Políticas Públicas em Leitura

SESSÃO - POLÍTICAS PÚBLICAS EM LEITURA 1
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Instittuto de Estudos da Linguagem - IEL - SALA: CL 15

TÍTULO: DESATANDO NÓS: PARA UMA POLÍTICA DE ACESSO, PERMANÊNCIA E SUCESSO NA ESCOLA
AUTOR(ES): ALYNE RENATA DE OLIVEIRA
RESUMO:
Entendendo a necessidade de uma prática de ensino de língua que articule a alfabetização e o letramento e garanta assim o sucesso escolar, a Secretaria Municipal de Educação de Ponta Grossa buscou atender a essa necessidade a partir da elaboração e aplicação do Projeto de Intensificação de aprendizagem que ocorreu nas escolas da Rede Municipal no ano de 2008. O propósito desse trabalho é mostrar a trajetória metodológica desse projeto, cujo principal objetivo é promover, no turno contrário, a intensificação de aprendizagem de alunos que apresentam baixo rendimento escolar. O projeto se inscreve numa metodologia de pesquisa-ação, uma vez que se apoia na resolução de um problema coletivo. Primeiramente, foram levantados o referencial teórico e a base legal que respaldam ações que busquem a recuperação de estudos em turno contrário ao do aluno, inclusive com possibilidade de reclassificação. Através de preenchimento de formulários, foram levantados dados quantitativos e qualitativos a respeito dos alunos que estavam em processo de alfabetização e em situação de defasagem idade/série. A partir disso, foi elaborado o plano de intervenção: formação de turmas no contra turno, seleção de professores para as turmas e formação continuada para os professores das turmas de intensificação. Obteve-se como resultado um avanço significativo dos alunos no que diz respeito à aprendizagem, à convivência social e à autoestima. Nesse sentido, constata-se a importância de ações escolares que promovam a aprendizagem desses alunos, com o objetivo de garantir não só o sucesso escolar, mas formar um indivíduo capaz de fazer uso das habilidades de ler e escrever em práticas sociais.
PALAVRAS-CHAVE: LETRAMENTO, ALFABETIZAÇÃO, APRENDIZAGEM

 

TÍTULO: O DIÁLOGO ENTRE AS POLÍTICAS PÚBLICAS PARA A LEITURA E A ESCOLA PÚBLICA EM PARAÍBA DO SUL.
AUTOR(ES): ANA MARIA MENDES LARGHI
RESUMO:
Esta investigação propõe levantar as políticas públicas no cenário nacional e a sua relação com os projetos adotados pelo município de Paraíba do Sul/RJ. A partir das propostas de ensino e prática de leitura apresentada no PCN (MEC/SEF, 1998) e OCN (MEC/SEB, 2006), foram relacionados os aspectos que fazem da leitura um instrumento de inclusão e de formação do sujeito crítico, compreendido como agente modificador de sua sociedade. Observa-se que nestes dois documentos, a leitura está vinculada à natureza sociointeracional, onde ao fazer uso da linguagem o sentido é construído entre os participantes do discurso “leva-se em conta aquele a quem se dirige ou aquele que produziu um enunciado” (MEC/SEF,1998). Desta forma, é necessário que a escola contribua com a interação e a atuação do aluno dentro de seu espaço, criando um valor identitário que o conduza a construir sua subjetividade a partir do outro. O papel que a escola pública exerce é portanto relevante, pois ela é a matriz de um processo em constante evolução, e é responsável pela formação do cidadão consciente, que vive em sociedade. Assim, a leitura deve fazer parte da vida, não só da vida escolar, mas da sua existência. A contribuição que se espera deste trabalho é de apresentar uma análise das relações que são estabelecidas pelo poder público e a gestão deste no contexto sul-paraibano, verificando-se o quê e como são empregados.
PALAVRAS-CHAVE: POLÍTICA PÚBLICA, LEITURA, PARAÍBA DO SUL/RJ

 

TÍTULO: PROJETO ESCOLA INTEGRADA E PRÁTICAS DE LEITURA: UMA ANÁLISE À LUZ DA SOCIOLOGIA DOS TEMPOS SOCIAIS
AUTOR(ES): ÁUREA REGINA GUIMARÃES THOMAZI
RESUMO:
Este artigo tem como objetivo analisar uma experiência, em curso, de uma oficina de leitura desenvolvida no âmbito do Projeto Escola Integrada em Belo Horizonte, tendo como referencial teórico a Sociologia dos Tempos Sociais (SUE, 1991, 1994). Em uma primeira parte, explicitamos alguns critérios apontados por essa teoria, para a análise do tempo social dominante nas sociedades. Pretendemos mostrar que o funcionamento e as mudanças na sociedade ocorrem a partir da organização dos tempos consagrados às diversas atividades sociais bem como as representações que se relacionam a ela. Dito de outra maneira, a partir da organização e da representação dos tempos sociais, as atividades em uma determinada sociedade e, portanto, também na escola, representam diferentes concepções, por exemplo, as de tempo livre ou tempo de trabalho. Em uma segunda parte, ainda fazendo referência a essa teoria, procura-se analisar as práticas de leitura na escola (CHARTIER, 1989; HEBRARD, 1985; SINGLY 1989; SOARES, 1999), finalizando com um relato de experiência, das atividades de leitura, desenvolvidas nas séries iniciais do ensino fundamental, em algumas escolas da rede pública. Trata-se de uma iniciativa da rede municipal de Belo Horizonte, iniciada em 2007, que tem como proposta desenvolver diversas atividades além do reforço escolar, tais como, artes, jogos matemáticos, sexualidade, capoeira, artesanato, horta e práticas de leitura, dentre outras. Tais atividades são realizadas em horários e espaços extra classe. Procuramos mostrar como as atividades de leitura e o tempo dedicado a cada uma delas, correspondem à concepções de tempo livre ou tempo de trabalho, presentes e dominantes em nossa sociedade.
PALAVRAS-CHAVE: PRÁTICAS DE LEITURA, ESCOLA, SOCIOLOGIA TEMPOS SOCIAIS.

