Produção de Conhecimento,
Saberes e Formação Docente

SESSÃO - PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO,
SABERES E FORMAÇÃO DOCENTE 1
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Instittuto de Estudos da Linguagem - IEL - SALA: CL 01

TÍTULO: EDUCAÇÃO ESTÉTICA NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES
AUTOR(ES): ADAIR DE AGUIAR NEITZEL, ANDRESA NOTARI GONÇALVES MAGALHÃES
RESUMO:
Esta pesquisa investigou quais as concepções dos professores da rede municipal de Balneário Piçarras, SC, Brasil, acerca do ensino de música, linguagem cênica, literatura e artes visuais a partir dos estudos e vivências artísticas possibilitadas no Curso de Especialização em Docência na Educação Básica nas disciplinas Laboratório de Vivências Pedagógicas e Estudos Linguísticos, Artísticos e Literários. O objetivo foi avaliar o impacto dessas atividades propostas na prática pedagógica do professor. Esta foi uma pesquisa descritiva, em parte de análise documental cujo tratamento dos dados apresentou uma abordagem qualitativa e quantitativa. Para coleta de dados propomos duas ações básicas: a) análise dos documentos norteadores do projeto, a saber: objetivos, concepção, metodologia e matriz curricular do projeto, ementas das disciplinas e instrumentos de avaliação aplicados junto aos docentes para conhecimento detalhado do programa; b) aplicação de questionários (10 professores). Para a análise dos questionários adotamos a metodologia de conteúdo de Rose (2003) que prevê o delineamento de um referencial de codificação, a mecânica da codificação e a construção de tabelas de frequência para a análise de conteúdos. A partir dessas tabelas de frequência, efetuaremos análises em categorias. Como resultados podemos indicar que os professores perceberam a música, a linguagem cênica, a literatura e as artes visuais como uma temática que favorece a sensibilização da criança possibilitando o desenvolvimento de outras competências. As temáticas que mais afetaram os professores foram Literatura e Música tendo em vista que são atividades que fazem parte do cotidiano dos CEIs. Além disso, são vivenciadas com mais frequência pelos professores no seu horário de lazer ou de estudo, reafirmando a premissa de que a formação continuada não é o resultado de horas de cursos, mas de um processo cultural.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO DE PROFESSORES. , ESTÉTICA., CULTURA.

 

TÍTULO: AUTOCONHECIMENTO E REFLEXÃO NA FORMAÇÃO DOCENTE.
AUTOR(ES): ADALGISA CRISTINA MARQUES BONI
RESUMO:
Na atualidade, vivemos em constante fase de transformação cultural e histórica devido ao modo de vida da sociedade em que estamos inseridos. Consequentemente, a formação docente tem exigido maior cuidado por parte dos professores das universidades, a fim de priorizar temas que contribuam para a reflexão e preparação coerente dos futuros educadores do nosso país. Este trabalho está sendo desenvolvido com as alunas de Pedagogia do 3º semestre das Faculdades Integradas Einstein de Limeira, São Paulo, com o objetivo de proporcionar experiências referentes ao autoconhecimento de cada aluna e a conscientização de suas trajetórias de aprendizagem. Utilizando técnicas projetivas, tenho conduzido a turma a questionamentos, busca de emoções relacionadas às suas aprendizagens na infância, levantamento das diferentes metodologias utilizadas desde o início da vida escolar, com o objetivo de proporcionar a abertura de pensamento e conhecimento interior. Dessa forma, os momentos em sala de aula poderão estruturá-las emocionalmente a fim de elaborar suas próprias práticas educativas por meio da análise interna e externas (ambiente) ao mesmo tempo. Na visão psicopedagógica, não basta criticarmos as metodologias tradicionais, mas sim sermos capazes de adequar os aspectos positivos das diferentes abordagens. O autoconhecimento envolve o domínio da afetividade a partir da sua conscientização, pois muitas vezes a falta de percepção e sensibilidade bloqueia o pensamento e ação deixando os profissionais incapazes de entender o outro em sua singularidade. Com esta experiência, o grupo está conseguindo sair da mera visão crítica sem fundamentação sólida para a visão de que fomos educados muitas vezes de forma tradicional e que atualmente necessitamos de uma reelaboração de idéias e crenças para conseguirmos construir uma prática não só moderna, mas principalmente eficiente.
PALAVRAS-CHAVE: DOCENTE, AUTOCONHECIMENTO, PRÁTICA

 

TÍTULO: O MAL ESTAR DOCENTE E SUAS IMPLICAÇÕES NA SAÚDE DOS PROFESSORES
AUTOR(ES): ADELÚZIA FERNANDES DE DEUS
RESUMO:
Um fato que tem ocorrido frequentemente ao longo da profissionalização do magistério é o afastamento do professor da sala de aula. Este fenômeno tem se intensificado a partir dos anos 90. O modelo econômico, político e social do Brasil, assim como o avanço tecnológico, trouxeram grandes desafios para a educação. O advento da modernidade minimiza as fronteiras entre o tempo e o espaço, desordenando o modelo educacional retilíneo proposto pelo currículo. A complexidade daí decorrente mina a autoconfiança, acarreta o sentimento de impotência diante de uma realidade que se afigura ininteligível. O tempo, sempre escasso diante da quantidade de coisas que precisamos saber, transforma as atividades docentes em fonte de eterna insatisfação. Desta forma não se pode negar que os diversos atores das instituições escolares encontram-se muito sensíveis e fragilizados frente a tantas mudanças sociais, políticas e econômicas. Essas transformações e o descompasso entre sociedade e escola têm afetado os profissionais da educação, desencadeando em um cenário de efeitos perversos: um número significativo de professores abandonando a profissão e um conjunto de mal estares, em muitos casos desestabilizando a saúde, entendido aqui como bem estar físico, psíquico e social. O presente trabalho tem por objetivo compreender, sob a perspectiva do professor, quais os fatores associados ao trabalho que provocam seu mal estar. Dados parciais coletados junto à Rede Municipal de Educação de Vespasiano/MG que integram uma dissertação de mestrado, ainda em desenvolvimento, constituem-se em fontes que fundamentam a argumentação em torno da dinâmica da relação profissão docente e mal estar. Assim busca-se abordar questões que possibilitem uma séria reflexão sobre o processo de adoecimento dos professores das séries iniciais do ensino fundamental.
PALAVRAS-CHAVE: PROFISSÃO DOCENTE, MAL ESTAR, BURNOUT

 

TÍTULO: PERCURSO DE FORMAÇÃO: INVESTIGANDO CONTEXTOS FORMATIVOS DE PROFESSORES ALFABETIZADORES EXITOSOS
AUTOR(ES): ADÉLIA DIEB UBARANA
RESUMO: O presente trabalho objetiva investigar processos formativos de professores que alcançam êxito no processo de alfabetizar crianças nos anos iniciais do Ensino Fundamental em escolas da rede pública, na perspectiva de identificar contextos percebidos por estes professores, como propiciadores de saberes definidores de sua prática de alfabetizar com sucesso. O interesse por essa temática emergiu de vivências como alfabetizadora na escola pública e como docente em cursos de formação de professores, bem como de inquietações frente à gravidade da situação atestada nas estatísticas oficiais acerca da (não) aprendizagem das crianças dos anos iniciais do Ensino Fundamental sobre a língua escrita. O estudo orienta-se pela premissa de que esse problema tem múltiplas determinações e dimensões, dentre estas, uma dimensão pedagógica, ou seja, as ações docentes, dentre outros fatores, são constitutivas da efetivação – ou não – de aprendizagens dos alunos e, por sua vez, são constituídas em processos diversos. A investigação assume os princípios da abordagem qualitativa e realiza-se como um estudo de caso – com aspectos de multicasos – e do modelo indicial. Ancorada em princípios da abordagem histórico-cultural, toma como sujeitos, três professoras da rede pública cujos alunos dos dois últimos anos letivos apresentaram resultados efetivamente positivos em relação ao domínio de conhecimentos sobre a língua escrita. Mediante entrevistas semi-estruturadas e reconstrução de narrativas, esses sujeitos rememoraram e re-fazem seu percurso formativo, re-conhecendo contextos propiciadores de saberes que definem seus modos de pensar e fazer a prática. Entrelaçando o passado com o presente, linguagem e memória (constituída/organizada pela/na palavra) vão sendo construídos indícios acerca de onde, quando, com quem, aprenderam a alfabetizar. Esses indícios podem fornecer pistas à estruturação de processos de formação de outros professores com vistas a uma alfabetização efetiva na rede pública.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO DOCENTE, PROFESSOR ALFABETIZADOR, NARRATIVAS

 

TÍTULO: A RECONFIGURAÇÃO DOS ESPAÇOS FORMATIVOS NA UNIVERSIDADE: DILEMAS E PERSPECTIVAS PARA A DOCÊNCIA SUPERIOR
AUTOR(ES): ADRIANA CAMILA DE NADAI, KARINA DE MELO CONTE, NOELI PRESTES PADILHA RIVAS
RESUMO:
A formação científica e pedagógica dos professores universitários é um dos fatores básicos de qualidade da universidade. O exercício da profissão docente requer uma sólida formação, não apenas nos conteúdos científicos da disciplina, como também nos aspectos correspondentes à sua didática e ao encaminhamento das variáveis que caracterizam a docência e constante atualização. Nos processos de formação de professores é preciso considerar a importância dos saberes das áreas de conhecimento, saberes pedagógicos, didáticos e saberes da experiência do sujeito professor (Pimenta & Anastasiou, 2002). Formar professores implica compreender a importância do papel da docência, de forma a propiciar um aprofundamento científico e pedagógico e que tenha como eixo a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão. Esta pesquisa, de cunho qualitativo investiga como a Etapa de Preparação Pedagógica do Programa de Aperfeiçoamento de Ensino (PAE) da Universidade de São Paulo, campus Ribeirão Preto, tem se constituído em espaço formativo para docência superior buscando identificar na perspectiva do aluno stricto sensu, elementos que corroboram na construção da identidade docente. Para tanto, elegeu-se como categoria central a questão: “O que é ser um bom professor?” na perspectiva dos alunos, descrita nos relatórios finais da disciplina “Universidade: formação, ensino e produção do conhecimento”, no período de 2000 a 2007, a qual foi examinada através da técnica de análise de conteúdo. Os dados parciais revelam que os alunos possuem uma concepção de docência ora centrada nas práticas tradicionais, ora centrada na concepção idealista de docência, confirmando o que as pesquisas sinalizam, ou seja, os saberes pedagógicos representam baixo prestígio acadêmico e o professor é visto como um depositário do saber, estabelecido pela ciência e cultura. Dessa forma, o desafio que se impõe está relacionado com a triangulação entre a docência, a pesquisa especializada e a pesquisa sobre a ação docente, considerando cada ângulo com suas especificidades.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO DOCENTE , PEDAGOGIA UNIVERSITÁRIA , SABERES PEDAGÓGICOS

 

 

SESSÃO - PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO,
SABERES E FORMAÇÃO DOCENTE 2
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Instittuto de Estudos da Linguagem - IEL - SALA: CL 01

TÍTULO: O FAZER/SER PROFESSOR NO EXERCÍCIO INICIAL DA PRÁTICA DOCENTE: O QUE REVELAM ESTUDANTES DE UM CURSO DE PEDAGOGIA?
AUTOR(ES): ADRIANA OFRETORIO DE OLIVEIRA MARTIN, ANNA REGINA LANNER DE MOURA
RESUMO:
O estágio curricular nos cursos de Pedagogia é o primeiro contato dos estudantes, futuros professores, com a prática de ensino em sala de aula e com as possibilidades de projeção do “vir a ser professor”. Produções investigativas de autores como Pimenta (1997, 2002) Freitas (1996), foram desenvolvidas no intuito de fomentar o diálogo sobre o planejamento da prática dos estudantes no estágio. Visando à contribuição para esse contexto de pesquisa, o presente trabalho trata do tema da formação inicial, sob o ponto de vista do aluno que desenvolve o estágio no curso de Pedagogia. Este trabalho se vincula ao projeto de pesquisa de mestrado intitulado, O espaço de formação no curso de Pedagogia no contexto de um Projeto Integrado do ensino de Ciências, Matemática e Prática Pedagógica, que pretende investigar quais as características formativas desse espaço, no que diz respeito ao projeto de ensino, do ponto de vista do aluno que frequenta o Projeto Integrado. Neste texto, pretendemos discutir a visão do aluno sobre sua formação no âmbito do estágio docente representada nos depoimentos dados, em entrevista aberta, sobre seus processos de produzir e executar em sala de aula, na escola, um projeto de ensino. Os alunos, sujeitos desta pesquisa, desenvolvem o estágio no interior do Projeto Integrado que tem como meta mais específica, analisar e interpretar um contexto de ensino no qual se integram as disciplinas de Fundamentos do Ensino de Ciências e Matemática, de Prática de Ensino das Séries Iniciais e Estágio Supervisionado. Esta pesquisa de mestrado se insere num contexto de pesquisa qualitativa com análise interpretativa, das representações dos alunos, tendo por referência o paradigma indiciário de Ginzburg (2003). Temos por hipóteses que os alunos consideram o espaço do projeto de ensino como um espaço de formação contraposto ao espaço teórico do curso ou em combinação a ele
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES, PROJETO DE ENSINO, ESTÁGIO

 

TÍTULO: CONCEPÇÕES DE LEITURA EM INDICAÇÕES BIBLIOGRÁFICAS DE CONCURSOS PÚBLICOS PARA PROFESSORES
AUTOR(ES): ADRIANA SANTOS BATISTA
RESUMO:
Várias esferas contribuem para a formação de discursos a respeito dos conteúdos necessários para a formação docente, como, por exemplo, a mídia, o mercado editorial e o meio acadêmico. Nesse contexto, este trabalho pretende discutir como esses discursos têm se evidenciado em concursos públicos para professores. Pretende-se, especificamente, verificar como os municípios têm encarado o papel da leitura ao determinarem as obras básicas para que a prova de concurso público seja realizada. Para tanto, serão discutidas as indicações bibliográficas de editais de concursos públicos da Grande São Paulo para professores de Língua Portuguesa. Os editais, documentos institucionais que circulam para a seleção e contratação de professores, apesar de serem lugares privilegiados para a verificação dos discursos correntes sobre esses profissionais, até então foram pouco discutidos. Para analisá-los, serão tomados como base pressupostos de Bakhtin e da Análise do Discurso de linha francesa, mais especificamente de Pêcheux, que compreendem o texto como resultado de uma complexa rede de relações sociais e de imagens que sujeitos formam de outros sujeitos. Com relação a Pêcheux, interessa principalmente a concepção de que os textos são determinados por discursos construídos socialmente. Desse modo, considerando o edital como um tipo de texto, será possível depreender quais discursos determinam sua formação e de quais esferas provêm as concepções sobre leitura presentes nesse documento.
PALAVRAS-CHAVE: CONCURSO PÚBLICO, LEITURA, ANÁLISE DO DISCURSO

TÍTULO: FORMAÇÃO DOCENTE: IDENTIDADE E DIVERSIDADE
AUTOR(ES): ALDA MENDES BAFFA
RESUMO:
Esta pesquisa bibliográfica (em andamento) estuda a formação dos professores no contexto histórico-social de transição da modernidade à contemporaneidade com o objetivo primordial de analisar como se constrói a identidade do professor(a) e seu respeito às diversidades encontradas no seu fazer diário. É procurar entender sua formação e sua atuação na prática da aula diária, compreender o significado dessa aventura de formação de uma identidade não estagnada, mas em permanente tensão construtiva. Diálogo com Freire (2004) e Larossa (1999) para tratar a questão da formação de professores(as), autores que me permitem aprofundar a reflexão de formação docente, não no sentido de dar forma ao sujeito, mas num movimento contínuo de idas e vindas como sujeitos incompletos que somos. Apoiando-me nas metodologias implementadas pela Sociologia do Currículo, esta pesquisa traz o estudo da formação da identidade profissional do professor, suas implicações curriculares e as dificuldades em trabalhar com a diversidade. Ancorado em Silva (1999), Gallo (1998) e Severino (1991), este estudo aborda a formação da identidade como “singularidade do existir” nessa sociedade globalizada, do conhecimento e informação e mudanças rápidas. A subjetividade e a identidade pessoal só se sustentam numa estrutura de relações sociais bem tecida, na construção da autonomia desses sujeitos educadores, trabalhando com discentes de um enorme leque de diversidades (étnicas, sexuais, raciais, lingüísticas, etc.) resultantes de um processo de produção cultural e social, dos dispositivos que o constroem como tal. E como construir o conhecimento na diversidade? Este estudo procura contribuir para estudos posteriores que reflitam sistematicamente e criticamente na permanente busca da identidade profissional do professor.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO DOCENTE, , IDENTIDADE,, DIVERSIDADE.

TÍTULO: O ENSINO DA HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA E AFRICANA NO CURRÍCULO DAS ESCOLAS BRASILEIRAS: CONHECIMENTOS E SABERES NECESSÁRIOS À PRÁTICA DE UMA EDUCAÇÃO ANTIRRACISTA.
AUTOR(ES): ALEIR FERRAZ TENÓRIO, JOAO LUIZ GASPARIN
RESUMO:
Há seis anos foi sancionada pelo presidente da República a Lei de nº 10.639 que altera a atual Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, incluindo no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade do ensino da História da África e dos africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional. Esta Lei determina que o estudo de tais conteúdos sejam realizados no âmbito de todas as disciplinas curriculares, com prioridade para as disciplinas de Educação Artística, Literatura e História do Brasil. A sua aprovação representou a vitória, ainda que parcial, de um grupo de pessoas que lutam pelo desenvolvimento de uma pedagogia antirracista. Pessoas que entendem que os afrodescendentes negros foram submetidos, em nosso país, a um sistemático processo de invisibilidade e silenciamento refletidos no desenvolvimento de um currículo monocultural e eurocêntrico. Com base em pesquisa bibliográfica que evidencia parte da produção teórica sobre esta temática, este artigo tem como objetivo principal apontar como a veiculação dos conhecimentos a respeito da história e cultura afro-brasileira e africana oferece elementos essenciais no enfrentamento à discriminação racial e aos preconceitos vivenciados no interior da escola e na sociedade em geral. Para tanto buscou explicitar o processo em que se deu a promulgação da Lei 10.639/03, as lutas e os desafios que se colocam à sua implementação, sendo o principal destes o que está relacionado à formação docente.
PALAVRAS-CHAVE: HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA E AFRICANA, EDUCAÇÃO ANTIRRACISTA, FORMAÇÃO DOCENTE

 

TÍTULO: HABILIDADES DIDÁTICAS POR MEIO DAS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO – TIC
AUTOR(ES): ALESSANDRA ALVES DE SOUZA NERY
RESUMO:
A base teórico-didática dos modelos educacionais instrucionais que as escolas no Brasil adotam em sala de aula influenciam na ampliação da informação e do conhecimento compartilhadas entre docentes e discentes. Acredita-se que, com as novas tendências educacionais propiciadas pelas Tecnologias de Informação e Comunicação - TIC, se estabeleçam um inovador paradigma nas práticas pedagógicas. Considera-se que o essencial reside num novo estilo de pedagogia que favoreça, ao mesmo tempo, os aprendizados personalizados e o aprendizado cooperativo em rede. Para essa travessia acontece uma revolução de idéias e renovação da prática docente e consequentemente uma ação inovadora para a construção do saber. Com base em estudos e pesquisas realizadas com professores do Ensino Superior, é possível perceber que as TIC não vêm para solucionar os problemas pedagógicos, mas dar outra visão deste processo. O docente, neste início de século XXI, vê-se chamado a tornar-se um “animador da inteligência coletiva” de seus de alunos, em vez de um reprodutor direto de informações. Suas habilidades didáticas devem contemplar tanto os processos de aprendizagem em cooperação entre discentes, bem como entre discentes e docentes, e também estimular o desenvolvimento individual dos alunos. Neste caso, o saber diferencia do conhecimento, pois o conhecimento pode ser extenso, dinâmico e simultâneo; por outro lado, o saber é estruturante e sólido. Portanto, o desenvolvimento das habilidades didáticas por meio das TIC necessita da mediação segura do docente para que o saber seja construído.
PALAVRAS-CHAVE: HABILIDADE DIDÁTICA, TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO, FORMAÇÃO DOCENTE

 

 

SESSÃO - PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO,
SABERES E FORMAÇÃO DOCENTE 3
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Instittuto de Estudos da Linguagem - IEL - SALA: CL 02

TÍTULO: A PRÁTICA DA PESQUISA NA DISCIPLINA LITERATURA INFANTIL: : CONTRIBUIÇÕES AO PROCESSO DE FORMAÇÃO DE MEDIADORES DE LEITURA
AUTOR(ES): ALESSANDRA CARDOZO DE FREITAS
RESUMO:
O trabalho é proveniente da atividade de pesquisa desenvolvida durante a disciplina Literatura Infantil, ministrada no Curso de Pedagogia, do Campus Avançado de Assú/RN. Nessa disciplina, os graduandos foram orientados a realizarem estudo experimental, com o propósito de analisar o discernimento de crianças acerca da relação entre ficção e realidade, com base na leitura de literatura. Os graduandos foram distribuídos em grupos, que atuaram em escolas e turmas distintas, implementando aula de leitura de literatura, com o gênero contos de fadas. Neste trabalho, analisamos as respostas/apreciações dos graduandos a essa experiência, focalizando as contribuições ao processo de formação de mediadores de leitura. Os dados foram constituídos com base nas exposições orais, desenvolvidas por eles sobre o estudo experimental, e nos relatórios escritos. No processo de análise, nos fundamentamos nos estudos sobre pesquisa, formação docente, professor reflexivo, dentre outros. Enquanto resultados preliminares, destacamos: nas exposições orais, a ressalva dos graduandos sobre a relevância da prática da pesquisa na graduação, principalmente por oportunizar a articulação teoria-prática; nos relatórios, foi constatada a fragilidade dos alunos em analisar dados provenientes de pesquisa, ação que pressupõe protocolos científicos refinados. Conclui-se que as respostas/apreciações dos graduandos sugerem ter sido o estudo experimental elemento provocador de aprendizagens, tanto no que diz respeito à construção do fazer científico como ao exercício da docência.
PALAVRAS-CHAVE: LITERATURA INFANTIL, PESQUISA, DOCÊNCIA

 

TÍTULO: DEMOCRACIA E DISCURSO: IDENTIDADES EM (DES)CONSTRUÇÃO NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES
AUTOR(ES): ALEX PEREIRA DE ARAÚJO
RESUMO:
O presente trabalho busca refletir sobre a política educacional brasileira implementada a partir da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, particularmente sobre as implicações desta política na formação docente ao impor uma reconfiguração da identidade dos professores, concedendo-lhes uma autonomia de auto-conhecimento e resolução dos problemas cotidianos que, no nosso entendimento, não corresponde ao que acontece na escola (Vasconcellos 2000, Lawn 2001, Veiga 2002, Villa 2002). Além das Diretrizes de Lei e Bases, nosso olhar recai sobre algumas práticas discursivas (Foucault 1972, 1997) do governo brasileiro, a saber: os Parâmetros Curriculares Nacionais e as Orientações Curriculares Nacionais para o ensino de língua portuguesa, os quais impõem uma nova postura teórica e prática aos professores. No dizer de Foucault (1997), as práticas discursivas não são puras e simplesmente modos de fabricação de discursos. Ganham corpo em conjuntos técnicos em instituições, em esquemas de comportamento, em tipos de transmissão e de difusão. Trata-se, nesse trabalho, de traduzir a política oficial de formação de professor e/ou desconstruí-la (Derrida, 2001), identificando a (s) identidade(s) e competências atribuídas aos professores, enfatizando as representações sociais da profissão do professor na sociedade contemporânea brasileira, abrindo a possibilidade para questionarmos a identidade unificada e transparente que os documentos oficiais desenham para os professores em serviço. Esperamos, com esse trabalho, contribuir para a construção de uma política de formação de professores sensível às diferenças culturais e identitárias dos professores no Brasil.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO DE PROFESSOR, IDENTIDADE, POLÍTICA EDUCACIONAL

 

TÍTULO: FOUCAULT E AS (COM)POSIÇÕES DE SUBJETIVIDADES ATIVAS NO EXERCÍCIO DA FUNÇÃO-EDUCADOR
AUTOR(ES): ALEXANDRE FILORDI DE CARVALHO
RESUMO:
As relações humanas emergentes do contexto de formação tendem à assimetria. Envolvem de um lado a posição de sujeitos que sabem e, de outro, a posição de sujeitos que virtualmente irão saber. Como saber é poder, é inevitável que dessa configuração algum tipo de composição subjetiva seja extraída, ou no âmbito da sujeição ou no da dessujeição. Levando em consideração o pensamento de Foucault como instrumento de análise da constituição das relações subjetivas, trata-se de problematizar como no exercício da função-educador podem ser (re)pensadas certas experiências e atitudes que contribuam para a constituição de subjetividades ativas e quais as consequências disto. Nesse caso, os sujeitos envolvidos em todo processo de formação humana – sujeitos que educam e sujeitos que são educados – encontram-se, de maneira mútua, em um conjunto variável de (com)posições do modo de ser, responsáveis por terminações diferentes de constituições subjetivas. Ao ativar determinados modos de ser, a função-educador opera como canal aberto ou se fecha para outros tipos de composições de subjetividade. Sustenta-se que o desafio é o abrir-se aos canais de experiências subjetivantes ativas e diferentes. Desse modo, concebe-se a função-educador como um conceito intercessor em torno do qual são levadas em consideração a produção de ações de descontinuidade e de ruptura frente aos domínios de subjetividades extraídas de experiências de sujeição. Com efeito, evidencia-se que é possível ativar outros posicionamentos do modo de ser dos sujeitos em formação, com o intuito de deflagrar experiências ativas, consigo mesmos e com os outros.
PALAVRAS-CHAVE: FOUCAULT, SUBJETIVIDADES, FUNÇÃO-EDUCADOR

 

TÍTULO: UMA APROXIMAÇÃO À REALIDADE E SITUAÇÃO DO TRABALHO DOCENTE
AUTOR(ES): ALFONSO JIMENEZ ESPINOSA
RESUMO:
Diante a problemática da educação, o Estado Colombiano tem adiantado programas de reforma, sem reflexão e atendendo só a fatores externos, às vezes de moda ou estudos em áreas técnicas, ou pior ainda, pela exigência das agencias de financiamento. É dessa forma que os programas em educação se têm modificado. Alguns destes tem sido: na década de setenta, a ampliação de vagas; na de oitenta a Renovação Curricular; e desde a de noventa o melhoramento da qualidade, aspecto que sem dúvida é fundamental, mas como tem sido concebido, resulta disfarçado no verdadeiro propósito: a busca da eficiência e da eficácia, tipo administrativo para a redução de custos, pois para nossos governos a educação não é um investimento, mas um custo muito pesado. Para isso tem-se feito empreendimentos, por tentativa e erro, como a descentralização e reorganização administrativa, a redução dos períodos de ferias; o aumento de tarefas burocrático-administrativas aos docentes sua avaliação, a reestruturação das escolas normais e as faculdades de educação e a mudança de um discurso distante dos docentes, em aspectos como a avaliação por logros, a promoção automática e a promoção flexível, padrões de qualidade e formação por competências. Mas como é evidente em todas as reformas do sistema educativo, os docentes, os verdadeiros artífices, com alguma possibilidade para que a educação mude para melhor, têm sido esquecidos e desconhecidos. Desta forma o projeto de pesquisa tenta dar resposta às perguntas: qual é a verdadeira condição dos docentes? Que elementos podem aportar os docentes para que a escola mude? Tem por objetivo analisar a condição dos docentes de matemática e as possibilidades que eles sejam instrumento de mudança da educação. A coleta de informação será feita com questionários de pergunta aberta e entrevistas individuais e grupais. Os elementos teóricos centrados no trabalho colaborativo e na condição pós-moderna.
PALAVRAS-CHAVE: REFORMA EDUCACIONAL COLOMBIANA, CURRÍCULO, AVALIAÇÃO EDUCACIONAL

TÍTULO: PROFESSORES: SUJEITOS EM (TRANS) FORMAÇÃO - PARA UMA PROPOSTA DE ESCOLA INCLUSIVA A FORMAÇÃO CONTINUADA COMO UMA DAS AÇÕES POSSÍVEIS.
AUTOR(ES): ALINE GARCIA AMARAL
RESUMO:
Uma proposta de escola inclusiva permanece sendo um desafio para a maior parte das redes públicas de ensino e dos professores. Professores que relatam não estarem preparados para desenvolver uma ação pedagógica que contemple a diversidade presente na sala de aula, principalmente as crianças com deficiência. Para a implementação de um projeto de educação inclusiva, as equipes das escolas necessitam promover, progressivamente, ações para o desenvolvimento de um trabalho pedagógico que visa responder à diversidade de estilos, interesses e ritmos de aprendizagem das crianças. As decisões sobre currículo adotadas pelas escolas, bem como as ações pedagógicas propostas e o relacionamento estabelecido entre a comunidade escolar, exercem influência em todo o processo de mediação do professor para a construção de conhecimentos das crianças. Este texto tem como objetivo compartilhar uma experiência de formação continuada que vem sendo realizada em uma escola pública desde 2006, a partir dos saberes e das práticas cotidianas do grupo de professores. Assumir o desafio de uma ação pedagógica mais dialógica e comprometida com as crianças com deficiência tem se apresentado como uma questão relevante no cotidiano desses docentes. A inclusão de crianças com deficiência trás para os professores a tarefa de realizar uma reflexão sobre a práxis, e isso leva tempo. (Re)pensar a formação continuada dos professores faz-se necessário para descobrir que ações são fundamentais no processo de implementação e consolidação de uma proposta pedagógica de uma escola verdadeiramente inclusiva.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO CONTINUADA , EDUCAÇÃO INCLUSIVA , PRÁTICAS COTIDIANAS

 

SESSÃO - PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO,
SABERES E FORMAÇÃO DOCENTE 4
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Instittuto de Estudos da Linguagem - IEL - SALA: CL 02

TÍTULO: SABERES E FAZERES DOCENTES: UMA PERSPECTIVA DIALÓGICA
AUTOR(ES): ALINE SOUZA OLIVEIRA LANZILLOTTA, TIAGO RIBEIRO DA SILVA
RESUMO:
Esse trabalho pretende abordar a prática docente a partir do FALE (Fórum de Alfabetização, Leitura e Escrita), evento em que a práxis do/a professor/a é (com)partilhada, dialogada e narrada. Esses professores alfabetizadores, participantes do FALE, estão preocupados em (re)pensar e (re)construir suas práticas, atribuindo sentido a elas. Assim, a alfabetização dialógica, o valor dado aos diferentes gêneros textuais e a utilização da Literatura como ferramenta para uma leitura prazerosa ficam evidentes em suas falas. Como participantes do GEPPAN (Grupo de Estudos e Pesquisas das/os Professoras/es Alfabetizadoras/es Narradoras/es), grupo formado pela demanda de professoras com a finalidade de estudar ações cotidianas presentes em suas práticas, consideramos necessário discutir os saberes docentes, sua relação com os saberes discentes e a forma como ambos podem se relacionar, a fim de promover uma prática educativa não-mecanicista, privilegiando o diálogo. Trata-se de partir da prática, para, debruçando-se sobre ela, pensar na teoria articulada à própria prática, pois que, decerto, toda prática está diretamente embasada por uma teoria, embora quem a desenvolva pode não ter ciência disso. O FALE, nesse sentido, se consubstancia como um espaço/tempo relevante para a discussão, a troca e a construção de práticas docentes firmadas e compromissadas com o diálogo, com o falar com o outro, como espaço privilegiado de formação permanente das/os professoras/es alfabetizadoras/es.
PALAVRAS-CHAVE: ALFABETIZAÇÃO DIALÓGICA, NARRATIVAS DOCENTES , FORMAÇÃO PERMANENTE

 

TÍTULO: AVALIAÇÃO EMANCIPATÓRIA: PRÁTICAS EM (DES) CONSTRUÇÃO
AUTOR(ES): ANA CRISTINA CORRÊA FERNANDES, SILVIA MENDES DOS SANTOS
RESUMO:
O presente texto discute a dinâmica que envolve o processo de construção de saberes docentes acerca da avaliação dos saberes discentes. Parte de inquietações vividas por duas professoras inseridas no grupo de pesquisa “A reconstrução do saber docente sobre avaliação: articulando a comunidade escolar na construção de práticas emancipatórias” na Universidade Federal Fluminense. Analisa, a partir do depoimento de uma das participantes do grupo, os processos de significação constituídos sobre avaliação, onde saberes se desmancham no/com o coletivo e as integrantes vêem-se, tal qual crianças/alunas, postas como sujeitos ativos de um processo de produção compartilhada do conhecimento. Na interação dos sujeitos, em suas buscas por uma avaliação emancipatória, saberes sobre avaliação são reelaborados e ressignificados, se entrecruzam, se descobrem, se revelam, inquietam, põem em xeque certezas do que se supõem saber acerca do que as crianças sabem ou não sabem no cotidiano das salas de aula. Tendo no paradigma indiciário de Ginszburg (1989) a referência metodológica dessa discussão, professoras buscam pistas e fazem descobertas no exercício de também compreenderem seus saberes e não saberes sobre o ato de avaliar. Nesse contexto, a avaliação como prática de investigação de Esteban (1999) auxilia na compreensão ao convidar o/a professor/a interrogar constantemente sua prática. O exercício da reflexão sobre a prática avaliativa ganha destaque nessa discussão, bem como sua contribuição para que as professoras participantes da pesquisa vejam, com outro olhar, o processo de avaliação e a sua própria formação.
PALAVRAS-CHAVE: AVALIAÇÃO, FORMAÇÃO DE PROFESSORES, COTIDIANO ESCOLAR

TÍTULO: PROPOSTA DA CENP E PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS: OS SABERES INERENTES AO ENSINO DA PRODUÇÃO TEXTUAL
AUTOR(ES): ANA LUZIA VIDEIRA PARISOTTO
RESUMO:
Este trabalho é fruto de uma pesquisa mais ampla intitulada “Produção textual e formação docente: uma relação possível” que tencionou identificar a concepção de linguagem assumida pelo professor de 1ª à 4ª séries, bem como, seu conhecimento no que tange aos padrões de textualidade e a metodologia utilizada por ele para o ensino do texto. No presente estudo, focalizaremos os aspectos atinentes aos saberes necessários ao ensino da produção textual, mais especificamente os relativos à coerência e à coesão textuais, referenciados em dois documentos oficiais: a Proposta da CENP e os Parâmetros Curriculares Nacionais. Além disso, mencionaremos ainda algumas dificuldades apresentadas pelas docentes da escola pesquisada, no que diz respeito à escrita. Após a observação do enfoque relativo à coesão e à coerência nos textos da Proposta Curricular de Língua Portuguesa (1992) e dos Parâmetros Curriculares Nacionais – Língua Portuguesa (1997), observamos que o entendimento desse conteúdo, por parte do professor de 1ª à 4ª séries, torna-se essencial para a realização de trabalhos que envolvam leitura e produção de textos. Nesse sentido, parece-nos que a formação teórica deficitária do professor justificará alguns equívocos cometidos em sala de aula, no ensino da produção textual. Dessa forma, torna-se necessário um investimento na formação contínua dos docentes, no sentido de que cada professor se sinta preparado para desenvolver uma prática proficiente de trabalho com textos.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO DOCENTE, PRODUÇÃO TEXTUAL, ENSINO

TÍTULO: DESENVOLVIMENTO DA PROFISSIONALIDADE DOCENTE: RELATÓRIO DE ESTÁGIO COMO PRÁTICA DISCURSIVA
AUTOR(ES): ANA LÚCIA HORTA NOGUEIRA
RESUMO:
O presente estudo tematiza a elaboração e apropriação da profissionalidade docente no espaço das disciplinas de estágio nos cursos de formação de professores – Pedagogia e Licenciaturas. Para tanto, retoma a discussão acerca do “ensino como trabalho” e da “profissionalização docente”, no âmbito dos estudos da sociologia e da psicologia do trabalho, levada a efeito por Bronckart, Machado, Clot e Faïta. Nesta perspectiva, compreende-se que as condições e o objetivo da ação profissional vão além do sujeito e que as tarefas profissionais são prescritas e previstas de acordo com pressupostos cultural e historicamente constituídos. Realizada em uma perspectiva discursiva, as análises dos comentários dos estagiários, sobre as atividades do professor no campo de estágio, permitem destacar a elaboração de significados acerca da profissionalidade. Os relatos de estágio podem ser indicados como relevante prática discursiva articulada ao modo pelo qual os sujeitos organizam e regulam sua própria atividade (Vygotsky, Bakhtin). A profissionalidade se configura, portanto, como um dos elementos mediadores que regulam as formas de intervenção e atuação educativa. Deste modo, a explicitação da rede discursiva “no e sobre o trabalho do professor” permite compreender alguns meandros da função psicológica do trabalho, do trabalho como recurso para o desenvolvimento. O reconhecimento das mudanças e transformações, com relação ao modo como os estagiários ocupam o lugar de professor e constituem a profissionalidade docente, é também importante contribuição para o processo de formação de professores. Este trabalho integra pesquisa em andamento, realizada com financiamento FAPESP – 2008-2010.
PALAVRAS-CHAVE: PROFISSIONALIDADE DOCENTE, DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL, FORMAÇÃO DE PROFESSORES

 

TÍTULO: TRAMAS E TRILHAS DE EDUCADORAS POPULARES NA EXPERIÊNCIA DE ‘TRANSVER O MUNDO’: A RESSIGNIFICAÇÃO DA VIDA A PARTIR DE UM PROJETO DE EDUCAÇÃO POPULAR.
AUTOR(ES): ANA MARIA DE CAMPOS, GRAZIELA GIUSTI PACHANE
RESUMO:
Esse trabalho tem como objetivo apresentar contribuições de uma experiência de formação de educadores populares e suas ações diárias para a superação dos problemas enfrentados na luta pela sobrevivência e no trabalho de alfabetização de jovens e adultos na cidade de Campinas, SP, durante os anos de 2003 e 2004. A relevância da experiência se manifesta através dos registros escritos elaborados por educadoras e educandos em diferentes gêneros discursivos, como narrativas autobiográficas, poesias, diários e pequenas crônicas. Essas fontes expressam os potentes movimentos de recriação de saberes construídos ao longo da vida em contextos sociais desfavoráveis às práticas da leitura e da cultura escrita. As anotações reflexivas e autobiográficas, escritas pelas educadoras a posteriori da experiência vivida, revelam a compreensão da história pessoal imbricada na história social dos sujeitos/objetos como uma maneira especial de “transver o mundo“. A atitude autoral manifesta nos textos e nas opções de vida dessas educadoras sinalizam que a concepção emancipatória da produção do conhecimento experienciada na Educação Popular favorece o desenvolvimento da inteligência, das energias criativas e da solidariedade para a superação dos estigmas e condicionamentos sociais. Por meio desse trabalho acreditamos estar contribuindo com a circulação de um saber silenciado na cultura oficial e nos discursos acadêmicos tradicionais, trazendo à luz outras versões para dialogar e problematizar os contextos sociais em que se dão as práticas educativas.
PALAVRAS-CHAVE: PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO, FORMAÇÃO DE EDUCADORES, EDUCAÇÃO POPULAR

 

SESSÃO - PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO,
SABERES E FORMAÇÃO DOCENTE 5
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Instittuto de Estudos da Linguagem - IEL - SALA: CL 03

TÍTULO: CONHECIMENTO E PRÁTICA PEDAGÓGICA NO PROCESSO DE AQUISIÇÃO DA LEITURA
AUTOR(ES): ANNA MARIA LUNARDI PADILHA, MARTHA MARIA JOLY
RESUMO:
Como o professor trabalha a complexidade do processo educativo, depende de como significa sua prática, articulada com sua história de vida, formação, experiências como professor, seu posicionamento em relação à perspectiva assumida e de seu acesso aos conhecimentos produzidos historicamente. Este texto focaliza a dinâmica escolar no processo de aquisição da leitura, assumindo que o papel da escola é ensinar, promovendo o acesso dos alunos aos bens culturais sistematizados. Ancoradas na perspectiva histórico-cultural do desenvolvimento humano de Lev Vigotski, nos fundamentos da abordagem enunciativo-discursiva de Mikhail Bakhtin e mantendo constante interlocução com outros autores que se aproximam dessas perspectivas teóricas, estudamos a prática pedagógica de uma professora da segunda série do Ensino Fundamental, numa escola pública estadual, durante suas aulas de Língua Portuguesa, focalizando as relações de ensino/aprendizado, priorizando os momentos da ação pedagógica em relação à leitura. As observações foram registradas em caderno de campo, vídeogravações, conversas e entrevistas com a professora da sala. Atentando para os detalhes, optamos, para esse momento, por destacar núcleos temáticos que possibilitassem identificar e analisar como a atividade de leitura é oferecida nas relações de ensino: modalidades e modos de leitura; condução da prática da leitura pela professora e o processo de mediação como apropriação de significados. Foi possível identificar fortes indícios de que a prática pedagógica desenvolvida pela professora e o seu trabalho com a presença constante de análise de textos escritos possibilitaram avanços no aprendizado e desenvolvimento da leitura de seus alunos tendo como resultado que todos eles liam e produziam textos no início do segundo semestre letivo.
PALAVRAS-CHAVE: CONHECIMENTO, PRÁTICAS PEDAGÓGICAS, FORMAÇÃO DOCENTE

 

TÍTULO: SERÁ UMA QUESTÃO DE LÓGICA? UM ESTUDO SOBRE AS PERCEPÇÕES DE SABERES DOCENTES
AUTOR(ES): ANA PAULA CARVALHO NOGUEIRA, HELENA AMARAL DA FONTOURA
RESUMO:
Esta comunicação discute as lógicas que regulam as percepções de saberes docentes de graduandos da Faculdade de Formação de Professores da UERJ. Com base na etnografia, a pesquisa teve como corpus 96 alunos de Prática de Ensino. Utilizando observação de aulas e questionários, constatamos que os licenciandos relatavam crenças ainda correntes em nossa sociedade, tais como as que evidenciam que o professor deva ter habilidade de “transmitir“ e “talento“ para extrair atenção. Por outro lado, notamos uma preocupação com um ensino para formar alunos ou professores mais críticos e produtores do conhecimento. Os graduandos, mesmo quando universitários com experiência de magistério, valorizavam principalmente características pessoais, sobretudo dos seus alunos. Nos relatos de experiência apresentados, constatamos a importância do exemplo. Percebemos também uma série de palavras modalizadoras no discurso dos licenciandos, como “talvez, deve ser, acho” ou frases que minimizavam a credibilidade de um determinado pensamento, como “No meu caso, com pouca experiência de magistério”, o que pode ter sido utilizado com intuito de diminuir o grau de adesão das idéias que defendem. Uma possível explicação para isso estaria no fato de, como nos provoca Boaventura, ainda estarmos vivendo sob o paradigma dominante das ciências, em que predomina a lógica quantitativa e matemática. Em nossa pesquisa notamos oposições conceituais que parecem sugerir o tradicional desejo de praticar, de fazer, e não de teorizar sobre a prática, como costuma acontecer em abordagens distanciadas das práticas profissionais. Acreditamos que a formação deva ser um processo que se constrói e se reconstrói constantemente, interativa e dinamicamente, num espaço em que haja lugar para o diálogo entre os professores com vistas ao compartilhamento e construção de saberes.
PALAVRAS-CHAVE: SABERES, FORMAÇÃO DOCENTE, PRÁTICAS DE ENSINO

 

TÍTULO: TEORIA HISTÓRICO-CULTURAL: PRESSUPOSTOS PARA A (RE)CONSTRUÇÃO DA PRÁTICA NO TRABALHO COM A LINGUAGEM ESCRITA
AUTOR(ES): ANA PAULA SOUZA BRITO
RESUMO:
O presente projeto de pesquisa do mestrado representa inquietações sobre as práticas relacionadas com a linguagem escrita no interior da escola. Decorrida quase uma década de atuação docente no ensino fundamental, percebo que o trabalho com a linguagem escrita está atrelado a uma teoria empirista, desconsiderando os fenômenos complexos da atividade humana. Essa prática é resultado de uma trajetória na história da educação brasileira que, por longos anos, se fundamentou na concepção de que cada indivíduo ao nascer já possuía um conjunto de capacidades e habilidades, cabendo à escola apenas a facilitação e desenvolvimento dessas qualidades naturais. Mesmo diante do curso de formação inicial e de toda reflexão nele instaurada, a prática pedagógica, por vezes, não se (re)constrói. Este fato tem relação com a formação de conceitos e concepções do indivíduo sobre homem, educação e desenvolvimento. De acordo com os pressupostos da teoria de Vygotsky, as funções psíquicas humanas, como a linguagem oral, o pensamento, a memória, o controle da própria conduta, a linguagem escrita, não são desenvolvidas de maneira espontânea. Nesse sentido, a ação do educador é de suma importância para dirigir intencionalmente o processo educativo e oportunizar condições para o desenvolvimento dessas funções humanas. Assim, no lugar de exercícios mecânicos relacionadas a letras e sílabas, há de se pensar no trabalho com textos utilizados socialmente, enfatizando a função social do ato de ler e escrever. Atualmente, no cargo de orientadora pedagógica na rede municipal de ensino de Sorocaba, percebo a necessidade de refletir sobre tais pesquisas, estudos e concepções. O objetivo é buscar a (re)construção da prática pedagógica, no trabalho com a linguagem escrita, utilizando como pressuposto a teoria histórico-cultural. Para tanto, a ação estará focada nos HTPs, garantindo que o mesmo seja espaço de formação docente, através e estudo, reflexão e análise da prática.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO DOCENTE, TEORIA HISTÓRICO CULTURAL, LEITURA E ESCRITA

 

TÍTULO: OS SINAIS DE PONTUAÇÃO E O LIVRO DIDÁTICO: (DES)CONSTRUINDO PERSPECTIVAS
AUTOR(ES): ANDERSON CRISTIANO DA SILVA
RESUMO:
O presente trabalho objetivou problematizar a maneira como os sinais de pontuação são abordados dentro de um livro didático de Ensino Fundamental. No que tange ao tema dessa pesquisa, podemos considerar que a pontuação materializa-se junto aos signos linguísticos, corroborando para a constituição de sentidos. Pareceu-nos relevante a reflexão deste assunto, tendo em vista sua importância na leitura e, também, pela pouca importância dada a este recurso textual. Dessa forma, este trabalho pautou-se pela discussão dos sinais de pontuação no contexto da contemporaneidade (entendida também como pós-modernidade). Particularmente, a investigação abordou o assunto em um livro didático de 5ª série, apoiando-se na perspectiva discursivo-desconstrutivista, dentro do arcabouço teórico da Análise do Discurso de linha francesa. À guisa de conclusão, verificamos que o ensino da pontuação continua veiculado a prescrições de ordem sintática, o que pode provocar um efeito negativo, tendo em vista que se os educandos não estiverem familiarizados com certos conceitos, não poderão apreender corretamente o uso e importância das pontuações. Como resultado parcial desta investigação, observamos que a ação dos sinais de pontuação também acaba contribuindo para revelar traços de subjetividade no discurso, constituindo-se como elementos dinâmicos que (d)enunciam as várias vozes que compõe a materialidade linguística. Com isto, espera-se ressaltar o uso da pontuação por caminhos que evoquem a questão do sentido. Nesta perspectiva, almeja-se atingir os (futuros) docentes, para que estes possam trabalhar os matizes que os sinais de pontuação exercem no texto escrito.
PALAVRAS-CHAVE: PONTUAÇÃO, LIVRO DIDÁTICO, DISCURSO

 

TÍTULO: PROJETO AÇAÍ: UMA EXPERIÊNCIA DE EDUCAÇÃO ESCOLAR INDÍGENA EM RONDÔNIA
AUTOR(ES): ANDREIA MARIA PEREIRA, EDINEIA APARECIDA ISIDORO, JANIA MARIA DE PAULA
RESUMO:
O Projeto Açaí Magistério Indígena de Rondônia instituído pelo Governo do Estado através do decreto nº 8516 de 1998, foi resultado da luta do movimento indígena por uma educação de qualidade nas suas comunidades. O projeto se desenvolveu ao longo de seis anos (1998-2004), executado em dez etapas presenciais e uma intitulada Açaí nas aldeias que aconteceu nas várias localidades com a participação das respectivas comunidades. Uma das principais características do projeto foi atender uma grande diversidade linguística e cultural; participaram 126 professores, pertencentes a aproximadamente 53 etnias e falantes de cerca de 23 línguas. Por ser uma experiência inédita o projeto pedagógico do curso foi construído no processo, cujos ajustes foram realizados no decorrer da caminhada com as contribuições, diretas ou indiretas, de docentes, discentes e entidades parceiras. Nas etapas finais do Projeto foi possível perceber que temas trabalhados, tais como interculturalidade, políticas linguísticas, identidade, alteridade, entre outros, gradativamente, promoveram mudanças no discurso e prática na maior parte dos cursistas professores que demonstraram maior consciência da necessidade de valorização das culturas e línguas próprias. A fala do cursista professor Armando Jaboti, durante a aula de Práticas de Ensino, na VII etapa do curso registrada pela SEDUC (2002 p. 06), confirma tal afirmação. “Antes do Açaí eu não sabia que nossa cultura tinha valor, hoje sei que tem valor para todos os povos indígenas, para nosso país e para a humanidade, sei também que ensino não é modelo, ensino é construção”. É necessário que experiências como o Projeto Açaí se efetivem em Rondônia enquanto política pública destinada a assistir um seguimento populacional que cada vez mais busca garantir seus direitos à educação intercultural e de qualidade através da valorização das culturas e línguas próprias e o acesso aos conhecimentos universais.
PALAVRAS-CHAVE: PROJETO AÇAÍ, EDUCAÇÃO ESCOLAR INDÍGENA, INTERCULTURALIDADE

 

SESSÃO - PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO,
SABERES E FORMAÇÃO DOCENTE 6
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Instittuto de Estudos da Linguagem - IEL - SALA: CL 03

TÍTULO: UMA PERSPECTIVA SOBRE FORMAÇÃO DOCENTE A PARTIR DA ANÁLISE DOS EX-PARTICIPANTES DO CURSO DOS CIEPS
AUTOR(ES): ANDRESA DA SILVEIRA OLIVEIRA
RESUMO:
Implementado no início da década de 1990 em mais de cinqüenta municípios do estado do Rio de Janeiro, o Curso de Atualização de Professores para Escolas de Horário Integral pretendia capacitar professores recém-formados a trabalhar nos Centro Integrado de Educação Pública (CIEP). O curso contou com a participação de mais de seis mil profissionais, que foram denominados bolsistas por receberem uma bolsa auxílio da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) durante o período de realização do curso. Esse curso foi dividido em três módulos, de 640 horas cada, sendo realizado dentro dos próprios CIEPs. A pesquisa Construção de compromisso com a Educação pública: fatores mobilizados pelo Curso de Atualização de Professores para Escolas de Horário Integral e/ou pelo curso de formação de professores procurou mapear onde se encontravam esses ex-bolsistas no município de São Gonçalo. Posteriormente, levantou-se aspectos socioeconômicos de cada participante e questões a respeito da formação docente, educação pública e motivos para se tornar professor, para traçar representações sociais das ex-bolsistas sobre sua formação. O presente trabalho é um pequeno recorte da pesquisa citada e objetiva realizar uma comparação entre os cursos da formação inicial de formação em serviço desses professores analisando a representação dos mesmos a respeito desse assunto, obtida através da tematização dos grupos focais realizados com esses ex-bolsistas.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO DOCENTE, REPRESENTAÇÃO SOCIAL, ESCOLA DE HORARIO INTEGRAL

 

TÍTULO: A AQUISIÇÃO DE LÍNGUA ESTRANGEIRA E A FORMAÇÃO DOCENTE NO VIÉS DA ATIVIDADE
AUTOR(ES): ANDRESSA CEREZER
RESUMO:
A Teoria da Atividade é a linha de pesquisa iniciada por Vygotsky, Leontiev e Luria no século XX. Segundo Leontiev (1992), a atividade deve ser concebida pela tríade formada por sujeito, objeto e instrumentos, que são organizados em três níveis de análise: atividade, ações e operações. O primeiro é de ordem social e definido, conforme Leontiev, como os “processos psicologicamente caracterizados por aquilo a que o processo se dirige (seu objeto)”. O segundo é norteado por metas e indica as etapas para a realização da atividade, atuando na exterioridade do espaço social. O último nível é orientado pelas condições instrumentais da atividade e conduz a relação do sujeito com o objeto. Além disso, cabe destacar que o sujeito, por sua vez, se constitui como tal na linguagem e pela linguagem. Assim, considerando esse quadro teórico, será investigado em que medida o desenvolvimento de um trabalho de auto-aplicação, pautado na metodologia de escrita-processo, o Process Writing (Write e Arndt, 1991), suscita nos licenciandos de Letras (habilitação espanhol e respectivas literaturas) uma metaconcepção da aquisição da escrita como processo útil para repasse aos futuros alunos em situação de exercício profissional. Desse modo, além de investigar possíveis tendências na aquisição instrucional da escrita e suas repercussões no enquadre da atividade de ensino-aprendizagem de espanhol língua estrangeira (E/LE), busca-se contribuir para a formação de conceitos de aquisição profissionalmente úteis aos egressos das licenciaturas em Letras. O corpus dessa pesquisa é constituído acadêmicos do curso de Letras, habilitação Português - Espanhol e respectivas literaturas da FAMES, uma instituição de ensino superior da região central do Estado do Rio Grande do Sul.
PALAVRAS-CHAVE: TEORIA DA ATIVIDADE, AQUISIÇÃO DE LÍNGUA ESTRANGEIRA, FORMAÇÃO DOCENTE

TÍTULO: O SABER DA EXPERIÊNCIA NAS NARRATIVAS DOCENTES: A CENA COMO ESPAÇO DE FORMAÇÃO
AUTOR(ES): ANDRÉA MARIA FAVILLA LOBO, VALESKA RIBEIRO ALVIM
RESUMO:
A emergência de manifestações teatrais no Estado do Acre foi marcada por características de resistência e crítica social. Os movimentos que se consolidaram a partir do final dos anos 70 por meio das produções teatrais de grupos amadores imprimiram, principalmente em Rio Branco, um cenário propício para que o fazer artístico se tornasse também espaço informal de aprendizagem do teatro. Nesse cenário, surgem também processos de formação docente. São deslocamentos gerados pelo ir e vir entre espaços de produção de saberes sobre teatro e sobre se tornar professor de teatro. Um dentro e fora da escola, da Universidade, dos espaços culturais, das casas de espetáculo e dos grupos teatrais. O objetivo desta pesquisa, em andamento, é explicar as razões pelas quais os professores de arte das escolas públicas de Ensino Fundamental e Médio que desenvolvem atividades teatrais, se tornaram professores desse campo, identificando e discutindo o seu processo formativo, bem como as concepções que orientam seu trabalho, a partir de seus depoimentos, tomando como referência as teorias do ensino de teatro e as orientações curriculares para a Educação Básica na subárea de teatro. Esse estudo se divide em duas etapas: a primeira etapa, já concluída, de caráter quantitativo, consistiu na aplicação de cinquenta questionários nas escolas, com a finalidade de selecionarmos os sujeitos que serão entrevistados na segunda etapa da pesquisa, de cunho qualitativo. Nessa fase, realizaremos entrevistas narrativas com os docentes selecionados a partir dos critérios contidos nos questionários. Acreditamos que as relações estabelecidas no campo da cultura, do contexto artístico destes professores, constituem também seus saberes docentes, atuando juntamente com os outros saberes, nas escolhas cotidianas de sua prática pedagógica.
PALAVRAS-CHAVE: PROFESSOR DE ARTES CÊNICAS, FORMAÇÃO DE PROFESSOR, SABERES DOCENTES

TÍTULO: BIBLIOTECA E FORMAÇÃO DE PROFESSORES OU A BIBLIOTECA NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES
AUTOR(ES): ANDRÉA PEREIRA DOS SANTOS
RESUMO:
Em “Miséria da biblioteca escolar”, de 1991, Waldeck Carneiro da Silva, afirma que os livros mais indicados aos alunos de licenciaturas das universidades do Rio de Janeiro, em grande parte, não mencionavam a biblioteca escolar como recurso de ensino-aprendizagem. A partir dessa afirmação, procura-se investigar se os programas e ementas dos cursos de licenciatura, da Universidade Federal de Goiás, mencionam a biblioteca como recurso didático tanto para a formação de professores quanto para que os futuros professores a utilizem como ferramenta de incentivo à prática de leitura e às pesquisas escolares. A última pesquisa “Retratos da Leitura” mostra que a formação do leitor está diretamente ligada ao estudo formal, ou seja, a frequência a escola. Para que esta prática de leitura se mantenha além do muro escolar é preciso um trabalho conjunto entre bibliotecários e professores. Não só docentes das áreas de português, redação e literatura, mas de todas as disciplinas escolares. A utilização da biblioteca deve perpassar por todas disciplinas sejam elas biológicas, exatas ou humanas. A leitura promove a ampliação do conhecimento dos alunos fazendo com que estes compreendam melhor o currículo de cada disciplina e, além disso, promova a integração de saberes como propõem Edgar Morin. Entende-se que a deficiência ou ineficiência da utilização da biblioteca por parte dos alunos se deve a não formação do professor nas disciplinas de licenciatura de forma a incentivar a prática. Assim fica a questão: os professores estão sendo preparados para a utilização da biblioteca?
PALAVRAS-CHAVE: BIBLIOTECA, FORMAÇÃO DE PROFESSORES, LEITURA E CURRÍCULO

 

TÍTULO: OS NÚMEROS DECIMAIS NA ESCOLA FUNDAMENTAL: O QUE CONHECEM OS PROFESSORES?
AUTOR(ES): ANELISA KISIELEWSKI ESTEVES
RESUMO:
Este artigo apresenta dados de uma pesquisa de mestrado desenvolvida através de investigação qualitativa junto a sete professores de uma escola municipal de Campo Grande/MS, que teve como objetivo investigar os conhecimentos dos professores do 5º ano do Ensino Fundamental sobre números decimais e a relação com sua prática pedagógica. Para coleta de dados foram realizadas: observação de algumas aulas de Matemática; cinco sessões de atividades sobre números decimais com os professores, nas quais foram propostas atividades que envolveram o conceito de números racionais, as operações com números decimais e as relações estabelecidas entre os números decimais, o sistema de numeração decimal e os sistemas de medidas e monetário; análise de documentos (cadernos de alguns alunos e caderno de plano dos professores) e entrevistas semi-estruturadas. Os dados foram analisados e categorizados, tendo como referência os estudos de Shulman sobre a base de conhecimentos dos professores, focando três vertentes: conhecimento do conteúdo específico, conhecimento pedagógico do conteúdo e conhecimento curricular. Os dados analisados revelam que existem lacunas no conhecimento específico sobre números decimais desses professores, tanto nas estruturas substantivas, como nas estruturas sintáticas, as quais interferem em seu conhecimento pedagógico do conteúdo e também em seu conhecimento curricular, influenciando diretamente sua prática pedagógica. Os resultados encontrados apontam para a necessidade de nos cursos de formação inicial e continuada ser revista a atenção dada aos conhecimentos matemáticos, principalmente no caso dos professores que atuam na Educação Infantil e anos iniciais do Ensino Fundamental.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO DE PROFESSORES, CONHECIMENTOS MATEMÁTICOS, NÚMEROS DECIMAIS

 

 

SESSÃO - PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO,
SABERES E FORMAÇÃO DOCENTE 7
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Instittuto de Estudos da Linguagem - IEL - SALA: CL 04

TÍTULO: EDUCAÇÃO E INFORMÁTICA: COMPUTADOR NA SALA DE AULA
AUTOR(ES): APARECIDA DA SILVA BATAGLIN, NUCÉLIA MARIANO MOISÉS
RESUMO:
Este artigo tem por objetivo relatar os resultados obtidos a partir de um Curso de Extensão intitulado “Educação e informática: Computador na sala de aula“ destinado a um grupo de professores de séries iniciais do ensino fundamental da rede municipal da cidade de Engenheiro Beltrão-Pr, dos quais participaram dezessete educadores, sendo que o mesmo foi ministrado por duas acadêmicas do curso de Especialização em Educação a Distância ofertado pela Universidade Estadual de Maringá-Pr, visando discutir a necessidade de formação dos professores para a utilização da tecnologia em sala de aula. O curso teve por finalidade investigar se os professores destas séries utilizam o computador como apoio à prática pedagógica e também promover aos mesmos a proposta do uso do computador juntamente com as questões pedagógicas desse uso. Partindo do princípio de que na educação, muitas vezes, o computador tem sido utilizado apenas para o ensino de computação, é que percebemos que atualmente os programas educacionais tornaram-se mais adaptáveis às necessiddes dos alunos e muito mais motivadores, e a escola, por sua vez, não pode ficar alheia a essa evolução, principalmente quando o próprio docente não tem domínio desses recursos. Diante deste contexto, foi possível verificar quais eram as necessidades de reflexão do professor sobre o uso de tecnologia, mais precisamente o computador. Nessa perspectiva, é necessário ao professor uma formação constante que o prepare a utilizar os recursos que o computador oferece auxiliando-o na sala de aula em sua prática pedagógica. Sendo assim, importa ressaltar que no ambiente educativo, na era da informação, a presença do professor capacitado a usar o computador é fundamental. Essa capacitação faz a diferença, pois é necessária para que a tecnologia seja utilizada na educação, de forma reflexiva.

