Linguagens em Educação Infantil

SESSÃO - LINGUAGENS EM EDUCAÇÃO INFANTIL 1
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: LL 01

TÍTULO: MINHA CIDADE – TRADIÇÕES E COSTUMES: REFLEXÕES SOBRE A LINGUAGEM ORAL E ESCRITA NA ESCOLA DE EDUCAÇÃO INFANTIL “JANE RECHINELI PILOTO”.
AUTOR(ES): ADRIANA A ALVES DA SILVA
RESUMO:
Este trabalho visa relatar o projeto “Minha Cidade – Tradições e Costumes” realizado com os alunos da 2ª fase (cinco anos) da Escola Municipal de Educação Infantil “Jane Rechineli Piloto”, na cidade de Pilar do Sul - SP. Foram propostas atividades e situações com o objetivo de levar os alunos à reflexão sobre a linguagem oral e escrita, conhecendo detalhadamente os diversos portadores e gêneros textuais, por meio do resgate das tradições e costumes de Pilar do Sul, envolvendo a comunidade local. Foi possível oportunizar aos alunos, em fase inicial do processo de alfabetização, o conhecimento sobre diversos portadores textuais e gêneros, história, geografia, artes e costumes do povo do qual fazem parte. Este projeto contemplou a reflexão da linguagem escrita nos diversos gêneros, as diferenças com a linguagem oral e o enriquecimento do desenvolvimento de ambas. Foram realizadas atividades envolvendo receitas típicas, poesias, causos, entrevistas, pesquisas, depoimentos de antigos moradores, reconto, parodias, danças, organização de livros dos quais foram distribuídos aos alunos e encerramos o projeto com um sarau para os sentidos, isto é, os envolvidos no projeto apreciaram as danças, dramatizações, recitais, preparam e degustaram as comidas típicas. Por fim destacamos a aprendizagem significativa, fruto das atividades contempladas e a importância da participação de toda comunidade na construção do processo de aprendizagem.
PALAVRAS-CHAVE: LINGUAGENS, EDUCAÇÃO INFANTIL, RESGATE DAS TRADIÇÕES

TÍTULO: A POÉTICA DO COTIDIANO COM CLARICE LISPECTOR: UMA ESTÉTICA DA INFÂNCIA?
AUTOR(ES): ADRIANA ALVES DA SILVA
RESUMO:
Considerando o tema do COLE este ano no qual o poeta nos alerta que é preciso transver o mundo, esta comunicação busca, através da poesia de Clarice Lispector, transver o cotidiano com olhos livres, como os de criança. A presente comunicação é parte das reflexôes suscitadas pelo Mestrado em Multimeios do Instituto de Artes, com a dissertação de mestrado intitulada: A poética do cotidiano com Clarice Lispector: emergindo imagens, defendida em fevereiro de 2008, processo que a partir de uma inspiração literária desencadeou na criação de roteiros audiovisuais e um ‘ensaio’ audiovisual no final do processo. Os processos criativos entre literatura e audiovisual foram desenvolvidos na perspectiva de transcriação, não uma adaptação literária. A partir desta experiência, fui construindo intuitivamente um caminho até uma nova possibilidade criativa de pesquisa que é “A estética da Infância no cinema“, meu projeto de doutorado na Faculdade de Educação. Transvendo o mundo me pergunto: como a poética do cotidiano com Clarice Lispector se configura em uma certa estética da infância? Através da seleção de alguns trechos de contos que trazem as imagens da infância em Clarice Lispector o objetivo desta comunicação é apresentar a estética da infância para além da infância, ou seja, problematizando a infância enquanto um conceito em construção, em permanente processo criativo.
PALAVRAS-CHAVE: ESTÉTICA , CLARICE LISPECTOR, INFÂNCIA

TÍTULO: “O MAR E SUAS MARAVILHAS”. ADRIANA ROSE RIBEIRO WAETGE, ESCOLA DE EDUCAÇÃO INFANTIL “CASA DA GENTE” CAMPINAS-SP. ADRIANARW@YAHOO.COM.BR
AUTOR(ES): ADRIANA ROSE RIBEIRO WAETGE
RESUMO:
O surgimento do tema de um Projeto na Educação Infantil, principalmente com crianças bem pequenas, na fase dos 2-3 anos, requer o olhar atento do professor. A Escola de Educação Infantil Casa da Gente fundamenta seu trabalho na linha pedagógica Sócio-Interacionista e organiza seu Currículo por projetos de trabalho, partindo de temas centrais - ora escolhidos pelas diferentes turmas ora propostos pelas professoras – frente às necessidades do grupo. O planejamento é organizado em rede com o objetivo de contemplar a transdisciplinaridade. Este trabalho traz o relato da prática de um Projeto que aconteceu no primeiro trimestre de 2009, baseado nos interesses das crianças e no papel da professora como “interprete” neste processo. O caminho foi iniciado quando a professora sugeriu a escolha do nome da turma composta por 8 crianças. Dentre as sugestões, o escolhido, por votação, foi “Turma da Praia” e, a partir daí, iniciou-se a coleta dos conhecimentos prévios sobre este assunto. Seguindo, perguntou-se se as crianças gostariam de estudar um Projeto referente à praia. Com a resposta positiva da turma, o próximo passo foi a seleção de alguns animais citados pelas crianças, são eles: baleia, golfinho, cavalo marinho, peixes e conchas. Esta comunicação visa compartilhar o caminho percorrido por esta turma e suas descobertas, permeadas pelas múltiplas linguagens.
PALAVRAS-CHAVE: TRABALHO POR PROJETOS, MÚLTIPLAS LINGUAGENS, EDUCAÇÃO INFANTIL

 

TÍTULO: UM FAZ-DE-CONTA QUE NÃO É DE MENTIRINHA: UM ESTUDO SOBRE O JOGO DE PAPÉIS NA IDADE PRÉ-ESCOLAR
AUTOR(ES): AGATHA MARINE PONTES MAREGA
RESUMO:
A disseminação das pesquisas da teoria histórico-cultural, sistematizada principalmente pelo psicólogo soviético Vygotsky, desestabilizou o predomínio das teorias naturalistas sobre o desenvolvimento humano no início da década de 30. A idéia do ensino como propulsor do desenvolvimento, o qual era considerado até então um processo inerente ao fator biológico, foi um marco na história da psicologia evolutiva, suscitando debates acadêmicos e pesquisas científicas com intuito de defender o papel do ensino no desenvolvimento infantil. Apesar da contribuição de Vygotsky e da importância desse marco, não podemos generalizar todo o ensino sendo bom para a aprendizagem e também precisamos discriminar o nível de desenvolvimento que queremos enquanto professores. Portanto, ainda há um espaço obscuro no que diz respeito ao ensino e ao desenvolvimento psíquico. Com intuito de discutir essa relação entre ensino e desenvolvimento psíquico, utilizamos autores como Leontiev e Elkonin, contemporâneos a Vygotsky, para analisarmos especificamente a organização do ensino e da aprendizagem no final da idade pré-escolar. Nos estudos sobre a periodização do desenvolvimento infantil, Elkonin identificou o faz-de-conta, ou então, o jogo de papéis, como a atividade mais significativa para a aprendizagem de crianças com faixa etária entre 4 e 6 anos. Para o autor, a atividade humana é o ponto de partida para compreender as características de cada período. O faz-de-conta, nesse sentido, é uma maneira da criança reproduzir e se apropriar da atividade humana que a circunda. A partir dos estudos realizados por esse autor, o objetivo deste artigo é de, primeiramente, analisar como a escola tem abordado o faz-de-conta na prática escolar (como uma brincadeira sem conteúdo, como um passatempo ou como a atividade principal do processo de aprendizagem?) e, em um segundo momento, refletir sobre as possibilidades do jogo de papéis no ensino de crianças em idade pré-escolar.
PALAVRAS-CHAVE: ENSINO E DESENVOLVIMENTO INFANTIL, IDADE PRÉ-ESCOLAR, FAZ-DE-CONTA

 

TÍTULO: LINGUAGEM E EDUCAÇÃO INFANTIL: ETAPAS LINGUÍSTICAS DO DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA E SUA INFLUÊNCIA NO ÂMBITO ESCOLAR.
AUTOR(ES): ALESSANDRA JACQUELINE VIEIRA
RESUMO:
O presente trabalho tem como objetivo tratar das diferentes linguagens utilizadas no âmbito familiar pela criança, que contribuem efetivamente para sua formação como indivíduo social, e analisar as fases que antecedem seu ingresso no contexto escolar, na tentativa de demonstrar a influência desse espaço cultural em seu interesse pela leitura e seu aprendizado. Trabalhar com os diferentes modos de comunicação da criança auxilia-nos a compreender melhor os mecanismos “linguageiros“ utilizados por ela durante sua infância, etapa tão importante na constituição do caráter e de sua personalidade. Buscaremos, além disso, esboçar contribuições a respeito da influência familiar no interesse da criança pela leitura e pelos demais aspectos escolares. Delinearemos algumas concepções a respeito do assunto e tentaremos demonstrar possíveis caminhos para ampliar o interesse da criança pela leitura e analisar as diferentes formas de linguagem das quais a criança faz uso. Para tanto, partindo de elementos linguístico-discursivos, pretendemos obter mais informações sobre o desenvolvimento da “conscience de soi“ infantil e sobre os processos pelos quais passa a criança antes de se constituir enquanto sujeito/falante/leitor. Assim, trabalharemos com os dados de uma criança, coletado em situação natural e em meio familiar, de uma pesquisa intitulada “Diversité de la socialisation langagière selon les cultures: place et role de l’explication“, desenvolvida em cooperação com a França (Marie-Thérèse Vasseur, da Université du Maine e Christiane Préneron, do CNRS), de julho de 2004 a dezembro de 2006. Para melhor desenvolvimento do trabalho e com o objetivo de enriquecer a pesquisa proposta, analisaremos alguns dados de autores da área de aquisição da linguagem e da área da educação.
PALAVRAS-CHAVE: LINGUAGEM, EDUCAÇÃO, AQUISIÇÃO

 

SESSÃO - LINGUAGENS EM EDUCAÇÃO INFANTIL 2
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: LL 01

TÍTULO: A FORMAÇÃO DE LEITORES NA UNIDADE DE EDUCAÇÃO INFANTIL ALAÍDE LISBOA
AUTOR(ES): ALIENE ARAÚJO VILLAÇA
RESUMO:
O presente trabalho tem por objetivo tornar público o projeto realizado no 2º semestre de 2008 numa parceria entre a Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais a Unidade de Educação Infantil Alaíde Lisboa (UMEI), no qual pretendia-se trabalhar com a formação de leitores e a promoção de práticas de letramento em uma sala com crianças de três anos de idade. O principal instrumento neste processo foi o livro e, a partir dele, desenvolvemos leituras de diferentes gêneros textuais propiciando a essas crianças, um maior contato com a cultura letrada e a literatura, envolvendo os seus diferentes autores e estilos, e com a biblioteca da escola. Visamos ainda uma apropriação deste objeto como instrumento de aprendizagem e diversão. Os encontros entre a bolsista e as crianças dava-se na biblioteca, buscando que elas tivessem um contato mais direto com este espaço e, assim, pudessem explorá-lo em todos os aspectos além de reconhecê-lo como um ambiente de prazer e de descobertas. Assim, esse projeto visou ampliar oportunidades de contato com o livro, a leitura e práticas de letramento, expandindo o universo cultural das crianças. Avaliamos essa atividade como significativa, pois apesar de a UMEI em questão situar-se no campus da universidade, não podemos concluir que todas as famílias tenham convivência diária com atividades de leitura literária.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO DE LEITORES, PRÁTICAS DE LETRAMENTO, LITERATURA INFANTIL

 

TÍTULO: “POR QUE?” – A CRIANÇA PENSA
AUTOR(ES): ALINE SCHMIDT
RESUMO:
As crianças são seres curiosos e têm suas perguntas muitas vezes abafadas pela escola que, na maior parte do tempo, responde a questões não indagadas. Assim, pesquisamos uma proposta para uma educação reflexiva na Educação Infantil, que buscaria promover o hábito da pergunta, amadurecendo-a ao longo do processo e, além disso, desenvolver a autonomia e a criatividade para investigar as respostas com a cooperação do grupo envolvido, abarcando as diferentes áreas do conhecimento, promovendo uma aprendizagem com sentido para a criança. Matthew Lipman foi o primeiro a acreditar em um trabalho até então inusitado de Filosofia voltada para crianças e, visto sua grande contribuição para a divulgação do pensar infantil, esse autor se torna o principal referencial teórico deste trabalho. Para que a Filosofia se tornasse acessível às crianças e, ao mesmo tempo, motivadora e instigante, a idéia de Lipman, então, foi apresentá-la na forma literária, através de romances e novelas, utilizando-se muitas vezes de diálogos apropriados à faixa etária e que proporcionassem posterior conversação - as Comunidades Investigativas (KOHAN, 1998). Pensamos que o trabalho de reflexão e de pensar bem em sala de aula, proposto por Lipman, não deveria encontrar-se atrelado à idéia da Filosofia, mas a qualquer prática pedagógica que procure a aprendizagem crítica e criativa, para a autonomia do educando. Mas, como proporcionar às crianças momentos de reflexão em sala de aula que as preparem para a vida? Como tornar-se sensível e perceber momentos que necessitam de maior discussão e reflexão? Frente aos referenciais teóricos trazidos, a metodologia baseia-se no questionamento, diálogo, investigação e reflexão coletiva para elaboração de conceitos. Perguntar e discutir, ouvir os alunos, permitir que se expressem, que investiguem, que se envolvam e mobilizem para aprender.
PALAVRAS-CHAVE: FILOSOFIA, PENSAR, CRIANÇA

 

TÍTULO: “COBRAS E SERPENTES: DESVENDANDO OS MISTÉRIOS DESTES RÉPTEIS”. ALINE TATIANA RIBEIRO, ESCOLA DE EDUCAÇÃO INFANTIL “CASA DA GENTE” CAMPINAS-SP. ALINEJORN@HOTMAIL.COM.BR
AUTOR(ES): ALINE TATIANA RIBEIRO
RESUMO:
Esta comunicação tem como objetivo compartilhar a prática do Trabalho por Projetos na Educação Infantil. Essa maneira de organizar o currículo, citada por grandes autores como John Dewey, Willian Kilpatrick e, mais recentemente, Fernando Hernández, privilegia o trabalho interdisciplinar. O projeto relatado foi desenvolvido com crianças de 4-5 anos durante o primeiro trimestre de 2009. O tema “Cobras e Serpentes” foi sugerido por 2 crianças e aprovado pelo grupo. O trabalho foi desenvolvido na Escola de Educação Infantil Casa da Gente, da rede particular de Campinas, que fundamenta seu trabalho na linha pedagógica Sócio-Interacionista, baseada nas teorias de Levy Vygotsky. A organização do planejamento é feita em rede para facilitar o olhar do professor e do grupo, durante todo o processo de ensino-aprendizagem, que se mantém em constantes mudanças e adequações. Através dos questionamentos iniciais, e permeados pelo tema, foi possível trabalhar as múltiplas linguagens com as crianças, que se mostraram envolvidas e contribuíram de forma efetiva durante todo o percurso, inclusive com materiais de pesquisa. Com isso, descobriram, dentre outras coisas, as diferenças e semelhanças da estrutura corporal da cobra e dos seres humanos, a utilização dos sentidos, a alimentação, locomoção, habitat, quais delas são venenosas e por que é um animal tão temido pelos homens. Mais do que conteúdos, este trabalho buscou despertar a curiosidade, as possibilidades, a importância da curiosidade e da pesquisa na fase da Educação Infantil que se estende por toda vida escolar.
PALAVRAS-CHAVE: TRABALHO POR PROJETOS, MÚLTIPLAS LINGUAGES, EDUCAÇÃO INFANTIL

TÍTULO: AS CONCEPÇÕES DE CRIANÇA E DE INFÂNCIA DE PROFESSORAS DO PRIMEIRO ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL.
AUTOR(ES): AMANDA VALIENGO
RESUMO:
Este trabalho é parte da pesquisa de mestrado concluída em 2008. Para esta comunicação o foco é a concepção de criança e infância apresentadas pelos professores e outros envolvidos na educação das crianças. O objetivo central da dissertação é a análise da articulação dos aprendizados possíveis na Educação Infantil e a criação de novas necessidades de conhecimento no Ensino Fundamental. Com a intenção de atingir os objetivos realizei pesquisas teóricas, baseadas no enfoque histórico-cultural, e empírica. A pesquisa de campo foi realizada em duas turmas do primeiro ano de escolas diferentes, no município de Vera Cruz - SP. A coleta de dados ocorreu por meio de anotações em um diário de bordo das situações vivenciadas pelas turmas e as analisei mediante duas categorias: criança e infância. Por meio dessas categorias outros conceitos são discutidos: o espaço e sua organização, a brincadeira de faz-de-conta, a escrita, a leitura e as atividades produtivas. A partir das concepções de criança e de infância, mediadas principalmente pelos adultos, o espaço bem como as atividades são concretizados. Conclui que há necessidade de rever algumas concepções de criança e de infância refletidas em diferentes dimensões: na organização do espaço que considere a criança como um indivíduo ativo e construtor de cultura, nas atividades propícias ao desenvolvimento psíquico da criança, nas mediações das professoras, dentre outros. Enfim é necessário um olhar à criança e à infância com possibilidades ilimitadas promotoras de um máximo desenvolvimento do indivíduo.
PALAVRAS-CHAVE: ENFOQUE HISTÓRICO CULTURAL, CRIANÇA E INFÂNCIA, ANTECIPAÇÃO DA ESCOLARIZAÇÃO

 

TÍTULO: O PAPEL PEDAGÓGICO DO ESTÍMULO À ORALIDADE E A CONSTRUÇÃO DE CONHECIMENTOS DA CRIANÇA NO AMBIENTE DA CRECHE
AUTOR(ES): AMÉLIA APARECIDA BARBOSA
RESUMO:
Este estudo focaliza a inserção da criança na Educação Infantil e sua função pedagógica, apresentando parte do trabalho feito com crianças de 0 a 2 anos, no CEMEI Lea Strachman Duchovni em Campinas/SP. Este artigo discute possibilidades amplas de uso do desenvolvimento infantil, que o articulem ao trabalho pedagógico comprometido com a aprendizagem de todos os alunos. O papel pedagógico da Educação Infantil se cumpre não como uma organização rígida de tempos, espaços e atividades, mas sim com o oferecimento de situações que culminem no fortalecimento das relações de espontaneidade com a descoberta, a formulação de hipóteses próprias da criança e, consequentemente, de suas intervenções com os objetos/situações oferecidos. O espaço da creche dispõe de recursos diferentes dos demais frequentados pela criança e, desta forma, podem ser melhor oferecidos os estímulos para que ela interaja e modifique-o; desta forma a intervenção educativa se cumpre nas trocas sociais, nas relações progressivas que ocorrem entre a criança e o espaço, com os adultos e consigo mesma. Propõe-se que o planejamento das atividades seja incluído nesse processo e desenvolvido por toda a equipe escolar, para que a análise de seu significado, finalidades e possíveis consequências que subsidiem a definição do seu alvo, conteúdo, critérios, procedimentos e uso dos resultados para valorização dessa etapa da Educação Infantil.
PALAVRAS-CHAVE: ORALIDADE, EDUCAÇÃO INFANTIL, EDUCAR

 

SESSÃO - LINGUAGENS EM EDUCAÇÃO INFANTIL 3
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: LL 02

TÍTULO: DIVERSIDADE TEXTUAL NA EDUCAÇÃO INFANTIL: É POSSÍVEL?
AUTOR(ES): AMÉLIA MARIA JARMENDIA
RESUMO:
Na EMEI Eng. Aldo Giannini, da rede municipal de ensino de São Paulo, onde sou coordenadora pedagógica, a leitura tem sido objeto de estudo e discussão, considerando-se o significativo elenco de experiências de aprendizagem que possibilita à criança, em função de diversificadas práticas que podem ser desenvolvidas. Sob influência dos conhecimentos adquiridos no processo de formação em serviço, na unidade escolar, ao longo dos anos, consolidou-se uma prática de leitura, cujo foco tem sido a leitura de obras de literatura infantil, dentro de uma proposta de leitura-prazer. A partir de 2008, reconhecendo-se a importância de que as crianças tenham acesso a diversificados suportes textuais e tipos de texto, cuja leitura implica diferentes fins, a equipe docente optou por diversificar práticas e tipos de textos, trabalhando, de forma articulada, com dois diferentes tipos: narrativo (literatura infantil, história audiovisual, história em quadrinhos) e informativo (verbete de dicionário, textos de enciclopédias e revistas / jornais, entre outros). Na comunicação, intenta-se mostrar a possibilidade de trabalhar com diferentes suportes e tipos de textos, na educação infantil, relatando aspectos do trabalho desenvolvido pelas professoras, especialmente pela Profª. Penha Aparecida Andrade, que trabalhou com três diferentes textos e três suportes diversos, envolvendo as crianças (6 anos) em rica experiência com a leitura.
PALAVRAS-CHAVE: LINGUAGEM ESCRITA, LEITURA, DIVERSIDADE TEXTUAL

 

TÍTULO: OS CONTOS DE FADAS: REPENSANDO AS PRÁTICAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL
AUTOR(ES): ANA CAROLINA PEREIRA
RESUMO:
O conto de fadas está inserido nos sistemas simbólicos ou linguagens infantis, portanto, faz parte do universo da pequena infância. A infância é uma fase extremamente lúdica da vida e nesse momento a criança pode e deve se aproximar da literatura dos contos de fadas. Cabe aos educadores, cultivarem nos alunos a imaginação e o prazer pela literatura, desde que este trabalho seja feito de maneira consciente por parte do educador - em relação às práticas e sua metodologia -, oferecendo livros adequados e interessantes. Contudo, sabe-se que as instituições infantis possuem algumas deficiências em relação à metodologia para o trabalho com a literatura dos contos de fadas. Para Souza, (1992), o professor, que poderia estar intermediando a relação criança-livro, não o faz porque, muitas vezes, seu contato com a literatura e a leitura é deficitário. Desse modo, a formação do docente fica carente, e a falta de preparo torna-se um problema educacional, pois o professor não consegue expandir-se para novos conhecimentos. Nesse contexto, o estudo em desenvolvimento tem por objetivo pesquisar, qual a concepção do professor de Educação Infantil em relação ao conto de fadas em sua prática com crianças de 4 a 5 anos em uma instituição de educação infantil em Presidente Prudente. Para a obtenção dos dados da pesquisa será aplicado um questionário semi-aberto com os professores de educação infantil na instituição escolhida, bem como observação e, se necessário, entrevista semi-estruturada. Os resultados parciais obtidos por meio de estudos bibliográficos sobre a temática, permitem inferir a precariedade do uso de metodologias nas instituições de educação infantil em relação ao trabalho com os contos de fadas e o despreparo de professores.
PALAVRAS-CHAVE: CONTOS DE FADAS, EDUCAÇÃO INFANTIL, LINGUAGENS INFANTIS

 

TÍTULO: COM CHOROS E CHURUMELAS: AS CRIANÇAS PEQUENININHAS E A DIMENSÃO BRINCALHONA DA PROFISSIONAL DOCENTE NA CRECHE.
AUTOR(ES): ANA CLAUDIA CALDEIRON
RESUMO:
Este trabalho apresenta reflexões sobre algumas expressões pedagógicas, que abordam dentro da relação criança/adulto a dimensão brincalhona da (s) profissional (is) docente (s) com crianças pequenininhas entre zero a dois anos, que participam regularmente de um espaço público educativo. Vivenciei com elas, durante os anos de 2007 e 2008, as ampliações de suas histórias, na qual criam e recriam as culturas infantis. Autoras como Faria (2003); Prado (2002); Bondioli & Edwards (2002), e o autor Danilo Russo (2006), proporcionam contrastes sobre os fazeres e saberes vivenciados entre (e com) as crianças na Educação Infantil. O brincar como dimensão humana no qual o direito à fantasia, à imaginação, à curiosidade, ao lúdico, fazem parte da organização dos espaços e tempos na creche. Assim Faria (2003), sugere um refinamento propondo ambientes de vida que favoreçam as crianças ao exercício de criação, para o qual possam viver a totalidade do conhecimento, das contestações e das diversas linguagens dos movimentos, das danças, dos sons, dos silêncios, dos corpos quando se tocam ou quando estão sozinhos, dos sentidos, das pinturas, das músicas, da teatralidade, do agir e pensar livremente... Não somente na linguagem falada ou escrita. Portanto esse texto tem em seu objetivo a superação de práticas rotineiras e a construção re-construção do dia-a-dia na creche.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO INFANTIL, CRECHE, FORMAÇÃO DOCENTE

TÍTULO: INFÂNCIA E EXPERIÊNCIA: POSSIBILIDADES PARA UMA EXPERIÊNCIA DE SENTIDO E UM ENCONTRO COM O FILOSOFAR POR MEIO DA LEITURA
AUTOR(ES): ANA LAURA JEREMIAS UREL
RESUMO:
O presente estudo visa contribuir para uma discussão acerca da leitura, tendo como pontos de partida a infância e a experiência, fundamentada num processo de reflexão crítica sobre o filosofar. Partindo do pressuposto de que a experiência pode ser considerada como algo que se passa com o sujeito subjetivamente, tocando-o de tal maneira que produza um sentido único e pessoal, num mundo com tantas informações, a efemeridade dos acontecimentos torna a experiência quase impossível de ser subjetivada. Nas escolas as práticas de leituras, muitas vezes, não contribuem para a apropriação de uma experiência de sentido, sendo que, na maioria das vezes, não são escolhidos textos que possibilitem um encontro com aquilo que sensibiliza as crianças. Assim, há de se pensar uma forma de se explorar uma possibilidade da experiência em todos os sentidos, principalmente, por meio da leitura, fonte para a formação do sujeito. Objetiva-se, também, conhecer uma concepção de infância que possibilite uma experiência de pensamento que instigue o filosofar. Diante dos pensamentos de alguns autores que discutem a leitura e de outros que discutem a experiência e a infância, serão articulados pressupostos sobre as questões da formação do sujeito e perspectivas atuais para a efetivação das experiências do sujeito, por meio da leitura, compreendendo essa como a busca de uma experiência desconhecida, de uma experiência de sentido, entendendo aqui como sentido, a própria atividade do pensar.
PALAVRAS-CHAVE: INFÂNCIA, LEITURA, EXPERIÊNCIA E FILOSOFAR

 

TÍTULO: A FORMAÇÃO DO MONITOR
AUTOR(ES): ANA MARIA ORLANDINA TANCREDI CARVALHO
RESUMO:
Trata o presente artigo da formação do monitor para o exercício de atividades na Educação Pré-Escolar no período de 1982 a 1985 quando o Movimento Brasileiro de Alfabetização - Mobral recebeu do Ministério da Educação - MEC a incumbência de também atuar nesse nível de educação. Como metodologia utiliza-se a pesquisa documental tendo como fonte de investigação planos, programas e projetos, a Revista Criança e entrevistas com profissionais que à época atuavam no Mobral. Qualquer sociedade atribui funções às instituições de educação e ensino. Não é diferente com a sociedade capitalista. Nessa, por ser dividida em classes sociais antagônicas, a camada dominante reserva-se o direito de interferir na distribuição do saber, destinando às camadas ditas subalternas a fatia de conhecimento que garanta aos primeiros, poder e riqueza. O Programa de Educação Pré-escolar implantado pelo Mobral tinha como público alvo as crianças de baixa renda na faixa etária de 4 a 6 anos de idade, portanto, nessa perspectiva indica-se o monitor que possuíam pouca ou nenhuma escolarização específica para o exercício do magistério para desenvolver as atividades junto às crianças. A formação adotada tem como parâmetro orientações bem detalhadas sobre o fazer pedagógico, mais precisamente como fazer. Tais indicadores integram a matriz teórica da pedagogia liberal tecnicista, que, aliás, predominou no período da ditadura militar e que no início dos anos 1980 começou a ser questionada. Tal pedagogia fundamenta-se no liberalismo que tem como princípios básicos: o individualismo, a liberdade, a propriedade e a democracia.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO, MONITOR, PEDAGOGIA TECNICISTA

 

 

SESSÃO - LINGUAGENS EM EDUCAÇÃO INFANTIL 4
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: LL 02

TÍTULO: JOGOS DRAMÁTICOS NA EDUCAÇÃO INFANTIL E O TRABALHO DOCENTE: PROPOSTAS DE OFICINAS E PROTOCOLOS DE ATIVIDADES.
AUTOR(ES): ANA PAULA CORDEIRO
RESUMO:
A presente pesquisa teve como objetivo analisar e avaliar a importância dos aspectos lúdicos ligados aos jogos dramáticos, à improvisação e ao movimento no processo de desenvolvimento da criança pré- escolar junto a professores de educação infantil da rede pública municipal, em formação inicial e continuada, da cidade de Marília- SP. Por meio de oficinas de jogos dramáticos e de avaliações escritas dos participantes, denominadas “protocolos de atividades“, avaliamos a importância do trabalho com a expressão dramática para o desenvolvimento dos processos criativos das crianças. Os professores participaram das oficinas de jogos dramáticos propostas, improvisaram e criaram cenas coletivas que foram apresentadas a todos. Elaboraram os protocolos de atividades e os apresentaram aos seus pares para discussão e análise do trabalho desenvolvido. Os protocolos tinham duas partes: uma descritiva, na qual as atividades eram apresentadas e comentadas e outra, mais subjetiva, na qual cada um poderia expressar sentimentos e emoções advindos do trabalho realizado de forma livre, criando textos, poemas, desenhos, colagens, etc. Desta forma, diferentes linguagens artísticas foram utilizadas nos momentos de avaliação das atividades desenvolvidas nas oficinas. Utilizamo-nos nesta pesquisa dos pressupostos metodológicos da pesquisa- ação. As anotações em diários de pesquisa relacionadas à observação sistemática e participante das oficinas, bem como os protocolos de atividades dos participantes, constituíram-se em nosso principal material de análise. Os resultados desta pesquisa indicam que as linguagens artísticas não são devidamente trabalhadas nos cursos de formação de professores, mas há, por parte destes profissionais, o desejo de conhecer mais sobre essas linguagens, principalmente a teatral, e avaliar os benefícios que o teatro, trabalhado por meio do jogo, pode trazer ao desenvolvimento infantil.
PALAVRAS-CHAVE: JOGO DRAMÁTICO, CRIANÇA, EDUCAÇÃO INFANTIL