 

TÍTULO: O PROGRAMA NACIONAL DE INCENTIVOÀ LEITURA (PROLER): CONCEPÇÕES E PERSPECTIVAS
AUTOR(ES): FLAVIANE CINTRA
RESUMO:
O presente trabalho é parte de uma pesquisa, em processo, sobre o Programa Nacional de Incentivo à Leitura – PROLER. Este programa tem articulado ações no intuito de alterar o caótico cenário da leitura no Brasil, qual seja: se lê pouco e quase não há espaços para a prática de leitura em escolas e, também, nos municípios. Assim, o PROLER têm um importante papel na difusão de práticas leitoras em todo o território nacional. Considerando esse aspecto faz-se necessário conhecer os elementos constituintes desse programa, suas diretrizes e principais ações com a finalidade de compreender a concepção de leitura que o fundamenta e quais as principais vertentes que os governos vêm focalizando. O estudo desse programa de incentivo à leitura pode potencializar a reflexão sobre as políticas públicas de incentivo à leitura. Neste sentido, apresentamos um breve quadro das avaliações internacional e nacional em relação ao desempenho em leitura, buscando conhecer em que contexto as políticas públicas de incentivo à leitura vem sendo implementadas. Em seguida, destacamos a noção de leitura e de leitor adotada nesta investigação e esclarecemos aspectos da noção de políticas públicas e políticas de incentivo à leitura. Por fim, apontamos alguns aspectos da análise em relação ao PROLER, objeto dessa investigação. Para o levantamento dessas informações utilizamos o estudo bibliográfico e a análise de documentos elaborados pelos órgãos oficiais referente às políticas de incentivo a leitura e ao livro a partir dos anos 1990.
PALAVRAS-CHAVE: PROLER, LEITURA, POLÍTICAS DE INCENTIVO À LEITURA

 

TÍTULO: “GINCANA DO AMIGUINHO LEITOR: UM MOMENTO PRAZEROSO”
AUTOR(ES): HELOISA IVONE DA SILVA DE CARVALHO
RESUMO:
O Projeto “Gincana do Amiguinho leitor: Um momento Prazeroso” é destinado as crianças de 1ª a 4ª série do turno matutino da Escola Municipal de Ensino Fundamental “Mauro Braga” do município de Vitória ES, iniciando com as crianças da 2ª série tendo em vista o índice de crianças do ano 2007 que demonstraram dificuldade em ler nessa faixa etária. Esse trabalho propõe uma experiência, com duração de dois anos, com perspectiva de se renovar e atender um número cada vez maior de crianças. Tem como objetivo geral o incentivo ao prazer da leitura, propiciando momentos prazerosos, trabalhando a expressão oral, corporal e escrita das crianças, oferecendo um pequeno acervo de literatura infantil. Além de trabalhar com as crianças com dificuldades de leitura, pretendemos estimular aquelas que já possuem o hábito de ler. Só a educação e a escola […] podem tornar menos desigual e menos injusta a repartição deste capital simbólico e dar assim aos jovens a possibilidade de virem a ser homens e mulheres mais dialogantes, mais livres, mais solidários e mais responsáveis (Aguiar e Silva, 1989, p. 18). Assim temos como meta oportunizar as crianças a capacidade de ler e interpretar os vários tipos de textos; Despertá-las para a cidadania, introduzindo a discussão de valores éticos e morais como: respeito, participação, solidariedade, honestidade. É ainda imprescindível acompanhar as famílias das crianças envolvidas, desenvolvendo um trabalho de orientação e instrução, criando perspectivas de uma melhor qualidade de vida.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA , CIDADANIA , COMUNIDADE

SESSÃO - POLÍTICAS PÚBLICAS EM LEITURA 2
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Instittuto de Estudos da Linguagem - IEL - SALA: CL 15

TÍTULO: COMO FORMAR O LEITOR DE LITERATURA, AFINAL?
AUTOR(ES): JOSUE DE SOUSA MENDES
RESUMO:
Moacyr Scliar prefere começar por outra pergunta: queremos de fato leitores? Monteiro Lobato responde sem perguntar: um país se faz com homens e livros. Proponho uma equação: prazer > hábito > cultura > sociedade leitora. Portanto, despertar o prazer de ler; desenvolver o hábito de ler; formar uma cultura leitora; e construir uma sociedade imaginativa – a partir do texto literário, que põe o leitor em contato com uma “consciência” que, às vezes, lhe é estranha ou diferente. Resolução: mudar o ensino da literatura; levar o leitor a ler o texto literário em back-way (caminho de volta), a fim de aproximar a literatura do cotidiano do leitor; compreender que o texto literário forma no leitor não somente uma competência técnica, mas dá-lhe uma dimensão cultural, além de levá-lo ao lugar de uma experiência moral; estabelecer uma espécie de comunhão entre leitor e texto literário; por fim, elevar o leitor à condição de escritor de uma sociedade mais imaginativa, justa e humana. Entretanto, falar de formação de leitor e mais estritamente da formação de uma cultura leitora é olhar com exclusividade para quem é responsável por essa missão formadora, mesmo que ao professor seja atribuído o rótulo de não-leitor. E a pegunta final: por que alguns leitores demonstram capacidade evidente para a leitura da literatura e outros não têm a mesma facilidade, nem quanto à percepção, nem quanto ao nível de conhecimento exigido? A resposta é taxativa: a forma de ler o texto literário modificou-se, por essa razão o leitor deve ser estimulado não apenas a ler as palavras, mas a escutar o mundo à sua volta, a partir de expressões que não estão explícitas ou das inferências permitidas pelo texto. Esse é desafio que se nos apresenta.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO, LEITOR, LEITURA