 

PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO E INFORMÁTICA, FORMAÇÃO DE PROFESSORES, CAPACITAÇÃO REFLEXIVA

TÍTULO: PRODUÇÃO DA ESCRITA E A VALORIZAÇÃO DA SUBJETIVIDADE: (AUTO)REFLEXÃO
AUTOR(ES): ARILENE MARIA SOARES DE MEDEIROS
RESUMO:
O objetivo deste trabalho é discutir a produção da escrita dos alunos do curso de Pedagogia da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – UERN, Campus Central, Mossoró, a partir da auto-reflexão que os próprios sujeitos fazem de suas experiências na construção do conhecimento. Discute-se a (auto)reflexão como categoria central da racionalidade comunicativa, proposta por Jürgen Habermas. A (auto)reflexão consiste na compreensão do mundo a partir de um conhecimento crítico e problematizador da realidade circundante. Ao problematizar o conhecimento, os sujeitos percebem que podem enxergar a realidade sob diferentes ângulos e perspectivas. A valorização da subjetividade é a primeira condição pedagógica que o professor deve considerar na sua prática cotidiana. Tal compreensão me levou a conduzir a disciplina Gestão dos Processos Educativos, no Curso de Pedagogia da UERN, numa turma com de 25 anos, durante o segundo semestre de 2008, utilizando como estratégia pedagógica a produção da escrita, sendo esta a mediadora da valorização da subjetividade. A produção da escrita era resultado de visitas aos diferentes espaços formativos, e no retorno, tinham que relacionar suas experiências com as idéias dos autores estudados em sala. Com este trabalho, busca-se apresentar a experiência não à luz das percepções da professora, mas dos alunos que, segundo eles, depois desse exercício pedagógico “não eram mais os mesmos”, pois, estavam acostumados a copiar os autores e não se sentirem autores de suas próprias idéias. Para apresentar as percepções dos alunos, será utilizada a entrevista reflexiva, conforme Heloisa Szymanski.
PALAVRAS-CHAVE: PRODUÇÃO DA ESCRITA, AUTO-REFLEXÃO, SUBJETIVIDADE

TÍTULO: A CRIATIVIDADE E AS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS: UM EDUCADOR EM CONSTRUÇÃO
AUTOR(ES): ARLEI PERIPOLLI
RESUMO:
A criatividade, como potencial inerente ao ser humano, deve ser cultivada e desenvolvida através do uso da imaginação, do conhecimento e da motivação. A relevância deste estudo tem sua gênese na pesquisa de Mestrado em Educação, que está sendo desenvolvida na Universidade Federal de Santa Maria – RS, visto que o tema se apresenta como inédito e de relevância para a comunidade acadêmica, educacional e social. Assim, enquanto objetivo, busca-se analisar como a criatividade influencia a formação dos educadores e suas práticas pedagógicas junto aos adolescentes em conflito com a lei e privados de liberdade. A pesquisa se caracteriza como bibliográfica porque os levantamentos das principais contribuições teóricas que envolvem o problema foram selecionados através da consulta de materiais publicados em periódicos, jornais, revistas, livros, monografias, dissertações, teses, artigos e etc. Descritiva, pois sua finalidade é observar, registrar e analisar os materiais publicados. O método de abordagem utilizado é o qualitativo, porque se faz uso de análise de aspectos subjetivos dentro das leituras realizadas. Em virtude da pesquisa estar em andamento, algumas conclusões se destacam: a criatividade mobiliza o educador na articulação e na construção de competências para responder às situações concretas do espaço escolar, instando-o a transformar o conhecimento científico em saber articulado às reais necessidades do fazer pedagógico vivenciado no cotidiano escolar, enquanto proposta para um caminho desenhante que reflita, construa, aprenda e apreenda o “aprender fazendo”, como elemento significativo no processo de construção constante do conhecimento criativo. Nessa concepção, o educador produz, no exercício da profissão, os saberes necessários à sua ação, (re) elaborando e (re) construindo sua intervenção pedagógica, numa atitude crítico-reflexiva, produzindo modos de Ser e de Agir essenciais no desenvolvimento de suas ações, acreditando-se que com o desenvolvimento da criatividade (re) signifique os sonhos, num movimento constante de: Existir, Sentir, Refletir e Ir.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCADOR, CRIATIVIDADE, PRÁTICAS PEDAGÓGICAS

 

TÍTULO: A PROPOSTA PEDAGÓGICA DE NITERÓI: SABERES E FAZERES SOBRE AVALIAÇÃO NA ESCOLA ORGANIZADA EM CICLOS
AUTOR(ES): ARMANDO DE CASTRO CERQUEIRA AROSA, DEIZE VICENTE DA SILVA AROSA
RESUMO:
O presente trabalho registra a reflexão realizada sobre o processo de construção e implantação da proposta pedagógica Escola de Cidadania (Proposta), com foco específico nos processos avaliativos, no período compreendido entre 2005 e 2008. Tal Proposta apresenta como objetivo fundamentar o trabalho pedagógico realizado na forma de Ciclos, pelas unidades de ensino fundamental e de educação infantil da Rede Municipal de Educação de Niterói. Na pesquisa foram examinados os documentos produzidos pela rede municipal de educação, bem como abordados os saberes docentes, as práticas educativas e de gestão adotadas, tanto nas unidades educacionais, quanto no âmbito da Fundação Municipal de Educação, órgão executor das políticas educacionais da cidade. Nesse percurso analítico, foram formuladas algumas questões: Qual a concepção de avaliação expressa nos documentos? Em que tradição epistemológica se insere tal concepção de avaliação? Como se desenvolveram, nesse período, as práticas avaliativas? Qual o lugar da avaliação no processo de ensino-aprendizagem numa escola organizada em ciclo? Tais questões orientaram a pesquisa no sentido de esclarecer que concepções e práticas político-administrativas e político-pedagógicas estavam em conflito na construção de uma política educacional para a rede municipal de ensino. Por fim, a organização escolar em ciclos traz à tona múltiplos aspectos, mas em especial, coloca a questão da avaliação no centro das discussões, fazendo repercutir os embates ideológicos travados no âmbito dos processos produtivos globais, sobretudo quando se trata do papel da avaliação escolar na construção de uma proposta pedagógica que contribua para a consolidação de um modelo de cidadania autônoma e participativa.
PALAVRAS-CHAVE: AVALIAÇÃO, CICLOS, SABERES DOCENTES

 

TÍTULO: CONCEPÇÕES FUNDAMENTADORAS NO ENSINO DE ARTE: UMA EXPERIÊNCIA DE FORMAÇÃO INICIAL À LUZ DE L. S. VIGOTSKI
AUTOR(ES): ÁUREA CAROLINA COELHO MÓRE
RESUMO:
Vinculada à linha de pesquisa: “Práticas educativas na formação de professores”, esta pesquisa originou-se da experiência pessoal da autora como atriz e docente formadora de professores no curso de Pedagogia em Dracena, São Paulo. O objetivo geral desta pesquisa foi lançar um olhar para a formação de professores no curso de Pedagogia que são habilitados a ensinar Artes na Educação Infantil e primeiros ciclos do Ensino Fundamental. Analisou-se a consolidação do ensino de Artes, no Brasil, ao longo da História, as diversas concepções de ensino de Artes encontradas na realidade brasileira, identificação das concepções de educação estética apresentadas por Vigotski. Investiga através de um estudo de caso essa inter-relação. O olhar pesquisador permitiu ainda comprovar fatos já constatados mesmo antes desta experiência relatada: as demandas dos alunos e alunas dos cursos de formação superior são voltadas para o “hoje” o “agora” de suas carreiras profissionais. Eles absorvem conceitos, teorias e práticas que são implementadas hierarquicamente, muito embora, possuam autonomia legal garantida para que isso seja evitado, mas encontram-se isolados das discussões que promovem as mudanças nas realidades escolares, por força do ritmo vertiginoso com que cumprem jornadas de trabalho extenuantes. Verificou-se a predominância de concepções contextualistas da Arte e de seu ensino: justificativa de um ensino de Artes subordinado a interesses diversos e considerados primordiais perante os interesses e objetivos estéticos. O emprego das categorias de educação estética sugeridas por Vigotski em sua obra Psicologia Pedagógica foram uma descoberta favorável nesta investigação. Os dados coletados possibilitaram a comprovação de tais categorias nas concepções expressas pelos sujeitos da pesquisa e que são fundamentadoras de suas práticas docentes. Tal constatação valida a importância do autor para a Educação e, mais especialmente, para a Educação em Artes.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO DE PROFESSORES , ENSINO DE TEATRO., TEORIA DE VIGOTSKI.

 

 

SESSÃO - PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO,
SABERES E FORMAÇÃO DOCENTE 8
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Instittuto de Estudos da Linguagem - IEL - SALA: CL 04

TÍTULO: RELENDO A HISTÓRIA AO LER HISTÓRIAS
AUTOR(ES): BRASÍLIA ECHARDT VIEIRA
RESUMO:
Na Baixada Fluminense, uma professora que não está atuando no magistério, moradora da região, incorpora-se ao projeto de Iniciação à Docência da Universidade do Estado do Rio de Janeiro - Rodas de Leitura: Constituindo uma Comunidade de Leitores na Baixada Fluminense - que é desenvolvido no Centro de Atividades Comunitárias de São João de Meriti – CAC, uma instituição filantrópica que é fundada pelo movimento popular em 1987 com o objetivo de refletir sobre a qualidade dos serviços públicos. O CAC mantém uma escola, um programa de formação de professores e um Centro de Promoção de Leitura e Pesquisa. O trabalho trata do olhar e das relações estabelecidas dessa professora com o grupo, com a instituição e principalmente com o trabalho de rodas de leitura com as crianças da comunidade, realizado voluntariamente. No processo da organização das leituras para as crianças, ela vai refazendo as suas leituras dos livros e da realidade em que vive. Reflete sobre a sua formação profissional, sua trajetória de vida, suas leituras e sobre a realidade da formação de leitores nas escolas do bairro onde ela vive. É utilizado como referencial teórico os estudos de NÓVOA (1991) sobre as trajetórias de professores, VYGOTSKY (1989) sobre a zona de desenvolvimento proximal, FERREIRO sobre a cultura da leitura (1989) e de BRUNER (1998) sobre a narrativa.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, VIDA DE PROFESSORES, TRABALHO COMUNITÁRIO

 

TÍTULO: REFEÊNCIAS PARA O ESTUDO DO INSTITUTO DE EDUCAÇÃO “ÍNDIA VANUÍRE” DE TUPÃ-SP-BRASIL (1957-1960): UM INSTRUMENTO DE PESQUISA
AUTOR(ES): BRUNA NÁTALIE SILVA DOS REIS
RESUMO:
A pesquisa de iniciação científica cujas etapas do seu desenvolvimento ora são apresentadas, está vinculada à linha “Formação de Professores” do Grupo de Pesquisa (GPHELLB) “História do Ensino de Língua e Literatura no Brasil”, que decorre do Programa de Pesquisa (PPHELLB) “História do ensino de língua e literatura no Brasil” e do Projeto Integrado de Pesquisa (PIPHELLB) “História do Ensino de Língua e Literatura no Brasil”, ambos coordenados por Maria do Rosário Longo Mortatti. A referida pesquisa tem como objetivo contribuir para o surgimento de temas de investigação e de abreviar etapas do trabalho de pesquisadores interessados em compreender aspectos ainda poucos explorados sobre a produção de conhecimento, saberes e formação docente nos institutos de educação do estado de São Paulo. Por meio da utilização de procedimentos de localização, recuperação, reunião, seleção e ordenação de referências bibliográficas, será elaborado um instrumento de pesquisa contendo referências de fontes documentais para o estudo do Instituto de Educação “Índia Vanuíre” de Tupã-SP-Brasil (1957-1960), a ser assim estruturado: introdução, relação de referências elaboradas de acordo com as normas da ABNT. Conclui-se até o presente momento que há um importante acervo de fontes documentais referentes ao antigo Instituto de Educação “Índia Vanuíre” de Tupã-SP-Brasil que, possivelmente, desenvolveu as suas atividades de formação de professores entre 1957 e 1960, ainda, pouco inexplorado pelos pesquisadores da história da educação.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO DE PROFESSORES, INSTITUTO DE EDUCAÇÃO “ÍNDIA VANUÍRE“ DE TUPÃ-SP-BRASIL (1957-1960), INSTRUMENTO DE PESQUISA

 

TÍTULO: ENSINO FUNDAMENTAL DE NOVE ANOS: MUDANÇAS NA ORGANIZAÇÃO ESCOLAR.
AUTOR(ES): CAMILA MOREIRA MARIANO
RESUMO:
ENSINO FUNDAMENTAL DE NOVE ANOS: MUDANÇAS NA ORGANIZAÇÃO ESCOLAR. Camila Moreira Mariano PROFª.DRª.Ana Lúcia Espíndola – Orientadora Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – Campus Três Lagoas Resumo No ano de 2005 o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou a Lei n° 11.114 (BRASIL, 2005), que tornou obrigatório o Ensino Fundamental a partir dos 6 anos de idade. Desde então, essa ampliação do Ensino Fundamental de oito para nove anos vem sendo discutida em todo o Brasil. A lei estipula o prazo até 2010 para que todos os estados e municípios brasileiros implantem o novo sistema. Assim, esta pesquisa pauta-se em investigar a implantação do Ensino Fundamental de Nove Anos, observando de que maneira a escola tem se estruturado perante essas mudanças, de forma a moderar os possíveis impactos que a mesma poderá trazer na vida dos professores, alunos, pais e a estrutura escolar. Utiliza-se como fonte de coleta de dados, a análise documental, observações, questionários e entrevistas semi-estruturadas. A análise documental centra-se em analisar as leis que foram implantadas na modificação do Ensino Fundamental. As observações contribuirão na compreensão da estrutura escolar, especialmente no que tange a questão da organização do espaço e tempo. As entrevistas serão realizadas com professores e coordenadores de escolas públicas e privadas, objetivando compreender como está sendo organizado o cotidiano escolar após a implantação. Sabe-se que a entrada das crianças na escola, não pode significar uma ruptura com o processo anterior, vivido por elas em casa ou na instituição de educação infantil, mas sim uma forma de dar continuidade às experiências anteriores, para que elas sistematizem os conhecimentos já adquiridos. Palavras chaves: Ensino Fundamental de Nove Anos. Implantação. Estrutura Escolar.
PALAVRAS-CHAVE: ENSINO FUNDAMENTAL DE NOVE ANOS, IMPLANTAÇÃO, ESTRUTURA ESCOLAR

 

TÍTULO: A LINGUAGEM CIENTÍFICA NA FORMAÇÃO DOCENTE
AUTOR(ES): CAMILA RIBEIRO MENOTTI, ESTELA MARIS GIORDANI, EVELLYN LEDUR DA SILVA
RESUMO:
O domínio da linguagem científica no processo de formação de professores é um tema que ainda merece atenção nas pesquisas acadêmicas. Ao longo da atividade profissional, exercendo a formação de professores nos deparamos com situações que estão relacionadas não ao domínio da língua padrão, mas do domínio da linguagem científica. Trata-se de uma nova forma de racionalidade, novo modo de pensar e agir perante a realidade. A nova geração de pesquisadores nasce em grande maioria nas instituições de ensino superior a partir da sua inserção com os projetos de iniciação científica; esta cumpre um importante papel no aprimoramento destas habilidades. Ao se confrontar com a realidade acadêmica brasileira, a atividade de iniciação científica se depara com deficiências que comprometem o seu crescimento. Estas dificuldades persistem desde a formação da escola básica, com a ausência de uma iniciação à educação científica e à pesquisa. Ao realizarmos o projeto “A Iniciação Científica no PROLICEN/2006: os valores na formação docente”, tais deficiências se tornaram evidentes nas entrevistas realizadas com nossos sujeitos de nossa pesquisa. Entrevistamos 20 professores orientadores e seus respectivos orientados (20 acadêmicos). Grande parte dos orientadores ressaltaram que uma das maiores dificuldades que os acadêmicos encontram, refere-se ao desenvolvimento da capacidade de leitura científica, isto é, compreender o que se está lendo, as discussões que perpassam, os conceitos que os autores trazem em suas teorias. Os professores também dizem que os alunos vêm com vícios de escrita e possuem problemas com o uso correto da Língua Portuguesa. Outra dificuldade é fazer os alunos compreenderem como realizar as atividades de pesquisa, como articular a prática com o referencial teórico. Ao todo, percebe-se que o que falta para os estudantes são a cultura e a prática da reflexão científica.
PALAVRAS-CHAVE: INICIAÇÃO CIENTÍFICA, FORMAÇÃO DOCENTE, ORIENTAÇÃO

 

TÍTULO: LETRAMENTO DE PROFESSORES DE LÍNGUA PORTUGUESA DO ENSINO MÉDIO: UM ESTUDO DE CASO EM UMA ESCOLA DA REDE PÚBLICA DE NATAL/RN
AUTOR(ES): CARLA ROSIANE CARLOTA ANDRADE
RESUMO:
A leitura é a habilidade solicitada em todas as provas nacionais – Prova Brasil, Saeb e Enem – e internacionais - PISA - que aferem o desempenho dos alunos do ensino básico. Os resultados vêm mostrando que a leitura, no Brasil, é um grande desafio não só para a escola, mas também para toda a sociedade. Por entendermos que as práticas de letramento dos alunos estão diretamente relacionadas às dos professores, realizamos uma pesquisa numa escola pública de Ensino Médio na cidade de Natal-RN com o objetivo de conhecer as práticas de letramento dos professores de língua portuguesa dessa escola. Foram entrevistados 08 (oito) professores com idade variando entre 39 e 68 anos, sendo 50% desses professores do sexo feminino e 50% do sexo masculino. Foi aplicado um questionário composto de perguntas abertas e fechadas, dividido em quatro partes, aplicado individualmente, sendo duas referentes à formação e à prática pedagógica desses professores. A análise dos dados mostra que os professores da escola pesquisada são experientes, possuem maturidade de vida e profissional, porém fica claro que há ausência de formação continuada por não haver uma política pública para o contínuo aperfeiçoamento desses profissionais. Outra constatação é o individualismo de ações que visasse a um aprendizado comunitário com reflexos positivos para a escola e seus atores.
PALAVRAS-CHAVE: LETRAMENTO, LEITURA, ENSINO MÉDIO

SESSÃO - PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO,
SABERES E FORMAÇÃO DOCENTE 9
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Instittuto de Estudos da Linguagem - IEL - SALA: CL 05

TÍTULO: HISTÓRIAS DE LEITURA E FORMAÇÃO DO SUJEITO-LEITOR: CONFRONTO DE EXPERIÊNCIAS COM PROFESSORAS BAIANAS
AUTOR(ES): CARLA VERÔNICA ALBUQUERQUE ALMEIDA, LUIZ FELIPPE SANTOS PERRET SERPA
RESUMO:
No transcurso da sua trajetória de vida, o ser humano constrói seu conhecimento e, nesse processo, a leitura configura-se como um dos elementos possibilitadores dessa construção por ser uma prática social das mais importantes. Partindo dessa premissa, este trabalho discutiu como as histórias de leitura dos sujeitos-leitores interferiram na sua formação docente, por meio do confronto de duas experiências: uma resultante de um projeto de formação de professoras do município de Salvador-BA em Pedagogia (convênio da Prefeitura com a Faculdade de Educação da UFBA), representada por três memoriais; e outra, com um grupo de dez professoras, oriundas do interior da Bahia, que se constituíram leitoras nas décadas de 30 e 40. A intenção foi centrar nos depoimentos escritos e orais visando responder o questionamento: até que ponto as professoras aproveitaram suas experiências leitoras para formar seus/suas estudantes em sala? Essa análise se pautou no método de história de vida. Concluiu-se que a leitura tem um papel preponderante na constituição docente, pois se temos professores leitores, que sentem prazer na leitura, que deem sentido ao ato de ler e instrumentalizam o desenvolvimento dessa prática, teremos atividades e estratégias inovadoras que proporcionam o gosto da leitura, favorecendo a formação de bons leitores e, consequentemente, práticas educativas inclusivas de qualidade.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, FORMAÇÃO, PROFESSORAS

 

TÍTULO: ATUAÇÃO DO PROFESSOR NA FORMAÇÃO INICIAL: AS QUESTÕES QUE EMERGEM NO ENSINO DE CIÊNCIAS NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
AUTOR(ES): CARLOS TOSCANO
RESUMO:
Neste trabalho apresento parte dos resultados de uma pesquisa que realizamos nos últimos anos com alunas-professoras do curso de Pedagogia da UEL, que teve como tema de investigação os desafios e as perspectivas que se apresentam para a formação docente para as séries iniciais do Ensino Fundamental, focalizando no percurso de formação/atuação como se configura a relação com o saber na área das ciências. Para tanto, apoiamo-nos em estudos de Charlot, sobre a temática da relação com o saber, na teoria da enunciação proposta por Bakhtin e nos estudos realizados por Lahire que tematizam a escola, tendo em vista que esses autores, em suas especificidades, situam nas práticas sociais a gênese do especificamente humano, destacando nesse processo o papel do outro e da mediação semiótica. Os dados aqui compartilhados resultaram das transcrições de encontros semanais, com duração de 2 a 3 horas, realizados entre abril e novembro do ano de 2007 e que viabilizaram a construção de uma narrativa dos acontecimentos vividos e dos seus respectivos contextos. Aqui me reporto a um dos sujeitos dessa pesquisa, que à época era regente de uma turma de 3ª série, em uma instituição educacional no município de Londrina, Paraná. O estudo, que buscou contribuir para ampliar o patamar de visibilidade das condições nas quais tem se tornado professoras das séries iniciais, alunas que ainda não concluíram sua formação inicial, põe em evidência uma conformação específica bastante problemática nessa concomitância interligando frágil situação profissional, que se dá a ver através de um vínculo precário, orientações contraditórias e/ou inconsistentes, imposição de materiais instrucionais, situações de sala de aula vividas como dificuldades pessoais e ausência de subsídios teórico-práticos dado o inconcluso processo da formação inicial voltada para essa atividade profissional.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO DE PROFESSORES, SABERES DOCENTES, ENSINO DE CIÊNCIAS

 

TÍTULO: CONTRIBUIÇÕES PARA A LEITURA LITERÁRIA DE EDUCADORES DAS SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
AUTOR(ES): CARMEM LUCIA EITERER, DAMIANA ANGELO MELO, LUCIANA DOS SANTOS LIMA
RESUMO:
O projeto de Extensão da FaE/UFMG Contribuições para a leitura literária de educadores do Ensino Fundamental, realizado a partir de 2008, tem como objetivo levar textos literários a educadores das séries iniciais da Educação Básica de escolas públicas de Belo Horizonte e da região metropolitana. Em 2008, especialistas em literatura e formação de leitores, professores, pesquisadores, alunos de pós-graduação e de graduação da Universidade Federal de Minas Gerais fizeram um trabalho de seleção, reapresentação/recriação de contos de Machado de Assis, extraídos do site Domínio Público, criado pelo governo federal, que se transformaram no livro Machado Presente. Esse livro foi editado por equipe, publicado com financiamento da Pró-Reitoria de Extensão da UFMG e distribuído gratuitamente a educadores com o objetivo de contribuir para a formação literária desses agentes. O projeto tem ainda o propósito de realizar questionários e entrevistas com os educadores-leitores para avaliar a aceitação dos contos lidos, no sentido de acompanhar o processo de letramento literário em desenvolvimento. Em 2009, devem ocorrer visitas às escolas para conversar sobre a leitura da obra Machado Presente e verificar as dificuldades (de leitura) e impressões de caráter emocional e estético, de modo a ampliar a compreensão do livro. Além disso, o projeto segue com novas publicações ainda este ano, quando se pretende recuperar textos de autoria de Julia Lopes de Almeida levando-os aos professores.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, LITERATURA, EDUCADORAS

 

TÍTULO: SABERES E FAZERES DOCENTES: CURIOSIDADE E DESEJO NO PROCESSO DE APRENDER/ENSINAR A LER E A ESCREVER
AUTOR(ES): CARMEN SANCHES SAMPAIO, ANA PAULA VENÂNCIO
RESUMO:
Há quase duas décadas que professoras alfabetizadoras, de uma escola pública carioca, vem investigando a própria prática e, nesse movimento, em diálogo com a universidade, vivenciam um processo (com)partilhado de formação na experiência de ser professora. Modos de aprender/ensinar a ler e a escrever que afirmem a leitura e a escrita como prática dialógica, discursiva e significativa é a referência do fazer cotidiano. Nesse sentido, o objetivo desse texto ganha relevância: discutir e socializar saberes e fazeres de uma dessas professoras que, cotidianamente, tem se desafiado a praticar uma ação alfabetizadora legitimadora da voz, desejos e curiosidades infantis incorporando, a esse processo, diferentes lógicas e modos de aprender/ensinar das crianças. Perguntas e interesses infantis provocam projetos experienciados, revelando a sala de aula como espaço-tempo plural constituída por múltiplas e variadas formas de pensar, perceber, dizer, sentir, aprender, ensinar e criar. Relações mais democráticas, mais solidárias, com crianças e professora vivenciando o ensino não como aprendizagem do conhecido, mas como produção de conhecimentos, que podem resultar também de novas articulações entre conhecimentos disponíveis (Geraldi, 2004), abrindo possibilidades para um fazer pedagógico comprometido com o rompimento da colonialidade do poder nas relações cotidianas (Esteban, 2008). Pensar e praticar a alfabetização a partir de perguntas ao invés de responder perguntas que não foram feitas, o que habitualmente faz a escola, é tomar o acontecimento como lugar donde vertem as perguntas (…) (Geraldi, 2004), interrogando sobre o acontecido, pensando e praticando um currículo a posteriori, pois a curiosidade por conhecer, por saber o ainda não sabido passa a selecionar o “conteúdo programático”. Cenas do dia-a-dia da sala de aula explicitam aprendizagens realizadas pelas crianças e professoras – da escola e da universidade – provocando-nos a voltar a olhar aquilo que já temos visto, ou de olhá-lo, talvez, de outro modo (Skliar, 2007).
PALAVRAS-CHAVE: SABERES E FAZERES DOCENTES, ALFABETIZAÇÃO, COTIDIANO ESCOLAR

 

TÍTULO: APLICAÇÃO DE UM CONJUNTO DE ATIVIDADES COM FUTUROS PROFESSORES VISANDO EXPLORAR PROCESSOS DE VISUALIZAÇÃO E REPRESENTAÇÃO DE CONCEITOS DE CÁLCULO DIFERENCIAL
AUTOR(ES): CAROLINA AUGUSTA ASSUMPÇÃO GOUVEIA
RESUMO:
O presente trabalho é parte integrante da dissertação de mestrado intitulada “Processos de Visualização e Representação de Conceitos de Cálculo Diferencial e Integral com um Software Tridimensional”, que se encontra em fase de elaboração. Nosso objetivo é apresentar um conjunto de atividades, elaboradas e desenvolvidas com um grupo de alunos da graduação em Matemática de uma universidade estadual do Estado de São Paulo visando trazer subsídios para compreensão das inter-relações das Tecnologias Informacionais e Computacionais com processos de visualização e de representações de conceitos matemáticos. Essas atividades tem por finalidade investigar a capacidade de justificação e generalização dos futuros professores, bem como os caminhos e estratégias abordados nestes processos, os conhecimentos de conceitos e conteúdos matemáticos, a interação com o grupo e a capacidade de visualização em ambientes em duas e três dimensões. Por fim, também procuraremos investigar como futuros professores propõem estratégias de resolução dos problemas apresentados, para tanto será sugerido que eles elaborem um plano de aula com os conceitos construídos e os instrumentos utilizados. Para o desenvolvimento das atividades utilizaremos o software tridimensional K3DSurf, as obras de artes (pintura em tela, encontradas em sites de museus nacionais e internacionais), e os objetos concretos/manipulativos, buscando apropriações, pelos alunos, do conteúdo de sólidos de revolução presente no estudo do Cálculo Diferencial e Integral.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL, SOFTWARE TRIDIMENSIONAL

 

 

SESSÃO - PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO,
SABERES E FORMAÇÃO DOCENTE 10
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Instittuto de Estudos da Linguagem - IEL - SALA: CL 05

TÍTULO: IDENTIDADES DE PROFESSORES DE HISTÓRIA: LIVROS E LEITURA DE MUNDO
AUTOR(ES): CAROLINE PACIEVITCH
RESUMO:
Este artigo reflete sobre identidades e consciência histórica de professores de história e estabelece relações com alguns tipos de leituras demonstradas pelos professores participantes. A pesquisa básica consiste em entrevistas em profundidade com cinco professores e professoras, aliada a dados quantitativos de outros 67 docentes. Esses profissionais proporcionaram depoimentos a respeito de parte de sua história de vida e formação, e suas relações com o conhecimento histórico, tomaram posições sobre política e religião, conceituaram processo histórico, ensino de história e escola. Os eixos de sentido mais comuns encontrados são o conhecimento histórico como propiciador de visões ou leituras de mundo privilegiadas, a presença constante da utopia de transformação do mundo, em muitos casos, apoiada pela crença religiosa. Os cinco professores citam suas leituras prediletas, muitas delas afastando-se do círculo acadêmico comum. Oscilam entre a literatura de auto-ajuda e/ou religiosa, clássicos da literatura brasileira, documentos medievais, até livros de piadas. As opções literárias encontram-se localizadas nas formas de geração de sentido de sua consciência histórica e apoiadas nos principais eixos identitários e de significado. Dialoga-se com as teorias de consciência histórica descritas por J. Rüsen e A. Heller, as reflexões sobre identidade desenvolvidas por Z. Bauman, a idéia de professora-Xerazade proposta por S. Kramer e o conceito de leitura de mundo presente em P. Freire.
PALAVRAS-CHAVE: IDENTIDADES, LEITURA DE MUNDO, CONSCIÊNCIA HISTÓRICA

 

TÍTULO: CURRÍCULO PARA A CRIANÇA DE SEIS ANOS NO ENSINO FUNDAMENTAL - CRIAÇÕES COTIDIANAS
AUTOR(ES): CELISA CARRARA BONAMIGO
RESUMO:
O currículo é espaço e resultado de um processo de luta entre diferentes tradições e diferentes concepções sociais. O processo, nesse sentido, torna-se tão importante quanto o resultado. Ele é a tradução dos conhecimentos considerados socialmente válidos e é construído para ter efeitos sobre as pessoas. Assim, o cumprimento da Lei 11.274, que institui o Ensino Fundamental de nove anos e a inclusão das crianças de seis anos nessa etapa, pressupõe ações, desde o aspecto estrutural e material da escola, passando por formação dos professores, da equipe gestora das unidades e da comunidade, até a criação de um currículo que de fato inclua as crianças no Ensino Fundamental. Qual será a identidade do novo currículo que se constitui? Revela-se um “não lugar” (Certeau, 2001), em que o discurso curricular novo para essa faixa etária, aponta para um movimento entre a Educação Infantil, referência para a idade até então e o Ensino Fundamental. O grupo de professores desenvolve “artes de viver no campo do outro” (Certeau, 2001, p. 86). As professoras que já trabalhavam no Ensino Fundamental, desenvolvem artes de trabalho com as crianças de seis anos e as professoras que vêm da educação infantil, desenvolvem artes de trabalhar com a mesma criança que elas já conhecem em outro lugar. Ambos os grupos apropriam-se de linguagens, práticas, espaços e formas de organização uns dos outros para poder resistir às mudanças e dificuldades e para tornar-se parte do grupo que acabou de se constituir.
PALAVRAS-CHAVE: CURRÍCULO, ENSINO FUNDAMENTAL, FORMAÇÃO DE PROFESSORES

TÍTULO: AS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS CONSTRUIDAS POR ESTUDANTES DO CURSO DE PEDAGOGIA: PROFISSÃO DOCENTE E ESPECIFICIDADE DO TRABALHO PEDAGÓGICO NA EDUCAÇÃO INFANTIL
AUTOR(ES): CÉLIA MARIA GUIMARÃES
RESUMO:
Estudar as representações sociais que futuros professores de educação infantil elaboraram sobre o trabalho docente é um meio de poder avaliar como temos realizado a formação inicial na universidade. Mas, também, favorece a compreensão da elaboração que o futuro professor faz sobre seu trabalho e a identificação que constrói a respeito do que é/como é ser professor de crianças pequenas; são aspectos-chave que moverão suas escolhas, ações e interações como professor de crianças pequenas. Nesse sentido, amparados na teoria das representações sociais de Moscovici e seus seguidores, pretendemos investigar a interferência dos processos de formação inicial nas representações que os futuros profissionais docentes tem e constroem sobre o trabalho pedagógico da Educação Infantil. Adotamos como objetivos específicos: identificar junto aos alunos em formação para a docência na educação infantil no curso de Pedagogia da FCT/Unesp e do CPAN/UFMS como se estruturam as representações sociais sobre a profissão docente, sobre a especificidade do trabalho pedagógico e sobre seus futuros “alunos”; analisar continuidades e transformações nas RS no decorrer do processo de formação inicial, procurando identificar se o processo formativo e as práticas educativas adotadas são capazes de imprimir alterações nas RS preexistentes e, comparar as concepções dos estudantes das duas universidades. O estudo, de caráter longitudinal, acompanhará os alunos do curso de Pedagogia da FCT/Unesp e do CPAN/UFMS no período de duração do curso, entre os anos de 2009 e 2012, utilizando como instrumentos para o levantamento dos dados questionários, texto narrativo e entrevistas semi-estruturadas. O tratamento dos dados se dará com auxílio de softwares estatísticos (Alceste e SPSS) e a análise de conteúdo a luz da teoria de Bardin (1979). Estamos na fase de analise dos dados obtidos em março de 2009.
PALAVRAS-CHAVE: REPRESENTAÇÕES SOCIAIS, FORMAÇÃO DE PROFESSORES, EDUCAÇÃO INFANTIL

 

TÍTULO: SABERES E COMPETÊNCIAS NECESSÁRIOS AO PROFESSOR DE EDUCAÇÃO INFANTIL E AO PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DA AUTONOMIA DA CRIANÇA
AUTOR(ES): CINTHYA CAMPOS DE OLIVEIRA
RESUMO:
O presente trabalho monográfico surgiu de discussões sobre a importância da Educação Infantil e da formação de professores que atuam nessa etapa de ensino, tendo em vista a construção da autonomia da criança. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, ampliada com atividades realizadas em campo específico, com a proposta de perceber a possível articulação entre saberes teóricos e prática docente. Da bibliografia consultada, foram selecionados estudos de alguns dos autores que tratam especialmente do tema proposto e que esclarecem e fundamentam os objetivos. Os sujeitos envolvidos nas atividades de campo são duas professoras e uma supervisora, que também atua como vice-diretora da Educação Infantil de uma escola pública do segmento, situada na região central de Belo Horizonte - MG. Para a coleta de dados foram realizadas observações, acompanhamento de atividades, questionário semi-estruturado e entrevista. A partir da análise de dados foi possível perceber que os professores de Educação Infantil, embora compreendam a necessidade da utilização de saberes e competências específicas da área, na maioria das vezes não articulam a teoria conhecida à sua prática. Através das experiências presenciadas e do registro de dados pode-se considerar, como essencial, que as formações acadêmica e continuada de professores sejam refletidas e atualizadas a fim de possibilitar o desenvolvimento de competências profissionais baseadas nos saberes pedagógicos adquiridos através dos conhecimentos científicos e nos saberes da prática cotidiana.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO INFANTIL, AUTONOMIA, FORMAÇÃO DE PROFESSORES

TÍTULO: A FORMAÇÃO CENTRADA NA ESCOLA: UM DESAFIO AOS GESTORES EDUCACIONAIS
AUTOR(ES): CINTIA CRISTINA TEIXEIRA MENDES
RESUMO:
O presente relato tem o objetivo de apresentar os dados da minha dissertação de mestrado intitulada: HTPC: Hora de trabalho perdido coletivamente? E seus desdobramentos. Através desse trabalho pude apresentar aos profissionais da Educação Municipal de Presidente Prudente um resultado que desapontou a todos aqueles que acreditam nas possibilidades da formação centrada na escola. Todavia serviu também para impor uma necessidade urgente da política municipal: rever a organização da Hora de Trabalho Pedagógico Coletivo que é vista pelos professores do Ensino Fundamental ( Ciclo I) como hora de tempo perdido, tendo em vista sua forma de organização. Entre os elementos apontados pelos professores está principalmente a forma de organização deste momento de formação, garantida na carga horária semanal dos docentes. A forma de condução do orientador pedagógico, responsável pela formação continuada na escola, é apontada como um dos fatores para essa visão negativa desse momento de formação. Com a análise dos dados é perceptivel uma visão restrita dos profissionais a um modelo de formação docente baseado na heteroformação, ou seja, a formação vem de alguém externo e que é especialista em uma assunto, assim como na formação continuada. Os professores demonstram desconhecer ou atribuir menor valor aos processos de formação caracterizados pela interterformação e auto formação, ou seja, um tipo de formação que favoreça o diálogo entre os pares e até um esforço individual de cada profissional.
PALAVRAS-CHAVE: GESTÃO ESCOLAR, FORMAÇÃO DE PROFESSORES, ESCOLA

 

SESSÃO - PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO,
SABERES E FORMAÇÃO DOCENTE 11
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Instittuto de Estudos da Linguagem - IEL - SALA: CL 06

TÍTULO: A (TRANS)FORMAÇÃO DO LEITOR-PROFESSOR: RELAÇÕES ENTRE SUAS CAPACIDADES E HABILIDADES E OS DESAFIOS PROFISSIONAIS
AUTOR(ES): CLAUDIA FINGER-KRATOCHVIL, LUCIANE BARETTA, ROSANE SILVEIRA
RESUMO:
Diferentes pesquisas, com leitores de várias idades, revelam a necessidade de um conjunto de capacidades e habilidades relativas à leitura, condição sine qua non para a construção de sentido de um texto. Alguns estudos desenvolvidos com alunos universitários, e.g. Finger-Kratochvil, Baretta e Klein (2005), Pressanto (2007) e Finger-Kratochvil e Silveira (2008), revelam a necessidade de investimentos na formação do leitor nos níveis que antecedem a chegada ao ensino superior. Diante disso, este estudo tem por objetivo investigar as capacidades e habilidades do leitor-professor, acadêmico do curso de Letras, a fim de compreender as competências construídas e as deficiências existentes. Para tal, essa pesquisa trabalhou com dois tipos de instrumentos: questionários e unidades de leitura (texto e tarefas de compreensão). Com base nos dados dos questionários e unidades de leitura, buscou-se identificar possíveis correlações entre o desempenho dos sujeitos nas tarefas de leitura e a competência do leitor-hábil, mediador do processo ensino-aprendizagem da lecto-escritura. Resultados apontam fragilidades e/ou lacunas no conjunto das capacidades e habilidades de leitura desse leitor, principalmente nos níveis de processamento mais alto, i.e., que requerem maior elaboração mental para compreensão. Esses dados indicam a possível continuidade de lacunas na formação de novos leitores, caso não haja uma intervenção na (trans)formação do leitor-professor.
PALAVRAS-CHAVE: PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM DA LEITURA., FORMAÇÃO DO PROFESSOR. , CAPACIDADES E HABILIDADES.

TÍTULO: EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA E A DOCÊNCIA (RE) PENSADA: LIMITES E POSSIBILIDADES
AUTOR(ES): CLAUDIA FLORES RODRIGUES
RESUMO:
O crescimento exponencial do conhecimento requer que conceitos e procedimentos sejam aprendidos e desaprendidos ao longo da vida. Este trabalho pretende falar brevemente sobre a inclusão da Educação à Distância como um meio que tem servido para modificar significativamente o lugar do sujeito sob o perfil educativo que o mundo atual demanda. Neste sentido, a EAD (Educação à Distância) tem se constituído como marca da determinação cultural e socioeconômica que sofre a pressão das mudanças deste século para que se pense com criatividade em uma outra maneira de educar em que sejam oferecidas pistas para se pensar com criticidade no real sentido dessa educação e da importância da capacitação docente para atuar nessa modalidade de maneira crítica, flexível e criativa. O século XXI requer acesso a um currículo diferente daquele utilizado até então, assim como o desenvolvimento das nossas capacidades para que a relação com o outro implique em uma vida diferente da vida cotidiana das próprias instituições educacionais, em que a relação entre professor e aluno é na modalidade (apenas) presencial. E é justamente neste espaço que o profissional em EAD age de forma a aliar a necessidade à qualidade que se propõe apresentar naquilo que faz e acredita. Assim, é possível considerar a Educação à Distância como um projeto capaz de dimensionar e explicar a própria vida oferecendo acesso a informações que vão desde a História Universal ao uso de ferramentas analíticas e afetivas. E é nesse sentido que encontra –o próprio sujeito- formas de se reconhecer como sujeito político no mundo.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇAO , DOCENCIA, MODERNIDADE

TÍTULO: “UMA ABORDAGEM DE PROJETOS NA EDUCAÇÃO INFANTIL”
AUTOR(ES): CLAUDIA VIRGILIA ALVES ARAUJO LAMBIASI
RESUMO:
O projeto Arte, Memória e Meio Ambiente é o fio condutor do Projeto Pedagógico desenvolvido no Cemei “Alexandre S. Faria”, localizado em Joaquim Egidio, onde nós, professoras Katia e Claudia, trabalhamos a mais de dez anos. Inserida em uma Área de Proteção Ambiental (APA), temos preocupação extremada com o ambiente, a arte e a memória cultural dos distritos. Entendemos que a aprendizagem se concretiza pelo e com o indivíduo, agente da própria formação, e que as crianças pequenas (menores de 6 anos – faixa etária que atendemos), tem um modo diferenciado de aprender e necessitam de um modo especifico de organização do trabalho pedagógico, visando as experiências significativas, as especificidades do grupo etário e a realidade circundante. Dessa forma, encontramos apoio na Pedagogia de projetos, em que o trabalho se concretiza com a participação da criança em todas as etapas do projeto e o mesmo se embasa no ambiente sócio-cultural no qual elas estão inseridas. Possibilitando enfocar diferentes áreas do conhecimento, as múltiplas linguagens da criança sempre estão presentes no trabalho com tarefas reais, inseridas na vida cotidiana das crianças e educadores. Tendo o educador como mediador, procuramos proporcionar experiências significativas através de pesquisas, questionamentos, curiosidades e vivências que vão surgindo do tema sugerido pelas crianças ou da observação e leitura que as educadoras fazem do grupo. As temáticas são desenvolvidas tendo a arte perpassando a metodologia. Cada turma desenvolve um tema ligado ao entorno da escola, quese torna mais abrangente nas atividades e observações realizadas ao redor da escola. Trabalharemos com os registros dos projetos desenvolvidos, Prof. Claudia, agrupamento 3A:Cavalos e Prof. Katia - agrupamento 2A: Que animal botou este ovo???, com a intenção de mostrar que a metodologia de projetos na educação infantil é muito viável e prazerosa indo ao encontro dos interesses das crianças.
PALAVRAS-CHAVE: PEDAGOGIA DE PROJETOS, EDUCAÇÃO INFANTIL, MULTIPLAS LINGUAGENS

 

TÍTULO: INTERCULTURALIDADE E FORMAÇÃO DOCENTE NO CONTEXTO AMAZÔNICO: UM OLHAR SOBRE A ESCOLA RIBEIRINHA.
AUTOR(ES): CLAUDIO GOMES DA VICTORIA, LUCÍOLA INÊS PESSOA CAVALCANTE
RESUMO:
Muito tem se falado sobre diversidade cultural e respeito às diferenças. Grande também tem sido a preocupação em fazer com que essa fala encontre maior ressonância no cotidiano escolar. Nesse sentido, trazemos a reflexão de que não basta à escola somente reconhecer as diferenças. É preciso valorizá-las, bem como discutir a necessidade de formulação de políticas públicas que correspondam ao discurso e à prática intercultural, que valorizem e respeitem as especificidades e diferenças regionais e, consequentemente, culturais que formam o país. Levando em consideração essa reflexão, voltamos nossos olhares para as especificidades do processo educacional vivido no dia-a-dia de uma escola ribeirinha no contexto amazônico, aqui entendida como aquela que encara o desafio de viver as especificidades de um espaço marcado primordialmente pela relação com o rio. Espaço este que ainda sofre com o preconceito, na medida em que as diferenças culturais que caracterizam o cotidiano dos ribeirinhos são negadas e até mesmo apagadas, quando se toma como parâmetro a cultura dos espaços urbanos. Ressaltamos, pois, a importância de promover, no espaço escolar, as dimensões de uma educação e de uma formação docente pautada na interculturalidade enquanto processo dinâmico de reconhecimento e superação das diversas formas de discriminação e de luta contra a desigualdade social. A discussão sobre o respeito às diferenças, no âmbito da escola ribeirinha, encara também o desafio de consolidar uma identidade, bem como de articular um processo igualmente de luta em defesa de suas características/particularidades – processo este que nos possibilite construir novas formas de olhar a realidade constitutiva do cotidiano de uma comunidade ribeirinha no interior do Amazonas.
PALAVRAS-CHAVE: ESCOLA RIBEIRINHA, INTERCULTURALIDADE, FORMAÇÃO DOCENTE

 

TÍTULO: O NEOLIBERALISMO. A ESCOLA E A FAMÍLIA: DISCUTINDO RESPONSABILIDADES PELO FRACASSO ESCOLAR
AUTOR(ES): CLAUDIO UEHARA
RESUMO:
Claudio Uehara – Pedagogia UFMS Ana Lucia Espíndola – (Orientadora) Na participação do grupo de estudos ALLEM (Laboratório de Estudos e Pesquisas sobre Alfabetização, Letramento e Letramento Matemático) formado por professores e alunos do curso de pedagogia da UFMS e professores de duas escolas municipais de Três Lagoas, verificamos nas reuniões que sempre era lembrado e, muitas vezes, denominado problema pelos professores da rede de ensino, a falta de participação dos pais na vida escolar do filho. A partir disso começamos a nos indagar sobre essa problemática. Por que tanta demanda pela participação das famílias no processo de ensino-aprendizagem? Teria outras questões por trás dessa aparente necessidade de participação dos pais? Assim, estamos realizando um trabalho investigativo que tem como objetivo investigar as raízes das tensões existentes entre pais e professores em relação ao fracasso escolar, discutindo especialmente a manifestação dessa questão no que diz respeito a cobrança da participação das famílias nas atividades escolares. Para dar conta de tal objetivo estamos realizando uma pesquisa de tipo etnográfico que usa como instrumentos para coletas de dados questionário e entrevistas com um grupo de pais e professores de uma escola de uma periferia urbana da cidade de Três Lagoas, Mato Grosso do Sul. Acreditamos que há uma estreita relação entre a configuração do Estado Neo Liberal e as demandas feitas às famílias que têm filhos nas escolas públicas destinadas às camadas populares, suposição esta que nos será possível compreender melhor a partir da análise dos dados coletados.
PALAVRAS-CHAVE: FAMÍLIA, ESCOLA, NEOLIBERALISMO

 

 

SESSÃO - PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO,
SABERES E FORMAÇÃO DOCENTE 12
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Instittuto de Estudos da Linguagem - IEL - SALA: CL 06

TÍTULO: O PROFESSOR-COORDENADOR COMO FORMADOR NA/DA ESCOLA BÁSICA
AUTOR(ES): CLÁUDIA ROBERTA FERREIRA
RESUMO:
A pesquisa advém de reflexões do/no cotidiano escolar em meu trabalho como professora-coordenadora e da reflexão sobre as ações formativas e seus impactos para a prática dos professores e para a aprendizagem das crianças. A pesquisa se realiza em uma escola de educação básica da rede privada de ensino de Campinas/SP, nos anos iniciais do Ensino Fundamental (1º ao 5º ano), e apoia-se na abordagem qualitativa de pesquisa através de um estudo de caso. O objeto de pesquisa é o trabalho da coordenação pedagógica na dinâmica da formação continuada de professores tomando a perspectiva da formação de adultos e da formação centrada na escola e sua repercussão no ensino e aprendizagem das crianças. Os materiais produzidos pela professora-coordenadora e pelos professores sejam nas reuniões pedagógicas e de formação e/ou nas reuniões de atendimento individual, bem como aqueles produzidos pelos professores para seu trabalho pedagógico, serão tomados para identificar pistas e indícios para compreender como se dá a constituição da professora-coordenadora na escola e quais os saberes e fazeres necessários para esta função; e, assumindo que a professora-coordenadora é professora de professores, compreender em que se constitui o processo de formação centrada na escola e como isto afeta a aprendizagem das crianças.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO DE PROFESSORES, COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA, APRENDIZAGEM DE CRIANÇAS

TÍTULO: REFLEXÕES SOBRE A “GRAMÁTICA CORPORAL” DE ALUNOS DE EDUCAÇÃO FÍSICA NO ENSINO MÉDIO NOTURNO
AUTOR(ES): CLEOMAR FERREIRA GOMES
RESUMO:
O trabalho que trazemos a este fórum tem por objetivo suscitar uma reflexão, a partir dos dados de uma pesquisa feita com alunos e professores de Educação Física no Ensino Médio Noturno. Adotou-se uma tarefa etnográfica como o método por representar o caminho possível em virtude de sua especificidade descritiva e sua interpretação dos significados atribuídos pelos sujeitos e as suas ações no espaço em que ocorrem. Com esse método nos foi possível reconstruir, pela via da descrição minuciosa, a dinâmica cultural e as formas de socialidade encontradas nas aulas de Educação Física e no terreno da escola. Os resultados desse modus operandi oferecem um painel no trato de professores e alunos que deixa revelar uma gramática que se imprime através uma linguagem específica que se faz corporal. Eles se parecem em sua corporeidade: faltam-lhes uma “gramática corporal” e objetivos quanto aos conteúdos e à sua finalidade. À alusão ao futebol como único conteúdo, este ensaio “sai de campo” com pontos de reflexão que sinalizam um processo de educação e a constituição da linguagem do corpo, no terreno das práticas corporais manifestas ou latentes. Temos que olhar o corpo dos alunos, para discorrer sobre a maneira como eles o modelam, sobre as técnicas mágicas, religiosas, reais ou simbólicas que utilizam para mantê-lo e aperfeiçoar seus desempenhos. Essa leitura pode notar que “a gramática corporal” é impressa no corpo do aluno, a partir de experiências vivenciadas no cotidiano das aulas e influenciada pelos respectivos efeitos político-pedagógicos desse processo de formação do sujeito. Há uma distância entre a teoria acadêmica e a prática escolar, entre a crença do professor e o desejo do aluno, entre a tarefa do espírito e o exercício do corpo: ambigüidades presentes no vir-a-ser daquilo que constitui a “gramática corporal” exercida na escola noturna de todos os dias.
PALAVRAS-CHAVE: LINGUAGEM CORPORAL, ENSINO NOTURNO, EDUCAÇÃO FÍSICA

 

TÍTULO: (...) “EU COMO PROFESSOR ME SINTO EXCLUÍDO NESSA INCLUSÃO...“: PERCEPÇÃO DE PROFESSORES DE UMA ESCOLA PÚBLICA ESTADUAL EM MG.
AUTOR(ES): CLERA DE FARIA BARBOSA CUNHA
RESUMO:
[...]“eu como professor me sinto excluído nessa inclusão...” Percepção de professores de uma escola pública estadual em MG Este trabalho trata sobre a percepção de professores do Ensino Fundamental no trabalho de inclusão desenvolvido no Projeto Incluir - MG. O objetivo é compreender a exclusão escolar na concepção daquele que vivencia com o aluno o acontecimento pedagógico na sala de aula. No que se refere à inclusão e à exclusão, os participantes deste estudo colocam-se como parte do processo. Nota-se que as incertezas rondam o imaginário desses profissionais com sentimentos de incapacidade, angústia e quase desespero por não saberem como lidar com a diversidade instalada no espaço escolar. Destaca-se neste trabalho, a contraditória situação de professores de uma “competência” negada por eles próprios e, por outro lado, a lucidez com que eles percebem o aluno na classe, nas múltiplas situações de exclusão no interior da escola e mesmo fora dela, ressaltando a complexidade e limites de sua atuação como professor. A inclusão escolar é muitas vezes tratada como questão exclusivamente de ordem pedagógica. Os professores percebem e identificam esta redução entretanto sem conseguir evitar, eles mesmos, a produção de equívocos que geram sentimentos de incapacidade, inferioridade e isolamento. O que se destaca nessa relação é, contraditoriamente, perceber-se por um lado como excluído do processo, e por outro produtor dessa exclusão.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO, PROFESSOR, INCLUSÃO

 

TÍTULO: RELAÇÕES ENTRE O PERFIL LEITOR DO PROFESSOR, SUA FORMAÇÃO INICIAL E SUA PREPARAÇÃO PARA A PRÁTICA COMO MEDIADOR DE LEITURA NA ESCOLA
AUTOR(ES): CLEUDENE DE OLIVEIRA ARAGÃO
RESUMO:
Este trabalho nasce de uma experiência com professores e alguns bibliotecários da primeira turma do Curso de Especialização em Lingüística Aplicada: Letramento e Formação de Leitores, da Faculdade Sete de Setembro, no Ceará. A partir de reflexões surgidas na disciplina “A formação do professor leitor“, buscamos conhecer o perfil leitor desses profissionais, suas crenças sobre a importância da literatura, suas preferências de leitura, suas variadas experiências leitoras ao longo da vida e no exercício da profissão e sua formação inicial na universidade. Elaboramos um instrumento, a partir de nossas pesquisas anteriores sobre a formação de professores e o tratamento didático da literatura como objeto de estudo, recurso para o ensino e formadora de leitores. O questionário foi inspirado ainda em alguns elementos da obra “Letramento e Formação do Professor“, de Angela Kleiman e Maria de Lourdes Matencio. Os resultados demonstram que a maioria dos entrevistados foi desenvolvendo o seu perfil leitor através de diversas experiências vitais, nem sempre diretamente relacionadas a estímulos à leitura recebidos durante sua vida escolar. Com relação à formação inicial proporcionada pela universidade, fica patente, nas respostas dos informantes, a inadequação dos currículos de Letras, Pedagogia e Ciências da Informação para a formação plena desses profissionais no que se refere ao trabalho de fomento à leitura em diversos contextos e quanto a sua preparação para atuar dentro da escola como sedutores mediadores de leitura.
PALAVRAS-CHAVE: PERFIL LEITOR DO PROFESSOR, FORMAÇÃO INICIAL, PROFESSOR MEDIADOR DE LEITURA

 

TÍTULO: FORMAÇÃO DOCENTE: LEITURA, REFLEXÃO E REGISTRO.
AUTOR(ES): CONSUELO PEREIRA DE SALES
RESUMO:
Por que os professores de Língua Portuguesa, inseridos num curso de formação continuada, demonstram dificuldades na reflexão e no registro de suas ações em sala de aula? Por que o discurso desses professores, tão coerentes ao que discutem os atuais teóricos de sua área de atuação, não se coadunam com sua prática docente? Tais questionamentos foram suscitados a partir da análise dos relatos de atividades pedagógicas e portfólios produzidos por professores licenciados em Letras, que participaram do curso de formação continuada em serviço no município de Feira de Santana – Gestão de Aprendizagem Escolar - GESTAR, e atuam na área de Língua Portuguesa do Ensino Fundamental de 5ª a 8ª séries. Essas produções fazem parte das atividades desenvolvidas no curso, cujo objetivo é contribuir com a formação do professor reflexivo. Ao longo do curso são trabalhados referenciais teóricos buscando articular teoria e prática, incentivando-os a registrar o seu fazer pedagógico apontando limites e possibilidades. A análise dessas produções, realizadas no decorrer do referido curso, revela o quanto o professor se encontra distante da reflexão da sua prática e concomitantemente do próprio registro de suas ações. Também nos dá pistas que tais dificuldades estão diretamente ligadas ao desenvolvimento do seu processo de leitura. Através desse olhar, o presente trabalho objetiva refletir sobre esse processo de formação e a sua influência no fazer pedagógico desses professores cursistas, buscando elementos que contribuam com a discussão teórica na área de formação de professores e no efetivar da prática pedagógica reflexiva. Neste ensejo, é premente a presente pesquisa na busca de subsídios para melhoria do processo de formação docente, e consequentemente, com a melhoria da educação.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, REFLEXÃO, REGISTRO

 

 

SESSÃO - PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO,
SABERES E FORMAÇÃO DOCENTE 13
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Instittuto de Estudos da Linguagem - IEL - SALA: CL 07

TÍTULO: A PESQUISA COMO FORMAÇÃO: OUTROS SENTIDOS
AUTOR(ES): CRISTIANA CALLAI DE SOUZA
RESUMO:
O presente trabalho versa sobre a pesquisa na Educação Infantil. Ao pesquisar, deparo-me com o desafio da pesquisa e da escrita, que vai se desdobrando nas experiências vividas com as infâncias, num pensamento sempre incabado, sempre em via de fazer-se. Eu acreditava que para pesquisar, precisava apenas de uma questão para começar, e que esta questão estava fora de mim. E também que era necessária uma certa distância entre pesquisador e pesquisado (sujeito/objeto), fronteiras bem marcadas, que me deixavam na vertical de mim mesma. Essa marca da posição epistêmica, racionalidade científica clássica, se fragiliza na experiência de dialogar com as crianças, e compreendê-las em suas descontinuidades, rupturas e multiplicidades. O diálogo solicita de nós o aprendizado da escuta, que só é possível fazer quando reconheço o outro como alteridade, quando estou aberta a aprender com ele, acreditando que ele tem algo a me ensinar. Ao pensar a educação da infância a partir do lugar do “outro”, de um outro marcado, adjetivado pelo que lhe falta e condicionado pelos binarismos conceituais e suas formas de ver o mundo, encontro nas relações com os “outros” que habitam o cotidiano escolar da Educação Infantil faíscas que me permitem a desconstrução do mesmo na educação. É na experiência com a alteridade que vislumbro uma educação da infância como acontecimentos, possibilidades de encontros e de formação.
PALAVRAS-CHAVE: INFÂNCIA, FORMAÇÃO, PESQUISA

 

TÍTULO: FORMAÇÃO CENTRADA NA ESCOLA: INTERLOCUÇÃO TECIDA NO COTIDIANO DO TRABALHO PEDAGÓGICO.
AUTOR(ES): CRISTIANE CONCEIÇÃO SANTOS ROSSETTI, MARIA NATALINA DE OLIVEIRA FARIAS
RESUMO:
O referido trabalho foi realizado a escola EMEF Salvador Zacharias Pereira, uma escola municipal de Hortolândia, no qual foram desenvolvidas diversas ações na formação centrada na escola. A interlocução entre os sujeitos: Centro de Formação e coordenação possibilitou diversas reflexões inerentes a formação dos profissionais envolvidos no processo educativo. Revemos nossas certezas, ao mesmo tempo, nos reconstituímos como pessoas e profissionais. Os professores formam e aprendem a profissão imersa no trabalho nas escolas. Portanto, para que haja mudança nas organizações é preciso refletir sobre a socialização profissional dos professores, uma vez que o contexto de trabalho se caracteriza nesse prisma por um contexto eminentemente formativo. Nesse caso é possível e viável utilizar as situações de trabalho como material formativo por excelência. Planejar e realizar das práticas de formação a concretização de um projeto caracterizada como animação da formação (socialização). Assumir a escola como um cenário privilegiado para construção de saberes bem como a mudança de olhar o professor e a formação que se deseja, exige a escolha de um caminho de aprendizagem e de intencionalidade do coordenador no papel de articulador de idéias e de ações no cotidiano escolar. É certo afirmar que a escola é um espaço onde acontece a transmissão e produção de conhecimento, porém “as relações afetivas se evidenciam, pois a transmissão do conhecimento implica necessariamente, uma interação entre pessoas. Portanto, na relação professor-aluno, uma relação de pessoa para pessoa, o afeto está presente”. (LEITE apud ALMEIDA, 1999, P.107). Um dos desafios da coordenação nesse caso foi estabelecer vínculos com os professores e estes por sua vez com seus alunos. O desafio então passa a ser o de vivenciar junto das professoras e alunos situações de cumplicidade e autonomia.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO, COTIDIANO, APRENDIZAGEM

TÍTULO: A CRISE DA EDUCAÇÃO E O AUTO-ESCLARECIMENTO HERMENÊUTICO NA FORMAÇÃO DOS PROFESSORES
AUTOR(ES): CRISTIANE LUDWIG
RESUMO:
O estado de crise da educação é um tema emergente e largamente discutido nas pesquisas sobre a formação docente. Neste trabalho objetiva-se, a partir das lições extraídas da crise na educação norte-americana, notadamente em suas consequências para a formação de professores, refletir hermeneuticamente sobre o alcance da crítica de Hannah Arendt às teorias pedagógicas progressistas para as exigências teóricas da formação na contemporaneidade. Sob esse enfoque, pretende-se buscar apoio nas reivindicações da hermenêutica, enquanto abordagem preocupada com o distanciamento alienante provocado pela racionalidade instrumental, reduzindo a educação aos ditames da cientificização, em que o outro se torna objetivado em mera conformidade rígida através de princípios metódicos. Nesta pesquisa, ao se opor à unidade da razão metafísica, que enfatiza o lado homogêneo dos conhecimentos, propõe-se integrar as diversas racionalidades, não caindo no totalitarismo da exclusão e na decisão apriorística sobre a validade das teorias e das práticas, mas no sentido do reconhecimento da diversidade e da pluralidade. Sob o viés da linguagem, entende-se que o conhecimento está relacionado com sua justificação racional, desviando-se, assim, da busca pela exatidão de representação. Daí a necessidade de deixar que os próprios educandos digam a palavra (a palavra da ciência, do ético, do estético, da dor, da poesia), radicalizando a idéia de que o homem possui linguagem. A abertura de horizontes que o diálogo possibilita permite à educação fazer valer a polissemia dos discursos e criar um espaço de compreensão mútua entre os envolvidos. Tal posicionamento pedagógico-político-ético-estético permite ao professor descongelar as definições produzidas pelo conhecimento e cristalizadas na história, libertando o significado dos acontecimentos da camisa-de-força dos conceitos.
PALAVRAS-CHAVE: CRISE DA EDUCAÇÃO, FORMAÇÃO DE PROFESSORES, LINGUAGEM

 

TÍTULO: “AS MALAS DA LEITURA“
AUTOR(ES): CRISTINA ROLIM CHYCZY BRUNO
RESUMO:
O Projeto “AS MALAS DA LEITURA” foi desenvolvido no ano de 2008, junto a docentes dos anos iniciais do Ensino Fundamental., realizado na Escola Municipal Nympha Maria da Rocha Peplow, localizada no Município de Curitiba, Estado do Paraná. As malas compunham-se de malinhas produzidas artesanalmente, que continham diferentes obras literárias e não literárias e tratavam de assuntos diversos. As malas contemplaram a variedade de opção acerca da apreciação literária do grupo docente da escola anteriormente mencionada. Houve, realmente, a possibilidade dos professores vivenciarem o verdadeiro prazer da leitura. A proposta do acesso às malas estava ancorada no processo de formação em serviço, tendo a leitura, enquanto princípio educativo dessa formação. As malas apresentavam o objetivo precípuo de “conduzir” os docentes a uma “viagem” pela leitura. É importante afirmar que nas malas haviam livros de diferentes abordagens, como: contos, fábulas, poesias, textos lúdicos e instrucionais, obras de cunho educativo, DVD´s, CD´s com músicas e poesias. A intenção foi incentivar a prática da leitura enquanto fruição e prazer. A iniciativa foi adotada partindo do pressuposto de que quem ensina a leitura, deve ser bom leitor. E ainda, é preciso considerar que, por vezes, percebemos as dificuldades que os docentes têm no que se refere ao acesso a obras, músicas de qualidade. Tal fato acontece não por desinteresse, talvez em virtude da falta de tempo, ou mesmo de poder aquisitivo. Contudo, a verdadeira apreciação, poderia até ser estímulo à aquisição de uma ou outra obra, conforme diferentes desejos e necessidades. Esta modalidade de trabalho conduziu ricas reflexões no trabalho diário dos docentes da escola, até é possível arriscar e relatar que as leituras realizadas , se constituíram em um grande bem, que certamente reverterá em favor de uma prática docente mais sensível e que sabe valorizar o ato de ler.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, FORMAÇÃO CONTINUADA, PRÁXIS PEDAGÓGICA