 

TÍTULO: ARTE E CULTURA NA EDUCAÇÃO INFANTIL
AUTOR(ES): ANA VOLUSIA VIEIRA DE ALMEIDA RODRIGUES SILVA , ÂNGELA CAROLINA GALLANI ZAIA, DÉBORA REGINA FARIA HONDA, MARIA JOANA DE OLIVEIRA SOUZA, ROSANA IZILDA CEOTTO DE SOUZA
RESUMO:
Arte e Cultura na Educação Infantil O contato com as diversas modalidades artísticas é de grande importância para o ser humano desde a infância. Através da produção artística compartilhamos a historia universal, a cultura, produzida pela humanidade através dos tempos. Num mundo pleno de imagens visuais que exige a formação de sujeitos capazes de ler e ter posturas críticas em relação ao que está ao seu redor, as crianças dos agrupamentos I e II do Cemei São Francisco de Assis foram incentivadas à descoberta desta forma de leitura: com figuras e não necessariamente com letras. O trabalho foi desenvolvido a partir do conto de histórias, exploração de imagens, observação e produção de obras de arte, com o objetivo de desenvolver a criatividade, estimular a sensibilidade estética e incentivar a leitura do mundo, apropriando–se, assim, da produção da cultura na qual está inserida. Quando a criança produz ou aprecia obras de arte desenvolve sua percepção e imaginação, dois recursos indispensáveis para compreender outras áreas do conhecimento Durante o projeto “Pintando o Sete”, foram apresentadas diferentes técnicas de desenho e pintura com o uso de diversos materiais que possibilitaram a criação. Desse modo, as atividades permitiram explorar as diferentes linguagens, a expressão, a comunicação de sentimentos, idéias, emoções e a interação entre todos.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO INFANTIL, LEITURA DE IMAGENS, CRIATIVIDADE

TÍTULO: A HISTÓRIA QUE CONTEI:APRENDIZAGEM A PARTIR DO OLHAR INFANTIL
AUTOR(ES): ANDREA EVARISTO MACEDO DE PAULO
RESUMO:
A história que contei: Aprendizagem a partir do olhar infantil. Andrea Evaristo Macedo de Paulo, cemei Amélio Rossin Campinas/SP Esta comunicação visa apresentar o trabalho desenvolvido em uma escola de educação infantil, com crianças de 5 e 6 anos. A partir da observação das crianças no espaço externo da escola, sobre possíveis animais presentes, realizou-se uma proposta pedagógica para o ano todo. Aqui observamos bichos conhecidos, aprendemos sobre eles e outros que geralmente não são citados no cotidiano escolar como flamingo, aleluia, entre outros. Um filhote de galinha japonesa também esteve presente “peludinho”. Realizamos a pesquisa,registramos,desenhamos, fizemos artesanato, cantamos,visitamos zoológico, confeccionamos um livro do A ao Z com muito conhecimento significativo. No decorrer dos estudos sobre os animais, criou-se um dado com imagens retiradas de revistas com personagens da literatura infantil: bruxa, fada, castelo e animais. Esse auxiliou na imaginação das crianças em criarem uma história. E o registro dessa história transformou-se em mais um livro: “A historia que contei”. Embasaram os nossos trabalhos, estudos histórico-culturais do desenvolvimento infantil (Smolka, Vigotisky, Marcelino) dando importância na interação do pensamento, no cognitivo e o lúdico, além de Reggio Emilia que valorizam as múltiplas linguagens dando ênfase na construção do aprendizado com significado.
PALAVRAS-CHAVE: OLHAR DA CRIANÇA,HISTÓRIA, DADO,IMAGINAÇÃO,CRIANÇÃO, SIGNIFICADO,LIVRO

TÍTULO: INFLUÊNCIA DA CORPOREIDADE NA CONSTRUÇÃO DA AQUISIÇÃO DA LINGUAGEM ORAL E ESCRITA DE CRIANÇAS NAS SÉRIES INICIAS.
AUTOR(ES): ANDRESA CRISTINA DAMACENO LIBERALI
RESUMO:
A intenção desta pesquisa é mostrar a importância da corporeidade no processo de aquisição da leitura e escrita, pois se observa que a escola, ao tentar conter a expressividade do movimento infantil para manutenção da ordem e da disciplina, faz com que a criança passe a ver o ambiente escolar como um lugar castrador que não promove encontros de aprendizagem pela via da ludicidade e do movimento espontâneo. Contudo, trabalhar os esquemas corporais na infância é fundamental, considerando que não existe um ser que aprende cognitivamente e outro que age fisicamente. Pretende-se apresentar uma proposta de alfabetização lúdica e corporal, entendendo-se que alunos de séries iniciais são brincantes, ou seja, mormente lúdicos. Investigar qual o papel do corpo na educação infantil, quais suas interações com a aquisição da leitura e escrita, acreditando que a criança deva trabalhar sistematicamente o esquema corporal e suas implicações, poderá facilitar a decodificação dos símbolos, na leitura e na escrita, ou seja, com a intermediação do corpo, diminuindo conflitos com letras p/b, w/m, q/p, letras que gramaticalmente vem antes de p e b, números como, 6/9, 12/21, E/3, enfim, pretende-se apresentar opções metodológicas que poderão acrescentar no cotidiano do professor de sala de aula. Como metodologia, o estudo visa à observação de crianças de 6 anos de idade, onde far-se-á uma comparação entre duas escolas que abordam metodologias diferentes em seus processos de alfabetização infantil, ou seja, instituições que utilizam o jogo e o corpo, e uma outra escola que nega o movimento como meio de contribuição da construção do conhecimento. Pretende-se concluir ao final dessa pesquisa que é relevante a presença dos esquemas corporais a partir do uso de atividades lúdicas no processo da construção do conhecimento de crianças de séries iniciais.
PALAVRAS-CHAVE: CORPOREIDADE, CRIANÇA, LEITURA

 

TÍTULO: O DIALOGISMO NA INSTALAÇÃO DA FUNÇÃO EPILINGUÍSTICA NA CRIANÇA
AUTOR(ES): ANDRESSA CRISTINA COUTINHO BARBOZA
RESUMO:
Durante o processo de aquisição de linguagem, a criança exercita a construção de objetos lingüísticos cada vez mais complexos e faz hipóteses relativas à estrutura da língua. A ação do sujeito de retroagir sobre a própria linguagem é chamada por Franchi (1988, p. 36) de atividade epilinguística, compreendida como uma “prática que opera sobre a própria linguagem, compara as expressões, transforma-as, experimenta novos modos de construção canônicos ou não, brinca com a linguagem, investe as formas lingüísticas de novas significações”. A capacidade de exercer a atividade epilinguística instala-se em um momento relativamente tardio da aquisição da linguagem, uma vez que é dependente da inserção da criança em uma comunidade linguística onde ela pode engajar-se em uma interação dialógica. Diante da importância dessa interação na etapa de aquisição da linguagem, pretendemos investigar como o adulto colabora com a instalação da função epilinguística na criança, por meio da análise de narrativas produzidas por crianças em situação de tutela, ou seja, em uma situação comunicativa mediada pelo adulto. O corpus desta pesquisa constitui-se de vinte e duas narrativas orais produzidas por crianças de cinco anos em situação de tutela (atividade mediada pelo adulto pesquisador), a partir do reconto de histórias infantis apenas ilustradas. Até o momento, pudemos verificar que a atividade epilinguística torna-se presente no texto oral infantil no momento em que a criança assume a posição de um locutor que concorda com a tarefa que lhe foi proposta pelo adulto e, colaborativamente, elabora estratégias de composição textual com o objetivo de garantir a compreensão do seu enunciatário.
PALAVRAS-CHAVE: AQUISIÇÃO DE LINGUAGEM, ATIVIDADE EPILINGUÍSTICA, TUTELA

 

SESSÃO - LINGUAGENS EM EDUCAÇÃO INFANTIL 5
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: LL 08

TÍTULO: DISCURSOS SOBRE A EDUCAÇÃO INFANTIL E O GOVERNAMENTO DA INFÂNCIA.
AUTOR(ES): ANILDE TOMBOLATO TAVARES DA SILVA
RESUMO:
Esta comunicação visa compartilhar os resultados parciais de uma pesquisa em andamento realizada pelo GEPEI- Grupo de Estudos e pesquisas em Educação e Infância- intitulada “Infância, Experiência e Infantilização do Trabalho Docente” e pretende apontar alguns aspectos considerados fundamentais para poder pensar a função de educador de crianças pequenas na atualidade, que se apresenta tão conturbada. Dentre eles, o de refletir sobre os aspectos do trabalho cotidiano das escolas de Educação Infantil, principalmente no que se considera um processo de aprisionamento das crianças dentro destes espaços. São questões que envolvem as relações entre infância e poder, especialmente quando nos referimos às contradições presentes nos conceitos fabricados pelos discursos proferidos no âmbito do saber pedagógico e nas práticas produzidas no âmbito escolar. Partindo do pressuposto que as concepções sobre a infância são reflexos da sua realidade histórico-social e os discursos que se enunciam sobre ela têm orientado as práticas de atenção, de criação e de educação das crianças e, que, de certo modo, é a partir deles que se definem ”o que é ser criança”. A educação escolar com seus aparatos técnicos presentes na realidade cotidiana das crianças, dos longos períodos em espaços fechados das salas de aula, na submissão à rotina que condicionam os ritmos do corpo, no espaço e tempo designado às atividades propostas exerce o governamento da infância. É nesse sentido, que buscamos no filósofo francês, Michel Foucault o amparo necessário para pensar esse governamento, que se volta às relações de poder entre os discursos sobre a educação infantil e as crianças na sociedade.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO INFANTIL, INFÂNCIA, RELAÇÕES DE PODER

 

TÍTULO: LINGUAGENS DA INFÂNCIA: PROJETO RECICLAR
AUTOR(ES): ANNA PAULA SILVA, ELIANE FERREIRA PINTO
RESUMO:
A reciclagem tem como principal foco a conscientização ecológica e a estimulação da cultura da reciclagem. Acreditamos que a escola e o professor tem um papel vital na educação ecológica e que iniciar um trabalho de conscientização ambiental a partir do resíduo é extremamente válido. A partir desses pontos, o projeto surgiu da necessidade da escola se envolver mais com as questões da preservação do meio ambiente contemplando o projeto pedagógico. O Projeto “Reciclar“ teve como objetivo maior a formação da cidadania nas crianças, conscientizando as pessoas envolvidas e a comunidade da preservação da natureza. Durante o desenvolvimento das atividades incentivamos a reciclagem, a reutilização e a redução do consumo de diversos materiais, trabalhando com a confecção de brinquedos, papel reciclável, textos coletivos, músicas e fantoches. Com as histórias sobre Meio Ambiente, as crianças puderam entender melhor a realidade através do imaginário, trazendo as mais diferentes experiências vividas por elas. Foram desenvolvidas muitas atividades práticas como a confecção de robôs, animais de papelão, instrumentos musicais e objetos decorativos para casa, registradas através de fotos, desenhos e relatos das crianças. Houve uma integração entre os projetos sobre meio ambiente de todas as salas e o “Reciclar“, observando, debatendo e procurando algumas possíveis soluções para os maiores problemas encontrados na natureza. A conscientização das crianças, dos funcionários e de toda comunidade está apenas começando, mas acreditamos que o projeto foi um grande passo para o crescimento da escola. O projeto foi desenvolvido no Cemei Corujinha no município de Campinas, no horário de HP (Hora Projeto) das professoras Anna Paula e Eliane no segundo semestre do ano de 2008 e está tendo continuidade esse ano.
PALAVRAS-CHAVE: MEIO AMBIENTE, RECICLAGEM, PRESERVAÇÃO

 

TÍTULO: A INICIAÇÃO DO PRÉ-LEITOR NA EDUCAÇÃO INFANTIL
AUTOR(ES): AURORA JOLY PENNA MARIOTTI
RESUMO:
O resumo apresentado trata-se de reflexão advinda de Projeto subsidiado pelo Fundo de Apoio a Extensão – FAE/UNIMEP, organizado em parceria pelo Curso de Pedagogia e Professoras de Escola Municipal de Educação Infantil - em busca de perseguir o desejo de iniciação do pré-leitor na Educação Infantil. Esta discussão entre educadores, torna-se relevante diante dos altos índices de pessoas do Ensino Básico ao Ensino Superior que não gostam ou não praticam a leitura cotidianamente. A partir dessa experiência na rede pública, o objetivo do artigo a ser apresentado é o de compartilhar as discussões e o desenvolvimento do Projeto de Extensão que teve como objetivo oferecer às professoras de Educação Infantil, em formação inicial e continuada na escola, subsídios teóricos e práticos para a ação pedagógica reflexiva favorecedora da iniciação de pré-leitores. De acordo com a metodologia adotada por este projeto, o ponto de partida foi o questionamento das professoras em relação ao tipo de trabalho que se pode desenvolver na tentativa de se proporcionar o contato com a leitura e a formação do gosto por esta prática com crianças da faixa etária de 0 a 5 anos. Dos questionamentos e demandas levantados pelas professoras é que se configuraram os temas que nortearam as discussões, os estudos, os planejamentos, a organização das atividades e a confecção de materiais para o desenvolvimento do projeto.
PALAVRAS-CHAVE: INICIAÇÃO, PRÉ-LEITOR, EDUCAÇÃO INFANTIL

TÍTULO: PRÁTICA DA RELEITURA DE OBRAS DE ARTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL: UM CAMINHO PARA A CRIATIVIDADE?
AUTOR(ES): BELDIA CAGNONI
RESUMO:
Esta comunicação tem como objetivo apresentar uma pesquisa realizada no curso de Mestrado onde procurou-se verificar a concepção e a ação pedagógica dos professores de Educação Infantil, quanto à prática das atividades relacionadas com apreciação e releitura das obras de artes com crianças de 4 a 6 anos. Utilizou-se como metodologia a pesquisa descritiva, qualitativa, exploratória, apresentando um discurso descritivo e dialético, fundamentado na análise de conteúdo de Laurence Bardin, partindo das concepções expressas por cada um dos sujeitos: professores de educação infantil e, nas idéias de Levi S. Vygotsky (1987) sobre a imaginação e o processo de criação na infância, traçando uma comparação entre as fases de construção dos conceitos da linguagem, quanto ao conteúdo temático ou significado das obras de arte frente a representações mentais que as crianças constroem em suas justificativas no momento das apreciações das obras de arte, momento que antecede uma atividade de releitura, preparando-as para essa ação pedagógica. Por meio desse referencial teórico procurou-se compreender o processo de criação das crianças no momento de uma releitura de uma obra de arte, não perdendo o foco investigativo apenas na prática pedagógica em si, mas, partindo dela para buscar compreensão de como as crianças realmente trabalham com os conceitos de releitura e apreciação, numa reflexão acerca das representações que envolvem todos esses processos, que embora exteriorizados por meio de traços e formas, sua espinha dorsal se dá na interiorização de estruturas mentais e cognitivas.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO INFANTIL, OBRA DE ARTE, PRÁTICA PEDAGÓGICA

TÍTULO: A CONSTRUÇAO DA ORALIDADE NA EDUCAÇAO INFANTIL
AUTOR(ES): BENEDITA DE LOURDES MOTTA SILVA, EDMEA APARECIDA CALLEGARI
RESUMO:
Este projeto foi desenvolvido com crianças de dois anos e meio a três anos de idade do Centro de Convivência Infantil da Unicamp em 2008. Com a chegada ao grupo de crianças que nunca tinham frequentado uma escola ou procedentes de outras instituições, sentimos dificuldades em entender a linguagem oral de alguma delas. Nós, professoras, a partir desta constatação, passamos a estimular a fala, ressaltando sua importância social no contexto do objeto explorador escolhido pelo grupo, O Planeta Terra, desenvolvendo o sentido de pertencimento. Este projeto trouxe para nós educadoras/espelhos da criança, enriquecimento cultural e troca coletiva da importância da fala como ferramenta social do indivíduo e do uso correto da linguagem oral. Conquistamos melhores condições de aprendizado, comprometidas socialmente com as crianças, com melhor compreensão de nossa prática docente, consciente e crítica e que, sem mudar toda a sociedade, nos dá a certeza de termos plantado algo de bom. Com esta ação consciente aprimoramos nossa prática transformando-a em significados para nossos alunos. Segundo Soares (2006), na psicologia do desenvolvimento o interacionismo oferece muitas respostas às lacunas deixadas pelas teorias comportamentais e inatistas ao partir do pressuposto de que o sujeito interage ativamente com o meio e esse se modifica em função de sua ação. Portanto nossa função de professor baseada nesta teoria é fundamental para a aquisição do desenvolvimento da linguagem das crianças, pois esta se desenvolve nos diferentes meios sociais. Concluímos que a escola infantil é uns dos meios mais importantes, para que isto ocorra já que as crianças ingressam mais cedo na escola e permanecem mais tempo neste espaço.
PALAVRAS-CHAVE: CULTURA, FALA, PROFESSOR

 

 

SESSÃO - LINGUAGENS EM EDUCAÇÃO INFANTIL 6
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: LL 08

TÍTULO: AS MÚLTIPLAS LINGUAGENS DA CRIANÇA E A ALFABETIZAÇÃO PATRIMONIAL : POSSIBILIDADES CURRICULARES NA EDUCAÇÃO DA INFÂNCIA.
AUTOR(ES): BRUNA DE SOUZA FABRICANTE
RESUMO:
A presente comunicação objetiva a produção de reflexões sobre um trabalho com as diferentes linguagens (artes plásticas, a brincadeira, a palavra, a expressão musical, a matemática, etc.) na educação infantil, intencionando uma discussão acerca do currículo da escola da infância. Como sabemos é através fundamentalmente da linguagem (verbal e não-verbal) que o ser humano se comunica, por sua vez as crianças, também utilizam suas diferentes linguagens (EDWARDS, GANDINI e FORMAN,1999), para se relacionarem com os outros. Discutimos, portanto, a necessidade do currículo da educação infantil, estar pautado na exploração e desenvolvimento das diversas “linguagens infantis”, pois consideramos que identidades são forjadas a partir da estruturação curricular (SILVA,2007). Tendo em vista essa compreensão , vimos investigando as potencialidades da pedagogia de projetos (HERNANDEZ E VENTURA, 1998), por acreditarmos que essa seja uma alternativa para a organização curricular da escola da infância, pois permite que as crianças se expressem e explorem as diferentes linguagens, garantindo que os sujeitos infantis participem como co-construtores do conhecimento, partindo de sua própria maneira de pensar e ver o mundo. Defendemos, também, que a alfabetização patrimonial (TAVARES,2003), assim como a perspectiva freiriana de leitura de mundo, estejam articuladas ao trabalho pedagógico, considerando-as como possibilidades teórico-metodológicas que garantem o acesso e compreensão dos diferentes textos presentes no espaço urbano, sobretudo em seu entorno. Deste modo, buscamos, a partir de uma pesquisa sobre o currículo da educação infantil e alfabetização patrimonial em periferias urbanas, destacar como é fundamental que as diferentes linguagens estejam presentes no cotidiano da escola da infância, visto que as crianças possuem inúmeras formas de expressar o mundo em que vivem.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO INFANTIL , LINGUAGENS, ALFABETIZAÇÃO PATRIMONIAL

 

TÍTULO: PARA ALÉM DO INFANTIL (COERÊNCIA INTERSEMIÓTICA EM A MAIOR FLOR DO MUNDO, DE JOSÉ SARAMAGO).
AUTOR(ES): CAROLINA CRISTALLI DA SILVA
RESUMO:
No conto infantil A maior flor do mundo, de autoria de José Saramago e ilustração de João Caetano, há uma concretização bem sucedida do pressuposto teórico de que os livros para crianças devem resultar de uma fecunda interação entre os planos visual e verbal, graças aos quais as estórias adquirem uma maior capacidade para a inserção da criança no universo ficcional. A partir desse pressuposto, este trabalho busca demonstrar a correlação entre imagem e escrita como fator de complementação de sentidos na construção e ilustração da obra. A análise será realizada pela sondagem dos múltiplos aspectos envolvidos na elaboração do conto estudado, tais como: aspectos retóricos, uso de cores, elementos gráficos, referências contextuais e diagramação. O caminho analítico percorrido até o momento comprova que a relação estabelecida entre as ilustrações e o texto verbal é de convergência e não de paráfrase ou de tradução. Ademais, constata-se que a coerência intersemiótica entre as linguagens vivifica a obra de literatura infantil considerada, e evidencia um modo efetivo de composição que valoriza o leitor, à medida que o convida e desperta seu interesse para a construção de significados conjuntamente com o texto escrito e ilustrado, delineando, assim, um perfil ativo para quem lê o conto.
PALAVRAS-CHAVE: COERÊNCIA INTERSEMIÓTICA, ILUSTRAÇÃO , LITERATURA INFANTIL

 

TÍTULO: A EMOÇÃO NA INSTITUIÇÃO DE EDUCAÇÃO INFANTIL – NA PERSPECTIVA DE HENRI WALLON.
AUTOR(ES): CAROLINA DA SILVA
RESUMO:
Este trabalho é fruto de uma pesquisa em andamento que tem por objetivo aprofundar no estudo do desenvolvimento da relação professor-aluno, bem como suas manifestações e consequências; investigar se o professor de Educação Infantil da Pré-Escola (crianças de 3 a 5 anos e 11 meses) percebe as emoções em seu cotidiano na sala de aula e também como vê sua importância para o desenvolvimento da criança pequena. Esta pesquisa tem caráter qualitativo e se dará por meio da observação de uma sala pré-escolar em uma Instituição de Educação Infantil na cidade de Presidente Prudente. A sala de aula é considerada pela teoria walloniana uma grande oficina de convivência, em que o professor é o responsável pela intermediação das relações, necessitando desenvolver em si, o controle de suas emoções e tornando-se capaz de ter a clareza sobre elas, como funcionam e como ministrá-las em si e no outro. Pela grande dificuldade de interpretar as emoções, professores se tornam mais suscetíveis ao contágio, e consequentemente passam a fazer parte de um grande circuito. Assim, se faz imprescindível que o professor conheça o fenômeno emocional para conseguir quebrar o circuito perverso, pois uma vez instaurado, o sujeito torna-se mais vulnerável à ampliação das reações afetivas. Para amenizar a crise emocional os professores precisam ter acesso aos mecanismos que reduzam a emoção ou os deixem menos suscetíveis a ela. A emoção necessita de platéia, ignorar sua dramatização é uma forma de fazê-la sucumbir à razão. Possibilitar as relações afetivas em sala de aula é função pedagógica. Os resultados desse trabalho são parciais e se encontram em processo de investigação. Posteriormente serão categorizados e analisados segundo o referencial de Henri Wallon.
PALAVRAS-CHAVE: EMOÇÃO, RELAÇÃO PROFESSOR-ALUNO, EDUCAÇÃO INFANTIL

 

TÍTULO: CRIANÇA: NEM MENINO, NEM MENINA? A (DES)CONSTRUÇÃO DO GÊNERO ATRAVÉS DOS LIVROS DE AUTO-AJUDA
AUTOR(ES): CAROLINA DE MATTOS SPAGNOL
RESUMO:
Esta pesquisa possui o intuito de ser um material de formação de docentes de Creches e Pré-escolas. A partir da concepção de gênero de Joan Scott (1990;1992), a qual gênero é uma construção cultural e social, para a autora gênero é a organização social da diferença sexual, e é uma categoria importante que deve ser analisada. O presente trabalho é focado na crítica à educação desigual dada a meninas e meninos na qual os estereótipos femininos e masculinos são impostos pela sociedade sexista. Dentre todos os meios de comunicação que enfatizam a diferença entre os sexos e justifica através do determinismo biológico as desigualdades sociais existente entre homens e mulheres, foi selecionado uma literatura específica, os livros de auto-ajuda baseados em senso comum que apresentam recordes de venda em todo o mundo, para dialogar e serem contra-argumentados com as mais atuais pesquisas científicas no campo de relações de gênero e pequena infância. A ampliação considerável do número de creches, fruto da luta feminista, foi para a mulher uma das maiores realizações sociais pois, de fato, é a existência destas instituições que permitiu a ela participar de todas as atividades laborais, sociais e políticas. O ambiente da creche possui representatividade diferente para a criança e para o adulto. Para meninas e meninos, o espaço pode exprimir alegria, medo, proteção, mistério, desafio, imaginação, descoberta. Liberdade ou opressão. Entendendo que a criança é um sujeito social, portadora de direitos, portadora de história, produtora de cultura, que se relaciona multiplamente, o presente trabalho defende a Creche como um espaço de múltiplas relações e de respeito á heterogeneidade, onde crianças podem relacionar-se com outras crianças.
PALAVRAS-CHAVE: CRIANÇA PEQUENA, RELAÇÕES DE GÊNERO, LIVRO DE AUTO-AJUDA

TÍTULO: ORIENTAÇÕES DA UNESCO PARA AS POLÍTICAS PÚBLICAS BRASILEIRAS NA PROTEÇÃO AO DIREITO A INFÂNCIA E A ADOLESCÊNCIA NA DÉCADA DA EDUCAÇÃO (1.997 – 2.007).
AUTOR(ES): CAROLINE MARI DE OLIVEIRA
RESUMO:
O presente texto resulta da investigação dos objetivos e orientações da UNESCO publicados na década da educação, 1.997 – 2.007, para a proteção do direito à infância. Nosso objeto, a intervenção das agências internacionais nas políticas educacionais e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, a orientadora das políticas brasileiras na proteção do direito á infância e adolescência, visando à profusão de valores oferecidos por essas organizações por meio de programas e documentos. Observamos que, no âmbito educacional, a UNESCO é uma agência independente e ligada por conjunção de seus trabalhos por meio da Organização das Nações Unidas. Visa colaborar com Estados–membros na edificação da capacidade humana e institucional na educação, ciências sociais, cultura e comunicação, fomentando ações prioritárias como a capacitação de professores e projetos voltados às populações carentes. Têm o intuito de criar programas e documentos para a erradicação da pobreza, a desigualdade social e a exclusão social. No Brasil existem ações na orientação legal que visa, principalmente, agir sobre dificuldades de vivência plena de seus direitos. Enfrentam no fim do século XX e início do século XXI, a prática cruel do trabalho infantil, o qual é tema discutido no mundo inteiro pelas agências internacionais. Os estudos sobre, mostram que o trabalho infantil e/ou precoce foi e tem sido historicamente formador de diversos tipos de crianças, trazendo graves consequências para o desenvolvimento humano iniciado na infância e perpassando a adolescência. É roubado no processo de exploração do trabalho infantil. Em suma, para essa parcela da população, o trabalho rouba o tempo de aprender, de conviver com a família, de brincar e de descansar.
PALAVRAS-CHAVE: UNESCO, POLÍTICAS PÚBLICAS , TRABALHO INFANTIL

 

SESSÃO - LINGUAGENS EM EDUCAÇÃO INFANTIL 7
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: Sala de Congregação

TÍTULO: UMA REFLEXÃO SOBRE OS ESPAÇOS “BRINCÁVEIS” DENTRO DAS INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO INFANTIL: EM FOCO O PARQUINHO
AUTOR(ES): CECILIA BELISSE SPECHT
RESUMO:
Este estudo tem por objetivo conhecer as causas da inexistência de parquinho nos Centros de Educação Infantil (CEI) da rede pública do município de Três Lagoas-MS, uma vez que foi constatada por meio de observações a sua inexistência, dado que motivou a pesquisa. O estudo, de abordagem qualitativa, analisará os depoimentos obtidos em entrevistas semi estruturadas tendo como sujeitos: os arquitetos, técnicos da Secretaria Municipal de Educação e Cultura, coordenadores, professores, atendentes e pais das crianças que frequentam os CEI. O parquinho é um recurso que atende à necessidade e um dos objetivos da Educação Infantil de promover o desenvolvimento integral das crianças nos aspectos físico, psicológico, intelectual e social que, segundo o Ministério da Educação (BRASIL, 2006), é uma condição fundamental a ser considerada no planejamento dos espaços utilizados na Educação Infantil. Nos CEI, no município investigado, construídos nesses últimos anos, o espaço predominantemente utilizado para as crianças brincarem são salas com janelas instaladas no alto das paredes impedindo além da visão da área externa, o contato direto das crianças com a natureza, com o sol, vento, frio, calor, etc. As brincadeiras ao ar livre e em parquinho oportunizam a socialização e o aprendizado das crianças das leis da física, dos fenômenos naturais, dos conceitos matemáticos, expressões corporais, entre outros. A aprendizagem dos conteúdos básicos da Educação Infantil por meio de brincadeiras ao ar livre e em parquinhos justificou o presente estudo.
PALAVRAS-CHAVE: ESPAÇO, NATUREZA, PARQUINHO

 

TÍTULO: PINTANDO COM PORTINARI
AUTOR(ES): CELIA MARCIA RIGOLETO IDRANI
RESUMO:
Eixo temático 13 – Linguagens em Educação Infantil PROPOSTA DE TRABALHO: PINTANDO COM PORTINARI. A proposta de trabalho com algumas telas de Cândido Portinari e com uma exposição de obras pintadas pelas crianças do AGIII-B da CEMEI Fernando Alpheo Miguel, nasceu devido a um trabalho anterior sobre a declaração dos direitos da criança que procurou enfatizar “produções artísticas” produzidas para crianças, assim com a literatura, a música, o teatro, a dança e no caso específico deste trabalho, as pinturas. Procurando relacionar algumas obras de Portinari como “Meninos soltando pipas”, “Futebol”, “Brodósqui”, “Três Marias” com as brincadeiras das crianças e também com o local onde moram, que no meu entender lembra em alguns aspectos a cidade de Brodósqui retratada na pintura de Portinari, realizamos pinturas que, de acordo com o discutido e apresentado, (se uma música, uma poesia, uma história, um acontecimento) mostraram o que a criança, naquele momento, captou e registrou através de sua pintura. A vida de Portinari, priorizando sua infância, também serviu de inspiração para as produções, assim como poesia escrita por ele e comentada na roda da conversa. Depois de as crianças terem realizado suas obras, partimos para a exposição. Assim, confeccionamos convites, folders, lista de presença e de convidados, e realizamos a exposição que as crianças denominaram de “Festa de Portinari”, estendendo para toda a comunidade a participação no evento. O objetivo do trabalho foi, através das várias linguagens, propiciar o contato das crianças com as obras de Cândido Portinari e, assim, valorizar, incentivar suas próprias.
PALAVRAS-CHAVE: INFÂNCIA, BRINCADEIRAS, VÁRIAS LINGUAGENS