TÍTULO: O PROCESSO DE IMIGRAÇÃO NO BRASIL E A PROPOSTA PARA O DESENVOLVIMENTO E DIFUSÃO DO ENSINO PRIMÁRIO NO PROJETO TAVARES LYRA. O DEBATE SOBRE ALFABETIZAÇÃO NO INÍCIO DO SÉCULO XX
AUTOR(ES): LIGIANE APARECIDA DA SILVA
RESUMO:
Este trabalho busca analisar o debate travado na Câmara dos Deputados e no Senado Federal sobre as questões referentes à importância da alfabetização das crianças no início do século XX no Brasil, presentes na Coletânea Documentos Parlamentares - Instrução Pública. Buscou-se estabelecer uma relação entre a discussão dos intelectuais e parlamentares ocorridas nos anos de 1907 e 1908 - que deram origem ao Projeto - e as discussões sobre o problema da influência dos imigrantes na formação de uma identidade nacional necessária ao país naquele momento histórico. Este Projeto, elaborado pelo então Ministro de Estado da Justiça e Negócios Interiores, Augusto Tavares de Lyra, autorizava o Governo Federal a reformar o ensino secundário e superior, ao mesmo tempo que propunha a promoção e difusão do ensino primário. O Brasil, naquele momento, passava por muitas transformações, como a organização do regime republicano, a transição do trabalho escravo para o assalariado, o início do processo de alfabetização, além da chegada dos imigrantes, cuja mão-de-obra substituiria o negro. O Projeto Tavares Lyra constitui-se em uma fonte documental pouco analisada, mas significativa para os estudos históricos da educação brasileira do início do século XX. Em relação ao ensino primário, dentre outras coisas, tencionava promover a alfabetização das crianças de modo a imprimir em cada uma um sentimento de amor à pátria, ao mesmo que revelava a necessidade de se ensinar a leitura e escrita aos filhos dos imigrantes em escolas brasileiras, evitando, assim, a disseminação de diferentes culturas e, consequentemente, o enfraquecimento da nação. Nesse sentido, o debate dos parlamentares revela uma outra importante discussão frequente na época: o papel do Estado em relação ao ensino primário no país.
PALAVRAS-CHAVE: INSTRUÇÃO PRIMÁRIA BRASILEIRA, PROJETO TAVARES LYRA, IMIGRAÇÃO

 

TÍTULO: PROGRAMA NACIONAL DO LIVRO DIDÁTICO (PNLD): ASPECTOS HISTÓRICOS E POLÍTICOS.
AUTOR(ES): LUCIANO DE OLIVEIRA
RESUMO:
O texto pretende discutir a política do livro didático no Brasil. Traz para o foco da discussão o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), o qual está vinculado ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), órgão encarregado pela sua execução. O Programa Nacional do Livro Didático tem como objetivo principal a distribuição de livros didáticos para alunos da Educação Básica das escolas públicas. Esse Programa possui uma dimensão política que está assentada, implicitamente, em concepções e princípios democráticos, uma vez que através do PNLD todos os alunos têm o direito ao acesso do livro didático. Esse aspecto político beneficia os alunos das classes populares que estão, em sua maioria, matriculados em escolas públicas. Esse Programa é uma estratégia de apoio a Política Educacional implementada pelo Estado brasileiro, com a perspectiva de atender uma demanda de caráter obrigatório que está explicitada no artigo 208 da Constituição Federal. Tal artigo reza o atendimento ao aluno no Ensino Fundamental através de Programas suplementares de material didáticos, transporte, alimentação e também assistência à saúde. O estudo está assentado em uma abordagem diacrônica do PNLD, realizada através da análise documental de textos emanados do Governo Federal que tratam do Programa Nacional do Livro Didático, Constituição Federal de 1988, a Lei 9394/96 e o Plano Nacional de Educação (Lei 10.172/2001).
PALAVRAS-CHAVE: PNLD, POLÍTICA EDUCACIONAL, ESCOLA PÚBLICA

 

TÍTULO: PROJETO LEITURAÇÃO: POLÍTICA PÚBLICA E INCENTIVO A LEITURA NO ESTADO DA BAHIA
AUTOR(ES): LUCIENE SOUZA SANTOS
RESUMO:
A Biblioteca do Instituto Anísio Teixeira tem como missão institucional a promoção de atividades de captação, processamento e disseminação da informação, subsidiando a ação de pesquisadores e professores das redes estadual, federal e municipal de ensino. Para bem cumprir sua missão, a Biblioteca do IAT, com o apoio da Diretoria de Bibliotecas Públicas do Estado da Bahia/Fundação Pedro Calmon, propõe o Projeto Leituração como atividade integrada ao Programa de Incentivo à Leitura, apoiando e fortalecendo o processo de estímulo e habilidade em leitura dos alunos de rede pública do Estado da Bahia e da comunidade em geral. O Projeto Leituração, como atividade integrada ao Programa de Incentivo à Leitura, objetiva o oferecimento de cursos de capacitação continuada aos professores, bibliotecários ou responsáveis pelas bibliotecas ou salas de leitura, vinculado à realização de oficinas para os alunos das escolas, criando o “diálogo” com a leitura de forma lúdica, buscando um novo caminho para a aprendizagem; através de atividades diversas que desenvolvam a imaginação, resgatando as experiências do cotidiano, buscando na leitura novas formas de pensar e agir criticamente frente à sociedade. Para realização do projeto é imprescindível que haja o envolvimento de diretores, professores, bibliotecários e auxiliares com a proposta, já que deve haver relação entre as ações apresentadas no Leituração e o projeto político-pedagógico das escolas.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, FORMAÇÃO, POLÍTICA