 

TÍTULO: ENSINO DA COMPREENSÃO LEITORA: PROPOSTAS DE LIVROS DIDÁTICOS E PRÁTICAS DOCENTES
AUTOR(ES): CYNTHIA CYBELLE RODRIGUES FERNANDES PORTO, ADRIETT DE LUNA SILVINO MARINHO
RESUMO:
Nessa pesquisa tivemos como objetivo analisar práticas de ensino de leitura desenvolvidas em turmas de 4º. ano do ensino fundamental de uma rede pública municipal. Considerando que nas duas últimas décadas houve mudanças qualitativas quanto ao ensino de leitura nas propostas curriculares e nos livros didáticos de Língua Portuguesa, nos propusemos a aprofundar a discussão acerca desta temática, a partir da análise documental dos livros didáticos e das práticas de sala de aula adotadas por duas professoras. Quanto aos dois livros didáticos, encontramos em ambos um variado repertório textual, com gêneros de circulação extra-escolar, embora as atividades propostas não promovessem o desenvolvimento de idênticas estratégias de leitura. Verificamos que a adoção do livro didático não simbolizava um imobilismo na prática de uma das docentes (professora A) e que ela diversificava atividades e métodos no ensino de habilidades de leitura e compreensão de textos. Ao mesmo tempo em que valorizava as atividades propostas pelo livro didático, as recriava, buscando adequação e trabalhava com outros suportes textuais. Já a professora B, embora usasse um livro didático por nós julgado superior, quanto à proposta do ensino de leitura, fazia diversas adaptações e substituições das atividades de compreensão realizadas com os alunos, não conseguindo, contudo, proporcionar melhores alternativas para a promoção da compreensão leitora. O mau uso do tempo e a má formulação dos enunciados por ela criados, muitas vezes gerava obstáculos à aprendizagem. Podemos concluir que as mudanças nos livros didáticos são um dado concreto na direção de melhor ensinar a compreender textos, verificando-se importantes diferenças no que propõem autores distintos. A apropriação desses materiais didáticos pelos docentes requer uma análise crítica e formação continuada.
PALAVRAS-CHAVE: ENSINO, LEITURA, COMPREENSÃO

 

 

SESSÃO - PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO,
SABERES E FORMAÇÃO DOCENTE 14
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Instittuto de Estudos da Linguagem - IEL - SALA: CL 07

TÍTULO: EDUCAÇÃO SEGUNDO A PERCEPÇÃO DO RECUPERANDO DO SISTEMA PRISIONAL - A IMPORTÂNCIA DO NÚCLEO FAMILIAR
AUTOR(ES): CYNTHIA SARAIVA GELAIS, MARIA BELLINI
RESUMO:
Este trabalho se propõe a apresentar resultados parciais de uma pesquisa do Curso de Mestrado em Educação da Universidade Presidente Antônio Carlos (UNIPAC) que trata da percepção sobre a Educação na a ótica do egresso do sistema prisional na Região Metropolitana de Belo Horizonte, MG. O objetivo desta pesquisa consiste em buscar respostas para algumas questões que envolvem a (res)socialização dos egressos do sistema prisional e o papel que a educação tem neste processo. Mais especificamente aqui, trata-se de um estudo de caso para compreender a dimensão que o núcleo familiar representou nos relatos do egresso. Suas experiências em torno à questão familiar parecem se constituir elementos definidores na construção do modo de compreender sua educação, assim como a que ele , como pai, define para seus filhos e a que aplica para justificar a própria condição de detento. A importância do papel do pai e da mãe, as agressões físicas sofridas, os acontecimentos no núcleo familiar considerados “exemplares” perpassam profundamente uma rede de sentido que o egresso tece sobre a Educação de um modo geral, em particular sobre a escola e, como decorrência, do sistema prisional. Também os aspectos polissêmicos envolvidos no “estigma” do sujeito na condição de “ex-detento” são elementos de uma análise necessária aos acontecimentos e experiências de vida de dele como indivíduo e suas trocas sociais num processo de socialização secundária a que está submetido.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO, NÚCLEO FAMILIAR, PEDAGOGIA SOCIAL

 

TÍTULO: O ESTÁGIO COMO PRIMEIRA EXPERIENCIA DOCENTE: O “SER PROFESSOR”
AUTOR(ES): DAIANA BRAGA PEREIRA
RESUMO:
Este trabalho se originou a partir dos relatos dos alunos estagiários do Curso de Pedagogia da Universidade Federal de Santa Maria/RS, nos encontros para orientação de estágio e dizem respeito as experiências vivenciadas no desenvolvimento do Estágio Curricular na Educação Infantil. A experiência do “ser professor” que será relatada aqui, baseia-se no depoimento e nos registros de doze (12) alunas estagiárias que realizaram seus estágios no primeiro semestre de 2009 em dez (10) instituições – público e privado de ensino do município de Santa Maria Nesses encontros foi possível identificar alguns anseios - dúvidas, questionamentos, desafios, dificuldades etc. - sobre o que é “ser professor”. Diante do dia a dia das instituições de ensino, dos problemas de estrutura da escola – rotina, disponibilidade de espaço, recursos materiais – relações pessoais, falta de apoio familiar, indisciplina dos alunos, motivações, as alunas estagiárias questionam a formação que tiveram no curso de pedagogia e os problemas que a prática docente está suscitando. Logo, ao trazer esses elementos, espera-se contribuir com sugestões, subsídios e parâmetros para que possa ser utilizado no decorrer do curso de graduação e também nos processos de organização e desenvolvimento do Estágio Curricular com um todo, já que está experiência representa um aspecto primordial na formação do futuro docente, ou seja, em muitos casos, é a primeira experiência em ser professor.
PALAVRAS-CHAVE: PROFESSOR, ESTÁGIO CURRICULAR, PRÁTICA DOCENTE

 

TÍTULO: (RE)APRENDENDO A ARGUMENTAR: A CONTRIBUIÇÃO DE ESTUDOS COLABORATIVOS NA FORMAÇÃO DE MEDIADORES DE LEITURA
AUTOR(ES): DALIANE DO NASCIMENTO DOS SANTOS
RESUMO:
O trabalho faz parte da pesquisa “Processo argumentativo na formação de mediadores de leitura – 1ª etapa” (UERN/CNPq 2007-2008), que investiga as contribuições da argumentação na mediação pedagógica com vistas à formação do leitor no ensino fundamental a partir de pressupostos da teoria da Nova Retórica. Nessa investigação foram realizados encontros colaborativos entre pesquisadores e professores com foco na argumentação, mediação e formação do leitor. Os resultados desses estudos desencadearam a elaboração desse trabalho, cujo objetivo principal consiste em analisar as aprendizagens docentes provenientes dos estudos colaborativos. Para tanto, nos fundamentamos nas idéias de Amarilha (2007), Freitas (2005; 2006), Perelman e Tyteca (2000), Reboul (2000) e Fontana (2000), dentre outros. A análise revela que os encontros colaborativos proporcionaram avanços no modo como os professores compreendem o processo argumentativo, a exemplo da importância de se elaborar perguntas que mobilizem o pensamento divergente do aluno, bem como, o entendimento de que as respostas dos alunos precisam ser valorizadas e problematizadas. Os estudos colaborativos proporcionaram, sobretudo, atitudes de metapensamento por parte dos professores sobre o seu fazer pedagógico no ensino da leitura, resultando em propostas de intervenções que visam a formação de uma comunidade de leitores, em que argumentar é parte constitutiva do processo.
PALAVRAS-CHAVE: ARGUMENTAÇÃO, LEITURA, MEDIAÇÃO

 

TÍTULO: O DIÁRIO DE ESTÁGIO NA FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES: POSSIBILIDADE DE REFLEXÃO E ARTICULAÇÃO TEORIA E PRÁTICA
AUTOR(ES): DALVA HELENA DE MEDEIROS, CRISTINA SATIE DE OLIVEIRA PATARO
RESUMO:
O presente trabalho tem como objetivo discutir a importância da escrita na formação inicial de professores/as, enfocando em especial as práticas desenvolvidas por ocasião do Estágio Supervisionado no curso de Pedagogia. Consideramos que a formação inicial proporcionada pelo curso de Licenciatura em Pedagogia deve instrumentalizar os futuros professores/as para que se insiram na realidade escolar e, por meio de sua atividade docente, possam também transformá-la. Desta forma, partimos do princípio de que o Estágio Supervisionado adquire especial importância na formação de professores/as, por possibilitar a articulação entre teoria e prática – vistas de forma indissociada – por meio da vivência de ações e relações presentes no fazer docente e no cotidiano escolar. Tais vivências, no entanto, apenas adquirem sentido na medida em que os estudantes – futuros professores/as – têm a possibilidade de refletir criticamente sobre elas, compreendendo melhor a realidade na qual irão atuar e re-significando expectativas, crenças e valores pré-formulados. Entendemos que esta possibilidade de reflexão é dada, dentre outros processos, por meio do exercício da escrita, enquanto forma de interpretação, expressão e produção de saberes a partir das vivências do cotidiano escolar. Neste sentido, nosso intuito é o de evidenciar a importância da produção escrita – realizada sobretudo por meio dos diários de estágio – na formação docente. Para tanto, partiremos da análise da experiência das autoras como docentes na disciplina de Estágio Supervisionado em cursos de Pedagogia, no intuito de discutir de que forma os diários de estágio podem permitir reflexões, questionamentos e aprendizagens fundamentais para o início da docência.
PALAVRAS-CHAVE: DIÁRIO DE ESTÁGIO, ESTÁGIO SUPERVISIONADO, FORMAÇÃO DE PROFESSORES

 

TÍTULO: A PESQUISA COM CRIANÇAS, AS LINGUAGENS E A FORMAÇÃO DE PROFESSORES
AUTOR(ES): DANIELA RUPPENTHAL MOURA
RESUMO:
Desde 2006 (UNISC/CNPq), venho acompanhando crianças na pré-escola, 1º ano e 2º ano do ensino fundamental da rede pública estadual no município de Santa Cruz do Sul/RS com o objetivo de favorecer experiências que considerem, nos projetos educativos, a ação do corpo no mundo enquanto pensamento em ato (Valéry, 1999), enquanto algo que nos passa, nos acontece, nos toca (LARROSA, 2002). Para afirmar a dimensão poética das linguagens, aquela que reivindica a inseparabilidade entre corpo, imagem e palavra nos processos de aprender a portar o mundo de inteligibilidade, semanalmente estudei e participei das discussões teóricas, dos planejamentos dos espaços e tempos com as crianças, das materialidades e procedimentos nas diferentes linguagens, buscando a interlocução com os registros em imagens, o diário de campo e as suas realizações nas diferentes linguagens. O percurso e as reflexões, nesses três anos, permitem afirmar que o modo como são planejadas e desencadeadas as ações na escola, cristalizadas em áreas do conhecimento e ancoradas na leitura e escrita da palavra, desconsideram que o corpo da criança é capaz de, simultaneamente, cantar, desenhar, escrever, pintar, ler, modelar, dançar; enfim, tem o poder de narrar e encenar o vivido, exige planejamentos e ações educativas que considerem que o corpo tem história (AGAMBEN) e, portanto, precisa aprender a “rebatizar o mundo“ (BÁRCENA). Planejar e organizar espaços e tempos, cuidar dos ritmos singulares no coletivo mundano, agir agregando a espera e a confiança na criança, tornam-se aprendizados imprescindíveis na formação de professores que têm sob sua responsabilidade o acompanhamento de crianças em processo de inserção escolar. Porém tal aprendizado supõe o esforço da conquista (BACHELARD) de experiências que subvertam pré-concepções e permitam experimentar, com as crianças, o mundo de outros modos. Trata-se da diferença entre ser professor ou tornar-se professor.
PALAVRAS-CHAVE: LINGUAGENS, POÉTICO, FORMAÇÃO DE PROFESSORES

 

SESSÃO - PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO,
SABERES E FORMAÇÃO DOCENTE 15
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Instittuto de Estudos da Linguagem - IEL - SALA: CL 08

TÍTULO: REVENDO AS PRÁTICAS DE ALFABETIZAÇÃO NA FORMAÇÃO CONTINUADA: CONFRONTO E CONFLITO.
AUTOR(ES): DANIELE MARQUES VIEIRA
RESUMO:
O foco dessa pesquisa é a prática docente em turmas de alfabetização que integram o primeiro ciclo dos anos iniciais do ensino fundamental em um município da região metropolitana de Curitiba (Paraná), durante o período de outubro de 2007 a março de 2009. Seu objetivo é compreender o processo de construção da prática docente do alfabetizador frente às necessidades do processo educativo, por meio das ações pedagógicas do programa de formação continuada. Contextualiza as demandas educacionais desse município e a constituição do referido programa na intencional integração da educação infantil e dos anos iniciais do ensino fundamental frente ao desafio de implantação do primeiro ano do ensino fundamental de nove anos de duração. Teoriza também o desenvolvimento de uma proposta metodológica realizada ao longo dessa formação continuada inspirada na pesquisa-laboratório, que se fundamenta nos pressupostos teórico-metodológicos do projeto de pesquisa permanente do curso de Pedagogia da Universidade Tuiuti do Paraná, “Alfabetização, Letramento e suas metodologias”. Tais pressupostos contemplam os princípios da proposta pedagógica do município, os quais se constituem parâmetros para as professoras direcionarem a sua prática e efetivarem o seu planejamento. A aplicação dos procedimentos previstos na proposta metodológica possibilitou às professoras ter acesso aos conhecimentos da turma acerca da escrita, assim como rever as práticas que representam métodos fechados de alfabetização em prol de práticas que propiciem atender à diversidade presente nesse processo. Nesse bojo, em que as professoras se confrontam com a sua prática e experimentam conflitos que podem gerar desconfiança e resistência, ou ainda, o prazer em descobrir novos caminhos, é possível identificar sob a luz da teoria da relação com o saber, preconizada por Bernard Charlot, o sujeito de saber que sobrepõe aos conhecimentos construídos coletivamente, práticas que solidificam a sua relação com o saber, sobre as quais a formação continuada deve se dedicar.
PALAVRAS-CHAVE: SABERES, ALFABETIZAÇÃO, FORMAÇÃO CONTINUADA

 

TÍTULO: RESIGNIFICANDO AS PRÁTICAS DE LEITURA: DOS LIVROS DIDÁTICOS A AÇÃO DOCENTE
AUTOR(ES): DANIELLE DA MOTA BASTOS
RESUMO:
Sabemos que os livros didáticos são, na maioria das vezes, o único material de referência utilizado no processo de ensino e aprendizagem de Língua Portuguesa, determinando conteúdos e modos de ensino, além de constituírem-se, em muitos contextos, no único material de acesso ao conhecimento que dispõem professores e alunos (Cf. SILVA,1996; LAJOLO,1996). Assim, ter contado com livros didáticos de qualidade e, sobretudo, com teorias que auxiliem as práticas pedagógicas, não se limitando apenas às sugeridas por estes manuais, são imprescindíveis para promoção de uma pedagogia de formação de leitores críticos, reflexivos e produtores competentes de textos. Desta forma, visando contribuir nas discussões da melhoria da prática pedagógica do ensino de língua, tem este trabalho o objetivo de analisar e discutir duas atividades de leitura propostas por dois livros didáticos distintos, como também, no intuito de ampliar essas discussões, e a partir dessas análises, apresentar e refletir diferentes possibilidades que devem subsidiar a prática docente no ensino da leitura de tal modo que fuja do uso artificial da linguagem, possibilitando ao indivíduo ter acesso a diferentes informações e participar de eventos de letramento na sala de aula que ampliem sua participação na sociedade. Para tanto, iniciaremos com as análises das atividades sugeridas nos livros didáticos escolhidos, em seguida, baseados em referenciais teóricos desenvolvidos por Marcuschi (2008), Kleiman (2004), Silva (2004), Solé (1998), entre outros, faremos uma reflexão sobre o que ensinar, os objetivos do ensino de leitura, as concepções de leitura e suas implicações pedagógicas. Acreditamos que discussões como estas, podem promover a reflexão e possivelmente a superação dos baixíssimos resultados em leitura evidenciados, por exemplo, nas provas do SAEB e a modificação de práticas de leitura desvinculadas da realidade e que concebem a leitura como processo de decodificação ao invés de um processo de construção de sentido, uma atividade interativa.
PALAVRAS-CHAVE: ENSINO DE LÍNGUA, PRÁTICAS DE LEITURA, FORMAÇÃO DOCENTE

TÍTULO: É PRECISO TRANSVER O MUNDO: O DISCURSO FORMAL COMO IMOBILIZADOR DA TRANSFORMAÇÃO DO REAL
AUTOR(ES): DANILO DI MANNO DE ALMEIDA, EDSON FASANO, MARIA LEILA ALVES
RESUMO:
No presente estudo investigamos a questão da formalização do discurso no âmbito escolar, em sua relação direta com as condições atuais da realidade brasileira. Iniciamos nossa investigação com a análise da problemática do filme Entre os muros da escola, dirigido por Laurent Cantet. Considerando as relações culturais e sociais conflituosas no referido filme, interessa-nos especificamente a retórica imaterial evidenciada nos atritos insuperáveis das partes envolvidas. Neste ponto, procuramos entender as implicações entre o desaparecimento da ação de sujeito histórico, reduzido a simples participante de seus processos, e uma prática pedagógica formal e burocrática que o educa ao longo de sua vida escolar. Em seguida, avançamos a discussão sobre a linguagem, destacando o processo alienante que ultrapassa o círculo escolar e nos remete a outros “muros invisíveis” constitutivos das relações humanas. Neste caso, evidencia-se no discurso vigente, um enfoque formal da cultura, uma retórica vazia, imaterial e imaterializante, que desenraiza as relações humanas de suas bases concretas. Predomina neste discurso um enfoque culturalista e social de situações institucionalmente e constituídas (a escola), De que estratégias poder-se-ia lançar mão contra a formalização do discurso, na esfera da produção do conhecimento escolar? Que lições se podem tirar das relações didáticas, sociais, culturais e humanas, trazidas pelo filme? É possível transver a realidade dentro dos muros da escola? Como romper a invisibilidade dos muros? Que olhar seria preciso para enxergar o grande campo de invisibilidade dos múltiplos muros que nos ensinaram tal retórica e a formalidade? Como dizer outras palavras e encontrar outros sentidos?
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO ESCOLAR, OLHAR ESTÉTICO, RELAÇÕES CULTURAIS

 

TÍTULO: A INTERVENÇÃO DE PEDAGOGOS DOCENTES NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL COM PROJETOS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL: UM ESTUDO DE CASO.
AUTOR(ES): DEISE CRISTINA DE ARAUJO
RESUMO:
O presente trabalho socializa os resultados iniciais de pesquisa desenvolvida no Grupo de Estudos e Pesquisas em Filosofia, História e Educação (GEPEFHE) junto à linha História da formação e do desenvolvimento profissional do pedagogo. Após a inserção da discussão da formação do pedagogo e também sua atuação como docente e não docente na educação formal elegeu-se como objeto sua possível atuação como docente nos anos iniciais do Ensino Fundamental, na área de Educação Ambiental. Indaga-se como o pedagogo docente desenvolve projetos didáticos com a temática da Educação Ambiental com o objetivo de investigar se tal prática existe e como ela se desenvolve. Os métodos que serão utilizados para a obtenção dos dados se arrolarão em análises de projetos didáticos ambientais (que foram ou estão sendo desenvolvidos nas escolas mais especificamente no Ensino Fundamental), observação das aulas e entrevistas com os pedagogos docentes nos anos iniciais. Partimos da reflexão da questão ambiental analisada em sua dimensão pedagógica com o principal benefício de colaborar para o futuro do meio ambiente, por meio da formação de cidadãos críticos e conscientes que acerca do meio ambiente. Consideramos que os Parâmetros Curriculares Nacionais (Temas transversais: Meio Ambiente) são abordados na formação inicial do pedagogo, logo se pretende responder, na conclusão desta pesquisa às seguintes indagações: Os pedagogos docentes têm uma visão crítica referente à Educação Ambiental? Qual o julgamento dos alunos sobre a Educação Ambiental? Os possíveis projetos didáticos desenvolvidos pelos pedagogos conseguem constituir uma visão crítica nas crianças com relação à ação do homem no meio ambiente?
PALAVRAS-CHAVE: PEDAGOGO DOCENTE, EDUCAÇÃO AMBIENTAL, PEDAGOGIA DE PROJETO

TÍTULO: LEITURA SOBRE AS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS EM SALA DE AULA
AUTOR(ES): DELTON APARECIDO FELIPE
RESUMO:
A aprovação da Lei 10.639/2003 que outorga obrigatoriedade do ensino da história e cultura afro-brasileira e africana na educação básica demanda um repensar das ações pedagógicas no espaço escolar e no currículo. Essa Lei a combate as sub-representações e os estereótipos vividos pela população negra ao longo da história brasileira. O presente trabalho tem por objetivo problematizar a leitura que os professores e as professoras da educação básica fazem sobre os conflitos étnico-raciais nas salas de aulas. Para verificar como essas representações se manifestam nas escolas realizamos uma pesquisa-ação participativa oferecendo um curso de extensão destinado aos docentes da rede estadual de educação do município de Maringá, PR e região. Verificamos que as reflexões realizadas no decorrer do curso, levaram os docentes a problematizar os conceitos de raça, etnia, igualdade, diferença, cultura e conhecimento. As análises dos dados obtidos indicam que as discussões contribuíram para ampliar o conhecimento dos docentes sobre sua prática docente enquanto formadores de posicionamentos sociais; os professores e as professoras tiveram a oportunidade de repensar as suas subjetividades, posturas pessoais e os preconceitos historicamente assumidos. Concluímos que o curso possibilitou experimentar uma reflexão coletiva: para enfrentar aspectos conflitivos e tensões que se apresentam nas relações etnico-raciais em sala de aula, evidenciamos a necessidade de uma formação docente que permita aos professores e professoras desconstruir concepções e visões estereotipadas dos africanos e negros brasileiros construídas ao longo da história.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO ESCOLAR, FORMAÇÃO DE PROFESSORES E PROFESSORAS , RELAÇÕES ETNICO-RACIAIS

 

SESSÃO - PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO,
SABERES E FORMAÇÃO DOCENTE 16
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Instittuto de Estudos da Linguagem - IEL - SALA: CL 08

TÍTULO: CONHECIMENTO, ALFABETIZAÇÃO E RELAÇÕES DIALÓGICAS
AUTOR(ES): DENISE LIMA TARDAN, KATIA FERREIRA MOREIRA
RESUMO:
Este artigo apresenta a experiência de um trabalho com projetos de pesquisa, vivenciado durante o ano de 2007, por duas professoras com turmas do primeiro Ciclo de Formação Continuada de uma escola pública do município do Rio de Janeiro. Unidas por um mesmo ideal - fazer da escola um espaço prazeroso, repleto de sentido, instigante, onde os sujeitos possam ressignificar sua relação com a escola e o conhecimento - as professoras optaram pelo trabalho com projetos de pesquisa para trilharem um caminho em busca da escola que desejavam. O trabalho modificou as relações sociais, alterando a relação das crianças com o conhecimento e, consequentemente, com o processo de alfabetização. É difícil aprender algo pelo qual não se tem interesse. O mundo está repleto de coisas que despertam a curiosidade das crianças, mas a escola acaba oferecendo um conhecimento pré-estabelecido, fragmentado e desvinculado da vida do aluno. Perguntar para as crianças o que gostariam de pesquisar e aprender foi uma prática estabelecida e que tornou-se um hábito em seu cotidiano. Ouví-las era fundamental para o desenvolvimento do trabalho. Motivadas pelo que pesquisavam sobre cobras, por exemplo,as crianças usavam a escrita para registrar um conhecimento vivo. A escrita aparecia por várias razões e diferentes funções, numa prática dialógica, discursiva e significativa. Os diferentes gêneros textuais lidos ou escritos durante o projeto emergiam de uma relação viva entre pessoas. Num intercâmbio de emoções e afetos, partilhando dúvidas e descobertas, trocando experiências, as professoras se tornaram pesquisadoras de novos conhecimentos e de sua própria prática.
PALAVRAS-CHAVE: PROJETOS DE PESQUISA, RELAÇÕES DIALÓGICAS, ALFABETIZAÇÃO

 

TÍTULO: INTERAÇÃO – ESCOLA E UNIVERSIDADE: ENCONTROS DE FORMAÇÃO CONTINUADA COM SUPERVISORES DAS ESCOLAS MUNICIPAIS DE FOZ DO IGUAÇU: CONSTRUINDO O COLETIVO.
AUTOR(ES): DENISE ROSANA DA SILVA MORAES
RESUMO:
Os debates acerca da formação docente, inicial e continuada têm sido apresentados como uma precípua necessidade, tanto do ponto de vista dos profissionais da educação quanto em relação às políticas educacionais. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº. 9394/96 institui a formação em serviço dos profissionais da Educação, garantindo a necessidade da formação do professor para atuação na Educação Básica. Nesse sentido, foi desenvolvido um projeto intitulado “Encontros de Formação Continuada com Supervisores das Escolas Municipais de Foz do Iguaçu, Construindo o Coletivo”, atendendo à solicitação da Secretaria da Educação, contribuindo com a formação da equipe dirigente das escolas da rede. A proposta se deu com a realização de encontros de estudos sobre a organização do trabalho pedagógico da escola, a partir das vozes dos professores e de sua prática cotidiana. Discussões acerca do desenvolvimento do processo educacional, articulando a função administrativa à pedagógica. Nessa perspectiva, as contribuições de Freire, Veiga, Saviani, Snyders, Suchodolski, entre outros, fundamentam a nossa análise sobre a defesa e concretização na formação dos professores em serviço, vinculada as Instituições de Ensino Superior. Entendendo o espaço da escola e da universidade como o lócus para a efetivação dessa formação, que se dá a partir das vozes dos professores como sujeitos do processo educativo, compreendendo ainda, a formação continuada dos profissionais da educação como um dever do Estado e uma das funções da universidade pública, assumimos essa política de valorização dos profissionais da educação, com o objetivo de promover a integração e a socialização de experiências, criar e desenvolver uma prática de reflexão educativa permanente e coletiva, contribuindo com a consolidação do sistema municipal de ensino, em relação à formação de seus educadores.
PALAVRAS-CHAVE: SUPERVISORES ESCOLARES, TRABALHO COLETIVO, FORMACAO CONTINUADA

 

TÍTULO: ...ENLIADAS NA LEITURA...
AUTOR(ES): DIANA SUELI VASSELAI SIMÃO, MARISA SOARES KRÜGER
RESUMO:
...EnLiAdas na Leitura... Diana Sueli Vasselai Simão Marisa Soares Krüger Esta formação surge da necessidade de um grupo que já participava de Formação Continuada em 1997, a partir de um projeto gerido pelo governo que estava a frente da Secretaria Municipal de Educação na época. Hoje o grupo tem o propósito de se encontrar para discutir, dialogar, estudar aspectos inerentes a leitura e literatura. Um dos critérios para a sua constituição foi que os participantes tivessem discussões anteriores em relação a leitura e literatura (participado de encontros do Proler, formação continuada, oficinas, palestras etc). Esse grupo iniciou em fevereiro de 2007 e se reune quinzenalmente, desde então. É um grupo autônomo, cada integrante é responsável pelo custo da sua formação, uma parte vai para a aquisição do acervo e outra para o pagamento da formadora. Tem normativas e diretrizes próprias. O registro é feito a cada encontro, repassado via e-mail a todos os integrantes para situar quem não esteve presente, nortear as discussões do próximo encontro e servir de memória do grupo. Até o momento os eixos das discussões foram: metáforas, o que é qualidade em literatura infantil, poesias, teoria da leitura e agenda de eventos culturais. Os teóricos que tem norteados estas discussões são Bartolomeu Campos de Queirós, Sonia Kramer, Marcel Proust. O grupo se entitulou de EnLiArt (Encontro de Literatura e Arte) e estamos enliadas numa teia de formação...
PALAVRAS-CHAVE: ESTUDO, LEITURA, LITERATURA

TÍTULO: CENAS DO COTIDIANO ESCOLAR:LEITURAS POSSÍVEIS
AUTOR(ES): DINA MARIA VIEIRA PINHO
RESUMO:
O presente artigo procura refletir sobre quem são os alunos excluídos. Buscando entender como a escola lida cotidianamente com a alteridae deficiente e como vem nomeando os alunos que são compreendidos como “deficientes“, indagamos: quem são as crianças que a escola diz não aprender? Em busca da origem das suas inquietações, a autora relembra o início de sua trajetória como docente em uma instituição para portadores de necessidades especiais e percebe que é esse o momento da gênese do seu inconformismo com os rótulos que limitam e aprisionam as potencialidades dos alunos. Continuando a viagem por sua história, retrata cenas do cotidiano escolar de uma turma do primeiro ciclo de formação em uma escola de horário integral da rede municipal do Rio de Janeiro e, a partir das produções de três alunos (dois meninos e uma menina, esta oriunda de classe especial), apresenta possíveis leituras buscando refletir sobre o lugar de “ausência“ onde eram colocados pela escola. Para compreender a lógica que possivelmente sustenta a cultura escolar e legitima a exclusão sofrida por alguns alunos das escolas da rede municipal de ensino, a autora “dialoga“, em seu texto, com alguns autores como Boaventura de Sousa Santos, Carlos Skliar, Carmen Sanches e Jorge Larrosa. Para finalizar é proposto um rompimento com essa racionalidde, para que, a partir de outras formas de olhar, seja possível, quem sabe, uma escola que de fato compreenda o outro em suas singularidades e potencialidades.
PALAVRAS-CHAVE: COTIDIANO ESCOLAR, ALTERIDADE (D)EFICIENTE, INCLUSÃO

 

TÍTULO: LIVRO DIDÁTICO: SUA IMPORTÂNCIA E NECESSIDADE AO PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM
AUTOR(ES): DJACI PEREIRA LEAL
RESUMO:
Neste trabalho discutiremos a necessidade e função do Livro Didático para o trabalho docente. Elencaremos algumas questões apresentadas pelos Professores de Filosofia, a partir de um questionário que responderam com o objetivo de entender como o Livro Didático Público de Filosofia – LDP de Filosofia – foi implantado nas escolas paranaenses e qual a interpretação do professor que o utiliza. Ressaltamos que o LDP foi escrito por professores da rede pública de ensino e que contempla os saberes do professor de Filosofia ao contemplar as Diretrizes Curriculares de Filosofia do Ensino Médio. Procuraremos demonstrar que, a nosso ver, o Livro como material didático para o trabalho docente-discente é quase imprescindível diante da realidade nacional do ensino. Ao mesmo tempo verificaremos em que medida ele é aceito ou recusado sem que haja, muitas vezes, uma análise do livro. Nosso trabalho, mesmo que tenha como foco o LDP de Filosofia, buscará, de fato, discutir a presença de material didático nas escolas e o papel direcionador e condutor da atividade pedagógica inerente ao material didático e seu confronto com os saberes inerentes à docência de Filosofia no Ensino Médio. Para nós, os recursos didáticos exigem do professor conhecimentos para além dele, posicionamentos críticos e reflexivos para que possa fazer bom uso do LDP de Filosofia em seu trabalho docente.
PALAVRAS-CHAVE: LIVRO DIDÁTICO, FILOSOFIA, LIVRO DIDÁTICO PÚBLICO DE FILOSOFIA

 

SESSÃO - PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO,
SABERES E FORMAÇÃO DOCENTE 17
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Instittuto de Estudos da Linguagem - IEL - SALA: CL 09

TÍTULO: PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO E FORMAÇÃO DOCENTE: SABERES NARRADOS
AUTOR(ES): DORIS PIRES VARGAS BOLZAN, GABRIELA DA ROS DE ARAÚJO, KARLA MADRID FONSECA, TATIANE CRISTINE FROELICH
RESUMO:
A pesquisa em desenvolvimento tem como objetivo compreender a reciprocidade existente entre o domínio do saber e o domínio do saber fazer, instigando o professor a uma permanente reflexão sobre o cotidiano pedagógico. Utilizamos a abordagem sociocultural de cunho narrativo através da qual buscamos compreender como ocorre a construção do conhecimento de ser professor em formação inicial e continuada e como estes conhecimentos se refletem na prática pedagógica e nas concepções de docência por eles explicitadas. A partir da análise das narrativas coletadas, foi possível evidenciar que existe um distanciamento entre os ditos dos professores da educação básica e da educação superior, que evidenciam movimentos construtivos próprios de cada nível de ensino. Ainda, observamos que o processo de aprender a ser professor se faz no cotidiano da prática pedagógica, constituindo-se através de múltiplos movimentos de avanço e de recuo diante da realidade da sala de aula. É possível afirmar que a formação docente é um processo no qual a busca por princípios éticos, didáticos e pedagógicos comuns, independente do nível de formação em questão, efetiva-se através da criação de uma rede de colaboração capaz de proporcionar a aprendizagem para e na docência. Nas duas primeiras etapas da pesquisa emergiram três categorias: aprendizagem docente, professoralidade e atividade docente de estudo. A partir dessas categorias, evidenciamos que aprendizagem da docência é um processo que se dá através da atividade de estudo, marca da professoralidade. Os docentes ao narrarem suas concepções acerca do processo de ensinar e de aprender retomam suas ações didáticas, o que lhes permite a reorganização do trabalho pedagógico. Acreditamos que esse processo implica uma série de movimentos que perpassam a profissão, proporcionando a mobilização dos sujeitos a produzirem novos conhecimentos, a fim de qualificar as ações docentes, como estratégia capaz de colaborar para o avanço do trabalho pedagógico.
PALAVRAS-CHAVE: PRODUÇÃO DE CONHECIEMNTO, SABERES DOCENTE, FORMAÇÃO DOCENTE

 

TÍTULO: TEXTOS LITERÁRIOS E A FORMAÇÃO DO PROFESSOR: UM RESGATE DAS EXPERIÊNCIAS DE LEITURA
AUTOR(ES): EDA MARIA DE OLIVEIRA HENRIQUES, GLAUCIA COELHO CAMPOS GOMES, JANE DO CARMO MACHADO
RESUMO:
A presente comunicação relaciona-se à pesquisa intitulada “Processos de formação: Construindo novos sentidos para o conhecimento e a aprendizagem”, que procura identificar e analisar concepções de professores sobre várias dimensões do processo de conhecimento instituídas ao longo de suas experiências de formação. Este trabalho específico volta-se para as concepções de leitura de um grupo de professores do ensino fundamental, que ministram aulas do 6º ao 9º anos, de duas escolas públicas da cidade de Petrópolis, no Rio de Janeiro. A metodologia utilizada privilegiou a Literatura, por meio da análise do relato dos professores a partir da leitura de um conto intitulado Primeiras Leituras de Paulo Mendes Campos que aborda as experiências iniciais sobre o tema. A possibilidade de estabelecer relações entre a temática do conto e as experiências de leitura do próprio leitor, viabiliza um canal de expressão capaz de afetá-lo emocional e cognitivamente, tornando-se para ele um veículo de revelação e de expressão de vivências, crenças e concepções, permitindo que o leitor fale sobre a obra e se deixe falar através da obra. Nesse prisma, as contribuições de Vigotsky expressas em seu livro intitulado “A Tragédia de Hamlet, Príncipe da Dinamarca” sobre leitura, e análise estética subjetiva nomeada crítica de leitor, legitimam as variadas interpretações oferecidas pelo texto, não determinadas por um único modelo semântico, mas ao contrário, infinitamente aberta para poder revelar a diversidade de universos onde cada leitor constrói seu próprio sentido. As considerações apresentadas por Benjamin em “O Narrador” ao destacar a importância da narração, constituem-se em outra referência teórica importante na análise dos relatos dos professores. Esses relatos impulsionaram a uma reflexão não só sobre suas experiências enquanto leitores, mas também a uma reflexão crítica sobre o papel da escola nessa trajetória.
PALAVRAS-CHAVE: EXPERIÊNCIA DE LEITURA, ESCOLA, FORMAÇÃO

 

TÍTULO: O IMPACTO DAS DIRETRIZES CURRICULARES PARA EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS NA PRÁTICA DE DOCENTES QUE ATUAM EM COMUNIDADES QUILOMBOLAS.
AUTOR(ES): EDALMA FERREIRA PAES, SHEILA GOMES RANGEL, SORAYA CASTRO DE LIMA
RESUMO:
Esta proposta de trabalho apresenta resultados de pesquisa de campo desenvolvida no contexto de instituições escolares localizadas em comunidades remanescentes de quilombos, nos municípios de Campos dos Goytacazes (Conceição do Imbé, Aleluia, Cambucá, Batatal) e Quissamã (Machadinha), na região Norte Fluminense do Estado do Rio de Janeiro. Paralelamente foram entrevistados representantes das Secretarias de Educação dos respectivos municípios com o objetivo de compreender as possíveis mudanças ocorridas nas práticas destes docentes, após a instituição das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e da lei 10.639/03, que tornam obrigatório a inclusão da temática “História e cultura Afro-Brasileira” em toda rede de ensino. A metodologia adotada foi a de levantamento de dados através de questionários e entrevistas não estruturadas, realizadas com professores e representantes das Secretarias de Educação dos municípios citados. A análise dos dados aponta para o desconhecimento por parte dos docentes das exigências legais sobre a questão afrodescendente, mesmo tendo a maioria concluído seu curso de formação após 2005. Também os referidos sistemas de ensino ainda não desenvolvem ações pedagógicas com o propósito de educar para as relações étnico-raciais. Considerando que o diferencial marcante destas comunidades é a luta pelo reconhecimento e valorização do seu processo histórico, a ausência de uma prática docente alicerçada nesta cultura aponta para o real significado que a educação vem dando a valorização das matrizes da formação do povo brasileiro.
PALAVRAS-CHAVE: AFRODESCENDÊNCIA, SABERES DOCENTES, PRÁTICA PEDAGÓGICA

 

TÍTULO: CONHECIMENTOS PARA O ENSINO E FORMAÇÃO DA IDENTIDADE PROFISSIONAL DOCENTE
AUTOR(ES): EDNA FALCÃO DUTRA
RESUMO:
Este trabalho foi desenvolvido no Projeto de Pesquisa “Dilemas e Perspectivas para a Inovação Educacional na Educação Básica e na Formação de Professores”, que visa contribuir para melhor compreensão da organização das atuais configurações curriculares de Cursos de Licenciatura (CL). É consenso nas produções do campo educacional que a formação inicial é um momento importante para a identificação do licenciando com a futura profissão e que uma profissão requer conhecimentos próprios para seu desenvolvimento. Nesse sentido, pretendemos neste trabalho sinalizar possíveis contribuições das formas de organização de componentes curriculares de CL, especificados na legislação para Formação de Professores da Educação Básica, para a construção de conhecimentos necessários ao ensino e, assim, para a formação da identidade profissional docente de licenciandos. Dentre as diferentes tipologias de saberes docentes, utilizamos como referência a base de conhecimentos para o ensino proposta por Shulman (1987), pois consideramos que a natureza desses conhecimentos parece corresponder melhor aos conhecimentos desenvolvidos por alunos em formação inicial. Como fontes de informação, tomamos Projetos Político-Pedagógicos (PPP) de CL em Química de cinco Instituições de Ensino Superior: UFAL, UFPel, UFSCar, UFSJ e UFSM. A escolha por centrar nossa atenção em CL em Química decorre do envolvimento da autora com assuntos dessa área. As informações coletadas foram analisadas mediante roteiro pré-estabelecido. Constatamos que, nos PPP dos CL analisados, não há referência explícita aos conhecimentos para o ensino. Porém, conseguimos identificar, nas ementas das disciplinas, referências implícitas ao desenvolvimento dos seguintes conhecimentos: pedagógico geral, pedagógico do conteúdo, das finalidades, objetivos e valores educacionais e dos contextos educacionais. Dessa forma, consideramos necessária uma melhor definição dos objetivos das disciplinas ofertadas nos CL, baseados em conhecimentos apontados na literatura como fundamentais e específicos à profissão docente, bem como um apontamento mais claro sobre aspectos referentes ao ensino e ao processo de ensino-aprendizagem.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO DE PROFESSORES, CONHECIMENTOS PARA O ENSINO, IDENTIDADE PROFISSIONAL

 

TÍTULO: ENCONTROS E DESENCONTROS NOS PROCESSOS DE FORMAÇÃO CONTINUADA EM ESCOLAS DE EDUCAÇÃO BÁSICA
AUTOR(ES): EDUARDO ADOLFO TERRAZZAN
RESUMO:
Este trabalho originou-se de uma pesquisa realizada em Escolas Públicas de Educação Básica (EEB), das Redes Municipal e Estadual de Educação, nos anos de 2006 e 2007, em Santa Maria, Estado do Rio Grande do Sul, a qual partiu do pressuposto que as funções atribuídas a todo e qualquer processo escolar pelos diferentes profissionais que participam de sua organização e realização é ponto de partida para a elaboração de suas propostas. Neste sentido, nos propomos neste trabalho compreender as diferentes funções atribuídas aos Processos de Formação Continuada de Professores em Serviço e suas implicações nas formas de organização e realização desses processos nas e pelas Escolas de Educação Básica. As informações foram coletadas por meio de entrevistas individuais aos profissionais responsáveis pela organização e realização dos Processos de Formação Continuada de Professores nas EEB e aos profissionais convidados a realizarem os encontros formativos e por meio de grupos focais aos professores que participam dos encontros. A partir dos resultados podemos dizer que os profissionais envolvidos nestes processos parecem condicionados por um ritualismo já interiorizado, no qual os papéis assumidos já encontram-se pré-definidos e aceitos sem quaisquer questionamentos sobre eles. Os processos formativos acabam por se constituir em espaços de inúmeros desencontros de idéias, concepções e práticas.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO CONTINUADA , DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL, EXPECTATIVAS DE FORMAÇÃO

 

SESSÃO - PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO,
SABERES E FORMAÇÃO DOCENTE 18
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Instittuto de Estudos da Linguagem - IEL - SALA: CL 09

TÍTULO: ALMANAQUE COMO CONTEXTO ALFABETIZADOR:UMA EXPERIÊNCIA NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES
AUTOR(ES): ELAINE CRISTINA BORBA RUSENHACK
RESUMO:
A presente comunicação remete à produção do Almanaque da Cidade pelas professoras de ensino fundamental (e alunas do 4º ano do curso de formação de professores – ensino médio) do curso de extensão (A) gente do patrimônio: oficinas de alfabetização patrimonial e formação de professores na cidade de Rio Bonito. Pensamos na utilização do almanaque como texto alfabetizador por ser um tipo de literatura irreverente, muito diferente dos livros didáticos que as alunas estão acostumadas a manusear e tem como princípio a característica principal de toda literatura popular: é prazeroso, educativo, divertido e útil. Visando construir junto as professoras um maior conhecimento sobre patrimônio material e imaterial da cidade. Conhecimento este que se traduz numa “alfabetização patrimonial” e que entende a escola como local privilegiado de cultura e circulação de saberes a respeito de fatos da memória e história da cidade. O processo de produção do almanaque, por si só, possibilitou que as alunas ampliassem a ótica sobre a cidade, articulando com diversos campos do conhecimento. O (re)conhecimento dos chamados “bens de pedra e cal” - patrimônio material e do acervo de expressões culturais, se qualificam como ferramenta indispensável para a produção da palavramundo - que possibilita ao sujeito (re)fazer a leitura do mundo que o rodeia ampliando sua compreensão do universo sócio-cultural e da trajetória histórico-temporal em que está inserido. Articulamos a investigação sobre os patrimônios materiais e imateriais à formação de professores. Nesse sentido, nossa proposta de investigação transversaliza alfabetização, história e memória local e educação patrimonial constituindo-se como uma intervenção no processo de formação inicial, quanto continuada de professoras do ensino fundamental das escolas de Rio Bonito. O almanaque toma como eixos temáticos: patrimônio e cidadania, a cidade e suas histórias, patrimônio, memória e cultura local.
PALAVRAS-CHAVE: ALFABETIZAÇÃO PATRIMONIAL, ALMANAQUE, FORMAÇÃO DE PROFESSORES

 

TÍTULO: SUAS E NOSSAS VOZES: O QUE AS CARTAS, NOS DIZEM SOBRE OS PROCESSOS EDUCATIVOS?
AUTOR(ES): ELAINE REGINA CASSAN, RENATA ESMI LAUREANO
RESUMO:
No ano de 2008 desenvolvemos uma prática de troca de cartas entre duas turmas de educação infantil de escolas diferentes do município de Campinas. O resgate dessa experiência para esta apresentação tem o objetivo de dialogar com uma concepção de educação escolar fundada nos princípios da cooperação (Freinet), sistematização do trabalho pedagógico, da visibilidade do processo educativo (PRADO E SOLIGO, 2005). O texto das cartas resultou da/na sistematização das atividades realizadas pelas crianças e professoras, durante o ano. A necessidade de contar às outras crianças como era o cotidiano da nossa escola, o que fazíamos, o que aprendíamos, possibilitou evidenciar o processo educativo para/com os sujeitos envolvidos, na condição de produtores de conhecimento. Conforme as cartas iam sendo enviadas e recebidas pelo correio, íamos traçando um diálogo com outras linguagens (desenhos, fotos, mídia digital) acerca das experiências infantis na escola, e com isso, pensando em outras formas de organizar o trabalho pedagógico. Na atividade de escrita coletiva, a troca de correspondências entre turmas foi o resultado de um esforço intencional em dar voz às crianças no processo de produção e sistematização do conhecimento. O que esteve em foco foi encontrar meios de reconhecer a criança como protagonista de seu processo educativo. E ainda, no caminho de uma reflexão mais alargada sobre a presente experiência, encontramos elementos para discutir as fontes documentais na perspectiva teórica da história cultural, a qual amplia o olhar sobre os objetos de pesquisa na história da educação, valendo-se do cotidiano escolar, seus sujeitos, suas ações, e a própria materialidade da escola, sendo as cartas uma dessas possíveis fontes.
PALAVRAS-CHAVE: CARTAS, DOCUMENTAÇÃO, SISTEMATIZAÇÃO

 

TÍTULO: PERSPECTIVAS PARA A FORMAÇÃO DE PROFESSORES NO MUNDO DA VIDA ESTETIZADO
AUTOR(ES): ELIANA REGINA FRITZEN PEDROSO
RESUMO:
Este trabalho tem como base o projeto “Formação no Contemporâneo: Racionalidade Discursiva e Estetização do Mundo da Vida” desenvolvido no Grupo de Pesquisa Formação Cultural, Hermenêutica e Educação do Centro de Educação da Universidade Federal de Santa Maria. A pesquisa propõe o debate sobre o valor que a pluralidade assume na atualidade, redimensionando a discussão da formação de professores em uma perspectiva mais ampla da formatividade humana. Nesse sentido, a formação constitui-se no campo cultural de seu tempo, recorrendo ao olhar retrospectivo para produzir um estranhamento com relação aos moldes do pensamento totalizador e uniformizador ainda hoje vigentes. Aqui, o agir instrumental e manipulativo conforma as gerações a processos tributários e servis, endurecendo-se frente às exigências de convívio com as diferenças. Com esta investigação, objetiva-se refletir sobre as possibilidades de redenção do processo formativo no contexto da estetização do mundo da vida, através de uma racionalidade discursiva, em que a educação valoriza a alteridade em seu sentido ético e estético. Para tal, propõe-se uma hermenêutica do conceito de estetização do mundo da vida, resgatando suas origens históricas de forma reconstrutiva e crítica, na tentativa de contribuir com reflexões filosóficas e pedagógicas no cenário da formação docente. Nessa perspectiva, a educação pode fornecer amostras de um processo de formação interpretativo das experiências vividas, fornecendo aos sujeitos elementos de transposição da razão produtivista em razão discursiva, capaz de agregar a dimensão crítica à esfera criativa do humano.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO DE PROFESSORES, ESTETIZAÇÃO DO MUNDO DA VIDA, RACIONALIDADE DISCURSIVA

 

TÍTULO: PESQUISA FORMAÇÃO E NARRATIVAS: FERRAMENTAS DE DESCOBERTA DA CONSTRUÇÃO DOCENTE
AUTOR(ES): ELIANE GREICE DAVANÇO NOGUEIRA, EDILENI GARCIA JUVENTINO DE CAMPOS , LOHANNA CARRILHO DE MELO
RESUMO:
Neste relato apresentaremos a análise de resultados parciais de um trabalho do Grupo de pesquisa “Práticas pedagógicas e suas relações com a formação docente”, da Universidade Católica Dom Bosco, de Mato Grosso do Sul. Especificamente, uma pesquisa-formação com professores, mediante estudo de narrativas, envolvendo relatos de suas experiências, histórias de vida, memórias e análise de situações problema ou de casos. O estudo se propõe a identificar alguns elementos que contribuem no processo de formação da docência, bem como os fatores que condicionam essa aprendizagem, além dos processos cognitivos subjacentes à aprendizagem da docência, tendo em vista fundamentar propostas de formação de professores. De um total de 15 encontros previstos (mensais), o grupo já realizou nove reuniões, tendo como participantes professores de diferentes níveis de ensino, áreas de conhecimento e tempo de magistério. As reuniões constituem momentos para reflexão, debates e trocas, tomando por base as questões que motivaram essa pesquisa. Os dados trazidos por meio de depoimento oral e das narrativas escritas produzidas pelos professores participantes são objetos de análise da pesquisa. Um exame preliminar das narrativas produzidas no/pelo grupo de pesquisa formação indica que o sentimento de solidão vivido pelos professores, principalmente na fase inicial de suas carreiras, só foi superado quando eles puderam contar com o apoio pedagógico das equipes das escolas em que atuavam; que reconhecem a existência de um crescimento profissional nas suas atuações em sala de aula, tendo como consequência uma certa mobilidade profissional. Os professores participantes constroem seus relatos dizendo o que querem e precisam, como forma de desabafo ao que vivem nas instituições escolares, demonstrando com isso a falta de espaço para compartilharem seus dilemas e angústias dentro das escolas, com seus pares.
PALAVRAS-CHAVE: PESQUISA FORMAÇÃO, NARRATIVAS, FORMAÇÃO DOCENTE

 

TÍTULO: DOCÊNCIA NO ENSINO SUPERIOR
AUTOR(ES): ELIANE REGINA MARTINS BATISTA
RESUMO:
Neste artigo apresentamos um estudo-reflexão do tema ao qual nos propusemos a investigar. A temática direciona-se para a formação de professores do ensino superior, elencando os questionamentos relacionados à docência e a formação de professores para atuarem neste nível de ensino, como também indaga-se a relevância da formação didático-pedagógica nos processo formativos. Considerando a docência uma atividade complexa que requer saberes específicos e articulados para exercê-la, acreditamos que deve haver um olhar específico para a formação de professores que exercem a docência universitária, pois esta se constitui como mediação no processo de ensino e aprendizagem, como também deve ser comprometido com o processo educativo. Os debates em torno dessa temática ganharam contornos mais fortes no Brasil a partir dos anos oitenta, pois durante muito tempo não havia uma preocupação inicial com a formação de professores para exercer a docência no ensino superior, pois estava mais voltada para a formação de professores da educação básica. Para ser professor do ensino superior bastava o domínio de uma determinada área do conhecimento; evidente que não se desconsidera a necessidade desta formação, pois os diversos saberes são considerados pertinentes e legítimos na docência universitária. Atualmente destaca-se a relevância de uma formação específica para exercer a docência no ensino superior, que se faz realmente necessária para atender as exigências desse espaço dinâmico de construção de conhecimento, considerando a pluralidade de saberes e a especificidade do processo educativo.
PALAVRAS-CHAVE: DOCÊNCIA, FORMAÇÃO, ENSINO SUPERIOR

 

SESSÃO - PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO,
SABERES E FORMAÇÃO DOCENTE 19
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Instittuto de Estudos da Linguagem - IEL - SALA: CL 10

TÍTULO: PROCESSOS FORMATIVOS E CICLO DE VIDA DE UMA PROFESSORA ALFABETIZADORA: UMA APROXIMAÇÃO COM SEUS SABERES E PRÁTICAS DOCENTE
AUTOR(ES): ELINARA LESLEI FELLER
RESUMO:
Esta pesquisa foi realizada com o objetivo de investigar os processos formativos e o ciclo de vida de uma professora alfabetizadora e os elementos que influenciaram sua permanência por 30 anos na classe de alfabetização. Dentro de uma abordagem qualitativa, através do método biográfico História de Vida, os procedimentos metodológicos para a produção de informações deram-se através do relato autobiográfico oral e entrevista semi-estruturada. A escolha pelo procedimento da autobiografia contribuiu no sentido de dar visibilidade à história de vida de uma professora com 30 anos de carreira nas classes de alfabetização. A partir de sua história de vida, suas lembranças do tornar-se alfabetizadora e permanecer alfabetizando, foram se mobilizando, na descoberta de competências e saberes construídos ao longo de sua escolarização, seus processos formativos e seu ciclo de vida profissional. Essa pesquisa destaca a afetividade como um dos elementos que tiveram forte influência na trajetória enquanto aluna e que contribuíram nas ações educativas enquanto docente. Além disso, outro elemento que influenciou a permanência nas classes de alfabetização foi a constante reflexão sobre suas práticas o que tornara uma professora pesquisadora dos processos de ensinar a ler e escrever, bem como, uma professora flexível no sentido de rever, transformar e adequar a melhor maneira de alfabetizar. Perceber a história de vida como uma possibilidade de refletir sobre as memórias que percorreram o tempo das transformações oportunizou uma aproximação dos elementos que a levaram a atuar por 30 anos em classes de alfabetização, bem como das práticas que foram diversificando-se ao longo de sua carreira docente.
PALAVRAS-CHAVE: PROCESSOS FORMATIVOS, SABERES DOCENTE , ALFABETIZAÇÃO

 

TÍTULO: O EXERCÍCIO DOCENTE NA REDE PÚBLICA ESTADUAL PAULISTA: CONDIÇÕES DE TRABALHO, FATORES FACILITADORES E DIFICULTADORES.
AUTOR(ES): ELISA GOMES MAGALHÃES, LUCI FÁTIMA MONTEZUMA
RESUMO:
A docência é vista no contexto atual como uma função complexa e árdua, além disso requer profissionais cada vez mais especializados e mais capacitados para desempenhar tal tarefa. Desse modo, os professores recebem inúmeras cobranças e precisam atuar em condições educacionais e sociais muito diversas. Ocorre que no emaranhado dessa conjuntura há aspectos que facilitam e aspectos que dificultam o exercício docente, principalmente nas escolas da rede pública. O objetivo desse estudo é compreender alguns fatores que influenciam nas salas de aula e principalmente no exercício da profissão dos professores. Além disso, trata-se de uma breve análise das condições de trabalho dos professores, das questões da profissionalidade e da identidade do professor. Esse estudo decorre de uma investigação inicial sobre a profissão dos docentes que atuam no ensino médio da rede pública estadual paulista, em uma cidade do interior do estado. Tratando-se de uma pesquisa de cunho qualitativo, elaborou-se um questionário semi-estruturado, aplicado com sete professores que lecionam em classes de Ensino Médio, todos na mesma escola.Por meio de nossas análises e com base em autores como Esteve (1999); Guimarães (2004); Mello (1998); Facci (2004), entre outros, é possível perceber algumas dificuldades que se apresentam à docência como o mal-estar docente que acarreta em um impasse ao exercício profissional. Além disso, percebem-se as idealizações dos professores, com relação aos fatores que eles acreditam que possam ser facilitadores no exercício de seu trabalho, quando, na verdade, nos apresentam uma gama de fatores dificultadores da prática pedagógica, dentre eles a questão da desvalorização profissional e o desinteresse dos alunos.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO DOCENTE, CONDIÇÕES DO TRABALHO DOCENTE, PRÁTICA PEDAGÓGICA

 

TÍTULO: PROCESSO DE PESQUISA E FORMAÇÃO DE EDUCADORES: REFLEXÕES A PARTIR DO CURSO DE PEDAGOGIA
AUTOR(ES): ELISABETE CARDIERI, SANNY SILVA DA ROSA
RESUMO:
O trabalho tem como objetivo trazer algumas reflexões sobre o papel da pesquisa no processo de formação de educadores da educação básica, por meio do relato da introdução da pesquisa como uma das dimensões curriculares do curso de Pedagogia de uma instituição de ensino superior privada no município de São Paulo. Os desdobramentos dessa experiência resultaram na criação de um grupo de pesquisa que reúne os professores orientadores e colaboradores de orientação dos trabalhos de conclusão de curso. Os primeiros resultados desse estudo, iniciado em 2007, são aqui apresentados sob a forma de dados quantitativos preliminares, por meio dos quais são levantadas algumas pistas para discutir o sentido e importância da pesquisa na formação inicial de professores, particularmente nos cursos de graduação, além das possibilidades e limites do trabalho de formação do professor pesquisador. A perspectiva de investigação e os procedimentos de pesquisa de vem ser propostos e estimulados no processo de formação acadêmica. Particularmente, no curso de Pedagogia, tais aspectos vinculam-se ao perfil de formação de um educador reflexivo, pesquisador, que estabeleça diálogo constante com a prática cotidiana, com suas questões e impasses inéditos que solicitam novas respostas e encaminhamentos. Os dados organizados, nessa fase preliminar, revelam a opção por temáticas suscitadas na própria atuação docente do aluno-pesquisador ou por questões provocadas nas atividades de estágio supervisionado. O processo de problematização, a sistematização dialógica com autores e contribuições teóricas diversas, bem como a opção por procedimentos metodológicos que implicaram o diálogo com educadores da educação básica e educação não formal constituíram elementos fundamentais para o reconhecimento da importância da pesquisa, da sistematização e aprofundamento para atuação diferenciada do educador.
PALAVRAS-CHAVE: PESQUISA EM EDUCAÇÃO, FORMAÇÃO DE EDUCADORES, PEDAGOGIA

 

TÍTULO: UMA ALTERNATIVA DIDÁTICA: A PRODUÇÃO DE HISTÓRIAS EM QUADRINHOS POR ALUNOS DE ENSINO FUNDAMENTAL A PARTIR DAS NARRATIVAS POPULARES
AUTOR(ES): ELIZABETH DA SILVA
RESUMO:
O presente trabalho discute como se configura, no plano expressivo, os valores culturais de determinado grupo social e a importância desse conhecimento para o professor de língua materna dessa comunidade. O desenvolvimento desta pesquisa utiliza a teoria bakhtiniana que entende a linguagem no processo dialógico constitutivo que participam o eu e o outro. Os estudos centraram-se nas obras: Marxismo e Filosofia da Linguagem (1995) e Estética da Criação Verbal (2003). Entram como suporte teórico, além das obras de referência, os leitores críticos dessa teoria: Brait(2005;2006), Luz(2003), Fiorin (2006), Fernandes (2007), Machado (2005), entre outros. A pesquisa envolve a coleta de material relacionado a relatos orais e escritos de habitantes do município de Piranguinho, Minas Gerais e a produção de uma revista em quadrinhos, resultado do projeto de produção do gênero discursivo história em quadrinhos, realizada pelos alunos de sétima série da rede estadual de ensino explorando a temática das narrativas populares. Tais textos buscam estabelecer uma relação entre o texto oral, a reelaboração para a escrita e a produção verbo-visual do texto selecionado, considerando os aspectos constituintes do gênero; variações em função do tema, da forma composicional de cada um em função do contexto histórico, social e da posição do enunciadores. A conclusão é a de que o conhecimento das peculiaridades de produção lingüística da comunidade pode auxiliar docentes a exercerem atividade de ensino efetivo da língua; podendo servir também de material didático auxiliar da atividade docente, como um diálogo entre as diversas formas de manifestação linguística.
PALAVRAS-CHAVE: DIALOGISMO, GÊNERO DISCURSIVO, PRÁTICA DOCENTE

 

TÍTULO: A DISCURSIVIDADE NOS DOCUMENTOS OFICIAIS DE FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DA EDUCAÇÃO BÁSICA
AUTOR(ES): ELIZABETH OROFINO LUCIO
RESUMO:
Este trabalho tem como objetivo analisar os discursos produzidos no domínio da formação docente no Brasil, focando-se, mais diretamente, no lugar construído para o professor nos documentos oficiais governamentais da rede nacional de formação continuada de professores da educação básica brasileiros no programa Pró-Letramento . Analisamos as implicações que as designações do termo professor possam ter, em termos de sentidos apontados para a construção subjetiva dos leitores em formação continuada. Realizamos, em seguida, um entrecruzamento das discursividades acadêmicas presentes no material didático do programa, especificamente nos fascículos do Programa Pró-Letramento, e as oficiais, registradas nos documentos governamentais. Para nossa análise, embasamo-nos em categorias teóricas propostas por Mikhail Bahkhtin (2002) e Norman Fairclough (2001), no que diz respeito à linguagem, e por Ane-Marie Chartier (1998), Antônio Nóvoa (1998), José Contreras (1999) e Ludmila Thomé de Andrade (2004), no que concerne à formação de professores. A análise do material, em uma perspectiva sincrônica, possibilitou identificar, em germe, os processos discursivos presentes na formulação de sentidos sobre a identidade profissional docente que circulam no âmbito da formação continuada no país. Concluímos que no Brasil as políticas públicas de formação continuada de professores constituem-se uma necessidade e têm contribuído para a qualidade do ensino básico.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO CONTINUADA, ANÁLISE DO DISCURSO, POLÍTICA PÚBLICA
SESSÃO - PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO,
SABERES E FORMAÇÃO DOCENTE 20
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Instittuto de Estudos da Linguagem - IEL - SALA: CL 10