 

TÍTULO: “ENCANTAMENTO: PARCEIRO DO CONHECIMENTO”
AUTOR(ES): CINTIA BETANHO CAMPANA MARCHIORI
RESUMO:
O CND de Campinas organiza seu currículo por Projetos de Trabalho, realizando pesquisas sobre temas variados. Durante o primeiro semestre de 2009, as crianças de 5 anos estudaram sobre as “abelhas”, construindo seus conhecimentos a partir de observações, experiências, brincadeiras... Um pequeno ser vivo tem possibilitado momentos de encantamento, curiosidade, cumplicidade e conhecimento para as turmas de Infantil 3. As abelhas, com seu tamanho diminuto, seu corpo colorido, sua organização social e até mesmo com todos os sentimentos que despertam, configuraram-se como fontes geradoras de perguntas, ponto de partida para pesquisas, novas descobertas e para aprendizagem. Observando as abelhas em seu habitat, estudando-as em classe, comparando-as a outros seres vivos, uma série de conteúdos e de habilidades foram trabalhadas, transformando encanamento em conhecimento significativo e contextualizado. O envolvimento foi inversamente proporcional ao tamanho desses insetos e para saciar as curiosidades foi preciso apurar o olhar em busca de pequenos detalhes... Lupas tornaram-se extensões dos olhos, ferramenta para ampliar imagens e também nossos horizontes. Encantando-se com as curiosidades e os “segredos” desses insetos, observando meticulosamente o microcosmo das colmeias e utilizando suas múltiplas linguagens, cada criança construiu seu conhecimento de forma lúdica e significativa. Nessa comunicação compartilharemos com vocês um pouco do encantamento e dos conhecimentos que construídos em grupo a partir dessa rica experiência.
PALAVRAS-CHAVE: TRABALHO POR PROJETOS, INSETOS, EDUCAÇÃO INFANTIL

TÍTULO: PRÁTICAS DE LEITURA E DE ESCRITA NA EDUCAÇÃO INFANTIL EM TRÊS ESCOLAS PÚBLICAS MUNICIPAIS DE VÁRZEA GRANDE-MT.
AUTOR(ES): CLAUDIA APARECIDA DOS SANTOS VALADARES
RESUMO:
PRÁTICAS DE LEITURA E DE ESCRITA NA EDUCAÇÃO INFANTIL EM TRÊS ESCOLAS PÚBLICAS MUNICIPAIS DE VÁRZEA GRANDE-MT. VALADARES, Claudia Aparecida dos Santos. RESUMO: No Brasil, especificamente no Estado de Mato Grosso, a investigação sobre a Educação Infantil é recente e carente de dados. Partindo desse pressuposto, esse estudo tem como objetivo a análise e sistematização das práticas de leitura e escrita, desenvolvidas no cotidiano das salas de Educação Infantil, em três escolas da rede pública municipal de Várzea Grande – MT. Nesse trabalho de caráter qualitativo, utilizou-se como instrumento de coleta de dados, as seguintes fontes: análise documental, as narrativas dos sujeitos envolvidos na pesquisa e a observação. Através do trabalho de observação do cotidiano das classes de educação infantil, foi possível constatar algumas práticas desenvolvidas com muita frequência nas salas de aula, durante esse processo inicial de aquisição e apropriação da leitura e escrita pelas crianças da educação infantil. Nessas práticas destaca-se a ênfase no desenvolvimento do processo de prontidão, treino motor, como também outras atividades como a introdução de músicas, histórias infantis, jogos e brincadeiras. As análises garantem um importante conjunto de conhecimentos a respeito das práticas mais usuais de leitura e escrita nas salas de Educação Infantil.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO INFANTIL, LEITURA, ESCRITA

TÍTULO: RELAÇÕES ENTRE EDUCAÇÃO INFANTIL E FAMÍLIAS: REVELANDO CONCEPÇÕES
AUTOR(ES): CLAUDIA CRISTINA GARCIA PIFFER LOPES
RESUMO:
Este texto trata de uma dissertação defendida no ano de 2008 junto ao curso de Mestrado do Programa de Pós-Graduação em Educação da Unesp de Presidente Prudente – SP. O objeto de pesquisa consistiu no estudo das relações entre instituições de Educação Infantil e famílias. O problema referiu-se ao quadro de desencontro geralmente presente entre ambas. A pesquisa teve como objetivo geral a investigação das relações que se estabelecem entre instituições de Educação Infantil e famílias, bem como as concepções que as determinam, visando contribuir com a reflexão sobre o assunto. Foram estabelecidos como objetivos específicos a identificação e análise das propostas de trabalhos com famílias existentes nas unidades de Educação Infantil que atendem exclusivamente crianças na faixa etária compreendida entre zero a seis anos, mantidas pela Prefeitura Municipal de Presidente Prudente, buscando verificar quais concepções (de criança, família, Educação Infantil e papel dos profissionais) têm como base. Outro objetivo específico foi a contribuição para o direcionamento de possíveis ações de formação destinadas aos profissionais da Educação Infantil, além de enfocar a importância do papel dos profissionais que lidam diretamente com a criança na realização de interações entre família e instituições de Educação Infantil. Foi realizado um Estudo de Caso, sendo utilizado o procedimento de análise documental e análise de conteúdo dos Planos Diretores das unidades que atendiam exclusivamente crianças de Educação Infantil, além de entrevistas com uma amostra de gestores, professores e famílias das Unidades envolvidas na pesquisa. Dentre os resultados obtidos, foi constatado que as práticas de trabalhos com famílias, em geral, se referem às formas tradicionais de comunicação - reuniões de pais e os atendimentos individuais, caracterizando-se numa relação vertical e unilateral na qual as instituições de Educação Infantil propõem, predominantemente, trabalhos para as famílias, em detrimento de trabalhos com as famílias.
PALAVRAS-CHAVE: FAMÍLIA, CRIANÇAS, EDUCAÇÃO INFANTIL

 

 

SESSÃO - LINGUAGENS EM EDUCAÇÃO INFANTIL 8
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: Sala de Congregação

TÍTULO: APRENDER A LER E A ESCREVER OU BRINCAR? OS DILEMAS DAS CRIANÇAS (E DAS PROFESSORAS) QUE FREQUENTAM A ESCOLA DESDE PEQUENAS.
AUTOR(ES): CLEONICE MARIA TOMAZZETTI
RESUMO:
Este trabalho problematiza a dimensão da leitura e da escrita no tempo da infância da criança pequena, ou seja, daquela que frequenta classes de educação infantil, a partir da perspectiva das professoras. Os elementos pontuados referem-se às práticas de leitura e de escrita em turmas de pré-escola propostas pelas docentes a partir de seus relatos e do compartilhamento de experiências vivenciados em cursos de formação continuada para alfabetizadores. A partir do material denominado “Coleção Instrumentos para a Alfabetização” (CEALE/FAE/UFMG), atividades eram desenvolvidas em forma de tutoria compartilhada com a colega Viviane A. Cancian com grupos de professoras e professores em serviço pertencentes a sistemas de ensino e que atuam nos três primeiros anos do Ensino Fundamental, e também aqueles que atuam em turmas de pré-escola (crianças de 4 a 6 anos). Os dados permitem inferir que, diante do ingresso da criança de seis anos no primeiro ano do EF, está havendo uma preocupação excessiva com o “conteúdo” da pré-escola, caracterizando, em parte, a antecipação de práticas formalistas e sistematizadas em leitura e escrita. Os elementos referem-se a práticas repetitivas, de treinamento e memorização que se sobrepõem às práticas de leitura e escritura espontânea das crianças a partir, por exemplo, da leitura pelos adultos; exercícios que enfatizam o reconhecimento das letras do alfabeto em detrimento da exploração do texto escrito em diferentes gêneros; a prevalência do registro e da escrita- sobretudo pelo professor - sobre o desenvolvimento da oralidade como capacidade fundamental para a aquisição das capacidades da alfabetização. Concluímos que, assim como os alfabetizadores, também os professores de educação infantil exploram pouco as dimensões socioculturais e as práticas e funções sociais da língua escrita com as crianças, deixando de potencializar diferentes culturas escritas na infância, desde a pré-escola e comprometem a formação de autores: leitores e escritores.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO INFANTIL, PRÁTICAS EDUCATIVAS NA INFÂNCIA, CRIANÇA E ALFABETIZAÇÃO

TÍTULO: LINGUAGEM MUSICAL E DESENVOLVIMENTO: UMA PROPOSTA PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL
AUTOR(ES): CLEUDET DE ASSIS SCHERER, AUREA MARIA PAES LEME GOULART
RESUMO:
Esta comunicação objetiva discutir a música como uma das diferentes formas de linguagem a ser trabalhada com a criança pequena, desenvolvida e apreendida no interior das inquietações e questionamentos ocorridos em nossa vivência como professora e pesquisadora de musicalização na educação infantil. Para essa reflexão teórica, buscamos suporte no referencial de autores da perspectiva Histórico-Cultural, em especial, Vygotsky e seus colaboradores, segundo os quais o desenvolvimento humano ocorre por meio da interação social, do coletivo e da mediação no processo de apropriação do conhecimento elaborado historicamente pela humanidade. Partimos do pressuposto de que a música se constitui em uma importante forma de comunicação e expressão humana e carrega em si traços de história, cultura e identidade social e que são por ela transmitidos e desenvolvidos. Portanto, é uma forma de linguagem, produto da cultura e deve ser utilizada na escola como tal, e não como algo ornamental, a ser empregada em eventos como festas, datas comemorativas ou, ainda, como complemento no ensino de outras disciplinas. Enfim, por entendermos que o desenvolvimento da linguagem oral e escrita como da musical é resultado do processo de educação e acreditarmos que a música é um dos meios mais adequados para essa mediação é que propomos, com esse estudo, ao ensino dessa modalidade de linguagem a crianças nos anos iniciais. Esse trabalho, apesar de ainda em andamento, mostra a contribuição da música para o desenvolvimento da memória, da percepção e do pensamento infantis por meio de reflexões teóricas e práticas pedagógicas.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO INFANTIL, MUSICALIZAÇÃO, DESENVOLVIMENTO

 

TÍTULO: A FORMAÇÃO DOCENTE E A CONSTRUÇÃO DE PRÁTICAS PEDAGÓGICAS QUE CONTEMPLEM AS MÚLTIPLAS LINGUAGENS NA EDUCAÇÃO INFANTIL
AUTOR(ES): CONCEIÇÃO APARECIDA OLIVEIRA LOPES, JOSELIDIA DE OLIVEIRA MARINHO
RESUMO:
A formação docente e a construção de práticas pedagógicas que contemplem as múltiplas linguagens na educação infantil LOPES, Conceição Aparecida Oliveira MARINHO, Joselídia de Oliveira Secretaria Municipal de Educação – Natal - RN RESUMO Este artigo considera que adentrar no universo das linguagens é, ainda, um campo de atuação que precisa ser descoberto e melhor aproveitado pelos educadores nas ações efetivadas na rotina da educação infantil. Ter como eixo norteador as múltiplas linguagens evidencia um repensar sobre o planejamento e o fazer pedagógico no cotidiano escolar. É fundamental que os educadores compreendam e reconheçam que é a partir das manifestações simbólicas e pelo uso das múltiplas linguagens da criança retratadas no desenho, no movimento, na linguagem corporal, na linguagem gestual, na literatura, nas dramatizações, nas músicas e no próprio brincar que as crianças se expressam, comunicam-se com o mundo e tentam entendê-lo. A aprendizagem com significado para a criança deve ser alicerçada na mediação pedagógica. Esses aspectos têm sido considerados na formação continuada dos educadores e no assessoramento pedagógico às instituições que atendem à educação infantil da rede municipal de ensino da cidade do Natal-RN, fundamentados nos princípios essenciais para um trabalho com as múltiplas linguagens: sistematizar e efetivar a rotina com atividades permanentes; promover a organização dos espaços disponíveis; selecionar materiais a serem utilizados; propor atividades instigantes, significativas, prazerosas, desafiadoras e replanejar as ações quando necessário. Espera-se que as ideias, ora apresentadas, possam fomentar a prática educativa e construções cotidianas de uma educação das quais todos sejam igualmente sujeitos. Palavras chave: educação infantil - formação de educadores – múltiplas linguagens.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO INFANTIL, FORMAÇÃO DE EDUCADORES, MÚLTIPLAS LINGUAGENS

 

TÍTULO: A LINGUAGEM ORAL COMO ELEMENTO INTEGRANTE DA BRINCADEIRA
AUTOR(ES): DANIA MONTEIRO VIEIRA
RESUMO:
O objetivo deste texto é compartilhar parte dos resultados de uma pesquisa que teve por finalidade investigar o trabalho desenvolvido com a linguagem oral por professoras de quatro turmas de uma instituição de Educação Infantil que atendia crianças de dois a seis anos de idade. Assim, a pesquisa se constituiu em um estudo de caso de caráter qualitativo. Os eventos observados na instituição educativa infantil evidenciaram a brincadeira como um elemento central no processo de desenvolvimento da linguagem oral na infância. Desse modo, as análises dos eventos observados e registrados por meio de filmagens, fotografias e registro em diário de campo, cuja atividade central das crianças era a brincadeira, foram orientadas a partir de estudos da perspectiva histórico-cultural no campo da Psicologia, notadamente, os de Leontiev (1988), Elkonin (1998) e Vigotski (2000) e pela perspectiva bakhtiniana de linguagem. A análise dos registros de alguns eventos, nos quais as crianças, nas brincadeiras, contavam histórias que, na maioria das vezes, as professoras já tinham lido para elas evidenciaram que por meio da brincadeira, as crianças recriavam as atitudes das professoras quando contavam histórias. Desse modo, as crianças ao assumirem diferentes lugares sociais, quando brincavam, assumiam também os dizeres dos outros que estavam representando, fato que possibilitava a ampliação do universo discursivo da criança. Nesse contexto, se constituem como sujeitos, na medida em que se enunciam, se posicionam e escolhem as estratégias do dizer levando em consideração a atividade humana que estão vivenciando na ação lúdica.
PALAVRAS-CHAVE: LINGUAGEM ORAL, BRINCADEIRA, CULTURA

 

TÍTULO: CONTO E RECONTO DE HISTÓRIAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL: UM CAMINHO PARA A AQUISIÇÃO DO CAPITAL CULTURAL?
AUTOR(ES): DANIELA DONATO, MARILDA DA SILVA
RESUMO:
Este trabalho consiste em um estudo que busca aprofundar a contribuição que a atividade de contar e recontar histórias na educação infantil pode propiciar para a aquisição do Capital Cultural dos alunos. Constitui-se nosso objeto de pesquisa: qual a contribuição que um procedimento didático/cultural como a atividade do conto-reconto tem trazido para a aquisição do capital cultural, bem como para o estreitamento das relações entre escola e família? Os estudos de Pierre Bourdieu nos fornecerão os subsídios necessários para a análise dos dados. Trabalharemos com a abordagem qualitativa, com ênfase no estudo de caso. A coleta dos dados se dará por meio de entrevistas semi-estruturadas. Os sujeitos de nosso estudo são cinco professoras de EMEIs (Escola Municipal de Educação Infantil) da cidade de Matão-SP, que estão trabalhando com a atividade do conto-reconto nos últimos nove anos; além de dez alunos que participaram desses recontos, bem como as mães desses alunos. Entendemos que nossa investigação poderá possibilitar uma fértil reflexão acerca dos procedimentos escolares, no que diz respeito à aquisição e/ou ampliação do capital cultural e suas implicações para as relações da família com a escola, de modo a podermos observar quais as reais contribuições que tal atividade tem trazido no que se refere à formação de leitores, à alfabetização, ao estreitamento da relação pais-filhos-escola e, principalmente, à aquisição do capital cultural.
PALAVRAS-CHAVE: CONTO-RECONTO DE HISTÓRIAS, CAPITAL CULTURAL, RELAÇÃO ESCOLA-FAMÍLIA

 

 

SESSÃO - LINGUAGENS EM EDUCAÇÃO INFANTIL 9
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: LL 01

TÍTULO: O LUGAR DO BRINCAR NO PRIMEIRO ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
AUTOR(ES): DANIELA GASPAR PEDRAZZOLI
RESUMO:
Rodari (1982) destaca a importância do brincar como uma das linguagens fundamentais da criança. O autor descreve inúmeras situações de brincadeira, tendo em vista a interação do professor com crianças pequenas, mostrando como elas se expressam e significam o mundo em que vivem.Rodari (1982) também chama atenção para a criatividade e para a liberdade de expressão nos espaços educativos. Tendo em vista a contribuição trazida pelo autor, pretendo problematizar algumas situações que vivi como professora junto às crianças. Como professora auxiliar de um primeiro ano da rede de Campinas, constatei que os espaços/momentos de brincadeira permitidos às crianças da turma em que trabalhava se restringiam à hora do parque no fim do período e em algumas aulas extras – como a de Educação Física que ocorria no período de uma hora duas vezes por semana. Face a isso, a classe desenvolvia um difícil relacionamento comigo. Eram rebeldes e não prestavam atenção naquilo que eu lhes falava. Nesse contexto, em que se fazia necessário relacionar-me com as crianças e, ao mesmo tempo, seguir as minhas crenças sem deixar de compreender que o meu papel de professora auxiliar não me permitia influenciar no planejamento das atividades e dos espaços/momentos para essa, criei táticas para alcançar aquilo que queria. Foi através do brincar que encontrei o caminho para me relacionar com os alunos. Notei que o brincar passou a ter um papel importante em minha prática, auxiliando-me a compreendê-los melhor, assim como a conseguir estabelecer com eles um relacionamento recíproco de afeto e respeito. Ressalta-se que esse é um Trabalho de Conclusão de Curso de Pedagogia.
PALAVRAS-CHAVE: BRINCAR, ENSINO, MEDIAÇÃO

 

TÍTULO: AS LINGUAGENS PRESENTES NA ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO FÍSICO DA EDUCAÇÃO INFANTIL E O DISCIPLINAMENTO DA CRIANÇA
AUTOR(ES): DORCAS TUSSI
RESUMO:
Nesse trabalho buscou-se a compreensão dos fenômenos educacionais sob novos olhares. Olhares esses que analisam a organização do espaço físico da sala de aula e a sua influência no disciplinamento na criança, entendendo as linguagens propostas nesta organização. As categorias de “disciplinamento” estão presentes no meio social e, principalmente, nos centros de educação infantil atuando sobre as crianças de modo imperceptível. Propiciou-se investigar as características e a organização do espaço educativo e o nexo das múltiplas linguagens presentes espacialmente e, assim, compreender as estratégias de disciplinamento da criança na instituição de educação infantil. A pesquisa seguiu do levantamento bibliográfico de cunho qualitativo-fenomenológico à pesquisa de campo do tipo genealógica foucaultiana, com observação estruturada, roteiro de critérios a serem observados e filmagem do espaço educativo de uma instituição, de Chapecó-SC, com uma turma de crianças de quatro a cinco anos. Procedeu-se a construção do planejamento da ação educativa com o subtema “animais” e à prática docente sob a forma do estágio supervisionado. Os dados indicaram a pertinência do problema proposto, sinalizando que o espaço analisado é estabelecido dentro da lógica moderna de espaço fixo e é constituído e organizado através de discursos pedagógicos permeados por subjetividades. Averiguou-se, ainda, que o espaço tem fortes marcas “escolarizantes” e é organizado em espaços funcionais “cantinhos do brincar, leitura e atividades pedagógicas”, tendo como predomínio espacial o cantinho das atividades pedagógicas em que se explora com maior ênfase a linguagem oral e escrita com vistas à alfabetização. O planejamento da ação educativa proposto visou romper com as marcas do disciplinamento – quadriculamento - através dos espaços físicos escolarizantes e potencializar a vivência de outras linguagens para a expressão do ser criança numa perspectiva globalizante dos espaços, possibilitando-lhe a vivência integradora e não fragmentada em espaços-tempos alternativos e não fixos ditados pela proposta docente.
PALAVRAS-CHAVE: LINGUAGENS EM EDUCAÇÃO INFANTIL, ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO, DISCIPLINAMENTO

 

TÍTULO: ARGUMENTAÇÃO NA SALA DE AULA: CONSTRUÇÃO DE SENTIDOS NUMA AULA DE EDUCAÇÃO INFANTIL
AUTOR(ES): EDNA DE MORAES REIS LOURENÇO
RESUMO:
Este trabalho nasceu da prática em sala de aula da Educação Infantil, tendo como foco o desenvolvimento da linguagem como instrumento de comunicação. A preocupação deste trabalho é demonstrar como as crianças debatem sobre diferentes assuntos, como fazem uso de recursos argumentativos para defenderem sua opinião e como são capazes de pensar e expressar seus pensamentos em palavras; por isso não tratamos os discursos das crianças como falas infantilizadas, mas como forma de dizer o mundo. A concepção de criança que sustenta nossas reflexões, não é a de alguém incompleto, que se constituirá num futuro distante; a nosso ver, a criança é hoje, no seu presente, um ser que participa da construção da história e da cultura de seu tempo. No entanto, para que isso aconteça é preciso que o trabalho com a prática da linguagem ocorra de forma sistemática e significativa no contexto escolar, pois é na própria sala de aula que devemos instaurar as possibilidades de conversação. É preciso que se criem espaços para discussão de normas, tomada de decisões e exposição de opiniões. Baseando-nos em Vygotsky e Bakhitin, acreditamos que a aprendizagem só é possível quando o que se pretende ensinar materializa-se na interação social entre os sujeitos, mediada pela linguagem. Para tanto, realizamos uma análise dos procedimentos argumentativos utilizados pelas crianças em diálogos que foram registrados durante as rodas de conversa, com diferentes temáticas, numa sala de aula de Educação Infantil. Para alcançarmos nossos objetivos, percorremos um caminho através da Educação, da Linguagem, da Filosofia, mas, sobretudo, foi o próprio texto da criança que nos levou a ver uma imagem de mundo revelada na sua palavra.
PALAVRAS-CHAVE: CRIANÇA, PENSAMENTO, LINGUAGEM

TÍTULO: O BRINCAR NA ESCOLA ADMINISTRADA
AUTOR(ES): ELIANA GONÇALVES
RESUMO:
As razões que motivaram o estudo estão relacionadas ao instigante campo da infância, ainda desconhecido por grande parte das ciências que veem a criança do ponto de vista do adulto, apenas como dependente dele. Entretanto, vem sendo construído outro conceito de criança que a considera como capaz e portadora de uma história, como nos ensina Walter Benjamin. Pesquisas têm mostrado que as crianças são capazes de múltiplas relações desde que nascem, contribuindo para o debate recente sobre as possibilidades e limites do desenvolvimento infantil. A investigação está relacionada ao seguinte tripé: o conceito de criança a partir de Walter Benjamin, a questão do brincar, partindo desse mesmo referencial teórico, e o que está presente hoje na legislação e na prática, no que diz respeito à construção da identidade e autonomia da criança, antiga questão educacional que vem sendo amplamente discutida.Trata-se de um estudo que pode contribuir para se pensar não só a escola, e sua inserção na sociedade burguesa, como também a formação. O foco da investigação está relacionado a uma questão abordada no Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (BRASIL, 1998), relativa ao âmbito da denominada “Formação Pessoal e Social”, descrita no documento que é a seguinte: “o brincar como uma das atividades fundamentais para a construção e o desenvolvimento da Identidade e Autonomia das crianças”.
PALAVRAS-CHAVE: INFÂNCIA, BRINCAR, AUTONOMIA

 

TÍTULO: CORPO-MOVIMENTO: DESAFIOS DAS LINGUAGENS INFANTIS PARA A EDUCAÇÃO
AUTOR(ES): ELIANE GOMES-DA-SILVA, ROSELI CECILIA ROCHA DE CARVALHO BAUMEL
RESUMO:
O tema da linguagem tem sido apontado em muitos estudos sobre e com crianças na Educação Infantil como a alternativa para ascender a uma concepção de criança como sujeito capaz de produzir conhecimentos e que deve ser valorizada como partícipe nas relações sociais. Portanto, também nas práticas educativas deve ser considerada como co-construtora. Contudo, muito desses estudos se referenciam na dinâmica estrutural da linguagem verbal para adentrar às linguagens infantis. Assim, o desafio deste estudo é compreender as linguagens infantis a partir de seu modo próprio de ser: corpo-movimento, que, como ação, se faz na co-existência de diferentes domínios semióticos, “verbais” e “não-verbais”. Para tal, nos valemos de conceitos provenientes da Semiótica ou Lógica Geral dos Signos, de Charles S. Peirce. É nosso pressuposto, ancorado em fundamentos fenomenológicos, que o corpo-movimento é o substrato no e pelo qual a criança articula e produz diversas linguagens, e, portanto, produz conhecimentos. A crianças produzem sentidos interpretativos a partir de seu próprio ponto de vista, e que aos adultos podem às vezes parecer desconhecidos. Não podemos assim, ao ler e interpretar as significações que as crianças engendram nas várias situações que experienciam, tentar excluir significações e sentidos provenientes de processos semióticos “não-verbais”, sob pena de encerrar o fluxo de signos desencadeados pelas próprias crianças – as “semioses“, em termos peirceanos. O que perderemos, com isso, é a oportunidade de compreender a criança no seu estar sendo, estar experienciando, estar produzindo expressividades comunicativas. Em outras palavras, perdemo-las na sua revelação como autoras de seus próprios sentidos e significados nas relações pedagógicas. Dessa forma, devemos indagar a quem se deve interpretar (às crianças) e não o que (um suposto conteúdo que por elas deve ser aprendido). Tal entendimento guarda similaridade com as noções de “estilo”, “forma” e “autoria” provenientes do campo da Análise de Discurso.
PALAVRAS-CHAVE: CORPO, MOVIMENTO, LINGUAGENS INFANTIS

 

 

SESSÃO - LINGUAGENS EM EDUCAÇÃO INFANTIL 10
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: LL 01

TÍTULO: LEITURA E INFÂNCIA: REFLEXÕES SOBRE PRÁTICAS PEDAGÓGICAS PROPOSTAS E CONCRETIZADAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL
AUTOR(ES): ELIEUZA APARECIDA DE LIMA
RESUMO:
Este trabalho decorre de pesquisa de doutorado já concluída, cuja intenção foi discutir as relações entre a educação infantil e as primeiras séries do ensino fundamental. Nas investigações teóricas e práticas empreendidas, foram encontrados dados pertinentes acerca do tempo dedicado à leitura, à contação de histórias e às idas à biblioteca na educação infantil. Neste texto, reflito sobre como a leitura é entendida e proposta na rotina de crianças entre três e seis anos de idade, com base nos estudos da Escola de Vigotski e mediante oitenta e quatro horas observações da prática pedagógica em uma escola pública de educação infantil da cidade de Marília (SP.). Parto da premissa de que o conceito de leitura e a prática da leitura no interior das escolas representam caminho privilegiado para a discussão de um dos desafios docentes: a relação entre o que se entende por leitura e o tempo, as situações e os materiais planejados e organizados para sua realização nos anos iniciais da infância. No conjunto das análises dos dados coletados, foi possível depreender que os entendimentos sobre o que é leitura dos/as professores/as (especialmente seu valor na constituição da humanidade nas pessoas) fundamentam suas práticas e, mediante eles, os lugares que as situações dedicadas à leitura ocupam na rotina pedagógica das crianças pequenas, configurando dicotomias entre a proposição de práticas pedagógicas concretizadas na educação infantil e as expectativas em relação ao domínio paulatino da leitura e da escrita postas a essas crianças ao ingressarem no ensino fundamental e desafiando-nos para revisões acerca do próprio conceito de leitura e o seu lugar na rotina de atividades nas escolas de educação infantil, bem como sobre a formação inicial e continuada de professoras/as dedicados/as à infância.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, INFÂNCIA, PRÁTICAS PEDAGÓGICAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL

 

TÍTULO: CONTA OUTRA VEZ
AUTOR(ES): ELISETE GUMZ CIPRIANI
RESUMO:
É na infância que a criança aprende o gosto pela leitura que permite compreender as palavras mesmo sem saber ler. Envolver e envolver-se no mundo encantado dos livros é um prazer e um encanto que encanta a cada virada de página, quando a curiosidade fomenta um momento inexplicável. Viver e se sentir parte desta página, inserida em algum personagem nos leva a uma viagem longa e desconhecida. Através da história a criança aprende a lidar com suas emoções internalizando valores, construindo sua identidade e produzindo conhecimentos. É na história que a criança vive a sua ansiedade, necessidade de afeto, rejeição, medo e expressa a sua maneira de entender o mundo em que vive. Fomentar junto com a criança um caminho para o encantamento da literatura infantil vem sendo uma deliciosa proposta para o grupo de leitores “CONTA OUTRA VEZ“ do Núcleo de Educação Infantil Lar da Criança, com idade de três a quatro anos; são exemplos do amor e paixão pelos livros que vivenciam. Participam ativamente do projeto lendo, ouvindo histórias, comentando, fazendo recontos e participando de eventos de leitura. As crianças tem o seu espaço para falar, discutir regras do grupo e momentos de magia que atraem espontaneamente e transportam a criança para dentro da história da qual passa a fazer parte. O prazer de ouvir, ler e contar histórias nasce do desejo de encontrar um lugar secreto onde sentimentos de prazer tocam o coração.
PALAVRAS-CHAVE: HISTÓRIAS, CRIANÇAS, DESCOBERTAS

 