 

TÍTULO: ESCOLA E LEITURA
AUTOR(ES): MARIA ALICE DE SOUSA CARVALHO
RESUMO:
Objetiva-se, com este artigo, discutir sobre algumas implicações que advém da consideração de que a leitura na escola deve ser trabalhada reforçando o caráter instrumental da língua, priorizando os gêneros textuais que mais circulam na sociedade, afim de contribuir para a formação de leitores críticos e cidadãos. Parece ser esta a proposicão difundida no atual discurso político- pedagógico presente nas iniciativas do Estado para orientar a educação escolar brasileira através do Plano de Desenvolvimento da Educação e do Parâmetro Curricular Nacional de Língua Portuguesa. Concordamos com tal orientação? Afinal, qual é a função da leitura na escola? Que textos levar para a sala de aula? Que atividades promover? Para ampliar o debate em torno dessa temática, tomaremos como base a discussão apresentada por Roland Barthes sobre o “prazer do texto“. Segundo ele, há o texto tagarela e o texto que é escritura. O primeiro é imperativo, é sem afeto, não rompe com a cultura, conforta o leitor. O segundo, ao contrário, é fruição, revolucionário, ultrapassa e deixa o leitor em suspenso, cindido. A prática da leitura na escola provocará deslizamentos, isto é, novos sentidos e novas experiências, desde que se considerem as possibilidades do significante e não privilegie o significado, ou melhor, se ofereça escritura e não tagarelice.
PALAVRAS-CHAVE: ESTADO, ESCOLA, LEITURA

SESSÃO - POLÍTICAS PÚBLICAS EM LEITURA 3
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Instittuto de Estudos da Linguagem - IEL - SALA: CL 15

TÍTULO: PENSAR-AGIR-AVALIAR: SUBSÍDIOS PARA O PLANEJAMENTO DAS AÇÕES DE ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO NA REDE PÚBLICA MUNICIPAL DE ENSINO DE CURITIBA.
AUTOR(ES): MARIA INÊS CAVICHIOLLI, ANA MARIA BASTIAN MACHADO
RESUMO:
A Secretaria Municipal da Educação de Curitiba (SME), desde o ano de 2006, sistematicamente divulga para a sua rede de ensino, os resultados de avaliações de aprendizagem realizadas pelo Ministério da Educação (Prova Brasil e Provinha Brasil). Mais recentemente, os resultados das avaliações desenvolvidas e aplicadas pela própria Secretaria Municipal, com a finalidade de identificar fatores críticos na aprendizagem de seus estudantes. A comunicação tem por objetivo apresentar uma experiência do Departamento de Planejamento e Informações (DPI) da SME, que tem entre suas responsabilidades a produção, sistematização e disponibilização de informações educacionais para subsidiar processos de planejamento, monitoramento e avaliação nas diferentes instâncias administrativas municipais da educação – Escola, Núcleos Regionais da Educação (NRE) e Município, com vistas a favorecer o uso estratégico da informação (modelo processual de administração da informação – CHOO, 2006). O case a ser apresentado trata da disponibilização e uso dos resultados das avaliações de alfabetização e letramento elaboradas pelo MEC e SME, a partir de uma planilha, na qual são registrados os resultados das avaliações. Na seqüência são gerados tabelas e gráficos que resultam das relações com avaliações anteriores, e critérios de avaliação do processo de ensino, segundo diretrizes curriculares da SME. O instrumento permite análises sobre os processos de ensino e aprendizagem com diferentes focos: estudante, turma, escola, NRE, RME, por questão da prova e critério avaliativo e níveis de desempenho. Com esta prática tem-se favorecido o uso da informação em discussões locais, em seminários regionalizados e na definição de políticas educacionais na RME, bem como, a integração do DPI com o Departamento de Ensino Fundamental responsável pela coordenação do ensino nas escolas municipais.
PALAVRAS-CHAVE: USO DA INFORMAÇÃO, AVALIAÇÃO DE APRENDIZAGEM, ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO

 

TÍTULO: IMPACTOS DA PROVINHA BRASIL NA REORGANIZAÇÃO DAS PRÁTICAS DE ALFABETIZAÇÃO DAS ESCOLAS PÚBLICAS DO PAÍS
AUTOR(ES): MARINILDA MAIA
RESUMO:
Este texto faz parte de uma pesquisa que se insere no campo de estudos sobre as práticas avaliativas do processo de alfabetização nas séries iniciais do Ensino Fundamental. Ele busca trazer dados sobre os impactos das avaliações externas, como a Provinha Brasil, no desenvolvimento das práticas do ensino das habilidades de leitura nas escolas públicas do país.
Na pesquisa em curso, é feita uma análise de como os professores alfabetizadores se apropriam dos resultados da Provinha Brasil na sua prática cotidiana, levando-se em conta que essa avaliação pode ser ou não uma ferramenta para avaliar o nível de alfabetização dos alunos do segundo ano do ensino básico. Ao mesmo tempo, a pesquisa visa examinar de que forma os professores interpretam e utilizam os resultados obtidos pelos seus alunos. Por meio da pesquisa qualitativa, o trabalho tem se utilizado de entrevistas com os professores alfabetizadores de escolas da rede municipal de Belo Horizonte, buscando saber informações relacionadas às condições de aplicação da avaliação e o trabalho com os resultados obtidos com a aplicação desse instrumento. As análises já feitas têm mostrado que a aplicação das avaliações em larga escala é uma política que ganha cada vez mais espaço para a avaliação do trabalho do professor, o que tem trazido repercussões para a prática de sala de aula dos professores alfabetizadores.
PALAVRAS-CHAVE: ALFABETIZAÇÃO, AVALIAÇÃO , LEITURA