TÍTULO: IMAGENS E NARRATIVAS BIOGRÁFICAS EM O LUGAR DO ESCRITOR, EM EDER CHIODETTO (2002)
AUTOR(ES): ELIZEU CLEMENTINO DE SOUZA, VERBENA MARIA ROCHA CORDEIRO
RESUMO:
Nesse trabalho pretende-se analisar imagens e excertos biográficos, ao tomar como fonte e corpus de análise o livro ‘O lugar do Escritor“, de Eder Chiodetto. Intenta-se tematizar sobre a construção das identidades dos escritores abordados, a partir de situações representativas de seus percursos criativos, figurados em expressões, gestos e cenários, fixados em imagens fotográficas, que serão nosso guia de análise. Busca-se os sentidos sugeridos nas fotos, na perspectiva de refletir em que medida elas nos servem como meio simbólico de compreensão da vida criativa dos escritores a serem examinados. A imagem congelada nas fotos pode ser lida como documento de trajetórias de vidas, complementares aos demais dados biográficos que compõem o perfil de cada escritor. Essas fotos impregnadas de índices de vida permitem uma possível leitura que renova nossos olhares sobre o ato de criação artística. Buscar-se-á, também, sistematizar questões relacionadas às pesquisas que recorrem às (auto) biografias e histórias de vida, no campo educacional brasileiro, ao destacar a emergência dos grupos de pesquisas, trabalhos publicados e pesquisas desenvolvidas nos programas de pós-graduação. Trata-se de produzir um mapeamento das produções que nos permita situar “o que fizemos com o que lemos“ ou como transformamos a partir de nossos próprios referenciais, de nossa realidade “as proposições do trabalho com histórias de vida“ no domínio da formação e das práticas culturais de leitura.
PALAVRAS-CHAVE: NARRATIVAS BIOGRÁFICAS, FORMAÇÃO DE LEITORES/PROFESSORES, LUGAR DO ESCRITOR

 

TÍTULO: VIVÊNCIA COM ECO BRINQUEDOTECA: FORMAÇÃO DE EDUCADORAS(ES) EM EDUCAÇÃO AMBIENTAL
AUTOR(ES): EMILE MIACHON, TEREZA MIRIAM PIRES NUNES
RESUMO:
Promover a vivência de educadoras(es) com eco brinquedos, jogos, banda e o teatro de bonecos no aspecto da criação de esquetes temáticas, são práticas que realizamos desde 2006 na região de Campinas. Acreditamos que essa forma de realizar o trabalho educativo, ludicamente, contempla uma educação que inclui as diferenças, revela aspectos de várias culturas, valoriza a história, defende a formação do ser humano em sua totalidade: razão, emoção, sentimento e intuição. O planeta sofre consequências da devastação humana: temos questões e problemas emergentes sobre como lidar com nosso ambiente, a legislação solicita que educadoras(es) trabalhem os conceitos da educação ambiental, mesmo sem termos formação adequada nessa área de conhecimento. Entendemos educação ambiental não apenas algo que seja para comemorarmos em uma data especial ou que considera somente o que é verde, mas sim que inclui todos os seres vivos e inanimados. Um dos aspectos relevantes para compreendermos a complexidade do nosso tempo, passa necessariamente pelo aprendizado permanente, encontramos nesssa via, na atividade lúdica, essa potencialidade que partilharemos. Nossa abordagem tem foco nas práticas de leitura, não apenas da comunicação escrita tradicional, mas uma leitura que abrange o mundo, a comunicação, o diálogo que algumas brincadeiras especialmente escolhidas permitem, mais especificamente em atividades como apoio a alfabetização: são baralhos com temas e curiosidades, percursos desafiadores em busca de objetos, contação e montagem de pequenas histórias com situação, problema e resolução – tudo materializado a partir de sucatas.
PALAVRAS-CHAVE: ECO BRINQUEDOTECA, TEATRO DE BONECOS, EDUCAÇÃO AMBIENTAL

 

TÍTULO: TENSÕES ENTRE MOVIMENTOS INSTITUINTES E PRÁTICAS RACISTAS: DESAFIOS DA IMPLANTAÇÃO DA LEI 10639 NA ESCOLA AMAPAENSE
AUTOR(ES): EUGENIA DA LUZ SILVA FOSTER
RESUMO:
Não obstante diversas iniciativas que vêm sendo tomadas em termos de políticas educacionais visando a superação do racismo na escola, nossas pesquisas sobre o processo de implementação da Lei 10639/03 nas escolas da rede pública estadual macapaense desde 2005 têm indicado que a memória racista que impregna nossa escola constitui poderosa barreira ao processo de construção de uma visão positiva da negritude, como prevê a lei 10639/2003. Todavia, essa memória depreciativa tecida historicamente vem sendo fraturada, paulatinamente, por movimentos instituintes de uma nova racionalidade mais includente racialmente, fator fundamental na reconstrução da identidade racial negra, no espaço escolar. Temos como hipótese que um dos responsáveis pela disseminação dessa memória, no espaço escolar, são os(as) professores(as), além das narrativas ficcionais tanto populares como literárias que trazem ou não referência ao negro, usadas por eles(as) em suas atividades pedagógicas. Acreditamos que a pouca atenção dada à memória afetiva racial desses sujeitos e ao uso que fazem ou podem vir a fazer dessas narrativas, no processo de formação dos professores (inicial e continuada), pode comprometer a efetivação da referida lei e contribuir na perpetuação das práticas excludentes. Compreender esse processo é o objetivo da investigação a que se refere este trabalho. Tomamos como referência autores que criticam essa racionalidade divisionista, binária e racista que sustenta nossa educação e nossa escola e propõem outras formas de pensar e educar, tendo em vista um projeto social mais amplo. Na busca de apreender os processos de reinvenção da escola e endereçando nossas análises à formação docente, escolhemos como campo de pesquisa as experiências escolares, com possibilidades instituintes. Ou seja, aquelas que objetivam provocar mudanças nesse cenário por priorizarem outros saberes, lógicas e formas de organização social para além dos padrões instituídos.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO DOCENTE, MEMÓRIA RACIAL, MOVIMENTOS INSTITUNTES

 

TÍTULO: MOVIMENTOS DE PESQUISA COM O COTIDIANO: ESCREVENDO E LENDO NARRATIVAS NA ESCOLA PÚBLICA
AUTOR(ES): EUNICE MARIA FERREIRA SILVA
RESUMO:
Neste ensaio busco pensar a escrita como resultado da prática de pesquisa com o cotidiano. Pesquisa em movimento que transita da leitura da própria escrita à reescrita, como processo inacabado. Uma reescrita que se fortalece no momento mesmo do ato de ler e pensar para (re)escrever a pesquisa. Nesse movimento, estreitas relações são entretecidas com os sujeitos da escola. Penso que do processo de escrita-leitura-reescrita nasce à pessoalidade do texto que necessariamente não implica em uma despolitização da escrita, mas diz respeito às diferentes outras formas de estar e de ver o mundo. Então, (re)escrevo, (re)leio para (re)pensar outras formas de leitura de mundo e conversar com os sujeitos de minha pesquisa? Nesse processo, opto por uma investigação que não mais priorize as grandes explicações totalizantes de conjuntura global, muitas vezes impositiva, cheia de concepções que trazem verdades absolutas e respostas únicas. No estudo, procuro entrelaçar minhas impressões às dos sujeitos porque permite pensar a respeito do que sentimos, pensamos, fazemos ou podemos fazer de diferentes formas. Vejo nessa escrita uma forma de pesquisa que trabalha com as diferenças. Diferenças que fogem às padronizações e que trazem pluralidades ou, diferentes pontos de vista e/ou enfoques das práticas político-pedagógicas de uma escola, na contramão de dualismos. Para isso, busco a contribuição dos estudos culturais que aprofundam as relações entre política e cultura. Busco, ainda, problematizar em que medida a escrita narrativa possibilita diluir armadilhas hegemônicas que classificam, hierarquizam e aumentam o isolamento entre os sujeitos na escola? Em que medida essa escrita-leitura-reescrita produz outros modos de pensar a pesquisa, outros modos de pensar a educação escolar?
PALAVRAS-CHAVE: PESQUISAR, ESCREVER, LER

TÍTULO: FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES E GESTORES DA REDE MUNICIPAL DE ENSINO DE TRÊS LAGOAS – MS: O PROCESSO DE LEITURA E ESTUDOS RE-SIGNIFICANDO A PRÁTICA
AUTOR(ES): EVERLYN JONAINA DA SILVA ARAGÃO, DÉIA LOURENÇO DE ARAÚJO, SILVANA ALVES DA SILVA BISPO
RESUMO:
Este trabalho apresenta um recorte no contexto de formação continuada junto a um grupo de profissionais que atuam na Rede Municipal de Ensino de Três Lagoas/MS. Trata-se de um projeto de pesquisa e extensão, que acontece há quatro anos e é coordenado por pesquisadores e bolsistas da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul em parceria com a Secretaria de Educação do município de Três Lagoas/MS. O objetivo da formação continuada que envolve professores, diretores de escolas, especialistas de educação e coordenadores de Centros de Educação Infantil é promover uma reflexão sobre o cotidiano escolar envolvendo questões ligadas à gestão, avaliação e prática pedagógica com o intuito de, a partir do mapeamento da realidade encontrada, promover mecanismos que promovam mudanças qualitativas e significativas nos diferentes locais de trabalho dos cursistas. Optou-se por procedimentos pertinentes à metodologia da pesquisa qualitativa: registros reflexivos, observação participante e entrevistas semi-estruturadas. Estes procedimentos de coleta de dados possibilitaram delinear o perfil e efeitos da formação na prática cotidiana dos sujeitos pesquisados. Constatou-se que as teorias sobre políticas públicas, gestão escolar, identidade e competências profissionais inspiradas em Andrade (1976), Baquerro (2008), Barroso (1998), Bolívar (2007), Fazenda (2001), Ferreira (2003), Gardner (2008), Goodson (2007), Imbernón (2007), Izquierdo (2007), Macedo (2008), Libâneo (2001), Silva (2007) entre outros, permitiram, por meio de leituras e reflexões realizadas, situar a temática da gestão escolar e posicionar os profissionais como sujeitos ativos no contexto em que atuam. O processo de mudança desencadeado se deu devido às leituras textuais realizadas que proporcionam aos educadores a reflexão de mudanças quanto aos conceitos pedagógicos e pessoais que possuem de sua profissão. A leitura como um método de trabalho contribuiu para melhor estruturação pessoal da identidade desses profissionais, transformando-os em sujeitos mais participativos no processo educacional e contribui para melhor desenvolvimento pessoal, profissional e humano.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO CONTINUADA, LEITURA, GESTÃO ESCOLAR

 

SESSÃO - PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO,
SABERES E FORMAÇÃO DOCENTE 21
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Instittuto de Estudos da Linguagem - IEL - SALA: CL 01

TÍTULO: DESCOBRIR A REALIDADE ATRAVÉS DA LEITURA DE IMAGENS: ABORDAGEM SOCIOCULTURAL NA PRÁTICA EDUCATIVA DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES
AUTOR(ES): EVERTON FÊRRÊR DE OLIVEIRA
RESUMO:
O trabalho desenvolvido parte da problematização e da organização das práticas com educandos do ensino superior numa universidade federal interiorana. Os processos educacionais vividos pelos estudantes de um curso de Pedagogia e do docente formador contextualizados pelas abordagens socioculturais pedagógica freireana e de aprendizagem vigostskiana levam a busca de uma compreensão não totalizante, mas mais abrangente sobre o conjunto de identidades culturais e relações escolares, sociais, econômicas e políticas estabelecidas na realidade circundante e que acabam por configurar a ilustração do conhecimento teórico a ser aprendido na formação de professores. O uso de imagens como ponto de partida para problematização da realidade amplia também as possibilidades de refletir acerca dos processos e demandas de parcerias entre os próprios estudantes na produção de conteúdos relacionados tanto à cultura escolar quanto a relações presentes em gerações na sociedade. Acredita-se que a dinamização do conhecimento a partir da imagem captada pelos uso de recursos das tecnologias digitais permitiu associar os elementos teóricos da formação vistos na dinâmica problematizadora presente na abordagem pedagógica freireana e na sistematização dos conceitos espontâneos e científicos declarados na teoria de aprendizagem vigotskiana, além de identificar outras perspectivas teórico metodológicas como o ciclo de aprendizagem experimental. Conclui-se portanto que existe a necessidade de mediação pedagógica e tecnológica que implica direcionar para um perfil docente que compreenda o uso dos recursos tecnológicos da atualidade como instrumentos capazes de ilustração, análise e decodificação, armazenamento de informações e capacidade de registro sistemático da reflexão sobre os processos de aprendizagem na construção de uma política educacional e cultural que emerge da inserção e comprometimento com a realidade.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA DE IMAGENS, ABORDAGEM SOCIOCULTURAL, FORMAÇÃO DE PROFESSORES

TÍTULO: FORMAÇÃO PERMANENTE: DESENVOLVIMENTO DO CORPO DOCENTE
AUTOR(ES): FABIANA APARECIDA DE ALBUQUERQUE
RESUMO:
Esta comunicação sobre o processo ensino-aprendizagem é uma ação contínua de orientar propostas teórico-metodológicas, o esclarecimento e o domínio de outrem, sobre algo que o mesmo desconheça de modo a que ele assimile o conhecimento e que o mesmo determine uma mudança permanente de comportamento resultante de experiências anteriores. Esse processo não visa simplesmente transmissão de uma informação, mas sim o crescimento e o desenvolvimento de uma pessoa em sua totalidade, incluindo não somente o conhecimento, mas também as habilidades em lidar com diferentes situações e as atitudes ou valores que o indivíduo irá assumir e, possivelmente, transmitir ao longo de sua vida. Este projeto não tem o interesse em dar respostas prontas, para todas as questões que envolvem o trabalho docente e sim contribuir na formação de professores. Com este trabalho, foi possível perceber que o ambiente de ensino-aprendizagem, instrução e comportamento, têm sido estimulados pelas mudanças tecnológicas, por mudanças econômicas e por mudanças culturais. Os profissionais interessados no ensinar, com rigor pedagógico e preocupados com o aprender, demonstraram muita atenção aos estudos e durante o acompanhamento dos trabalhos em sala de aula atuaram com dedicação. Os controles serão organizados com base nos resultados e em pesquisas. Os medidores por área do conhecimento trarão benefícios. Com tudo diminuir a evasão do corpo discente deve ser um processo que exige mais tempo e estudo, e potencializar a atuação docente será realizado durante todo o processo de formação.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO DOCENTE, METODOGIAS, PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO.

TÍTULO: O DEBATE ACERCA DA ATUAÇÃO DOCENTE EM ÂMBITO HOSPITALAR - UMA LEITURA A PARTIR DE DISSERTAÇÕES BRASILEIRAS PRODUZIDAS ENTRE 1989-2008
AUTOR(ES): FABIANA APARECIDA DE MELO OLIVEIRA
RESUMO:
O objetivo desta apresentação é analisar o debate acerca da formação e do trabalho docente realizado em hospitais brasileiros. Almeja-se, assim, problematizar a interpretação de pesquisadores que investigaram tal temática no contexto de produção de suas dissertações. Trata-se de uma pesquisa cujo referencial teórico-metodológico está centrado nas contribuições da nova história cultural. O corpus analisado é composto por 25 dissertações produzidas entre 1989 e 2008. Tais materiais, em sua maioria, foram coletados em bancos de teses virtuais. No momento atual da pesquisa, quando a coleta de fontes foi concluída e a análise apenas se inicia, é possível perceber que todas as produções enfatizam a necessidade de se repensar a formação e atuação docente. Na maioria dos casos, defendem-se cursos específicos para a habilitação de professores que atuarão em hospitais. Há que se destacar, ainda, uma quantidade significativa de produções expositivo-explicativas, apoiadas na paráfrase da legislação e, muitas vezes, permeadas por perspectivas assistencialistas. Outro lugar comum em muitas dissertações é a preocupação em discutir conceitos como saúde, hospital, equipe multidisciplinar em detrimento à temática da produção e veiculação de conhecimento dos alunos presentes em tais loci. Minha hipótese é a de que muitas das questões recorrentes em parte das dissertações analisadas advêm do discurso em prol de uma educação hospitalar voltada à aceitação do tratamento médico - fato que põe em xeque o debate sobre a inclusão e o direito a uma educação deveras de qualidade para todos, o que, de modo geral, não parece distanciar-se das dificuldades mais amplas das escolas públicas brasileiras.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO EM AMBIENTE HOSPITALAR, FORMAÇÃO DE PROFESSORES, EDUCAÇÃO CONTINUADA

 

TÍTULO: O ENSINO E O APRENDIZADO DE QUESTIONAMENTO DE TEXTOS DISSERTATIVOS PARA O ENSINO FUNDAMENTAL
AUTOR(ES): FABIANA ROSA VILELA DE OLIVEIRA GUILHERME
RESUMO:
Este trabalho tem como objetivo apresentar uma prática didática de questionamento de textos dissertativos por uma professora de 4ª série (ou 5º ano) do ensino fundamental de uma escola municipal do Estado de São Paulo, tendo como apoio teórico a proposta sócio-construtivista por Pedagogia por Projetos de Josette Jolibert. Esta prática será descrita buscando dar ênfase ao processo de construção do significado do texto, os indícios criados (pelos discentes com o apoio do professor) para atingirem a compreensão do texto, as ferramentas de sistematização metacognitiva e metalinguística (JOLIBERT, 1994) dos conhecimentos trabalhados, elaboradas com a mediação do professor, para estudos e consultas no momento de leituras ou escritas posteriores. Tais práticas inserem-se em situações significativas para o grupo, dado o enfoque à leitura e à escrita enquanto função social, por meio de estratégias, ferramentas e atendendo às reais necessidades dos alunos, visando o aprendizado do comportamento de leitores e escritores autônomos. A apropriação dos saberes referentes ao apoio pedagógico foi sendo apropriado pela professora, durante a participação e interação com o Grupo de Estudos “Raios de Sol” na Universidade Estadual Paulista - Campus de Rio Claro, Encontros da “Red Latinoamericana para a transformação da formação docente em Linguagem” e congressos. Em suma, não são apenas os alunos que estão em processo de aprendizagem. Os professores atuais, a maioria educada pelos meios tradicionais, devem buscar em suas formações inicial e continuada a diferença para a sua prática docente, numa educação mediadora, com aprendizagem significativa, pois hoje os educandos iniciam sua frequência escolar munidos de muita informação, mas precisam da escola para saber como sistematizá-las, transformando-as em conhecimento.
PALAVRAS-CHAVE: APROPRIAÇÃO DE SABERES, MEDIAÇÃO DO PROFESSOR, PEDAGOGIA POR PROJETOS

 

TÍTULO: A INFLUÊNCIA DAS PERGUNTAS NA CONSTRUÇÃO DE REPRESENTAÇÕES DE AQUISIÇÃO DA LEITURA EM LÍNGUA MATERNA
AUTOR(ES): FABRÍCIA CAVICHIOLI BRAIDA, ANA LUCIA CHELOTI PROCHNOW
RESUMO:
Entender como acadêmicos-professores do Curso de Letras (em formação inicial) constroem seus conceitos/representações em relação ao processo de aquisição da leitura de língua materna é considerado um caminho promissor para que ocorra a auto-identificação desses futuros professores no processo de engate para a mudança na atuação, na escala de construção de valores, bem como no arcabouço conceitual. Para tanto, o objetivo deste trabalho é apresentar uma proposta de tese que tem como problema principal investigar em que medida as perguntas (elaboradas em um design de curso) influenciam na construção de conceitos/representações acerca do processo de aquisição da leitura de acadêmicos-professores do Curso de Letras. Para investir nessa questão, num primeiro momento, serão desenvolvidas oficinas com o intuito de elaborar unidades de curso de leitura, e, como segunda etapa, aplicar-se-ão tais unidades nos próprios designers de curso, os acadêmicos-professores. Tendo a pesquisa-ação como abordagem principal e o Modelo Holístico (Richter, 2007, 2006) como filosofia de trabalho, optou-se pelo programa WordSmith Tools como instrumento de trabalho, recurso que possibilita uma análise automática do corpus. Dessa forma, pretende-se, com o desenvolvimento da proposta de tese apresentada nesta comunicação, conhecer os conceitos formados pelos acadêmicos-professores sobre o que é aquisição da leitura em língua materna, tendo como objeto norteador as perguntas. Apoiadas nos pressupostos teóricos de Guedes (2007), entende-se que para ensinar leitura, o professor precisa saber leitura, isto é, colocar-se no papel do aluno a fim de que possa vivenciar os efeitos da provável prática por ele planejada.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO DOCENTE, AQUISIÇÃO , LEITURA

 

 

SESSÃO - PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO,
SABERES E FORMAÇÃO DOCENTE 22
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Instittuto de Estudos da Linguagem - IEL - SALA: CL 01

TÍTULO: AS METÁFORAS DA SALA DE AULA
AUTOR(ES): FÁTIMA BEATRIZ DE BENEDICTIS DELPHINO
RESUMO:
Este trabalho apresenta resultados preliminares de um estudo sobre a linguagem metafórica utilizada por professores de diferentes áreas do conhecimento no desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem. Para Clandinin (1986), as metáforas comumente usadas na sala de aula emergem das experiências de professores e alunos e podem auxiliar no estudo de conceitos teóricos. Revelam também, de forma analógica, a própria prática do professor, fazendo aflorar seus conhecimentos conceituais intuitivos. A partir de uma abordagem sócio-cognitiva (Vygotsky,1988), o objetivo deste trabalho é investigar as metáforas que aparecem no discurso de professores, “buscando discutir as concepções de ensino-aprendizagem que subjazem a essas escolhas discursivas, bem como que práticas pedagógicas tais crenças favoreceriam”(Almeida,2005,p1). Segundo Kress (1989, p.450), os “textos são locais de emergência de complexos de significados sociais, produzidos numa história particular de situação de produção e guardando em vias parciais as histórias tanto dos participantes na produção do texto quanto das instituições que são evocadas”. Nessa etapa inicial da pesquisa, a abordagem metodológica será intencionalmente eclética, inspirada em Berber Sardinha (2007), cruzando as várias vertentes existentes sobre a metáfora, desde a visão tradicional, mais ligada à definição de ornamento da linguagem e desenvolvida posteriormente por Black como teoria da interação, a visão conceitual e cultural desenvolvida por Lakoff e Johnson (1980), até a visão sistemática, cujos estudos iniciaram-se em Cameron (2000), que enfatiza a relevância do uso das expressões metafóricas e a sistêmico-funcional por meio do estudo das metáforas gramaticais. Neste trabalho será apresentada uma análise da transcrição da linguagem oral e escrita, utilizada por 2 professores, um de Biologia e outro de Língua Portuguesa, no desenvolvimento de aulas expositivas.
PALAVRAS-CHAVE: METÁFORA, SALA DE AULA , PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM

 

TÍTULO: DISCUTINDO A DIDÁTICA NUMA PERSPECTIVA TRANSDISCIPLINAR ATRAVÉS DA FORMAÇÃO, DO COTIDIANO E DA MEMÓRIA
AUTOR(ES): FERNANDA PEREIRA DA COSTA
RESUMO:
É visto que a educação vive em constantes altos e baixos, principalmente no que se refere às questões de trato metodológico disciplinar dos diversos campos do conhecimento. Tais questões são percebidas quando surgem termos nomeadores das formas desse trato: interdisciplinaridade, pluridisciplinaridade e transdisciplinaridade, soando como uma esfinge a ter seu enigma desvendado pelos professores em suas salas de aulas: “Decifra-me ou devoro-te!”. Estes termos buscam propor uma “maneira diferenciada“ de trabalhar com os conhecimentos, não de uma forma estanque, como uma parte única e exclusiva de uma campo ou área, mas busca as possibilidades relacionais destes conhecimentos com o todo contextualizado, concretizado, globalizado. Talvez seja esta a maior ousadia de um pensar transdisciplinar para um professor: abordar questões vitais sem ser especialista, pois o pensar disciplinar é rígido, limitado, não permitindo que você veja o todo, mas apenas uma parte do conhecimento que está sendo estudado, como um especialista daquela área. Assim, trabalhar com uma disciplina que em sua origem é técnica – a palavra Didática (didáctica) vem da expressão grega Τεχνή διδακτική (techné didaktiké), que se pode traduzir como arte ou técnica de ensinar -, instrumental, metódica, com um olhar transversal parece difícil. Como esta disciplina pode “dar conta“ daquilo que não encontra-se prescrito? Ou, daquilo que foi apresentado pelo aluno como algo “anormal“? Foi essa intranquilidade causada pelo inesperado que conduziu-me, aos poucos, a um trabalho transdisciplinar com as alunas do Curso Normal partindo da memória e história do município de Rio Bonito. Inspirando-me em autores como Walter Benjamin, Michel de Certeau, Margareth Park e Paulo Freire, debruço-me, junto com as alunas, sobre as narrativas de memórias e histórias deste município, buscando responder a lacunas conceituais e de conhecimentos da região, e que percebemos existir na formação desses sujeitos que estarão, mais tarde, atuando nas salas de aula.
PALAVRAS-CHAVE: DIDÁTICA, FORMAÇÃO, COTIDIANO

 

TÍTULO: ESTUDO SOBRE O APRENDIZADO DE PROFESSORES SOBRE A LEITURA DOS ALUNOS NAS SÈRIES FINAIS DO E.F. SEGUNDO A TEORIA HISTÓRICO-CULTURAL
AUTOR(ES): FLAVIANA DEMENECH
RESUMO:
Este texto refere-se a um estudo preliminar do conceito de aprendizado dentro da Teoria Histórico Cultural (THC). Os processos do aprendizado tornaram-se indispensáveis para esta pesquisa, pois trata da constituição intelectual e mental do ser humano na relação homem/natureza/sociedade. Assim, pretendo explanar elementos desses processos de aprendizado. A THC supera a compreensão de que o ser humano ao nascer, traz um conjunto de aptidões e capacidades acabadas, contudo, acredita que o aprendizado se desenvolve na cultura de cada um, sendo o mesmo, contínuo e desenvolvido ao longo da história do indivíduo. Dessa forma, o homem é simultaneamente obra da natureza e agente da sua transformação no aprendizado. O conceito de aprendizado e educação traz um salto qualitativo para nós, pois estão inter-relacionados desde o nascimento do ser humano, tendo interação com o mundo físico e social. O aprendizado organizado resulta em desenvolvimento mental e coloca em movimento vários processos de desenvolvimento que só podem acontecer relacionando o nível de desenvolvimento real e a zona de desenvolvimento proximal. Salienta-se que Vygotsky, sendo um dos principais teóricos da perspectiva THC, coloca que essa teoria pretende caracterizar e elaborar aspectos do aprendizado do ser humano. Com isso, elabora-se e analisa hipóteses da construção do aprendizado ao longo da história humana, da educação e do desenvolvimento de cada um, assim como do professor durante o trabalho com seus alunos. Pretendo neste texto registrar os aprendizados de professores das séries finais do ensino fundamental sobre a leitura com seus alunos em sala de aula. Sabemos que nos processos de aprendizado, adquirem novos conhecimentos, desenvolvem competências e mudam o comportamento, relacionados com a visão de homem, sociedade e saber. Que práticas de leitura em aula estes professores aprenderam para lidar com os alunos adolescentes.
PALAVRAS-CHAVE: APRENDIZADO, EDUCAÇÃO, TEORIA HISTÓRICO-CULTURAL

 

TÍTULO: A FORMAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DE EDUCAÇÃO INFANTIL COMO EIXO DE MINHAS REFLEXÕES
AUTOR(ES): GABRIELA BARRETO DA SILVA SCRAMINGNON
RESUMO:
O presente trabalho é fruto da pesquisa realizada durante o Curso de Especialização em Educação Infantil na PUC-RIO, e propõe pensarmos alguns assuntos referentes ao cotidiano da nossa escola de educação infantil, como também pensarmos o trabalho desenvolvido neste espaço. Buscamos problematizar algumas experiências vividas, trazendo o que se pensa sobre as crianças, a infância hoje e a formação do professor que irá atuar junto às crianças. No primeiro momento, apresentaremos um resgate histórico das concepções de infância a fim de construirmos uma identidade histórica da infância e do atendimento à criança. Neste momento iremos caminhar também pelo contexto histórico-brasileiro, constatando os direitos da criança à educação, até nos situarmos no momento atual. Logo em seguida, focaremos o nosso olhar para a formação dos profissionais da educação infantil. Travaremos algumas discussões sobre o atendimento das crianças de 0 à 6 anos. A fim de dialogarmos com a prática, trarei o relato de algumas experiências que fazem parte de um contexto particular e inacabado. Inacabado por ter sido gerado a partir de narrativas de experiências, observações e reflexões reais que aconteceram e continuam acontecendo dentro do cotidiano escolar da educação infantil, trazidas por mim, professora do município do Rio de Janeiro. Iremos tecer fios que tratam da ação docente do educador infantil, que se constituem em sua prática, o que, de início, nos leva a entender que não será possível encontrarmos um ponto de chegada e sim, um caminho que tem como ponto de partida a minha trajetória. Neste percurso, iremos - eu e os possíveis leitores - trilhar por caminhos que nos levam a questões como: a relevância de políticas públicas direcionadas para a formação do educador infantil, a contribuição da educação continuada para a prática reflexiva do professor e o trabalho na educação infantil.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO DE PROFESSORES, EDUCAÇÃO INFANTIL, EXPERIÊNCIAS

 

TÍTULO: A CONSTRUÇÃO DA DOCÊNCIA ALFABETIZADORA: ASPECTOS DA FORMAÇÃO REVELADOS NO COTIDIANO DA SALA DE AULA
AUTOR(ES): GILCEANE CAETANO PORTO
RESUMO:
O presente trabalho é parte da pesquisa em desenvolvimento para tese de Doutorado em Educação que tem como objetivo principal compreender a relação entre as teorias sobre alfabetização adquiridas na formação inicial e a prática docente das egressas do Curso de Pedagogia da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Pelotas (FaE/UFPel) entre os anos de 1986 a 2006. Este artigo tem por objetivo compreender as características da formação inicial para atuação em classes de alfabetização e relacioná-las com a prática docente de uma professora alfabetizadora egressa do Curso de Pedagogia da FaE/UFPel na década de 90 que atua há oito anos como alfabetizadora. Para tanto, foram utilizadas diversas fontes documentais da instituição formadora, como currículos do curso e planos de ensino das disciplinas do campo da alfabetização. Estes materiais foram cotejados com o depoimento da professora alfabetizadora e com seus cadernos de planejamento dos anos de 2004 e 2008. Discute-se como a professora percebe a influência da sua formação inicial na prática que realiza na escola e como tem sido o seu processo de construção na docência alfabetizadora. Verificou-se a partir dos documentos analisados que a base teórica construtivista tem pautado a formação das pedagogas. O depoimento da professora e a análise de seus planejamentos revelam o esforço que realiza para transpor e mobilizar essas teorias no cotidiano da escola. Os dados indicam ainda os limites e as possibilidades enfrentadas pela professora em sua prática alfabetizadora.
PALAVRAS-CHAVE: ALFABETIZAÇÃO, CONSTRUTIVISMO, FORMAÇÃO DE PROFESSORES
SESSÃO - PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO,
SABERES E FORMAÇÃO DOCENTE 23
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Instittuto de Estudos da Linguagem - IEL - SALA: CL 02

TÍTULO: CONCEITO DE ILHA: O PROCESSO DE COMPREENSÃO DOS ALUNOS DO ENSINO FUNDAMENTAL DE UMA ESCOLA DA REDE MUNICIPAL DE ENSINO DE CAMPO GRANDE/MS
AUTOR(ES): GISELE MORILHA ALVES, LENY RODRIGUES MARTINS TEIXEIRA, LINDOMAR BARROS DOS SANTOS
RESUMO:
O presente estudo teve como objetivo investigar o processo de compreensão envolvido na aprendizagem de conceitos escolares trabalhados na escola. Elegeu-se como objetivo da pesquisa o conceito de ilha, trabalhado no período do sexto ao nono anos do Ensino Fundamental. Para a pesquisa foram selecionados, aleatoriamente, dez alunos de uma Escola Municipal de Campo Grande/MS e submetidos a uma entrevista de natureza clínica. Esse procedimento foi realizado em três momentos, nos quais era solicitado tarefas dos alunos seguidas da argüição do entrevistador. No primeiro momento, os alunos deveriam separar treze gravuras, sendo seis com aspectos definidores de ilha e as demais com aspectos característicos (planalto, planície, cachoeiras, montanha e iceberg), justificando as suas escolhas; no segundo momento, deveriam circular a ilha em uma figura representativa do relêvo, retirada do livro didático e, por último, os alunos deveriam desenhar uma ilha. A pesquisa mostrou que as relações definidoras de conceito de ilha não foram dominadas completamente pelos alunos entrevistados, havendo, no entanto, diferentes níveis de respostas. As respostas dos alunos evidenciaram algumas relações implícitas, necessárias à formação do conceito de ilha, embora não articuladas explicitamente para sua compreensão. Discute-se, ainda, a relação entre os saberes da docência (conhecimento do conteúdo e conhecimento do conteúdo pedagógico) e a aprendizagem de conceitos pelos alunos.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO DE CONCEITOS, SABERES DA DOCÊNCIA, APRENDIZAGEM ESCOLAR

 

TÍTULO: A PRINCESA QUE TUDO VIA: A RETROATIVIDADE NA COGNIÇÃO E A EMERGÊNCIA DA CRIATIVIDADE NO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO.
AUTOR(ES): GISÉLIA OLIVEIRA DE SÁ NEVES, RITA DE CÁSSIA RIBEIRO VOSS
RESUMO:
O conto A princesa que tudo via constitui-se no objeto de nossas reflexões neste trabalho, como resultado da conclusão da dissertação de mestrado que tem o mesmo nome. A pesquisa foi desenvolvida nos anos de 2007 e 2008 e refere-se às nossas experiências em sala aula e as reflexões teóricas que resultaram em princípios para nortear as estratégias de ensino e aprendizagem para a alfabetização. Este conto, em particular, foi escolhido por possibilitar a compreensão dos processos de constituição do sujeito do conhecimento. Tratado como uma metáfora facilita a compreensão do professor sobre o processo de cognição, possibilitando-lhe utilizar princípios fundamentais para conduzir o processo de alfabetização de seus alunos. Os contos carregam em si a expressão da condição humana, portanto nos aproximam de nós mesmos como seres duais, isto é, ao mesmo tempo natureza e cultura. Acionam e operam numa mesma sintonia cognitiva o que chamamos de universo imaginário que emerge da experiência do sujeito, seu entorno, sua comunidade de vida. Entre os princípios que norteiam os referidos processos, ressaltamos a recursividade biológica, que possibilita a autonomia do sujeito, e a criatividade resultante da ativação da cultura, como os contos e as fábulas que impregnam a experiência do aluno e acionam nele os estados subjetivos, os quais colocam em movimento a cognição. De maneira complexa, tais princípios revelam a auto-eco-autonomia do sujeito do conhecimento. Da dinâmica entre dependência e autonomia emerge a criatividade, que está implícita na aprendizagem, que precisa ser considerada pelos docentes na criação de estratégias de alfabetização.
PALAVRAS-CHAVE: COGNIÇÃO, ALFABETIZAÇÃO, COMPLEXIDADE

 

TÍTULO: LER E ESCREVER EM PROJETOS DE LETRAMENTO: O QUE MUDA, AFINAL?
AUTOR(ES): GLÍCIA MARILI AZEVEDO DE MEDEIROS TINOCO
RESUMO:
O debate em torno da ressignificação das práticas de leitura e escrita tem levado muitos profissionais a desenvolver projetos de letramento (KLEIMAN, 2000). Tomando tais projetos como um modelo didático (TINOCO, 2008), pretendemos analisar o que, de fato, muda quando focalizamos o ler e o escrever a partir das demandas que desse modelo emanam. Para tanto, analisaremos dados gerados por professores de língua materna e seus alunos de educação básica de uma cidade norte-rio-grandense. A reflexão sobre e na ação (SCHON, 1992) desses sujeitos de conhecimento nos mostra que a planificação de um projeto de letramento requer a construção de uma comunidade de aprendizagem (AFONSO, 2001), na qual todos se entendam como articuladores das ações, ou seja, como agentes de letramento (KLEIMAN, 2006), tendo em vista que agem no e sobre o mundo por meio de práticas de leitura e escrita. Nesse sentido, a comunidade escolar e a comunidade do entorno passam a ter uma marcada atuação na construção dos saberes. Em função dessa parceria, emerge a necessidade de extrapolação do tempo-espaço escolar, porque esse processo requer a conciliação de tempos e espaços de outras instituições colaboradoras. A implicação disso é que a leitura e a escrita deixam de ser atividades meramente escolares para se desenvolverem como práticas sociais. Logo, vinculam-se a situações de comunicação que, por sua vez, incorporam textos cuja produção e circulação são reais. Tudo isso é articulado aos interesses do grupo e às metas previamente estabelecidas. Essas mudanças, porém, não são naturais nem lineares. Elas requerem fundamentação teórico-metodológica consistente e desejo de ressignificar a prática docente. Tal desejo nos parece em ebulição entre os professores. É hora de os cursos de formação se voltarem para os contextos específicos em que atuam, para a ressignificação do ler e do escrever, e não para conteúdos, professores e alunos idealizados.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, ESCRITA, PROJETOS DE LETRAMENTO

TÍTULO: FORMAÇÃO DE PROFESSORES: A ESCOLA QUE PROTEGE ATUANDO NA REGIÃO CENTRAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
AUTOR(ES): GRAZIELA FRANCESCHET FARIAS
RESUMO:
Dentre os projetos do Grupo de Estudos e Pesquisa sobre Formação Inicial, Continuada e Alfabetização (GEPFICA/UFSM), encontra-se o projeto intitulado: “Laboratório de Alfabetização: Repensando a Formação de Professores”. No ano de 2008, pelo viés desse projeto, concorremos ao edital público do Ministério da Educação (MEC) em parceria com a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (SECAD), no qual culminou no “I Curso de Formação de Profissionais da Educação: A Escola que Protege“ e na qualificação de 1030 profissionais. O curso dividiu-se em duas etapas, uma à distância e outra presencial, totalizando uma carga horária de 80 horas. A etapa que ocorreu a distância constituiu-se na leitura do material impresso “Escola que Protege: Enfrentando a Violência contra Crianças e Adolescentes”, de autoria de Vicente de Paula Faleiros e Eva Silveira Faleiros fornecido pela SECAD/MEC. A etapa presencial ocorreu no mês de Outubro de 2008, em Santa Maria/RS. Realizaram-se palestras que abordaram desde a criação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e sua efetiva aplicação na prática até relatos orais de juízes, promotores, conselheiros tutelares e pesquisadores, assim como a realização de 38 oficinas temáticas. Como resultados, 43,55% consideraram de boa qualidade o material didático utilizado para o módulo à distância do curso, 51,61% considerou satisfatória as temáticas das palestras ministradas. Por outro lado, do total dos participantes, dentre eles professores da rede de ensino (Estadual, Municipal e Particular) e acadêmicos vinculados aos cursos de Licenciatura, 80% informaram que, durante a respectiva Formação Inicial e Continuada, as temáticas referentes aos direitos humanos, Estatuto da Criança e Adolescente (ECA), violência e suas formas de enfrentamento, o Bullying, são pouco ou inexistem discussões acerca desses temas, demonstrando que há dificuldade de identificar sinais de violência nos educandos e encaminhar para a Rede de Proteção os casos suspeitos ou mesmo já confirmados.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO DE PROFESSORES, PROTEÇÃO A INFÂNCIA, REDES NACIONAIS

 

TÍTULO: DINÂMICA DISCURSIVA EM AULAS DE FÍSICA
AUTOR(ES): GUILHERME DA SILVA LIMA
RESUMO:
A atividade docente é sem dúvida complexa, não apenas na dinâmica da prática em sala de aula, como também nos conceitos específicos e teorias pedagógicas que estão associadas a esta atividade. Neste sentido, pretendemos apresentar uma pesquisa qualitativa que visa apontar elementos que julgamos relevantes para a compreensão do processo de ensino e aprendizagem no âmbito da dinâmica discursiva em aulas de Física. No ensino de Física, as atividades práticas e de laboratório nem sempre são utilizadas com frequência. Entretanto, sua presença influencia diretamente as estruturas enunciativas de todos os indivíduos envolvidos. Deste modo, estudar o modo que os enunciados são organizados devido a presença de um fenômeno real em sala de aula influencia na construção de significado dos conceitos é fundamental. Para tanto, utilizamos o referencial Bakhtiniano e Vigotskiano, pois eles nos oferecem suporte para analisar tanto a complexa dinâmica discursiva entre os estudantes e o educador, quanto a construção de significados dos conceitos. Assim observamos que as atividades práticas, quando utilizadas como elementos que problematizam uma dada situação, interferem positivamente no processo de construção de significados pelos alunos, pois ela oferece conjuntamente com outros elementos verbais e não verbais da realidade imediata condições para construir o “tema” das enunciações, ou seja, o ambiente que as enunciações serão realizadas, dando suporte para o processo de construção de significados dos conceitos.
PALAVRAS-CHAVE: INTERAÇÃO VERBAL, ENSINO DE FÍSICA, PRODUÇÃO DE SENTIDOS

 

SESSÃO - PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO,
SABERES E FORMAÇÃO DOCENTE 24
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Instittuto de Estudos da Linguagem - IEL - SALA: CL 02

TÍTULO: FORMAÇÃO DE PROFESSORES PARA EDUCAÇÃO BÁSICA NO BRASIL: REFLEXÕES SOBRE A IDENTIDADE DO PROFESSOR.
AUTOR(ES): HELLEN COSTA DAVID, ALBERTO ALBUQUERQUE GOMES
RESUMO:
Este estudo tem como preocupação central a discussão sobre a formação de professores para a Educação Básica no Brasil. O estudo tem por objetivos: discutir a concepção de identidades sociais; refletir sobre a construção da identidade do professor e sua profissionalização. Nessa fase inicial, apresentamos um perfil dos alunos do curso de Pedagogia da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UNESP. Foram os seguintes passos da pesquisa: 1. levantamento bibliográfico sobre profissionalização docente, profissionalidade docente e construção da identidade do professor; construção da profissão docente na modernidade; 2. aplicação de questionários junto a alunos do curso de Pedagogia para construção do perfil sócio-econômico dos alunos para subsidiar a construção de roteiro para posterior entrevista reflexiva. Para a aplicação do questionário, escolhemos alunos do 1º ano do curso de Pedagogia do período vespertino ou noturno. Utilizamos para análise as seguintes categorias: série, idade, sexo, estado civil, local de residência, questão profissional, relação com o curso, escolha profissional etc. Como conclusões parciais, apresentamos o seguinte: a população é composta por 41,7% alunos do período diurno e 58,3% do período noturno; encontram-se predominante na faixa etária entre 17 e 23 anos (76,7%), destacando-se que 53,3% tem 20 anos ou menos, o que indica uma população bastante jovem no curso. Observa-se o predomínio de mulheres cursando Pedagogia (88,3%); 60% dos alunos/alunas residem em Presidente Prudente; 60% dos alunos exercem ocupações no setor de serviços (comércio, escritórios, empregos domésticos etc.); 60% dos alunos são provenientes de famílias com renda salarial que as enquadra como famílias de classe média baixa. Em síntese, podemos inferir que se trata de uma população de estudantes oriunda dos estratos mais pobres da população brasileira e que encontraram no curso de formação de professores a alternativa mais segura de ascensão social.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO DE PROFESSORES, IDENTIDADE PROFISSIONAL, PROFISSÃO

 

TÍTULO: OS ESTUDOS BIOGRÁFICOS E UMA NOVA LEITURA: AS FONTES HISTÓRICAS
AUTOR(ES): IEDA MARIA LEAL VILELA
RESUMO:
Este artigo objetiva analisar os estudos biográficos utilizados como novas fontes históricas sob o enfoque da Nova História Cultural. O texto aqui apresentado faz parte de uma pesquisa mais ampla, em fase de desenvolvimeto, cujo objetivo é investigar e analisar a trajetória de vida da educadora e escritora sergipana Ofenísia Soares Freire, nascida em 1913 na cidade de Estância, no Estado de Sergipe, e falecida no dia 24 de julho de 2007 aos 93 anos de idade. Assim, visa desenvolver através de sua trajetória um estudo sobre a História da Educação Feminina em Sergipe. A pesquisa será apoiada numa perspectiva da abordagem biográfica contextualizada, visando desvendar e conhecer os espaços percorridos durante a sua formação docente e aspectos do efetivo exercício do magistério do ensino secundário no Colégio Estadual Atheneu Sergipense, durante o marco temporal estabelecido para esta pesquisa: o imicio de sua profissionalização docente nesse colégio e como marco final o ano de sua aposentadoria. Como fontes históricas serão utizados não só os documentos institucionais, oficiais, mas também as fontes não tradicionais, através dos vestígios existentes no seu acervo pessoal, fotos, literatura em geral como romances, contos, poesias, artigos, discursos, pareceres educacionais e culturais, crônicas de autoria da educadora e sobre a educadora, agendas, caderno de recordações, dentre outros. Para se produzir uma biografia ou se escrever uma história de vida não existe métodos canônicos; as abordagens biogáficas são consideradas importantes fontes históricas para se estudar não só o indivíduo como sujeito de sua própria historia , como também o contexto cultural, social ,educacional durante o lapso temporal estabelecido para o estudo. A fundamentação teórica dar-se-á através da compreensão e análise das idéias de Jacques Le Goff, Nobert Elias, Pierre Bourdieu e Vavy Pacheco Borges. A utilização da História Cultural como referencial teórico- metodológico amplia a concepção e a problematização das pesquisa em História da Educação.
PALAVRAS-CHAVE: ABORDAGEM BIOGRÁFICA, FONTES HISTÓRICAS, HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO FEMININA

TÍTULO: RITUAIS DE PASSAGEM NO CAMPO DA LINGUAGEM : RECONHECIMENTO, VALORIZAÇÃO E DIFERENÇAS CULTURAIS
AUTOR(ES): ILSEN CHAVES DA SILVA
RESUMO:
Este trabalho explora elementos de uma pesquisa de mestrado, realizada em escolas multisseriadas, para discutir o desafio que representa, para os professores de cursos de licenciaturas, do ponto de vista linguístico, o trabalho acadêmico com estudantes-professores em exercício em escolas rurais. Problematiza o que poderia ser entendido como a necessária passagem da variante regional para o padrão culto da língua, que de fato se processa como uma aquisição da norma culta: uma segunda língua. Ou, a não aquisição desta segunda língua. Ou ainda, o abandono ou desprezo da língua de origem em prol da adoção da linguagem escolarizada. Durante as incursões no campo de investigação, com caráter de pesquisa participante, veio à tona um conjunto de dificuldades e também foram construídas soluções que poderiam ser aprimoradas para desenvolver metodologias para o trabalho com as diferenças linguísticas. Foram vivenciados com o grupo de sujeitos da pesquisa, rituais de passagem no campo da linguagem, pautados por posturas de reconhecimento e valorização, explicitando e comparando as variantes, regional e padrão, levando à ampliação do repertório linguístico dos participantes, o que resultou, para muitos, na transformação do sentimento de humilhação e vergonha por “falar errado”, na consciência de que há diferentes formas de expressão; o que pode ser experimentado como um enriquecimento. Ao invés de substituir o linguajar regional pelas formas cultas que a formação se propõe a cultivar, ambas as modalidades podem co-existir.
PALAVRAS-CHAVE: LÍNGUA CULTA, FORMAÇÃO DE PROFESSORES, LICENCIATURAS

 

TÍTULO: EDUCAÇÃO ESPECIAL & LEITURA: UMA ANÁLISE A PARTIR DA EXPERIÊNCIA NO CENTRO DE ATENDIMENTO ESPECIALIZADO (CAESP) RAIO DE SOL DE LAGES EM SANTA CATARINA.
AUTOR(ES): IONI WOLFF HAMANN
RESUMO:
Esta comunicação aborda o desafio de explicitar momentos de interações textuais de pessoas com deficiência mental através da leitura, da escrita, interpretação e reelaboração de textos jornalísticos contextualizados com o projeto pedagógico em andamento conforme o planejamento escolar. O Centro de atendimento Especializado (CAESP) - Raio de Sol mantido pela APAE de Lages tem uma parceria com o Jornal Correio Lageano, que tem como missão possibilitar, especialmente para novos leitores, a oportunidade de acesso ao jornal, como uma das dimensões do estímulo ao prazer de ler, a sua ampla re-interpretação em seus vínculos com a realidade social e a conseqüente criação de alternativas para expressão de atitudes cidadãs. O texto jornalístico caracteriza-se pela concisão das idéias de forma clara e objetiva, por isso é considerado de fácil entendimento por parte de qualquer leitor. Isso evidencia que o texto jornalístico é um mediador com elevado potencial para a realização dos processos de leitura, interpretação, reelaboração, criação de textos e construção cognitiva. Os alunos do Centro recebem aulas de leitura e escrita através de uma variedade de métodos alfabetizadores existentes, tornando-se assim um sistema eclético de alfabetização, o jornal é mais uma ferramenta que colabora com a aprendizagem. A pessoa com deficiência intelectual apresenta muitas dificuldades para dominar o processo da leitura e da escrita, apesar do mesmo fazer parte da vida de todo ser humano. O conhecimento se dá de diversas maneiras, mas seu principal veículo é a leitura. O ato de ler e de escrever é um processo cognitivo conquistado durante a alfabetização até para os alunos que apresentam necessidades educacionais especiais.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO ESPECIAL E LEITURA, ALFABETIZAÇÃO E EDUCAÇÃO ESPECIAL, EDUCAÇÃO ESPECIAL E TEXTO JORNALÍSTICO

TÍTULO: VIVENDO (EM GRUPO) E APRENDENDO
AUTOR(ES): IONICE DA SILVA DEBUS, BRUNA DE ALMEIDA FLORES, MARILIA REGINA HARTMANN
RESUMO:
Este trabalho é fruto do projeto “O grupo como dispositivo de formação”, que consiste em uma possibilidade de olharmos a formação de professores através de uma perspectiva de grupos. Na busca desta realização, investigamos um grupo de pesquisa procurando analisar saberes, significações imaginárias e aprendizagens construídas pelos participantes do espaço grupal. A partir disso, nosso principal objetivo é conhecer as possibilidades de pensar o grupo como um dispositivo de formação de professores. Para tanto, buscamos conhecer e ampliar os referenciais de estudos e investigação sobre a formação docente na perspectiva de grupos; analisar os saberes e as representações construídas pelas pessoas que compartilham a experiência da produção coletiva em um grupo de estudos e pesquisas; compreender os movimentos de produção de sentidos latentes e manifestos (sociais e individuais) no grupo e contribuir para a teorização no campo da formação de professores. Metodologicamente, trabalhamos com pesquisa bibliográfica nos temas: dispositivos grupais, imaginário social e saberes docentes, concomitantemente à utilização de questionário e com entrevista semi estruturada. A partir da análise dos dados, percebemos que o grupo pesquisado tem como principal característica, mencionada por seus participantes, a diversidade, seja ela de pensamento, de interação ou de saberes. Assim, vimos que as aprendizagens dos participantes transcendem o que se chamaria de formação profissional, alcançando o conceito de formação no sentido de desenvolvimento da pessoa adulta. Também é possível visualizar nas representações alguns aspectos do imaginário construído pelos participantes: grupo-diversidade, grupo-afetivo, grupo-teórico, mostrando nestas representações aspectos instituintes sobre um grupo e como este pode se configurar dentro de um espaço acadêmico. Percebemos que a pesquisa indica a importância do espaço grupal como um dispositivo na formação, entendido como espaço que possibilita a experiência mobilizadora de saberes, representações instituídas e outras formas criativas de pensar as relações e a formação.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO DE PROFESSORES, DISPOSITIVO GRUPAL, APRENDIZAGENS

 

 

SESSÃO - PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO,
SABERES E FORMAÇÃO DOCENTE 25
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Instittuto de Estudos da Linguagem - IEL - SALA: CL 09

TÍTULO: CASOS DE ENSINO E PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO: O QUE DIZEM OS PROFESSORES ALFABETIZADORES?
AUTOR(ES): ISA MARA COLOMBO SCARLATI DOMINGUES
RESUMO:
Este estudo tem origem na pesquisa stricto sensu que investigou as possibilidades dos casos de ensino serem propulsores de processos reflexivos sobre os saberes e conhecimentos da docência, quando trabalhados com professores alfabetizadores. Os casos de ensino são narrativas de episódios extraídos geralmente de dados reais do cotidiano escolar e que dão visibilidade às vivências dos professores os quais, ao analisá-los, articulam e revivem experiências estabelecendo processos reflexivos, análises e avaliações individuais e/ou coletivas. Como instrumento formativo e investigativo, os casos têm mostrado também que podem ser utilizados em qualquer momento do processo de aprendizagem docente, à medida que ilustram e detalham situações da formação e atuação profissional, permitindo estabelecer relações entre a teoria e a prática. A pesquisa teve como objetivo analisar essa ferramenta pedagógica como metodologia provocadora de reflexões e possibilitadora do desenvolvimento profissional da docência e trouxe como questão investigativa: seriam os casos de ensino potenciais estimuladores e disparadores de processos reflexivos capazes de possibilitar o desenvolvimento profissional da docência, de professores que atuam nos anos iniciais do Ensino Fundamental? Os sujeitos selecionados para a investigação foram duas professoras alfabetizadoras da escola pública que atuavam nos anos iniciais do Ensino Fundamental. A metodologia adotada foi a qualitativa e trouxe uma abordagem de intervenção-ação associada a instrumentos como os estudos de caso de ensino e as entrevistas. Para tanto foram trabalhados casos que retratavam eventos relacionados ao cotidiano das alfabetizadoras. A análise dos dados apontou que a adoção dos casos de ensino no desenvolvimento profissional dos professores possibilitou que as reflexões se fizessem muito presentes, provocando a ressignificação dos saberes e conhecimentos das práticas dos alfabetizadores, posto que, ao analisarem conhecimentos profissionais de colegas e suas próprias trajetórias em eventos e/ou episódios escolares, refletiram suas concepções tal como espelhos d’água, num movimento reflexivo possibilitador de aprendizagens na/da docência.
PALAVRAS-CHAVE: CASOS DE ENSINO, APRENDIZAGEM DA DOCÊNCIA, PROFESSORES ALFABETIZADORES

 

TÍTULO: MESTRADO PROFISSIONAL E SUAS CONTRIBUIÇÕES PARA A PRÁTICA DO PROFESSOR DE MATEMÁTICA
AUTOR(ES): IVETE CEVALLOS
RESUMO:
O foco central deste estudo são os egressos do Mestrado Profissional (MP) – da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP), cujo objetivo era analisar as contribuições deste curso para atuação profissional, considerando suas inquietações com as questões de ensino e o envolvimento com a pesquisa O MP que tem características próprias por ser voltado para as questões do ensino, também tem um público que em sua maioria trabalha na rede de ensino Estadual. Utilizamos o questionário como instrumento de coleta de dados e análise, e visou obter informações gerais sobre o MP no que se refere à pesquisa realizada e a escolha pelo MP. Alguns autores ampararam nossa discussão como: Oliveira (2008) que vem discutindo as reformas educacionais no Brasil; Abdalla (2006) na discussão da formação do professor no contexto escolar; Ferreira (2008) ao referir sobre cursos de formação, dentre outros que vem discutindo a pesquisa do professor. Delimitamos o universo de nossa pesquisa aos egressos que concluíram o Mestrado Profissional no período de 2004 a 2008. Os dados apontaram que as contribuições do curso para atuação profissional dos egressos estão fortemente apoiadas nas relações partilhadas com os pares, com os formadores a partir das discussões e leituras dos teóricos e a pesquisa que desencadeia um refletir e pensar sistemático sobre o trabalho do professor.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO DO PROFESSOR, PROFESSOR PESQUISADOR, ENSINO APRENDIZAGEM

TÍTULO: FORMAÇÃO CONTINUADA NO COTIDIANO DA ESCOLA: CONHECIMENTO-EMANCIPAÇÃO E SOLIDARIEDADE DE SABERES
AUTOR(ES): JACQUELINE DE FATIMA DOS SANTOS MORAIS
RESUMO:
Quais as possibilidades de construção de saberes e práticas emancipatórias nos espaços de formação continuada? Como tecer uma formação centrada na escola, para usar um termo de Rui Canário? O que é produzido, nestes espaços, como visível ou invisibilizado pelos praticantes (Certeau)? É possível recriar práticas de formação continuada emancipatórias? A partir dessas questões, colocarei em discussão idéias que foram tecidas na minha tese de doutorado, defendida na Unicamp, além de alguns dos conceitos propostos pelo sociólogo Boaventura de Souza Santos: sociologia das ausências e das emergências, tradução, conhecimento-regulação e conhecimento-emancipação. Este trabalho discutirá uma ação de formação continuada que vem ocorrendo desde 2008 em uma universidade pública do Rio de Janeiro. O trabalho de investigação tem como sujeitos professoras das classes iniciais do ensino fundamental e põe em foco o cotidiano e as experiências docentes como lugar privilegiado de investigação, sobretudo, da professora que vai se assumindo como pesquisadora de sua própria prática. Com essa assunção, discutiremos os limites e possibilidades das professoras verem a escola e seu cotidiano como lócus de construção de saberes, espaço-tempo de múltiplas histórias e experiências. As idéias de Boaventura têm sido fundamentais para a ampliação do olhar sobre formação docente e a produção de novas interrogações, num movimento de diálogo e retroalimentação, sobre modos de ensinar e aprender, de construir conhecimentos. O trabalho analisa as possibilidades de tessitura de um conhecimento-emancipação no espaço da formação continuada a partir as práticas pedagógicas reais das professoras.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO CONTINUADA, ESCOLA BÁSICA, COTIDIANO

TÍTULO: TROCANDO SABERES, COMPARTILHANDO ANGÚSTIAS E ESPERANÇAS: A EXPERIÊNCIA DOS PARTICIPANTES DO CURSO DE FORMAÇÃO CONTINUADA “EDUCAÇÃO AMBIENTAL E O TRABALHO COM VALORES“.
AUTOR(ES): JANAINA ROBERTA DOS SANTOS, ALINE CAMPOS, BRUNA SANTOS YAMAGAMI, CAROLINA DE SOUZA RODRIGUES, DALVA MARIA BIANCHINI BONOTTO, GLAUCE TIMONI GÓES PELEIAS, GLAUCIA DE MEDEIROS DIAS, LIVIA MOREIRAS SENA
RESUMO:
Nos últimos anos, a Educação Ambiental tem estado cada vez mais presente em escolas e outros espaços da sociedade, a partir de um consenso em que se vê, no processo educativo, uma das possibilidades de atuação frente ao atual quadro de degradação ambiental, na tentativa de revertê-lo. Desse modo, buscam-se proposições para um trabalho educativo amplo e aprofundado, que possa dar conta do desafio de promover uma mudança de visão de mundo e de estar no mundo, o que aponta para a necessidade de reflexões e ações referentes explicitamente com a dimensão valorativa. Diante da constatação dessa necessidade e da dificuldade da inserção deste trabalho na escola, organizou-se em 2008 um curso de formação continuada dirigido a professores do ensino fundamental de uma cidade paulista interessados no tema “Educação Ambiental e o trabalho com valores“. Neste se buscou oferecer um espaço tanto para aprofundamento teórico e reflexões coletivas sobre a temática, como também para adaptação e construção de propostas de atividades voltadas à implementação desse conteúdo de ensino na escola pública. O curso foi articulado a uma investigação sobre formação docente (em andamento), ambos fazendo parte de um projeto de extensão universitária, envolvendo alguns professores da universidade, do ensino fundamental, alunos da graduação e da pós-graduação em encontros quinzenais ao longo do ano. Nesse trabalho apresentamos um texto coletivo elaborado a partir de relatos escritos em diferentes momentos do trabalho, no qual se destacaram as reflexões relativas à troca de saberes pelo grupo, indicando a riqueza desse espaço de diálogo e compartilhamento.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO DOCENTE , SABERES, EDUCAÇÃO AMBIENTAL

 

TÍTULO: O QUE APRENDI, NA TEORIA E NA PRÁTICA, SOBRE LER E ESCREVER NO CURSO DE LETRAS?
AUTOR(ES): JANETE SILVA DOS SANTOS
RESUMO:
O presente trabalho analisa o relato de uma ex-estagiária, recém-formada no curso de Letras, sobre suas experiências com a leitura e a escrita em sua vida e na vida dos alunos com os quais trabalhou durante o estágio obrigatório. Ao disponibilizar-se como auxiliar docente, trava questionamentos conflitantes consigo mesma sobre suas competências e dificuldades em relação ao saber e à sua própria prática de leitura e escrita. Sua primeira experiência de sala de aula foi participando de um projeto de escrita na universidade, quando deu aula de Produção de Texto a pré-vestibulandos. Depois estagiou em escolas da rede pública por alguns meses. Finalmente, reflete sobre sua competência de leitura ao participar de concursos públicos para o magistério e também para outras funções. A angústia da licenciada converge para a frustração de muitos recém-formados que, ao sair da universidade, sentem-se pouco preparados para os desafios do mundo do trabalho. Nossa análise como pesquisadora toma como base teórica reflexões sobre letramento docente e sobre análise do discurso, de estudiosos como Kleiman (2001; 2005), Signorini (2007), Orlandi (1996;1998), Possenti (2002), entre outros. As análises apontam questões que podem ser aproveitadas para melhor planejamento e novos encaminhamentos no trabalho universitário junto a futuros professores de língua materna.
PALAVRAS-CHAVE: LETRAMENTO, ANÁLISE DO DISCURSO, FORMAÇÃO DOCENTE

 

SESSÃO - PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO,
SABERES E FORMAÇÃO DOCENTE 26
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Instittuto de Estudos da Linguagem - IEL - SALA: CL 09

TÍTULO: A LITERATURA COMO TERRITÓRIO DE FORMAÇÃO DOCENTE – UM ENTRE-LUGAR A SER VISITADO
AUTOR(ES): JANINE BOCHI DO AMARAL, IVETE SOUZA DA SILVA, VALDO BARCELOS
RESUMO:
As reflexões apresentadas nesse texto se referem a estudos e pesquisas que tem como objetivo mostrar a possibilidade de tomar-se a literatura como um território de formação docente. Apoiamo-nos na proposição feita por Barcelos (2001) quando esse autor propõe que a leitura e a escrita podem ser tomadas como um território de produção de conhecimento na educação. Ou seja, que a leitura tem um papel para além daquele tradicionalmente a ela atribuído, que é o de ser um meio, um artifício, um recurso, enfim, um instrumento para se chegar àquilo que se quer “ensinar” aos educandos. As relações que podem se estabelecer no momento da leitura e da escrita são temas para muitos e para inesgotáveis estudos e pesquisas. Mas o que ler? Quando ler? Para que ler? O que tem que ver leitura e educação? Leitura e vida? Leitura e felicidade? Queremos entender o processo de produção e não da descoberta do conhecimento. Como a subjetividade de leitura é produzida/construída? O professor não é um artista, na busca incansável de modos para o aluno aprender? Ou é apenas um copiador que reproduz conhecimentos já produzidos? Como tornar a arte e a magia da literatura presente na sala de aula? Como fazer da arte não apenas uma ferramenta ou um meio, mas, sim, um lugar de produção de conhecimento? Não somos seres inanimados, somos inacabados (Freire, 1997). Precisamos nos engajar em uma compreensão interpretativa e que não pode ser separada de seus processos interrelacionais e, cada vez mais, interculturais (Fleuri, 2003; 1998). Defendemos a necessidade de relacionarmos leitura e educação como um espaço/tempo capaz de produzir conhecimento. Concluímos que a literatura é uma possibilidade a mais no sentido de ampliar nosso repertório de vivências formativas em geral e de formação docente em particular
PALAVRAS-CHAVE: LITERATURA, FORMAÇÃO DOCENTE, PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO

 

TÍTULO: PARA UMA ANÁLISE DO PROCESSO DE FORMAÇÃO DOCENTE E PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO: UMA EXPERIÊNCIA DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO
AUTOR(ES): JANIRA SIQUEIRA CAMARGO
RESUMO:
Ao analisar a questão sobre a qualidade da educação, um dos aspectos abordados refere-se ao papel do professor, visto ser quem diretamente atua na sala de aula e, muitas vezes, considerado como responsável pelo desempenho dos alunos (Vieira, 2004; Oliveira, 2003; Hypólito, 1997; Apple, 1995; Torres, 1996). As reformas educacionais têm repercutido tanto na formação desse profissional como na organização escolar, provocando uma reestruturação do trabalho pedagógico e exigindo do professor novos saberes. Esta comunicação tem como objetivo apresentar o trabalho desenvolvido pela disciplina de Prática de Ensino no curso de Pedagogia na Habilitação de Docência no ensino Médio – modalidade Normal, ainda ofertada em escolas da rede pública no estado do Paraná. Em que se pese de um lado a questão da formação do professor apontada pela legislação e de outro a discussão acerca da disciplina de Prática de Ensino, por vezes criticada frente à sua impossibilidade de apreender na totalidade a realidade como referência e suporte para o desempenho profissional. O desenvolvimento desta disciplina buscou um caminho para que se consolidassem alguns pressupostos de trabalho que acreditamos ser imprescindíveis na formação e atuação do professor, entre os quais, o princípio de que a construção do conhecimento se faz de forma coletiva e não individual, uma força motriz capaz de operar mudanças, superando a lógica que instaura o professor como sujeito individual para constituir-se como sujeito coletivo-singular em sua forma, plural em sua dimensão e que nesse contexto pudesse atribuir “significados e relações que sujeitos concretos criam em suas ações” (CHIZZOTTI, 2003, p. 79). As discussões e as reflexões realizadas nesse grupo, contaram com outros interlocutores em papéis e instâncias diferenciadas, que nos permitiram desenvolver o trabalho a partir do princípio inicialmente estabelecido, ou seja: do coletivo como lócus privilegiado de produção de conhecimento.
PALAVRAS-CHAVE: PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO, FORMAÇÃO DOCENTE, SUJEITO COLETIVO

TÍTULO: AS CONCEPÇÕES DE LEITURA E SUA RELAÇÃO COM A PRÁTICA PEDAGÓGICA DE PROFESSORES PARA A CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO EM EDUCAÇÃO ESPECIAL
AUTOR(ES): JAQUELINE APARECIDA DE ARRUDA WATZLAWICK, MARIA ALCIONE MUNHÓZ
RESUMO:
Este trabalho objetiva compreender as concepções de leitura que subjazem ao fazer pedagógico de professores do curso de Graduação em Educação Especial; as relações que assumem os conteúdos ao serem apropriados pelos docentes; a exposição e apropriação de leitura que pode acontecer dentro ou fora da sala de aula; e a relação com a produção de conhecimento e sua construção formal na área de educação especial. Tendo como metodologia os postulados da pesquisa etnográfica, o estudo propôs investigar como a leitura é concebida pelos professores e alunos participantes da pesquisa. A percepção que motivou o trabalho de pesquisa foi a observação da prática pedagógica, em seu cotidiano, onde a leitura e a escrita assumem um papel abstrato e importante no processo de ensino aprendizagem. Nas salas de aula, em geral, o estudo sistêmico dos conteúdos não passam por um processo de negociação de sentidos. Acredita-se que, para a modificação em relação a esse modo de “ensinar o conteúdo”, seja necessário discutir a natureza da leitura, considerando seu caráter dialógico, tanto com professores já atuantes, quanto com aqueles ainda em fase de formação. Com os dados da pesquisa espera-se encontrar os subsídios necessários para discutir alternativas quanto aos papéis e as diferentes posturas que compõem e são resultado também do produto intelectual dos professores, a fim de que estes subsídios colaborem para a discussão que possa conduzir a uma alteração no processo rotineiro de ensino/aprendizagem, pelo uso da leitura, que seja fruto de uma construção conjunta e não como um produto acabado.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO, LEITURA, PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO

 

TÍTULO: A COMPREENSÃO DA ATIVIDADE PEDAGÓGICA CONFIGURADA EM UMA REDE DE INTER - RELAÇÕES: FRANQUIA ESCOLAR
AUTOR(ES): JEFFERSON ANTONIO DO PRADO
RESUMO:
Esta comunicação visa compartilhar uma pesquisa sobre que compreensão o professor tem investido sobre ele no que se refere a sua atividade docente no tocante ao conjunto de exigências que se configuram no pacote pedagógico nas redes de relações interdependentes de uma escola particular fraqueada no município de Leme – SP. Tais conjuntos de exigências acompanham a estrutura organizacional, os pressupostos, os valores, as condições e metodologia de trabalho, os horários das aulas, as disciplinas, o nome da escola, a rede pela qual ela se vincula e, em especial, o material apostilado sistematizado adotado que se trata de um dos fios das teias de inter-relação de poder que pode auxiliar o professor a compreender sua atividade pedagógica eminentemente relacional. Desse fato, coube investigar em que medida as tensões no espaço e no tempo da sala de aula de uma escola particular franqueada instrumentalizaram o olhar do professor auxiliando-o na compreensão de sua atividade docente. Como essas relações se construíram nas malhas de inter-relação e de que forma o professor percebeu se a prática pedagógica de sua atividade pôde ou não ser compreendida nestas tensões, que, como já citei, se configura no pacote pedagógico adotado pela rede de franquia escolar. Palavras – chave: atividade pedagógica, configuração, inter-relação, interdependência, rede de relações, pacote pedagógico.
PALAVRAS-CHAVE: ATIVIDADE PEDAGÓGICA, INTER - RELAÇÃO, FRANQUIA ESCOLAR

 

TÍTULO: AS POLÍTICAS DE FORMAÇÃO PARA PROFESSORES NA TEORIA DO CAPITAL HUMANO
AUTOR(ES): JEINNI KELLY PEREIRA PUZIOL, SANDRA APARECIDA PIRES FRANCO
RESUMO:
O presente artigo tem como objetivo contribuir com o debate sobre a formação de professores, analisando as políticas a ela direcionadas, partindo do pressuposto de que a formação docente trata, essencialmente, de propostas teórico-metodológicas que dependem da visão de mundo de seus promotores. Dessa forma, priorizasse a análise da formação de professores no interior da Teoria do Capital Humano, proposta por Theodore William Schultz na década de 1960, que enviesa amplamente as políticas educacionais elaboradas pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), principal organismo internacional propagador de políticas para a educação e a formação docente para o Brasil. Para tanto, partir-se-á da análise do modo de produção capitalista em suas condições de mundialização, situando a Teoria do Capital Humano nesse contexto, e procurando evidenciar suas recomendações e diretrizes, especialmente o discurso das competências que influem diretamente na formação docente. O referencial metodológico consiste em desnudar o vínculo orgânico entre economia do capital e a vida social, explicitando as mediações concretas que articulam nosso objeto de estudo - a formação de professores - ao capitalismo contemporâneo em suas condições globais. Conclui-se o texto não apenas tecendo a crítica a formação docente pautada nas políticas articuladas a Teoria do Capital Humano e o modelo burguês de sociedade, mas situá-la-emos no interior da práxis social que busca uma transformação da consciência humana a partir das contradições do capital.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO DE PROFESSORES, CAPITAL HUMANO, CAPITALISMO CONTEMPORÂNEO

 

 

SESSÃO - PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO,
SABERES E FORMAÇÃO DOCENTE 27
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Instittuto de Estudos da Linguagem - IEL - SALA: CL 03

TÍTULO: PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO: AUTORIA E LEITURA DE SI
AUTOR(ES): JOAQUIM GONÇALVES BARBOSA
RESUMO:
O objetivo do presente texto é apresentar o resultado do trabalho realizado com alunos de graduação do Curso de Pedagogia, período noturno, da Universidade Metodista de São Paulo quando da realização do Trabalho de Conclusão de Curso. Trata-se de uma análise qualitativa e interpretativa do percurso vivido por uma aluna do Curso de Pedagogia no decorrer de um tempo vivido, por ocasião da realização de sua pesquisa através da qual foi possível se “transportar” para outra leitura do mundo, de si e de seu entorno. Para realização de seu estudo foi proposto pela autora o uso do método autobiográfico enquanto registro de um “momento” vivido no período de realização do curso, assumindo que o vivido pelo sujeito influencia suas decisões e marca sua trajetória. Com base nas questões apresentadas por Marie Christine JOSSO que pergunta em sua pesquisa: “o que aconteceu para que eu viesse a ter as idéias que hoje tenho? Como as experiências da minha vida contribuem para os sentidos que dou àquilo que vivi?”, foram apresentadas como questões norteadoras: “Que aconteceu durante o curso de Pedagogia para eu ter as idéias que tenho hoje e de que maneira as experiências vividas contribuíram para dar sentido à minha formação acadêmica? Que contribuição o registro diário ou quase diariamente, ofereceu para minha formação no sentido mais amplo e como pesquisadora? Qual a contribuição do pensamento multirreferencial neste meu processo formativo?” A presente reflexão sobre o resultado da pesquisa apóia-se no pensamento multirreferencial e plural proposto por Jacques Ardoino; no diário de pesquisa e escrita implicada como apresentado por Remi Hess e autor-cidadão, de acordo com Joaquim Barbosa. Assim numa perspectiva plural e multirreferencial foi possível acompanhar o processo desenvolvido pelo sujeito em sua busca contínua para se ver enquanto autor de sentido para sua presença no mundo.
PALAVRAS-CHAVE: MULTIRREFERENCIALIDADE, PRODUÇÃO DE SENTIDO, LEITURA DE SI

TÍTULO: AS TECNOLOGIAS DIGITAIS NA FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DE GEOGRAFIA DO ENSINO MÉDIO
AUTOR(ES): JOELMA LUCIENE MOLINARI
RESUMO:
A rápida evolução da sociedade criou novas necessidades no campo da educação, entre elas a de contínua formação dos profissionais. Um dos aspectos dessa formação diz respeito às tecnologias digitais, uma vez que estamos diante de novas maneiras de compreender, perceber e aprender. O presente trabalho resulta de uma pesquisa desenvolvida no Mestrado em Educação que investiga como os professores de Geografia que atuam no ensino médio percebem a utilização das tecnologias no processo de formação continuada. A pesquisa tem como fundamentos os pressupostos teóricos de Lévy, Valente, entre outros, que discutem questões sobre as mudanças proporcionadas pelas tecnologias, além dos conceitos de Tardif sobre os saberes docentes. Trata-se de uma pesquisa qualitativa que tem como procedimento entrevistas semi-estruturadas realizadas com professores de Geografia que atuam no ensino médio e que participaram do curso de formação “A rede Aprende com a Rede”, oferecido pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo. Os resultados obtidos até o momento mostram as dificuldades dos professores de Geografia sobre a utilização das tecnologias no processo de formação continuada, considerando a necessidade de se ter um tutor presente e não apenas virtual. Pretende-se que o estudo possa contribuir para reflexões sobre questões que estão relacionadas às mudanças educacionais, as tecnologias digitais e à formação do professor de Geografia.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO CONTINUADA, TECNOLOGIAS DIGITAIS, PROFESSORES DE GEOGRAFIA DO ENSINO MÉDIO

TÍTULO: FORMAÇÃO DOCENTE ATRAVÉS DE GRADUAÇÃO E PÓS-GRADUAÇÃO A DISTÂNCIA
AUTOR(ES): JONI DE ALMEIDA AMORIM
RESUMO:
A Educação à Distância já é vista hoje como um significativo fator de mudança, inclusive afetando cursos presenciais que façam uso de recursos tecnológicos. Com a crescente incorporação da tecnologia aos processos de ensino e aprendizagem, os alunos passam a ter acesso a recursos cada vez mais sofisticados com custos cada vez mais baixos. Isso se deve não apenas ao barateamento da infra-estrutura de software e hardware, com o desenvolvimento de software livre e miniaturização de equipamentos, por exemplo, mas, também, a iniciativas governamentais como o Portal Domínio Público, que passam a garantir o acesso aos conteúdos de alta qualidade, como as obras de Machado de Assis e as poesias de Fernando Pessoa, sem qualquer custo. Até mesmo, aulas filmadas em cursos oferecidos por instituições internacionalmente famosas, como MIT e Caltech, podem servir, hoje, para complementar aulas presenciais oferecidas em cursos que venham a ocorrer em qualquer lugar, onde os alunos tenham acesso à Internet. Ainda que, exista esta tendência na queda de alguns dos custos, há ainda diferentes dificuldades quando se pretende ter cursos de qualidade com orçamentos reduzidos, em especial no setor público, que tem enfatizado o oferecimento de cursos na área de educação. Nesta perspectiva, este trabalho faz um estudo comparativo de diferentes cursos de Graduação e Pós-graduação buscando apresentar elementos que evidenciem a necessidade do uso de ferramentas e técnicas mais adequadas de gerenciamento de projetos, de programas e de portfólios. Com isso, pretende-se evidenciar as eventuais vantagens da realização de análises gerenciais e estratégicas das iniciativas institucionais, deste modo indo além das análises conteudística, pedagógica e tecnológica de cursos na modalidade a distância. Espera-se, deste modo, que se favoreça uma reflexão em torno de propostas teórico-metodológicas relativas à formação docente em um contexto de uso crescente de novas tecnologias.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO DOCENTE, EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA, TIC

TÍTULO: LEITURAS - ALGUNS OLHARES E ALGUMAS HISTÓRIAS
AUTOR(ES): JOSELANE ARAUJO FERREIRA DE OLIVEIRA
RESUMO:
Este texto aborda a importância da leitura na educação infantil e relata algumas experiências vividas com o “Projeto Algumas Leituras”, no trabalho com o Agrupamento III (crianças de 3 a 6 anos), nos anos de 2006 a 2008, na Prefeitura Municipal de Campinas. A relação entre leitura e prazer, foi o foco do trabalho e representa a possibilidade de realização de um momento significativo na escola envolvendo um aspecto importante: a leitura. Este trabalho, portanto, procurou passar pela observação da novidade, desafio e interesses da criança, pela exploração do imaginário criativo, pelo encantamento com um mundo de relações e expressões. Relata uma série de histórias contadas, lidas e vividas por mim e pelas crianças ao longo destes anos, registradas em grandes “Livros da vida do grupo”, compostos por relatos, fotografias, atividades e trabalhos confeccionados pelas crianças. O regitro foi feito também, pelos livros “Um pouquinho de nós” e “Algumas histórias que a gente conta”, onde registramos falas e histórias contadas e ilustradas pelas crianças, trazendo um pouco do vivido sobre algumas possibilidades de leitura por uma professora e suas turmas de crianças. O objetivo deste trabalho é a investigação do trabalho com a leitura na escola, numa relação de prazer, significações, encantamentos e envolvimento com o conhecimento e imaginação criadora, além da construção de diferentes olhares refletidos sobre a minha formação de professora neste cotidiano. Outros objetivos, são incentivar o hábito de leitura, propiciar a leitura como fonte de prazer e valorizar a vida real, através da expressão da criança, para dar sentido aos encontros de leitura; espaço para a manifestação da expressão infantil, na elaboração de um projeto de trabalho que considerou o contar e o ouvir histórias, incluindo a criança como personagem atuante.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA E PRAZER, HISTÓRIAS VIVIDAS, FORMAÇÃO DE PROFESSORA

TÍTULO: A EXPERIÊNCIA DE PESQUISA NOS ACONTECIMENTOS DE UM TRAJETO DE CONSTRUÇÃO DO TRABALHO INTEGRADO NA ESCOLA PÚBLICA
AUTOR(ES): JOSÉ ANTÔNIO DE OLIVEIRA
RESUMO:
A proposta desta comunicação é refletir sobre o trajeto vivido pelo professor de Ciências no âmbito do projeto de pesquisa: Trabalho integrado na escola pública - participação política/pedagógica, financiado pela FAPESP, desenvolvido na Escola Municipal “Prof. Vicente Rao”, Campinas, SP, de agosto de 2006 a julho de 2009. O projeto foi uma iniciativa do Laboratório de Gestão Educacional (Lage) da FE/Unicamp, que se propôs a interagir com os sujeitos da escola, e teve como objetivo oferecer contribuições ao processo de construção de novas formas de conceber a prática-política/pedagógica da organização escolar, no âmbito dos processos e relações que constituem a organização do trabalho no seu cotidiano. O ponto de partida para a reflexão nesta comunicação será a reconstituição de acontecimentos eleitos pelo pesquisador enquanto marcos das complexidades do trajeto de constituir-se professor de Ciências, ao mesmo tempo buscando construir aberturas que oferecessem contribuições a constituição do trabalho integrado, na interação com outros sujeitos, também professores de Ciências ou das demais áreas ou níveis de ensino que compõem o currículo da escola como um todo. Ao constituir a experiência, busca-se também a construção de novos olhares sobre a vivência dos processos que permearam a proposta de construção do trabalho integrado concebido aqui também enquanto uma das ferramentas do processo de construção de uma escola diferente. A metodologia de pesquisa utilizada foi a da Pesquisa-ação segundo Morin (2004), sendo que nesta comunicação também se lançará mão das reflexões de outros autores como: Barroso (2000) e Lima (2001), Freire (1996), Foucault (2003), Larrosa (2000; 2004).
PALAVRAS-CHAVE: EXPERIÊNCIA, SUJEITO , FORMAÇÃO DE PROFESSORES

 

 

SESSÃO - PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO,
SABERES E FORMAÇÃO DOCENTE 28
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Instittuto de Estudos da Linguagem - IEL - SALA: CL 03

TÍTULO: RELAÇÕES DE ENSINO E CONSTRUÇÃO DE CONHECIMENTO: CONTRIBUIÇÕES E IMPLICAÇÕES DE UM OLHAR TEÓRICO
AUTOR(ES): JOSÉ CARLOS PINTO FILHO
RESUMO:
Nos debates teóricos embasados na perspectiva Histórico-Cultural percebe-se a existência de leituras idealizadas no que diz respeito à relação entre os sujeitos no processo de construção de conhecimento. Esta pesquisa surgiu da necessidade de se discutir as formas como os sujeitos interagem durante tal processo, e ancorou-se nos elementos já levantados pela pesquisadora Maria Cecília Rafael de Góes. A pesquisa, nesse sentido, pode ser entendida como um trabalho que tem dois pontos de ancoragem mais específicos: o primeiro foi o estudo aprofundado do texto “Os modos de participação do outro nos processos de significação do sujeito”, da pesquisadora M. C. R. de Góes e que foi publicado ano de 1993; o segundo ponto foi o acompanhamento de um grupo de crianças da primeira série do ensino fundamental. Dentre as questões levantadas no decorrer da pesquisa, podemos destacar: devido o dinamismo existente entre teoria e prática, qual é a relação entre teoria e prática em um contexto A e teoria e prática em um contexto B? Constatando que as categorias não são percebidas (ou simplesmente aplicáveis), significa que elas não existem ou que elas se manifestam de outra forma? Que imagem de professor essas categorias transmitem? E, por último, ações e comportamentos são categorizáveis?
PALAVRAS-CHAVE: CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO, RELAÇÕES DE ENSINO , INTERSUBJETIVIDADE.

 

TÍTULO: AS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DOS FAMILIARES E AMIGOS DOS LICENCIANDOS EM MATEMÁTICA SOBRE A ESCOLHA PROFISSIONAL
AUTOR(ES): JOSÉ EDUARDO ROMA, LAURIZETE FERAGUT PASSOS
RESUMO:
A presente pesquisa tem como objetivo investigar as representações sociais dos Licenciandos em Matemática das universidades privadas das cidades de Campinas/SP, Itu/SP e Sorocaba/SP, sobre a escolha profissional. Essa investigação caracteriza-se como qualitativa e tem como referencial teórico-metodológico a Teoria das Representações Sociais, a qual tem se mostrado útil ao campo educacional. A principio foi aplicado um questionário, composto por questões abertas e fechadas, sendo o mesmo elaborado pelo grupo de pesquisa do CIERS-Ed (Centro Internacional de Estudos em Representações Sociais e Subjetividade – Educação), cujo projeto desenvolvido intitula-se “Representações Sociais do Trabalho Docente”. Nesse artigo optamos em descrever as representações dos familiares e amigos dos licenciandos sobre a escolha profissional. As representações obtidas nessa fase inicial da pesquisa apontam que os familiares dos licenciandos, em geral, possuem uma representação de apoio quanto à escolha profissional, destacando opiniões positivas, como: gratificação pessoal, importância social do trabalho e a oferta de emprego. Para os amigos, entretanto, as representações são negativas, em que as opiniões se fundamentam quanto ao salário (professor mal remunerado), a falta de valorização do profissional, o trabalho excessivo, a indisciplina e a violência que se fazem presentes nas escolas. Dentre outras considerações pode-se indicar que as representações dos licenciandos no inicio do curso se expressam de uma maneira mais romântica, diminuindo com o passar do tempo.
PALAVRAS-CHAVE: CURSO DE LICENCIATURA, FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA, REPRESENTAÇÕES SOCIAIS

 

TÍTULO: A ESCRITA DE SI NA FORMAÇÃO ACADÊMICA E A POSSIBILIDADE DE INVENTARIAR-SE EM MEMÓRIAS-HISTÓRIAS DE VIDA
AUTOR(ES): JOSÉ KUIAVA, JAMIL CABRAL SIERRA, JUSLAINE DE FATIMA ABREU NOGUEIRA
RESUMO:
Diferentemente dos trabalhos mais usuais e tradicionais de textos acadêmicos, a nossa aposta é uma escrita memorialística, chamada por nós de “Inventário da Produção Acadêmica“, na qual os estudantes são motivados a se perceberem como sujeitos do processo histórico pelo resgate/constituição da representação de si pela palavra escrita, possível pela imagem e memória que se expressam no “escrever a vida“. Contar de si, dizer da própria existencia é (in)ventariar a vida de si com a vida dos outros. É quando o nosso tempo é o tempo dos outros. Somos todos conterrâneos e contemporâneos. Conhecer a nossa contemporaneidade é conhecer a nós mesmos. É incluir a própria história de vida no mundo escrito. Nessa proposição do Inventário, as histórias de vida, na forma de autobiografias de estudantes, contribuem como ação, pergunta, metodologia e instrumento de pesquisa - e singularmente como uma experiência de escrita - no processo de formação acadêmica, esfumaçando, assim, as fronteiras entre pesquisa científica e autobiografia. Desse modo, o inventário de si entretece a narrativa da vida dos estudantes às abordagens da experiência acadêmica sobre o projeto do curso e sobre as condições e modos em que foram desenvolvidos os estudos. Isso implica a análise das disciplinas, dos campos do conhecimento abordados, do caráter e sentido da interdisciplinaridade, da forma de ensino, dos métodos de pesquisa, do caráter das práticas pedagógicas, dos percursos intelectuais, dos campos de atuação profissional, das práticas de leitura, ou seja, das diferentes formas de desenvolvimento do curso e da trajetória acadêmica dos estudantes.
PALAVRAS-CHAVE: AUTOBIOGRAFIAS, INVENTÁRIO DA PRODUÇÃO ACADEMICA, FORMAÇÃO

TÍTULO: FORMAÇÃO DO PROFESSOR EM LETRAMENTO: CONDIÇÃO PARA O TRABALHO COM LEITURA E ESCRITA EM SALA DE AULA
AUTOR(ES): JOSÉ ROMERITO SILVA
RESUMO:
Entre os fatores responsáveis pelas dificuldades de leitura e escrita dos alunos na educação básica brasileira, encontram-se, sem dúvida, deficiências na formação do professor, em especial, no que se refere às práticas de letramento em sala de aula. E isso não apenas em relação à disciplina Língua Portuguesa, mas também em relação aos demais componentes curriculares. Nesse sentido, o município de Parnamirim/RN não foge à regra, apresentando resultados preocupantes quanto ao desempenho dos alunos, conforme registrados nos últimos índices do SAEB e do IDEB. Residentes no referido município e sensíveis a essa situação, eu, uma colega professora e uma aluna bolsista, da Universidade Potiguar (Natal/RN), em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, desenvolvemos, em 2008, o projeto “Leitura na sala de aula: realidade e desafios”, envolvendo professores e alunos do 5º e do 6º ano de quatro escolas de Parnamirim. A escolha se deu pelo fato de essas escolas terem apresentado o maior número de alunos com rendimento em nível crítico. O projeto teve como suporte teórico orientador os estudos sobre letramento e formação do professor, conforme abordados por pesquisadores como Kleiman (1998, 2002), Kleiman e Matencio (2005), Signorini (2001), Rojo (2002), Soares (2002), entre outros. Este trabalho, portanto, objetiva relatar a experiência realizada, bem como explicitar seus resultados e os caminhos que aponta.
PALAVRAS-CHAVE: LETRAMENTO, FORMAÇÃO DO PROFESSOR, LEITURA E ESCRITA EM SALA DE AULA

TÍTULO: LEITURA E EDUCAÇÃO ÉTNICO-RACIAL: CAMINHO PARA NOVOS CONHECIMENTOS.
AUTOR(ES): JULIANA AUGUSTA NONATO DE OLIVEIRA
RESUMO:
Como professora da Rede Municipal de Ensino da cidade de São Carlos realizei com os alunos de uma 3ª série, no ano de 2008, um trabalho voltado para a educação das relações étnico-raciais unindo pesquisa, leitura e valorização da comunidade negra. Seguindo as propostas das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro- Brasileira e Africana e acreditando na importância da aplicabilidade da Lei nº 10.639 / 03, que institui a obrigatoriedade do ensino da História da África e dos africanos no currículo, pensei em uma atividade que pudesse promover aos alunos um contato com essa temática tão pouco abordada nos currículos escolares. O trabalho iniciou-se com a identificação do continente africano, destacando os países que são de Língua Portuguesa, fato que instigava a curiosidade dos alunos. Eles puderam conhecer um pouco da história do continente africano antes de sua colonização e o processo que mais adiante levou os negros africanos para uma condição de escravidão. Tendo familiaridade com essas questões, passamos a falar das contribuições que negros e negras trouxeram para a formação do nosso país, sistematizando um trabalho de leituras voltado para a biografia de algumas personalidades negras de diversas áreas: cultura, esporte, religião, entre outras. Os alunos realizavam o compartilhamento de fichas de leitura contendo uma biografia resumida de cada personagem e, desse modo, passaram a conhecer diversas personalidades negras. Além disso, enriqueciam o conhecimento com outras literaturas voltadas à temática, já que ao tratar de um tema novo para os alunos, o incentivo a leitura era potencializado. Ao final do trabalho os alunos realizaram uma pesquisa e confeccionaram um cartaz com imagens de diversas personalidades negras escolhidas por eles.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO ÉTNICO-RACIAL, LEITURA, PERSONALIDADES NEGRAS

 

SESSÃO - PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO,
SABERES E FORMAÇÃO DOCENTE 29
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Instittuto de Estudos da Linguagem - IEL - SALA: CL 04

TÍTULO: PROFESSORES ANALF@BITES - O DESAFIO DA FORMAÇÃO DOS PROFISSIONAIS NA ERA DIGITAL
AUTOR(ES): JULIANA GOMES DE MACEDO, GILSELENE GARCIA GUIMARÃES
RESUMO:
O modelo tradicional de educação, segundo Saviani (1996), tem por objetivo a formação e a evolução do homem. A sua principal matriz está ancorada na transmissão do conhecimento que é propagada e transformada, retornando ao processo educacional como uma espiral dialética consciente e inconsciente. Perpassando por uma análise histórica, Pereira (2000) pontua objetivos importantes nos cursos de formação de professores conforme suas décadas, a saber: na década de 70 “os estudos privilegiavam a dimensão técnica do processo de formação de professores e especialistas em educação” (op.cit.; p.16); nos anos 80, foi salientado “o caráter político da prática pedagógica e o compromisso do educador com as classes populares”(op.cit.; p. 18); já nos anos 90, a principal preocupação se fundamenta na “(...) formação do profissional reflexivo, aquele que pensa na ação, cuja atividade profissional se alia a atividade de pesquisa”(op.cit.; p. 41). E hoje? O que objetiva o curso de formação de professores no século XXI? O mundo globalizado lança o desafio à uma nova metodologia educacional e, portanto, uma nova formação para professores. Essa renovação educacional na formação exige também uma renovação, seja dentro das escolas, seja no mercado de trabalho, conforme os problemas e desafios propostos pela sociedade pós-moderna. As tecnologias proporcionam um paradigma educacional diferenciado, facilitando o acesso a informação e permitindo que outras experiências educacionais sejam criadas e recriadas dando origem a um novo perfil de profissional da educação. Torna-se necessário, portanto, rever e readaptar os paradigmas já existentes na formação desse profissional, assim como buscar propostas renovadas e instigantes em educação, capazes de contemplar as mudanças ocorridas no seu cotidiano onde a tecnologia se faz presente.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO DE PROFESSORES, TECNOLOGIA, PARADIGMAS EDUCACIONAIS

 

TÍTULO: A FORMAÇÃO CONTINUADA, FORMAÇÃO PROFISSIONAL E PROFISSIONALIZAÇÃO DO PROFESSOR, UM ESTUDO A PARTIR DA PRODUÇÃO DO GT 8 DA ANPED.
AUTOR(ES): JULIO ANTONIO MORETO
RESUMO:
Este trabalho tem o objetivo de apresentar os resultados de um estudo sobre as pesquisas socializadas nas Reuniões Anuais da ANPEd – mais precisamente no Grupo de Trabalho 8 – Formação de Professores – no período de 2001 a 2007, cujo teor diz respeito especificamente à formação continuada dos professores da escola pública, do Ensino Fundamental. O intuito da pesquisa foi estudar como são tratados os professores enquanto profissionais da educação e como esses trabalhos concebem a qualificação e a profissionalização dos professores. Para tanto, foi realizado: a) um levantamento das formas de participação e de socialização da produção das referidas reuniões; b) um levantamento dos trabalhos e pôsteres em relação ao tema desta pesquisa; c) a leitura das referidas pesquisas e o levantamento de dados que fossem importantes e reveladores para a hipótese inicial; e e) levantamento dos temas e subtemas para a organização da análise. A produção de GIROUX (1997), SOUZA (2005 e 1996), ARROYO (2002) e CUNHA (1980) deram a sustentação teórica. O que se verificou é a existência de trabalhos que discutem a formação continuada dos professores, inclusive indicando possibilidades de desenhos de políticas públicas para a área, contudo nos ressentimos de pesquisas sobre a profissionalização dos professores que fizesse a interlocução, por exemplo com a sociologia das profissões e a sociologia do trabalho, pois a faziam a partir de referenciais da pedagogia, o que não diminui o mérito da pesquisa, porém outros olhares ampliariam as possibilidades da concepção da profissão de professor.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO CONTINUADA, FORMAÇÃO PROFISSIONAL, PROFISSIONALIZAÇÃO DO PROFESSOR

 

TÍTULO: PENSAMENTO PARADIGMÁTICO E PENSAMENTO NARRATIVO – A PRODUÇÃO DE SENTIDOS A PARTIR DE UMA NARRATIVA DE ANIMAÇÃO SOBRE EVOLUÇÃO BIOLÓGICA
AUTOR(ES): JUNIA FREGUGLIA MACHADO GARCIA
RESUMO:
A relação da linguagem com o aprendizado é abordada nos campos da psicologia e da sociologia e a apropriação desse conhecimento para a explicação dos fenômenos que ocorrem no contexto da educação formal tem sido feita por diversos campos disciplinares, entre eles, a Educação em Ciência. Este estudo teve como objetivo analisar a produção de sentidos sobre adaptação e evolução biológica por estudantes da 6ª série do ensino fundamental durante a exibição de uma narrativa de animação no contexto de uma aula de ciências. A partir das interações entre os sujeitos envolvidos nesse contexto e destes com a narrativa de animação, buscamos identificar as tensões que se estabelecem na articulação do pensamento lógico-científico, paradigmático, com o pensamento narrativo, tomando como referência as idéias de Bruner sobre as formas de pensamento. As diversas leituras possíveis de um mesmo texto podem confrontar os significados da experiência com o sistema formal e matemático de descrição e explicação da realidade. Para a análise do diálogo entre as racionalidades postas em questão, adotamos a relação entre pensamento e linguagem proposta por Vygotsky e os referenciais bakhtinianos sobre o discurso. Apesar dos estudantes e do professor participarem do fluxo da narrativa e a perceberem como uma história ficcional, destacamos de suas falas alguns eventos que revelam características do pensamento paradigmático, numa tentativa de adequação às manifestações escritas e faladas que geralmente circulam na ciência escolar.
PALAVRAS-CHAVE: PRODUÇÃO DE SENTIDOS, INTERAÇÕES DISCURSIVAS, PENSAMENTO PARADIGMÁTICO, PENSAMENTO NARRATIVO

 

TÍTULO: FORMAÇÃO DE PROFESSORES ALFABETIZADORES: REFLEXÕES EM TORNO DE UMA ABORDAGEM EXPERIENCIAL DE FORMAÇÃO
AUTOR(ES): JUSSARA CASSIANO NASCIMENTO
RESUMO:
A perspectiva de trabalho com Histórias de Vida no campo educativo aparece num contexto de retorno do sujeito ao centro das investigações. Essa necessidade metodológica que vem se impondo foi sendo permeada por um enfoque que procura recuperar a reflexividade humana nos processos de construção do conhecimento, contribuindo assim para o desafio cotidiano de reinvenção das práticas educativas e de pesquisa. Apresento neste texto perspectivas teóricas e metodológicas em torno de uma abordagem experiencial de formação. Busquei fundamentação necessária em autores como Benjamin (1994), Catani (2002), Dominicé (1994), Josso (1987, 2004), Nóvoa (1994, 2000, 2002), Pérez Gomes (1995), Thompson (2002), Tardif (2002) e Souza (2006) que, dentre outros, procuram aproximar a educação da vida, apontando novas possibilidades interpretativas do saber-fazer docente. O texto faz parte de uma pesquisa de Mestrado cujo foco da investigação foi a experiência de formação vivenciada por professores alfabetizadores na rede pública de ensino na Cidade do Rio de Janeiro. A experiência do trabalho docente, em meio a tantos outros saberes, é percebida como elemento de formação capaz de valorizar o papel dos saberes da prática. Esse enfoque é ampliado através de estudos que envolvem a história de vida pessoal e profissional dos professores. Nesse sentido, o professor vai configurando-se como agente do processo de formação e a escola como local onde essa formação acontece. Portanto, no presente estudo, o cotidiano será utilizado como alavanca do conhecimento, no qual serão discutidas as rupturas que se operam no campo das ciências humanas em relação aos métodos convencionais de investigação admitindo-se a existência de uma nova epistemologia da Formação.
PALAVRAS-CHAVE: PESQUISA (AUTO)BIOGRÁFICA, FORMAÇÃO DOCENTE , ALFABETIZAÇÃO

TÍTULO: AS CONTRIBUIÇÕES DAS NOVAS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO NA PRÁTICA EDUCATIVA: ALGUMAS CONSIDERAÇÕES
AUTOR(ES): KATYUSCIA OSHIRO, MARTA DA ROSA VARGAS DE MORAES, MICHELY CLARA MORETRY
RESUMO:
O presente artigo analisa e discute as contribuições das Novas Tecnologias de Informação e Comunicação (NTIC) na prática dos professores da rede municipal de ensino fundamental em Campo Grande - MS. Está organizado em três seções. A primeira aborda a relevância da tecnologia na sociedade contemporânea/ pós-moderna, mostrando que a velocidade com que ocorrem as mudanças exige um perfil de indivíduos comprometidos com a formação continuada. Além disso, evidenciamos o conhecimento como algo dinâmico e em constante construção que pode afetar as relações mediadas pelas NTIC, como por exemplo, o medo do uso das tecnologias (tecnófobos) ou a visão de que elas sejam a panacéia, a solução de todos os problemas educacionais (tecnófilos). Na segunda seção discutimos a formação necessária dos professores para atuarem nesse contexto de mudança/velocidade exigida pela sociedade pós-moderna. A terceira seção explicita os caminhos percorridos pela pesquisa, ressaltando a visão dos professores sobre as NTIC. A pesquisa foi realizada com treze professores de duas escolas municipais objetivando compreender como eles utilizam o computador em suas aulas e quais são suas implicações no processo de ensino e aprendizagem. Finalmente apresentamos algumas considerações, como por exemplo, a importância da formação continuada dos docentes no sentido de acompanhar as inovações de maneira crítica e utilizá-las de maneira efetiva e com qualidade em sua prática e efetiva.
PALAVRAS-CHAVE: PRÁTICA EDUCATIVA, NOVAS TECNOLOGIAS DE COMUNICAÇÃO E INFORMAÇÃO, DESAFIOS

 

 

SESSÃO - PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO,
SABERES E FORMAÇÃO DOCENTE 30
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Instittuto de Estudos da Linguagem - IEL - SALA: CL 04

TÍTULO: O PROFESSOR UNIVERSITÁRIO INICIANTE: A CARREIRA E OS SABERES DOCENTES.
AUTOR(ES): KÁTIA COSTA LIMA CORRÊA DE ARAÚJO
RESUMO:
O artigo é resultado de uma pesquisa cujo objeto de estudo é o saber docente dos professores universitários em início de carreira. Seu objetivo é compreender o processo de construção dos saberes docentes dos professores universitários em início de carreira sob as influências dos contextos institucional e social. Para isto, analisamos as dificuldades e aprendizagens vivenciadas pelos professores no início da carreira docente, bem como buscamos identificar que saberes são produzidos e mobilizados na ação pedagógica. Partimos das seguintes indagações: como se dá o processo de construção dos saberes docentes dos professores universitários em início de carreira? Quais são as dificuldades e aprendizagens vivenciadas no início da carreira docente? Que saberes são produzidos e mobilizados na ação pedagógica? O estudo teve como campo de investigação a Universidade Federal de Pernambuco e como sujeitos participantes os professores universitários em início de carreira. O percurso teórico-metodológico foi construído com base em autores como Gramsci (1986), Vázquez (1977), Santos (1989), Certeau (1994) entre outros, os quais, em contextos diferenciados, forneceram as bases teóricas para se apreender o sentido dos saberes cotidianos e o senso comum da prática docente. Os estudos de Huberman (1995), Dubar (1997), Bolívar (2002) e Tardif (2002) subsidiaram a análise da temática carreira docente. Realizamos a análise documental, o questionário, a observação de sala de aula e a entrevista semi-estruturada. A análise interpretativa dos dados foi baseada em Bardin (1977). A pesquisa revelou os saberes docentes construídos pelos professores iniciantes ao longo de suas trajetórias pessoais/profissionais, nas experiências do mundo social vivido, nas relações com os alunos, com o meio socioprofissional e nas relações didático-pedagógicas. Esses saberes se configuram a partir das demandas da prática educativa e do contexto sócio-institucional, orientando a prática docente, constituindo a especificidade de ser professor.
PALAVRAS-CHAVE: SABERES DOCENTES , CARREIRA DOCENTE , FORMAÇÃO PEDAGÓGICA

 

TÍTULO: CONSTITUIR-SE COMO PROFESSORA: UMA POSSIBILIDADE DURANTE A FORMAÇÃO INICIAL?
AUTOR(ES): KELLY CRISTINA DUCATTI DA SILVA
RESUMO:
Assumir a condução de aulas já durante a formação inicial de professores pode criar condições para que o futuro profissional vivencie uma situação real de ensino e colecione elementos que lhe permita formular questões para si mesmo, para seus colegas, para o professor da escola em que obteve a experiência. Acreditamos que não há como problematizar o ofício de ensinar a partir de elementos trazidos exclusivamente por aquele que já carrega longa história de vida na profissão. Neste trabalho, queremos compreender o que ocorre quando uma aluna do 3º ano do curso de Pedagogia é convidada a conduzir algumas aulas em situação de estágio, atendendo um conjunto de atividades reflexivas (narrativas, portfólio e painel de discussões), nas quais são propostas no desenvolvimento de uma nova experiência didática denominada Projeto Integrado. Nesse processo, provocada pela questão “como você se imagina se constituindo professora?“, a aluna vive diferentes conflitos. Para este estudo tivemos como fonte de dados as narrativas e a entrevista daquela aluna e buscamos interpretar suas reações durante o desenvolvimento do Projeto Integrado. Quais foram seus medos e angústias? Quais foram suas certezas? O que permaneceu e o que mudou sobre a idéia de ser professora? Também nos pareceu pertinente problematizar o sentido carregado pelo conjunto de atividades reflexivas. Que papel ele pode ter na formação inicial de professores? Esse pode ser outro espaço de formação? Essas e outras questões estão bastante marcadas em nosso trabalho.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO INICIAL, INTERDISCIPLINARIDADE, NARRATIVAS

 

TÍTULO: ORIENTAÇÕES DA UNESCO PARA A FORMAÇÃO DE PROFESSORES NO E DO CAMPO NA DÉCADA DA EDUCAÇÃO (1997-2007)
AUTOR(ES): KETHLEN LEITE DE MOURA, ELISETE CRISTINA GONÇALVES DOS SANTOS, IRIZELDA MARTINS SOUZA E SILVA
RESUMO:
A partir dos anos de 1990, no âmbito das Nações Unidas, foram realizados eventos cuja tônica foram a consolidação do Ensino como forma de promoção social e individual e a Formação de Professores. Resultante desses eventos temos documentos e relatórios que estabelecem políticas que asseguram o Ensino e a Formação de Professores. As leituras resultaram em um projeto de Iniciação Científica, que mantém vínculo com o projeto de pesquisa “Em Busca de Uma Política de Formação de Professores no Brasil: Orientações da UNESCO a partir de 1990“. Elegemos como fonte de pesquisa: a Conferência Mundial de Educação para Todos - Jomtien (1990); Educação e Conhecimento: Eixo da Transformação Produtiva com Equidade (1992); Educação Um Tesouro a Descobrir- Relatório para a UNESCO da Comissão Internacional sobre Educação para o século XXI – Relatório Delors (1993-1996); Dos Valores Proclamados aos Valores Vividos: Traduzindo em Atos os Princípios das Nações Unidas e da UNESCO para Projetos Escolares e Políticas Educacionais (2001). Priorizar esses documentos numa forma de apreendermos e analisarmos as principais justificativas governamentais, que articularam a Formação de Professores no e do Campo com as recomendações propostas pela UNESCO por meio de seus documentos e relatórios. Desvelar os reais fundamentos, as propostas de Formação de Professores no e do Campo no Brasil, e perceber as influências da organização vinculada a ONU, denominada UNESCO. Foi o desafio que empreendemos. A relevância do estudo da problemática da Formação de Professores para a Educação no e do Campo, orientada pela UNESCO, a partir de 1990 configura-se pelas vinculações na formação de diretrizes, propostas e direcionamentos de tal agência que incidem nas políticas de Formação de Professores para a Educação no e do Campo no Brasil.
PALAVRAS-CHAVE: UNESCO, FORMAÇÃO DE PROFESSORES, EDUCAÇÃO NO E DO CAMPO

 

TÍTULO: UMA LEITURA DE “DA ORIGEM E DOS PROGRESSOS DE UMA CIÊNCIA NOVA“, DE PIERRE SAMUEL DUPONT DE NEMOURS.
AUTOR(ES): LAURICE DE FÁTIMA GOBBI RICARDO, CLAUDINEI MAGNO MAGRE MENDES
RESUMO:
A Fisiocracia é uma doutrina bastante conhecida pelo papel decisivo que desempenhou no desenvolvimento do pensamento econômico, especialmente no que diz respeito ao estabelecimento dos fundamentos do liberalismo. Seu vínculo com a educação é, no entanto, pouco conhecido. Isso se torna mais sério se considerarmos que a questão educacional emana diretamente das preocupações dos fisiocratas, sendo, podendo-se dizer, intrínseca a esse sistema. Propomos, por isso, analisar a obra Da origem e dos progressos de uma ciência nova, de Dupont de Nemours, para destacar esse vínculo. Ainda que tenha sido um adepto tardio da Fisiocracia, Dupont de Nemours foi um autor importante dessa escola. Não apenas pelo seu imenso papel na divulgação dessa doutrina, buscando torná-la acessível a um grande número de pessoas, mas, também, pelo fato de ter se envolvido diretamente com a questão educacional, na França, nos Estados Unidos e na Polônia. As duas primeiras experiências foram acompanhadas de escritos nos quais expôs um programa bastante detalhado acerca da organização da instrução pública, discutindo seus fundamentos teóricos e pedagógicos. Mas, é na obra Da origem e dos progressos de uma ciência nova, de 1768, que Dupont de Nemours trata dos aspectos filosóficos da doutrina fisiocrata e estabelece um vínculo necessário entre ela e a educação. Com isso, pretendemos destacar a importância da leitura de obras como a de Dupont de Nemours, justamente por mostrarem o papel decisivo da educação na formação de um cidadão participante e conhecedor dos seus direitos e deveres em uma sociedade que se pretendia fundados na liberdade e na igualdade.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO, FISIOCRACIA, DUPONT DE NEMOURS

TÍTULO: ETHOS E CURRÍCULO
AUTOR(ES): LÁZARO DONIZETE CARLSSON
RESUMO:
A partir de 2008, no Estado de São Paulo, em específico, uma nova proposta curricular foi oferecida a toda Escola Fundamental (ciclo II) e a toda escola média. Diz-se proposta porque a implantação definitiva do currículo paulista começa a partir de 2009 e ele se torna oficial em 2010. Por meio desse novo currículo que ainda se encontra em processo de implantação, mudanças significativas associadas ao processo de ensino-aprendizagem ocorreram dentro do sistema educacional estadual, dentro da escola e, sobretudo, dentro da sala de aula, levando o professor a se envolver com novas ideologias educacionais – dentre elas, aprender a aprender. Consequentemente, ao longo da ação docente baseada nesse futuro currículo oficial, o educador vinculado à disciplina de Língua Portuguesa, particularmente, transmiti uma determinada imagem de si, chamada de ethos, por meio do discurso que emprega com seus educandos e/ou com o grupo de gestores da unidade escolar em que leciona. O presente trabalho busca circunscrever e expor – por meio de uma linha conceitual a ser percorrida, partindo da identidade à argumentação – essa imagem professoral – dada por um graduado em Letras –, elemento indissociável ao trabalho arguitivo do sujeito-educador. Para tanto, o corpus empregado e analisado, aqui, é constituído por alguns relatórios produzidos, ao longo de 2008, por esse profissional da área de Letras e, por conseguinte, da área da Educação.
PALAVRAS-CHAVE: ETHOS, DISCURSO, EDUCAÇÃO

 

SESSÃO - PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO,
SABERES E FORMAÇÃO DOCENTE 31
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Instittuto de Estudos da Linguagem - IEL - SALA: CL 05

TÍTULO: PERFIL DE LEITOR DO PROFESSOR DE EDUCAÇÃO BÁSICA II
AUTOR(ES): LEILA APARECIDA DA SILVA SANCHES
RESUMO:
Este trabalho tem em sua proposta apresentar pesquisa desenvolvida junto ao Programa de Mestrado da Universidade Braz Cubas (Mogi das Cruzes). A pesquisa teve por finalidade primeira analisar e interpretar a posição do professor enquanto sujeito leitor. Trata-se da análise do discurso do professor de Língua Portuguesa da Rede Pública do Estado de São Paulo, mais especificamente da Região de Mogi das Cruzes. A pesquisa torna-se relevante diante do cenário contemporâneo, no qual muitas são as questões envolvendo o papel e formação e desempenho do professor de Língua Portuguesa, principalmente em função dos resultados expressos nas avaliações dos estudantes. Conhecer e dar voz a este profissional foi a motivação para a investigação: dar voz ao sujeito-leitor professor através se suas respostas às entrevistas, revelando assim seu perfil de leitor. Enquanto procedimentos metodológicos, o estudo foi realizado em três etapas. Primeiramente realizou-se estudo destinado ao embasamento teórico. A natureza do estudo conduziu a um percurso interdisciplinar: Chartier, Lyotard, Martin Barbero, Santaella, Orlandi, Brandão, Lajolo e outros. O segundo passo foi, tendo em mente os estudos realizados, formular um questionário para entrevistas com os professores, composto de questões abertas e fechadas visando coleta de dados. A terceira etapa resultou no perfil de leitor do sujeito professor. As questões fechadas foram analisadas quantitativamente e as abertas sob a luz de Análise do Discurso de Pêcheux. Para completar a análise utilizou-se a divisão por categorias temáticas através das quais foram organizados os dados. O resultado da pesquisa revelou um sujeito-leitor-professor, dentro das tipologias contemporâneas. O que determina o bom leitor são as maneiras como lê determinado objeto. Os leitores são plurais e as leituras também.
PALAVRAS-CHAVE: SUJEITO-LEITOR, PROFESSOR, DISCURSO

 

TÍTULO: REPRESENTAÇÕES : COMPREENDENDO MELHOR A COMUNICAÇÃO NA PESQUISA E NA ESCOLA.
AUTOR(ES): LEILA BARBOSA OLIVEIRA
RESUMO:
Este artigo tem como ponto de partida uma dissertação de mestrado em andamento na qual nos propusemos a procurar indícios que nos permita responder à questão: Como diferentes sujeitos sustentam a avaliação do sucesso ou não em matemática? Como estratégia de pesquisa nos utilizamos de entrevistas. No entanto, acreditamos que só o discurso oral não nos possibilitaria acessar de maneira global as representações do sujeito sobre sucesso e fracasso escolar em matemática. Assim resolvemos apresentar aos entrevistados imagens nas quais se “leem” certas sensações e impressões ligadas às questões orais para acessar melhor suas representações. O discurso e as imagens, nos dariam acesso às representações dos sujeitos sobre sucesso ou fracasso escolar em matemática, no entanto, o discurso e as imagens também se constituem como formas de representação. Ou seja, queremos acessar representações através de outras representações. Thompsom foca seu estudo nas representações utilizando um conceito mais geral: o de representações sociais. Vigotski, que muito profundamente estuda a comunicação entre crianças e adultos, foca-se nas representações individuais mediadas pela cultura. Bakhtin analisa na fala ”entre sujeitos”, uma fonte para a análise da apreensão do discurso (que é uma forma de representação) de outrem. Neste artigo, discutimos esses três referencias teóricos que, até o momento, constituem-se como fontes essenciais para o entendimento dos sentidos da palavra “representações” nessa pesquisa, mas que, também, podem ser estendidas à análise da comunicação nos contextos escolares e , portanto, podem ser relevantes como saber docente.
PALAVRAS-CHAVE: REPRESENTAÇÕES, COMUNICAÇÃO, AVALIAÇÃO

TÍTULO: PARA UMA ANÁLISE DO PROCESSO DE FORMAÇÃO DOCENTE E PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO: UMA EXPERIÊNCIA DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO
AUTOR(ES): LEILA PESSÔA DA COSTA
RESUMO:
Ao se analisar a questão da qualidade da educação um dos aspectos abordados refere-se ao papel do professor, visto ser quem diretamente atua na sala de aula e, muitas vezes, considerado como responsável pelo desempenho dos alunos (Vieira, 2004; Oliveira, 2003; Hypólito, 1997; Apple, 1995; Torres, 1996). As reformas educacionais tem repercutido tanto na formação desse profissional, como na organização escolar, provocando uma reestruturação do trabalho pedagógico e exigindo do professor novos saberes. Esta comunicação tem como objetivo apresentar o trabalho desenvolvido pela disciplina de Prática de Ensino no curso de Pedagogia na Habilitação de Docência no Ensino Médio – modalidade Normal, ainda ofertada em escolas da rede pública no estado do Paraná. Em que se pese de um lado a questão da formação do professor apontada pela legislação e de outro a discussão acerca da disciplina de Prática de Ensino – por vezes criticada frente a sua impossibilidade de apreender na totalidade a realidade como referência e suporte para o desempenho profissional, o desenvolvimento desta disciplina buscou um caminho para que se consolidassem alguns pressupostos de trabalho que acreditamos imprescindíveis na formação e atuação desse professor entre eles o de que a construção do conhecimento se faz de forma coletiva e não individual – força motriz capaz de operar mudanças, superando a lógica que instaura o professor como sujeito individual para constituir-se como sujeito coletivo – singular em sua forma e plural em sua dimensão e que, nesse contexto, pudesse atribuir “significados e relações que sujeitos concretos criam em suas ações” (CHIZZOTTI, 2003, p. 79). As discussões e as reflexões realizadas nesse grupo, contaram com outros interlocutores em papéis e instâncias diferenciadas que nos permitiram desenvolver o trabalho a partir do princípio inicialmente estabelecido, ou seja, do coletivo como locus privilegiado de produção de conhecimento.
PALAVRAS-CHAVE: PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO, FORMAÇÃO DOCENTE, SUJEITO COLETIVO

 

TÍTULO: DILEMAS DAS PRÁTICAS DE PROFESSORES ALFABETIZADORES: UM ESTUDO EXPLICATIVO
AUTOR(ES): LEIVA DE FIGUEIREDO VIANA LEAL
RESUMO:
Apresentamos uma sistematização inicial de estudos realizados a respeito dos dilemas contemporâneos das práticas escolares de alfabetização. Avanços significativos das ciências da linguística, psicológica e educacional, nas últimas décadas, embora representem uma riqueza do ponto de vista teórico, geram, compreensivelmente, diferentes modos de incorporações e de entendimento dessas contribuições, com fortes reflexos nas práticas dos professores alfabetizadores. Isto porque não se trata apenas da produção, mas da recepção, dos tipos de endereçamento, dos lugares e dos suportes onde circulam e como circulam. É previsível que essas práticas enunciativas sejam igualmente conflitantes. Por outro lado, esses saberes encontram-se dispersos e desconectados uns dos outros. Esse é o panorama geral que nos permite delienar alguns conflitos, tomando como foco de investigação o material didático que circula a respeito do assunto. O primeiro deles é a falta de clareza entre o objeto de ensino e objetivo de ensino. Inexistem orientações que levem o professor a entender seu objeto de ensino, em uma perspectiva globalizante, aparecendo, de modo recursivo, ênfase no objetivo de ensino. Segundo, conceitos como construtivismo e sociointeracionismo, por exemplo, são confundidos com o próprio objeto ou com aspectos didáticos, levando a uma falta de distinção e a um embrionismo nefasto, entre uma psicologia da aprendizagem da escrita e uma psicologia que discute processos de aprendizagem, resultando na transformação da psicogênese em uma pedagogia da escrita. Este é parte do quadro no qual alfabetizadores atuam, quando se constata a forte influência desses materiais no planejamento dos professores. Não podemos deixar nas mãos de materiais didáticos a atuação de alfabetizadores. É preciso repensar os cursos de licenciatura e de formação continuada que, em geral, apresentam-se com programas ainda marcados pela fragmentação do conhecimento, pela falta de articulação dos saberes e das ciências e pela ausência da totalidade do objeto de ensino da alfabetização.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO DE PROFESSORES, ALFABETIZAÇÃO, SABERES DOCENTES

 

TÍTULO: NARRATIVA EM QUATRO MOVIMENTOS: APRENDER; ENSINAR; ENSINAR A ENSINAR MÚSICA; CONTAR O VIVIDO.
AUTOR(ES): LIANA ARRAIS SERÓDIO
RESUMO:
Um percurso de formação musical, pedagógico e de investigação é narrado na intenção de dar a ler a potência da “narrativa de si“ para o ensino, neste caso, ensino de música. Nesta busca, a inserção em uma pós-graduação, de posse dos escritos discentes - exercícios de formação de estudantes do curso de licenciatura em Educação Musical da UNESP-SP – como dados da pesquisa de mestrado, narra-se como chegou a ser formadora de professores. Esses exercícios de formação trazem à tona questões que se entrelaçam à dissertação tanto em forma de categorias de pesquisa, como rememoriação e estímulo para a própria narrativa de si, como: os tipos de formação inicial; a idade em que inicia-se o aprendizado; o papel da família; as diferentes influências, tais como a mídia, as amizades, as escolas, a vizinhança, as religiões; o (mito do) talento; as diferentes realidades sócio-econômicas. A experiência de contar por escrito as coisas que lhe acontecem, deixando marcas em si e no seu ensino, fez nascer na professora de música tornada autora, no sentido bakhtiniano, a esperança de encontrar uma maneira de falar da música a não músicos, fundamentada em Larrosa e Benjamin, buscando na narrativa uma maneira de falar sobre música, uma arte que fala por si.
PALAVRAS-CHAVE: MÚSICA, FORMAÇÃO DE CONHECIMENTO, NARRATIVA

 

SESSÃO - PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO,
SABERES E FORMAÇÃO DOCENTE 32
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Instittuto de Estudos da Linguagem - IEL - SALA: CL 05

TÍTULO: BREVE LEVANTAMENTO SOBRE PRÁTICAS INTERDISCIPLINARES NO ÂMBITO DA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE CIÊNCIAS
AUTOR(ES): LILIAN PEREIRA CRUZ
RESUMO:
A interdisciplinaridade é uma discussão emergente no meio educacional: uma forma de se pensar, no interior da Educação, a superação disciplinar tradicionalmente fragmentária. No Brasil essas discussões ocorrem desde a década de 1970 (FAZENDA, 2002) e, apenas agora, encontram terreno fértil para se propagar em virtude de estarem presentes nos parâmetros curriculares nacionais que norteiam a prática educacional. Contudo, propus-me a realizar um levantamento de artigos científicos que abordam pesquisas com o foco na formação de professores da área de ciências e nas práticas interdisciplinares em sala de aula. Para a realização deste mapeamento foram consultados os seguintes periódicos: Revista Ensaio, Educação e Sociedade, Investigações em Educação e Ciências, Ciência e Educação, Revista da ABRAPEC, Ciência e Ensino, Ambientes e Sociedade e Revista da SBENBIO. Para a seleção dos artigos levou-se em consideração a presença, nos títulos e nas palavras-chave, das expressões: “formação de professores” e “interdisciplinaridade”. Na tentativa de tecer algumas considerações sobre a formação inicial e continuada de Professores de Ciências, procurei me basear em literaturas que contemplassem experiências ou relatos sobre práticas interdisciplinares no âmbito da formação de professores, sendo esta inicial ou continuada. Mediante essas leituras, defendo a posição de que a formação de professores não se esgota no curso de formação inicial, e nem tão pouco por meio de cursos, conferências, seminários e outras situações em que os docentes desempenham o papel de ouvintes. Baseado nas respectivas leituras se verifica que a formação do professor deve ser construída no cotidiano escolar de forma constante e contínua. Isso nos remete a citar do valor das práticas interdisciplinares, quando realizadas entre os professores de diferentes áreas e todos com o objetivo de promover a aprendizagem efetiva dos alunos, os quais, a partir de então, deixarão de memorizar os textos e poderão relatar e aplicar sua aprendizagem diariamente.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO DE PROFESSORES, INTERDISCIPLINARIDADE, FORMAÇÃO INICIAL E CONTINUADA

TÍTULO: TRABALHO DOCENTE E POLÍTICAS EDUCACIONAIS: PERSPECTIVAS PARA A FORMAÇÃO DE PROFESSORES DA EDUCAÇÃO INFANTIL
AUTOR(ES): LIVIA MARIA FRAGA VIEIRA, CARLA BATISTA SILVA
RESUMO:
Este trabalho é parte integrante da pesquisa intitulada “Trabalho docente e política educacional: situação e condição do exercício profissional na educação infantil” coordenada pelas professoras Lívia Maria Fraga Vieira (UFMG) e Roselane Fátima Campos (UFSC) que tem como foco investigar o perfil do trabalhador da educação infantil, a sua formação, suas atividades, as características de sua carreira, assim como as condições de trabalho desse profissional. A pesquisa configura-se como sendo, à princípio, de caráter quantitativo, sendo já realizado levantamento de dados junto à Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte sobre instituições públicas e privadas, buscando conhecer as situações de trabalho na educação infantil e perceber o impacto das políticas públicas nessa área. A partir dos dados já coletados foi possível levantar uma característica fundamental sobre a formação desses profissionais: os professores das instituições públicas possuem geralmente formação superior, em contrapartida, os profissionais das instituições conveniadas possuem predominantemente magistério. É perceptível ainda que os salários dos profissionais da educação infantil nas instituições conveniadas são relativamente baixos. A partir de tais dados entendemos que o que direciona essa investigação é buscar compreender se as situações diferenciadas de trabalho, as condições em que ele é exercido e as estratégias de valorização profissional (ou a inexistência delas) interferem no perfil dos profissionais e na qualidade do trabalho pedagógico, bem como na atratividade das carreiras.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO INFANTIL, FORMAÇÃO DE PROFESSORES, TRABALHO DOCENTE

 

TÍTULO: PALAVRA, CORPO E PRESENÇA: A ARTE DO PROFESSOR-CONTADOR DE HISTÓRIAS
AUTOR(ES): LÍVIA RODRIGUES PINHEIRO
RESUMO:
O presente trabalho (Pesquisa de Mestrado em andamento) pretende socializar o processo de formação de um grupo professoras da rede estadual de ensino do Estado de São Paulo, tendo a arte de contar histórias como eixo condutor deste processo, averiguando qual a contribuição desta arte para a transformação da prática educativa destes professores no espaço escolar. Um grupo de professoras que atuam no Ensino Fundamental I na cidade de Campinas participaram de uma oficina de formação de 32 horas, oferecida pela contadora-pesquisadora, que teve como objetivos: sensibilizar as professoras para a arte de contar histórias enfocando o resgate de memórias e valores; utilizar os recursos cênicos para trabalhar a expressão corporal e oral; oferecer às participantes oportunidades de reflexão e estudo sobre obras literárias e contos tradicionais, e quais as possibilidades de trabalho com os mesmos; valorizar o trabalho em grupo, por meio de dinâmicas que proporcionem momentos de criação e descoberta de si e do outro; usar outras linguagens (desenho, música, teatro, dança etc.) como forma de manifestação de idéias e sentimentos. O trabalho pretende apresentar os dados coletados nessa formação através de fotos, vídeos e depoimentos das professoras envolvidas, destacando o percurso das mudanças ocorridas tanto no próprio trabalho da oficina oferecida, como nas atividades desenvolvidas em sala de aula e na relação professor-aluno.
PALAVRAS-CHAVE: ARTE DE CONTAR HISTÓRIAS, FORMAÇÃO DE PROFESSORES, ARTE-EDUCAÇÃO <