TÍTULO: A ARTE DE CONTAR HISTÓRIAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL
AUTOR(ES): EVELISE RAQUEL DE PONTES
RESUMO:
O ato de contar histórias para crianças da educação infantil é a possibilidade de sorrir, criar, é se envolver com o enredo, viver a personagem, despertando a imaginação da criança e um maior interesse em aprender a ler. Considerando a grande importância da literatura infantil para o desenvolvimento pleno da criança, enfoco neste estudo a experiência de contar histórias para crianças da Educação Infantil (idade compreendida entre 6 meses a 5 anos), com o objetivo de contribuir para a comunicação social, e a formação do leitor mirim. Acreditando nas contribuições da literatura infantil para crianças, é que foi criado o Projeto “Hora do Conto: na Educação Infantil“, desenvolvido no CELLIJ (Centro de Estudos de Leitura e Literatura Infantil e Juvenil) da FCT/UNESP - Campus de Presidente Prudente, atendendo crianças de escolas públicas e particulares de toda região. Nesse sentido, nossas atividades se caracterizam pelo ato de contar histórias com o auxílio de livros, fantoches, flanelógrafos, história ampliada, simples narrativa, com o acompanhamento de músicas, brincadeiras infantis, cantigas de roda, fazendo com que as crianças interajam mais com o ambiente em que vivem, ou seja, tenham maior socialização e também um maior contato com a nossa cultura popular. Os resultados indicam que as crianças se desenvolvem em diversos aspectos: reproduzem as histórias contadas, fazem distinções entre o que é real e o que é imaginário no mundo do “Era uma vez“, reconhecem as cores, os animais, os personagens e os objetos, descobrindo que cada qual possui um nome, ampliam seu vocabulário significativo. As crianças do maternal imitam os sons dos animais, e os bebês do berçário reconhecem o seu próprio corpo e apresentam muita alegria com o colorido das histórias.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO INFANTIL, CONTAR HISTÓRIAS, DESENVOLVIMENTO INFANTIL

 

TÍTULO: RETRATOS DA INFÂNCIA NOS CONTOS DE FADAS: DA CULTURA ORAL AOS MEIOS DIGITAIS
AUTOR(ES): FLÁVIA ALCÂNTARA
RESUMO:
Qual o segredo da existência e propagação dos contos de fadas ao longo de séculos? Os contos de fadas tiveram sua origem num período em que a infância não era vista como uma fase específica do desenvolvimento humano. Algumas de suas primeiras formas escritas deixam claro como a maneira de tratar a infância pela via da literatura sofreu significativas alterações ao longo dos séculos. Há quem se sinta impactado ao tomar conhecimento da existência de versões tão cruéis e violentas, especialmente ao serem contrastadas com as “adocicadas” narrativas produzidas para as crianças a partir do final do século XIX. Nesse sentido, a que poderíamos atribuir a permanência e difusão dessas histórias? Talvez o fato se deva às grandes modificações que as histórias infantis sofreram com o passar do tempo, alterações responsáveis pela criação de versões bastante distintas entre si, mas que conservam um eixo temático e morfológico que permite sua identificação intertextual, ou seja, há uma estrutura interna que se mantém, apesar das evidentes modificações. Tendo em vista este preâmbulo, o presente trabalho, a partir de uma abordagem transdisciplinar entre a literatura, a linguistica e a história, aponta aspectos intertextuais de atualização de versões do conto infantil clássico Chapeuzinho Vermelho e se norteia pelos seguintes questionamentos: Que noções de infância podem ser percebidas/subtendidas através da leitura de versões escritas em períodos históricos distintos? Que tipo de alterações os contos infantis clássicos sofreram a partir da forma diferenciada de conceber a infância? Os componentes intertextuais revelam a existência de um perfil de leitor esperado/desejado? Assim, nosso objetivo é compreender diferentes noções de infância e o lugar a ela atribuído pela via do discurso literário, através da análise das estratégias narrativas, intertextuais e gráficas utilizadas nas versões de Chapeuzinho Vermelho.
PALAVRAS-CHAVE: LITERATURA INFANTIL, INTERTEXTUALIDADE, ANÁLISE DO DISCURSO

TÍTULO: CADÊ O BRINCAR? DA EDUCAÇÃO INFANTIL PARA O ENSINO FUNDAMENTAL.
AUTOR(ES): FLÁVIA CRISTINA OLIVEIRA MURBACH DE BARROS
RESUMO:
A presente pesquisa de mestrado, fundamentada na perspectiva histórico-cultural, tem como objetivo identificar as características do brincar das crianças nas idades de 6 e 7 anos, período de passagem da Educação Infantil para o Ensino Fundamental. Pretende, ainda, mostrar como os educadores oportunizam espaços para o brincar e como o fazem, investigando se é possível verificar os fatores delimitadores dessa prática. A escolha dessa faixa etária se justifica, considerando que as instituições escolares reduzem, cada vez mais, os espaços do brincar das crianças sob sua responsabilidade, haja vista, por exemplo, o recente parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE/CEB n° 18/2005, Lei n 11.274 de 6/02/06, ainda não em vigor, em todo o território nacional), que acaba por priorizar a alfabetização, desconsiderando as especificidades próprias da criança. Nesse sentido, tanto a Educação Infantil como o Ensino Fundamental participam de um processo de preparação da criança para a alfabetização, priorizando o uso do material apostilado de ensino, destacado neste trabalho como um dos principais fatores delimitadores do brincar, principalmente na educação infantil. Para a realização da pesquisa, utilizou-se a abordagem etnográfica, concebida como um importante instrumento, pois possibilita maior interação com as complexidades e singularidades das relações sociais, viabilizando um estudo mais profundo e a construção de conhecimentos consistentes e científicos. Os procedimentos envolveram a observação participante, entrevistas semi-estruturadas com os professores, diários de campo e a elaboração de outras técnicas de coleta de dados. A partir da análise do material obtido foi possível verificar que o brincar, como atividade essencial para o desenvolvimento infantil, é visto ainda como um momento de “desgaste de energia” ou como um “instrumento pedagógico” de alfabetização, o que o descaracteriza, em suas funções, segundo a teoria histórico-cultural.
PALAVRAS-CHAVE: BRINCAR, EDUCAÇÃO INFANTIL, APOSTILA

 

SESSÃO - LINGUAGENS EM EDUCAÇÃO INFANTIL 11
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: LL 02

TÍTULO: O QUE DIZEM CRIANÇAS DE 1 A 2 ANOS SOBRE A CRECHE QUE FREQUENTAM?
AUTOR(ES): GABRIELA GUARNIERI DE CAMPOS TEBET
RESUMO:
Este trabalho foi realizado partir das contribuições da Sociologia da Criança e da Infância e configura-se como uma pesquisa desenvolvida em 2008 com crianças de 1 a 2 anos que contou com a participação da professora Cícera Martins Palmeira para a sua execução. Buscamos com este trabalho compreender a visão que as crianças têm da creche que frequentam, considerando suas formas de expressão, tão peculiares. Por meio desta pesquisa pudemos observar que elas não veem a creche como um lugar ruim e elas inclusive indicam que gostam da creche. No entanto, quando a creche busca se aproximar do modelo escolar, antecipando o processo de escolarização das crianças pequenas (marcado, dentre outras coisas pela salinha, pela lição e pela expectativa de um modo específico de ser, de se comportar, etc), as experiências vividas em outros espaços se tornam muito mais significativas do que aquelas vividas na instituição de educação infantil. Para as crianças, a creche é muito mais que um aglomerado de espaços organizados pelos adultos para atendê-las, é um espaço resignificado e apropriado pelas crianças diariamente, de tantas formas quanto lhes pareça pertinente. Para elas, a instituição educacional que frequentam é muito mais do que um lugar para comer, dormir e fazer lição, é lugar de brincar com os passarinhos, de ver peixes, aviões. Um lugar de encontrar as professoras e os amigos, de criar e inventar e viver a infância na sua plenitude.
PALAVRAS-CHAVE: CRIANÇAS, CRECHE, SOCIOLOGIA DA INFÂNCIA

TÍTULO: CENTROS DE CONVIVÊNCIA INFANTIL – CCI´S/UNESP: PERCURSO HISTÓRICO E DESAFIOS ATUAIS NO CONTEXTO PÓS-LDB (LEI 9.394/96)
AUTOR(ES): GILZA MARIA ZAUHY GARMS
RESUMO:
Tendo em vista as exigências legais de adequação pedagógica das instituições de educação infantil, a PRAD – Pró-Reitoria da Administração da UNESP, criou no ano de 1988 a Comissão Técnica dos Centros de Convivência Infantil, tendo como metas: promover a inserção dos CCI´s nos sistemas de ensino, efetuar a revisão da estrutura e funcionamento dos CCI´s (regimento, recursos humanos, objetivos, etc.) e implementar um debate para definição de uma nova orientação pedagógica. Para atender tais propósitos, a Comissão Técnica foi composta por membros de diversas unidades universitárias envolvidas com a educação infantil – pedagoga, psicóloga, nutricionista, pediatra, assistente social, odontopediatria e supervisora de creche. Assim, esta investigação objetiva descrever e analisar o processo de adaptação dos CCI´s da UNESP às diretrizes legais contemporâneas, em especial à Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9.394/96), no período compreendido entre os anos de 1998 e 2009. A investigação enquadra-se na modalidade estudo de caso, tendo como instrumentos metodológicos: entrevistas semi-estruturadas, observações e análise documental. Em ação conjunta com as supervisoras dos quatorze campi que comportam os Centros, alguns procedimentos para a concretização da pesquisa já se iniciaram, sendo eles: levantamento de dados para caracterização administrativa, física e pedagógica das unidades; diagnóstico das propostas pedagógicas existentes e seus possíveis desdobramentos; análise dos novos objetivos, estrutura e funcionamento propostos aos CCI´s em confronto com a legislação vigente; avaliação do processo de intersecção entre a construção das “Diretrizes Técnicas: um espaço educativo” com a construção da “Política para os Centros de Convivência Infantil/UNESP” e sua implementação. Tais dados serão analisados por meio de categorias de análise pré-elaboradas, sendo elas: concepção de criança, concepção de educação, organização do tempo e do espaço e estruturação das rotinas. Pretende-se ainda realizar a descrição histórica e avaliação crítica do processo vivido ao longo do período em questão
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO INFANTIL, CUIDAR E EDUCAR, PROPOSTA PEDAGÓGICA

 

TÍTULO: PROJETO DE HORTAS SUSPENSAS COMO TEMAS TRANSVERSAIS NA EDUCAÇÃO INFANTIL DE 0 A 3 ANOS, SOB O PONTO DE VISTA DO INCENTIVO À LEITURA.
AUTOR(ES): GIORDANA MAZZIERI DA SILVA
RESUMO:
O presente trabalho tem como objetivo questionar o trabalho pedagógico acerca da leitura na Educação Infantil de 0 a 3 anos, no município de Mauá, na Grande São Paulo. Visto que a creche nesta cidade vivencia um paradoxo, está inserida na contramão da legislação brasileira por priorizar o assistencialismo em detrimento do ensino e luta para garantir às crianças desta faixa etária um espaço educacional de qualidade. A dicotomia assistencial/educacional dificulta aos docentes encontrar novas perspectivas de trabalho que estimulem todas as inteligências das crianças, principalmente a linguística, mitificada por muitos professores. Os projetos de horta e horta suspensa, integrantes em Projetos Políticos Pedagógicos implantados em duas escolas dessa rede Municipal de Ensino, foram elementos catalisadores da mudança do paradigma de criança totalmente dependente do adulto para um no qual ela tem liberdade de exercitar todas as suas habilidades cognitivas, motoras, sociais e afetivas. O trabalho com os cuidados da horta, o plantio de legumes e verduras, o auxílio aos colegas no processo de adubar, regar, colher e consumir o que foi produzido, tornou possível às crianças concretizarem passagens de contos e fábulas, por meio da leitura e atividades relacionadas às histórias narradas e interpretadas. Sendo assim, a horta é utilizada como uma ferramenta para o incentivo à leitura, desmitificando o mesmo, pois amplia as possibilidades de trabalho nesta área, que deixa de ser apenas o ato de contar histórias, trazendo uma relação mais concreta com a vida das crianças.
PALAVRAS-CHAVE: HORTA SUSPENSA, EDUCAÇÃO INFANTIL, INCENTIVO À LEITURA

 

TÍTULO: O REGISTRO ATRAVÉS DA FOTOGRAFIA: AS DIVERSAS ESTRATÉGIAS DE SE TRABALHAR COM A LINGUAGEM ESCRITA NA EDUCAÇÃO INFANTIL
AUTOR(ES): GISELE CAMOLEIS SANTANA
RESUMO:
Com crianças de diferentes faixas etárias na Educação Infantil, é possível se trabalhar a linguagem escrita e seus usos sociais de diferentes formas, em variados momentos do ambiente escolar em que os pequeninos estão inseridos. Utilizando-se a comunicação como principal meio de interação social e partindo dela para outros tantos recursos presentes na vida e na creche, é notório e concreto o desenvolvimento da leitura e da escrita com significado nas turmas de Educação Infantil. Jamais menosprezando as demais formas de expressão humana, a linguagem escrita não é descartada e nem destacada da realidade vivenciada pelas crianças e por adultos neste contexto, pelo contrário, o texto está sempre permeado das experiências, descobertas e conhecimentos desenvolvidos pelos sujeitos. Através da fotografia, o adulto pode registrar as construções que vão sendo realizadas pelas crianças ao longo dos tempos e dos espaços planejados. Desta forma, a imagem ali buscada tenta mostrar parte de um intenso movimento de produção de conhecimento, ilustrando algumas situações, brincadeiras e brinquedos que permitem este percurso, como a leitura compartilhada de literaturas, poesias, contos, fábulas, lendas; a criação de histórias individuais ou coletivas; os registros no livro da turma – as crianças como autores e a professora como co-autora e “escriba”; as visitas à biblioteca; o acesso direto aos livros, revistas, pastas, crachás, cadernos, computadores; o teatro; o teatro de fantoches; as cantigas populares; as canções autorais e seus encartes; as músicas produzidas coletivamente; a capa do DVD e do CD; o contato permanente com lápis, giz, caneta, papel, chão, lousa; as receitas; os recados e convites enviados às famílias dentre outros.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO INFANTIL, LINGUAGEM ESCRITA, REGISTRO

TÍTULO: HORA DO TRABALHINHO! (O QUE É PEDAGÓGICO NA EDUCAÇÃO INFANTIL?)
AUTOR(ES): GRAZIELA ESCANDIEL DE LIMA
RESUMO:
Este texto apresenta uma síntese reflexiva e argumentativa acerca de como percebo como complexa a questão do que se concebe como trabalho pedagógico na Educação Infantil. Esse trabalho leva em consideração uma análise realizada em “trabalhinhos” de uma criança realizados em turmas de Jardim e Pré-escola, nos anos de 1978 e 1979, comparando-os aos de uma criança que frequentou a Pré-escola nos anos de 2003 e 2004. Para tal análise os trabalhos foram agrupados por “Temas” ou “Propostas” de acordo com o que se mostrava nos mesmos. Assim, os quadros estão organizados conforme as categorias: Datas comemorativas; Ligue-ligue e Recorte e colagem. Nestes quadros há uma relação comparativa num recorte temporal com intervalo de até 26 anos entre os trabalhos, o que nos possibilita considerar que há um entendimento de que o trabalho pedagógico na educação da criança pequena caracteriza-se pela (re)produção, em papéis, de trabalhos que registrem as supostas aprendizagens das crianças. Outro aspecto que se relaciona a estas produções se materializa nos relatos de alunas em situação de observações que acontecem anteriormente aos estágios no curso de Pedagogia. O que se vê nessas ocasiões é a desconsideração de que há um conjunto de ações necessárias na condução dos trabalhos junto às crianças pequenas e que essas ações estão ligadas ao cuidado e educação das mesmas e envolvem diretamente as rotinas; pois que os “trabalhinhos” acontecem em um horário pré-determinado e com ações geralmente condicionadas aos horários de alimentação, limpeza de sala e higiene das crianças. Nesse sentido, pondera-se a necessidade de rediscutir o que configura o trabalho pedagógico a ser realizado com as crianças na Educação Infantil buscando assim dimensionar aspectos teóricos e metodológicos que precisam estar presentes na formação de pedagogos nos tempos de hoje, já que historicamente esta questão não se resolveu.
PALAVRAS-CHAVE: TRABALHO PEDAGÓGICO, FORMAÇÃO, EDUCAÇÃO INFANTIL

 

SESSÃO - LINGUAGENS EM EDUCAÇÃO INFANTIL 12
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: LL 02

TÍTULO: FORMAÇÃO DE LEITORES NA EDUCAÇÃO INFANTIL E AS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS
AUTOR(ES): GREICE FERREIRA DA SILVA
RESUMO:
Este trabalho trata de uma pesquisa-ação realizada com uma classe de Pré III de uma escola pública municipal da cidade de Marília-SP, com crianças de cinco e seis anos. A pesquisa tem como objetivos: verificar como a formação de alunos leitores ocorre na Educação Infantil em um processo que considera a leitura como compreensão, envolvendo a apropriação dos significados presentes na situação de leitura, em atividades que façam sentido para o aluno, no contexto das histórias em quadrinhos; identificar as atitudes próprias de um leitor como parte do processo de apropriação da leitura por crianças de cinco e seis anos; verificar como ocorre o processo de atribuição de sentido na leitura desse gênero discursivo; verificar como a metodologia adotada pela professora interferiu no processo de apropriação da leitura dos alunos. Esta pesquisa foi fundamentada no arcabouço teórico de Bakhtin em diálogo com a Teoria Histórico-Cultural, com outros estudiosos sobre a leitura e sobre as histórias em quadrinhos. Teve como instrumento de coleta de dados entrevistas semi-estruturadas, as falas das crianças e a observação universal. Os instrumentos de análise de dados foram a análise microgenética fundamentada na Teoria Histórico-Cultural e a análise do discurso na perspectiva de Bakhtin. Como resultados aponta-se a modificação da concepção de leitura-decifração para leitura-compreensão e o redimensionamento da prática educativa em que o ensino e a aprendizagem da leitura são movidos pela necessidade e pelo interesse das crianças e estão intimamente relacionados com a produção de sentido num processo interativo. Aponta-se também que a leitura de diferentes gêneros discursivos, bem como as situações de leitura planejadas intencionalmente contribuem para a formação leitora e que o processo de apropriação da leitura pode se iniciar na Educação Infantil, dependendo das condições de vida e de educação das quais as crianças participam.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO DO LEITOR, HISTÓRIAS EM QUADRINHOS, EDUCAÇÃO INFANTIL

 

TÍTULO: A ORALIDADE, LEITURA E ESCRITA NO COTIDIANO INFANTIL
AUTOR(ES): ILZE MARIA COELHO MACHADO
RESUMO:
Este artigo sintetiza algumas práticas docentes que focalizam o trabalho com as linguagens: oralidade, leitura e escrita na primeira infância, realizado por professoras de Educação Infantil de uma rede pública. Constitui-se em aspectos abordados na pesquisa, expressa na dissertação defendida recentemente, que teve como análise a compreensão da organização do trabalho pedagógico desenvolvido na Educação Infantil, com turmas de Pré-escola. No que tange ao trabalho com oralidade , leitura e escrita, as professoras manifestaram que essas linguagens são privilegiadas no desenvolvimento de suas ações educativas, tendo em vista o momento vivenciado pelas crianças na faixa etária de três a cinco anos, suas necessidades, seu desenvolvimento e suas aprendizagens. As propostas para o desenvolvimento da oralidade infantil se caracterizam como uma prática diária, bem como os momentos de leitura de histórias. Todavia a intencionalidade dessas ações incita dúvidas nas professoras, percebe-se ainda a utilização da literatura infantil como pretexto para o encaminhamento de determinados conteúdos das áreas priorizadas no trabalho com os pequenos. Quanto à escrita, evidencia-se a preocupação com a apropriação do código, principalmente com crianças de quatro a cinco anos de idade, que no ano posterior estarão inseridas em turmas do primeiro ano do Ensino Fundamental de nove anos. Os dados apontam que nem sempre o trabalho pedagógico que contempla essas linguagens, apresenta-se de forma contextualizada e significativa para as crianças, constituindo-se como práticas sociais de uso real.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO INFANTIL, LINGUAGENS, TRABALHO PEDAGÓGICO

 

TÍTULO: CURRÍCULO DE LEITURA E ESCRITA NA EDUCAÇÃO INFANTIL DA REDE MUNICIPAL DE SÃO PAULO
AUTOR(ES): IRENE GARCIA COSTA DE SOUZA
RESUMO:
O presente trabalho tem por objetivo o estudo da educação infantil na rede municipal da cidade de São Paulo, por meio da análise das propostas curriculares das diferentes gestões municipais. Toma-se como marco inicial o currículo de 1975, proposto para as recém criadas Escolas Municipais de Educação Infantil (EMEIs), sucessoras dos Parques Infantis. Optar pelo currículo como objeto de estudo se justifica por entendermos que, por meio dele, são explicitadas as concepções basilares da educação infantil. Organizar um currículo significa detalhar o que se pretende, como se pretende, por que se pretende e a para quem se pretende construir uma dada proposta pedagógica. O currículo, na rede de ensino pública, tem por função explicitar uma intenção assumida pelo poder público, ainda que no campo subjetivo e, muitas vezes, em discrepância com as reais condições que este mesmo poder público oferece às escolas. O currículo é também um elemento formativo quando chega às escolas e professores, pois nele estão expressas bases teóricas, arranjo de conteúdos (seleção e organização) e, em regra, sugestão de operacionalização por meio de atividades, além de orientações sobre o ato de planejar e avaliar entre outros elementos. Assumimos como recorte o universo da linguagem verbal. Ou seja, vamos buscar nas propostas curriculares o lugar da linguagem e as concepções que estão implícitas a essas propostas. O caminho metodológico inclui a pesquisa em acervo histórico de documentos e a análise de conteúdo dos textos para a construção de categorias de análise que permitam desvelar a trama das concepções que se sucedem e que, ao longo do tempo, forjam a prática de professores. Objetivamos, portanto compreender essa trama histórica das propostas pedagógicas para a educação infantil.
PALAVRAS-CHAVE: CURRÍCULO, LINGUAGEM, LEITURA E ESCRITA

 

TÍTULO: AS CATEGORIAS POLÍTICAS PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL: UM ESTUDO DOS ENUNCIADOS NA REVISTA NOVA ESCOLA E NA REVISTA CRIANÇA.
AUTOR(ES): JANI ALVES DA SILVA MOREIRA, ÂNGELA MARA DE BARROS LARA
RESUMO:
O artigo refere-se a uma análise dos enunciados retratados em artigos sobre a política educacional para a educação infantil entre os anos de 1990 a 2000, em duas revistas dirigidas aos professores desta área: a Revista Nova Escola (Editora Abril) e a Revista Criança (MEC). A análise apresentada é fruto da pesquisa ocorrida no período de 2004 a 2006 no mestrado em educação realizado na Universidade Estadual de Maringá-PR, com a dissertação intitulada: Políticas públicas para a educação infantil em revistas dirigidas: uma análise da revista nova escola e revista criança na década de 1990. A Educação Infantil, sendo primeira etapa da educação básica é aqui definida como um espaço educativo e cultural que visa atender a criança de zero a cinco anos. As categorias políticas aqui retratadas exprimem e compõem a linguagem e a formação de conceitos que definiram o rumo e a configuração das ações governamentais e educativas para essa etapa da educação. A metodologia empregada consiste numa análise do conteúdo sobre as principais categorias políticas evidenciadas. Parte-se de uma compreensão inserida na totalidade histórica, que considera os enunciados como particularidades que exprimem as relações da vida material, portanto, são determinações históricas que culminam na concretização das políticas para a educação infantil, nas ideias e ações de um Estado que atua como mantenedor da ordem do capital. Conclui-se que as principais categorias políticas recorrentes para a Educação Infantil, enquanto um espaço cultural e educativo para a criança de zero a cinco anos foram: a Qualidade, a Descentralização e a Focalização. Tais categorias são conceituadas e analisadas enquanto políticas de ajustes estruturais neoliberais.
PALAVRAS-CHAVE: POLÍTICAS EDUCACIONAIS PARA EDUCAÇÃO INFANTIL, ESTADO, QUALIDADE, DESCENTRALIZAÇÃO E FOCALIZAÇÃO.

 

TÍTULO: A PEDAGOGIA DE FROEBEL E A RELEVÂNCIA DAS BRINCADEIRAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL: UM OLHAR PARA AS MÚLTIPLAS LINGUAGENS NA INFÂNCIA
AUTOR(ES): JAQUELINE DELGADO PASCHOAL
RESUMO:
Esse estudo tem como objetivo discutir a contribuição do pensamento de Froebel para a educaçao infantil. Justifica-se a intenção da pesquisa, pois, considera-se que esse pensador contribuiu para esse nível de ensino ao defender que as brincadeiras possibilitam à criança a capacidade de se desenvolver a aprender num ambiente qualificado, por meio da interação com seus pares. Para o desenvolvimento desse trabalho, optou-se pela pesquisa qualitativa, de caráter bibliográfico, na qual, por meio do referencial froebeliano, foi possível verificar que esse educador reconheceu que as brincadeiras são capazes de desenvolver a espontaneidade da criança e a manifestação da sua capacidade criativa e produtiva, sendo essencial para seu crescimento e desenvolvimento. Por isso atribuiu enorme significado à liberdade dos movimentos infantis no momento de brincar, chamando a atenção para o vestuário da criança que deveria ser livre de laços e pressões de todos os tipos. Atribuiu aos centros de educação infantil a responsabilidade de proporcionar atividades de cooperação, jogo livre, atividades diversas de livre expressão, acesso à música e o desenvolvimento da linguagem infantil, devendo o professor ser mediador nesse processo. Os resultados parciais da pesquisa demonstram que na perspectiva de Froebel, brincando, a criança fortalece os músculos de todo o seu corpo; daí a ênfase nas brincadeiras livres principalmente porque auxiliam o desenvolvimento da auto-atividade e o desenvolvimento das sua diferentes linguagens.
PALAVRAS-CHAVE: FROEBEL, EDUCAÇÃO INFANTIL, LINGUAGENS NA INFÂNCIA

 

SESSÃO - LINGUAGENS EM EDUCAÇÃO INFANTIL 13
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: LL 08

TÍTULO: A CONSTRUÇÃO DA PROFISSÃO DOCENTE DE CRECHE A PARTIR DAS LUTAS SINDICAIS
AUTOR(ES): JOSEANE MARIA PARICE BUFALO
RESUMO:
Esta pesquisa de doutorado teve por objetivo a análise do modo como a profissão docente de creche está sendo construída nos movimentos de resistências culturais, tendo sido eleito para o desenvolvimento desta o “Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Campinas” (STMC). Nessa perspectiva, examinei os documentos do STMC no período de 1988 a 2001. A ideia de docência aqui apresentada vai além do trabalho na creche com as meninas e os meninos de 0 a 3 anos, incluindo, assim, a complexa formação política e cultural das docentes, com focalização na organização sindical. Para o desenvolvimento das análises destas categorias pauto-me, principalmente, em Edward Palmer Thompson (1981, 1998), pois ele abre caminhos, a partir do marxismo, para a percepção das culturas como dimensão fundamental de luta e tensão. Além do que, o conceito de classe social, nesse autor, está entre suas principais contribuições teóricas. Nesta pesquisa as docentes de creche são entendidas como produtoras de culturas, como sujeitos da história que se constroem nas relações de trabalho, de gênero, de idades, de etnias. Neste sentido, as analiso como pertencentes a uma classe social. Ao mesmo tempo, situo historicamente o Sindicato, focalizando-o através dos tempos em sua composição e organização, destacando nas análises as relações de gênero e a educação infantil. Destaco, finalmente, que descobri, nesta pesquisa, que na trajetória das reivindicações dessa categoria, nem só o salário estava presente nos respectivos documentos, e, sim, encontram-se tantas outras reivindicações, tais como a exigência de melhoria da formação docente, mostrando, assim, que nem só de salário vivem as docentes de creche.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO DE PROFESSORAS E PROFESSORES, CLASSES SOCIAIS, RESISTÊNCIA CULTURAL

 

TÍTULO: DESENHOS DE CRIANÇAS DE ETNIA CIGANA: CONHECENDO PARTICULARIDADES DE SEU UNIVERSO CULTURAL.
AUTOR(ES): JOSETH A. O. JARDIM MARTINS, CATARINA DE SOUZA MORO
RESUMO:
A comunicação que nos propomos apresentar resulta da análise de dados parciais de uma investigação em andamento cuja preocupação primeira é a de compreender como o ambiente cultural interfere no desenho infantil, mais especificamente o desenho espontâneo, buscando identificar as principais características presentes nesses desenhos. Utilizando desenhos das crianças como elemento de referenciação simbólica de seu universo cultural, procuramos analisar os temas e conteúdos expressos nas produções de crianças de etnia cigana com idades variando de quatro a seis anos. Nesse sentido, partindo do conhecimento que a cultura cigana é de tradição oral, ágrafa, ou seja, não valoriza a produção gráfica como forma de expressão, optou-se em buscar elementos que desvelem particularidades nos desenhos de crianças dessa etnia. A pesquisa, de orientação qualitativa, cujo referencial teórico-metodológico baliza-se nos estudos de Vygotsky (1979 e 1994), Iavelberg (1995), Silva (2002), Gobbi (2002), parte da compreensão de que existem semelhanças e diferenças nos desenhos produzidos por crianças de diferentes ambientes sócio-culturais. Segundo Gobbi (2002), o desenho e a oralidade infantil, podem ser “compreendidos como reveladores de olhares e concepções dos pequenos e pequenas sobre seu contexto social, histórico e cultural, pensados, vividos e desejados” (p. 71). Atualmente, encontramos na literatura internacional, estudos cujo objeto de interesse é a criança cigana inserida em contexto educativo, tais como: Marmeleira (2007), Casa-Nova (2006), Ventura (2004), Alexandre (2003), Liegóis (2001) e Chaves (2001); no entanto, não existem estudos cujo foco de investigação seja a produção gráfica de crianças desta etnia. No Brasil, a inexistência de pesquisas que envolvam crianças ciganas, reclama a necessidade de estudos nesta direção.
PALAVRAS-CHAVE: CRIANÇAS CIGANAS, DESENHO, CULTURA

 