 

TÍTULO: LIVRO NO MÊS: UM PROJETO DA CAPITAL NACIONAL DA LITERATURA
AUTOR(ES): MIGUEL RETTENMAIER DA SILVA
RESUMO:
O trabalho pretende relatar uma das várias ações de Passo Fundo em favor da leitura: o projeto Livro do Mês. A cidade de Passo Fundo, por força da Lei Federal nº 11264, de 02 de janeiro de 2006, e pela trajetória crescente das Jornadas Literárias, maior movimentação cultural de leitura da América Latina, é a Capital Nacional da Literatura. Enquanto sede das Jornadas Literárias, e como decorrência da importância dada à leitura através das Jornadas e de seus desdobramentos, é a cidade que mais lê no Brasil, com uma média de 6,5 livros ao ano por habitante, cifra comparada a países socialmente desenvolvidos da Europa. Dentre todas as ações desenvolvidas em Passo Fundo, o projeto Livro do Mês tem assumido caráter singular: mensalmente autores de todo o Brasil visitam a cidade e se encontram com acadêmicos da UPF e com a comunidade, representada principalmente por alunos de ensino fundamental e médio das escolas públicas e particulares do município e da região que realizam uma leitura antecipada do livro selecionado, preparando-se para o diálogo com o autor. Observando-se a natureza comunitária dessa ação, o artigo pretende registrar em evento de natureza científica, o 17º COLE, os antecedentes e os efeitos já diagnosticáveis dessa iniciativa, bem como detalhar o processo envolvido em mais essa proposta de formação de sujeitos leitores críticos, criativos e esteticamente sensíveis no município de Passo Fundo.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO DO LEITOR, LETRAMENTO LITERÁRIO, ESCOLA

 

TÍTULO: A PRÁTICA DA LEITURA: UMA PROPOSTA PEDAGÓGICA COM FINALIDADE POLÍTICA DA AÇÃO EDUCATIVA
AUTOR(ES): PAULO EMÍLIO DE ASSIS SANTANA
RESUMO:
O presente artigo apresenta a questão da leitura como definição para o sentido da prática pedagógica dos educadores na escola. Aborda o fato de que tal prática constitui-se como elemento fundamental para contribuir com o pensamento crítico dos educandos. Discorre também sobre a importância da prática da leitura por parte dos educadores como forma de promover o processo de emancipação política dos educandos. Pretende, ainda, estimular os professores a aplicar a leitura como finalidade política, pois é necessário aprender a ler para aprender a pensar, criticar e entender a realidade circundante. O autor destaca que a ausência de leitura entre as classes menos favorecidas produz a falta de conhecimento e exclusão social, o que torna a sociedade ainda mais excludente, com indivíduos alienados e incapazes de pensar por si sós. Vale destacar que o presente trabalho tem, portanto, uma intenção política definida, que tem como ponto de partida e de chegada a prática social global entendendo a leitura como instrumento basilar à emancipação política dos educandos. Desta maneira, inicialmente, apresenta-se a importância da leitura na sociedade moderna, com a finalidade de fazer que com que as crianças aprendam a pensar verdadeiramente para aprender a interpretar a realidade social em que vivem. Em seguida, busca-se definir a interpretação da realidade como elemento básico fundante para o desenvolvimento tanto acadêmico quanto político dos estudantes. Ao final, o autor enfatiza que o ato de ler deve ser visto como uma proposta política fundamental para os educadores comprometidos com a transformação da sociedade em virtude de ser também uma estratégia de luta vinculada a pratica pedagógica deles próprios.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, PRÁTICA PEDAGÓGICA, POLÍTICA

 

TÍTULO: SIM, VOCÊ PODE USAR QUADRINHOS NA ESCOLA
AUTOR(ES): PAULO RAMOS, WALDOMIRO DE CASTRO SANTOS VERGUEIRO
RESUMO:
As histórias em quadrinhos podem ser utilizadas na escola? Sim. A questão agora é outra: como usar os quadrinhos em sala de aula. O tema foi indiretamente inserido na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) e, de forma mais explícita, nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN). A partir de 2006, o Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE), que distribui livros de diferentes editoras para as escolas do país, passou a incluir obras em quadrinhos entre os títulos levados às instituições formais dos ensinos fundamental e médio. Em 2009, o governo federal incluiu na relação 21 títulos, 15 para o fundamental e 6 para o médio. Este trabalho busca descrever essa trajetória recente de inserção das histórias em quadrinhos nas salas de aula como política de governo e ponderar avanços e limitações dessa nova perspectiva. Um dos avanços diz respeito à inclusão oficial do tema na realidade do professor. Duas limitações são, sem dúvida: a visão das histórias em quadrinhos como uma forma de literatura; e sua compreensão como um instrumento para outras práticas de leitura. Esses dois pontos de vista ainda evidenciam um olhar limitado sobre a autonomia da linguagem dos quadrinhos e seus benefícios para o processo de ensino e desenvolvimento cultural dos estudantes.
PALAVRAS-CHAVE: HISTÓRIAS EM QUADRINHOS, LEITURA, PNBE