 

TÍTULO: INFÂNCIA E COTIDIANO: LENDO E PRATICANDO O ESPAÇO DA ESCOLA COM CRIANÇAS
AUTOR(ES): LORENA LOPES PEREIRA BONOMO
RESUMO:
Este trabalho ensaia uma conexão filosófica, teórica e metodológica entre Infância e Cotidiano, focalizando as leituras e as práticas espaciais das crianças na escola. Estudos que evidenciam as geo-grafias cotidianas das infâncias, permitindo-me enxergar nelas conhecimentos, descobertas, subjetividades outras, invisibilizadas naquele que, embora seja um espaço com criança, não me parece que venha sendo lugar de ser criança, a escola. Grafar a Terra, imprimir marcas, inscrever-se no espaço, parecem movimentos atrelados à condição humana da infância. Transformar espaços em lugares, nosso próximo de acordo com Milton Santos (1996), praticado, onde vínculos afetivos são criados, onde se produz experiências e saberes, nos salta como possibilidade da infância. Ela, que retém outro tempo, e mais claramente reconhece às multiplicidades com as quais o espaço é construído, parece assumir essa defesa. Quem mais subverte os usos que se faz dos espaços e dos objetos do que as crianças? As idéias abordadas, assim como não resistem a uma visão hegemônica de infância, também não se conectam com uma limitação do conceito de espaço à uma superfície, um palco, mas, como o define Massey (2008): uma dimensão de trajetórias múltiplas, simultaneidade de estórias-até-gora. Interessada em perceber como as crianças sentem/pensam os espaços da escola proponho uma atividade: fotografar o espaço do saber e do poder na escola. O poder da vigilância, da punição e a desconfiança ao acolhimento, permeiam os olhares infantis. As formas dessas crianças pensarem, lerem e abarcarem com seus sentidos, além do olhar, mediados por suas experiências, por vezes inaugura em mim um novo olhar sobre os espaços da escola. Atravessar fronteiras, perceber a legitimidade da criança, entender que nossas práticas são teorias em movimento e assumir condição de aprendente, são ações que se revelam, no decorrer da pesquisa, como possibilidades de alterar o sentido da escola.
PALAVRAS-CHAVE: INFÂNCIA, COTIDIANO, ESCOLA

TÍTULO: FORMAÇÃO DOCENTE A PARTIR DA PRODUÇÃO DE CONHECIMENTOS INCLUSIVOS
AUTOR(ES): LUANA ZIMMER SARZI, ANDRÉA TONINI
RESUMO:
Considerando os saberes e a formação docente frente às questões da inclusão, pode-se dizer que uma escola para ser inclusiva não deve colocar a ênfase na deficiência que o aluno apresenta, mas sim na capacidade que os docentes têm de oferecer condições adequadas e recursos metodológicos educacionais frente às necessidades de cada aluno, pois as escolas comuns de ensino passaram a ter a responsabilidade de adaptar-se para atender às necessidades de todos os educandos que em seu processo de aprendizagem apresentam alguma dificuldade. Assim, esta pesquisa desenvolve-se em uma escola municipal de ensino fundamental de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, que busca implementar ações que proporcionem a sensibilização, reflexão e a elaboração de diferentes alternativas metodológicas que subsidiem a produção de conhecimento sobre o fazer pedagógico inclusivo do professor, nos anos iniciais do Ensino Fundamental, bem como, proporcionar análises e reflexão da ação docente junto aos alunos incluídos, promover estudos pautados pelos questionamentos advindos dos professores, provocando uma reflexão sobre a sua prática pedagógica. O estudo estrutura-se em encontros mensais, com os professores da escola locus do projeto, precedidos de um encontro dialógico entre a equipe de pesquisadores e a equipe diretiva da escola, sendo o trabalho realizado através da reflexão conjunta e constante entre os educadores da instituição de ensino superior e educadores da escola, numa metodologia que segue a perspectiva da pesquisa-ação. Esta pesquisa estrutura-se pela emergência da educação inclusiva, que traz consigo mudanças importantes na estrutura e concepções educacionais, bem como a necessidade da formação continua de professores, tendo em vista a produção de conhecimentos e saberes por parte do sistema educacional quanto a essa adaptação.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO DOCENTE, ALTERNATIVAS METODOLÓGICAS, INCLUSÃO

 

SESSÃO - PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO,
SABERES E FORMAÇÃO DOCENTE 33
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Instittuto de Estudos da Linguagem - IEL - SALA: CL 06

TÍTULO: PRODUÇÃO DE ANTOLOGIAS DE ENSAIOS CRÍTICOS SOBRE O BRASIL: ENTRE UMA IMAGEM DE GUIA SEGURO E A PRODUÇÃO DE UM EFEITO-LEITOR.
AUTOR(ES): LUCIANA CRISTINA FERREIRA DIAS
RESUMO:
Considerando a problemática acerca da leitura, a partir de uma perspectiva discursiva (Pêcheux, 1990; Orlandi 1999; Serrani, 1993, 2005), este trabalho, parte de minha pesquisa de doutorado, tem como objetivo refletir sobre as representações de Brasil de leitura e de produção do conhecimento, em duas coleções de ensaios, a saber: “Nenhum Brasil Existe“ (João Cezar Rocha) e “Intérpretes do Brasil“ (Silviano Santiago). Tendo em vista o papel desempenhado por esse tipo de produção intelectual, em termos de trabalho de leitura, houve a necessidade de enfocar na análise os três processos dos quais fala Orlandi (2001): a formulação, a constituição e a circulação dos sentidos. Nesse caso, partimos do texto enquanto materialidade concreta (livro, volumes) para compreender nesse espaço, sob um ponto de vista enunciativo-discursivo, os lugares de enunciação que se desdobram no interior da antologia: a posição-locutor organizador-editor, a posição- ensaísta convidado, a posição comentarista-especialista, o que coloca em cena imagens de leitores projetados no discurso: leitor estudante, leitor estudioso, leitor curioso, leitor especialista. Podemos dizer que, em termos de resultados deste estudo, na medida em que a antologia é um gênero que funciona como organizador de saberes sobre o Brasil, destinada a um público seleto, há a necessidade de promover a democratização desse conhecimento. Também vale ressaltar que, contraditoriamente, ainda que as antologias configurem somente as referências de cursos de pós-graduação ou a bibliografia de concursos para a carreira da Diplomacia, a produção antológica no Brasil projeta-se como uma forma de preencher uma lacuna (de leitura, de reflexão) existente no país, na medida em que é preciso produzir guias de leitura que levem o próprio leitor a compreender os textos clássicos do pensamento brasileiro (facilitando, simplificando este trabalho) ou a participar da leitura de textos críticos e encontrar respostas para uma inexistência e um enigma que não se resolve.
PALAVRAS-CHAVE: ANTOLOGIAS DE ENSAIOS, LEITURA, ANÁLISE DO DISCURSO

 

TÍTULO: O PROFESSOR DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO – SUA IDENTIDADE, SUAS LEITURAS
AUTOR(ES): LUCIANA HERVATINI
RESUMO:
Este trabalho apresenta algumas reflexões de uma investigação bibliográfica realizada durante o Programa de Desenvolvimento Educacional - PDE - da Rede Estadual de Ensino do Estado do Paraná acerca da formação inicial de professores e o Estágio Supervisionado nos cursos de formação de docentes. Para tanto, tomamos como ponto de partida alguns trabalhos desenvolvidos na área de prática de formação e a pesquisa tendo como eixo de discussão os saberes que norteiam o papel e a identidade do professor de Estágio Supervisionado. Entre nossos interlocutores destacaram-se Alves e Garcia (2006), Lüdke (2007; 2008), Pimenta (2006; 2008) que sinalizaram as leituras e o percurso docente enquanto formadores e pesquisadores. As características marcantes encontradas foram aquelas que dizem respeito a identidade deste profissional, uma vez que a atuação do professor de Estágio, pautado na pesquisa, é fundamental no processo de formação do futuro professor, pois seu envolvimento em todas as etapas das atividades propostas permite abrir espaços e construir relações que favorece novas aprendizagens; sendo imprescindível também, para sua qualificação, seu avanço e atualização profissional, para a compreensão das necessidades sociais e suas contradições presentes na área da educação. Ressalta-se a importância desse profissional no processo de formação de docentes e na necessidade de ampliar as leituras, os estudos e debates que enfoquem esta temática.
PALAVRAS-CHAVE: ESTÁGIO SUPERVISIONADO, IDENTIDADE DO PROFESSOR, SABERES E LEITURAS

 

TÍTULO: A AVALIAÇÃO COMO PROCESSO DE INVESTIGAÇÃO DA CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO NAS PRÁTICAS DE LEITURA E ESCRITA E O CONFLITO DOS SABERES DAS PROFESSORAS ALFABETIZADORAS.
AUTOR(ES): LUCIANA MARIA BASTOS JARDIM, VIVIANE SOUZA MAZUR MONTEIRO
RESUMO:
O texto pretende apresentar uma perspectiva a ser aprofundada da avaliação como um processo de investigação da construção do conhecimento nas práticas de leitura e escrita, interrogando a dinâmica pedagógica, os saberes das professoras alfabetizadoras e o diálogo entre sujeitos que interagem no cotidiano escolar. Assim, dar visibilidade ao modo de compreeender o processo de construção do conhecimento e as ações dos sujeitos que ensinam e aprendem nos oferecem argumentos e reflexões para a configuração de práticas mais dialógicas e democráticas nas escolas, fortalecendo um movimento de transformar a avaliação realizada na escola em um processo de reflexão coletiva e investigativa da dinâmica ensino /aprendizagem. Como opção metodológica, pretendo utilizar o paradigma indiciário de Ginsburg para “dissolver as névoas da ideologia“ que paira pela escola, reafirmando que para ler e escrever, as crianças precisam de passos sucessivos de memorização e longos períodos de cópias sem sentido. Poderemos ver nos textos infantis as pistas para que a avaliação se torne uma prática emancipatória. Na perspectiva classificatória, os erros que vemos nos textos das crianças se apresentam como não-saber, como falta, como impossibilidade, limitando a aqueles que não aprendem, que fracassam. Mas nos debruçando pelas pistas e sinais deixados pelo caminho, vemos nesses textos aprendizagens, saberes consolidados, saberes sendo elaborados, novos saberes (Esteban, 2003).
PALAVRAS-CHAVE: AVALIAÇÃO, CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO, SABERES
TÍTULO: LEITURA CRÍTICA DE PROFESSORES(AS): PERSPECTIVAS PARA A FORMAÇÃO CONTINUADA
AUTOR(ES): LUCIMARA CRISTINA DE PAULA
RESUMO: Por considerar que a formação intelectual dos(as) educadores(as) é de fundamental importância para transformações nas formas de conceber, organizar e desenvolver as práticas pedagógicas, quanto aos diversos conteúdos, desenvolvi uma proposta teórico-metodológica de leitura crítica com educadores(as) dos anos iniciais do Ensino Fundamental, enquanto formadora do Projeto de Educação Continuada “Teia do Saber”, implementado mediante parceria entre a Secretaria de Estado da Educação de São Paulo e algumas faculdades e universidades. Ao assumir a responsabilidade por construir uma parte deste curso, destinada aos temas “Alfabetização e Letramento”, oferecido a duas turmas de educadores(as), numa instituição privada de ensino superior, no interior do Estado de São Paulo, propus o estudo e a discussão de concepções teóricas e de procedimentos de leitura numa perspectiva reflexiva e problematizadora dos textos socializados. O material utilizado nesta proposta, oriundo de diferentes portadores e gêneros textuais, foi objeto de discussões sob o olhar e experiência dos(as) educadores(as), bem como foi objeto de análise, individual e coletiva, a partir das estratégias e dinâmicas oferecidas. Os procedimentos visavam a prática e a reflexão sobre diferentes formas de leitura crítica com os(as) professores(as), a fim de poderem recriar metodologias de trabalho com os textos em sala de aula, respeitando e valorizando seus conhecimentos e posicionamentos construídos no decorrer de suas trajetórias profissionais. A análise realizada a respeito das expectativas que tinham sobre o curso, e de suas contribuições, cujas informações foram colhidas a partir de questionário oferecido às(aos) docentes, revelou que o curso enriqueceu o trabalho com a leitura, redimensionou o olhar sobre ele, esclareceu dúvidas, ampliou conhecimentos, proporcionou a relação teoria-prática, embora o tempo tenha sido insuficiente para uma melhor abordagem deste e outros temas, que interessavam aos(às) docentes e não foram considerados na programação do curso como um todo.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO DE PROFESSORES, EDUCAÇÃO CONTINUADA, LEITURA CRÍTICA

 

TÍTULO: A FORMAÇÃO TEÓRICO-PRÁTICA DOS PROFISSIONAIS QUE ATUAM NA COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA ESCOLAR: O OLHO VÊ, A LEMBRANÇA REVÊ E A HISTÓRIA REESCREVE.
AUTOR(ES): LUCRÉCIA STRINGHETTA MELLO, ANÍZIA APARECIDA NUNES LUZ
RESUMO:
A comunicação aborda a questão da formação que se realiza junto a docentes, alunos da graduacão e pós-graduação tendo como objeto de estudo a gestão da escola, especialmente, a coordenação das ações pedagógicas. Selecionamos o aspecto metodológico do projeto de pesquisa e extensão que, em sua especificidade conduz os envolvidos à colaboração e a co-produção. A problematização das implicações históricas e políticas das práticas sociais na ação dos supervisores, administradores, no entendimento de que são profissionais e educadores como tantos outros leva a revalidação dos conhecimentos teóricos e práticos por meio da reflexividade crítica. O desenvolvimento do gosto pela leitura dos teóricos, o desencadeamento de problemas em situação de prática que atendam a necessidade do agir profissional, propicia a autoconsciência a respeito das situações em que estão inseridos, fundamentados pela visão e compreensão crítica do fazer educativo. Desenvolve-se estudos a partir da cultura crítica alojada nas disciplinas científicas e filosóficas, as determinações da cultura social, constituídas pelos valores hegemônicos do cenário atual, a cultura institucional presentes nos papéis, nas normas, rotinas, ritos próprios do sistema e da escola e as características da experiência adquirida na história de vida e no trabalho. A análise da complexa influência que as mesmas exercem sobre suas práticas e formação, com a mediação do diálogo, desencadeia debates, instiga questionamentos semeia a comunicação e a sintonia, tanto numa instância interna quanto no intercâmbio externo com os diferentes interlocutores. As leituras de textos teóricos trazendo autores que discutem e contextualizam a escola e suas nuances, corroboram para análise e o repensar criticamente a formação e o ato de coordenar. Os participantes adquirem um conjunto de significados e os intercâmbios sociais e produções simbólicas abrem o horizonte profissional e a arte de rever o próprio desenvolvimento interno e evoluir para a prática pensada para coordenar atos coletivos.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO CONTINUADA, COORDENAÇÃO/GESTÃO, CULTURA/MEMÓRIA

 

 

SESSÃO - PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO,
SABERES E FORMAÇÃO DOCENTE 34
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Instittuto de Estudos da Linguagem - IEL - SALA: CL 06

TÍTULO: A PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO DOCENTE E SUA INFLUÊNCIA NA FORMAÇÃO DO SUJEITO
AUTOR(ES): MAGDA MARIA DE MARCHI FERREIRA, MARTA SILENE FERREIRA BARROS
RESUMO:
Este artigo tem como objetivo analisar e compreender sucintamente em que condições sociais o trabalho do professor está sendo desenvolvido e quais influências podem ocasionar na formação e desenvolvimento do aluno. Sabe-se que o fracasso escolar embora esteja atrelado a vários fatores (sociais, familiares, biológicos, culturais e pedagógicos) nesse ensaio buscar-se-á relacionar às condições de trabalho do professor na sociedade capitalista contemporânea; sua formação, desvalorização e desumanização advindas da alienação do exercício da profissão. A pesquisa de cunho bibliográfico em uma perspectiva histórico-cultural em que pensa o homem e seu desenvolvimento partindo da interação que é estabelecida socialmente. Nisso inclui-se o trabalho do professor como uma atividade marcada por questões decorrentes do sistema capitalista. Propõe ainda na visão dos autores desta escola que os educadores transformem sua práxis superando o fazer pedagógico alienado e desprovido de significação política, profissional e pessoal por meio da construção de sua identidade, bem como da escola vista como um locus de excelência em que o conhecimento científico é sistematizado. Diante do exposto, avalia-se que a grande contribuição do professor é na formação dos sujeitos, valorizando o ensino e por meio deve possibilitando um aprendizado sigificativo. Dessa forma, ensinar qualitativamente a expressão oral, a escrita e as operações matemáticas também significa emancipar o indivíduo para que esse possa se inserir na sociedade como verdadeiro cidadão. Fornecer educação totalizante significa levar o sujeito a se ver como um ser histórico que é possibilitando-o superar o estado de alienação.
PALAVRAS-CHAVE: TRABALHO, PRECARIZAÇÃO DOCENTE , FORMAÇÃO DO SUJEITO

 

TÍTULO: A PESQUISA NA FORMAÇÃO DOCENTE: SOBRE O FIO DA NAVALHA
AUTOR(ES): MAIANE LIANA HATSCHBACH OURIQUE
RESUMO:
A virada linguística trouxe uma nova maneira de o homem se relacionar com o conhecimento, exigindo cada vez mais a explicitação das possíveis relações entre pensamento teórico e práticas de vida. Esta pesquisa propõe uma reflexão sobre as possibilidades da pesquisa no campo da formação docente, empreendendo para isso um olhar hermenêutico e reconstrutivo sobre as ligações entre universalidade e particularidade, indivíduo e sociedade, natureza e razão, no sentido de evitar o rompimento com o plano normativo das ações, contribuindo para não produzir racionalismos ou absolutismos teóricos ou práticos. Nesta perspectiva, emerge a seguinte indagação: em que medida o entendimento de que a formação para a docência e a formação para a pesquisa são caminhos excludentes entre si e podem interferir na qualidade dos programas de formação? A partir da ideia de que não é suficiente a assunção dos discursos que vinculam, diretamente, pesquisa a apontamentos de soluções para a educação, demarca-se a necessidade de entender a problemática educativa em suas causas mais profundas. Neste sentido, a experiência cultural do professor compõe o próprio cenário em que a compreensão da docência acontece, provocando a reflexão a partir de seus elementos constituintes. Esta mobilização dá-se, em larga medida, nos cursos de formação, pelo embate significativo com as teorias pedagógicas. Assim, o fio da navalha está colocado para a investigação no campo da formação docente. Não é possível abandonar uma perspectiva mais ampla do processo formativo, nem a discussão política que lhe dá sustento. No entanto, a produção de conhecimento esboça-se a partir de uma nova forma de perceber a razão - não mais instrumental, monológica, autoconsciente - compreendendo as experiências mergulhadas no plano pós-metafísico, ou melhor, enquanto jogadas no cenário do mundo vivido.
PALAVRAS-CHAVE: PESQUISA, FORMAÇÃO DOCENTE , VIRADA LINGUÍSTICA

 

TÍTULO: PROFESSOR, EU QUERO LER A MINHA AUTOBIOGRAFIA: UMA REFLEXÃO SOBRE A CONSTRUÇÃO DA AUTORIA A PARTIR DO TRABALHO MEMORIALÍSTICO EM SALA DE AULA
AUTOR(ES): MAIRCE DA SILVA ARAÚJO, REINALDO HENRIQUE SALVINO
RESUMO:
A fala entusiasmada de Beatriz, uma das alunas do 5º ano de escolaridade da EM Raul Veiga, afirmava seu desejo de ler para a turma a autobiografia produzida a partir de uma proposta construída em sala de aula. Tal proposta tinha como objetivo envolver os(as) alunos(as) no movimento de reconstrução das memórias e histórias da escola e, ao mesmo tempo, construir um olhar mais potente para a cidade de São Gonçalo. A riqueza do texto autobiográfico da aluna, um dentre os demais produzidos na turma, reafirmavam para nós na pesquisa Alfabetização, Memória e Formação de Professores, fortalecendo os laços universidade e escola básica a potência do trabalho memorialístico em sala de aula, na produção de práticas de leitura e escrita afinadas com a perspectiva freireana, da leitura de mundo à leitura da palavra. Seduzidas pela possibilidade de escrever a própria história, as crianças venciam suas resistências e dificuldades no domínio da escrita e descobriam-se também como protagonistas da história da escola e da cidade. A pesquisa articulada ao “Núcleo de Pesquisa e Extensão: Vozes da Educação: memória e história das escolas de São Gonçalo“ tem como um de seus objetivos centrais a implantação de núcleos de memórias nas escolas, envolvendo os sujeitos escolares na reconstrução da memória da escola. Dialogando com Benjamim, Le Goff, Freire, Park, Prado dentre outros, buscamos construir espaços narrativos na escola a partir de “oficinas da memória“ que reafirmem o espaço escolar como lócus privilegiado de circulação e resgate de saberes, histórias e memórias, bem como, de preservação e (re)criação da cultura local.
PALAVRAS-CHAVE: MEMÓRIA E HISTÓRIA, ESPAÇOS NARRATIVOS, NÚCLEOS DE MEMÓRIA

 

TÍTULO: ENSINO DE GEOMETRIA: DISCUSSÕES E REFLEXÕES COM PROFESSORAS POLIVALENTES
AUTOR(ES): MANOEL DOS SANTOS COSTA
RESUMO:
O presente artigo apresenta alguns resultados de uma pesquisa desenvolvida junto à Universidade Cruzeiro do Sul – São Paulo/SP, que analisou “se” e “como” professores polivalentes, discutindo temas de Geometria, incorporam novos conteúdos matemáticos à sua prática docente. O trabalho apresenta uma análise da literatura sobre o ensino de Geometria nas séries iniciais e sobre a formação de professores polivalentes, com destaque para a importância da formação dos professores que ensinam Matemática, principalmente no Ensino Fundamental. A investigação relatada foi realizada com professores participantes de um Grupo de Estudos, formado a partir da necessidade, expressa pelos próprios professores, de compreender melhor e aprofundar seus conhecimentos sobre o tema. A coleta de dados inclui as discussões realizadas por esses professores que eram tematizadas a partir da prática do desenvolvimento de pequenas investigações que eles realizavam com seus próprios alunos e de estudos teóricos. Também houve acompanhamento dos trabalhos de sala de aula desses professores. Serão apresentadas análises qualitativas de dados que foram coletados por meio de questionários, observação e análise documental de porfólios elaborados pelos sujeitos da pesquisa. A pesquisa de campo mostra, além de outros aspectos, que os conteúdos efetivamente trabalhados por professores das séries iniciais são relativos às quatro operações, devido, entre os motivos, à falta de conhecimento para ensinar outros temas, particularmente os pertencentes à Geometria. Os resultados da investigação indicam uma necessidade premente de uma formação continuada para ajudar os professores a se sentirem mais seguros ao desenvolver esses conteúdos em salas de aula.
PALAVRAS-CHAVE: ENSINO DE GEOMETRIA, PROFESSORAS POLIVALENTES, ENSINO FUNDAMENTAL

 

TÍTULO: A INFORMÁTICA NO PRIMEIRO ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL: PRODUÇÃO DE SENTIDOS EM UMA EXPERIÊNCIA COMPARTILHADA
AUTOR(ES): MARCEMINO BERNARDO PEREIRA, MARIA DE LOURDES MILANI BORELLI, TELMA LUCIA AFONSO CARDOSO DA SILVEIRA
RESUMO:
Esta é uma apresentação sobre o uso regular e sistemático de computadores por crianças do primeiro ano do ensino fundamental. Esta experiência vem acontecendo há três anos na E.M.E.F “Pe. Melico C. Barbosa”, de Campinas - SP, e será contada por meio de relatos de experiências dos sujeitos envolvidos: as professoras alfabetizadoras das turmas em questão, uma aluna estagiária, os alunos dos anos finais que atuam como “monitores de informática” e o professor orientador/articulador dos trabalhos. O entendimento do que significa utilizar tais tecnologias da informação com crianças em idade de alfabetização constrói-se, necessariamente, pela articulação das diferentes perspectivas dos sujeitos envolvidos, por estarem situados em diferentes lugares na escola. Esta articulação, por sua vez, encontra-se aqui orientada pelo diálogo com algumas questões já bastante difundidas no campo da informática para fins de educação escolar: a concepção do computador como ferramenta de aprendizagem; o “paradigma construcionista” versus “paradigma instrucionista”, e as idéias derivadas da concepção de “tecnologias da inteligência” difundida por Pierre Lévy. Com este diálogo, pretendemos avançar no entendimento do uso da informática na escola sob a categoria de “ambientes de aprendizagem”. Esta experiência também pode ser lida enquanto projeto de formação docente surgido na própria escola, no encontro de sujeitos com diferentes percursos e de diferentes lugares, mas com um aspecto em comum: o desafio de incorporar criticamente os usos das novas tecnologias da informação em suas práticas pedagógicas.
PALAVRAS-CHAVE: INFORMÁTICA NA EDUCAÇÃO, SABERES DOCENTES, AMBIENTES DE APRENDIZAGEM

 

 

SESSÃO - PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO,
SABERES E FORMAÇÃO DOCENTE 35
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Instittuto de Estudos da Linguagem - IEL - SALA: CL 07

TÍTULO: CORPO E ARTE: OUTRAS POSSIBILIDADES DE LEITURA NA FORMAÇÃO EM PEDAGOGIA
AUTOR(ES): MARCIA MARIA STRAZZACAPPA HERNÁNDEZ, ELIANA AYOUB
RESUMO:
Esta comunicação tem por finalidade apresentar o trabalho relativo às áreas de arte e de educação física que realizamos no Proesf - Programa Especial para Formação de Professores em Exercício na Rede de Educação Infantil e Primeiras Séries do Ensino Fundamental da Rede Municipal dos municípios da Região Metropolitana de Campinas (FE/Unicamp). O mesmo foi desenvolvido de 2003 a 2008, nas disciplinas “Teoria Pedagógica e Produção de Conhecimento em Arte” (coordenada por Márcia Strazzacappa) e “Teoria Pedagógica e Produção de Conhecimento em Educação Física” (coordenada por Eliana Ayoub), as quais foram ministradas pelos assistentes pedagógicos que compunham as equipes pedagógicas de arte e de educação física. A perspectiva de atuação nessas disciplinas direcionou-se para a produção de conhecimentos que viabilizassem outras possibilidades de leitura na formação em pedagogia, tomando as práticas corporais e artísticas como linguagens a serem experimentadas, conhecidas, fruídas, estudadas, aprendidas, ensinadas, enfim, lidas nas suas relações com outras linguagens e saberes que fazem parte da formação docente e que estão presentes no contexto escolar. Como nos inspira Manoel de Barros em seu “Livro sobre nada”, “A expressão reta não sonha. Não use o traço acostumado. [...] É preciso transver o mundo” (1998, p.75). Foi, portanto, experimentando as sinuosidades, foi tentando não usar o traço/gesto acostumado, não usar o traço/expressão acostumada, foi buscando transver o mundo, que imaginamos e construímos coletivamente este trabalho com o corpo e a arte na pedagogia, cujas repercussões extrapolaram os muros da universidade, gerando ecos no cotidiano da escola pública.
PALAVRAS-CHAVE: ENSINO DE ARTE, EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR, FORMAÇÃO DE PROFESSORES

 

TÍTULO: REFLEXÕES ACERCA DA FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORAS DOS ANOS INICIAIS: UMA PESQUISA EM CONSTRUÇÃO
AUTOR(ES): MARCIA PATRICIA BARBOZA DE SOUZA
RESUMO:
Este trabalho tem o propósito de conhecer o projeto de formação continuada de um grupo de professoras dos anos iniciais que acompanharam os Encontros promovidos pelo Departamento de Ações Pedagógicas – DEAP, da Secretaria de Educação de Juiz de Fora – SE/JF, entre agosto de 2006 e setembro de 2008, cujo objetivo era discutir de forma coletiva questões/temas constituintes do Ensino Fundamental de nove anos – anos iniciais. Buscou-se entender como um programa de FC pode (ou não) atrair as participantes, fazendo com se efetive a formação dentro de um ideal de fatores que dá voz e vez a quem nele se insere. Essa escolha se deu pelas condições favoráveis que a rede municipal de ensino apresenta em relação às políticas de formação de professores, promovendo diversos cursos e grupos para diferentes áreas do conhecimento, estimulando a formação permanente de seus profissionais e possibilitando o desenvolvimento de uma postura crítico-reflexiva sobre e nas suas ações pedagógicas. Foi realizada uma pesquisa qualitativa, cuja construção de dados formou-se pela leitura dos documentos oficiais da Secretaria de Educação de Juiz de Fora, do MEC e outros, além das análises de entrevistas semi-estruturadas com sujeitos envolvidos e questionários. A pesquisa, ainda em fase de conclusão, apresenta as perspectivas do grupo de professoras participantes frente à nova estrutura do Ensino Fundamental, suas concepções sobre a infância e o trabalho que deve ser desenvolvido com as crianças de seis anos na sala de aula, bem como a visão pessoal dessas docentes em relação aos Encontros realizados; são apresentadas, também, as análises de documentos produzidos coletivamente ao longo dos três anos de realização do projeto. O estudo está baseado em autores que tratam a respeito da formação docente como Alarcão, Kramer, Nóvoa, Schön, Tardif, entre outros.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO CONTINUADA, ENSINO FUNDAMENTAL DE NOVE ANOS, PRÁTICA REFLEXIVA
TÍTULO: O ESTÁGIO CURRICULAR PRÉ-PROFISSIONAL: UM ENCONTRO ENTRE PROFESSORES EM SERVIÇO, ALUNOS ESTAGIÁRIOS E PROFESSORES ORIENTADORES DAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR
AUTOR(ES): MARGARETE SCHMOEL LICHTENECKER
RESUMO: No âmbito de um projeto de pesquisa mais abrangente – “Dilemas e Perspectivas para a Inovação Educacional na Educação Básica e na Formação de Professores” (DIPIED) – realizamos um estudo sobre as relações interpessoais dos professores em serviços de Escolas Estaduais de Educação Básica de Santa Maria/RS, estagiários e orientadores das Instituições de Ensino Superior (IES), em relação ao desenvolvimento do Estágio Curricular Pré-Profissional (ECPP), na formação inicial. Os sujeitos do referido estudo foram 33 professores em serviço, que tiveram a experiência de acompanhar estagiários em suas salas de aula. Nosso instrumento de pesquisa foi um questionário, especialmente elaborado para esta ação investigativa e estruturado em três blocos. Neste trabalho, em particular, enfatizamos três questões do bloco II, que têm como temática a interação dos professores em serviço, estagiários e professores orientadores das IES nos encontros, que ocorreram na realização do ECPP. Diante das respostas dadas pelos sujeitos da pesquisa, constatamos que os encontros entre os professores e estagiários oportunizaram aprendizagem as quais se manifestaram por meio das trocas de experiências e de novas propostas pedagógicas, apresentadas pelos estagiários. Tivemos, também, alguns aspectos que caracterizamos como negativos, dentre eles o desinteresse dos estagiários em participar dos encontros. Em relação aos contatos realizados entre os professores em serviço e orientadores das IES, entendemos como preocupante, pois os sujeitos afirmaram que não foram realizados encontros com os orientadores do ECC, o que nos leva a depreender que a real interação entre as Escolas-Campo de Estágio e IES ainda é cerceada, deparando-se com alguns obstáculos e entraves para que, de fato, possa acontecer.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES, ESTÁGIOS CURRICULARES PRÉ-PROFISSIONAL, PROFESSORES EM SERVIÇO

 

TÍTULO: NARRATIVAS DO INÍCIO DA DOCÊNCIA: UMA INVESTIGAÇÃO-FORMAÇÃO COM ALUNAS CONCLUINTES DE UM CURSO DE PEDAGOGIA
AUTOR(ES): MARIA APARECIDA DE SOUZA PERRELLI, EDILMA MOTA RODRIGUES SAMPAIO, HELOISA HELENA NANTES CHAIA
RESUMO:
O Grupo de Pesquisa “Práticas Pedagógicas e suas relações com a formação docente”, da Universidade Católica Dom Bosco–UCDB, de Mato Grosso do Sul, está desenvolvendo uma pesquisa-formação com alunas do último ano do curso de Pedagogia dessa Instituição, com propósito de identificar os elementos que contribuem para a aprendizagem do professor, os condicionantes dessa aprendizagem e os processos cognitivos que a regulam. O projeto prevê 15 encontros, sendo um por mês, nos quais os participantes são expostos a situações (filmes, imagens, relatos de casos, fatos, dentre outras) com intuito de mobilizar a memória e provocar reflexões sobre as suas experiências docentes. Tais reflexões são sistematizadas na forma de narrativas orais ou escritas. Um exame preliminar dessa produção evidenciou a experiência dos participantes como docentes nas séries iniciais e/ou na educação infantil. A maior parte relata o impacto do início na docência, marcado, por um lado, pelo entusiasmo e expectativa e, por outro, pela sensação de “despreparo” e “medo de não dar conta”. São recorrentes os relatos de falta de apoio por parte dos especialistas da escola, assim como da família dos alunos. Quando existe, o apoio vem dos pares. Nesse contexto, vários iniciantes pensaram em desistir da carreira do magistério. As narrativas são marcadas fortemente pela preocupação com o “domínio da sala” e, por conseguinte, com os procedimentos para “conquistar o aluno” e “obter o respeito ao professor”. Mediante esse desafio os iniciantes apelam para o uso de estratégias diversas (brincadeiras, conversas francas, demonstrações de afeto, amizade e amor) elaboradas intuitivamente. Nos relatos percebe-se o silêncio em relação ao papel do curso de graduação como formador do professor. A maior parte dos relatos aponta para uma fase de adaptação e de busca de aprimoramento profissional, passados os primeiros impactos do início da docência.
PALAVRAS-CHAVE: NARRATIVAS, FORMAÇÃO DE PROFESSORES, APRENDIZAGEM DA DOCÊNCIA

 

TÍTULO: A PROFISSIONALIDADE DOCENTE NAS LICENCIATURAS: INÍCIO DE UMA TRAJETÓRIA DE INVESTIGAÇÃO
AUTOR(ES): MARIA APARECIDA LAPA DE AGUIAR, FABIOLA POSSAMAI, MÁRCIA DE SOUZA HOBOLD, ROSANE SANTANA JUNCKES
RESUMO:
Pesquisas sobre a constituição da profissionalidade docente possibilitam compreender as relações entre os aspectos formativos da identidade profissional e os cursos de formação inicial de professores (licenciaturas). Por essa razão, no ano de 2008 deu-se início a um projeto de pesquisa que vem sendo desenvolvido em uma universidade do sul do Brasil, engajado em um programa de pesquisa em educação. Esta comunicação, especificamente, apresenta os procedimentos iniciais desse grupo de pesquisa que tem por objetivo conhecer a influência do trabalho do professor formador na constituição da profissionalidade dos egressos dos cursos de licenciatura daquela universidade, bem como, identificar os tipos de influência mais determinantes na prática pedagógica desses egressos e apontar as características do trabalho do professor formador consideradas pelos licenciados como fundamentais para a sua prática profissional. Trata-se de uma pesquisa qualitativa que utilizará como técnica de coleta de dados entrevistas semi-estruturadas. Os resultados servirão para descrever e interpretar como os egressos das licenciaturas identificam os tipos de influência em sua profissionalidade, sejam elas de ordem cognitiva, didático-metodológica, culturais, de valores e mesmo as de caráter interacional (estudante/estudante, estudante/professor). Espera-se com essa pesquisa e com as análises dela decorrente, contribuir significativamente para as reflexões em torno da categoria “trabalho do professor formador”.
PALAVRAS-CHAVE: TRABALHO DO PROFESSOR FORMADOR , PROFISSIONALIDADE DOCENTE , LICENCIATURAS

 


SESSÃO - PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO,
SABERES E FORMAÇÃO DOCENTE 36
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Instittuto de Estudos da Linguagem - IEL - SALA: CL 07

TÍTULO: GETEMAT – GRUPO DE ESTUDO E TRABALHO PEDAGÓGICO DE ENSINO DE MATEMÁTICA: FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DOS ANOS INICIAIS PARA O ENSINO DE MATEMÁTICA
AUTOR(ES): MARIA CANDIDA MULLER
RESUMO:
A melhoria do ensino de Matemática na Educação Básica depende de diversos fatores, no entanto, a questão da formação dos professores dos anos iniciais pode ser considerada como primordial. O professor dessa etapa deve dominar estratégias de ensino de matemática que permitam a construção dos conceitos de número, medida, figuras geométricas, entre outros. A presente pesquisa tem como principal objetivo desenvolver uma proposta de formação continuada de professores dos anos iniciais para o ensino dessa disciplina, baseada em dois eixos: cursos de capacitação específica e formação de grupos de estudo e trabalho pedagógico para aplicação de projetos educacionais na área de matemática. O problema de estudo é orientado pela seguinte questão: quais dificuldades os professores dos anos iniciais do Ensino Fundamental das escolas públicas de Vilhena (RO) apresentam com relação à compreensão dos conteúdos matemáticos e ao uso de estratégias de ensino desta disciplina na sala de aula? No estudo dessa problemática pretende-se aplicar e avaliar uma proposta de formação continuada para professores dos anos iniciais para o ensino de matemática. Essa proposta está baseada em experiências já realizadas na área de formação de professores, que privilegiam o acompanhamento do professor durante sua capacitação, e a efetiva integração dos estudos realizados ao seu cotidiano de trabalho. O GETEMAT é desenvolvido segundo os princípios da pesquisa-ação, o que permite aos sujeitos envolvidos se desenvolverem profissionalmente de “dentro para fora”, pois tem como ponto de partida as preocupações e interesses das pessoas na sua prática profissional. Os sujeitos da pesquisa são os professores dos anos iniciais das escolas públicas urbanas do município de Vilhena (RO), acadêmicos e professores do curso de Pedagogia do Campus de Vilhena da UNIR. Pretende-se com a pesquisa criar espaços de formação continuada nas escolas, que possibilitem a melhoria da qualidade de ensino.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO DE PROFESSORES, ENSINO DE MATEMÁTICA, ANOS INICIAIS

 

TÍTULO: MODOS DE FAZER E DIZER A PRÁTICA DOCENTE: SOBRE A AUTORIDADE CURRICULAR E PROFISSIONAL DOS PROFESSORES
AUTOR(ES): MARIA CECÍLIA NOBREGA DE ALMEIDA AUGUSTO
RESUMO:
Esta pesquisa almeja contextualizar a produção do conhecimento escolar associada ao conceito de autoridade profissional dos professores. Assume-se o termo autoridade profissional para denotar a capacidade do professor de exercer o conhecimento pedagógico e curricular com proficiência e discernimento e como expressão de seu próprio julgamento e sabedoria. Discute-se os reflexos de perspectivas teóricas críticas para as elaborações curriculares, especialmente sobre o papel de quem ensina, o lugar do conhecimento, o mosaico cultural e seus impactos sobre o aqui e agora das práticas nas escolas. A ênfase recai sobre a visão dos professores acerca da produção do conhecimento escolar: as abordagens em que promovem a ampliação do universo cultural do educando, as transformações que operam nas disciplinas, as circunstâncias em que constroem com seus alunos conteúdos prazerosos pelo seu “significado intrínseco”, e por último, qual sentido dão ao prazer nas atividades escolares. Os referenciais teóricos são: o conceito de profissionalidade docente (Contreras); o conceito de autoridade profissional (Cunha e Campbell); as idéias sobre modelagem curricular efetuada pelos professores (Gimeno Sacristán); o debate curricular das últimas décadas (Lopes, Pacheco e Santos); a dimensão e tratamento dado ao conhecimento no currículo (Moreira); as conexões entre currículo e cultura (Moreira e Candau); e finalmente, a concepção de conhecimento poderoso (Young). Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de campo, cujos dados foram obtidos através de entrevistas semi-estruturadas com quatro professoras do ensino fundamental de uma escola particular do interior paulista. A análise dos dados apóia-se na metodologia de análise de conteúdo, modalidade temática. As entrevistas foram transcritas e sobre elas incidem leituras flutuantes, idas e vindas que começam a esboçar indicadores, contornos para os primeiros temas e posterior categorização. Tais dados têm sido triangulados com a apreciação de documentos formais e não formais produzidos pelas educadoras e sobre estes incidirá a análise documental.
PALAVRAS-CHAVE: CONHECIMENTO ESCOLAR, SABERES DOCENTES, CULTURA E CURRÍCULO

TÍTULO: FORMAÇÃO DE ALFABETIZADORES: LACUNAS NA FORMAÇÃO INICIAL E AS DEMANDAS PARA A FORMAÇÃO CONTINUADA
AUTOR(ES): MARIA CRISTINA CORAIS, MARCELLE PEREIRA RODRIGUES, MARIA LUIZA DE SOUZA ANDRADE
RESUMO:
Este trabalho traz as principais reflexões tecidas ao longo de cinco anos de pesquisa realizada através da Escola de Educação da UNIGRANRIO, com apoio da FAPERJ. O principal objetivo foi contribuir para a implementação de políticas públicas de Formação Continuada (FC) de professores alfabetizadores que associassem aos aspectos metodológicos, os políticos e profissionais da profissão docente. Os estudos voltaram-se para a análise da formação inicial e continuada dos professores alfabetizadores do município de Duque de Caxias/RJ, buscando compreender como a formação para alfabetizar é desenvolvida no currículo da Escola Normal e as demandas geradas para a FC dos professores alfabetizadores em serviço na rede municipal. Em sua primeira fase (2003/2004), a pesquisa concentrou-se na formação inicial dos professores e, na segunda (2004/2007), buscou conhecer o que pensam os alfabetizadores da rede municipal sobre a FC, quais suas expectativas e necessidades quando assumem uma turma para alfabetizar, bem como a avaliação que fazem sobre a formação em serviço oferecida pela prefeitura. Os resultados indicam que, ainda que a formação inicial seja considerada satisfatória para a maioria dos pesquisados (73,6%), a formação específica para alfabetizar deixa muito a desejar (52,2%), gerando grande demanda por FC sobre a prática alfabetizadora. Cerca de 90% dos entrevistados declararam que sentiram necessidade de orientação quanto à prática alfabetizadora ao assumir turmas para alfabetizar na rede. As atividades de FC mais elogiadas foram as relacionadas à prática, como oficinas e PROFA, por ser de longa duração e permitir troca de experiência. As críticas referem-se, principalmente, à falta de vagas, ao processo de seleção e horário incompatível. Mais de 80% reclamaram que sua opinião não foi considerada quando formuladas as políticas municipais de formação para alfabetização. Como afirma Nóvoa (1991), um dos maiores problemas dos projetos de FC de professores é não considerá-los como centro deste processo.
PALAVRAS-CHAVE: ALFABETIZAÇÃO, FORMAÇÃO DOCENTE, INICIAL E CONTINUADA

 

TÍTULO: RE-LEITURAS DA PRÁTICA DOCENTE EM UMA COMUNIDADE VIRTUAL
AUTOR(ES): MARIA CRISTINA LIMA PANIAGO LOPES, ADRIANA DOS SANTOS CAPARRÓZ CARVALHO
RESUMO:
Este artigo se propõe investigar as re-leituras da prática docente em uma comunidade virtual. Mais especificamente, analisar como os membros de uma comunidade virtual (professores, alunos, pesquisadores) percebem a prática docente, seja na educação presencial ou na educação a distância e como essas percepções repercutem em suas práticas educacionais. Discutimos a prática docente na sociedade em rede e suas novas exigências juntamente com as questões de colaboração e reflexão tão necessárias no contexto educacional atual. Alguns resultados evidenciam a necessidade de um reaprender continuo entremeado à prática docente, à pesquisa e aos estudos teóricos. Em suas re-leituras da prática docente, os membros da comunidade virtual investigada discutem os diferentes papéis de professores e alunos perante o contexto da sociedade atual avaliando as implicações e possibilidades da inserção das novas tecnologias de comunicação e informação no processo educacional seja presencial ou a distância. Em suas discussões, pontuam que algumas dificuldades podem ser superadas quando existe abertura ao aprender a aprender, intercalando papéis de ensinar e de aprender, assumindo uma postura criativa, crítica e comprometida. Dessa maneira, há necessidade de investimento na formação de professores para uma educação inovadora, seja ela presencial ou a distância, consciente de que as tecnologias podem representar o contexto onde se dá o processo educativo ou os meios para se chegar aos objetivos educacionais, mas não fins em si mesmas. Quando respaldadas por um suporte pedagógico/tecnológico, elas representam uma possibilidade de ampliar os espaços educacionais, descentralizar o acesso ao saber, modificar a lógica da comunicação, aproximar professores e alunos.
PALAVRAS-CHAVE: RE-LEITURAS , PRÁTICA DOCENTE, COMUNIDADE VIRTUAL

 

TÍTULO: RODAS DE LEITURA: CONSTITUINDO UMA COMUNIDADE DE LEITORES E ESCRITORES NA BAIXADA FLUMINENSE
AUTOR(ES): MARIA DA CONCEIÇÃO DE CARVALHO ROSA (NALU), ARIANA SOUZA DE ASSIS DA SILVA, BARBARA BRUNA DE SOUZA FRANCISCO, SOLIETE RIBEIRO DA SILVA, VERÔNICA RODRIGUES DOS SANTOS
RESUMO:
Um grupo de estudantes universitárias, moradoras da Baixada Fluminense, periferia do Rio de Janeiro, ao se prepararem para desenvolver rodas de leitura com as crianças e adolescentes, que vivem ao redor do Centro de Atividades Comunitárias de São João de Meriti - CAC, buscando tornar a leitura uma realidade presente no local, começam a produzir textos que compartilham entre si com prazer. A leitura e a escrita começam a ter outros objetivos, outros significados para estas estudantes. A competência escritora vai se ampliando a partir da escrita de relatos, especialmente sobre si mesmas. O compartilhar dos textos parece ter um papel importante nesse processo de motivação e valorização do escrever. Este estudo é feito através de um projeto de iniciação à docência do Instituto de Aplicação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro -UERJ, no qual participam seis estudantes universitárias que dirigem rodas de leitura, numa biblioteca comunitária, em uma comunidade que tem pouquíssimo acesso aos bens culturais produzidos e acumulados pela humanidade, entre eles o acesso a livros e, conseqüentemente, ao desenvolvimento da competência leitora. O estudo tem como objetivo investigar a relação das estudantes universitárias com a leitura e a escrita, assim como o processo desenvolvido pelas crianças participantes das rodas de leitura nesta relação. Gostam de escrever e de ler? O que escrevem? O que lêem? Como se constituem leitoras e produtoras de textos? Que textos favorecem desenvolver o escritor? Que tipo de envolvimento estabelecem com as rodas de leitura? Que repercussões causa na leitura das crianças a constante participação nas rodas de leitura? Como fundamentação teórica são utilizadas as pesquisas sobre leitura significativa de SMITH (1989), narrativa de BRUNER (1998), do relato enquanto instrumento científico de CIFALI (2001), do papel da experiência significativa de DEWEY (1974) e do conceito de zona de desenvolvimento proximal de VYGOTSKY (1989).
PALAVRAS-CHAVE: RODA DE LEITURA, INICIAÇÃO À DOCÊNCIA, BIBLIOTECA COMUNITÁRIA

 

 

SESSÃO - PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO,
SABERES E FORMAÇÃO DOCENTE 37
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Instittuto de Estudos da Linguagem - IEL - SALA: CL 08

TÍTULO: O ETHOS CONSTRUÍDO E A EXOTOPIA DO OLHAR: MEMÓRIAS DE LEITURA DE PROFESSORES EM FORMAÇÃO CONTINUADA
AUTOR(ES): MARIA DA PENHA CASADO ALVES
RESUMO:
O trabalho tem como objetivo a análise das memórias de leitura de professores produzidas em contexto de formação continuada. Nossa abordagem se fundamenta na concepção de ethos discursivo, compreendendo-o com Charaudeau (2005) como algo construído no entrecruzamento de olhares. A fim de compreender a construção da imagem de si no discurso nesse entrecruzamento de olhares (de si e do outro), nos ancoramos nas contribuições de Bakhtin (2003) sobre a exotopia do olhar ou olhar distanciado. Esse excedente de visão, determinado pelo lugar que o homem ocupa no mundo e presente em face de qualquer outro indivíduo que se apresente para ele, é condicionado pela singularidade e insubstitubilidade do seu lugar no mundo, em que o homem é o centro de valores e estar situado em dado conjunto de circunstâncias e todos os outros estarem fora dele. De tal forma que, aquele que olha o outro, o faz a partir de seu lugar no mundo, de seus valores, de suas crenças, de seu posicionamento e dá o acabamento a partir dessa posição axiológica. O olhar do eu para o outro, para o seu corpo será, assim, um olhar marcadamente posicionado o que equivale dizer construído nas interações, no conjunto de suas vivências e de seus valores. Na nossa análise, procuramos flagrar o olhar exotópico do professor sobre si mesmo e sua formação como leitor que implica encontrar o outro de si mesmo no acontecimento da vida e na singularidade de seu percurso de leitura.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, ETHOS, OLHAR EXOTÓPICO

 

TÍTULO: A PEDAGOGIZAÇÃO DA LITERATURA E A LITERATURIZAÇÃO DA PEDAGOGIA
AUTOR(ES): MARIA DOS ANJOS LOPES VIELLA
RESUMO:
O crescente interesse de alguns educadores por uma aproximação entre Literatura e educação, transformando o discurso pedagógico num discurso literário e realizando uma recuperação pedagogizante da literatura, motivou uma pesquisa no sentido de desvendar o que está subjacente a tal interesse. Estaria sendo estabelecida uma nova relação entre essas duas áreas apontando na direção da emergência de um humanismo que toma a forma especial de uma educação estética ou esse movimento representa uma reação a um discurso essencialmente “científico“ que vinha dando o tom do logos pedagógico? No calor de tal entusiasmo, pretende-se aqui focalizar a “pedagogização da literatura” e “literaturização da pedagogia” partindo-se do texto Flávio H. Brayner “Como salvar a educação (e o sujeito) pela literatura: sobre Philippe Meirieu e Jorge Larosa“, publicado no número 29 da Revista Brasileira de Educação, em 2005. Sem a pretensão de hierarquizar nenhum discurso e inclusive sinalizar uma convivência possível e duradoura entre os dois, destacando a relação de vizinhança da experiência estética com outras áreas de significação da realidade cotidiana, o presente estudo pretende questionar a forma como o discurso científico tem desaguado num jogo de linguagem mais próximo da literatura, perdendo o seu rigor teórico. Sinaliza ainda que a Literatura, para além do que é em si mesma, será sempre inesgotável fonte de informações para os historiadores da educação, mas o texto literário e o contexto histórico não são uma mesma trama, nem tomados como idênticos.
PALAVRAS-CHAVE: DISCURSO LITERÁRIO, DISCURSO PEDAGÓGICO, EDUCAÇÃO

 

TÍTULO: ENCONTROS E DESENCONTROS NOS PROCESSOS DE FORMAÇÃO CONTINUADA EM ESCOLAS DE EDUCAÇÃO BÁSICA
AUTOR(ES): MARIA ELIZA GAMA
RESUMO:
Este trabalho originou-se de uma pesquisa realizada em Escolas Públicas de Educação Básica (EEB) das Redes Municipal e Estadual de Educação, nos anos de 2006 e 2007, em Santa Maria, Estado do Rio Grande do Sul, a qual partiu do pressuposto que as funções atribuídas a todo e qualquer processo escolar pelos diferentes profissionais que participam de sua organização e realização é ponto de partida para a elaboração de suas propostas. Neste sentido, nos propomos neste trabalho compreender as diferentes funções atribuídas aos Processos de Formação Continuada de Professores em Serviço e suas implicações nas formas de organização e realização desses processos nas e pelas Escolas de Educação Básica. As informações foram coletadas por meio de entrevistas individuais aos profissionais responsáveis pela organização e realização dos Processos de Formação Continuada de Professores nas EEB e aos profissionais convidados a realizarem os encontros formativos e por meio de grupos focais aos professores que participam dos encontros. A partir dos resultados podemos dizer que os profissionais envolvidos nestes processos parecem condicionados por um ritualismo já interiorizado, no qual os papéis assumidos já encontram-se pré-definidos e aceitos sem quaisquer questionamentos sobre eles. Os processos formativos acabam por se constituir em espaços de inúmeros desencontros de idéias, concepções e práticas.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO CONTINAUADA, DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL, EXPECTATIVAS DE FORMAÇÃO

 

TÍTULO: PROFESSORES DE EDUCAÇÃO INFANTIL: TRAJETÓRIAS DE FORMAÇÃO E PAPEL NA PROMOÇÃO DA LEITURA E NA FORMAÇÃO DO LEITOR
AUTOR(ES): MARIA EUGÊNIA CARVALHO DE LA ROCA, TÂNIA RENATA RIBEIRO DOS SANTOS VIEIRA
RESUMO:
Este trabalho, parte dos resultados da pesquisa A infância, a cultura contemporânea e a literatura nos espaços de educação infantil, em andamento na UFRJ, tem como objetivo refletir sobre as trajetórias de formação de professores de educação infantil, suas experiências de leitura e o trabalho de literatura que desenvolvem junto às crianças. Inicialmente é traçado um breve percurso histórico de como vem se configurando a formação de professores de educação infantil, tendo como referência para a análise os estudos de Nóvoa e Tardif, autores que abordam a formação docente e as relações entre os conhecimentos acadêmicos dos professores e seus saberes experenciais e pessoais. Num segundo momento, analisa as narrativas de professores de cinco instituições de educação infantil, do município do Rio de Janeiro, produzidas em entrevistas semi-estruturadas, ressaltando os pontos de vista desses profissionais sobre suas práticas de leitura na sala de aula com as crianças. Os pressupostos teóricos de Walter Benjamin, Lev Vygotsky e Mikhail Bakhtin, na área da linguagem e de Lajolo, Zilberman, Paulino dentre outros, na área da literatura infantil, subsidiaram a análise dos depoimentos, contribuindo para um maior aprofundamento sobre o papel do professor de educação infantil na promoção de leitura e na formação do leitor.
PALAVRAS-CHAVE: PROFESSORES DE EDUCAÇÃO INFANTIL, LEITURA, FORMAÇÃO DO LEITOR

 

TÍTULO: QUEM LÊ DÁ O TOM: CONSTRUINDO A INTERPRETAÇÃO
AUTOR(ES): MARIA ISABEL SANTORO
RESUMO:
Sabe-se que a leitura merece um estudo especial, considerando a defasagem que a escola enfrenta quando trabalha essa habilidade/conteúdo. As dificuldades podem começar pela falha da própria formação do professor; pelo difícil processo de tentar reter a atenção de alunos, hoje muito mais dispersos e desinteressados, e também por uma escola geralmente pouco equipada tanto em relação aos recursos tecnológicos quanto a espaços físicos e materiais didáticos, em especial os livros. Como trabalhar a questão interpretativa da leitura com esses jovens que acreditam que ler um texto se restringe apenas a sua decodificação? Ao afirmar que o leitor “dá o tom”, este estudo tem por objetivo analisar a apropriação e interpretação de um texto por diferentes leitores. Partindo do pressuposto de que os elementos linguísticos - o referencial teórico, a questão de tempo e espaço, os aspectos socioculturais, enfim, o repertório de cada leitor - interfere diretamente nas possibilidades interpretativas do texto, os autores se fizeram participantes de uma experiência que pudesse identificar uma metodologia própria e adequada ao trabalho de criar facilidades para esse processo, na tentativa de contribuir para sanar uma das dificuldades acima apontadas com relação à formação docente. Apresenta-se a sequência de atividades decorrentes dessa experiência: 1) escolha de um texto; 2) contextualização; 3) leitura individual (repertório); 4) leitura coletiva (dialético / dialógico); 5) interpretação e/ou reconstrução de sentidos. Espera-se com essa experiência poder oferecer elementos para que os professores/leitores possam, ao se utilizar dessa metodologia, ser colaboradores e mediadores no processo de apreensão daquilo que os alunos não percebem num texto, a partir da construção de sentidos, da contextualização e da leitura coletiva.
PALAVRAS-CHAVE: METODOLOGIA DE LEITURA, INTERPRETAÇÃO DE TEXTO, FORMAÇÃO DE PROFESSORES

 

SESSÃO - PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO,
SABERES E FORMAÇÃO DOCENTE 38
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Instittuto de Estudos da Linguagem - IEL - SALA: CL 08

TÍTULO: MEDOS E SILENCIAMENTOS DE PROFESSORES: UMA ANÁLISE PSICANALÍTICA NO ÂMBITO EDUCACIONAL
AUTOR(ES): MARIA LÍGIA POMPEU, ANA ARCHANGELO
RESUMO:
Esta pesquisa tem como objetivo geral investigar os medos vividos e sentidos por professores da rede pública do interior do estado de São Paulo, analisando-os a partir de três dimensões interelacionadas: o estudo do mundo interno do sujeito-professor que sente medo; a dinâmica da instituição educacional e a lógica social atual, que modifica de alguma maneira os comportamentos e as formas de sentir. Tendo como referenciais a psicanálise e a sociologia, procuraremos entender a origem dos medos e ansiedades dos professores e os medos vividos atualmente, que colocam os sujeitos frente a situações de insegurança. Para a realização desta pesquisa será utilizado o método biográfico por livre associação, escolhido por permitir uma verdadeira escuta dos sujeitos entrevistados e por extrair histórias e suas contradições. Esperamos com essa pesquisa mostrar que, embora alguns medos dos professores sejam nomeáveis, definíveis, eles não são sinônimos de “fraquezas pessoais“. O cuidado com a esfera emocional merece atenção, pois quanto maior a percepção e compreensão de seus medos, os professores podem lidar de forma mais tranquila com os mesmos. Nossa hipótese é de que a instituição escolar tem não apenas alguma participação na produção dos medos do sujeito-professor, mas fundamentalmente uma responsabilidade institucional no seu acolhimento e elaboração.
PALAVRAS-CHAVE: MEDO, PROFESSORES, PSICANÁLISE E EDUCAÇÃO

 

TÍTULO: PRAZER DE APRENDER
AUTOR(ES): MARIA MARTA DE BARROS PATRÍCIO, ANA CLAUDIA LINS DA SILVA
RESUMO:
Nosso trabalho pretende mostrar como a gestão administrativa-pedagógica do CIEP Luiz Carlos Prestes reestruturou suas ações visando o aperfeiçoamento do trabalho do corpo docente no sentido de privilegiar a apropriação do conhecimento da leitura e da escrita pelos alunos de forma a atender não apenas sua funcionalidade social, mas igualmente o prazer e a formação plena dos educandos. O CIEP Luiz Carlos Prestes é uma escola de horário integral da rede municipal de ensino do Rio de Janeiro e está localizado no bairro da Cidade de Deus, atendendo crianças de 4 a 12 anos (predominantemente) da Educação Infantil ao 5º ano do Ensino Fundamental. Nossos alunos são provenientes de famílias de baixa renda, onde a leitura e escrita está, de uma forma geral, pouco presente. A reestruturação em pauta adveio da análise do CIEP, proposta pelo PDE, onde forças e fraquezas, oportunidades e ameaças foram levantadas e estudadas para que plano de ações fosse elaborado para melhorar o desempenho escolar dos alunos. No tocante à leitura e à escrita, esse estudo resultou na validação de ações já implantada e na criação de outras que, em conjunto, favoreceram uma rotina de leitura prazerosa e escrita espontânea pelos alunos, dentro da especificidade de cada segmento da escola. Embora o trabalho ainda esteja em sua fase inicial, os resultados já são significativos, já que houve mudança da prática docente gerando motivação e aquisição da leitura e escrita estão sendo obtidas.
PALAVRAS-CHAVE: PRÁTICA DOCENTE, CLASSE POPULAR, ESCOLA DE HORÁRIO INTEGRAL

TÍTULO: TECNOLOGIA DIGITAL NAS PRÁTICAS DE LEITURA DE PROFESSORES DE LÍNGUA PORTUGUESA: ENTRE POSSIBILIDADES E DESCONFORTOS
AUTOR(ES): MARIA NAZARÉ DA CRUZ, VERA LUCIA SPEZI PEREIRA
RESUMO:
Neste trabalho focamos as relações que professores de Língua Portuguesa estabelecem com a tecnologia digital em seu cotidiano de leitura. Buscamos compreender as mudanças que as novas tecnologias da escrita, oportunizadas pelo computador e pela Internet, imprimem à leitura do professor, exigindo dele novas habilidades para as quais nem sempre se sente preparado. Para isso, realizamos entrevistas semi-estruturadas com seis professores de Língua Portuguesa do Ensino Fundamental e Médio de uma escola da rede pública estadual, no interior do Estado de São Paulo, sobre suas práticas cotidianas de leitura no espaço digital. Nossas análises das entrevistas baseiam-se em autores como R. Chartier, M. Soares e M. Bakhtin que, a partir de diferentes perspectivas, nos permitem compreender as práticas de leitura e escrita relacionadas aos contextos histórico-sociais em que se realizam. Procedemos, nas análises, a recortes das falas dos sujeitos, buscando destacar dizeres sobre os seus modos de utilização do suporte eletrônico do escrito e sobre seus modos de compreender a leitura do texto digital. Essas análises nos permitem perceber movimentos de aproximação e distanciamento dos professores em relação à leitura digital, nos quais o interesse pelo novo e a preocupação em manter-se atualizado confronta-se com as dificuldades e os temores relativos ao funcionamento do computador como máquina, como artefato. Tais movimentos também se revelam na compreensão que esses professores manifestam sobre as possibilidades de leitura que o computador parece conter: a quantidade de informações disponíveis, a facilidade de acesso aos textos, a velocidade, a extensão e os novos ritmos de leitura são valorizados, ao mesmo tempo em que provocam desconforto e desorientação. Esperamos, com essa pesquisa, contribuir para a reflexão e oferecer subsídios para o debate sobre o tema das relações entre leitura e tecnologia, no âmbito educacional, especialmente com foco no professor.
PALAVRAS-CHAVE: PRÁTICAS DE LEITURA, PROFESSORES, LEITURA DIGITAL