TÍTULO: “ERA UMA VEZ...AS DIFERENTES LEITURAS DE UM CONTO DE FADAS“
AUTOR(ES): JULIANA BUENO DA SILVA, RENATO SCHERRER
RESUMO:
Esta comunicação visa relatar uma experiência pedagógica vivida numa sala de aula de educação infantil com alunos na faixa etária de quatro anos. As atividades desenvolvidas para este trabalho partiram de um conto de fadas, “Chapeuzinho Vermelho”, para o qual foram explorados vários recursos didáticos como: leitura de livro feita pela professora; reconto pelos alunos através da leitura de sequência de imagens e reprodução da mesma; conto e reconto com avental e luva com dedoches; exibição do vídeo com a história tradicional para caracterizar as personagens e desconstrução das mesmas através do vídeo “Deu a louca na Chapeuzinho”; reprodução artística dos cenários; leitura não-convencional de cartaz; modelagens e outras formas artísticas de expressão como teatro, música e outras técnicas diversificadas de artes visuais envolvendo o reconto e a compreensão da história escolhida pelas crianças. As atividades envolveram uma interdisplinaridade curricular, tendo por objetivos: formação de pré-leitores desenvolvendo o gosto pela leitura, mesmo que de forma não-convencional através de trabalho com diferentes gêneros textuais que se pode extrair do tema escolhido; observação das características do conto; reconhecimento das personagens e suas características; utilização de diferentes formas de representações e expressões desse conto; contextualização do ensino da matemática através do conto; e reconhecimento fonológico entre as letras do alfabeto ou nomes dos alunos e nomes de personagens, objetos e cenas, associando-os. Foi através dessa experiência pedagógica que percebemos o quanto é imprescindível que este primeiro contato do aluno com o mundo da leitura seja prazeroso, pois o impacto que essa atividade causa na criança poderá influenciá-la a gostar ou não da leitura.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, CONTO DE FADAS, INTERDISCIPLINARIDADE

 

TÍTULO: ONDE ESTÃO OS ESPAÇOS DA LEITURA NA EDUCAÇÃO INFANTIL?
AUTOR(ES): KARLA APARECIDA ZUCOLOTO
RESUMO:
Neste texto discute-se a prática da leitura junto a bebês e crianças bem pequenas tendo como referencial teórico os conceitos jogo e brincadeira como atividades inerentes ao desenvolvimento infantil. Por meio de um estudo teórico da especificidade dos termos leitura, jogo, brinquedo e brincadeira, e de sua relação com infância e criança, analisa-se o papel do adulto como responsável pela organização do ambiente letrado e dos materiais que possibilitam a interação das crianças com os diversos portadores de texto nas instituições para crianças pequenas. Repensar o processo de educar crianças pequenas em espaços coletivos, concebidos pelos adultos como adequados para a educação de sujeitos de tenra idade, nos leva a discutir a necessidade da formação inicial e permanente com vistas a uma prática de qualidade que amplie os espaços de leitura que se caracterizam pela brincadeira nas instituições para a infância. Leitura como prazer, como encontro e como oportunidade para que crianças pequenas e bebês possam explorar o universo da leitura de forma lúdica e como recurso para conhecer o mundo e, como bem defendeu Malaguzzi, se expressar através das “cem linguagens“ que possui. Ler com os olhos do outro, com a voz do outro, com o ritmo do outro para descobrir “cem modos de pensar”.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, CRIANÇAS, BRINCADEIRA

 

TÍTULO: DA HISTÓRIA DE VIDA AOS CONTOS DE FADAS: UM PROCESSO DE INSERÇÃO DAS CRIANÇAS NAS CULTURA DA ESCRITA
AUTOR(ES): LAILA AZIZE SOUTO AHMAD
RESUMO:
Este trabalho refere-se a fragmentos de práticas educativas com crianças da creche – 2-3 anos de idade, no interior do Núcleo de Educação Infantil Ipê Amarelo (creche universitária da UFSM). Essas práticas desenvolveram-se em torno da diversidade de linguagens expressivas como forma de promover a inserção das crianças nas culturas e práticas sociais do nosso mundo – letrado e tecnologizado. Foram desenvolvidas atividades intencionalmente organizadas para privilegiar a criança como protagonista e ator principal, a partir do reconhecimento de sua história como personagem da vida real, assim como os personagens dos contos de fadas que lhes são periodicamente apresentados. A partir desse processo, as crianças interagiram com diversos gêneros literários – poesias, narrativas, contos de fadas e ainda histórias nas quais os personagens se apresentavam como super-heróis dentro dos contextos vividos. Essas histórias eram contadas pelas próprias crianças, através da leitura de imagens, previamente contadas e compartilhadas pelos pais, anteriormente em casa. A metodologia utilizada baseou-se numa pesquisa com as crianças, na qual estas em conversas com os pais , fizeram a escolha da história infantil que elas mais gostavam ou que acreditavam que mais se identificasse com a sua própria história de vida. A organização das atividades foi conduzida pelas professoras junto com as crianças, vários foram os recursos utilizados, dentre eles exploração do ambiente próximo e, ainda, releitura e reescrita através de desenhos e histórias coletivas , na qual as crianças expressavam suas percepções sobre o contexto vivenciado.
PALAVRAS-CHAVE: CULTURA ESCRITA, GÊNEROS NARRATIVOS, EDUCAÇÃO INFANTIL

 

 

SESSÃO - LINGUAGENS EM EDUCAÇÃO INFANTIL 14
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: LL 08

 

TÍTULO: O BRINQUEDO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: PATRIMÔNIO HISTÓRICO-CULTURAL E PROMOTOR DAS CULTURAS DA INFÂNCIA
AUTOR(ES): LARISSA APARECIDA TRINDADE DOS SANTOS, JOSÉ MILTON DE LIMA
RESUMO:
A presente pesquisa, financiada pela FAPESP, tem como objeto de investigação o brinquedo na Educação Infantil. Está vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Educação da FCT – UNESP, Campus de Presidente Prudente. A investigação parte do pressuposto de que, de modo geral, instituições de Educação Infantil não têm considerado as crianças nas suas necessidades e singularidades. Atividades e ambientes artificiais são organizados e alicerçados sob a ótica adultocêntrica, nos quais crianças são obrigadas a se enquadrar mesmo que essas situações pedagógicas sejam desprovidas de sentido e significado para elas. Nesse contexto, o brinquedo como elemento da cultura, que revela conhecimentos, valores, habilidades e atitudes, não tem sido apreciado e empregado como suporte e meio de comunicação e aprendizagem. A pesquisa estabelece como objetivos centrais: compreender como o brinquedo vem sendo utilizado no contexto de instituições educacionais infantis; verificar com que frequência e de que forma o brinquedo é utilizado na prática educativa; quais as concepções de brincar, de criança que amparam os professores investigados. A pesquisa é de natureza qualitativa e adota como principal procedimento metodológico a abordagem exploratória e descritiva. Para tal fim, contempla os instrumentos de observação, entrevista semi-estruturada e análises bibliográficas. Os referenciais teóricos básicos estão embasados, em especial, na Sociologia da Infância e na Teoria Histórico Cultural. Por último, destaca-se que os avanços conquistados na investigação contribuem para a superação de tendências que tratam o brinquedo de forma reducionista, empregando-o sem planejamento e intencionalidade educacional, mas como material que atrai e distrai as crianças em momentos específicos. Pretende-se na pesquisa, além da compreensão das realidades estudadas no que se refere ao tema investigado, indicar proposições que possam subsidiar práticas educativas que valorizam as crianças nas suas especificidades e assumem o brinquedo como patrimônio histórico-cultural e uma linguagem indispensável na promoção das culturas da infância.
PALAVRAS-CHAVE: BRINQUEDO, INFÂNCIA, CULTURA

 

TÍTULO: CRIANÇAS LEITORAS E LEITURAS INQUIETANTES.
AUTOR(ES): LAUREN SOUZA DO NASCIMENTO MARCHESANO
RESUMO:
As crianças leem. O que as crianças de 4 e 5 anos estão lendo? O que um potente leitor de 5 anos, ao ler sozinho o poema de Paulo Leminski, “A lua no cinema”, quer descobrir ao derivar da leitura do texto literário a seguinte questão: “...como a lua foi ao cinema?” A proposta traz para a arena da pesquisa acadêmica a inquietação dessa criança como sujeito-autor de leituras literárias mobilizadoras de sentidos. Como eixo básico da investigação, aponto a leitura das crianças de 4 e 5 anos com o sentido de estranhamento e recriação do mundo. No campo da linguagem, subjetividade e cultura, do Programa de Pós-graduação em Educação da UFF/RJ, busco mostrar a “mistura” de hipóteses e recursos que ela, criança, numa perspectiva discursiva, vai construindo/desconstruindo nos lugares semiotizados pelas linguagens para ler o mundo e, posteriormente, na escola, para ler textos verbais de forma sistematizada e plural. Escolho como caminho teórico da pesquisa analisar as hipóteses das crianças e suas leituras, considerando os estudos de Mikhail Bakhtin e seus interlocutores, tentando construir um referencial teórico-metodológico pressupondo a infância como uma construção histórica e as crianças enquanto sujeitos que se constroem culturalmente, sendo também capazes de produzir linguagens, cultura e conhecimento, complexamente.
PALAVRAS-CHAVE: CRIANÇA, LEITURA, EXPERIÊNCIA

 

TÍTULO: A LEITURA FEITA PELO PROFESSOR
AUTOR(ES): LEUSA DE MELO SECCHI
RESUMO:
Embora a leitura feita pelo professor seja indispensável para que as crianças possam compreender o sentido e o significado dessa atividade nas instituições educativas e também contribuir para o desenvolvimento da linguagem, ampliação do universo cultural e formação leitora, em geral, o que o professor revela na sua atuação e formação é uma fragmentação e distanciamento dessa prática como uma situação social real. A maneira como o professor concebe e desenvolve essa prática; a forma como planeja e encaminha as atividades de leitura com as crianças reflete condicionamentos e concepções que têm demonstrado a utilização de obras empobrecidas do ponto de vista da linguagem, a ausência de uma organização prévia, a recorrência de desenvolver atividades após a leitura e também a dificuldade de incluir a leitura como atividade permanente. Garantir tempo e espaço na instituição educativa para a atividade de leitura fazer parte da rotina de trabalho do professor e tornar-se uma atividade permanente nas salas de Educação Infantil são desafios a serem materializados em projetos de formação docente. Por isso, desenvolvemos no ano de 2007 em parceria com o Instituto Avisalá, por meio do Programa Formar em Rede o projeto “Cultura escrita: a leitura feita pelo professor” como viabilização deste processo. Para isso, mantivemos encontros mensais de formação com as professoras participantes e encontros presenciais nas instituições como forma de garantir uma formação mais profunda e fundamentada na atuação de um professor leitor, que consequentemente contribuiu para a formação leitora das crianças. Autora:Leusa de Melo Secchi Mestre em Educação pela UFMS. Técnica da Secretaria Municipal de Educação de Campo Grande/MS. Membro do Fórum de Educação Infantil de MS. Professora do curso de Pedagogia do Instituto de Educação Superior-FUNLEC.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, PROFESSOR, CULTURA ESCRITA

TÍTULO: A PEDAGOGIA WALDORF E A EDUCAÇÃO INFANTIL
AUTOR(ES): LUCIANA DOS SANTOS GONÇALVES
RESUMO:
Esta pesquisa aborda os fundamentos da Pedagogia Waldorf e a Educação Infantil. O problema de investigação é qual a concepção de educação e de criança que se apresenta na pedagogia Waldorf. Atualmente existem no Brasil 25 escolas Waldorf e 54 jardins-de-infância Waldorf. Os objetivos dessa pesquisa foram: a) analisar o contexto educacional da pedagogia Waldorf; b) identificar a concepção educação e de criança nesta pedagogia; c) refletir a prática pedagógica da escola Waldorf de Educação Infantil. Foram utilizadas fontes testemunhal e bibliográfica, observação direta tendo como referência a pesquisa qualitativa. A coleta de dados foi desenvolvida em três escolas Waldorf, sendo que duas de iniciativa pública no Rio de Janeiro e uma de iniciativa particular na cidade de Campinas. Destacamos a relevância desta pesquisa, quando ainda existem poucos trabalhos científicos acerca da Pedagogia Waldorf, contribuindo com uma nova linguagem de Educação Infantil. Com base nos resultados obtidos, constatamos que a concepção de criança baseia-se no amadurecimento da mesma no sentido que criança não nasce com todas as suas aptidões desenvolvidas, mas que a ela precisa ser conduzida pelo professor para poder definir a sua própria vida. Assim, a educação é vista como meio de desenvolver seres humanos livres, capazes, por eles próprios, de dar sentido e direção às suas vidas. A prática pedagógica está voltada para a realidade da comunidade escolar e para as necessidades dos alunos. Os pais participam na gestão da escola, colaborando na busca de soluções, comprometimento mútuo com a educação. Outro aspecto fundamental desta pedagogia é a capacitação dos professores de Educação Infantil, exige-se do professor, além da formação exigida pelo Ministério da Educação e Cultural (MEC), a formação específica oferecida nos Seminários da Pedagogia Waldorf.
PALAVRAS-CHAVE: PEDAGOGIA WALDORF, EDUCAÇÃO INFANTIL, PRÁTICA PEDAGÓGICA

 

TÍTULO: FORMANDO LEITORES, SABOREANDO SABERES: UMA EXPERIÊNCIA COM DIFERENTES GÊNEROS TEXTUAIS NA EDUCAÇÃO INFANTIL.
AUTOR(ES): LUCIANA MONTEIRO BARBOSA, SILENE CERDEIRA SILVINO DA SILVA, TARCIANA NEVES JORDÃO PALMEIRA
RESUMO:
A percepção da função da leitura e da escrita tem reflexos diretos no ensino, assim como sua significação tem importância para os indivíduos, variando de acordo com a cultura de cada grupo social (SOARES, 2001). Essa visão das diferentes funções e significações de uso da linguagem, de acordo com o grupo pertencente, traz implicações pedagógicas no ato de ensinar. As reflexões sobre o ensino da leitura e da escrita têm nos levado a acreditar que, nesse trabalho, o cotidiano pedagógico deve buscar saídas em que o trabalho com a linguagem ultrapasse os limites da decodificação e seja também um veículo que promova a formação integral do indivíduo, aproximando-o de seu mundo interior e ampliando sua visão externa do mundo que o cerca (FERREIRO, 1999). O trabalho com diferentes gêneros textuais é, por excelência, um meio que possibilita desenvolver plenamente o sujeito-leitor, em uma dimensão mais ampla e rica (BRONCKART, 1999). Tendo em vista uma preocupação cada vez maior com a leitura e escrita desde as séries iniciais, propomos o relato de uma experiência que nos remete à compreensão e à formação do leitor, através de dois instrumentos utilizados diariamente: a Pasta de Leitura e o Clube de Leitores. Com o primeiro, estimulamos a leitura, a interpretação e compreensão de textos, ampliamos o vocabulário e a oralidade das crianças, além de apresentar os diferentes gêneros textuais, suas características e funções. Com o segundo, incentivamos o prazer pela leitura através dos diferentes gêneros literários, trabalhamos a capacidade de argumentação para escolha do livro, o reconto, a identificação das personagens da história e a exposição de pensamentos. Desta forma, apresentaremos nossos trabalhos com a Pasta de Leitura e o Clube de Leitores nos quais buscamos promover o desenvolvimento cognitivo, afetivo e linguístico de nossas crianças.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO DE LEITORES, GÊNEROS TEXTUAIS, EDUCAÇÃO INFANTIL

 

 

SESSÃO - LINGUAGENS EM EDUCAÇÃO INFANTIL 15
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: Sala de Congregação

TÍTULO: RODAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL: UM ESPAÇO PRAZEROSO.
AUTOR(ES): LUCIANO MARCOS DA SILVA
RESUMO:
Rodas na Educação Infantil: um espaço prazeroso. As rodas vêm sofrendo um processo de banalização nas escolas de educação infantil, muitas salas constam às mesmas nas rotinas diárias, porém a realização prazerosa não acontece. A presente apresentação visa explicitar a importância das rodas na educação infantil, espaço esse de grande relevância no desenvolvimento integral das crianças, bem como apresentar uma proposta para o ingresso diário das crianças no espaço escolar, experiência vivenciada numa escola da Rede Municipal de Campinas. Essa proposta foi denominada Projeto “Roda Feliz”. O projeto consistia em diariamente, na entrada, todos sentados formando um círculo na sala, participar da atividade programada para o dia. Esse precioso momento foi organizado da seguinte forma: SEGUNDA FEIRA - Roda Cantada As crianças espontaneamente apresentam cantigas de roda que aprenderam em casa com seus familiares. TERÇA FEIRA - Roda da História Semanalmente as crianças faziam empréstimos de livros e a roda era o espaço para poder expor a leitura. QUARTA FEIRA - Roda Informativa As crianças contavam as notícias que eles viam na televisão e que seus familiares liam nos jornais e revistas. QUINTA FEIRA - Roda Carinhosa Através de músicas e dinâmicas, as crianças se tocavam gerando um contato físico que priorizava o carinho ao próximo. SEXTA FEIRA - Roda de Atividades físicas Era oferecido às crianças exercícios físicos através de brincadeiras e relaxamentos. Diariamente a roda era utilizada para trazer as novidades, mas ela não perdia o objetivo do dia. Durante a apresentação no 17º COLE poderemos conversar, visualizar através de fotos e vídeos a proposta explicitada acima. Luciano Marcos da Silva Matrícula: 1026500 CPF: 15499926867 Professor efetivo na CEMEI Lea Stranchman Duchovni Telefones: 32616125 (res) 32611061(com) 97335185 (cel) luciano.marcos@ig.com.br
PALAVRAS-CHAVE: RESSIGNIFICAR, PRAZER, ROTINA

TÍTULO: DIVERSIDADE DE INFÂNCIAS NA PAISAGEM FLUMINENSE: CRIANÇAS, SUAS CULTURAS E TERRITORIALIDADES.
AUTOR(ES): LUCIENE KARINE DA SILVA ROCHA
RESUMO:
Esta comunicação compartilha reflexões contidas no projeto de pesquisa vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal Fluminense, inserido no campo de Confluência Linguagem, Subjetividade e Cultura, que busca investigar ações e práticas educativas em diferentes instâncias e contextos, tendo como referência central seus sujeitos. Acreditamos que as crianças vivem suas infâncias de modos diferenciados em variados espaços e tempos. Entendemos que elas são atores sociais, seres produtores de cultura, situados histórica e geograficamente e, que ao mesmo tempo em que constroem o espaço geográfico, constroem suas subjetividades numa perspectiva dialética. Essa construção é permeada por ações que interferem nas relações com o mundo. Assim, é necessário refletir sobre suas linguagens espaciais, valorizando suas histórias e geografias. Por entendermos o espaço geográfico como elemento fundamental na construção dos sujeitos, trazemos as contribuições da Geografia da Infância, que tem como questão básica a compreensão da infância em seus diferentes contextos. Adotamos ainda como referenciais os estudos da Sociologia da Infância, que tentam romper com as visões tradicionais de criança como ser inacabado, em devir, que, um dia, se tornará um adulto. Desta forma a categoria infância passa a ser uma construção histórica, geográfica e social, diferenciando-se no espaço e no tempo, despertando interesses, dúvidas e inquietações. Temos o intuito de contribuir para o debate sobre a infância em diferentes contextos sociais, ajudando a pensar sobre o papel e o lugar das crianças na contemporaneidade, reconhecendo e respeitando sua diversidade.
PALAVRAS-CHAVE: SOCIOLOGIA DA INFANCIA, GEOGRAFIA DA INFANCIA, CULTURAS INFANTIS

 

TÍTULO: ANÁLISE DISCURSIVA DE SUJEITOS-ESCOLARES: COMO SÃO INSCRITOS SENTIDOS SOBRE A BIBLIOTECA ESCOLAR
AUTOR(ES): LUCÍLIA MARIA SOUSA ROMÃO
RESUMO:
O presente trabalho inscreve-se no âmbito da Análise do Discurso de linha francesa fundada por Pêcheux, que apresenta, de maneira privilegiada, a noção teórica de sujeito. Entendido como uma posição no discurso, o sujeito é permanentemente afetado por dois esquecimentos fundadores dos sentidos que ele produz: o primeiro diz respeito à ilusão de ser a fonte dos sentidos e o segundo relaciona-se com a certeza de que o seu pensamento é evidente e estrutura uma relação termo a termo com a realidade. É importante ressaltar que tais ilusões são constitutivas do dizer e necessárias para que o sujeito possa assumir-se na linguagem e apresentam uma relação estreita com o conceito de ideologia. É o trabalho da ideologia que produz as evidências para o sujeito tomar como fiéis e exatas as palavras, escolhendo certo modo de dizer e deixando de lado outros; assim, a ideologia é o mecanismo que naturaliza sentidos, aqueles possíveis para o sujeito na posição que ocupa. Mobilizamos tal estofo teórico na direção de escutar os sujeitos-escolares em seus movimentos de sentido, flagrando especialmente os modos como lhes parece evidente falar da biblioteca escolar. Assim, nessa pesquisa pedimos que sujeitos-criança, inseridos na rede municipal de ensino, desenhassem, pintassem e escrevessem sobre a biblioteca escolar, instituição cuja tarefa é (ou deveria ser) instalar movimentos de leitura no contexto da escola.
PALAVRAS-CHAVE: SUJEITO, SENTIDO, DISCURSO

TÍTULO: EXERCÍCIOS DE SER CRIANÇA - TRANSVENDO O MUNDO ATRAVÉS DO TEATRO, DO FOLCLORE E DA LITERATURA NA EDUCAÇÃO INFANTIL
AUTOR(ES): LUIZ FERNANDO DE SOUZA
RESUMO:
Através do livro de Manoel de Barros - Exercícios de Ser Criança - procuramos criar um espetáculo teatral em que as crianças pudessem experimentar o imaginário proposto pelo autor, auxiliadas pelo folclore brasileiro, através de várias canções infantis. As crianças e os adultos reproduziram situações propostas pela narrativa de Manoel de Barros, cantando, dançando e brincando. Levamos mais ou menos um mês, ensaiando, criando cenários (que foram construídos pelas crianças e pelos adultos), imaginando e realizando figurinos. Durante o processo, procuramos fazer com que as crianças compreendessem o universo fantasioso do autor, através das possibilidades que a dança e a música folclóricas infantis têm de provocar a alegria, o afeto, o sentimento e, consequentemente, a apreensão do conhecimento, levando-as a se apossarem das palavras do texto de Manoel de Barros e, quem sabe, assim, compreendessem o imaginário muito particular e poético do autor. Acreditamos que conseguimos alcançar algum resultado, pois ao final do processo, que se deu com a apresentação da peça para um público específico (pais, familiares, profissionais da Creche), as crianças demonstraram terem assimilado algumas das passagens da obra, pois reproduziam em voz alta, sem prévio acerto, frases inteiras, quando o adulto errava seu texto. O narrador adulto, em vários momentos, teve sua fala corrigida pelas próprias crianças, que faziam questão de se ater ao texto original de Manoel de Barros, fato que pode ser comprovado pelo DVD da peça que seguirá em anexo. Com esse trabalho, conseguimos mais uma vez realizar um trabalho em que a Arte exerce um papel fundamental no enriquecimento do imaginário da criança pequena, fazendo-a se apossar da cultura já estabelecida no mundo e através dessa ferramenta, levá-la a compreender o mundo que a cerca para tentar modificá-lo com o auxílio luxuoso da sensibilidade, do afeto, da expressividade.
PALAVRAS-CHAVE: TEATRO, LITERATURA, LINGUAGEM

 

TÍTULO: INFÂNCIAS EM PERIFERIAS URBANAS: COMO AS CRIANÇAS REPRESENTAM O ESPAÇO VIVIDO
AUTOR(ES): LUZIA GAVINA CRUZ BARRETO
RESUMO:
O presente trabalho tenciona apresentar alguns movimentos de uma pesquisa em fase de realização na Escola Municipal de Educação Infantil Arca de Noé, no município de São Gonçalo, na região metropolitana do leste do estado do Rio de Janeiro. Na pesquisa venho procurando realizar um trabalho investigativo que articula pesquisa e formação enquanto possibilidade político-epistemológica no processo de formação inicial e continuada de professoras que atuam junto à infância. Os meus interesses investigativos tomam como foco a percepção das crianças em relação ao local em que moram, a cidade e, principalmente, ao espaço da escola. Como procedimento teórico-metodológico, venho trabalhando o conceito de Alfabetização patrimonial (TAVARES, 2003) com as crianças da escola, a partir de suas falas, projeções textuais e , principalmente, os seus desenhos. Refletir como tem se dado a construção do conceito de espaço pela criança, quais os fatores e implicações dessa construção no currículo da educação infantil, além de investigar como a professora pode favorecer uma alfabetização patrimonial, são indagações necessárias para a compreensão de tal processo. A criança, a todo o momento, expressa seus sentimentos e pensamentos sobre aquilo que a cerca, seja através de brincadeiras, desenhos ou suas próprias falas. Portanto é necessário estar atento à fala dos pequenos a fim de ouvi-los e compreendê-los, levando em consideração o contexto no qual estão inseridos. Deste modo, o trabalho a ser apresentado destaca-se pelo desafio em compreender a maneira como a criança pensa e reflete sobre o mundo em que vive, como representa o seu espaço cotidiano, tais como a sua escola, casa, rua e como ressignifica aspectos de sua leitura de mundo, numa perspectiva freireana.
PALAVRAS-CHAVE: CURRÍCULO DA INFÂNCIA, ALFABETIZAÇÃO PATRIMONIAL, LINGUAGENS DA INFÂNCIA

 

 

SESSÃO - LINGUAGENS EM EDUCAÇÃO INFANTIL 16
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: Sala de Congregação

TÍTULO: NO REVELAR DA INFÂNCIA,DO LIVRO DA VIDA AO JORNAL
AUTOR(ES): MAGALI KRAMER DOS SANTOS
RESUMO:
Revelar, desvelar, um jeito uma maneira de observar, apurar o olhar, registrar momentos, vida. Se o foco é a criança, não significa romantizar, mas lembrar sempre do foco, para conseguirmos visualizar essa criança, nos apropriamos de instrumentos que registrem esse olhar e suas ações no tempo e no espaço da infância. Nossa inquietação em refletir sobre a prática, voltando no passado para planejar o presente, nos fez documentar nossas ações diárias no livro da vida. Quando tomamos coragem, não nos contentamos em mostrar a nossa prática, a nossa história só para as famílias do Centro de Educação Infantil.Queremos contaminar, atingir, encantar a comunidade inteira com os nossos registros fotográficos que ainda é o autor principal para as famílias. Ele é comparado com uma ilustração de um livro literário, ao olhar os rostos dos pais vendo a foto do filho em determinada situação (ligada ao projeto de turma), dá energia para transformar a nossa escrita tão ou quase melhor que a imagem. A aventura continua, fazer um jornal! Desejos no brilhar do olho, daqueles apaixonados por um jeito diferente de olhar para a criança, ou mais, das pessoas que não conhecem o trabalho do Centro de Educação Infantil, mostrar os nossos avanços, as nossas dúvidas, os medos, os sonhos, divulgar os projetos. Dar indicações de obras literárias de qualidade, músicas de qualidade, deixar clara a nossa concepção de infância e de educação. Um jornal que tenha impresso os nossos sentimentos, que o leitor consiga situar-se e entender a caminhada.
PALAVRAS-CHAVE: INFANCIA, LIVRO DA VIDA, JORNAL

 

TÍTULO: O ESPAÇO (IN)VISÍVEL ENTRE O DITO E O NÃO DITO DOS CONTOS DE FADAS
AUTOR(ES): MAIZA APARECIDA PASSONI GONÇALVES
RESUMO:
Este trabalho busca um diálogo entre o campo bibliográfico e o campo da pesquisa, entendendo que esse movimento nem sempre é sinônimo de harmonia e tranquilidade, muito pelo contrário, é um movimento de oposições, confrontos, constatações nem sempre apaziguadoras, conforme nos mostra o autor maior desse estudo, Mikhail Bakhtin (1895-1975), o qual permitiu-nos o fio condutor, orientando nossa compreensão acerca dos questionamentos com os quais deparamo-nos na prática pedagógica. Pois, se ao longo de nossa jornada profissional não unimos a teoria e a prática num movimento de ação/reflexão/ação, isso se dá pelo fato de que, quase sempre, não nos incomodamos com nossas ações. Este estudo busca compreender um pouco, uma das práticas seculares da linguagem oral, os contos de fadas que apropriados pela instituição escolar, desde o início, faz circular por entre suas paredes alguns discursos ideológicos, valorativos e moralizantes. Não ignorar e refletir sobre esses discursos, nos permite desvelar as concepções de infância e de criança, construídas historicamente, e que permanece viva nesse espaço de formação humana. As considerações apontadas neste trabalho, se fazem a partir da observação das falas de algumas professoras, que no momento de uma conversa - uma prática muito utilizada na Educação Infantil - e envoltas no clima informal que se constitui, expuseram suas opiniões, suas preferências e suas práticas pedagógicas, o que nos possibilitou a realização da análise desses discursos.
PALAVRAS-CHAVE: CONCEPÇÃO DE INFÂNCIA, DISCURSOS, CONTOS DE FADAS

 

TÍTULO: PARCERIA FAMÍLIA-ESCOLA: ESTRATÉGIA DE APROXIMAÇÃO
AUTOR(ES): MARÁ VERÓNICA FILLET MIHALIK DE HOPP
RESUMO:
Para esta pesquisa foi problematizada a questão de quais estratégias a escola pode lançar mão para aproximar a família e construir uma Parceria Família-Escola que favoreça o desenvolvimento sócio-afetivo-cognitivo da criança. Esta pesquisa apresenta as mudanças estruturais que a família vem sofrendo desde a Idade Média até a contemporaneidade e sua relação com a criança. Analisa o papel da escola intermediando esses dois universos e propõe como estratégia de Parceria Família-Escola a Escola de Pais. A escola analisada é religiosa e situa-se no município de Campinas, SP. O método de pesquisa foi bibliográfico e estudo de caso. Foram acompanhados uma festa escolar intitulada “Parceria Família-Escola-Igreja” e três reuniões da “Escola de Pais”. Abordagens bibliográficas: Ariès (1988) – a família unicelular e responsável pela socialização primária da criança; Savater (1998) – o eclipse da família; Postman (1999) e Martins Filho (2007) – a criança terceirizada; Carvalho (2004), Cavalcante (1998), Pinto, Garcia e Letichevsky (2006) – diferentes estratégias de parcerias. Por considerações finais, essa pesquisa propõe uma maior abrangência da Escola de Pais sistematizando um planejamento por períodos educacionais: Educação Infantil e Primeiras Séries; envolvimento dos professores, pais e alunos, tendo como embasamento teórico o Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil – RCNEI e os teóricos Piaget, Vygotsky e Wallon.
PALAVRAS-CHAVE: ESCOLA DE PAIS , PARCERIA FAMÍLIA - ESCOLA , CRIANÇA