 

SESSÃO - POLÍTICAS PÚBLICAS EM LEITURA 4
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Instittuto de Estudos da Linguagem - IEL - SALA: CL 14

TÍTULO: “LITERATURA EM MINHA CASA”: DA INTENÇÃO À PRÁTICA EFETIVA
AUTOR(ES): REGINA JANIAKI COPES
RESUMO:
A pesquisa teve a preocupação de estabelecer as relações entre o proposto pelo projeto governamental de incentivo à leitura “Literatura em Minha Casa”, e o que foi efetivado na prática no município de Ponta Grossa, Paraná. O suporte teórico para a compreensão do objeto está assentado nas concepções de leitura de autores que discutem as políticas públicas de leitura e formação de leitor – como Perrotti, Silva, Britto. A análise documental focou os objetivos, o público alvo, os critérios para a distribuição dos livros, os investimentos financeiros, as concepções básicas e as ações que nortearam a implantação e a implementação do projeto nas escolas. Foram analisados conteúdos das entrevistas realizadas com gestores, pedagogos, professores e responsáveis pelas bibliotecas das escolas municipais e estaduais. Pela análise dos documentos emanados do MEC, observou-se que o referido projeto teve como meta inicial tornar acessível aos alunos de 4ª, 5ª e 8ª séries do Ensino Fundamental e às suas famílias um conjunto de textos literários. As principais conclusões são: a) a maioria dos gestores escolares desconhecia os programas, os projetos e as campanhas de incentivo à leitura emanados do Governo Federal; b) os livros não chegaram nas escolas da forma como estava proposto nos documentos oficiais; c) os alunos não receberam os kits conforme o prescrito no projeto; d) em algumas escolas, tanto nas estaduais quanto nas municipais, há resíduo de volumes nas estantes das bibliotecas e nas salas de leitura e; e) as escolas receberam uma quantidade de kits muito aquém da demanda de matrículas. Pelas informações dos sujeitos, constatou-se certo distanciamento entre as intenções manifestadas nos documentos e os resultados da proposta implementada nas escolas. O projeto não ganhou visibilidade nem dentro das escolas, nem na comunidade.
PALAVRAS-CHAVE: POLÍTICAS PÚBLICAS,, POLÍTICA DE LEITURA,, FORMAÇÃO DE LEITORES

 

TÍTULO: POLÍTICAS DE INCENTIVO À LEITURA E LIVRO: INTERFACES DOS PROGRAMAS ADOTADOS NO BRASIL A PARTIR DA DÉCADA DE 1990
AUTOR(ES): SELMA MARTINES PERES, ANA MARIA GONÇALVES
RESUMO:
O texto apresentado é decorrente da pesquisa em andamento sobre as políticas de incentivo à leitura e livro adotados no Brasil a partir da década de 1990. O objetivo central da investigação reside na análise de documentos oficiais relacionados à temática leitura e livro, como: Leis, Pareceres, Programas, Atas, e demais publicações de órgãos do governo federal. Busca-se, efetivamente, identificar os objetivos e as ações propostas por estes programas, a concepção de leitura adotada, o público alvo, os investimentos disponibilizados, etc. Neste texto, enfocamos os programas: Programa Nacional de Incentivo à Leitura (PROLER) e o Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL). Orientando o estudo elegemos o seguinte questionamento: como está organizada a política de incentivo à leitura e ao livro, particularmente, o PROLER e o PNLL, implementados pelos órgãos oficiais brasileiros a partir da década de 1990? No intuito de responder a tal questionamento, analisamos os documentos oficiais: Lei n° 10.753, de 30.10.2003 – que institui a Política Nacional do Livro; o PNLL – Plano Nacional do Livro e Leitura (2006); o Decreto Presidencial n. 519, de 13 de maio de 1992, que institui o PROLER – Programa Nacional de Incentivo à Leitura. A pesquisa ancora-se nos estudos de Soares (2002), Britto (1999); Rosa e Oddone (2006), dentre outros. As informações levantadas possibilitam uma reflexão acerca do papel do Estado na adoção de programas de incentivo à leitura, pensar o impacto que tais programas têm em relação ao acesso a livros e à leitura, bem como identificar a contribuição no desempenho em leitura por parte de crianças e jovens. A relevância deste estudo concentra-se na contribuição para o debate e aprofundamento da compreensão da importância de programas de incentivo à leitura no contexto brasileiro.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, POLÍTICAS DE INCENTIVO À LEITURA, LIVRO

 

TÍTULO: A LEITURA BATE A SUA PORTA
AUTOR(ES): SIDINÉA FERREIRA LOPES, CASSIA ARLETE TOSSINI DA COSTA
RESUMO:
Este trabalho tem por objetivo levar a leitura até as famílias de nossas crianças pois acreditamos que o meio em que a criança vive pode influenciar e muito no seu envolvimento com a leitura, escrita e alfabetização. Se em casa todos têm o hábito de ler, a criança familiariza-se com estes materiais e a leitura ocorre naturalmente. São diversos portadores de texto, de jornais a revistas em quadrinhos, letras de música, revistas semanais, poesia, romance, literatura infantil, receitas, enfim, diferentes materiais que podem ser lidos e manuseados por toda família em momentos de descontração e união. Na quinta feira, a criança sorteada leva para casa uma sacola contendo os portadores de textos numa sacola e tem todo o final de semana para ler com a família e se divertir. Deve trazer de volta na segunda feira e relatar aos amigos o que mais gostaram de ler. Junto segue um caderno para anotações da família sobre as leituras realizadas e com espaço para o desenho dos pequenos. Paralelamente, nos cadernos de recados das crianças, seguem pequenos contos, em capítulos, para uma leitura rápida pelos responsáveis pela criança. A cada dia segue uma parte do conto criando um clima de espera, vontade de terminar logo. Este trabalho foi realizado em 2008 e o sucesso foi tão grande já o retomamos agora em 2009. PALAVRAS-CHAVE: LEITURA EM FAMÍLIA, DIVERSÃO, GOSTAR DE LER