TÍTULO: A LEITURA DOS CLÁSSICOS COMO PROPOSTA FORMATIVA EM SANTO AGOSTINHO
AUTOR(ES): MARIA RITA SEFRIAN DE SOUZA PEINADO
RESUMO:
Na perspectiva agostiniana a leitura e a compreensão das Escrituras tinha como pressuposto o conhecimento dos clássicos. Para tanto, Santo Agostinho propõe o domínio de conhecimento do conjunto de disciplinas do Trivium e do Quadrivium, que, para ele, possibilitava a interpretação das Escrituras, a qual obedece a normas do conhecimento que podem ser ensinadas e aprendidas. Nesse sentido o autor elaborou normas que, posteriormente, se tornariam em elementos fundamentais à formação daqueles que se tornariam os responsáveis pelo ensino. Pelo conhecimento da lógica, gramática e da retórica o estudioso teria o domínio do conjunto de disciplinas que além de proporcionar a compreensão dos textos dos “livros santos” teria condições de articular um discurso para a difusão do conhecimento. Assim também as disciplinas do Quadrivium eram pré-requisitos à compreensão das passagens em que a mensagem é comunicada por meio de figuras humanas. Portanto, tanto a produção do conhecimento, quanto a apropriação dos saberes e, nesse contexto, dos clássicos, fizeram parte da proposta de Santo Agostinho para a formação dos que eram responsáveis pelo ensino no período de transição da Antiguidade para a Idade Média. Em nossos dias, em virtude da multiplicidade das informações, a leitura dos clássicos torna-se relevante para a construção dos saberes historicamente construídos pela função que realiza na formação docente. Na medida em que essa leitura possibilita a reflexão na formação para a autonomia da produção do conhecimento, o docente não se limita a reproduzi-lo em suas ações pedagógicas.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA , FORMAÇÃO PARA O ENSINO, SANTO AGOSTINHO

TÍTULO: PRÁTICAS INTERDISCIPLINARESNAS SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL: UM ESTUDO DE TESES E DISSERTAÇÕES
AUTOR(ES): MARILAC LUZIA DE SOUZA LEITE SOUSA NOGUEIRA, JORGE MEGID NETO
RESUMO:
O trabalho descreve e analisa práticas interdisciplinares desenvolvidas nas séries iniciais do Ensino Fundamental tratadas em teses e dissertações brasileiras. Procurou-se entender como se processam as práticas interdisciplinares no ambiente escolar, como é revelada a integração entre as disciplinas, que contribuições elas trazem para o ensino de diferentes áreas de conhecimento, entre outros aspectos. O levantamento de dados foi realizado junto ao banco eletrônico de teses da CAPES, através das seguintes PALAVRAS-CHAVE: interdisciplinar, práticas interdisciplinares, interdisciplinaridade, multidisciplinar e pluridisciplinar. O período abrangido foi de 1987 a 2005, em virtude da disponibilização de dados oferecida pela base consultada. Obteve-se um total de 2503 trabalhos, dentre os quais 489 trataram de temas voltados para a educação escolar. Partindo desse universo e com base na leitura dos resumos, foram identificadas somente 49 pesquisas que abrangeram a primeira fase do Ensino Fundamental e, destas, 21 foram selecionadas por tratarem de práticas interdisciplinares. A partir da leitura e análise do texto integral desses documentos, identificamos que 14 pesquisas trataram de prática pedagógica interdisciplinar ou pluridisciplinar no sentido caracterizado pelos referenciais teóricos adotados, em especial Hilton Japiassu. Isso representa um total de 2,9% em relação aos 489 trabalhos relativos à educação escolar e 0,5% do total de 2503 trabalhos relativos ao tema interdisciplinaridade inicialmente localizados. Essas pesquisas foram descritas e analisadas com base em onze descritores. Das 14 pesquisas, cinco apresentam caráter pluridisciplinar e nove se configuram como práticas interdisciplinares propriamente ditas. Observamos com esse estudo que para as práticas interdisciplinares se efetivarem é importante a existência de reuniões de caráter reflexivo entre os profissionais envolvidos, num espaço democrático e horizontal, em que o diálogo e a reflexão sobre a ação perpasse todo o processo interdisciplinar.
PALAVRAS-CHAVE: PRÁTICA PEDAGÓGICA, INTERDISCIPLINARIDADE, ESTADO DA ARTE

 

 

SESSÃO - PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO,
SABERES E FORMAÇÃO DOCENTE 39
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Instittuto de Estudos da Linguagem - IEL - SALA: CL 10

TÍTULO: O LIVRO DIDÁTICO NA FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE LÍNGUA PORTUGUESA
AUTOR(ES): MARILUCIA DOS SANTOS DOMINGOS STRIQUER
RESUMO:
Sendo o livro didático o instrumento, historicamente, mais utilizado pelo professor em sala de aula, conforme ressaltam diversas pesquisas acadêmicas, é importante que o professor tenha contato com esse material desde sua formação inicial, pois, de acordo com Tardif (2002), os “saberes profissionais” por envolverem diferentes competências, habilidades e atitudes do professor, não devem ficar apenas dependente da prática de sala de aula, visto que uma das características do saber docente é mesmo ser adquirido através do texto. Assim, o professor tendo oportunidade de conhecer, analisar, criar referências e juízos de valor desde sua formação inicial, no momento da docência poderá ter melhores condições de não apenas seguir o livro didático, mas de manipulá-lo de forma adequada a cada situação de sala de aula. Dessa forma, este artigo, com aporte teórico ancorado na Linguística Aplicada, tem como objetivo investigar se o professor em formação, alunos dos 4º anos do Curso de Letras da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), pelo contato durante o curso, se sente seguro para manipular o livro didático no exercício da docência. Os resultados da investigação apontam que os alunos tiveram pouco contato com livros didáticos durante o curso e revelam inseguranças quanto à utilização do material.
PALAVRAS-CHAVE: LIVRO DIDÁTICO, FORMAÇÃO DE PROFESSOR, LÍNGUA PORTUGUESA

 

TÍTULO: NARRATIVAS DE ESTUDANTES SURDOS/AS SOBRE O APRENDIZADO DA LÍNGUA PORTUGUESA E O DESAFIO DE (RE)PENSAR OS MODOS DE ENSINAR.
AUTOR(ES): MARISE PORTO GOMES
RESUMO:
Esse texto, parte da dissertação de mestrado ora desenvolvida, apresenta narrativas de estudantes surdos/as do Instituto Nacional de Educação de Surdos, escola pública federal situada na cidade do Rio de Janeiro, sobre o aprender/ensinar a Língua Portuguesa no ensino fundamental de uma escola bilíngue (Língua Portuguesa e Língua de Sinais). Assumo a surdez na abordagem sócio-antropológica (Skliar, 1998) numa construção social da pessoa pelo viés da diferença, contrária ao modelo clínico-terapêutico, no qual a concepção é de um sujeito deficiente, incompleto, no sentido das ausências, pois não possui audição.Compreendendo a surdez pela diferença, discutiremos a identidade surda, experiências visuais, a língua de sinais e suas implicações no processo escolar. Nesse sentido, trabalho com a investigação narrativa (Conelly & Clandinin, 1995), cada vez mais usada em estudos envolvendo experiências na área da educação. O estudo das narrativas é, portanto, o estudo como nós, seres humanos, experimentamos o mundo. Somos contadores de história por essência. Assim convido os alunos surdos e surdas a narrarem na sua língua, a Língua de Sinais, suas experiências com a Língua Portuguesa. As vozes (utilizo a palavra vozes como metáfora e não na oralidade da Língua Portuguesa) desses estudantes, que quase nunca são chamados a pensar sobre o processo aprender/ensinar, apresentam pistas para nós professores/as, (re)pensarmos os modos de ensinar praticados cotidianamente no INES.
PALAVRAS-CHAVE: SURDEZ, LÍNGUA PORTUGUESA, FORMAÇÃO DE PROFESSORES

TÍTULO: APROPRIAÇÃO DE SABERES SOBRE LEITURA POR PROFESSORES ALFABETIZADORES NUM CURSO DE FORMAÇÃO CONTINUADA
AUTOR(ES): MARÍLIA CURADO VALSECHI
RESUMO:
Nessa comunicação, apresento alguns resultados de minha dissertação de mestrado, que teve como objeto um curso de formação continuada oferecido no âmbito do Programa “Teia do Saber”, da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo (SEESP), em parceria com o Instituto de Estudos da Linguagem (IEL), da Unicamp, a professores alfabetizadores. Inserida no Grupo “Letramento do professor”, a pesquisa investigou as práticas de ensino desenvolvidas no curso a fim de compreender os aspectos envolvidos na formação continuada e conhecer as práticas de letramento profissionais dos alfabetizadores nesse processo. Contrapondo-se a uma perspectiva cristalizada do trabalho docente e com um olhar crítico voltado para os fornecedores da formação – a academia e a SEESP –, a pesquisa procurou analisar se, mediante o modelo de curso analisado, os professores se apropriam dos saberes veiculados na formação continuada. Coordenado pela Profª Drª Angela Kleiman – também orientadora desta pesquisa –, o curso esteve voltado para o ensino da leitura, a partir de uma concepção tripartita: a leitura enquanto prática sócio-cultural de letramento, atividade sócio-cognitiva e prática linguístico-discursiva. Partindo de uma metodologia qualitativo-interpretativista, foram analisados os roteiros de planejamento dos formadores, transcrições de interações em sala de aula, diários de campo, planos de aula e projetos de leitura elaborados pelos professores alfabetizadores. Compreendendo a apropriação como o processo de tornar própria a palavra do outro, dominado-a com nossas próprias intenções (BAKHTIN, 1998), a pesquisa mostrou que, na apropriação de saberes do curso, os professores alfabetizadores utilizam termos do discurso dos formadores, ressignificando seus sentidos e revozeando outros discursos, com os quais estabelecem relações dialógicas. A pesquisa mostrou ainda que o modelo fragmentado de formação continuada da SEESP é prejudicial à apropriação de saberes, pois, sendo um processo gradual, necessita de continuidade e consistência teórica nos cursos oferecidos, o que não acontece no modelo atual.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO CONTINUADA, ENSINO DE LEITURA, APROPRIAÇÃO DE SABERES

TÍTULO: BOLETINS GOPPE: O PROCESSO DE ESCRITA DE PROFESSORAS ALFABETIZADORAS-PESQUISADORAS
AUTOR(ES): MARTA CHRISTINA MOTTA MACEDO
RESUMO:
Este trabalho pretende apresentar a experiência com o processo de produção textual das professoras pesquisadoras do GOPPE e que tem como resultado os Boletins GOPPE, onde são divulgados os textos produzidos pelo grupo. O interesse está em apresentar o desenvolvimento do trabalho, refletir sobre o processo de produção dos textos buscando um diálogo com as práticas que tentamos estabelecer em sala de aula, fazendo-nos pensar sobre o saber e o fazer pedagógicos. O processo de produção textual do GOPPE possui características bastante interessantes no que diz respeito à interação dos sujeitos, o movimento dos saberes e o próprio momento da escrita. Busca-se um movimento de escrita coletiva a partir de textos apresentados pelas professoras participantes do grupo, onde todo o grupo reflete, questiona, opina, critica, contribuindo, assim, para o aprimoramento de cada texto. Essa dinâmica tem apresentado alguns focos para reflexão que nos ajudam a repensar a prática pedagógica quanto à produção textual, tais como o trabalho coletivo, a produção compartilhada, as idéias aprimoradas a partir de discussões, o saber coletivo e individual em sintonia, a participação do grupo na produção dos textos, a aceitação de críticas como mais um elemento na produção textual, entre outros. Observamos o crescimento qualitativo do grupo e das produções a partir da dinâmica de discussão dos textos antes da divulgação dos mesmos. Essa prática oportunizou-nos a reflexão sobre a nossa prática em sala de aula quanto às propostas de produção textual que oferecemos aos nossos alunos e como se dá esse processo de produção.
PALAVRAS-CHAVE: PRODUÇÃO DE TEXTOS, FORMAÇÃO DOCENTE, PROCESSOS DE PRODUÇÃO

TÍTULO: O DISCURSO DO PROFESSOR SOBRE AS PROPOSTAS DE ENSINO PRESENTES NO LIVRO DIDÁTICO DE LÍNGUA PORTUGUESA
AUTOR(ES): MÁRCIA ANDRÉA ALMEIDA DE OLIVEIRA
RESUMO:
Nesta pesquisa, objetivamos analisar o discurso do professor de 4ª série do ensino fundamental a respeito dos diferentes domínios de Língua Portuguesa presentes no livro didático (LD), buscando perceber traços que revelem a relação entre discurso e estrutura social. Para isso, esboçamos algumas considerações sobre o que é discurso e sobre os três tipos de contexto, apresentados por Blommaert (2005, 2008). Neste estudo, analisamos seis entrevistas – tomando como referência as categorias de análise discursiva do referido autor, a saber: recursos como contexto, trajetória dos textos e histórias de dados – por meio das quais investigamos que saber o professor possui a respeito do LD, ressaltando os conhecimentos sobre as propostas de ensino concernentes às quatro habilidades: ler, escrever, falar e ouvir. Nele, destacamos que, para uma compreensão mais ampla das representações das professoras acerca do LD, é necessária a utilização de informações referentes à formação, ao tempo de serviço, à sua capacidade de expressão oral etc. A investigação também nos fez depreender que as docentes apresentam dificuldades de discorrer sobre as seções didáticas porque lhes falta conhecimento teórico-metodológico; que a seleção do material parece não envolver discussões entre elas sobre qual livro escolher e por qual motivo; e que o livro, em algumas escolas, havia chegado depois de o planejamento já estar pronto, o que restringiu o seu uso. Com essa pesquisa, verificamos ainda que a dificuldade das professoras de expressar opiniões no que diz respeito às propostas do LD pode ser tanto em razão da escolha lexical do entrevistador, no momento da realização das entrevistas, quanto do seu desconhecimento de questões relacionadas ao ensino de Língua Portuguesa e da não leitura do material.
PALAVRAS-CHAVE: PROFESSOR, DISCURSO, LIVRO DIDÁTICO DE PORTUGUÊS

 

SESSÃO - PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO,
SABERES E FORMAÇÃO DOCENTE 40
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Instittuto de Estudos da Linguagem - IEL - SALA: CL 10

TÍTULO: INCLUSÃO DIGITAL DE PROFESSORES DO CAMPO: DESAFIOS À FORMAÇÃO DOCENTE
AUTOR(ES): MÁRCIA DE JESUS XAVIER
RESUMO:
Apresentamos neste trabalho uma análise de dados parciais de uma dissertação de mestrado, cujos referenciais incluem as discussões em torno da inclusão digital das especificidades da educação do campo. O encontro entre as tecnologias (aqui representadas pelo computador e pela Internet) e a população do campo, com escasso acesso a acervos, bibliotecas e Internet conecta duas realidades distintas e distantes, em vários aspectos, mas que se inter-relacionam: cidade e campo. O objetivo foi estudar a aproximação de professores em formação de um pequeno município às novas tecnologias. Os 21 professores em formação estudavam Pedagogia numa Universidade regional. A observação de uma aula de Informática dessa turma deixou notório que muitos tiveram seu primeiro contato com o computador naquele dia: a inibição diante da máquina foi patente. Do ponto de vista metodológico, realizamos um trabalho que envolveu pesquisa bibliográfica, documental (exploração de banco de dados) e de campo, utilizando diversos procedimentos para a obtenção de dados empíricos, entre eles a aplicação de um questionário e a realização de reuniões inspiradas na metodologia de grupo focal. Os resultados alertam para a necessidade de mais estudos na área e revelam também a necessidade de mediação humana e presencial qualitativa, para que as poderosas TICs (Tecnologias de Informação de Comunicação) possam viabilizar à população do campo a saída do isolamento e a participação do mundo contemporâneo sem desfigurar ou desconsiderar os valores e traços culturais locais/regionais. Para pensar a questão de fundo das desigualdades sociais e sua incidência na relação espaço urbano e espaço rural, trazemos as contribuições de Sérgio Celani Leite e Paulo Freire. Para pensar o entrelaçamento entre as Tecnologias de Informação e Comunicação e a Educação, foram importantes os estudos de Maria Luiza Belloni e Nelson de Luca Pretto.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO DE PROFESSORES, INCLUSÃO DIGITAL, EDUCAÇÃO DO CAMPO

TÍTULO: QUEM CONTA UM CONTO, CONTA! - IMPRESSÕES E EXPERIÊNCIAS DOS ALUNOS DO CURSO NORMAL SOBRE EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO DOCENTE.
AUTOR(ES): MICHELENI MÁRCIA DE SOUZA MORAES, JUREUSA CAVALCANTE NUNES MONTEIRO DO AMARAL
RESUMO:
O presente trabalho, fruto da pesquisa “Processos de formação: construindo novos sentidos para o conhecimento e a aprendizagem“, coordenada pela professora Eda de O. Henriques no Grupo de Estudos e Pesquisa sobre Processos de Formação Institucionais- GEPIFOR/UFF, foi realizado no Instituto de Educação Prof. Ismael Coutinho - Niterói/RJ. Tem por objetivo abordar, através de metodologia baseada em contos e crônicas da literatura brasileira e universal, concepções, valores e formas de ser docente, muitas vezes ocultas nas relações entre o ensinar e o aprender. Sabe-se que a formação do professor não se dá apenas nos espaços de formação institucionais, mas nas relações sociais e culturais que permeiam a vida. No entanto, acredita-se que os espaços escolares têm papel fundamental na aprendizagem e formação humana e é o nosso campo de atuação. As experiências escolares vivenciadas neste locus em especial ocupam um interstício entre os processos de formação e de aprendizagens que irão contribuir para determinar ou re-significar a prática docente. Vigotsky, Bakthin e Benjamin fundamentam a pesquisa. O conto utilizado foi Amor de salvação-amor de perdição de João das Neves. Os relatos expressam a percepção dos futuros professores a respeito do universo escolar. A metodologia baseada em contos permite ao sujeito dialogar consigo mesmo, buscar nas suas memórias as reminiscências da vida escolar e relacioná-las com os referenciais teórico-metodológicos que está aprofundando neste momento específico de sua formação. Esse diálogo só é possível porque a leitura dos contos desempenha um papel fundamental na sensibilização e na afetividade do sujeito. Privilegia-se assim, o cenário subjetivo dos educandos numa perspectiva que inclui a narrativa como forma de expressão da subjetividade articulando com as categorias que a priori estamos investigando. Faz-se um contraponto entre o vivido e o estudado, entre a teoria e a prática com vistas a uma transformação das práticas pedagógicas.
PALAVRAS-CHAVE: LITERATURA, FORMAÇÃO DE PROFESSORES, SUBJETIVIDADE

TÍTULO: EDUCAÇÃO ESTÉTICA E LETRAMENTO SENSÍVEL NA FORMAÇÃO DOCENTE DA FAE/UFPEL
AUTOR(ES): MIRELA RIBEIRO MEIRA
RESUMO:
A autora investiga “se” e “como” acontece uma Educação Estética no Curso de Pedagogia da FaE/UFPel. Metodologicamente, o corpus da pesquisa, iniciada em março de 2009, compõe-se de análises de expressões coletadas de sessenta alunas em Seminários Teóricos, Memoriais, Vivências, Experiências, Produções Estéticas e TCCs. Desses, recortou-se o que permitisse verificar se e que transformações deflagraram um “sentipensar” (Galeano, 1992), uma “unicidade” (Maffesoli, 2001), um “sabor” sensível (Duarte-Jr,2001), um sentido profundo de dignificação de si e da vida. Da Arte às Neurociências, puseram-se em diálogo vários autores e suas proposições, como Humberto Maturana (1992; 1998): “Ontogenia, Epigênese, Condutas, Conhecimento”; Michel Maffesoli (2000; 2003): “Ético-estético, Socialidade, Razão Sensível”; António Damásio (1996; 2000; 2004): “emoções e sentimentos permitem decisões racionais”; Duarte-Jr. (1982; 1997; 2001.): “um sabe(o)r sensível [é um] direito inalienável à sensualidade e à beleza”, manifestação vital que gera um saber corporal básico, que inicia o processo de conhecer. Como resultados, espera-se poder subsidiar uma futura mudança curricular, de relações, práticas, espaços, enfoques na Pedagogia. Como resultado parcial, evidenciou-se o conhecer “como” e “no viver” (Maturana,1996), onde sensibilidade e racionalidade extrapolam o caráter de meros “instrumentos de pensar” para sentir junto (cum sensualis), para “aproveitar o prazer da existência”(Maffesoli, 2004). Ressalta-se que não se trata de abdicar do intelecto, mas sim considerá-lo co-criador de uma Pedagogia metamorfótica, que acolha e valorize processos estéticos, éticos, criadores e afetivos, além de convivência , cuidado (Hedegger,2002) e - por que não? – “amor”, como sublinha Maturana (1998), ou seja, “considerar o outro como um legitimo Outro na convivência”, em seu “linguajear” cotidiano. Essas assertivas compõem, no devir da pesquisa, as possibilidades de um “Letramento Sensível”, forma de imprimir sentido ao mundo agregando, ao prosaico da existência, a dimensão poética.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO ESTÉTICA, FORMAÇÃO DE PROFESSORES, LETRAMENTO SENSÍVEL

 

TÍTULO: FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES ALFABETIZADORES: MUDANÇAS OU CONTINUIDADES NAS PRÁTICAS DOCENTES
AUTOR(ES): MIRIAM MARIA ROBERTO MARMOL
RESUMO:
Esta pesquisa tem como principal objetivo investigar mudanças/continuidades na prática docente de professores que participaram de cursos de formação continuada do Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita – Ceale, da Faculdade de Educação da UFMG. A proposta desta pesquisa está dividida em dois momentos: o primeiro consistirá em levantamento geral das formações realizadas pelo Ceale. Nesse sentido, dentre os documentos a serem analisados, destacamos o questionário de avaliação respondido por todos os professores que participaram da formação, que consiste em respostas sobre a formação, com destaque para questões sobre o material básico, a Coleção Instrumentos da Alfabetização, (composta de 7 livros) utilizada nas formações. O segundo momento consistirá em um estudo qualitativo com base na análise de dados coletados nos questionários, realizaremos entrevistas com alguns professores e observação em de sala de aula. Assim, torna-se fundamental dialogar com o professor, observar as suas práticas e verificar se as mudanças ocorridas após o curso afetam positivamente o processo de ensino-aprendizagem.A pesquisa em andamento baseia-se teoricamente em estudos sobre formação continuada, formação docente, prática docente, na Coleção “Instrumentos da alfabetização”, em documentos oficiais do MEC sobre formação continuada e na LDB. Espera-se que esta pesquisa possa contribuir para as reflexões sobre as políticas governamentais de formação continuada e os impactos na prática docente dos professores alfabetizadores e dos alunos. .
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO CONTINUADA, PRATICA DA ALFABETIZAÇÃO, INSTRUMENTOS DA ALFABETIZAÇÃO

TÍTULO: O ESCREVER NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES:TEIAS A SEREM REMOVIDAS
AUTOR(ES): MIRIAN GARFINKEL
RESUMO:
A escrita tem sido tema de estudo de pesquisadores preocupados com os caminhos ou descaminhos que ela vem apresentando, em especial quanto as dificuldades na formação de um público leitor e escrevente à medida que se alargam as redes de saberes, geradas pela multiplicidade e interatividade dos meios de comunicação atuais. O presente trabalho que opta por dialogar com Adorno, Derrida, Foucault, Benjamin e Barthes faz uma reflexão sobre a comunicação escrita vinculada à oralidade e leitura, no cotidiano de um curso de pós graduação de uma faculdade particular situada na zona oeste do Rio de Janeiro. Questões focando facilidades e dificuldades no escrever serviram de parâmetro para reflexões e posteriores respostas dos alunos, que confirmaram sua práxis maior voltada para o falar com o aluno, na maior parte das vezes sob a forma de monólogo. Foram realizadas entrevistas escritas e encontros grupais com 28 alunos, em que 22 apontam questões do tipo “tenho dificuldade em organizar pensamentos em palavras escritas“, seguidas de “ minhas idéias não passam da cabeça para o braço e do braço para a mão“. Os resultados apontam que o escrever, longe de ser um passo na construção do conhecimento dos professores, ainda apresenta entraves, fruto de uma pedagogia voltada para a oralidade, da utilização de livros-texto como apoio do dia a dia da aula e de um processo envolto em tantas teias que impede a apropriação da escritura como a possibilidade de criação e desenvolvimento de aptidões críticas indispensáveis para uma relação de parceria professor-aluno, capazes de responder aos desafios da complexidade dos dias atuais.
PALAVRAS-CHAVE: ESCRITURA, ORALIDADE, APTIDÕES CRÍTICAS

 

SESSÃO - PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO,
SABERES E FORMAÇÃO DOCENTE 41
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Instittuto de Estudos da Linguagem - IEL - SALA: CL 11

TÍTULO: OS CONSUMOS DE ‘VISTOS’ CONCEDIDOS ÀS ATIVIDADES EM COTIDIANO ESCOLAR
AUTOR(ES): MITSI PINHEIRO DE LACERDA
RESUMO:
Neste trabalho, a avaliação foi tomada enquanto tema, delimitando-se uma prática não institucional como problema de pesquisa – os “vistos“ que os professores concedem aos estudantes após a realização de atividades. Estes “vistos“ perpassam de forma significativa as relações entre ensino/aprendizagem e família/escola, embora não se encontrem formalmente inseridos na rotina oficial da escola. A pesquisa foi desenvolvida através de documentação direta em uma escola da rede pública estadual de Minas Gerais, com a participação de professores, estudantes e suas famílias. Empregando as proposições de Certeau, foi observado que se trata de prática cotidiana cujo caráter é tácito e que aponta para a necessidade de se compreender as táticas dos consumidores, ou seja, como professores, famílias e alunos produzem algo no plano instituinte. Conferir “vistos“ às atividades escolares é uma prática recorrente em cotidiano escolar, e seu caráter instituinte e não regulado permite flexibilidade de concepções, usos e consumos. Associados à avaliação, disciplinarização dos corpos e motivação, os “vistos“ são consumidos de diferentes formas, segundo os interesses de cada um. A prática de se conceder “vistos“ às atividades escolares se mostrou como parte da dinâmica pedagógica, utilizada pela maioria dos professores e compreendida de diferentes formas por estudantes e suas famílias. A ambiguidade presente em suas afirmações ressaltou a inexistência de regras e o caráter não-institucional desta prática, levando os sujeitos a consumirem os “vistos“ segundo lógicas próprias. Estas lógicas dialogam com as estratégias docentes e as táticas discentes, tomadas como prática indiscutível sobre a qual há um silêncio convenientemente ajustado. O trabalho sinaliza a necessidade por se investigar movimentos instituintes em cotidiano escolar, se aproximando de práticas e narrativas ainda pouco conhecidas.
PALAVRAS-CHAVE: MOVIMENTOS INSTITUINTES, COTIDIANO ESCOLAR, AVALIAÇÃO

 

TÍTULO: ESTRATÉGIAS NO USO DO LIVRO DIDÁTICO NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL: CONTEÚDOS ESCOLARES E PRÁTICAS INTERACIONAIS
AUTOR(ES): MÔNICA MARIA GADÊLHA DE SOUZA GASPAR
RESUMO:
Este texto tem como proposta de discussão a questão do uso do livro didático em sala de aula. O trabalho de investigação realizado teve por objetivo analisar as estratégias utilizadas pelas professoras dos anos iniciais do Ensino Fundamental ao trabalhar os conteúdos escolares no livro didático nas aulas de Ciências. Procurou-se perceber as relações estabelecidas entre tais conteúdos e a cultura escolar de forma mais ampla, incluindo aspectos da história de vida dos alunos, que são frequentemente expressos e demandados na escola como algo importante para se construir práticas educativas interacionais. O corpus analisado foi composto pelos conteúdos trabalhados pela professora conforme seu planejamento de aula e através do uso do livro didático, em uma turma do 5º ano do Ensino Fundamental de uma escola pública municipal, na cidade do Recife-PE. Para o registro dos dados, foi utilizado a técnica da videografia. A transcrição dos dados videografados considerou, na organização das estratégias da professora, a sequencialidade e a temporalidade da interação. Os dados analisados revelam que a professora utiliza estratégias interacionais, ao buscar estreitar as relações entre o livro didático, os conteúdos escolares e a história de vida de seus alunos, dando relevância ao que se deseja para uma aprendizagem significativa.
PALAVRAS-CHAVE: LIVRO DIDÁTICO, INTERAÇÃO, CONTEÚDOS ESCOLARES

 

TÍTULO: O PAPEL DA MEDIAÇÃO PEDAGÓGICA NA AQUISIÇÃO DA LEITURA E ESCRITA.
AUTOR(ES): MÔNICA VIEIRA SENKO
RESUMO:
O trabalho visa divulgar resultados parciais de uma pesquisa realizada sobre a aprendizagem da leitura e escrita em crianças da 5ª série da rede estadual de Ensino Fundamental de 8 anos. Baseia-se nos dados nacionais da Prova Brasil e IDEB e análise de textos de crianças que frequentam uma escola no interior do Paraná. Pretende demonstrar a importância do papel da mediação pedagógica do professor na aquisição da leitura e escrita, posteriormente apresentar soluções que visem à melhoria da aprendizagem. No geral foram necessárias aproximadamente oito aulas, desenvolveu-se a atividade contos, para cada encontro um tema, com modalidade diversificada no ato de redigir os textos. Por intermédio das atividades coletadas, foi possível observar dificuldades dos estudantes tanto para interpretar e consequentemente para escrever a narração. Com base na teoria investigada o pesquisador-universitário, em colaboração com o professor-regente, pode contribuir com mudanças significativas na aprendizagem dos alunos. Utiliza-se de referencial a Teoria Histórico Cultural e a metodologia da pesquisa-ação. Defende a idéia de que a aquisição dos conceitos científicos pela criança não se dá de forma natural e espontânea: necessita que a aprendizagem seja corretamente organizada pelo professor para que ocorra o desenvolvimento. Por meio desta pesquisa, o intuito é contribuir com a formação dos professores de Língua Portuguesa para um enriquecimento da práxis pedagógica.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA , ESCRITA, MEDIAÇÃO PEDAGÓGICA

 

TÍTULO: O PROFESSOR PODE SER CONSIDERADO UM LÍDER?
AUTOR(ES): MURILO CHALES PEREIRA
RESUMO:
A presente pesquisa bibliográfica ocorreu no ano de 2008 com o intuito de elaborar um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), para a licenciatura em Química, vislumbrando compreender a existência de uma possível relação entre as necessidades impostas ao professor – conhecer as novas tecnologias de comunicação, a realidade social dos educandos, construir um relacionamento interpessoal capaz de favorecer a aprendizagem dos conteúdos de sua disciplina, entre outros atributos distantes do conhecimento específico de sua disciplina – e aquelas existentes no âmbito empresarial. Para tanto, foi feita a leitura de autores que descrevem o profissional professor no intuito de encontrar características que possam dar indícios de como os educadores exercem sua função. Na tentativa de verificar uma aproximação do profissional professor com o gestor empresarial, a sequência do trabalho enveredou-se na busca de autores que se debruçassem sobre a temática da liderança empresarial tentando compreender como os profissionais da gestão empresarial exercem sua função. No término das leituras, que foram feitas de maneira crítica e com a intencionalidade de comparar as argumentações referentes a dois campos distintos de pesquisa (educacional e empresarial), foi possível encontrar algumas características que possam ser consideradas correlatas dessas duas áreas de atuação: a necessidade de ambos os profissionais terem a incumbência de orientar seus alunos/liderados, a conquista da confiança dos alunos/liderados que eles se relacionam diariamente, a aceitação pelo grupo dos quais esses fazem parte, conseguir compartilhar/transmitir os saberes aos integrantes de seu grupo, entre outras características.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO DE PROFESSORES, RELAÇÃO INTERPESSOAL, LIDERANÇA

TÍTULO: RELAÇÕES ENTRE LEITURA E O DISCURSO CIENTÍFICO: ALGUMAS CONDIÇÕES DE PRODUÇÃO DO IMAGINÁRIO E DISCURSOS DE PROFESSORES DO ENSINO MÉDIO
AUTOR(ES): NARJARA ZIMMERMANN
RESUMO:
Entendendo que o professor tem papel fundamental na mediação da leitura pelos estudantes e na formação do leitor de ciência, e que essa mediação se relaciona com seus imaginários de leitura. Este trabalho teve como objetivo principal compreender alguns aspectos das condições de produção do imaginário de quatro professores de diferentes disciplinas do ensino médio (Química, Geografia, Língua Portuguesa e Biologia) de uma mesma escola pública sobre leitura na relação com o discurso científico. Baseados em aportes da Análise de Discurso de origem francesa, analisamos os sentidos sobre leitura produzidos por esses professores em entrevistas semiestruturadas, considerando que esses sentidos foram produzidos em determinadas condições de produção que englobam o contexto imediato, os sujeitos e a situação, e o contexto sociohistórico, ideológico. Por meio das análises observamos que o imaginário desses professores está relacionado a aspectos pessoais da história de vida e formação inicial e continuada, bem como a aspectos da dinâmica de trabalho e interações nessa escola. Todos os professores apontaram a importância da leitura nas suas disciplinas, utilizando diferentes fontes de leitura, incluindo o texto didático, e inserindo os textos em diferentes situações de leitura em sala, nas quais consideram os alunos como produtores de sentido. No entanto, em seus discursos, ocorrem distinções entre a leitura em português e nas outras disciplinas. Esse imaginário parece se relacionar à previsibilidade da leitura de textos científicos que se estabelece pela relação com a história, pela constituição e legitimação da univocidade do discurso científico. De modo geral, os resultados apontam que os discursos sobre leitura dos professores se relacionam a sentidos encontrados na pesquisa em ensino de ciências, em documentos oficiais, como os PCN. Além disso, discursos que chegam à escola, por meio de dois cursos de formação continuada desenvolvidos por esses professores, também aparecem relacionados com os sentidos produzidos sobre leitura.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, DISCURSO CIENTÍFICO, FORMAÇÃO DE PROFESSORES

 

 

SESSÃO - PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO,
SABERES E FORMAÇÃO DOCENTE 42
DIA: 23/07/2009 - Quinta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Instittuto de Estudos da Linguagem - IEL - SALA: CL 01

TÍTULO: AUTO-NARRATIVAS COMO CONSTITUIÇÃO DE SI
AUTOR(ES): NIZE MARIA CAMPOS PELLANDA, BEATRIZ ROCHA ARAUJO
RESUMO:
AUTO-NARRATIVAS COMO CONSTITUIÇÃO DE SI Partindo de um quadro teórico sustentado pelo princípio da auto-organização que emerge na II cibernética desenvolvemos um projeto de pesquisa complexo. Em meados do século passado emerge um novo paradigma que tem sido chamado de complexo devido a abordagem da realidade de modo a não separar as diferentes dimensões do humano em contraposição à simplificação do paradigma cartesiano baseado na fragmentação generalizada dessas dimensões. O referido paradigma surgiu principalmente devido ao movimento cibernético que empreende, pela primeira vez, o estudo científico da mente e da cognição, objeto esse deixado até então para especulações filosóficas. O desdobramento desse movimento, conhecido como II cibernética trouxe a revolução da inclusão do observador no objeto observado. Ora, isso muda tudo sobre o que pensávamos sobre conhecimento. O eixo desloca-se então, do conhecimento como representação para o conhecimento como invenção. O que nosso grupo se propõe é investigar as questões de construção do conhecimento na perspectiva da inseparabilidade sujeito/objeto e da não representação da realidade. Para realizar esse trabalho usamos uma metodologia complexa na qual o pesquisador se auto-experimenta o tempo todo pensando sobre seu próprio processo de aprendizagem e como se transforma subjetivamente nesse percurso. Uma das atividades mais importantes desse projeto são as escritas de si. Cada um faz sua auto-narrativa, lê e discute com os colegas pesquisadores no grupo. A auto-narrativa leva a uma complexificação de si. Essa atividade é seguida de uma etapa de leitura da mesma para os colegas o que leva o autor a realizar uma metacognição com uma consequente reorganização de si a partir das perturbações nas conversações no grupo.
PALAVRAS-CHAVE: ESCRITAS DE SI, COMPLEXIFICAÇÃO, AUTO-ORGANIZAÇÃO

 

TÍTULO: OFICINAS DE LEITURA. PROFESSORES LEITORES?
AUTOR(ES): NOEMI BIANCHINI
RESUMO:
O tema Produção de Conhecimento, Saberes e Formação Docente nos remete à discussão sobre saberes e hábitos necessários aos professores para garantirem a prática da leitura em suas salas de aula. O estudo ora proposto constitui parte de dissertação de mestrado defendida em 2005 no programa de Pós-Graduação em Educação Escolar da Faculdade de Ciências e Letras de Araraquara, da UNESP, e pretende contribuir com essa reflexão. A pesquisa que teve como referencial teórico a Sociologia da Educação de Pierre Bourdieu apresentou-se como uma contribuição sociológica para o entendimento de como se constituía a formação de professoras que no momento da pesquisa atuavam na Educação Infantil e nas séries iniciais do Ensino Fundamental em municípios da região oeste do estado de São Paulo. Os dados empíricos foram coletados em 2003 e constituíam-se de 410 questionários estruturados, 12 entrevistas semi-estruturadas e análise documental de 160 cadernos de professoras. O conceito de capital cultural proposto por Bourdieu, tomado como fundamental para o estudo, proporcionou o foco do olhar na construção dos questionários e entrevistas e durante as análises dos dados. O recorte proposto para esta apresentação traz para discussão alguns depoimentos das professoras sobre ausências de acesso à práticas de leitura só reconhecidos durante as Oficinas de Leitura (OLÉS) ministradas durante o Curso Normal Superior.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO DE PROFESSORES, CAPITAL CULTURAL, ACESSO À LEITURA

TÍTULO: “AS PROFESSORAS DO ENSINO MÉDIO E SUAS CONCEPÇÕES ACERCA DO ENSINO DA LÍNGUA MATERNA“.
AUTOR(ES): NOEMI LENZ, VERÔNICA CARDOSO AUSTRIA
RESUMO:
O trabalho aqui proposto constitui-se de um desdobramento da pesquisa “Aprendizagem docente no ensino superior: construções e tessituras da professoralidade”, desenvolvida pelo Grupo de Pesquisa Formação de Professores e Práticas Educativas – GPFOPE, o qual tematiza a formação do professor da educação básica e superior. Considerando a acuidade de se pensar acerca dessa formação continuada dos professores, este estudo enfoca o processo de reflexão sobre a docência no ensino da Língua Materna, no qual objetivamos compreender as concepções teóricas explicitadas por professoras do Ensino Médio e reconhecer as concepções que permeiam a organização do trabalho pedagógico e sua repercussão na gestão da ação pedagógica. Desenvolvemos esta investigação de cunho qualitativo, a partir de uma abordagem narrativa sociocultural, pois o professor, ao falar de sua prática, à medida que narra também significa seu dizer ao se colocar como um sujeito em determinado tempo histórico, busca auxílio da memória e do seu espaço de atuação profissional e por meio de entrevistas semi-estruturadas, com as quais pudemos evidenciar as vozes/ditos das professoras, além do exame do Projeto Político Pedagógico. Três professoras de uma escola do sistema público estadual, localizada na cidade de Santa Maria foram sujeitos-colaboradoras. Com a finalidade de sistematizar a análise e a partir das recorrências narrativas foram construídas as seguintes categorias: Concepção cristalizada, Concepção contraditória e Concepção em construção. A partir das mesmas e em consonância com referencial teórico desenvolvido, evidenciou-se que o ensino da Língua Materna, nesse contexto específico, é visto de forma idealizada, porque seus referenciais permanecem no plano discursivo, como também não há garantias de que a reflexão na ação apresenta-se nas falas/vozes das professoras encontra-se efetivada nas práticas de ensino, situação esta evidenciada em suas próprias narrativas.
PALAVRAS-CHAVE: ENSINO DA LÍNGUA MATERNA, CONCEPÇÕES TEÓRICAS, PROFESSORAS

 

TÍTULO: LEITURA, TEORIA, PRÁTICA E PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO: COMPONENTES IMPORTANTES NA FORMAÇÃO CONTINUADA DO PROFESSOR DE EJA I- FUMEC- CAMPINAS/SP.
AUTOR(ES): NOÊMIA DE CARVALHO GARRIDO, DENISE TRAVASSOS MARQUES, RUTE DE CARVALHO ANGELINI
RESUMO:
Esta comunicação pretende contextualizar as ações que o Grupo de Estudos e Pesquisa em Educação Social e Ação Comunitária - GEPESAC propõem na tarefa de intervenções pedagógicas em salas de aula de EJA I da FUMEC em Campinas. O trabalho de formação continuada com professores tem como intencionalidade integrar teoria relacionada à educação social, à práxis educativa de modo geral e especificamente na Educação de Jovens e Adultos tendo como estratégia de intervenção a ação comunitária e tem como objetivo buscar nos estudos: teoria, reflexão, troca de experiências, subsídios às práticas do cotidiano escolar e transcrição do conhecimento através de produções sistematizadas. A Educação de Jovens e Adultos na FUMEC, desde a sua criação, é entendida como Educação Comunitária. Discutimos e defendemos, em nosso trabalho, reivindicações sociais e o despertar de possibilidades em busca do direito e da cidadania. Insistimos na defesa de uma educação social voltada à classe desfavorecida ou excluída dos privilégios sociais e incluímos nela o despertar dos sonhos chegando-se à conclusão de que a educação social comunitária é uma utopia desejada. Então acreditamos que, ao analisar os problemas existenciais, a imaginação nos permite transver o mundo e procuramos ir em busca de superação e tomadas de decisões.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO, COMUNIDADE, FORMAÇÃO

 

TÍTULO: AS REVISTAS PEDAGÓGICAS E O IMAGINÁRIO DO PROFESSOR
AUTOR(ES): OLINDA DE CÁSSIA GARCIA SANDO, MÁRCIA APARECIDA AMADOR MASCIA
RESUMO:
Este artigo tem por objetivo analisar discursivamente editoriais selecionados da “Pátio – revista pedagógica”. Nossa pesquisa tem como referenciais teóricos os pressupostos teóricos da Análise do Discurso de linha francesa, que compreende o discurso como o entremeio entre “a estrutura e o acontecimento” (Pêcheux,1990) e o sujeito como aquele que dá sentido às palavras e adquire sentido por meio delas. Também nos apoiamos em conceitos propagados por Hall e Bauman ligados à perspectiva sócio-cultural e na concepção de sujeito de Foucault. A análise aponta para uma construção discursiva de um sujeito professor imaginado pela revista como desejoso por atualização e por modelos prontos e eficazes já que a Pátio se mostra bastante acessível quanto à apresentação de seu conteúdo e como sendo a fonte desses modelos tão procurados pelo professor. Contudo, a materialidade deixa resvalar um paradoxo interno aos editoriais: se, por um lado, a revista se apresenta como um espaço para a multiplicidade de teorias, por outro, vem à tona o desejo por oferecer bons modelos. E quais bons modelos seriam esses? Aqueles oriundos da Pedagogia Crítica, pedagogia esta que se encontra ainda no imaginário dos profissionais da educação. O trabalho não tem a intenção de tecer críticas levianas a nenhuma tendência educacional, mas de se constituir como um espaço que possa trazer à tona concepções e conceitos presentes no imaginário educacional e questionar professores para o perigo da leitura ingênua de revistas pedagógicas.
PALAVRAS-CHAVE: DISCURSO, IMAGINÁRIO, REVISTA PEDAGÓGICA

 

 

SESSÃO - PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO,
SABERES E FORMAÇÃO DOCENTE 43
DIA: 23/07/2009 - Quinta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Instittuto de Estudos da Linguagem - IEL - SALA: CL 01

TÍTULO: ANÁLISE DA HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO DA “DIVINA COMÉDIA” DE DANTE ALIGHIERI
AUTOR(ES): OSMAR NASCIMENTO DE OLIVEIRA
RESUMO:
Este estudo, em nível de Iniciação Científica, é uma análise de A Divina Comédia de Dante Alighieri (1265-1321). Essa obra é considerada pelos estudiosos da literatura e da história como sendo a fundadora da literatura e da língua italiana, o mais completo compêndio sobre a civilização ocidental na Baixa Idade Média, escrita entre 1310 e 1321. Nela, Dante coloca a si próprio como personagem em uma peregrinação através do Inferno e do Purgatório, conduzido pelo poeta Virgílio e através do Céu pela bela Beatriz. Na medida em que vai conhecendo os recintos mais profundos de cada um desses locais, Dante encontra vários personagens históricos reais e imaginários que são classificados pelo autor em cada um desses locais, de acordo com os respectivos méritos ou pecados de cada um. Nossa intenção é conhecer melhor a civilização do período Medieval e proporcionar uma reflexão no campo da educação de nossa época. Nessa análise, amparada por alguns estudiosos do período e do próprio autor, estudamos os valores morais destacados em sua obra, assim como os maus hábitos e comportamentos condenados por Dante. Por meio dessa análise poderemos refletir sobre tais aspectos em nossa época, associando-os à atividade dos profissionais da área da educação, visando melhorias em seu processo pedagógico, porque isso resultará, a nosso ver, em formar melhor homens e cidadãos para a sociedade, ou seja, sujeitos responsáveis, possuidores de valores morais e éticos.
PALAVRAS-CHAVE: HISTORIA DA EDUCACAO MEDIEVAL, DANTE, TRANSFORMACAO SOCIAL

 

TÍTULO: CARACTERIZAÇÃO DA PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO CIENTÍFICO E SUAS IMPLICAÇÕES DIALÓGICAS PARA AS SUBJETIVIDADES SOCIAIS
AUTOR(ES): OSMUNDO ROCHA CLAUDINO
RESUMO:
Este artigo tem por finalidade caracterizar o processo de produção do conhecimento científico, comportando seus fenômenos, princípios, leis, modelos, leituras, linguagens, seus métodos de experimentação e investigação, suas tecnologias, além de suas relações com outras áreas do conhecimento que, estruturados nas concepções mais representativas da Ciência, tendem a gerar implicações dialógicas para a compreensão das subjetividades sociais no contexto escolar como um todo. No campo das Ciências das Ciências Naturais, sobremodo, tais implicações se interpõem à transação de saberes, em função da supervalorização de parâmetros conceituais arraigados na cultura cartesiano-acadêmica que, todavia, vem sendo reorganizados por demandas decorrentes das interações cognitivas, sociais, culturais, educacionais, políticas, econômicas e tecnológicas, reorientado fluxos de saberes para os quais o modelo de escola - amparado na dicotomia das aprendizagens científica e social - cada vez menos representa um espaço aglutinador e, portanto, produtor de conhecimento significativo. O estudo propõe a contextualização como pressuposto indispensável à construção de uma alternativa de alfabetização científica que ultrapasse a condição meramente descritiva da realidade, recolocando como princípio básico as interações ecossistêmicas, essenciais às intervenções e transformações das estruturas biossociais ‘dadas’, tornando-a de um lado capaz de corresponder às necessidades do sujeito escolar, de outro contribuindo para uma educação de base inclusiva.
PALAVRAS-CHAVE: CONHECIMENTO CIENTÍFICO , SUJEITO ESCOLAR , ALFABETIZAÇÃO CIENTÍFICA.

 

TÍTULO: MULTICULTURALISMO: PESQUISA ACADÊMICA E PRÁTICA PEDAGÓGICA
AUTOR(ES): PAMELA VICENTINI FAETI, GEIVA CAROLINA CALSA, GILMAR ALVES MONTAGNOLI
RESUMO:
Atualmente o multiculturalismo se apresenta como uma tendência educacional que busca responder a questões e necessidades referentes à incorporação da diversidade cultural e o desafio a preconceitos em diversos campos da vida social, incluindo a instituição escolar. No campo do currículo, pretende verificar em que medida o discurso hegemônico constrói imagens estereotipadas do negro, da mulher, do deficiente físico, dos grupos portadores de culturas, religiões e linguagens diferentes das predominantes. Tendo em vista a importância da compreensão deste tema por parte dos educadores, buscamos investigar a presença da teoria multicultural em trabalhos de pesquisa da área da educação e entre professores atuantes. Com a palavra-chave multiculturalismo foram encontradas 17 dissertações e teses realizadas nos últimos dez anos em instituições públicas federais, estaduais e privadas pertencentes às regiões sudeste, sul e nordeste. Os conceitos de multiculturalismo mais utilizados por estes trabalhos referem-se aos de Peter McLaren. Neste caso, o conteúdo apresentado contempla, sobretudo, a classificação que o autor realiza sobre os tipos de multiculturalismo existentes até o momento e o enfoque que propõe como alternativa aos demais. Assim, são apresentados os conceitos de Multiculturalismo Conservador, Humanista Liberal, Liberal de esquerda, Crítico e de Resistência. Em contraposição, as entrevistas realizadas com professores em atuação mostram que a teoria multicultural é ainda bastante distante tanto de suas leituras quanto de sua prática de sala de aula. Isso apesar da existência de políticas educacionais voltadas à inclusão, ao atendimento das necessidades especiais e de documentos oficiais como os PCNs que preconizam a inserção dessa vertente pedagógica nas instituições escolares. Concluímos que a não presença da teoria do Multiculturalismo (nos conteúdos, nas estratégias de ensino, de aprendizagem e de avaliação) contribuem para a manutenção das culturas denominadas hegemônicas nos currículos escolares. Assim, continuam silenciadas, estereotipadas ou deformadas as culturas dos grupos sociais minoritários e/ou marginalizados.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO, MULTICULTURALISMO, ENSINO-APRENDIZAGEM

 

TÍTULO: REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DO SER PROFESSOR: PRIMEIRAS APROXIMAÇÕES
AUTOR(ES): PATRICIA IRENE DOS SANTOS, LAEDA BEZERRA MACHADO
RESUMO:
Este trabalho é um recorte de uma pesquisa em andamento no curso de Pós-Graduação em Educação da UFPE intitulada “Representações Sociais do Ser Professor: um olhar sobre a profissão“. O estudo analisa as representações sociais do “ser docente“ entre os professores dos anos iniciais do Ensino Fundamental do Município de Jaboatão dos Guararapes - PE e suas implicações para o exercício da profissão. O referencial orientador da investigação é a Teoria das Representações Sociais. Trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa da qual participaram 40 professores. Utilizamos como procedimentos de coleta entrevistas semi-estruturadas e narrativas. A Análise de Conteúdo orienta a interpretação dos dados. Os resultados, ainda que preliminares, apontam o “ser professor“ centrado nos aspectos: trato direto com os alunos reconhecimento, respeito, valorização profissional e melhores condições salariais. Essas primeiras aproximações com os dados nos dão indícios do campo representacional do ser professor. Um campo complexo permeado por diferentes elementos de suas subjetividades, reações e expectativas dos outros para com o seu trabalho. Este primeiro ensaio de análise deverá ser ainda maturado e ampliado em estudos de maior fôlego, capazes de aprofundarem com maior rigor os resultados aqui apresentados focalizando melhor essas representações sociais do “ser docente“ e suas implicações práticas.
PALAVRAS-CHAVE: REPRESENTAÇÕES SOCIAIS, PROFISSÃO, PROFESSOR

 

TÍTULO: O ORIENTADOR PEDAGÓGICO E A RESPONSABILIDADE PELA FORMAÇÃO DOCENTE
AUTOR(ES): PATRICIA REGINA INFANGER CAMPOS
RESUMO:
Esta comunicação baseia-se no trabalho pedagógico desenvolvido na EMEF “Júlio de Mesquita Filho“, de Campinas, na qual ocupo o lugar de orientadora pedagógica desde 2002, e que também é locus da pesquisa de mestrado que realizo da Faculdade de Educação da UNICAMP. Desde que assumi minhas funções, observei que a definição dos tempos e espaços escolares era constituída somente em meio às urgências desencadeadas pelas necessidades diárias do cotidiano escolar e das demandas externas. Situação que, além de gerar isolamentos entre os próprios docentes, contribuía para uma descontinuidade no trabalho pedagógico. Partindo do pressuposto de que aprendizagem acontece através da interação e da troca de experiências, e passando a encarar o cotidiano escolar por meio de suas potencialidades, uma outra organização dos tempos e espaços escolares foi tomando o lugar da estrutura escolar da urgência. A intencionalidade pedagógica na definição dos rumos da escola com vistas ao trabalho coletivo e à valorização dos saberes docentes produzidos por meio de experiências pessoais e profissionais modificou a organização da escola. As reuniões semanais de Trabalho Docente Coletivo desencadearam muitas leituras, trocas de informações e de saberes. Esse trabalho de formação centrada na escola e pautado no trabalho docente coletivo tem gerado mudanças: as reuniões semanais de Trabalho Docente têm como objetivo a discussão do cotidiano com vistas à formação profissional; as reuniões de conselho de classe têm a finalidade de analisar os percursos de aprendizagem de cada aluno e possibilitar sua continuidade. Em sala de aula, os professores se voltam para o desenvolvimento de atividades que sejam desafiadoras e possíveis para cada um dos alunos. Tentamos olhar para o que cada aluno sabe e precisa saber para continuar avançando em seus processos de aprendizagens. Enfim, uma outra escola, organizada por meio do trabalho coletivo e da formação centrada na escola.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO DOCENTE, COTIDIANO ESCOLAR, ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

 

SESSÃO - PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO,
SABERES E FORMAÇÃO DOCENTE 44
DIA: 23/07/2009 - Quinta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Instittuto de Estudos da Linguagem - IEL - SALA: CL 02

TÍTULO: AS VOZES SOCAIS NA CONSTRUÇÃO DE IDENTIDADES PROFISSIONAIS DE PROFESSORES: UM OLHAR SITUADO DAS PRÁTICAS DE LETRAMENTO
AUTOR(ES): PAULA BARACAT DE GRANDE
RESUMO:
Neste trabalho, analiso o processo de construção de identidades profissionais de professores em curso de formação continuada com base em suas filiações teóricas. Tenho por objetivo entender/explicar como a identidade profissional de professores em formação continuada é construída na intersecção de diferentes vozes sociais que emergem nos discursos que circulam nesse espaço de formação. Este trabalho é um recorte de minha pesquisa de mestrado, que está em andamento, orientada pela Profa. Dra. Angela Kleiman e financiada pela FAPESP, a qual se apoia na perspectiva sócio-cultural dos Estudos do Letramento (STREET, 1983; GEE, 2000; KLEIMAN, 1995, 2001), assumida pelo grupo Letramento do Professor, ao qual pertenço. Tal abordagem considera o letramento situado do professor, ou seja, entende que as práticas de leitura e escrita só fazem sentido se estudadas no contexto de sua situação, ou seja, levando-se em conta todos os elementos do cenário que compõem a situação comunicativa de leitura ou produção escrita, objeto da pesquisa (KLEIMAN e BORGES DA SILVA, 2008). Parto do pressuposto de que as práticas de letramento na formação acadêmica, seja inicial ou continuada, envolvem processos de construção identitária. A origem da pesquisa vem de minha participação, como pesquisadora, em cursos de formação continuada, em que diferentes saberes dos professores e conceitos que os informam, de fontes variadas, surgem, embatem-se, complementam-se, interpenetram-se, hibridizam-se. As análises, de enfoque discursivo, têm como um de seus propósitos repensar as práticas dos formadores de professores em função das discussões sobre a construção de identidades profissionais dos professores. O corpus da pesquisa, de caráter qualitativo interpretativista, engloba dados gerados em observação participante em um curso de formação continuada e entrevistas realizadas com professores participantes do curso. A análise a ser apresentada tem por base a concepção dialógica e social de linguagem do Círculo de Bakhtin.
PALAVRAS-CHAVE: CONSTRUÇÃO IDENTITÁRIA, FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES, LETRAMENTO SITUADO

 

TÍTULO: A EXPRESSÃO CORPORAL E A ARTE DE CONTAR HISTÓRIAS NO PROCESSO DE FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DA EDUCAÇÃO INFANTIL E DO PRIMEIRO CICLO DO ENSINO FUNDAMENTAL
AUTOR(ES): PAULA CRISTINA DA COSTA SILVA
RESUMO:
Trata-se de um trabalho que busca discutir a expressão corporal como um dos elementos constitutivos de uma das formas de contar histórias e seu desenvolvimento em oficinas e cursos com curta duração ministrados aos professores da Educação Infantil e do primeiro ciclo do Ensino Fundamental. Por meio de dinâmicas em grupo que englobam a expressão corporal (CAFÉ, 2005), leituras de textos e reflexões acerca da importância do ato de contar histórias na escola, o Grupo Manauê – Contadores de Histórias, do qual a autora faz parte desde 1998, buscou sensibilizar os docentes visando estimular a prática cotidiana do contar histórias aos alunos. Ao longo de 2008, durante a observação de duas oficinas de quatro horas que envolveram professores de duas EMEIS e de dois cursos de curta duração, de dezesseis horas cada, os quais atenderam professores da Educação Infantil, Ensino Fundamental e comunidade em geral, foi possível notar que ao contar histórias, valendo-se de expressões corporais, o público-ouvinte torna-se mais atento e participativo durante a narrativa. Foi percebido também que houve um interesse maior por parte do público (professores em sua maioria) em conhecer a obra contada estimulando o contato com os livros utilizados pelo contador de histórias. Diante disso, é possível pensar que o ouvir e contar histórias de forma prazerosa e lúdica ressaltando as entonações, gestos e pausas que o conto oferece em suas entrelinhas pode se constituir um caminho fecundo na formação de leitores e na prática pedagógica dos professore(a)s.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES, ARTE DE CONTAR HISTÓRIAS, EXPRESSÃO CORPORAL

 

TÍTULO: EDUCAÇÃO E INFORMÁTICA: A FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE CLASSE ESPECIAL
AUTOR(ES): PAULA EDICLÉIA FRANÇA BACARO
RESUMO:
É indispensável a presença do computador em nossa sociedade e as influências diversas que exerce. Pesquisas têm demonstrado que o computador contribui no processo de ensino e de aprendizagem. Porém, o desafio do uso da informática educativa inclui vários fatores que influenciam seu uso: a implantação do computador nas escolas, a implementação de atividades e mudanças na prática pedagógica do professor. A dificuldade de seu uso não está apenas na falta de equipamentos nas escolas, há escolas que possuem equipamentos e não os utilizam corretamente por realizarem pesquisas de conteúdos sem discussões posteriores ou apenas para digitação de textos. Os alunos necessitam de desafios para se desenvolverem; é preciso que o professor compreenda a importância da formação no uso do computador para o desenvolvimento de seus alunos, além disso, o aluno que apresenta necessidades educacionais especiais exige prática pedagógica e metodologia diferenciada. Assim, foi organizada uma oficina de formação com a proposta de desenvolver estudo teórico e prático em ambiente informatizado envolvendo as professoras em situações de aprendizagem. Esta comunicação tem como objetivo apresentar a análise das ações desenvolvidas pelas professoras na oficina de formação e das atividades com seus alunos nos laboratórios de informática nas escolas onde atuavam. Os resultados mostraram a falta de conhecimento do professor e sua insegurança no uso do computador e as evidências enfatizam a necessidade da formação do professor estar vinculada à teoria e prática pedagógica.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO DE PROFESSORES, INFORMÁTICA NA EDUCAÇÃO, EDUCAÇÃO ESPECIAL

 

TÍTULO: APRENDIZAGEM DA ATIVIDADE DE ORIENTAÇÃO DE ESTAGIÁRIOS E CONSTRUÇÃO DE SABERES DOCENTES
AUTOR(ES): PAULA GAIDA WINCH
RESUMO:
Na história dos Cursos de Licenciatura (CL), observamos diversos estudos (PIMENTA, 2002; LEITE, 2006; LIMA, 2004, etc...) sobre o Estágio Curricular (EC) nesses cursos, com enfoque na sua organização, seu papel na formação da identidade profissional do futuro professor e suas possibilidades de auxiliar na articulação entre teoria e prática. Normativas legais para formação de professores, principalmente, Resoluções CNE/CP 01 e 02/2002, também enfatizam a importância do EC. Entretanto, levantamentos sobre temáticas recorrentes em pesquisas educacionais (BREZINSKI e GARRIDO, 2001; RAMALHO et al, 2002), apontam um número reduzido de pesquisas sobre o professor formador, incluindo o responsável pelo EC nos CL, o orientador. Assim, visamos, neste trabalho, aprofundar conhecimentos sobre o profissional orientador, em especial, sobre saberes docentes necessários para desenvolver a atividade de orientação e formas possíveis de aprendizagem desses saberes. Para isso, entrevistamos, mediante um roteiro estruturado, orientadores de 13 CL da Universidade Federal de Santa Maria. Dos 29 orientadores, entrevistamos 22 deles até o momento. Neste trabalho, utilizamos as informações obtidas em 16 entrevistas, as já transcritas e analisadas. Percebemos, nas falas desses profissionais, que há uma pluralidade de formas de aprendizagem da orientação: auto-formação (01); interação com Escolas de Educação Básica (03); interação com alunos estagiários (03); Interação entre os próprios orientadores (02); experiências vivenciadas durante atividade de orientação (07). Chamou-nos a atenção, o fato de a interação entre orientadores ser pouco mencionada como auxiliar na aprendizagem dessa atividade, visto a importância da socialização para a construção de saberes profissionais. (BERGER; LUCKMANN, 1985). De modo geral, entre os diversos saberes docentes, notamos maior valorização do saber experiencial (GAUTHIER et al, 1998), sendo a experiência, em alguns relatos, apontada como único elemento capaz de proporcionar o conhecimento necessário para desenvolver essa atividade. Portanto, o conhecimento necessário para orientar estagiários parecer ser construído com base na experimentação de procedimentos e suas consequentes reformulações.
PALAVRAS-CHAVE: PROFESSORES ORIENTADORES, ORIENTAÇÃO DE ESTÁGIO CURRICULAR, SABERES DOCENTES

 