 

TÍTULO: CULTURA ESCOLAR: ANÁLISES SOBRE AS ATIVIDADES, CADERNOS E PORTIFÓLIOS DAS CRIANÇAS DE 5 ANOS DA EDUCAÇÃO INFANTIL.
AUTOR(ES): MARELENQUELEM MIGUEL , GEOVANA MENDONÇA LUNARDI MENDES
RESUMO:
Esta comunicação apresenta uma pesquisa em andamento que tem como objetivo principal compreender a cultura escolar vivenciada na Educação Infantil e identificar o currículo realizado com base nas atividades, cadernos e portifólios desenvolvidos nas turmas de 5 anos da Educação Infantil. A Pesquisa é de carater bibliográfico e documental. A amostra das atividades foi coletada em 5 Centros de Educação Infantil da rede municipal, num total de 38 crianças e 1.700 atividades coletadas. Nós somos sujeitos sociais e culturais, portanto, construímos e reconstruímos continuamente a cultura onde estamos inseridos, por isso pesquisar sobre a Cultura Escolar e Currículo é muito mais do que pensar os eixos norteadores da ação pedagógica ou as estratégias de trabalho com as crianças, envolve todos os processos e todas as relações dentro da unidade educativa. Dialogando com Sacristán (2008 p.28) “o currículo se traduz em atividades e adquire significados concretos através delas“, complementa Viñao (2008 p.15) afirmando que estas atividades e cadernos “são um produto da cultura escolar“. Um dos objetivos desta pesquisa é dar voz às construções das crianças, observando seus desenhos, cadernos, portifólios, atividades, suas tentativas de escrita; observar a participação do professor nestas construções, suas interferências; perceber os saberes trabalhados; os materiais utilizados; buscando compreender a cultura escolar pelas construções das crianças. Usar cadernos e folhas para realizar atividades na Educação Infantil é uma prática comum e está concretizando-se com a afirmação dos portifólios cada dia mais presentes na prática pedagógica dos educadores e no cotidiano das crianças. Com base nesses registros sejam eles atividades soltas ou agrupadas em pastas, cadernos, ou ainda nos portifólios, é possível entrar no universo da Educação Infantil e compreender sua cultura. OBS: Pesquisa Financiada pela CAPES.
PALAVRAS-CHAVE: CULTURA ESCOLAR, CURRICULO REALIZADO , EDUCAÇÃO INFANTIL

 

TÍTULO: EDUCAÇÃO INFANTIL: ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO
AUTOR(ES): MARIA ANGÉLICA KARLINSKI
RESUMO:
EDUCAÇÃO INFANTIL: ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO Maria Angélica Karlinski -_ UFMT mangelicak@gmail.com Resumo Hoje, segundo os preceitos legais brasileiros, a criança é considerada sujeito de direito, criança-cidadã e, como tal, com direito à educação de qualidade desde o seu nascimento. A Educação Infantil ganha visibilidade e foi a etapa da educação que mais cresceu nessas últimas décadas. Apesar de ser bem antiga se configura como um campo novo, mas novas mesmo são as concepções de criança, de infância e de educação. Esse artigo apresenta dados da pesquisa qualitativa desenvolvida junto ao Programa de Pós Graduação da UFMT, Curso de Mestrado, Área Teorias e Práticas Pedagógicas da Educação Escolar, Linha educação e Linguagem sobre Educação Infantil: concepções e práticas de alfabetização e letramento. Para coleta de dados recorremos à técnica protocolo de observação, ao questionário e à entrevista junto às professoras, às agentes educacionais, à supervisora e à Diretora do Departamento Municipal de Educação Infantil. O recorte que apresentamos aqui diz respeito apenas às concepções de alfabetização e letramento. Os resultados indicam que o inicio e o término das atividades são determinados por uma rotina que serve como marcador de tempo, intercalando as atividades de cuidar com o educar. A orientação é para não alfabetizar, mas durante o tempo determinado ao “educar” são desenvolvidas atividades que privilegiam a alfabetização tendo como suporte o uso de folhas mimeografadas. As análises dos dados apontam avanços em relação a esse nível de ensino e algumas incoerências na parte pedagógica como a imprecisão dos conceitos de alfabetização e letramento. 1. Educação Infantil 2. Criança/infância 3. Alfabetização/letramento
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO INFANTIL, CRIANÇA/INFÂNCIA, ALFABETIZACÃO E LETRAMENTO

 

 

SESSÃO - LINGUAGENS EM EDUCAÇÃO INFANTIL 17
DIA: 23/07/2009 - Quinta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: LL 01

TÍTULO: OS BEBÊS INTERROGAM O CURRÍCULO: AS MÚLTIPLAS LINGUAGENS NA CRECHE
AUTOR(ES): MARIA CARMEN SILVEIRA BARBOSA, SANDRA REGINA SIMONIS RICHTER
RESUMO:
O cotidiano das escolas de educação infantil evidencia que as propostas curriculares, na especificidade da creche, se concretizam através de: (a) listagem de ações educativas espelhadas no ensino fundamental, sustentadas na fragmentação das áreas do conhecimento; (b) ações de “vigilância” ou “aceleração” do desenvolvimento infantil com base nas etapas evolutivas ou, ainda, (c) de um currículo voltado prioritariamente para o atendimento às necessidades básicas das crianças. Essas três modalidades curriculares apontam para pedagogias adultocêntricas e “escolarizadas” nas quais não há lugar para o reconhecimento dos bebês e das crianças pequenas como seres linguageiros, ativos e interativos. Esses currículos não consideram os bebês e as crianças em suas primeiras aprendizagens de convivência “no e com o mundo”; seu poder de aprender a apropriar-se de significados através do “entrar em um conjunto de relações e processos que constituem um sistema de sentido” (CHARLOT). A função docente, como co-produtora de currículo, se efetiva na construção de um espaço educacional que favoreça, através da interlocução com as crianças e as famílias, experiências nas diferentes linguagens e nas práticas sociais e culturais de cada comunidade. Os bebês, em seu humano poder de interagir, interrogam os modelos curriculares, acima citados, ao afirmarem nas suas ações cotidianas, a interseção do lúdico com o cognitivo nas diferentes linguagens: a conciliação entre imaginação e raciocínio, entre corpo e pensamento, movimento e mundo, em seus processos de aprender a operar corporalmente linguagens e narrativas. (BRUNER, MALAGUZZI, MERLEAU-PONTY, RODARI, ZUMTHOR).
PALAVRAS-CHAVE: CURRÍCULO , MÚLTIPLAS LINGUAGENS, EDUCAÇÃO DE BEBÊS

 

TÍTULO: EDUCAÇÃO AMBIENTAL: AS ELABORAÇÕES E INTERPRETAÇÕES DAS CRIANÇAS DE SEIS ANOS.
AUTOR(ES): MARIA HELENA DE BARROS PEREIRA, HYLIO LAGANÁ FERNANDES
RESUMO:
EDUCAÇÃO AMBIENTAL: AS ELABORAÇÕES E INTERPRETAÇÕES DAS CRIANÇAS DE SEIS ANOS. Maria Helena de Barros Pereira* Resumo- Esse artigo apresenta o Projeto de Pesquisa de Educação Ambiental na Educação Infantil que pretende relatar e analisar as produções e interpretações das crianças de seis anos sobre as questões ambientais por elas mesmas levantadas. As observações das interpretações das crianças são o ponto de partida para a nossa compreensão sobre como as crianças constroem o conhecimento sobre a realidade. O trabalho pedagógico ancorado na Pedagogia Freinet, toma as características de um trabalho significativo, ou seja, tem a finalidade de registrar o conhecimento, as descobertas e socializar as ideias. A pesquisadora é, ao mesmo tempo, a observadora e a orientadora da turma, buscando a modificação do comportamento das crianças em relação à conservação do meio ambiente como bem de todos os indivíduos.b Abstract-This paper presents the Project of Environmental Education Research in Childhood Education, which aims to report and analyze the children (six years old) production and interpretations on the environmental issues raised by themselves. The childrens observation and interpretations are the starting point for our understanding of how children construct knowledge about reality. The pedagogical work rooted in Freinet pedagogy, taking the characteristics of a significant work, which aims to record the knowledge, the discoveries and share ideas. The researcher is in the same time the observer and the tutor of the class, trying to change the children behavior in relation to environmental conservation as well for all. Palavras chave: Educação Ambiental, Educação Infantil, Pedagogia Freinet • Mestranda em Educação no Grupo de Pesquisa FORMAR da Faculdade de Educação, Universidade Estadual de Campinas
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO AMBIENTAL, EDUCAÇÃO INFANTIL, PEDAGGOGIA FREINET

 

TÍTULO: LINGUAGENS NA EDUCAÇÃO INFANTIL: INVENTÁRIO DE PRÁTICAS DE LETRAMENTO NA UMEI ROSALINA DE ARAÚJO COSTA
AUTOR(ES): MARIA INÊS BARRETO NETTO, ADRIANA SANTOS DA MATA, ESPEDITA ALEXANDRA LIRA MESQUITA RAMOS
RESUMO:
Vivemos numa sociedade grafocêntrica, na qual todos acessam a língua escrita de alguma forma, inclusive as crianças pequenas. Sendo assim, o trabalho pedagógico da Umei é desenvolvido na perspectiva da construção/expressão das diversas linguagens como bens culturais. Fundamentamos nosso fazer docente na intervenção pedagógica da pergunta-ação-reflexão-resposta preconizada por Paulo Freire, na teoria da enunciação desenvolvida por Bakhtin e na riqueza das interações histórico-culturais defendidas por Vygotsky. As práticas de letramento se configuram como eixo fundamental do nosso trabalho, por meio da (re)elaboração cognitiva, da inserção e da intervenção das crianças de três a cinco anos no mundo da cultura escrita, a partir de suas interações sociais discursivas, do diálogo, dos diferentes usos e práticas da língua no contexto escolar e sócio-cultural. A fim de que as crianças vivenciem eventos e atividades – no sentido bakhtiniano – de nossa cultura escrita, promovemos situações que tenham a ver com os usos da língua, com as práticas culturais, em interação permanente com os pares (adultos e demais crianças) que juntos constroem textos significativos. Os gêneros textuais são meios de articulação entre as práticas sociais e os objetos escolares, que situam as práticas de linguagem. Deste modo, trabalhamos com gêneros textuais na relação entre as práticas e as atividades de linguagem. Pretendemos apresentar situações nas quais, junto com as crianças, produzimos e lemos textos de diversos gêneros, entre as quais, destacamos: produção de livro de histórias, com textos e ilustrações criados pelas crianças; lista de conhecimentos prévios e de questões sobre um tema a ser estudado; elaboração de relatório de observação de uma experiência; elaboração de convites para um evento escolar; leitura de letras de músicas e poesias; registro em texto coletivo de aulas-passeio, com a narração, as apreciações e a avaliação do grupo; estudo da vida e obra de pintores, escultores, cientistas.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO INFANTIL, PRÁTICAS DE LETRAMENTO, CULTURA ESCRITA

 

TÍTULO: LITERATURA INFANTIL E INCLUSÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL LITERATURA INFANTIL E INCLUSÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL
AUTOR(ES): MARIA JOSÉ PEREIRA, EVALDINA RODRIGUES
RESUMO:
Objetivamos com este, socializar uma prática inclusiva realizada em uma Instituição de Educação Infantil que atende uma criança surda por meio da interação e socialização da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS). A metodologia que norteou este trabalho teve como referência os pressupostos da teoria histórico-cultural, especificamente em Vygotski, Luria, Leontiev e Rubinstein. A problemática que suscitou a presente pesquisa originou-se das dificuldades apresentadas pela referida criança em interagir com as demais e vice-versa, por falta de um código comum de comunicação. Diante do exposto nos indagamos: de que forma encaminhar uma prática pedagógica que contribuísse para a inclusão da criança com deficiência auditiva na Educação Infantil, no sentido de favorecer sua aprendizagem e desenvolvimento? Entendendo a LIBRAS como uma forma de linguagem, podemos ressaltá-la como signo na mediação cultural, na formação das funções psíquicas superiores e da personalidade. Para escolher as atividades consideramos as necessidades das crianças em desenvolver a imaginação e a linguagem. Elegemos para nossa ação a literatura infantil enquanto uma arte que trabalha o imaginário, a criatividade e estimula a linguagem. Desta forma trabalhamos contação de histórias e dramatizações de poesias em LIBRAS. O objetivo dessa atividade, além do contato com arte foi criar um espaço de interação entre as crianças ouvintes com a criança surda. Durante nossa permanência na Instituição percebemos que a interação entre as crianças melhorou muito, pois a criança surda participou ativamente das atividades propostas, com as demais de sua turma, rompendo com a insegurança de utilizar a LIBRAS para se comunicar. As crianças ouvintes quiseram aprender mais para interagir com a mesma. O trabalho empreendido permitiu-nos, ainda, ressaltar a necessidade do ensino da LIBRAS e da educação especial na formação do professor, para que, ao deparar com as diferenças em sua sala de aula, tenha conhecimento suficiente para tomar medidas teórico-metodológicas coerentes.
PALAVRAS-CHAVE: LITERATURA INFANTIL, INCLUSÃO, EDUCAÇÃO INFANTIL

 

TÍTULO: A LEITURA E A ESCRITA DO SOM NA EDUCAÇÃO INFANTIL
AUTOR(ES): MARIA KYOKO ARAI WATANABE
RESUMO:
Este artigo apresenta as conclusões de uma pesquisa qualitativa na modalidade pesquisa-ação. Objetivou descrever a natureza das relações existentes entre o processo de aquisição da leitura e escrita alfabética, segundo os pressupostos de Emília Ferreiro e as estratégias utilizadas por crianças da Educação Infantil na leitura e representação gráfica do fenômeno musical e sonoro. A pesquisa foi conduzida durante 2 anos, numa escola particular de educação infantil e ensino fundamental, na qual a música é disciplina curricular ministrada por um professor de Música a todos os alunos. A fundamentação teórica faz considerações sobre ideias que apontam para a necessidade da leitura em diversas linguagens - verbal, visual e sonora - como pressuposto para o desenvolvimento intelectual e de uma relação mais genuína do indivíduo com os diversos fenômenos com os quais entra em contato na dinâmica sócio-cultural onde estão inseridos. Focalizando as linguagens verbal e sonora, a análise comparativa entre o registro gráfico do som e a escrita alfabética destas crianças demonstrou que, da mesma forma que a criança se apropria das letras mais significativas para escrever o nome dos objetos, ela utiliza os símbolos musicais com os quais tem contato para grafar os sons que canta ou que fazem parte do seu cotidiano. Com base nessas análises é possível concluir que, se a criança recebeu o mesmo estímulo nessas duas linguagens, as estratégias que ela busca para representar graficamente os fenômenos sonoros e as fases da aquisição da escrita alfabética, apresentam características semelhantes, tanto nos aspectos gráficos como nos processos construtivos da escrita. Observou-se, também, que estas crianças apresentam melhor leitura e compreensão dos fenômenos sonoros com que têm contato. Tais conclusões suscitam a reflexão sobre a necessidade da alfabetização nas diversas formas de linguagem para uma relação mais consciente e real com o ambiente em que vivemos.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, ALFABETIZAÇÃO, ALFABETIZAÇÃO MUSICAL

 

 

SESSÃO - LINGUAGENS EM EDUCAÇÃO INFANTIL 18
DIA: 23/07/2009 - Quinta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: LL 01

TÍTULO: DESVENDANDO O MUNDO DA LEITURA E ESCRITA COM OS PEQUENOS.
AUTOR(ES): MARIANA MARTINS VOLPATO MARIUTTI
RESUMO:
Nessa comunicação tenho como objetivo compartilhar um pouco da minha trajetória e do trabalho que desenvolvi ao longo dos anos na Educação Infantil, com crianças de diferentes idades em uma CEMEI de Campinas. Desenvolvi esse trabalho não apenas com as crianças, mas costumo dizer que com os adultos também, pois nessa realidade não trabalhamos apenas com a formação das crianças, mas também com a formação diária dos adultos que lidam com elas. Falar sobre o trabalho na Educação Infantil é um tanto instigante já que ao mesmo tempo trabalhamos com várias frentes, com vários objetivos. A Educação Infantil nos permite transitar pelas várias linguagens em um espaço muito curto de tempo. Pretendo falar sob o trabalho com o letramento das crianças pequenas, de como as vejo se apropriando da leitura de mundo, de como desde o berçário são leitores das situações que nós adultos preparamos para elas. Acredito na criação do hábito de leitura que podemos desenvolver desde o desprender-se das fraldas -quando as crianças levam seu livro para ler no penico- até o desenvolvimento da pseudo leitura nas crianças maiores quando “leem“ para seus pares e professores a história contada pelo adulto ou as dramatizam através de objetos ou fantoches para seus colegas. Essa construção acontece diariamente, e é pensada pelo adulto, desde a preparação do ambiente, do trabalho com a rotina, das atividades livres e dirigidas, do uso do banheiro e do parque, penso que a sala de aula deve ser um ambiente acolhedor, estimulador e enriquecedor das relações e interações, deve estimular a autonomia, o brincar, e proporcionar situações de prazer para as crianças. Pensar no espaço para as crianças pequenas é pensar no como elas leem o mundo a sua volta e como constroem o conhecimento. PRADO, Patrícia ABRAMOWICZ,Anete WAJSKOP, GISELA DEHEIZELIN,Monique BOSCO,Zelma R.
PALAVRAS-CHAVE: LETRAMENTO, LEITURA DE MUNDO, INTERAÇÃO

TÍTULO: BRINCADEIRA DE CRIANÇA: COMO É BOM FAZER DE CONTA, VERTER, SUBVERTER E VIRAR DO AVESSO.
AUTOR(ES): MARIANGELA ALMEIDA DE FARIA
RESUMO:
O eixo principal deste trabalho fundamenta-se em trazer à luz algumas considerações acerca da brincadeira de faz-de-conta no desenvolvimento integral das crianças pequenas. Buscou-se direcionar a brincadeira de faz-de-conta como uma atividade fundamental para o desenvolvimento do ser em desenvolvimento. Percebemos que a maneira como uma criança brinca reflete sua forma de pensar, falar, agir e sentir. O objetivo principal da pesquisa foi compreender o papel da brincadeira de faz-de-conta no desenvolvimento das crianças pequenas, bem como a ocorrência de apropriação de situações, eventos e papéis num contexto de educação infantil. Procuramos analisar os dados com base em dois focos. São eles: apropriação de papéis sociais e estratégias de resolução de conflitos. O primeiro girou em torno dos papéis familiares nos quais as crianças trazem tanto suas experiências cotidianas vivenciadas nos seus grupos sociais, quanto suas ideias, expectativas e concepções sobre a forma como as pessoas, objetos e as ações se relacionam nesses grupos. Esses conhecimentos sociais integram-se as ações construídas e estruturadas na brincadeira de faz-de-conta sendo configurada e reconhecida pelas crianças e seus pares através da linguagem, gestos, comportamentos, cenários, artefatos, vestimentas, etc. A brincadeira de faz-de-conta possibilita às crianças apropriarem-se progressivamente do comportamento humano, no sentido de exercer esses comportamentos sociais. Elas assumem papéis referentes às posições sociais existentes na sociedade por meio da observação e da experiência interativa com o mundo dos adultos produzindo novos significados num processo interativo-simbólico, de acordo com o que Corsaro (2005) chamou de reprodução interpretativa. Portanto, ao encenarem situações na brincadeira, elas interpretam-nas de forma que essas situações sejam reconfiguradas e transformadas “nas e pelas interações com seus pares e através de seus modos próprios de compreensão do mundo”. Borba (2005, p.138). O eixo central dos resultados é a diferença entre o mundo real e o mundo imaginário da brincadeira de faz-de-conta.
PALAVRAS-CHAVE: BRINCADEIRA DE FAZ-DE-CONTA, CRIANÇAS PEQUENAS, DESENVOLVIMENTO

 

TÍTULO: A MÍDIA COMO UMA DAS LINGUAGENS QUE (CON)FORMAM UMA INFÂNCIA PÓS-MODERNA QUE VAI À ESCOLA NO INÍCIO DO SÉCULO XXI
AUTOR(ES): MARIANGELA MOMO
RESUMO:
Este estudo, de inspiração etnográfica, inscreve-se em uma pesquisa de maior amplitude, desenvolvida no campo dos Estudos Culturais, que buscou realizar uma das leituras possíveis sobre a infância contemporânea em escolas da rede pública municipal da cidade de Porto Alegre, RS, que possuíam turmas de educação infantil, evidenciando como a infância tem sido produzida, formatada e fabricada pela mídia e pelo consumo. Devido à centralidade que a mídia vem assumindo na vida dos infantis, o estudo foi realizado com o intuito de apreender a linguagem midiática presente no interior das escolas pesquisadas e refletir sobre como essa linguagem opera na conformação de determinados modos de ser criança em tempos contemporâneos. Foi possível perceber que a linguagem midiática – principalmente a televisiva – é intensamente visual configurando uma “gramática” possível de ser aprendida por crianças ainda muito pequenas. Tal linguagem se ocupa em tornar marcas e ícones infantis desconhecidos em objetos de desejo global, como o Homem-Aranha e a Barbie, compondo uma cultura amplamente aceita e compartilhada. Além disso, as crianças pareciam viver no interior das escolas o que Beatiz Sarlo denomina de “estado televisivo”. Tal estado, no caso das crianças pesquisadas inclui, além da ausência de silêncio e da ininterrupta movimentação, falar constantemente de programas televisivos, cantar e dançar os últimos lançamentos de músicas, agir com brinquedos amplamente divulgados pela mídia e se “transformar” em personagens da mídia televisiva e cinematográfica adotando, inclusive, o vocabulário próprio de alguns personagens. Penso que isso nos remete para crianças que operam ativamente sobre a linguagem midiática e, nessa ação, produzem determinadas verdades sobre si mesmas, sobre a infância e sobre os modos de ser criança em tempos contemporâneos.
PALAVRAS-CHAVE: LINGUAGEM MIDIÁTICA, INFÂNCIA PÓS-MODERNA E MÍDIA, EDUCAÇÃO INFANTIL E INFÂNCIA CONTEMPORÂNEA

 

TÍTULO: ASSEMBLÉIA : RECURSO PARA A AQUISIÇÃO DA LINGUAGEM ORAL NO COTIDIANO DA EDUCAÇÃO INFANTIL
AUTOR(ES): MARISLEI ZAREMBA MARTINS
RESUMO:
A assembléia é um importante recurso utilizado no espaço da educação infantil, a qual faz parte da rotina diária de alunos e professores. Esse espaço é também reconhecido como momento precioso em que será organizada a proposta do dia com a participação e envolvimento de todas as crianças. Esse espaço oportuniza às crianças expressarem livremente suas idéias e opiniões, relatando as novidades de seu cotidiano, discutindo as questões relacionadas à disciplina do grupo no aspecto individual e coletivo.Tendo como objetivo o desenvolvimento da oralidade, pois, durante a assembléia as crianças desenvolvem a oralidade aprendendo a ouvir e a respeitar a opinião dos colegas e estabelecendo vínculos com os mesmos. A duração da assembléia pode variar de 10 a 30 minutos aproximadamente, conforme o envolvimento das crianças em torno do assunto e a faixa etária do grupo, as crianças ficam dispostas em semi-círculo onde são trabalhados oralmente os cartazes específicos, como por exemplo: chamada, calendário, tempo, quanto somos, parabéns, etc... Este trabalho é organizado e orientado pela Coordenação de Educação Infantil do município de Ponta Grossa para todos os centros municipais de educação infantil. Com isso, os resultados obtidos no desenvolvimento da linguagem oral estão associados também às práticas realizadas no momento da rotina da instituição.
PALAVRAS-CHAVE: LINGUAGEM, PEDAGOGIA FREINET, CRIANÇAS

TÍTULO: A PRODUÇÃO DA EDUCAÇÃO INFANTIL NA VIVÊNCIA COTIDIANA
AUTOR(ES): MARTA RAQUEL DE ARAÚJO LIMA, GILMARA KATAUCHI
RESUMO:
A partir de uma situação vivenciada no parque, de uma creche da Rede Municipal do Interior Paulista, nasceu o ‘Projeto Jardim’, através da interlocução entre as crianças de 3 a 4 anos e as professoras de duas turmas. A ideia inicial era a de cuidar do espaço do parque, limpando e fazendo um jardim. Em nossas conversas, acabou surgindo a discussão de que ‘todo jardim tem uma casa’, e ‘toda casa tem um jardim’. Assim, lembramos da história ‘As Três Partes’, na qual, no final, uma casa ganha um jardim. Concomitantemente, tivemos na escola uma passeata do Meio Ambiente, que fazia parte do projeto pedagógico da Unidade. Assim, trabalhamos com materiais reutilizáveis e recicláveis, o que deu origem e sentido à construção de uma casa com caixas de leite longa vida, parte essencial de nossa História. O projeto, como um todo, trabalhou com a preservação da natureza e do meio em que vivemos, do cuidado e da atenção necessários para podermos ter uma vida e um espaço mais agradáveis à nossa sobrevivência. A confecção da casa foi o produto final do Projeto, e levantou três pontos relevantes para observação e discussão: o espaço que uma produção tridimensional tem nas Unidades Escolares de Educação Infantil, a visão que os outros profissionais que trabalham na escola têm sobre um trabalho desta natureza, e, por fim, a repercussão que o trabalho teve no contexto social das crianças e no cotidiano do bairro, da comunidade e das famílias em que nela se inserem.
PALAVRAS-CHAVE: VALORIZAÇÃO DA CRIANÇA, ESPAÇO NA EDUCAÇÃO INFANTIL, PRESERVAÇÃO DA NATUREZA

 

SESSÃO - LINGUAGENS EM EDUCAÇÃO INFANTIL 19
DIA: 23/07/2009 - Quinta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: LL 02

TÍTULO: A LINGUAGEM DO BRINCAR NA EDUCAÇÃO INFANTIL E A SUBJETIVIDADE DA CRIANÇA COM NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS
AUTOR(ES): MARTA REGINA FURLAN DE OLIVEIRA
RESUMO:
O presente ensaio teórico é conseqüência da inquietação enquanto pesquisadora da infância e, por acreditar que a criança deve ser valorizada em sua subjetividade, é que se justifica essa reflexão. Tem como objetivo analisar a linguagem do brincar na educação infantil tecendo um olhar para a criança deficiente enquanto sujeito único que lê e vê o mundo de maneira individual e singular. Além disso, não menos importante, analisar como a prática de mediação do professor de educação infantil enquanto mediador na constituição da individualidade da criança através da linguagem do brincar, contribuindo para o processo de formação do pensamento e aprendizagem das crianças. Sabe-se, contudo, que o maior compromisso nesse trabalho não restringe necessariamente a aquisição do brinquedo ou jogo mais sofisticado, tão pouco, essa aquisição precisa ser através de um alto investimento financeiro. Destarte, a maior contribuição nessa temática consiste na metodologia de trabalho e no processo de interação durante o momento do brincar: o diálogo, a relação afetiva entre crianças e criança e educador, o compromisso ético e pedagógico do professor para a aprendizagem da criança com necessidades educativas especiais, a valorização do aluno enquanto ser único, singular que tem uma subjetividade e que expressa ao seu modo todas as leituras do mundo. O desafio colocado é pensar na aprendizagem por meio de jogos e brincadeiras a fim de contribuir para o desenvolvimento integral da criança com necessidades educativas especiais, tendo como objetivo maior a busca de uma melhor formação nos aspectos: sociais, afetivos, físicos, psicomotores e cognitivos.
PALAVRAS-CHAVE: BRINCAR, CRIANÇA , EDUCAÇÃO ESPECIAL

 

TÍTULO: “A EXPRESSÃO RETA NÃO SONHA”: A INFÂNCIA NAS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS DA TURMA DA MÔNICA
AUTOR(ES): MARTA REGINA PAULO DA SILVA
RESUMO:
Este trabalho, de natureza teórica, é parte da pesquisa de doutorado, em andamento, intitulada, até este momento, “As crianças em... culturas infantis e histórias em quadrinhos: as relações de gênero nos quadrinhos da Turma da Mônica”. Inspirado no poema “As lições de R.Q.” de Manoel de Barros, pretende “transver” as histórias em quadrinhos da Turma da Mônica no intuito de problematizar a concepção de infância presente nas mesmas, visto ser esta uma das poucas, senão únicas, histórias em quadrinhos presentes no cotidiano das escolas de educação infantil, justificada tal presença pelas professoras por essas histórias apresentarem conteúdos próximos à realidade das crianças brasileiras. Demonstra, a partir de um diálogo com autores como Walter Benjamim, Willian Corsaro, Paulo Freire, Giorgio Agamben, Waldomiro Vergueiro, entre outros(as), como os quadrinhos da Turma da Mônica retratam personagens e temas que desconsideram as particularidades locais e regionais e, com isto, as diferentes infâncias e suas produções culturais, imprimindo certo modelo do que é ser menino e menina em nossa sociedade. Conclui com a necessidade de “enxada às costas cavar achadouros de infâncias” junto à e com as crianças a fim de compreender como estas se apropriam, interpretam e recriam os conteúdos destas histórias constituindo assim suas próprias culturas.
PALAVRAS-CHAVE: CULTURAS INFANTIS, HISTÓRIAS EM QUADRINHOS, EDUCAÇÃO INFANTIL

