura. E também com a leitura diária da professora com os livros da bilbioteca, como forma de seduzi-los e incentivá-los para os empréstimos e futuras leituras. Dessa forma, a roda de leitura vem ao encontro da ideia de que as crianças aprendem muito mais com exemplos do que simplesmente com discursos e sermões. Se o adulto mostra-se interessado, envolvido, apaixonado pelo universo literário e traz isso para o cotidiano escolar por meio da roda da leitura, consequentemente as crianças irão se envolver também e começar a sua formação de leitor nesses espaços oferecidos dentro da escola.
PALAVRAS-CHAVE: RODA DE LEITURA, FORMAÇÃO DE LEITORES, BIBLIOTECA ESCOLAR
TÍTULO: DIVERSIDADE VISUAL E O LETRAMENTO DOS SUJEITOS PLURAIS DA ESCOLA BRASILEIRA
EIXO TEMÁTICO: LEITURA NO CURRÍCULO ESCOLAR: PROJETOS E PROGRAMAS
AUTOR(ES): VIVIAM KAZUE ANDO VIANNA SECIN
RESUMO: Essa pesquisa se insere no Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e realiza uma investigação interdisciplinar de base sócio-interacionista que aproxima as áreas da Saúde Visual (Ortóptica) e da Educação, tendo por objetivo investigar a existência de especificidades funcionais binoculares socialmente determinadas, baseadas em um estudo comparativo da visão de sujeitos brasileiros com distintas raízes antropológicas, distintos perfis socioculturais e históricos, diferentes estilos de vida e modos de expressão e aquisição do conhecimento: os sujeitos brasileiros de cultura predominantemente oral (indígenas Guarani Mbya fluminenses) e os sujeitos brasileiros de cultura predominantemente escrita (sujeitos não-indígenas universitários). A ação visual no ato da leitura exige um controle funcional sensorial e motor hiperespecializado. Os olhos executam movimentos que devem ser precisos, harmoniosos e sincronizados, realizados pela contração e/ou relaxamento de músculos oculomotores que atuam em conjunto para o direcionamento adequado dos eixos visuais nas diferentes direções e sentidos. O sujeito da diversidade visual carregaria “marcas funcionais binoculares” ou condições de normalidade específicas e não mais distúrbios, transtornos ou deficiências. Tais “marcas funcionais binoculares” ou individualidades visuais lhes seriam potencialmente úteis em seu ambiente visual imediato, pois seriam frutos de um desenvolvimento relacional em ambientes físicos e sociais específicos, a partir de práticas sociais contextualizadas, mas não necessariamente úteis em situações de transição cultural para ambientes visuais com novas demandas funcionais. Estariam tais ambientes sociais diretamente envolvidos no desenvolvimento de sujeitos visualmente específicos? Estariam suas práticas sociais, culturais e seus estilos de vida determinando uma condição binocular diversa com custos adicionais para o processo de letramento? Pela construção do conceito de diversidade visual ecologicamente determinada apresento uma reflexão sobre a existência de custos adicionais ao processo de letramento e alfabetização dos jovens e adultos plurais da sociedade brasileira.
PALAVRAS-CHAVE: LETRAMENTO, DIVERSIDADE VISUAL, ORTÓPTICA

TÍTULO: LÍNGUA PORTUGUESA: ÁREA-BASE E INTERDISCIPINAR? COMPETÊNCIA COMUNICATIVA E VERIFICAÇÃO DA APRENDIZAGEM NO 6º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
EIXO TEMÁTICO: LEITURA NO CURRÍCULO ESCOLAR: PROJETOS E PROGRAMAS
AUTOR(ES): WAGNER ALEXANDRE DOS SANTOS COSTA
RESUMO: Avaliações como o SAEB (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica), entre outras de mais estreita escala, como a Prova Rio (SME-RJ), visam diagnosticar o nível de letramento de seus alunos, a partir de seu desempenho nessas provas. São-lhes oferecidas questões de Português e Matemática (entre outras disciplinas), enfatizando a interpretação de textos e/ou a sua produção. Em tais exames, a disciplina Língua portuguesa tem sido requisitada como principal condição de acesso ao conhecimento em várias áreas. A verificação da aprendizagem de base “factual”, ou seja, “memorizante” – Coll et al (2000) – não tem ocupado a maior parte da prova, que, em vez disso, aponta preferências por uma averiguação de “conceitos” – “aprendizagem significativa” (Coll et al, 2000), em afinidade às considerações de Perrenoud (2002:39), pelo entender deste que “os objetivos de alto nível são os desafios de formação mais importantes”. Por isso, amparados pelo conceito de leitura delimitado por Foucambert (1994), para quem “ler significa ser questionado pelo mundo e por si mesmo (...), construir uma resposta que integra parte das novas informações ao que já se é.”, nortearemos esta pesquisa a partir da seguinte indagação: qual o papel dessa disciplina no contexto do desenvolvimento escolar do aluno? Para tanto, analisaremos a Prova Brasil 2008, sob a perspectiva teórica de alguns estudiosos, como Coll, Pozo Sarabia & Valls (2000); Foucambert (1994) e Perrenoud (2002).
PALAVRAS-CHAVE: INTERPRETAÇÃO, PROVA RIO 2008, AVALIAÇÃO
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