 

TÍTULO: PROGRAMA INSTITUCIONAL DE INCENTIVO À LEITURA DA UNIVILLE-AÇÕES DE LEITURA - PROLER/JOINVILLE/SC
AUTOR(ES): TAIZA MARA RAUEN MORAES
RESUMO:
O Programa Institucional de Incentivo à Leitura da UNIVILLE é um disseminador da leitura com qualidade e prazer integrado à rede nacional de leitura PROLER -Programa Nacional de Incentivo à Leitura. Objetiva atingir de modo gradual e sistemático o interesse pela leitura, criando a consciência de que o exercício de ler amplia a capacidade política do indivíduo. O eixo básico do Programa é a capacitação de agentes de leitura integrando iniciativas comunitárias por intermédio de projetos: Círculos de Leitura;
Contação de Histórias em hospitais; Banco de Textos ficcionais e poéticos;Encontro Anual de Leitura e Mostra Anual de trabalhos de leitura desenvolvidos nas escolas Municipais e Estaduais de Joinville. Os resultados obtidos estão ligados às metas sustentadoras do Programa: a expansão do Banco de Textos no sentido de ampliar o acesso aos textos contemporâneos; manutenção de convênios em hospitais - Hospital Materno Infantil Dr. Jeser Amarante Faria e Centro Hospitalar UNIMED- Joinville; realização de um Encontro Anual do PROLER com oficinas e palestras sobre leitura dirigidas para agentes de leitura/biblioteca e professores; Mostra de Leitura PROLER-Joinville com a exposição de trabalhos de leitura e grupos de Contaçào de Histórias desenvolvidos nas escolas das Redes Municipal e Estadual; cursos de formação continuada em leitura para professores e bibliotecários; Projeto Salve o Cinema - projeções de filmes que estão fora do circuito comercial seguido de debates sobre a linguagem cinematográfica objetivando a formação de um público crítico para o cinema e otimizando a Biblioteca Universitária como espaço cultural. As ações visam manter e fortificar parcerias e ampliar espaços comunitários sistemáticos num esforço permanente para formar agentes de leitura e uma sociedade leitora.
PALAVRAS-CHAVE: POLÍTICAS, INCENTIVO, LEITURA

 

TÍTULO: ACOMPANHAMENTO SISTEMÁTICO DA LEITURA E ESCRITA: PARCERIA ENTRE GOVERNO E INICIATIVA PRIVADA
AUTOR(ES): TERESA JUSSARA LUPORINI
RESUMO:
São inúmeros os desafios que se apresentam para os sistemas de ensino na construção de políticas públicas vistas como uma série de ações encadeadas, de atendimento às demandas postas pelas comunidades atendidas por tais ações, respeitando-se suas peculiaridades econômicas, culturais e educativas. Visando contribuir para a superação de tais desafios, a Secretaria Municipal de Educação determinou como meta no Plano Pluri-anual, ações pedagógicas, administrativas e financeiras visando o atingimento das metas previstas no quatriênio 2005-2009. Entre as metas pedagógicas está o acompanhamento sistemático das unidades escolares; a produção de dados para definição de indicadores e metas; acompanhamento e avaliação do desenvolvimento do currículo escolar principalmente no que diz respeito ao processo de leitura e escrita. Para o alcance dessa meta foi importante a parceria com o Instituto Ayrton Senna (IAS) que inicialmente desenvolvia, por meio de sua área de Educação Formal, o Programa Circuito Campeão destinado ao acompanhamento do ensino regular, com monitoramento de dados focado na freqüência, leitura de livros, realização de tarefas e cumprimento das matrizes curriculares referentes ao primeiro e segundo ciclo de aprendizagem. A parceria resultou no acompanhamento mensal, por meio de ficha própria, da leitura, escrita e produção de texto dos alunos do primeiro ciclo (1º, 2º e 3º anos) e na adoção de procedimentos para superação das dificuldades dos alunos no processo ensino-aprendizagem. Os procedimentos adotados resultaram na melhoria qualitativa do processo de alfabetização e letramento dos alunos do primeiro ciclo e o desenvolvimento de estratégias diversificadas e significativas para a leitura e a escrita.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA E ESCRITA, ACOMPANHAMENTO SISTEMÁTICO, PARCERIA

TÍTULO: PROGRAMA BEBELENDO: UMA INTERVENÇÃO PRECOCE DE LEITURA.
AUTORA: RITA DE CÁSSIA TUSSI
CO- AUTORA: TANIA MARIZA KUCHENBECKER RÖSING
As certezas de que a criança nasce pronta para interagir com o meio e de que na infância inicial, período que vai de 0 – 3 anos de idade, acontece importante desenvolvimento cerebral, motivaram o desenvolvimento de um programa de incentivo à leitura para gestantes e bebês que pode se transformar numa política pública de leitura. À luz das teorias do desenvolvimento, da neurociência e da literatura propôs-se, então, um programa de leitura que envolve, além do bebê, pais, cuidadores, bibliotecários, profissionais da saúde e da educação em espaços de leitura já existentes e em espaços construídos durante a implantação do programa. O Programa Bebelendo, a curto prazo, cria ações educacionais de leitura e distribui material de suporte para essas ações, a longo prazo, acelera o desenvolvimento cognitivo da criança, favorece o desenvolvimento afetivo sadio entre mãe-bebê e forma comportamentos de leitura, mostrando que a hereditariedade não pode e não deve ser o destino imutável de uma criança. A aplicação de recursos em leitura, na infância inicial, diminuirá gastos por parte do governo com ações reparadoras para minimizar os problemas gerados pelo abandono, violência e descuido com a saúde, resultados da falta de informação causada pela ausência de leitura nas classes sociais brasileiras com baixo letramento.