TÍTULO: A LINGUAGEM CORPORAL E AS RELAÇÕES SOCIAIS DE CRIANÇAS PEQUENAS NO CONTEXTO DE UMA CRECHE
AUTOR(ES): MÁRCIA BUSS SIMÃO
RESUMO:
A presente comunicação traz elementos para discussão sobre a dimensão corporal, compreendida como linguagem, com base em uma pesquisa de doutorado, em andamento. Trata-se de uma investigação de inspiração etnográfica em uma instituição pública de Educação Infantil, da qual nosso objetivo inicial é analisar alguns dados empíricos do período denominado de ‘exploratório’, no qual foram realizadas observações no cotidiano da creche, buscando identificar ‘modos’ como as crianças, entre 2 e 3 anos de idade, experienciam seus corpos nas relações com seus pares e com os adultos. Por meio das observações, o nosso interesse na análise volta-se à possibilidade de evidenciar as estratégias e táticas que as crianças elaboram para agirem socialmente. As observações e análises têm como base teórico-metodológica a Educação e sua interface com as Ciências Sociais, sobretudo a Sociologia da Infância, numa perspectiva crítica, e a Antropologia da Criança. As discussões e análises provenientes dessas interfaces pretendem contribuir com o campo em constituição para a educação da pequena infância, campo esse denominado como Pedagogia da Infância, cuja intenção maior está em pensar as diferentes dimensões, por meio das quais as crianças se relacionam com os adultos, com os seus pares e com os diferentes contextos sociais e estruturais. Diante disso, o nosso foco no debate prioriza a dimensão corporal, concebida como linguagem e comunicação que se trava na afetividade entre as crianças em contextos educativos. A nossa hipótese é que reside na análise da dimensão corporal e nos modos descontínuos e indissociados como as crianças pequenas vivem, a possibilidade de compreensão de outras dimensões humanas, de maneira que podemos flagrar indicativos importantes para conhecer mais e melhor as crianças e suas infâncias, bem como, para pensar o planejamento da ação pedagógica e a consolidação de uma Pedagogia da Infância.
PALAVRAS-CHAVE: INFÂNCIA , LINGUAGEM CORPORAL , PEDAGOGIA DA INFÂNCIA

 

TÍTULO: PENSANDO A EDUCAÇÃO DOS PEQUENOS:ANÁLISE DO PROCESSO DE ELABORAÇÃO DA PROPOSTA PEDAGÓGICA PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL NO MUNICÍPIO DE NITERÓI.
AUTOR(ES): MICHELE CORRÊA RODRIGUES
RESUMO:
O presente trabalho procura analisar a historicidade do processo de elaboração da Proposta Pedagógica “Escola de Cidadania“ no município de Niterói. Esta pesquisa problematizou de que forma a Fundação Municipal de Educação de Niterói encaminhou esSa elaboração nas Unidades de Educação Infantil. A grande questão discutida está centrada na possibilidade e no desafio de desenvolver um processo distante de propostas impostas, visto que, mais do que informar e divulgar uma “nova proposta”, é importante dialogar, mobilizar e provocar a participação efetiva dos profissionais da educação, criando condições para seu posicionamento crítico, refletido e fundamentado. Por isso, é interessante observar que essa Fundação, órgão central na política educacional desse município e expressão de legitimidade e de poder para tomada de decisões, organizou, através da Coordenação de Educação Infantil, diversos encontros com o objetivo de, coletivamente, discutir com os profissionais da rede diretrizes para a reestruturação da Educação Infantil desse município. Para tanto, foi realizada uma pesquisa que teve como característica principal o diálogo travado no próprio cotidiano das escolas, repleto de encontros/desencontros/tensões, com os diversos atores envolvidos neste processo: professores, crianças e suas famílias, equipe técnica, funcionários. Um estudo que promoveu a reflexão/problematização do próprio conhecimento em sua relação com a realidade concreta, para que melhor fosse compreendida, explicada e transformada.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO INFANTIL, PARTICIPAÇÃO, DIÁLOGO

 

TÍTULO: JOGO DE FAZ-DE-CONTA E APROPRIAÇÃO DA CULTURA HUMANA
AUTOR(ES): NARA SOARES COUTO
RESUMO:
Este trabalho é parte de minha dissertação de mestrado. Nele, apresento um Estudo de Caso, fundamentado na Teoria Histórico-Cultural, no qual implementei o jogo de faz-de-conta em uma primeira série. Os dados foram coletados por meio de entrevista semi-estruturada, digressões das crianças e observações e analisados por meio da análise do discurso e da microgênese. A teoria acima citada permite analisar com desconfiança o fenômeno de “aceleração”que, em linhas gerais, se constitui em um desenvolvimento não apenas físico, mas psíquico, intelectual, quando as oportunidades de crescimento e desenvolvimento da criança vêm sendo relegadas a um segundo plano, pois os espaços escolares estão sendo cada vez mais higienizados e explorados, com a finalidade de conduzir as crianças a decorarem letras e a serem submetidas a sondagens com base em Ferreiro (1985) que, supostamente, constituir-se-iam recursos adequados na elaboração das hipóteses de escrita. A análise dos dados, ora apresentados, permite uma compreensão do que as crianças pensam e aprendem ao realizar o jogo de faz-de-conta apropriando-se, assim, da cultura humana e desenvolvendo a função simbólica da consciência essencial para a apropriação da leitura e da escrita na infância. A Teoria Histórico-Cultural permite afirmar que o jogo de faz-de-conta, atividade principal dos 3 aos 6 anos de idade, não pode ser relegado a um segundo plano ou suprimido da rotina escolar. Nesse sentido, é importante reconceitualizar o jogo de faz-de-conta para que não seja didatizado com a finalidade de alfabetizar as crianças nem visto como um laisse fair, mas, para que seja entendido como atividade que, por sua relevância e complexidade, contribui para o pleno desenvolvimento infantil. Esses dados apontam para a necessidade de se pensar os tempos, espaços e as oportunidades bem como a atuação do professor no processo de complexificação do faz-de-conta. Apoio financeiro da Secretaria Estadual da Educação de São Paulo (SEESP).
PALAVRAS-CHAVE: CRIANÇA, FUNÇÃO-SIMBÓLICA DA CONSCIÊNCIA,, CULTURA HUMANA

 

SESSÃO - LINGUAGENS EM EDUCAÇÃO INFANTIL 20
DIA: 23/07/2009 - Quinta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: LL 02

TÍTULO: A CRANÇA COM LIMITAÇÕES INTELECTUAIS E A ESCUTA DO TEXTO LITERÁRIO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: PONTUANDO ALGUMAS EVIDÊNCIAS
AUTOR(ES): NAZINEIDE BRITO, MARLY AMARILHA
RESUMO:
O texto apresenta um recorte de pesquisa de doutorado desenvolvida na linha Educação, Linguagens e Formação do Leitor, do Programa de Pós-Graduação em Educação, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). A pesquisa investiga a receptividade do texto literário pela criança com deficiência intelectual a partir da observação de uma vivência literária no contexto escolar. Neste texto, em especial, focalizaremos as possibilidades que essa vivência apresenta na construção de um sujeito leitor/ouvinte de literatura em potencial quando entra em cena a criança com Síndrome de Down. Os dados da presente análise foram levantados a partir de observações e intervenções nos momentos de exploração de textos literários no período de outubro a dezembro/2008 numa das turmas do Núcleo de Educação Infantil/UFRN, na qual a referida aluna se encontrava matriculada. Como instrumentos de pesquisa foram utilizados: Diário de Campo, roteiros de entrevistas e vídeogravações. As análises se fundamentam nos estudos de Amarilha (2001, 2006), Bettelheim (1990), Ginzburg (1989), Iser (1996), Luria (1990), Vygotsky (1984, 1993), dentre outros. Os resultados nos apontam que os sinais corporais, sons e/ou palavras emitidas pela criança investigada quando na leitura/contação de histórias, as ações desenvolvidas e narrativas construídas na interação com seus pares mais experientes - colegas, pesquisadora e professoras – confirmam a existência de uma leitora/ouvinte de literatura em potencial. Embora pouco se expressando verbalmente e apresentando limitado nível de atenção, seu olhar, seu corpo, seu sorriso, denunciava escuta, engajamento e rendição ao apelo da sonoridade das palavras e dos gestos da contadora/leitora da história. O estudo também nos indica que atentar para determinadas condições que garantam um clima favorável à leitura/contação de histórias ampliam as possibilidades de que qualquer criança – seja deficiente ou não – se experimente como leitora/ouvinte de literatura, usufruindo de sua riqueza e magia.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO DE LEITOR, SÍNDROME DE DOWN, EDUCAÇÃO INFANTIL

 

TÍTULO: OS CONCEITOS/CONCEPÇÕES DE CRIANÇA E INFÂNCIA DE ACADÊMICAS DO CURSO DE PEDAGOGIA
AUTOR(ES): NÁJELA TAVARES UJIIE, SANDRA REGINA GARDACHO PIETROBON
RESUMO:
O presente trabalho tem o objetivo apresentar a análise realizada acerca das concepções/conceitos que acadêmicas do curso de Pedagogia possuem sobre a criança e o período vivido pela mesma – a infância. Este estudo faz parte de um projeto denominado “Os saberes de professores da Educação Infantil: a questão da formação docente”, realizado em 2007-2008 com acadêmicas do curso de Pedagogia, na modalidade estudo de caso, com abordagem qualitativa. Dessa forma, foram realizadas entrevistas com acadêmicas do curso de Pedagogia de uma Universidade do interior do Paraná, no sentido de desvelar seus saberes (experienciais e profissionais), os quais são base para a prática educativa na Educação Infantil. A maneira como se compreende as crianças e a infância reflete-se na forma como o professor planeja, organiza suas práticas, relaciona-se com as crianças e brinca com as mesmas. Tal concepção, ao estudarmos na história da infância, tem oscilado entre pólos em que ora a consideram um “bibelot” ou “bichinho de estimação”, ora um “adulto em miniatura”, passível de encargos e abusos como os da negligência, do trabalho precoce e da exploração sexual. Essa indefinição trouxe como consequência, através das gerações, grandes injustiças e graves prejuízos em relação às responsabilidades conjuntas do Estado, da sociedade civil e da família sobre os cuidados de higiene, saúde, nutrição, segurança, acolhimento, lazer e constituição de conhecimentos e valores indispensáveis ao processo de desenvolvimento e socialização das crianças de 0 aos 6 anos, embora atualmente se considere a criança como sujeito de direitos. Tendo em vista este cenário de conturbações é que buscamos trazer à tona os achados e discussões da presente pesquisa.
PALAVRAS-CHAVE: CONCEITOS/CONCEPÇÕES, CRIANÇA/INFÂNCIA, EDUCAÇÃO INFANTIL

 

TÍTULO: GESTÃO E FORMAÇÃO CONTINUADA DAS PROFISSIONAIS DOCENTES NOS ESPAÇOS E TEMPOS DA EDUCAÇÃO INFANTIL: POR UMA PEDAGOGIA DA INFÂNCIA
AUTOR(ES): PETERSON RIGATO DA SILVA, SIMONE PINTO DA SILVA
RESUMO:
O presente trabalho discutirá o papel do/a gestor/a na formação continuada das profissionais docentes no espaço da Educação Infantil e apontará as especificidades de organização e de formação em duas cidades do interior de São Paulo: Campinas e Piracicaba. Discutiremos a construção da Pedagogia da Infância nesses momentos de formação continuada, através de apontamentos sobre as teorias estudadas nos momentos de formação que ocorrem nas duas creches e pré-escolas em questão, bem como as teorias que sustentam a concepção da nossa proposta formativa. As duas experiências revelam a influência dessa formação nas relações entre docentes, docentes-crianças e docentes-famílias, através do movimento reflexivo entre as vivências nos espaços e tempos do cotidiano da Educação Infantil, a formação continuada e a construção e reconstrução das práticas educativas, em outras palavras, o tripé vivências/formação/construção da Pedagogia da Infância são categorias imbricadas e co-relacionadas. A partir desses pressupostos, debateremos a idéia de que um dos papéis da equipe gestora da educação Infantil é justamente a formação continuada das profissionais docentes, assinalando a importância e necessidade desses momentos formativos para a construção da Pedagogia da Infância, uma pedagogia da escuta, das relações e do movimento. As teorias abordadas nesse trabalho partem da concepção da criança enquanto sujeito de direitos, capaz de múltiplas relações, portadora de história e produtora de culturas; e da Educação Infantil enquanto espaço em que as crianças produzem culturas coletivamente - as culturas infantis, expressam suas inúmeras linguagens, enfim, local de construção de conhecimentos de crianças e adultos.
PALAVRAS-CHAVE: GESTÃO, FORMAÇÃO CONTINUADA, PEDAGOGIA DA INFÂNCIA

TÍTULO: MEMÓRIAS E VIDA ECOLAR: RELATOS DE FORMAÇÃO DE PROFESSORAS DA EDUCAÇÃO INFANTIL.
AUTOR(ES): PRISCILLA GOMES GUILLES MATTOS
RESUMO:
O presente trabalho fala de alguns movimentos da pesquisa “Por que o local? Um estudo sobre alfabetização patrimonial e a formação de professores da infância em São Gonçalo”, do qual faço parte como bolsista de Iniciação Científica. Busco apresentar algumas reflexões sobre o trabalho na escola Municipal de Educação Infantil Arca de Noé, no município de São Gonçalo. A pesquisa em tela é fruto de um trabalho investigativo, que busca articular pesquisa e formação enquanto possibilidade epistêmico-política no processo de formação inicial e contínua de professoras que atuam junto à infância. Discutir a formação dos professores implica em situá-la como fenômeno complexo, cujas contribuições efetivam-se, tanto no desenvolvimento pessoal quanto no desenvolvimento profissional docente. Nesse sentido, o trabalho a ser apresentado discute aspectos teórico-metodológicos da abordagem biográfica com autores como Nóvoa (1995), Freire (1996), Kramer (1996), no contexto da formação de professores como possibilidade de ampliação da dimensão formativa do grupo de docentes que compõe a pesquisa e que atua na escola de Educação Infantil Arca de Noé, da rede municipal. Através das narrativas das docentes, venho investigando a visualização dos processos de transformação dos saberes docentes apreendidos durante seus percursos formativos e práticas pedagógicas, tal como se realizaram no passado e a sua relação com o presente, principalmente, no trabalho com as crianças. Venho percebendo, então, que compreender a relação da memória das professoras com as suas trajetórias profissionais é encontrar relações entre as pluralidades de identidades que atravessam toda uma vida e as constituem como indivíduos, a partir dos variados papéis que desempenham as suas trajetórias de mulher, filhas, mães e profissionais. Tal estudo tem me proporcionado compreender melhor como se dá o processo de constituição das “professoras da Infância”.
PALAVRAS-CHAVE: PROFESSORA DA INFÂNCIA, MÉTODO AUTO-BIOGRÁFICO, EDUCAÇÃO INFANTIL

TÍTULO: INFÂNCIA, MOMENTO PROPÍCIO PARA A CONSTRUÇÃO DA FUNÇÃO SIMBÓLICA
AUTOR(ES): ROBERTA ROCHA BORGES
RESUMO:
Atualmente, a creche constitui a primeira etapa da educação básica. Essa conquista deve-se ao fato de ser o período de zero a três anos de grande relevância para o desenvolvimento ulterior do ser humano, já que a educação escolar da criança pequena contribui, em grande parte, para a construção de seus primeiros hábitos, de sua cognição, de seus esquemas motores e de suas primeiras relações sócio-afetivas. Sendo esse momento o início da construção cognitiva do bebê e da criança pequena e fazendo parte dessa construção a comunicação com o mundo físico e social, cabe ao professor de creche conhecer a gênese da função simbólica, para que possa colaborar para o desenvolvimento dessa manifestação. Sabe-se que o bebê já utiliza instrumentos como a imitação, a linguagem e jogos para se comunicar com o mundo físico e social, mas é por volta do segundo ano de vida que a criança poderá representar o passado e antecipar o futuro, por meio da imitação, do jogo simbólico, do desenho, da linguagem e da imagem mental. Neste sentido, o presente trabalho tem como objetivo apresentar as reflexões teóricas e práticas levadas a efeito no curso de Extensão Universitária da UNICAMP – “PRORPRE: Fundamentos teóricos e prática pedagógica I”, com a finalidade de orientar o trabalho dos professores de creche na construção da função simbólica, desde os seus primórdios até a criança completar três anos. Quando há a compreensão, por parte do professor, de que a função simbólica é construída e não ensinada, ele cria um ambiente favorável onde a criança pode, nas diferentes atividades planejadas, expressar o seu pensamento de forma criativa e avançar nessa forma de manifestação.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO INFANTIL, FORMAÇÃO DE PROFESSORES, FUNÇÃO SIMBÓLICA

 

SESSÃO - LINGUAGENS EM EDUCAÇÃO INFANTIL 21
DIA: 23/07/2009 - Quinta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: LL 08

TÍTULO: ERA UMA VEZ ALGUNS LIVROS...
AUTOR(ES): ROSA CECÍLIA DUARTE DOS SANTOS BAHR
RESUMO:
Este trabalho procura mostrar como conseguimos ampliar o acervo de obras literárias de qualidade no Centro de Educação Infantil Marlise Strittrhordst Theiss , situado no município de Blumenau -SC, atendendo 60 ( sessenta ) crianças de 02 ( dois ) a 05 ( cinco ) anos .Sendo que no mês de fevereiro de 2008 quando iniciamos nosso trabalho neste espaço existiam apenas 05 ( cinco ) obras e no final do ano tínhamos um acervo com mais de 300 livros de qualidade. Além das obras literárias adquiridas, muito foi conseguido com relação ao espaço físico, que além de ser inadequado para atender crianças ( uma casa adapatada) as salas eram decoradas com pinturas esteriotipadas ocupando praticamente quase todas as paredes, deixando o ambiente muito carregado para crianças e adultos que circulavam diariamente. O espaço externo, além de pequeno para a quantidade de crianças, era forrado de brita, dificultando o contato com a areia, verde e o próprio caminhar das crianças. Uma turma desenvolveu um projeto de arborização da parte externa, que trouxe um pouco de harmonia e beleza, com canteiros de flores. Enfrentamos uma enxurrada e uma grande enchente, o que nos levou a mudar de espaço físico, e ficar um bom tempo sem atendimento às crianças. Após esses acontecimentos percebemos que uma das únicas ações que persistiu foi a leitura de histórias e seus desdobramentos junto as famílias.
PALAVRAS-CHAVE: AMPLIAR, ACERVO, QUALIDADE

 

TÍTULO: ESCRITA E FORMAÇÃO DO EDUCADOR INFANTIL
AUTOR(ES): ROSELI GONÇALVES RIBEIRO MARTINS GARCIA
RESUMO:
O objetivo desta comunicação é estudar o sentido das produções escritas sobre o trabalho pedagógico no contexto das funções que ocupam Educadoras Infantis, avaliando a função reflexiva ou protocolar e sua possibilidade de intermediar o processo de formação continuada em serviço. Nossa experiência foi conduzida pela hipótese de que a mediação da escrita na ação pedagógica cotidiana pode contribuir para que o educador, individual ou coletivamente, compreenda melhor seu trabalho, tornando-o mais consciente e possibilitando um processo de reflexão que conduza a outra dimensão do trabalho, com a percepção clara do contexto em que atua. Verificou-se ao longo do trabalho que não é o uso em si da linguagem escrita como mediação da ação pedagógica que conduzirá o trabalhador da Educação Infantil a outra dimensão do seu próprio trabalho, a uma percepção clara do processo em que se encontra. Avançando no estudo da hipótese levantada, essa carrega suposições comumente aceitas, mas pouco claras da prática do uso da linguagem escrita pelo docente em serviço, e que venha a proporcionar reflexão e nova compreensão do mundo. A ação reflexiva pode revelar conflitos, mas estes só terão condições de serem detonados pelo acesso a conhecimentos estabelecidos e pela produção de novos conhecimentos, conquistando seu lugar no jogo de poder, ou seja, lugar político – que pode ser disfarçado por uma relação hierárquica internalizada pelo educador. Pelo investimento de poder na origem da escrita e crescente sofisticação deste investimento, apesar das outras possibilidades que a escrita trouxe ao pensamento, há a tendência de valorizar a educação para subordinação ao modelo social e econômico. A principal questão que surge é se a linguagem escrita da Educadora Infantil, que pergunta e busca respostas, intermedeia um processo de reflexão que favoreça sua formação continuada em serviço, num sentido emancipador.
PALAVRAS-CHAVE: ESCRITA, CONHECIMENTO, FORMAÇÃO DE EDUCADORES INFANTIS

 

TÍTULO: QUE ESPAÇO É ESSE QUE ROMPE COM AS DATAS COMEMORATIVAS?
AUTOR(ES): ROSEMARI FORMENTO BONICKOSKI
RESUMO:
Que espaço é este? Tem Menina Bonita do Laço de Fita e não tem coelho da páscoa. Tem Villa Lobos e não tem papai Noel. Que tem bosque, barro, água, fogo, festa das tradições, festa da família, café com leitura, biblioteca, livro da vida e jornal. Espaço de infância que olha pra criança, para o adulto vivenciando situações significativas desafiadoras ampliando conhecimentos de mundo. Com vista a um trabalho de qualidade na educação infantil é importante pensar sobre uma concepção de infância que respeite as crianças como sujeitos de direitos. Ao refletir nestes aspectos realizou-se uma pesquisa com as famílias a fim de conhecer suas especificidades e sintetizar o Projeto Político Pedagógico da Instituição, que já tinha como foco as crianças e suas linguagens. Com a necessidade de avançar e valorizar os projetos de trabalhos realizados e respeitar a heterogeneidade cultural e religiosa da comunidade foi necessário romper com as datas comemorativas e festas de cunho religioso . Nesta busca da fundamentação teórica do projeto, uma das bases foi a Constituição Federal que deixa claro o estado laico, que não prioriza uma determinada religião. Temos também uma questão mercadológica dentro de uma sociedade consumista em que a mídia impõem valores, dita conceitos. Nós profissionais da educação temos que ter claro o nosso papel pedagógico e a concepção de infância para qual planejamos.
PALAVRAS-CHAVE: DATAS COMEMORATIVAS, CULTURA, PROJETO DE TRABALHO

 

TÍTULO: ANALISANDO RELAÇÕES ENTRE POESIA E SENSIBILIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL
AUTOR(ES): ROSEMEIRE APARECIDA TREBI CURILLA, EMILIA FREITAS DE LIMA
RESUMO:
O presente trabalho traz um recorte da pesquisa que resultou em trabalho de conclusão do Curso de Pós-Graduação latu sensu em Educação Infantil e Gestão Escolar da Universidade Federal de São Carlos. O estudo em questão, concluído em 2006, teve como enfoque a poesia na Educação Infantil e foram analisadas relações entre poesia e sensibilidade. A pesquisa foi desenvolvida com a participação de vinte e quatro professoras (não houve professores) responsáveis pelas classes de crianças de seis anos de idade de dez Escolas Municipais de Educação Infantil (EMEIs) da cidade de São Carlos - SP, durante os meses de outubro e novembro de 2005. Os resultados indicaram que o contato e a sensibilidade do educador na relação com a poesia define se ele apresentará a poesia para os seus alunos e a forma de trabalhá-la em sala de aula. Somente duas professoras, representando 8% do número total de professoras participantes da pesquisa, indicaram que o objetivo, ao trabalharem poesia em sala de aula, é educar a sensibilidade. A pesquisa, constatou, ainda, que a grande preocupação da escola, seja ela de Educação Infantil, de Ensino Fundamental ou Médio é a transmissão de conteúdos e nas EMEIs de São Carlos participantes da pesquisa não parecia ser diferente. As professoras favoreciam o contato com a linguagem poética às crianças de seis anos, mas aleatoriamente, quando surgia a oportunidade e de acordo com o interesse de cada educadora, não de uma forma planejada, fazendo parte do currículo escolar. Portanto, muitas crianças ficaram sem ter essa experiência. Defendemos que a poesia deve estar presente, deve ser vivenciada pelo ser humano desde a Educação Infantil, pois as crianças terão intimidade com a linguagem poética se os seus educadores gostarem de poesia e se eles alimentarem a sua própria sensibilidade por meio da leitura de textos poéticos.
PALAVRAS-CHAVE: POESIA, SENSIBILIDADE, EDUCAÇÃO INFANTIL

 

TÍTULO: DISCUTINDO PRÁTICAS DE LETRAMENTO NA EDUCAÇÃO INFANTIL
AUTOR(ES): SALETE RODRIGUES DA SILVA
RESUMO:
DISCUTINDO PRÁTICAS DE LETRAMENTO NA EDUCAÇÃO INFANTIL - Salete Rodrigues da Silva - SETREM - RS O presente trabalho é decorrente de uma pesquisa de inspiração etnogáfica, realizada como trabalho de conclusão do Curso de Especialização em Educação Infantil e Alfabetização da Sociedade Educacional Três de Maio (SETREM) - RS. O objetivo da pesquisa foi o de problematizar as práticas de letramento no cotidiano da Educação Infantil, através da observação em sala de aula de duas turmas com cinco anos de idade, sendo uma da rede privada de ensino e outra da rede municipal de ensino, no intuito de : a) analisar as propostas envolvendo a leitura e escrita; b) entrevistar as docentes para conhecer o modo como as mesmas organizam as suas práticas em sala de aula e de como justificam os efeitos do trabalho realizado; c) entrevistar as crianças para saber a opinião das mesmas a respeito das atividades desenvolvidas nas aulas. Portanto, através da pesquisa é possível destacar a importância de problematizarmos as atividades envolvendo leitura e escrita desenvolvidas no cotidiano das salas de aula de Educação Infantil, identificando, assim, quais são os saberes que norteiam essas ações e como eles se articulam nas práticas pedagógicas das professoras, para que desse modo possamos propor situações significativas que realmente possibilitem os usos sociais da língua materna.
PALAVRAS-CHAVE: LETRAMENTO, PRÁTICAS, EDUCAÇÃO INFANTIL

 

SESSÃO - LINGUAGENS EM EDUCAÇÃO INFANTIL 22
DIA: 23/07/2009 - Quinta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: LL 08

TÍTULO: GÊNEROS ORAIS DA INFÂNCIA E AS POSSIBILIDADES DE INGRESSO NA LÍNGUA ESCRITA
AUTOR(ES): SHEILA OLIVEIRA LIMA
RESUMO:
Os repertórios da oralidade lúdico-poética, aquele vasto arquivo de textos que a criança põe em funcionamento para brincar, antes, na rua e, atualmente, na escola, são de vital importância para uma entrada bem sucedida na cultura escrita. Vários exemplares dessa tipologia textual dialogam com os diversos gêneros da cultura escrita e funcionam como matrizes que favorecerão, posteriormente, o momento da aprendizagem da leitura/escrita. Nossas pesquisas, apoiadas em teorias que buscam um diálogo entre as áreas da psicanálise, da linguística e da educação, observam vários casos em que o trabalho focado a partir de uma expansão dos conceitos de língua e de escrita pode resultar em situações de aprendizagem mais significativas. O uso dos diversos gêneros da oralidade lúdico-poética, entretanto, não é novidade, principalmente na educação infantil. O que nos parece fundamental, porém, é a concepção de que tais jogos linguageiros operam a partir de estruturas do inconsciente, o que faz com que boa parte das crianças faça uso de tais jogos quase que naturalmente, aplicando na oralidade um saber linguístico fundamental para sua entrada na escrita. Esse saber, que implica uma produção escrita imaterial, sem registro gráfico, pode ser compreendido como uma primeira situação de lida com os elementos fundamentais para a efetiva entrada na escrita/leitura. Nossa proposta, portanto, procura sugerir a criação de currículos e de situações de ensino/aprendizagem que compreendam tais jogos linguageiros de forma orgânica, isto é, articulando momentos de uso da oralidade e do contato sistemático com materiais de leitura (sobretudo literária), efetivando, assim, um convívio mais complexo com as diversas possibilidades de expressão da língua materna.
PALAVRAS-CHAVE: ORALIDADE, INCONSCIENTE, LEITURA

 

TÍTULO: A BRINCADEIRA NA INTERAÇÃO ENTRE ADULTOS E CRIANÇAS: VIVÊNCIAS DAS MONITORAS DE EDUCAÇÃO INFANTIL
AUTOR(ES): SILMARA HELENA ALVARES
RESUMO:
O presente trabalho é resultado de uma pesquisa realizada no ano de 2008 em uma creche da rede pública do município de Campinas, feita como Trabalho de Conclusão de Curso da graduação em Pedagogia da Faculdade de Educação da Unicamp. A pesquisa teve como objetivo observar as práticas das monitoras de educação infantil contratadas em caráter emergencial pela prefeitura sob o regime da CLT. Em meio a esta pesquisa, percebeu-se a brincadeira como uma das diversas linguagens utilizadas pelas crianças pequenininhas, que ainda não se expressam através da linguagem oral e escrita. Essa forma de comunicação através das brincadeiras foi constatada não só na interação com as crianças, mas, também, com os adultos. As novas contratadas pelo governo municipal, sem experiência no trabalho com as crianças de creche, viram nas brincadeiras uma nova forma de vivenciar o trabalho pedagógico, uma alternativa para quem nada conhecia sobre Educação Infantil. Através de minhas experiências como monitora de educação infantil do processo seletivo e das experiências vividas pelas minhas colegas constatatou-se o quanto o brincar é esquecido pelos adultos quando interagem com os pequeninos. Muitos profissionais docentes priorizam a interação feita entre as crianças e se esquecem que as brincadeiras entre crianças e adultos enriquecem o relacionamento entre ambos. “Uma atitude muito disseminada entre os adultos é considerar com pequeno interesse o mundo da imaginação infantil, principalmente porque os próprios adultos subvalorizam sua imaginação” (GHEDINI, 1998, p.209) Portanto, o objetivo deste trabalho é ressaltar a importância da brincadeira como linguagem e trazer à discussão a “dimensão brincalhona” citada nos trabalhos de Ghedini e tão esquecida por muitos docentes.
PALAVRAS-CHAVE: LINGUAGENS INFANTIS, BRINCAR, CRECHE

 

TÍTULO: EXPRESSIVIDADE NA PRIMEIRA INFÂNCIA: ANÁLISE NA PERSPECTIVA WALLONIANA
AUTOR(ES): SILVIA ADRIANA RODRIGUES
RESUMO:
O presente texto expõe os resultados da investigação acerca das manifestações afetivo/emocionais de crianças na primeira infância em contextos coletivos. Tendo como objeto as manifestações afetivo-emocionais nas interações criança-criança estabelecidas no contexto educativo e apoiando-se na teoria psicogenética walloniana, buscou-se examinar as interações criança-criança objetivando: apreender os tipos de manifestações afetivo-emocionais individuais que ocorrem no contexto educativo, examinar os recursos expressivos utilizados nas interações, além de apontar e refletir sobre possíveis direções que propiciem um ambiente produtivo e satisfatório para o desenvolvimento da criança. O estudo, com nuances etnográficas, teve como participantes crianças na faixa etária entre um e três anos, de um agrupamento de berçário II de uma instituição de educação infantil de Presidente Prudente-SP, onde foram realizadas observações assistemáticas no ano de 2008. Foram selecionados e analisados 15 episódios interativos, nos quais se verificou a exuberância expressiva das crianças. Notou-se que os recursos expressivos que marcam o período de oposição ocorrem mais precocemente do que postula a teoria walloniana, confirmando que as características e os estágios de desenvolvimento importantes para a formação do ser humano não são demarcados pela idade cronológica, mas pelas experiências vivenciadas individualmente. Foi possível ainda corroborar as teorias que apontam para o fato de o processo de desenvolvimento infantil se realizar nas interações, que objetivam não só a satisfação das necessidades básicas, como também a construção de novas relações sociais, e que a interação criança-criança representa um espaço promotor do desenvolvimento, fortalecendo a idéia de que as crianças são interlocutoras ativas e protagonistas de seu desenvolvimento. Assim, reitera-se o importante papel desempenhado pelas instituições de educação infantil no sentido de garantir que as interações em seu interior se pautem na qualidade, a fim de ampliar o horizonte da criança e levá-la a transcender sua subjetividade e inserir-se no social.
PALAVRAS-CHAVE: INTERAÇÃO CRIANÇA-CRIANÇA, MANIFESTAÇÕES AFETIVAS, TEORIA WALLONIANA

 

TÍTULO: MÚSICAS, CRIANÇAS E MULTIPLICIDADE DE SENTIDOS
AUTOR(ES): SILVIA CORDEIRO NASSIF SCHROEDER, JORGE LUIZ SCHROEDER
RESUMO:
Esta pesquisa tem por objetivo investigar as relações de sentido que as crianças pequenas constroem em relação às músicas. Para isto, partimos de duas premissas iniciais. Primeiro, tomamos a música como produção cultural, ou seja, consideramos que a música é, antes de tudo, um evento coletivo. Como consequência, consideramos que é necessário levar em conta os vários usos e funções, bem como os modos de perceber, interpretar e produzir músicas instalados numa mesma coletividade, seja ela uma sociedade, uma comunidade, um grupo ou uma classe de escola. Em segundo lugar, consideramos que existem várias imbricações que os sentidos musicais mantêm com outras linguagens, como é o caso da palavra, da imagem e dos movimentos, nas várias instâncias do desenvolvimento humano (afetiva, motora, cognitiva). Com base nessas premissas, pretendemos investigar, numa primeira etapa da pesquisa de campo, como são esses variados sentidos musicais perpassados por trajetórias de produção e compreensão diferentes (preferências, gostos etc.) e, numa segunda etapa, tentaremos colecionar indícios de como os sentidos musicais vão sendo construídos pelas crianças pequenas através do contato com as músicas. A pesquisa de campo vem sendo desenvolvida em dois contextos educativos distintos: uma Escola de Educação Infantil pública da cidade de Campinas e uma Escola de Educação Infantil privada da cidade de Ribeirão Preto. Com esta investigação pretendemos contribuir para o desenvolvimento da educação musical tendo como meta sua presença efetiva na educação infantil.
PALAVRAS-CHAVE: MÚSICA, SIGNIFICAÇÃO, CULTURA

 

TÍTULO: TEMPOS DE APRENDIZAGEM NA INFÂNCIA
AUTOR(ES): SIMONE BERLE
RESUMO:
A pesquisa Experiência poética e aprendizagem na infância, na intenção de fundamentar a inseparabilidade entre corpo, imagem e palavra nos processos de aprendizagem das crianças, investiga através da literatura e das artes plásticas outros modos de abordar como as crianças aprendem a estar em linguagens. O estudo interroga a concepção pedagógica de adquirir ou “apreender conhecimentos” para contrapor o ato de decifrar e interpretar a coexistência no mundo através de diferentes modos de significar o vivido. Tal afirmação sustenta-se nas concepções de imaginação criadora em Bachelard e de corpo operante em Merleau-Ponty, no conceito de experiência em Larrosa (2002) e poética em Valèry (1999). Para negar que as crianças são cognitivamente deficitárias em relação aos adultos, interrogo concepções de aprendizagem pautadas pela ordem linear cronológica que toma o adulto como referência do percurso temporal a ser seguido pela criança (KASTRUP, 2000). Discutir a dimensão temporal das aprendizagens na infância implica reivindicar que a educação considere com mais atenção a trajetória singular que exige tempo para que o corpo assuma seu ritmo no coletivo. Bachelard (1989) considera a imaginação em ato enquanto produto do ser tomado em sua atualidade, em que o passado não é relevante, o que conta é sua atualização. Assim, os processos de aprender a estar em linguagens emerge como aprendizado que permanece em nosso corpo, permitindo significar o que somos e o que vivenciamos no mundo. A trajetória que percorremos, aliada ao que nos acontece, exige escolhas e essas são definidas pela configuração temporal desse percurso no coletivo. Nesse sentido, podemos afirmar que as experiências das crianças, em relação ao adulto, dizem respeito a temporalidades diferentes. As crianças ainda não sabem o que podem vir a saber. O espaço entre experienciar e vir a saber é o espaço não linear, não cronológico da coexistência virtual.
PALAVRAS-CHAVE: INFÂNCIA, LINGUAGENS, TEMPORALIDADE

 

 

SESSÃO - LINGUAGENS EM EDUCAÇÃO INFANTIL 23
DIA: 23/07/2009 - Quinta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: Sala de Congregação

TÍTULO: RELATO DE UMA EXPERIÊNCIA COM PROJETO DE ARTES NA EDUCAÇÃO INFANTIL
AUTOR(ES): SIMONE CRISTINA DO COUTO FURQUIM
RESUMO:
O projeto de artes, tendo como tema principal auto-retrato, foi desenvolvido com uma turma de crianças multi-etária (três a seis anos de idade). Observando a necessidade de se conhecerem melhor (a si próprios e ao outro) para interagirem entre si com maior respeito às diferenças, o objetivo principal desse projeto era trabalhar a identidade das crianças através de diferentes linguagens, tendo a arte como norteadora. Outra característica predominante dessa turma era o desinteresse das crianças pela atividade de desenho. Buscou-se trabalhar essa linguagem como forma de expressão das mesmas, resgatando o prazer pela atividade. Conversamos sobre o que é um auto-retrato e observamos vários exemplos de artistas, em diferentes linguagens. Além das obras, as crianças também se interessaram pelas histórias de vida e trajetórias de alguns artistas. A partir dessas obras as crianças aprenderam que o artista utiliza-se de sua arte para transmitir às pessoas o que está sentindo ou pensando. As crianças foram fotografadas e começaram a produzir seus auto-retratos, utilizando o espelho e a fotografia. Pesquisamos em livros, revistas e jornais histórias e imagens de pessoas expressando seus sentimentos. A partir de então, as crianças quiseram ser fotografadas novamente, cada uma escolhendo sua expressão preferida. Em seguida, fizeram o desenho de seu auto-retrato expressivo. Cada um escreveu uma ficha sobre o que o fazia sentir raiva, medo, alegria, etc. Também discutimos e escrevemos listas de preferências das crianças. Pensando sobre essas respostas, as crianças foram incentivadas a falarem sobre si mesmas e, ao mesmo tempo, a conhecerem mais sobre as outras pessoas do grupo, construindo suas auto-imagens e marcando suas particularidades. Outro aspecto importante desse projeto foi ver o crescimento das crianças em seus desenhos, que se tornaram ricos em detalhes e muito expressivos.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO INFANTIL, IDENTIDADE, ARTE

TÍTULO: A PEDAGOGIA COMO ATIVIDADE DE CO-PRODUÇÃO: REFLEXÕES SOBRE A CONSTRUÇÃO DE UMA PRÁTICA QUE BUSCA RESPEITAR AS DIFERENÇAS.
AUTOR(ES): SÍLVIA HELENA PEZZIN VEZALLI, LUCIENE MASTRANDREA, ZIRLENE SCARDOVELLI
RESUMO:
Esta apresentação tem como objetivo narrar nossa experiência como professoras de uma escola pública municipal de educação infantil de Campinas, com alunos de 02 a 06 anos. Construímos nossa prática partindo dos pressupostos teóricos de Vigotski e Freinet. Tentamos articular uma prática de co-construção do conhecimento, em que, o currículo emerge do trabalho com as crianças. E, de acordo com o interesse delas, é que vamos delineando um projeto de trabalho, garantindo a participação de todos, cada um contribuindo com o que está ao seu alcance. O planejamento é flexível, as crianças são ouvidas e participam na tomada de decisões. Professores, monitores e alunos se fazem sujeitos de seu processo, passando de colaboradores a co-produtores. O que fazemos não tem nada de tão espetacular e inovador, muito pelo contrário, buscamos a simplicidade e as condições de trabalho nem sempre são as mais adequadas, no entanto o que diferencia nosso fazer pedagógico está na relação que estabelecemos com nossos alunos. Nessa relação onde nos colocamos como co-produtores de conhecimentos, construtores de uma relação de respeito mútuo às diferenças, na qual professor e alunos aprendem juntos numa relação horizontal que permeia o diálogo para a superação das dificuldades do grupo. Essa prática pedagógica tem contribuído para algumas mudanças significativas na escola com relação ao trabalho com as chamadas crianças com necessidades especiais. Na verdade não buscamos a inclusão, pensamos no respeito às diferenças e ao diferente. Para nós, como já disse Paulo Freire, todos já estão de certa forma incluídos na sociedade, porém, ainda muitos se encontram marginalizados. Acreditamos numa educação que privilegie o diálogo, a escuta, a comunicação. Ao escutar o outro, aprendo a falar com ele, a conviver, a respeitar.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO INFANTIL, DIFERENÇAS, RELAÇÃO

TÍTULO: SUJEITO E LINGUAGEM: SENTIDOS SOBRE ESCOLA E JOGOS NA PRODUÇÃO INFANTIL
AUTOR(ES): SORAYA MARIA ROMANO PACÍFICO
RESUMO:
Com base nos pressupostos teóricos da Análise do Discurso de filiação francesa (AD), o objetivo deste trabalho é analisar os sentidos que as crianças constroem sobre a escola e sobre os jogos eletrônicos, a fim de que possamos compreender os significados que as atividades escolares e as brincadeiras/jogos têm para elas, o que nos possibilitará pensar em algumas contribuições para que as linguagens trabalhadas no contexto escolar tornem-se mais significativas. A metodologia consistiu na discussão da professora com seus alunos, de uma 3ª série EF (sujeitos desta pesquisa) sobre sentidos de escola e de jogos; após a discussão, os alunos produziram textos escritos sobre os temas discutidos. Buscamos, por meio de análises das produções escritas, compreender o modo como os sujeitos discursivizam tais sentidos, pois julgamos relevante investigar como as crianças, ocupando a posição discursiva de sujeitos-alunos usam a linguagem para falarem da complexa relação que mantêm com a escola e com aquilo que está além do contexto escolar. De acordo com a Análise do Discurso, temos que o sujeito não é homogêneo; ao contrário, é dividido, heterogêneo; por isso, ele pode ocupar várias posições para produzir seus discursos. Os sentidos tecidos pelos sujeitos marcam a escola falada como obrigação, como lugar onde se deve estar; já os jogos e as brincadeiras são discursivizados como alegria, liberdade, em que a identificação do sujeito com tais sentidos é explícita, como é implícita e nebulosa a (des)identificação do sujeito com a escola. Sabemos que, muitas vezes, as crianças são faladas, mas não podem falar de si, de seus pontos de vista. Se a escola não dá voz aos alunos e fala por eles, consideramos que as linguagens empregadas na Educação Infantil e Ensino Fundamental não levam em conta o sujeito-criança e silenciam as relações que se estabelecem além dos muros escolares.
PALAVRAS-CHAVE: LINGUAGENS, SUJEITO, ESCOLA

TÍTULO: RELEITURA DE OBRAS DE ARTE: OBSERVAR, LER, RECRIAR – CONSTRUINDO UMA NOVA ARTE
AUTOR(ES): SUELI HELENA DE CAMARGO PALMEN
RESUMO:
A comunicação a ser apresentado focaliza o trabalho realizado numa turma de Agrupamento III da Rede Municipal de Educação de Campinas/SP, cujo tema gerador é a “Releitura de obras de arte”, partindo da apreciação e da leitura de imagens com o objetivo de proporcionar as crianças o estabelecimento de relações com o seu universo cultural, com outras culturas e com as diferentes formas de expressão e de linguagem. A arte da criança desde cedo sofre influência do seu universo cultural e seu repertório artístico vai se construindo a partir das suas vivências, do seu acesso à TV, a revistas, livros e mesmo das construções artísticas de outras crianças. O adulto influencia neste contexto por meio dos materiais que oportuniza para o acesso, mediando a construção da cultura infantil e a ampliando o repertório de conhecimentos e de linguagens da criança, lembrando que a expressão artística é dessas Linguagens. Ao falar sobre a obra de arte observada, a criança amplia sua linguagem, conhece a história do artista e de sua obra, o que contribui de maneira significativa para a construção do conceito de história, para o conhecimento de si e do outro. O objetivo deste trabalho é criar um espaço que possibilite o contato com variadas formas de artes, explorando a expressão de habilidades artísticas, capacidade de observação e de leitura partindo das imagens. O registro deste projeto foi realizado por meio de fotografias do processo de produção das crianças em relação às obras de arte observadas e através da produção coletiva de textos sobre os artistas pesquisados. A releitura é realizada de várias formas, ou seja, uma tela pode se tornar uma escultura, uma maquete, enfim, pode se tornar tridimensional, dando origem a uma nova arte - personalizada, superando a cópia da obra observada.
PALAVRAS-CHAVE: LINGUAGEM, ARTE, EDUCAÇÃO INFANTIL

TÍTULO: A RELAÇÃO DO BRINCAR E A LINGUAGEM NA PERSPECTIVA TEÓRICA DE LEMOS.
AUTOR(ES): TACIANA MARIA DE VASCONCELOS BRISSANT
RESUMO:
Não é de hoje que o brincar vem sendo objeto de estudo de diversas ciências, dentre as quais podemos destacar a Educação, a Psicologia, a Psicanálise e a Fonoaudiologia. Percebemos a importância que os estudiosos atribuem ao brincar, não só no contexto da afetividade, mas como subsídio para compreender o processo de como a criança, através do brincar, adquire a linguagem e se constitui enquanto sujeito. A utilização do brincar nas séries iniciais por parte dos professores pode fornecer recursos para promover a aprendizagem, visto que estimula a cognição e a sociabilização. Portanto o nosso objetivo para esta comunicação é: Apresentar a relação existente entre o brincar e a constituição da linguagem na perspectiva teórica de Claúdia De Lemos. Metodologia: Com a utilização do brincar, mostraremos que a criança adquire juntamente com a linguagem conhecimentos em outras áreas relacionadas com a aprendizagem. Resultados: Verificamos que nesta perspectiva a criança adquire a linguagem através de uma cadeia linguística na qual ela ocupa posições e não mais é vista como estágios estanques de desenvolvimento e que o brincar consolida esse processo. Além disso, o “erro” produzido pela criança tem uma significação de tentativas de acerto no processo de aquisição da linguagem. Conclusão: O brincar é um instrumento indispensável para favorecer o processo de desenvolvimento global da criança.
PALAVRAS-CHAVE: BRINCAR, LINGUAGEM, APRENDIZAGEM


SESSÃO - LINGUAGENS EM EDUCAÇÃO INFANTIL 24
DIA: 23/07/2009 - Quinta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: Sala de Congregação

TÍTULO: PARTICIPAÇÃO DE BEBÊS EM PRÁTICAS DE LEITURA E CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS NA CRECHE
AUTOR(ES): TACYANA KARLA GOMES RAMOS, ESTER CALLAND DE SOUSA ROSA
RESUMO:
A criança do berçário pode ampliar suas capacidades linguísticas e desenvolver atitudes leitoras em situações comunicativas e expressivas mediadas pela literatura. Apoiados numa perspectiva walloniana, o movimento pode ser apontado como um dos recursos que o bebê utiliza para expressar suas necessidades, disposições internas e evidenciar sua participação em práticas leitoras. Neste estudo, as observações foram alçadas de um conjunto de relatos de práticas pedagógicas desenvolvidas no berçário de uma creche pública de Recife, coletados num curso de formação continuada. As crianças participantes tinham idades entre 08 e 13 meses. A professora organizou sequências didáticas que entrosaram as crianças no fluxo de situações leitoras, compondo com o grupo infantil um repertório de estratégias de engajamentos com a narrativa, mostrando-se atenta aos sinais comunicativos dos bebês que ela interpretou como sendo a emissão de comentários e apreciação literária. Apesar dos bebês não utilizarem a comunicação verbal, eles são responsivos às manifestações comunicativas do parceiro em ocasiões de leitura por meio de vocalizações, sorrisos, olhares e ajustes corporais que traduzem emparelhamento de intenções à situação proposta pela professora. Reflete-se sobre a possibilidade de que a literatura, interpretada numa situação sociointerativa, propicie um contexto de apreensão e compartilhamentos de significados que insira a criança em práticas discursivas por meio das quais ela expressa disposições emocionais e cognitivas, em resposta às pistas fisionômicas, posturais, entonacionais e outros sinais comunicativos advindos do parceiro, desvelando a dimensão expressiva de seus atos que comunicam sua participação em práticas leitoras na creche.
PALAVRAS-CHAVE: PRÁTICAS DE LEITURA, COMUNICAÇÃO DE BEBÊS, CRECHE

 

TÍTULO: EDUCAÇÃO INFANTIL, MÚSICA E VISÃO DE MUNDO: A TEORIA E A PRÁTICA
AUTOR(ES): TALITA CRISTINA SANCHES
RESUMO:
A presente pesquisa visa compreender e explicar o valor que a música possui quando trabalhada na educação infantil. Propomo-nos saber qual a importância que ela tem para os professores da educação infantil, se é utilizada em suas aulas e, se o é, de que forma é organizado esse trabalho. Procura-se analisar as múltiplas linguagens que a música possui, entendendo-se que esta última constitui uma forma de comunicação com o mundo, permitindo, assim, que a criança que tem contato com ela desde cedo no âmbito escolar desenvolva uma visão de mundo mais ampliada desde o início de sua alfabetização. Entende-se também que, assim como a alfabetização e o letramento, a música precisa ir além de o simples escutar. O indivíduo alfabetizado musicalmente é capaz de compreender aquilo que o rodeia, atribui significados em relação à música que está ouvindo, interpreta não somente a letra da música, mas sim o que o seu som pode transmitir. A pesquisa foi realizada com o auxílio de levantamentos bibliográficos, entrevistas e observações em sala de aula, com atenção especial para a utilização da música na educação infantil, por parte dos professores. Os dados foram coletados junto a esses últimos por meio de questionário/entrevista, em Centros de Educação Infantil da região central e periferia de Londrina. Os resultados apontam para um diferencial no comportamento dos alunos quando a música tem espaço e é trabalhada com outros conteúdos escolares. Esperamos, com este estudo, contribuir com pesquisas na área, bem como oferecer elementos de reflexão para os profissionais que atuam na área delimitada.
PALAVRAS-CHAVE: ALFABETIZAÇÃO MUSICAL, MÚSICA E EDUCAÇÃO INFANTIL, DESENVOLVIMENTO INFANTIL

TÍTULO: A POLÍTICA DE CONVÊNIOS ENTRE SECRETARIA DE EDUCAÇÃO E CRECHES COMUNITÁRIAS DE SÃO GONÇALO-RJ E SUAS IMPLICAÇÕES NO DIREITO À EDUCAÇÃO INFANTIL.
AUTOR(ES): TATIANA GONÇALVES COSTA
RESUMO:
Esta comunicação apresenta alguns resultados de uma pesquisa de iniciação científica desenvolvida no município de São Gonçalo-RJ e tem por objetivo analisar as repercussões da política de convênios entre poder público e creches comunitárias no direito à educação infantil na cidade, buscando perceber os embates entre esses segmentos e as contradições que permeiam essa relação. As instituições comunitárias de São Gonçalo são consideradas, nesse estudo, importante segmento do poder local (Lesbaupin, 2000; Nunes, 2003), dada a influência que exercem sobre as políticas educacionais do município. Através da análise de dados estatísticos, fontes documentais, entrevistas com integrantes da Secretaria de Educação da cidade e com representantes do movimento Articulação de Creches Comunitárias de São Gonçalo, além de observações realizadas em uma das instituições comunitárias do município, busca-se perceber as possibilidades e limitações da manutenção dessa política. Partindo das contribuições de autores como Tiriba (1997) e Cunha (2001), defende-se a ideia de que a articulação e o necessário diálogo entre o poder público e os movimentos sociais locais não devem resultar em formas de ampliar o atendimento em creches sem que haja a proporcional elevação dos investimentos públicos neste segmento, constituindo uma espécie de “expansão a baixo custo” nem ser utilizada como forma de atenuar as pressões por serviços públicos ou como estratégia de cooptação das lideranças desses movimentos sociais. Reafirma-se, dessa forma, a educação infantil como um direito das crianças e um dever do Estado.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO INFANTIL, MOVIMENTOS SOCIAIS, DIREITO À EDUCAÇÃO

 

TÍTULO: TRAJETÓRIA DE ALFABETIZAÇÃO EM LINGUAGENS INFANTIS: A EXPERIÊNCIA DE SER PROFESSORA E AGENTE DE EDUCAÇÃO INFANTIL COM BEBÊS- AGRUPAMENTO I (PREFEITURA MUNICIPAL DE CAMPINAS)
AUTOR(ES): THAÍS CHRISTINECHAGAS DE OLIVEIRA
RESUMO:
Esse trabalho surge da intenção de compartilhar o desafio de ser professora e agente de educação infantil com bebês- os erros e acertos, as dúvidas e buscas por informações e principalmente as descobertas dessa trajetória de formação continuada. O primeiro impacto vivido com a nova experiência (professora de bebês-2008) foi a sensação de viver um constante monólogo ao trabalhar com crianças que ainda não se comunicam através da fala. Nessa fase, o trabalho que desenvolvia pretendia obter “produtos“ das atividades, junto às crianças, para dar retorno aos seus pais. Minhas ações estavam centradas nos adultos e não nas crianças com as quais trabalhava. Foi necessário, portanto, reconstruir minha visão sobre a pequena infância, a educação infantil e especificamente sobre bebês. Consciente dessa necessidade, busquei através de pesquisas acadêmicas sobre educação infantil, sobre infância e até mesmo em produções da área médica sobre o desenvolvimento de crianças de 0 a 2 anos, a sensibilização que precisava para estar junto às crianças diariamente, percebendo suas potencialidades e desejos e buscar novas maneiras de interagir e me comunicar com elas. E adentrei no universo dos bebês quando notei que eles se expressam a todo instante através das múltiplas linguagens infantis e que tem muito a dizer (sem ou com palavras) e mostrar, registrar (sem ou com grafismo). À medida em que me sensibilizo e me alfabetizo em linguagens infantis através das experiências vividas como professora e atualmente como agente de educação infantil que atua com bebês, tenho a possibilidade de oferecer novas descobertas e oportunidades que realmente dão a eles prazer. Pretendo compartilhar neste trabalho algumas dessas experiências, através de fotos e registros escritos do trabalho desenvolvido em 2008 como professora e no início de 2009 como agente educação infantil que atua com crianças de 0 a 2 anos.
PALAVRAS-CHAVE: LINGUAGENS INFANTIS, TRABALHO COM BEBÊS, PROFISSIONAIS DE EDUCAÇÃO INFANTIL

TÍTULO: A ESCOLA , A CRIANÇA E A FAMÍLIA NUM PROJETO DE EDUCAÇÃO INFANTIL
AUTOR(ES): VILMA DE LOURDES CAMPOS
RESUMO:
Este trabalho foi desenvolvido no Cemei 10 (Centro Municipal de Educação Infantil) que é formado pelas Emeis “Meu Pequeno Mundo” e “Zuleika H. Novaes”, situados no Distrito de Sousas, Campinas. Essas Emeis recebem para participar do processo educativo, em média, 158 crianças de 0 a 5 anos sendo 89 meninos de 3 a 5 anos de idade e 69 meninas nesta mesma faixa etária. Por estarem as Emeis situadas na região da APA (Área de Proteção Ambiental de Campinas) e às margens do Rio Atibaia e, não só por isso, mas como um elemento forte na investigação e seleção de temas, a equipe escolar, escolheu como eixo do Projeto Pedagógico a questão ambiental, focando especialmente a questão da água e do Rio Atibaia. No ano de 2006, a equipe das duas Emeis, em reunião de Trabalho Docente Coletivo (TDC), concluiu ser importante convidarmos mães e pais, ou outros membros da família que tivessem disponibilidade, para nos ajudarem na programação da semana da criança. Uma mãe sugeriu que fizéssemos uma peça de teatro envolvendo as famílias e a equipe do Cemei. Após vários encontros, o grupo avaliou, a partir de depoimentos, o quanto vinha sendo presente na fala das crianças, as questões sobre a água, o lixo e principalmente os animais. Valendo-me de minha experiência em teatro nas escolas do Ensino Fundamental e, por ter formação em Psicodrama, me propus a escrever um texto, montar e dirigir uma peça de teatro envolvendo esses temas. A fábula “A Galinha Ruiva’, por ser um texto de referência nos trabalhos das professoras do Cemei, foi eleita pelo grupo como base para o texto. Pretendo apresentar o texto da peça “A Galinha Ruiva e Outros Bichos” e o impacto positivo que o processo e a apresentação final do trabalho trouxeram para o coletivo.
PALAVRAS-CHAVE: CRIANÇA PEQUENA, FAMÍLIA, TEATRO

 

TÍTULO: AS NARRATIVAS MUSICAIS NA EDUCAÇÃO DA INFÂNCIA COMO PRODUTORAS DE SENTIDO, ESTÉTICA E CRÍTICA SOCIAL
EIXO TEMÁTICO: LINGUAGENS EM EDUCAÇÃO INFANTIL
AUTOR(ES): VIRNA MAC-CORD CATÃO
RESUMO:
A criança é um ator social que desenvolve seu papel nas múltiplas linguagens. As linguagens são modos de nos referirmos ao que conhecemos do mundo, ao como conhecemos o mundo, ao para que conhecemos, ao mesmo tempo em que somos, dialeticamente, produtos desse processo de conhecimento. Por isso não são assépticas, neutras ou amorfas. Representam um papel decisivo na constituição dos sujeitos. Assim a música, entendida como uma linguagem artística, organizada e fundamentada culturalmente, é uma prática social em que estão inseridos valores e significados atribuídos aos indivíduos e à sociedade que a constrói e que dela se ocupam. As experiências de vida, portanto, tornam-se narrativas musicais. Interpretar a linguagem significa, portanto, entender a linguagem; interpretar a música significa, enfim, fazer música. Portanto, neste trabalho pretendemos caracterizar algumas reflexões sobre os fazeres e saberes da linguagem musical subsidiando a construção de narrativas numa abordagem histórico-cultural na educação da infância, relatando alguns episódios musicais oriundos da observação participante durante a docência em duas escolas públicas na cidade do Rio de Janeiro. Tem como referenciais teóricos os estudos críticos da Escola de Frankfurt, representados por Walter Benjamin, ao salientar o fenômeno de dadaísmo, e por Theodor Adorno, ao declarar críticas à indústria cultural e ao fetichismo musical, ampliados com Mikhail Bakhtin ao pontuar a teoria materialista da arte, o dialogismo e a polifonia das formas de linguagem. Todavia aborda a dialética da realidade com a música, a percepção de zonas de aberturas musicais no universo escolar e as aproximações culturais produzidas nestas aberturas. Traz como conclusão algumas contribuições da música na Educação e na formação do sujeito, pois a arte é o social em nós, enquanto produtora de sentido.
PALAVRAS-CHAVE: NARRATIVAS MUSICAIS, LINGUAGEM, INFÂNCIA

 

TÍTULO: UMA EXPERIÊNCIA COM ESTÁGIO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: MEMÓRIAS DA INFÂNCA.
EIXO TEMÁTICO: LINGUAGENS EM EDUCAÇÃO INFANTIL
AUTOR(ES): VIVIANE DRUMOND
RESUMO:
Este trabalho é resultado de uma experiência de estágio realizada com alunos do curso de Pedagogia da Universidade Federal do Tocantins. Iniciamos as atividades com a elaboração de um memorial descritivo das vivências dos alunos referentes à educação infantil e anos iniciais do ensino fundamental. Centramos nossa análise, para este estudo, nas experiências relacionadas à educação infantil. A partir da leitura dos memoriais, constatamos dois grupos de sujeitos: aqueles que frequentaram uma instituição de educação infantil e aqueles que não freqüentaram. Os que frequentaram a educação infantil mostraram ter entrado na pré-escola, com quatro ou cinco anos, e nenhum deles fez referência à creche, e descrevem uma pré-escola preparatória para o ensino fundamental, que tem por objetivo a alfabetização. No entanto, o grupo que não frequentou a educação infantil, tendo iniciado a sua vida escolar com sete anos de idade ou mais, ao ingressarem na escola já estavam alfabetizados ou em processo de alfabetização. Nesses casos, os pais assumiram a responsabilidade de alfabetizar os próprios filhos. Mas, por que as famílias sentiram a necessidade de preparar as crianças para o ingresso na escola? Não seria essa uma responsabilidade da própria escola? Propomo-nos a discutir esses entre outros questionamentos suscitados, a partir da escrita das memórias dos alunos sobre suas próprias infâncias e o processo de aprendizado da leitura e escrita, vivenciados por eles, o que nos trouxe reflexões sobre o papel da educação infantil.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO INFANTIL, MEMÓRIAS, ALFABETIZAÇÃO