 

TÍTULO: CONTAGIAR
EIXO TEMÁTICO: POLÍTICAS PÚBLICAS EM LEITURA
AUTOR(ES): VERA LUCIA DIAS DE OLIVEIRA
RESUMO:
Desde o ano de 1998 a Unidade de Educação Infantil (UEI) que atende crianças de 1 ano e 8 meses a 6 anos, vem desenvolvendo uma prática de empréstimo de livros, revistas e gibis às crianças. Este empréstimo tem se constituído uma experiência positiva para o aceleramento da aprendizagem da leitura por parte das crianças. Sob o nome de ciranda de leitura, esta dinâmica tem envolvido maciçamente a participação dos parentes mais próximos, que costumam ler para a criança. Neste diapasão, há uma simbiose significativa entre o universo linguistico oferecido pela escola, e o hábito doméstico de realizar leituras prazerosas com as crianças. Neste contexto, estimula o hábito de ler e o prazer de viajar no universo linguistico por parte das crianças. As crianças efetivam a leitura do material no ambiente familiar e ao retornar a escola fazem os relatos que são utilizados para os temas desenvolvidos em sala, através de dramatizações de conteúdos, estudos de casos e discussões. Este empreendimento de acionar a implantação da ciranda de leitura, pelos menos numa parte das escolas públicas, constitui-se numa boa pedida e num excelente desafio para alunos e professores dos cursos de letras e de pedagogia, no sentido de desenvolverem projetos de extensão que criem condições e estimulem intenções de se criar agentes multiplicadores de ledores nas escolas públicas. Criar condições para a leitura em casa e na escola, desperta o prazer de ler e a aprendizagem da lectoescrita.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA DOMÉSTICA, EDUCAÇÃO INFANTIL, APRENDIZADA DA LECTOESCRITA

TÍTULO: ACOMPANHAMENTO SISTEMÁTICO DA LEITURA E ESCRITA: PARCERIA ENTRE GOVERNO E INICIATIVA PRIVADA
EIXO TEMÁTICO: POLÍTICAS PÚBLICAS EM LEITURA
AUTOR(ES): VERA LUCIA MARTINIAK
RESUMO:
São inúmeros os desafios que se apresentam para os sistemas de ensino na construção de políticas públicas vistas como uma série de ações encadeadas, de atendimento às demandas postas pelas comunidades atendidas por tais ações, respeitando-se suas peculiaridades econômicas, culturais e educativas. Visando contribuir para a superação de tais desafios, a Secretaria Municipal de Educação determinou como meta no Plano Pluri-anual, ações pedagógicas, administrativas e financeiras visando o atingimento das metas previstas no quatriênio 2005-2009. Entre as metas pedagógicas está o acompanhamento sistemático das unidades escolares; a produção de dados para definição de indicadores e metas; acompanhamento e avaliação do desenvolvimento do currículo escolar principalmente no que diz respeito ao processo de leitura e escrita. Para o alcance dessa meta foi importante a parceria com o Instituto Ayrton Senna (IAS) que inicialmente desenvolvia, por meio de sua área de Educação Formal, o Programa Circuito Campeão destinado ao acompanhamento do ensino regular, com monitoramento de dados focado na freqüência, leitura de livros, realização de tarefas e cumprimento das matrizes curriculares referentes ao primeiro e segundo ciclo de aprendizagem. A parceria resultou no acompanhamento mensal, por meio de ficha própria, da leitura, escrita e produção de texto dos alunos do primeiro ciclo (1º, 2º e 3º anos) e na adoção de procedimentos para superação das dificuldades dos alunos no processo ensino-aprendizagem. Os procedimentos adotados resultaram na melhoria qualitativa do processo de alfabetização e letramento dos alunos do primeiro ciclo e o desenvolvimento de estratégias diversificadas e significativas para a leitura e a escrita.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA E ESCRITA, ACOMPANHAMENTO SISTEMÁTICO, PARCERIA

TÍTULO: PROJETO PRAÇAS DE LEITURA
EIXO TEMÁTICO: POLÍTICAS PÚBLICAS EM LEITURA
AUTOR(ES): REGINA MARIA PEREIRA DA COSTA SPACEK
RESUMO: No contexto do projeto “A Leitura no Coração da Escola“, que norteia as ações em curso na Rede Municipal de Educação de Atibaia, consolida-se o Projeto “Praças de Leitura“ como forma de garantir e reforçar o hábito de ler na população. Através da montagem de uma grande biblioteca ao ar livre e disponibilizando um acervo fornecido pela parceria com editoras e entidades ligadas ao livro promove-se, uma vez por mês, em uma praça da cidade, atividades ligadas ao mundo da leitura. São disponibilizados livros para empréstimo, leitura in loco ou leitura coletiva. Alunos das escolas vizinhas declamam poemas e lêem contos. Nas duas edições ocorridas foram retirados aproximadamente três centenas de livros, que posteriormente foram devolvidos dentro dos prazos estipulados.
PALAVRAS-CHAVE: INCENTIVO À LEITURA, BIBLIOTECA AO AR LIVRE, POLÍTICAS PÚBLICAS DE INCENTIVO À LEITURA