TÍTULO: ALFABETIZAÇÃO, LETRAMENTO E FORMAÇÃO DOCENTE: AS CONTRADIÇÕES DA FORMAÇÃO EM SERVIÇO
AUTOR(ES): PAULA SANTOS DA SILVA
RESUMO:
Este trabalho reflete acerca da importância da Alfabetizção e do Letramento na formação de sujeitos para uma sociedade menos desigual e procura mostrar que tais conceitos vêm sendo modificados no decorrer da história da Escola Pública brasileira. O texto busca discutir qual o lugar do letramento na escola pública e quais as expectativas com relação à leitura e escrita dos sujeitos provenientes de meios pouco letrados onde a exclusão social e o fracasso escolar marcam a história desses indivíduos. Propõe a reflexão e investigação do trinômio pobreza-diferença-deficiência, que se fazem presentes nas escolas da periferia urbana e como os professores lidam com tais conceitos que apresentam-se entrelaçados em seu cotidiano de sala de aula, tendo por base de discussão a perspectiva da Educação Inclusiva que busca através da tolerância, a convivência entre as diferenças. O trabalho ainda propõe a investigação de como tem sido encaminhado a Formação em Serviço dos professores da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, garantido em calendário escolar, esfecificamente, da 8ª Coordenadoria Regional de Educação, que atende as crianças das escolas consideradas em área de risco, visto que foi constatado uma maior concentração de alunos considerados analfabetos funcionais na recente avaliação efetuada pela nova gestão da Secretaria Municipal de Educação desta Prefeitura.
PALAVRAS-CHAVE: ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO, FORMAÇÃO DOCENTE EM SERVIÇO, EDUCAÇÃO INCLUSIVA

 

 

SESSÃO - PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO,
SABERES E FORMAÇÃO DOCENTE 45
DIA: 23/07/2009 - Quinta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Instittuto de Estudos da Linguagem - IEL - SALA: CL 02

TÍTULO: O “MEMORIAL DE LEITURA” E O “DIÁRIO DE LEITURA” COMO GÊNEROS FORMADORES
AUTOR(ES): PRISCILA MONTEIRO CORRÊA
RESUMO:
Este trabalho é decorrente da dissertação “O letramento acadêmico de professores dos primeiros anos do ensino fundamental: a didática da língua em um curso de formação inicial docente” e tem por objeto o letramento acadêmico de alunas do curso de Pedagogia de uma universidade pública do Rio de Janeiro. Sua inspiração surgiu de uma atividade desenvolvida na disciplina “Didática da Língua Portuguesa“, que consistiu na proposta de elaboração de dois textos: o primeiro, intitulado “Memorial de leitura”, no qual os alunos deveriam relatar suas experiências de leitura ao longo de sua vida, e o segundo, “diário de leitura literária infantil”, e deveria ser um relatório daquilo que os alunos viram, leram, descobriram, conheceram e pensaram a partir dos livros lidos, durante a exploração do acervo de literatura infantil, da sala de leitura da Faculdade de Educação. O objetivo foi sobrepor as reflexões decorrentes da análise respectiva das duas produções escritas, perguntando-nos: Quais os aspectos de suas trajetórias de leitores os alunos destacam como mais relevantes? A leitura que fazem dos livros de literatura infantil já revela alguma capacidade deles se tornarem professores? De que forma suas memórias de leitura se refletem nas leituras atuais dos livros de literatura infantil? Nossa hipótese, baseada em constatações empíricas de pesquisas anteriores (Corrêa, 2009) e, em leituras de Anne-Marie Chartier (2007), é a de que os futuros professores, em formação inicial, reproduzem aquilo que viveram em sua experiência escolar, ou seja, repetem o que tiveram como aluno, deixando de fazer o que aprendem como professor. A identidade de futuros professores, que se encontra em pleno momento de constituição, pode ser revelada por sua escrita e leitura, efetuadas na universidade (Andrade 2004, 2009). Os estudantes são, neste momento, sujeitos inseridos em práticas de letramento universitário, participantes de uma didática da formação inicial que, assim, gestam sua profissionalização.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO INICIAL DOCENTE, LEITURA, LITERATURA INAFANTIL

TÍTULO: BRINCANDO NO PARAÍSO: UMA EXPERIÊNCIA NA CONSTRUÇÃO DE ESPAÇOS INSTITUINTES NA FORMAÇÃO INICIAL DOCENTE
AUTOR(ES): RACHEL CRISTINA ARAUJO DE OLIVEIRA
RESUMO:
A comunicação tem como objetivo apresentar algumas reflexões construídas a partir da experiência vivenciada no projeto “Brincando no Paraíso“. Tal projeto elaborado num diálogo interdisciplinar entre as professoras-coordenadoras e as alunas das disciplinas Estágio Supervisionado I e Ciências naturais: Conteúdo e Método, no Curso de Pedagogia, da Faculdade de Formação de Professores da UERJ, reafirmou a fertilidade do movimento prática-teoria-prática na formação inicial de professores/as. Durante dois dias, estudantes dos cursos de Pedagogia e de Biologia ofereceram oficinas com uma perspectiva lúdica, cujas temáticas se articulavam às diferentes áreas do conhecimento - biologia, matemática ou diferentes linguagens: dança, contação de histórias, música etc - para as crianças ligadas à comunidade acadêmica, tanto do entorno da Faculdade, quanto os filhos/as de estudantes e professores/as. As oficinas tiveram como objetivo confrontar os conhecimentos construídos pelos/as alunos/as no âmbito acadêmico, tanto do ponto de vista do conteúdo específico das áreas, quanto do ponto de vista das práticas pedagógicas, com o olhar das crianças reconhecidas como sujeitos produtores de cultura. O movimento vivido por estudantes e professores/as possibilitou o exercício da reflexão coletiva sobre a prática, configurando-se como um espaço instituinte para a formação docente. Entrelaçando práticas de pesquisa e formação, o processo vivido nos possibilitou investir na construção de um olhar investigativo que desnaturaliza o já conhecido e exercita a curiosidade epistemológica (Freire, 1996), como base para a formação da professora-pesquisadora Alves e Garcia (2003), Prado & Cunha (2007) que ao interrogar a sua prática, constrói formas de compreensão da realidade que possam responder os complexos desafios que estão colocados para o magistério atual.
PALAVRAS-CHAVE: PROFESSORA PESQUISADORA, PRÁTICAS DE PESQUISA E FORMAÇÃO, PRÁTICA-TEORIA-PRÁTICA

 

TÍTULO: LEITURAS LITERÁRIAS E EXPERIÊNCIAS COLABORATIVAS NA FORMAÇÃO DE EDUCADORES
AUTOR(ES): RACHEL CURTO MACHADO MOREIRA, ERINEU FOERSTE
RESUMO:
A pesquisa, de base qualitativa, analisa práticas com leituras literárias que reproduzem o modelo marcado pela racionalidade técnica, levantando questões acerca das potencialidades e dificuldades da leitura literária na escola, com ênfase em concepções de linguagem, língua, sujeito e leitura que as influenciam (BAKHTIN: 1990, 2000 e 2002); investiga dimensões teóricas e práticas do processo, discutindo a experiência estética com textos literários na biblioteca escolar e em outros espaços-tempos e busca soluções para ressignificar práticas não satisfatórias de leitura nos professores e nos saberes produzidos por eles em sua prática profissional. Traz o conceito de parceria colaborativa (FOERSTE e LÜDKE, 2003; FOERSTE, 2005). Relata e analisa uma experiência de parceria colaborativa entre uma escola da rede pública do município de Vila Velha-ES e a Universidade Federal do Espírito Santo, que ocorreu durante o desenvolvimento de um projeto de leitura, permitindo afirmar que esse tipo de parceria pode ser uma alternativa para a formação continuada de professores (NÓVOA, 1995). As investigações permitem aprofundar reflexões sobre o modelo de formação de professores, que não tem atendido às necessidades concretas do trabalho pedagógico na medida em que reforça ainda a compreensão da prática como espaço de aplicação dos conhecimentos, em cujo movimento professores da escola básica são considerados meros reprodutores de teorias pensadas exclusivamente pela academia. A pesquisa permite ainda afirmar que a parceria colaborativa constituiu-se em uma maneira de acontecer a formação continuada de professores com discussões e debates sobre as experiências bem sucedidas ou não, com leitura literária, gerando momentos de reflexão sobre as mesmas e ressignificação das práticas pedagógicas.
PALAVRAS-CHAVE: EXPERIÊNCIAS LITERÁRIAS, PARCERIA COLABORATIVA, FORMAÇÃO DOCENTE

 

TÍTULO: A IMPORTÂNCIA DO CONHECIMENTO NA FORMAÇÃO DO PROFESSOR: A ESCOLÁSTICA, UM EXEMPLO
AUTOR(ES): RAFAEL HENRIQUE SANTIN
RESUMO:
Nesta comunicação, ressaltamos a necessidade da leitura das Questões tomasianas como um passo importante para uma formação docente mais consistente. Temos como objetivo apresentar algumas reflexões acerca da filosofia Escolástica e seu método de ensino, desenvolvido no contexto do século XIII. Assim, destacamos a importância de seu estudo para a formação de professores na atualidade, ressaltando a relevância da disciplina de História da Educação nos cursos de formação docente. Para o desenvolvimento de nossas considerações, optamos pela metodologia da História Social, sob a qual procuramos observar nosso objeto considerando-o como parte da totalidade da sociedade do século XIII. Nossa fonte principal é a Questão 15, intitulada O consentimento, que é ato da vontade, comparado com aquilo que é para o fim, que compõe a parte I-II da Suma Teológica de Tomás de Aquino. Essa Questão aborda o ato de consentir que significa o ato de atribuir sentido aos objetos e ações cotidianas. Esse processo implica o movimento que caracteriza o ensino e a aprendizagem para o desenvolvimento do intelecto e da vontade. A leitura que propomos auxiliará, a nosso ver, na compreensão da natureza humana, conhecimento essencial para quem almeja ensinar. Por fim, acreditamos que o estudo da filosofia cristã e do método que inspirou nos permite refletir sobre as práticas pedagógicas na contemporaneidade. Os medievais encontraram em sua forma própria de pensar o mundo e a sociedade uma maneira própria de ensinar e aprender. Cabe-nos colher o seu exemplo e pensar sobre o nosso modo particular de ensinar e aprender.
PALAVRAS-CHAVE: HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO, ESCOLÁSTICA, FORMAÇÃO DE PROFESSORES

 

TÍTULO: PRODUZINDO CONHECIMENTO NA FORMAÇÃO DOCENTE DO CURSO DE ATUALIZAÇÃO DE PROFESSORES
AUTOR(ES): RAPHAELA RAMOS DA SILVA
RESUMO:
Desenvolvido pelo 2° Programa Especial de Educação, que implantou escolas de horário integral (CIEPs) no Estado do Rio de Janeiro, o Curso de Atualização de Professores tinha como objetivo dar formação continuada, em serviço, para professores recém-formados em nível médio. O curso, com três módulos de 640 horas cada, era realizado nos próprios CIEPs e sua estruturação previa que os professores cumprissem 8 horas diárias orientadas: parte estudo e parte docência, ou seja, articulava teoria e prática. Ao participarem do projeto, os professores recebiam uma bolsa de estudos no valor de dois pisos salariais de professor efetivo inicial, para carga horária de 40 horas semanais; eram orientadas por profissional efetivo selecionado para o cargo. O material destinado aos participantes do Curso incluía a Revista Informação Pedagógica, publicada pela Secretaria de Estado Extraordinária de Programas Especiais; filmes que abordavam questões pedagógicas e culturais; guias metodológicos para o ensino da leitura e da escrita; além dos cadernos pedagógicos que organizavam as atividades do Curso de Atualização. Tanto o processo de seleção do Curso quanto o da avaliação eram centrados na produção escrita, enfatizando a importância da leitura ao longo da formação. Em pesquisa intitulada Construção de Compromisso com a Educação Pública investigou-se o Curso de Atualização através da aplicação de questionários e da realização de grupos focais com professoras remanescentes do projeto. Nestes grupos observou-se discursos divergentes com relação à seleção e avaliação destas ex-bolsistas, como eram chamadas. Pretende-se neste trabalho, além de descrever o processo de seleção/avaliação, apresentar a fala das professoras sobre o tema em questão nos grupos focais realizados no município de São Gonçalo.
PALAVRAS-CHAVE: HORÁRIO INTEGRAL, FORMAÇÃO DOCENTE, AVALIAÇÃO

SESSÃO - PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO,
SABERES E FORMAÇÃO DOCENTE 46
DIA: 23/07/2009 - Quinta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Instittuto de Estudos da Linguagem - IEL - SALA: CL 03

TÍTULO: LEITURA: HABILIDADE QUE PODE CONCRETIZAR A IDENTIDADE DOCENTE
AUTOR(ES): RAQUEL LAZZARI LEITE BARBOSA, SÉRGIO FABIANO ANNIBAL
RESUMO:
O presente trabalho traz uma discussão a respeito do papel da leitura na construção da identidade docente. Nesse contexto, além de discutirmos o conceito de leitura e, também, do ato de ler, nos referimos às leituras pedagógicas como elemento fundamental na contribuição para a completude ou complementação da identidade docente e, sobretudo, para a desconstrução do tecnicismo determinado pela valorização quase única do conteúdo específico de áreas em detrimento do conteúdo pedagógico e, também, nos debruçamos sobre questões concernentes aos níveis de apropriação da leitura e debatemos um pouco a respeito dos efeitos que apropriações superficiais ou profundas podem causar na profissão docente. Ademais, discorremos acerca da função da linguagem na construção do pensamento e no enfrentamento dos desafios impostos pelas dinâmicas sociais dentro e fora do universo escolar. A metodologia que estamos ancorados para essa contribuição consiste em textos de Bakhtin (1995), Bourdieu (1998), Chartier (2002), Foucambert (1998), Patto (2004), Shaff (1971), dentre outros. Dentre os resultados esperados, estão reflexões a respeito do desempenho da leitura na construção da identidade do professor, na sua profissão e de como esse conceito, aliado ao conteúdo pedagógico, acessado por leituras específicas, pode determinar o lugar do sujeito docente no interior do campo. Já a conclusão, assinala os possíveis efeitos positivos de uma compreensão eficaz da leitura e, principalmente, da leitura pedagógica, na identidade docente e na sua atuação no campo em prol da efetivação do conhecimento.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO, FORMAÇÃO DOCENTE, LEITURA

 

TÍTULO: EDUCAÇÃO AMBIENTAL E SUAS ARTICULAÇÕES EM UMA EXPERIÊNCIA DE FORMAÇÃO DOCENTE
AUTOR(ES): REBECA CHIACCHIO AZEVEDO FERNANDES, ALDAY DE OLIVEIRA SOUZA , CAROLINA MESSORA BAGNOLO, JULIANA RINK, LINDOMAR DE OLIVEIRA UNTALER, MAÍNA BERTAGNA ROCHA
RESUMO:
Este artigo tem como objetivo relatar uma experiência de um grupo de alunos da Pós-graduação, numa disciplina para os cursos de Licenciatura e de Pedagogia, da Faculdade de Educação da Unicamp. A disciplina intitulada “EP – 171 – Educação e Cidadania” foi estruturada em dois módulos, sendo que o primeiro - foco de análise do presente trabalho – articulou-se sob a forma de Oficinas de Produção em Educação Ambiental. As Oficinas tinham como objetivos principais: a) Resgatar as concepções prévias dos alunos a cerca da temática; b) Discutir as diferentes possibilidades de abordar a questão ambiental sob a perspectiva interdisciplinar no ambiente escolar formal e não-formal; c) Estimular a reflexão de propostas para o desenvolvimento da Educação Ambiental; d) Recolher subsídios para futuros trabalhos relacionados à Educação Ambiental, tanto no campo de ensino, quanto no campo de pesquisa. O primeiro módulo foi organizado em cinco eixos temáticos: Interdisciplinaridade, Dimensão Social, Saúde, Currículo e Recursos Didáticos, totalizando 30 horas. Em todos os encontros, foram propostas atividades práticas com breve aporte teórico, nas quais os alunos foram estimulados a trazer experiências e refletir sobre suas práticas enquanto alunos e/ou profissionais da Educação. De um modo geral, a experiência mostrou-se significativa para os participantes do processo, oportunizando reflexões sobre a temática ambiental, relevantes para a formação acadêmica e profissional dos envolvidos.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO AMBIENTAL, OFICINAS DE PRODUÇÃO, FORMAÇÃO DOCENTE

 

TÍTULO: LINGUAGENS TEATRAIS, SIGNIFICAÇÃO, EDUCAÇÃO DRAMÁTICA
AUTOR(ES): REGINA LÚCIA MESTI
RESUMO:
LINGUAGENS TEATRAIS, SIGNIFICAÇÃO, EDUCAÇÃO DRAMÁTICA Regina Lúcia MESTI, Universidade Estadual de Maringá Pedro Carlos de Aquino OCHÔA, Universidade Estadual de Maringá RESUMO: A investigação a respeito das Práticas de Linguagens na Educação, desenvolvida como membro do Grupo de Estudos e Pesquisas Formação de Professores da Universidade Estadual de Maringá, engloba o estudo da complexidade das linguagens teatrais, significação e educação dramática. No projeto de iniciação científica, estudamos as funções históricas e sociais do teatro, os sentidos e formas teatrais nas culturas. O teatro, como arte, foi formalizado pelos gregos como espaço cênico organizado como demonstração de cultura e conhecimento (BERTHOLD, 2005). Os aspectos da semiologia do teatro, analisado na obra de GUINSBURG (1988), apresenta os signos de que se serve a arte teatral para o espetáculo, níveis diferentes do valor semiológico da palavra, a entonação, o ritmo, a rapidez e a intensidade das palavras, as categorias dos signos gestuais, o cenário, o figurino, a maquiagem, entre outras. Identificamos, na abordagem da educação dramática (COURTNEY, 2003), a base da educação criativa com os exercícios cênicos. A atividade teatral no desenvolvimento da capacidade de expressão e de comunicação como produção coletiva do conhecimento cultural e a apreciação estética. A sistematização dos estudos sobre as linguagens teatrais e a produção de sentido foi ampliada com a elaboração de um projeto de teatro como produção cultural e uma prática social histórica. A proposta é demarcada pelo envolvimento dos alunos na produção de projetos de arte cênica na escola. Essa investigação apresenta subsídios para a realização do teatro na escola e a criação de experiência cênica que requer as dimensões sensível e inteligível da educação dramática. PALAVRAS-CHAVE: Educação; Linguagens teatrais; Semiótica Discursiva
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO, LINGUAGENS TEATRAIS, SEMIÓTICA DISCURSIVA
TÍTULO: CAPACIDADE DA MEMÓRIA OPERACIONAL E DIFERENÇAS DE READING SPAN EM CRIANÇAS NA COMPREENSÃO DA LEITURA
AUTOR(ES): RITA CRISTINA GUILLÉN REVOLLEDO
RESUMO: Uma das atividades cognitivas que os seres humanos praticamos muito no cotidiano é a linguagem simbólica, que envolve dois aspectos psicolinguísticos básicos, que são a compreensão e a produção de sinais linguísticos. Como é sabido, esses símbolos linguísticos contêm e transmitem mensagem significativas fornecidas pelos sujeitos que os utilizam. O presente estudo teve como propósito analisar a memória operacional como um componente cognitivo implicado na tarefa lexical e na diferenciação individual das habilidades na leitura. Os sujeitos do estudo foram 163 alunos de ensino fundamental, que frequentam escolas públicas e particulares. Com a finalidade de medir as diferenças individuais na capacidade da memória operacional verbal, elaboramos uma nova versão do teste de reading span, segundo as sugestões de Daneman e Carpenter (1980), adaptado para alunos de ensino fundamental, cuja validade instrumental foi verificada correlacionando-o com o Sub-teste de Número do WISC, na modalidade direta e invertida. Os resultados constataram uma correlação positiva significativa (rRHO = 0,47) entre a nova versão do teste reading span e o sub-teste de número do WISC, na modalidade invertida, o que demonstra que ambos os testes compreendem o componente processamento da memória operacional. Nesse sentido, esse teste estaria habilitado para estabelecer diferenças individuais na capacidade de leitura em sujeitos com as mesmas características do grupo pesquisado. Esta pesquisa é um trabalho acadêmico de um grupo de pesquisadores no IEL na Unicamp, na área da Psicolingüística, na qual faço parte na coleta dos dados.
PALAVRAS-CHAVE: MEMÓRIA OPERACIONAL , CAPACIDADE LIMITADA, ARMAZENAMENTO E PROCESSAMENTO DA INFORMAÇÃO, READING SPAN E DIFERENÇAS INDIVIDUAIS NA LEITURA

 

TÍTULO: A ESCRITA REFLEXIVA DA PRÁTICA DOCENTE
AUTOR(ES): RITA DE CÁSSIA GONÇALVES MUNIZ, CARMI FERRAZ SANTOS
RESUMO:
Este trabalho se propõe a discutir em que medida a prática da escrita das ações docentes oferece ao professor subsídios para uma reflexão de suas ações em sala de aula tornando-se um instrumento importante no processo de reconstrução do seu fazer em sala de aula. Sendo assim, buscamos perceber em relatos escritos por uma professora, quais os significados atribuídos por elas à prática do registro, estabelecer de que modo a vida profissional e pessoal se articulam na construção do saber-fazer docente, mapear quais os saberes valorizados nas produções escritas e identificar as dificuldades vivenciadas durante o processo de escrita dos relatos. Para isso, foi realizada uma análise temática de materiais escritos e de entrevista desenvolvida com uma docente durante o período da pesquisa. Os resultados advindos dessa análise nos informam que a professora não fazia uma mera descrição de suas ações em sala de aula, mas ao escrever sobre o seu fazer, ela reencontrava-se com sua prática e com seus conhecimentos pedagógicos mobilizados durante seu cotidiano escolar, sendo possível concluir que a docente enxergava esse momento de escrita como um espaço para a reflexão, resignificando sua prática docente através dos registros escritos de suas ações cotidianas em sala de aula.
PALAVRAS-CHAVE: REFLEXÃO DOCENTE, PRÁTICA PEDAGÓGICA, FORMAÇÃO DOCENTE

 

 

SESSÃO - PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO,
SABERES E FORMAÇÃO DOCENTE 47
DIA: 23/07/2009 - Quinta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Instittuto de Estudos da Linguagem - IEL - SALA: CL 03

TÍTULO: RECONFIGURANDO A ALFABETIZAÇÃO, PROJETANDO NOVOS SUJEITOS: A CRIAÇÃO DA DISCIPLINA ALFABETIZAÇÃO NO CURRÍCULO DA FORMAÇÃO DE PROFESSORES.
AUTOR(ES): RITA DE CÁSSIA PRAZERES FRANGELLA
RESUMO:
O estudo que ora se apresenta focaliza a produção e introdução da disciplina Alfabetização no currículo da formação de professores nos cursos de Pedagogia, a partir da década de 1990, no estudo do caso da Universidade do Estado do Rio de Janeiro analisando, na introdução da disciplina Alfabetização, a mudança paradigmática que a marca – a assunção de uma concepção de alfabetização assentada nos postulados construtivistas. Argumenta-se que a elaboração do currículo se dá inserida na cultura como processo político amplo que precisa ser analisado. Além disso, a introdução de uma disciplina se estrutura a partir de um complexo processo que multifacetado, não incide apenas na valorização ou não de certos conhecimentos, mas incide também de perspectivas identitárias. Num contexto de incertezas e questionamentos sobre as escolhas que pautam a alfabetização, também se arguiu sobre a identidade docente. Quem é o professor-alfabetizador? Que identidade docente se projeta nesse contexto de mudanças? Visa-se assim, na análise de uma trajetória histórica de elaboração cultural do currículo, inquirir sobre as relações entre currículo e identidade docente. Na esteira das análises empreendidas, que discutem o currículo e relação com identidade docente, o que se vivencia na elaboração curricular da UERJ não é um caso isolado, mas expressa um contexto de reformulação e efervescência no cenário educacional brasileiro. Assim, como foi sendo engendrada a valorização e introdução, na formação de professores, de uma dada concepção de alfabetização? Num contexto em que os cursos se estruturam a partir da definição de uma identidade docente, que identidade se projeta para o alfabetizador?
PALAVRAS-CHAVE: CURRICULO, FORMAÇÃO DO ALFABETIZADOR, ALFABETIZAÇÃO

 

TÍTULO: AS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO COMO ELEMENTOS MEDIADORES NAS PRÁTICAS DE LEITURA DE ESCRITA
AUTOR(ES): RITA DE CÁSSIA SILVA SANTOS
RESUMO:
À medida que o aluno vai sendo trabalhado nas diversas estratégias e práticas de leitura e de escrita, ele próprio encontra sua autonomia frente aos textos, tornando-se cada vez mais criterioso e habilidoso na escolha do que lê, possibilitando a aquisição de diferentes pontos de vista, alargando experiências, desenvolvendo a originalidade em seus trabalhos, tornando-se um leitor e um produtor de textos proficiente. Na crença de que é função da escola aproveitar a conscientização que o aluno já traz do domínio da leitura e, consequentemente, da escrita como forma de socialização, já que pela leitura pode-se buscar de forma mais consciente a compreensão e a interação com a realidade, favorecendo o aparecimento de jovens mais críticos, foi desenvolvido um projeto - denominado Língua solta - com alunos da Educação de Jovens e Adultos do Ensino Médio (EJAEM) de uma escola pública da cidade de Aracaju, em Sergipe. O projeto teve como meta dinamizar a prática pedagógica na EJAEM a partir da incorporação de novas tecnologias de informação e comunicação como elementos mediadores para o estudo e produção de determinados gêneros textuais com o intuito de estimular a leitura e a escrita. Concluiu-se que quanto maior e mais rica for a experiência com gêneros textuais diversos proporcionada ao educando, maior será sua habilidade e seu interesse para desenvolver a leitura e a escrita.
PALAVRAS-CHAVE: PRÁTICAS DE LEITURA E DE ESCRITA, TICS, GÊNEROS TEXTUAIS

TÍTULO: A FORMAÇÃO PARADOXAL DOS LICENCIANDOS EM LETRAS DA UFMG: ENTRE O PRESTÍGIO E A DOCÊNCIA
AUTOR(ES): ROBERTO CEZAR DE SOUZA SILVA
RESUMO:
Esta comunicação tem como objetivo apresentar os primeiros resultados de pesquisas que estão sendo realizadas com licenciandos em Letras da UFMG – principalmente através de entrevistas, questionários e observações – e que expõem um paradoxo na formação de grande parte desses estudantes: eles são licenciandos, mas direcionam (ou são direcionados) seus estudos mais especificamente para as áreas do bacharelado. Essa incoerência parece ter sua origem na desvalorização social do professor do Ensino Básico e nos remete, também, à fundação da Faculdade de Letras da UFMG, quando se acendeu o debate se a instituição deveria se direcionar à formação profissional ou à formação cultural “desinteressada“. Com a Reforma Universitária de 1968, toda a universidade parece ter escolhido sua direção ao dar à pesquisa lugar de prestígio em detrimento ao ensino. Tudo indica que essa tensão entre licenciatura e bacharelado, que parece ser constitutiva do próprio curso de Letras, se reflete em seus alunos que, vislumbrando uma dupla possibilidade de trajetória, tenderiam a se direcionar, na medida de suas possibilidades subjetivas, aos ramos mais prestigiados do curso e que levam às profissões menos desvalorizadas socialmente. A relevância deste estudo e a importância de reacender esse debate se dão à medida que a educação brasileira vem passando por problemas como a falta de professores no Ensino Básico e o pouco preparo dos profissionais para a atividade docente, o que parece ter estreita relação com a questão aqui suscitada.
PALAVRAS-CHAVE: LICENCIATURA, BACHARELADO, LETRAS

 

TÍTULO: PROJETO INTERDISCIPLINAR : SUPERANDO PARADIGMAS
AUTOR(ES): ROGERIO ELIAS MARIM, EDNA ROSA CORREIA NEVES, FRANCISCA PAULA TOLEDO MONTEIRO
RESUMO:
A partir da apresentação de um projeto interdisciplinar realizado com alunos do curso de pedagogia da Faculdade Pitágoras de Jundiaí, buscamos refletir acerca da teoria e prática interdisciplinar como instrumento de transformação e quebra dos paradigmas educacionais. Relataremos quais os entraves e transformações que ocorreram durante o processo, tanto para o corpo discente quanto para o corpo docente. Trata-se de um projeto realizado com os alunos do último ano do curso de pedagogia, sob a orientação dos docentes das disciplinas de Metodologia do ensino das disciplinas de Ciências, Geografia, História, Língua Portuguesa e Matemática, no qual os alunos tiveram a oportunidade de refletir acerca da interdisciplinaridade e sistematizar os conhecimentos adquiridos através do planejamento e apresentação de um projeto interdisciplinar. O mesmo foi organizado em dois momentos subsequentes: No primeiro momento, após a realização de pesquisas individuais, os alunos apresentaram sob a forma de painel integrado, os conceitos de disciplinaridade, interdisciplinaridade, multidisciplinaridade e transdisciplinaridade. Após a apresentação e apropriação dos referidos conceitos, os alunos em questão elaboraram um projeto interdisciplinar contemplando as citadas áreas de conhecimento, tendo em vista um tema gerador passível de aplicação em uma das séries do ciclo I do Ensino Fundamental. O projeto elaborado pelos alunos também foi apresentado à banca examinadora composta pelos professores responsáveis pela coordenação e orientações do trabalho. Acreditamos que um projeto interdisciplinar pode orientar a produção de uma nova ordem de conhecimento mediante a superação da fragmentação; revelando-se como uma idéia, uma prática, alicerçada na autêntica vontade de colaboração, cooperação e diálogo rompendo as fronteiras disciplinares, porém sem eliminar ou excluir as disciplinas. No contexto do Ensino Superior espera-se profundas mudanças na vida acadêmica, abrindo espaços efetivos para a prática da iniciação científica, da pesquisa e da extensão.
PALAVRAS-CHAVE: INTERDISCIPLINARIDADE, METODOLOGIAS, PROJETO

 

TÍTULO: A IMPORTÂNCIA DE ESTUDOS SOBRE A ABORDAGEM AMBIENTAL NOS LIVROS DIDÁTICOS DE GEOGRAFIA
AUTOR(ES): ROMERITO VALERIANO DA SILVA
RESUMO:
Na educação brasileira, o livro didático ocupa uma posição superior aos seus objetivos e, graças a isso, se torna crucial no desenvolvimento da percepção do aluno a respeito de sua realidade. Uma parte considerável do pensamento se orienta por meio de símbolos que muitas vezes são palavras que, quando contextualizadas, representam sentidos que guiam as ações. Desta forma, os livros didáticos passam a ter uma função crucial no sistema educacional brasileiro. Nesse sentido, o presente artigo é uma revisão teórica a respeito do livro didático e a abordagem ambiental no ensino de Geografia. Partindo da análise de estudos a respeito da formação de conceitos no processo de aprendizagem e de trabalhos sobre o livro didático no ensino de Geografia, buscou-se criar o início de um referencial teórico para alimentar discussões sobre a abordagem ambiental nos livros didáticos de Geografia. Os demonstraram que as características do processo de formação conceitual quando relacionadas com a mediação do professor e com a formação deste, deixam nítida a necessidade de se identificar a abordagem da questão ambiental nos livros didáticos de Geografia, já que os elementos de incremento cognitivo são interdependentes. Esse estudo possibilitará responder algumas perguntas que afligem os professores de Geografia e os estudiosos da educação ambiental.
PALAVRAS-CHAVE: LIVRO DIDÁTICO, GEOGRAFIA, MEIO AMBIENTE

 

 

SESSÃO - PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO,
SABERES E FORMAÇÃO DOCENTE 48
DIA: 23/07/2009 - Quinta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Instittuto de Estudos da Linguagem - IEL - SALA: CL 04

TÍTULO: LEITURA DA FORMAÇÃO: UM DIÁLOGO ENTRE EDUCADORES
AUTOR(ES): ROSA APARECIDA PINHEIRO, MARISA NARCIZO SAMPAIO
RESUMO:
A concepção freireana de leitura de mundo remete a uma dimensão ampliada de produção e diálogo de sentidos entre sujeitos, visando sua atuação social. Essa concepção permeou o trabalho do grupo de formadores de alfabetizadores de adultos, no Programa GerAção Cidadã, no Rio Grande do Norte. Organizado como um grupo colaborativo, onde as histórias de vida e de formação de cada um eram socializadas, buscamos constituir um diálogo entre os participantes e um movimento de leitura da sua própria formação. Nessa proposta, o diálogo é entendido como o que deixa marcas, como algo que não havíamos encontrado em nossa experiência de mundo. A transformação acontece pelo diálogo quando deixa em nós alguma coisa que modifica nossos valores e ações, considerando-se o conflito inerente em todas as relações pessoais. No diálogo realizado, em que estão em jogo diferentes formas de interpretar e exercer a prática de formação, a disponibilidade para a compreensão do sentido dado pelo outro é fundamental para a formação e para ressignificar as práticas. Nessa relação, o diálogo se dá pela leitura que as formadoras fazem das suas vivências e como redimensionam sua formação. As relações de poder atravessam o diálogo e a interação entre os sujeitos e interferem no processo colaborativo e na leitura que fazem das práticas de cada um, a leitura fica de certo modo “obliterada” por uma relação de forças. Para que a leitura da formação representasse um redimensionamento da prática, a preocupação que perpassou o trabalho do grupo de formação foi fortalecer o diálogo, a troca de sentidos, por meio das sessões reflexivas, locus para a reflexão individual e coletiva das ações sobre as quais elaboramos conceituações com vistas à formação de um educador reflexivo e atuante em sua comunidade.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, DIÁLOGO, FORMAÇÃO DE EDUCADORES

 

TÍTULO: AS INTERAÇÕES VERBAIS EM SALA DE AULA E A CONSTRUÇÃO DE SENTIDOS PELOS ALUNOS
AUTOR(ES): ROSANA RAMOS SOCHA, FÁTIMA APARECIDA DIAS GOMES MARIN
RESUMO:
A sala de aula reserva pouco espaço para a manifestação das idéias dos alunos, uma vez que o padrão de aula geralmente encontrado é o da exposição pelo professor. Ocorrem variações, mas as possibilidades de ligação entre o que é exposto e as idéias preliminares dos alunos são ainda reduzidas. Quando os alunos manifestam o que pensam, o seu processo de compreensão pode ser acessado pelo professor que encontrará elementos para avaliar a própria aula e tomar decisões sobre a retomada de conceitos ou a possibilidade de avançar nos conteúdos. Nessa pesquisa estamos analisando a dinâmica das interações em sala de aula, com ênfase nas interações verbais, entre professor e aluno e entre alunos. Serão observadas as ocorrências de interação e a construção de sentidos pelos alunos em aulas de Física e Geografia. A pesquisa é fundamentada nos conceitos de polissemia e de gêneros do discurso de Mikhail Bakhtin e seus seguidores (Mortimer, Scoot e Machado), na teoria sobre a formação de conceitos e o papel da linguagem de Vygotsky e nos estudos de Wertsch. Trata-se de uma pesquisa qualitativa. A pesquisa de campo será realizada em uma escola da rede pública com duas turmas do ensino médio. A coleta de dados terá como técnica a observação e a gravação, em áudio e vídeo, das aulas de Física e Geografia. Os objetivos dessa pesquisa são investigar e elucidar a dinâmica das interações nas aulas e a ocorrência de elementos comuns e/ou especificidades no padrão de ensino das duas disciplinas. Pretende-se reunir elementos que contribuam para que os professores percebam a dinâmica das interações que vivenciam em sala de aula e busquem, a partir dos resultados obtidos com esta pesquisa, a melhoria da qualidade do ensino.
PALAVRAS-CHAVE: INTERAÇÃO VERBAL, ENSINO-APRENDIZAGEM, ENSINO DE FÍSICA E GEOGRAFIA

 

TÍTULO: A INFÂNCIA, UMA VIDA... A INFÂNCIA DA ESCRITA EM MANOEL DE BARROS
AUTOR(ES): ROSANE DA SILVA GOMES
RESUMO:
O que procuraremos mostrar neste trabalho é uma breve escrita sobre os conceitos de infância, pensada a partir da inauguração de uma infância da escrita. No valor da criança mitificada se estabelece um grande distanciamento com o ser infantil, pois o passado pode ser recuperado, mas jamais vivenciado, já que a infância está colocada em outro patamar, longe da experiência. Em outra posição, Manoel de Barros procura escrever a infância utilizando uma linguagem que passa a incluir a criança e a sua perspectiva de mundo como parte estruturante da obra. A percepção das tristezas e alegrias humanas não aparecem como conseqüência do viver adulto, mas experimentadas pela infância que participa. O que este trabalho pretende discutir é que na literatura podemos encontrar uma passagem para a construção de uma infância da linguagem, estrutura que possibilite a voz do ser infante, com o uso de inovações na palavra. Os sintagmas surgem de maneira brincante, a escrita abre espaço para o jogo e se lança na criação estética um sentido inaugural e tecedor de um tempo “aiônico”. Cria-se então para a infância na linguagem “um lugar anterior às classificações próprias ao saber científico adulto. Um universo imagético que se constitui na medida em que se faz linguagem. Tal subversão rompe os limites do sentidos usuais e permite que atributos desloquem-se livremente e transmutem-se no novo inalcançável pelo pensamento ordenado e linear da lógica estabelecida.” Sabemos que este estudo está somente em seu início e muitas outras questões deverão ser colocadas para poder repensar uma escrita com a infância, para que, assim, essa pesquisa possa ressignificar a identidade infantil da escrita e quem, sabe, iniciar uma perspectiva mais valorativa da literatura para as crianças.
PALAVRAS-CHAVE: INFÂNCIA, LITERATURA, CRIAÇÃO

TÍTULO: NOSSA ESCOLA, NOSSA HISTÓRIA!
AUTOR(ES): ROSANY FERNANDES DA SILVA
RESUMO:
“Identidade” relembra “conhece-te a ti mesmo” socrático e convida à reflexão, ao conhecimento da realidade, pensar na história em que estamos envolvidos, para que possamos compreender e atuar na superação dos desafios e conflitos que esta realidade nos aponta. Sendo assim, chama a atenção dos professores para a necessidade de resgatar junto às crianças o processo histórico vivenciado por aqueles que nos antecederam e consequentemente contribuir na formação da identidade. Conhecer a própria história e suas relações no ambiente escolar significa conhecer as próprias origens, a história coletiva, sua tradição, sua origem e valor familiar; enfim, sentir-se como alguém especial, amado, com sentimento de pertença. Parte da origem dos conflitos presentes nas relações entre os indivíduos, advém do desejo de impor aos outros nossos valores próprios, construídos em contextos culturais diferentes. Assim ocorre a desconsideração à diversidade, o que contraria os princípios filosóficos da Educação Infantil. O que apresentamos é a tentativa de transposição dessas contradições, priorizando o respeito à criança e às suas características individuais e culturais. Conscientizando do fato de que é a própria diversidade que promove a riqueza cultural do meio em que vivemos. Ao mesmo tempo nossa proposta pode auxiliar na sensibilização da equipe escolar e da comunidade face a um dos principais motivadores de conflitos, críticas ao espaço construído, que resulta na intolerância frente às diferenças, às minorias, e que a manutenção da harmonia e da paz, não só na sala de aula, mas também no ambiente escolar em geral, dependerá do respeito a todos e da compreensão do processo histórico dessa escola. Reconhecendo que o ambiente escolar representa a possibilidade de vivenciar uma cidadania ativa que se configura como elemento fundamental para constituição e fortalecimento de sujeitos cidadãos, portadores de direitos e deveres, concretizando uma proposta de sociabilidade baseada na educação para a participação.
PALAVRAS-CHAVE: MEMÓRIA, HISTÓRIA, ARTE

TÍTULO: A IMPORTÂNCIA DA SOCIOLOGIA DA EDUCAÇÃO NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES
AUTOR(ES): ROSILENE DE LIMA
RESUMO:
Este estudo objetiva realizar uma investigação acerca da disciplina de Sociologia da Educação, observando a sua proximidade com o campo disciplinar da Educação, bem como verificar, tendo em vista a relevância da Sociologia da Educação como especificidade de uma ciência maior, as contribuições que esta desempenha diretamente na formação de professores, na atualidade. Para o desenvolvimento deste trabalho, avalia-se de fundamental importância a definição de alguns conceitos, tais como: noção de disciplina, de campo e de sociologia, assim como a análise dos aspectos históricos acerca do seu surgimento como disciplina e dos fatores que propiciaram a sua inserção e valoração nos cursos de formação de professores. Neste sentido, principiaremos tecendo considerações acerca da Sociologia como ciência, comentando, de forma rudimentar, um dos maiores clássicos da Sociologia: Émile Durkheim; apresentaremos, tendo em vista a contextualização, em sua extensa área de abrangência, da Sociologia da Educação como sua especificidade, outros campos de conhecimentos abordados pelos estudos sociológicos, de acordo com o Comitê de Pesquisa da Associação Internacional de Sociologia. Num segundo momento, busca-se, a partir da análise das tendências do desenvolvimento da Sociologia da Educação, compreender de que maneira esta disciplina tem se desenvolvido no âmbito educacional brasileiro, destacando sua relevância como fundamento para a formação de professores. Por fim, procuram-se ponderar aspectos que correspondem às contribuições exercidas pelo âmbito da Sociologia da Educação na formação de professores na contemporaneidade.
PALAVRAS-CHAVE: SOCIOLOGIA DA EDUCAÇÃO, FORMAÇÃO DE PROFESSORES, SOCIOLOGIA

 

 

SESSÃO - PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO,
SABERES E FORMAÇÃO DOCENTE 49
DIA: 23/07/2009 - Quinta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Instittuto de Estudos da Linguagem - IEL - SALA: CL 04

TÍTULO: DESEMPENHO DE ESTUDANTES BRASILEIROS DA EDUCAÇÃO BÁSICA NAS PROVAS DE LEITURA DO SAEB E OS CURSOS DE FORMAÇÃO DOCENTE
AUTOR(ES): RUTH IZUMI SETOGUTI
RESUMO:
No intuito de contribuir com o debate acerca da baixa aprendizagem em leitura de considerável parte de estudantes da educação básica no Brasil, desenvolvemos este trabalho com base em estudos teóricos e em pesquisas empíricas. Desde 1995, o Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, vinculado ao MEC, vem aperfeiçoando os sistemas nacionais de avaliação e de informações educacionais no Brasil. Desse modo, o INEP disponibiliza os censos escolares, o Sistema de Avaliação da Educação Básica, a Prova Brasil, o Exame Nacional do Ensino Médio, o Sistema Nacional de Avaliação da Educação e Superior etc. Esses dados têm permitido que a sociedade tenha uma confiável visão geral e detalhada do sistema escolar brasileiro, ao contrário do que ocorria até então, quando as análises educacionais se baseavam em sua maior parte em intuições precárias. Neste trabalho usaremos os indicadores de desempenho de estudantes de 4ª e 8ª séries do ensino fundamental e 3º série do ensino médio, nas provas em leitura do SAEB, para discutir como está sendo conduzida a aprendizagem em leitura no Brasil. Partimos da hipótese de que esses baixos resultados teriam como uma de suas causas o fato de os cursos de formação de professores não estarem ensinando os futuros professores a alfabetizar. Em pesquisa por amostragem realizada por Oliveira e Schwartzman (2002), publicada no livro A escola vista por dentro, os professores de escolas públicas e privadas entrevistados responderam da seguinte maneira quando lhes foi perguntado onde aprenderam a alfabetizar: 86,7% responderam que foi na prática; 6,8% disseram que foi no curso de magistério; 3,1% responderam que foi no curso de pedagogia e 1,4% num curso de especialização e 2,0% disseram que nunca aprendeu direito. Nossa experiência como docente de um curso de formação de professores parece apontar para essa mesma conclusão.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO DOCENTE, AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO, SAEB

 

TÍTULO: VISÕES DE FORMANDOS EM MATEMÁTICA E PEDAGOGIA SOBRE O ENSINO DO TEMA MEDIDAS NAS SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL: INTEGRAÇÃO EM CONTEXTOS DE COMUNICAÇÃO
AUTOR(ES): RÚBIA GRASIELA DA SILVA, NEUSA MARIA MARQUES DE SOUZA
RESUMO: Este artigo relata vivências de uma pesquisa de mestrado em fase de análise de dados. Trata-se de uma investigação qualitativa cujos sujeitos são licenciandos de Pedagogia e Licenciatura em Matemática da UFMS, Campo Grande/MS. O objetivo é investigar conhecimentos propostos em programas de disciplinas curriculares e os adquiridos na formação acadêmica para o ensino do tema medidas na Escola Fundamental. A escolha do tema derivou de lacunas apontadas por pesquisadores quanto à insuficiência de conhecimentos pedagógicos dos licenciados em Matemática e de conteúdos específicos de matemática dos de Pedagogia, o que nos levou a investigar em encontros de trabalho a formação desses indivíduos, selecionando dois grupos, de quatro formandos de cada licenciatura. São também analisados o nível de trocas de conhecimentos pedagógico e específicos e possibilidades de integrações curriculares entre seus cursos. Os programas de disciplinas selecionadas, entrevistas em duplas e grupais, e materiais produzidos durante oito encontros de trabalho com os sujeitos da pesquisa são objetos de análises. Nesses encontros realizaram-se discussões, planejamentos e trabalhos com os sujeitos da pesquisa, abordando os temas: medidas de comprimento e medidas de massa. Focalizamos aqui a exploração das possibilidades de integração entre várias visões de formações em contextos de comunicação desses sujeitos e vias de acesso à integração entre cursos de formação de professores que ensinam matemática para séries iniciais do Ensino Fundamental. Como eixo teórico, utilizamos o modelo proposto por Lee Shulman sobre a base do conhecimento para o ensino.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO DE PROFESSORES, ENSINO DE MATEMÁTICA, CONTEXTOS DE COMUNICAÇÃO

 

TÍTULO: VOZES DE RECREADORAS E AGENTES AUXILIARES DE CRECHE NO MUNÍCÍPIO DO RIO DE JANEIRO - CONTRADIÇÕES EM MEIO ÀS POLÍTICAS EDUCACIONAIS.
AUTOR(ES): SANDRA CRISTINA FERREIRA DE SOUSA, SAMANTHA FERRAZ LOBO CAVALCANTI
RESUMO:
Este artigo busca discutir sobre o contexto do trabalho pedagógico realizado por Recreadoras e Agentes Auxiliares de Creche no Município do Rio de Janeiro a partir de suas narrativas em entrevistas semi-estruturadas em duas creches públicas no mesmo município. As entrevistas foram realizadas no ano de 2005 e 2009, retratando contextos históricos diferentes. Referimo-nos ao período de 2005 com recortes extraídos da dissertação de mestrado “Um berçário público no Rio de Janeiro: vozes em elos de singularidade e coletividade“, pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro/Unirio. O período de 2009 é trazido como resultado de uma investigação realizada com fins a elaboração de projeto de pesquisa. Realizamos pesquisa qualitativa numa abordagem socio-histórica, considerando a não neutralidade das pesquisadoras durante as investigações. Procuramos compreender como as políticas educacionais interferem no trabalho pedagógico nessas instituições, visto que há uma história que antecede a entrada da Secretaria Municipal de Educação na trajetória histórica da educação infantil, em específico, das creches, e como estes profissionais entendem suas ações pedagógicas com as crianças, condições de trabalho, propostas de formação... Nossa fundamentação teórica tem por base autores como Fulvia Rosemberg, Maria Malta Campos, Corinta Geraldi, Maria Teresa Freitas, Sonia Kramer e Solange Jobim e Souza.
PALAVRAS-CHAVE: CRECHES, RECREADORAS, AGENTES AUXILIARES DE CRECHE

TÍTULO: CUIDADOS COM A OBESIDADE, PROMOÇÃO DE QUALIDADE DE VIDA E FORMAÇÃO PROFISSIONAL
AUTOR(ES): SANDRA SARAH GUIMARÃES
RESUMO:
Trabalho realizado em Fundação Municipal, Niterói, RJ, com professores obesos selecionados através de demanda espontânea e encaminhamento de chefias imediatas ao Núcleo de Atenção à Saúde dos Servidores, com a finalidade de trabalho multidisciplinar e informativo acerca da obesidade. OBJETIVOS - Encontros mensais com grupos para orientar, informar e promover o direcionamento de demandas terapêuticas, para a melhoria da qualidade de vida no trabalho e no aspecto pessoal. Informar frequência/gravidade de comorbidades endócrinas e cardiológicas, avaliar mudanças comportamentais e implicação pessoal. MÉTODO – Trabalho aplicado em 2008, com professores servidores. Profissionais envolvidos: Arte-terapeuta, Nutricionista, Clínica Médica, Psicologia, Prof. de Educação Física. RESULTADOS – Verificou-se a ocorrência de melhorias das relações no trabalho, da qualidade de vida e intensificação de cuidados com a saúde. A adesão dos grupos atingiu a expectativa do Projeto: participantes com redução de peso, adesão ao tratamento, mudança de hábito alimentar, prática de exercícios, encaminhamentos psicoterápico / médico e melhoria da auto-estima. CONCLUSÃO - O trabalho confirmou a necessidade e importância da atividade com profissionais de áreas multidisciplinares na conscientização, adesão e tratamento das questões relativas à obesidade. Identificamos o caráter fundamental do grupo de apoio, onde os participantes identificaram problemas em comum, interagiram e se fortaleceram enquanto pertencentes ao mesmo grupo. Percebemos dificuldade de locomoção, problemas respiratórios, dificultando a comunicação, dificuldade de adaptação aos cuidados relacionados à educação infantil (amarrar sapatos de crianças, mesinhas baixas), dificuldade em realizar recreação e dificuldade em disponibilizar horários para tratamento médico e psicoterápico (professores atuando em carga horária integral, face a baixos salários). Esses dados corroboram a necessidade de trabalho preventivo, com a abordagem do tema desde a formação profissional, objetivando redução de índice entre os profissionais atuantes.
PALAVRAS-CHAVE: GRUPO DE APOIO, OBESIDADE, MULTIDISCIPLINAR

 

TÍTULO: LETRAMENTO DOCENTE - UM OLHAR A PARTIR DAS PRÁTICAS E DA FORMAÇÃO.
AUTOR(ES): SANTUZA AMORIM DA SILVA
RESUMO:
Este texto traz um adensamento das reflexões realizadas em diferentes trabalhos e debates tecidos nos últimos anos em congressos e no desenrolar da pesquisa de doutoramento por mim realizada. O foco e o interesse em torno do letramento docente se dão sobretudo em decorrência do discurso consensual por parte de pesquisadores de que a formação dos docentes deve ser redimensionada nesta área, tendo em vista o fracasso no âmbito do letramento escolar. Para objetivar este estudo buscaram-se conhecer as práticas de formação vivenciadas por um grupo de docentes em um programa de formação continuada cujo saberes privilegiados foram a leitura e o seu ensino. Além disso, este trabalho traz preocupações que gravitam em torno do fazer docente, ou seja, das práticas engendradas com a leitura no cotidiano da escola. Procurou-se também conhecer suas trajetórias e vivências em relação às práticas de leitura, pois no interior deste estudo compreende-se que é significativo o entendimento da trajetória dessas professoras, na medida em que elas são importantes mediadoras da leitura no universo escolar, bem como na construção dos significados atribuídos a esta, nesse contexto. O desenho metodológico da pesquisa se inscreve no âmbito das abordagens qualitativas cuja estratégia metodológica pautou-se no estudo de caso como estratégia de pesquisa. Os dados foram adquiridos por meio de entrevistas semi-estruturadas e de aplicação de questionários.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, FORMAÇÃO DOCENTE, LETRAMENTO DOCENTE

 

SESSÃO - PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO,
SABERES E FORMAÇÃO DOCENTE 50
DIA: 23/07/2009 - Quinta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Instittuto de Estudos da Linguagem - IEL - SALA: CL 05

TÍTULO: A PESQUISA ETNOGRÁFICA NA SALA DE AULA: AS VOZES DAS CRIANÇAS NEGRAS
AUTOR(ES): SARA MOITINHO DA SILVA
RESUMO:
Este trabalho é fruto de uma dissertação de mestrado e teve como objetivo conhecer e compreender as relações das crianças negras no cotidiano escolar de uma escola pública do municícpio de Niterói. A pesquisa de campo, de caráter qualitativo e com uma abordagem etnográfica, foi realizada no primeiro semestre de 2008 e supôs observações sistemáticas no cotidiano de uma sala de aula. Para análise do estudo etnográfico, foram utilizados autores do campo da antropologia e dos estudos sobre sociologia da infância e da criança. Procurei então mergulhar no cotidiano escolar para compreender, a partir das experiências das crianças negras, seus modos de ser, viver e relacionar-se com colegas e professores/as. Para tal, foram realizadas observações pelo período de cinco meses, com uma carga horária de vinte horas de observação por semana, durante quatro dias na semana, em uma sala de aula do primeiro ano do Ensino Fundamental. Embora tenha sido privilegiada a sala de aula, também outros espaços como recreio, refeitório, corredores, entrada e saída das crianças, além da sala das professores, foram locais também observados. Assim, no contexto da pesquisa de campo realizada, foi possível perceber que a escola Estadual Boa Vista está marcada pela diversidade cultural e étnico-racial. Os referenciais teóricos que fundamentaram a pesquisa foram os estudos sobre a perspectiva multicultural e intercultural no cotidiano escolar e as contribuições de pesquisas sobre a divesidade étnico-racial no cotidiano escolar, mais especificamente sobre as crianças negras. Abordei também a importância da Lei 10.639/03 no que diz respeito às relações étnico-raciais, ao reconhecimento e valorização da história e cultura dos negros no contexto da educação, na perspectiva da construção de uma cidadania responsável e de uma sociedade justa e democrática.
PALAVRAS-CHAVE: CRIANÇA NEGRA, RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS, COTIDIANO ESCOLAR

TÍTULO: TEXTOS E ESTUDOS, LIVROS E HISTÓRIAS: COMPREENDENDO PRÁTICAS DE LEITURA DE UMA MONITORA INFANTIL EM SEU PERCURSO DE FORMAÇÃO.
AUTOR(ES): SARAH CRISTINA PERON KOPCAK
RESUMO:
O presente trabalho é parte de uma pesquisa em andamento que tem como objetivo compreender as concepções sobre infância, educação infantil e sobre o profissional que aí atua, elaboradas por monitoras a partir do Curso de Aperfeiçoamento para Monitoras de Educação Infantil da Rede Municipal de Campinas, realizado pela Coordenadoria de Formação entre os anos de 2003 a 2006. O Curso pautava-se no acesso destas profissionais aos saberes teóricos que envolvem a profissão, bem como na garantia da recuperação de seus saberes práticos na educação das crianças pequenas. A pesquisa assume Bakhtin (1986, 2003) como principal interlocutor teórico-metodológico, compreendendo a produção de sentidos como sendo possibilitada e mediada pela linguagem. Na presente comunicação focaliza-se uma das entrevistas realizadas, com a monitora Marisa (46 anos), em que esta narra sua história como leitora, enuncia os diversos usos pessoais e profissionais da prática da leitura em suas experiências e explicita o papel dessa prática como mediadora fundamental da elaboração de sua pessoalidade e profissionalidade. A partir dos “textos” e das “histórias” com as quais teve contato, evocando-os como gravidade e prazer (Pompougnac, 1997; Petit, 2008), a entrevistada destaca o entrelaçamento entre a leitura e as experiências religiosas das quais participou (Silva, 2008; Chartier, 1996), o aprendizado teórico possibilitado pelas leituras no Curso ou outras autônomas, bem como sua utilização em práticas de letramento no trabalho educativo com as crianças bem pequenas.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO DE EDUCADORES INFANTIS, LEITURA, PRODUÇÃO DE SENTIDOS

 

TÍTULO: FORMAÇÃO E TRABALHO DO PEDAGOGO NA GESTÃO DA EDUCAÇÃO: UM DIÁLOGO COM O CONHECIMENTO TEÓRICO-PRÁTICO
AUTOR(ES): SARITA APARECIDA DE OLIVEIRA FORTUNATO, KARIN CRISTINA SANTOS
RESUMO:
É no espaço de trabalho que os profissionais da educação constroem a possibilidade de refletir sobre a prática pedagógica. A cotidianidade que expressa a organização da escola revela sua forma de gestão, seu projeto pedagógico e sua filosofia de trabalho. A tarefa primeira da escola é viabilizar ao aluno o acesso ao conhecimento para superação das desigualdades e das formas de exclusão. Nesse contexto, a ação intencional e planejada do pedagogo gestor se faz determinante no impulsionar a qualidade do ensino e, consequentemente, da aprendizagem. Ao focar sobre uma possível contribuição para a otimização dos espaços de trabalho que se apresenta ao pedagogo da escola pública, pensou-se na responsabilidade com a sua formação continuada em serviço, revelada na relações reais que estabelece na escola ao concretizar sua práxis, juntamente com os demais trabalhadores da educação. O pedagogo, no exercício de sua profissão, encontra-se num “fazer-se“ constante, pois produz sua própria história profissional e, ao modificá-la, transforma a si próprio, criando as condições materiais e humanas através do processo pedagógico que viabiliza. Assim, um dos principais objetivos do estudo é proporcionar reflexões, análises e avaliações sobre a prática pedagógica no âmbito escolar, promovendo encontros de formação em serviço com pedagogos das escolas, tendo como “pano de fundo“ a produção do conhecimento teórico-prático do pedagogo como gestor democrático da educação. O texto analisa as relações que se estabelecem entre o trabalho de pedagogos atuantes nos Núcleos Regionais de Educação - NRES, nas Escolas Municipais e a Gestão Educacional para o ensino fundamental, de acordo com as atuais políticas da SME - Secretaria Municipal de Curitiba. Discute também as relações entre educação e trabalho e analisa a gestão democrática como referência para a efetivação da educação universal e de qualidade.
PALAVRAS-CHAVE: TRABALHO DO PEDAGOGO, FORMAÇÃO CONTINUADA, GESTÃO DEMOCRÁTICA DA EDUCAÇÃO

 

TÍTULO: PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO E FORMAÇÃO DOCENTE: DA DETERMINAÇÃO À INDETERMINAÇÃO
AUTOR(ES): SÉRGIO PEREIRA DA SILVA
RESUMO:
Se o “olho vê, a lembrança revê e a imaginação transvê; se é preciso transver o mundo”, talvez seja a filosofia a área do saber que nos possibilita uma perspectiva mais próxima do que seria uma “transvisão” do processo do conhecimento e da formação docente. Com tal intuito, essa comunicação e esse texto intencionam fazer uma genealogia do processo de conhecimento e da formação de docentes, na cultura pedagógica brasileira, mais especificamente, do sudeste goiano, enfatizando o caráter determinista, ou não, das perspectivas recortadas. Ilustrando uma “ruptura” (no sentido foucaultiano) do pensamento e da práxis pedagógica do autor, esse texto e essa comunicação recolhem e organizam dois momentos (marxista e nietzschianista) da produção do autor em relação ao debate epistemológico e à formação docente. Tem como respaldo empírico, além da formação do autor, sua experiência docente nos ensinos “fundamental, médio e superior” de cerca de trinta anos e duas pesquisas (“A crescente demanda pela pedagogia do Saber-Fazer na região do sudeste goiano: exaustão da pedagogia moral?” “Pedagogias da autonomia ou do ressentimento: estudo das concepções e práticas de ensino no sudeste goiano) que recortam a formação docente e a cultura pedagógica na região do sudeste goiano. Reiteramos que o referencial teórico transita por Marx e seus comentaristas e Nietzsche e seus comentaristas, sobretudo no enfoque da produção de conhecimento e na formação docente. O texto está, didaticamente, dividido em duas partes: a primeira, intitulada, perspectiva marxista, tem cinco sub-divisões: a formação e o conhecimento míticos; a formação e o conhecimento metafísicos, a formação e o conhecimento científicos; a formação e o conhecimento histórico-dialéticos e a formação e o conhecimento pós-modernos. A segunda parte contempla a perspectiva nietzschianista e trágico-estética de produção do conhecimento e da formação docente.
PALAVRAS-CHAVE: CONHECIMENTO, FORMAÇÃO DOCENTE, INDETERMINAÇÃO

 

TÍTULO: IMPLEMENTAÇÃO DE COMISSÃO PRÓPRIA DE AVALIAÇÃO ESCOLAR(CPA): CAMINHO PARA MUDANÇAS
AUTOR(ES): SHEYLA PINTO DA SILVA
RESUMO:
Esta comunicação é um relato de experiência relacionado à participação da autora na Comissão Própria de Avaliação (CPA) da EMEF. Prof. Vicente Ráo, cujo plano de ação foi traçado segundo as perspectivas e expectativas de sua comunidade escolar que pretende avaliar aspectos administrativos, pedagógicos e de estrutura física da escola, para propor e sugerir ações para melhorar seu sistema educacional. A proposta de formação e regulamentação para o funcionamento da CPA vem sendo elaborada entre a Secretaria Municipal de Educação de Campinas e a Faculdade de Educação da UNICAMP, desde 2006, com o objetivo de que cada uma das Unidades Escolares Municipais forme sua própria comissão, composta por pais, professores, alunos e funcionários, sob a coordenação da orientação pedagógica da escola. A escola da autora organizou sua CPA para iniciar em 2008 sob dúvidas de “quais seriam mesmo os motivos desta comissão“, já que o processo de avaliação poderia estar comprometido com a idéia de um ranqueamento das escolas, fazendo com que fosse instituído um modelo competitivo de qualidade entre elas. Os participantes da CPA se reunem quinzenalmente e algumas reuniões aconteceram junto com o Conselho de Escola, não tendo porém esta comissão nenhum poder deliberativo. Uma das dificuldades encontradas tem sido tornar a participação de seus membros mais contínia para que sua proposta não seja fragmentada. As diretrizes e objetivos para o funcionamento da CPA foram elaboradas de “cima para baixo“ o que fez surgir uma certa resistência entre os professores à sua implementação e consequente participação. Porém a comissão tem apontado diversas questões e problemas no cotidiano da escola de forma autônoma, comprometida pedagogicamente e politicamente com os processos de diálogo, integração e interdisciplinaridade.
PALAVRAS-CHAVE: PROFESSORES, AVALIAÇÃO, ESCOLA

SESSÃO - PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO,
SABERES E FORMAÇÃO DOCENTE 51
DIA: 23/07/2009 - Quinta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Instittuto de Estudos da Linguagem - IEL - SALA: CL 05

TÍTULO: RELAÇÃO TEORIA E PRÁTICA NO CURSO DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES
AUTOR(ES): SHIRLEI TEREZINHA ROMAN GUEDES
RESUMO:
Este artigo tem como objeto de estudo a relação teoria e prática no Curso de Formação de Professores em nível médio. Objetiva compreender em que sentido a Prática de Formação – Estágio Supervisionado – pode ser um componente articulador da relação entre teoria e prática. Como instância articuladora do processo de formação do futuro professor, a Prática de Formação pode efetivar o conceito de práxis desde que orientada para essa finalidade. Quando tratamos da formação de professores, a preocupação com a relação entre teoria e prática sempre se faz presente ora com a primazia da prática, ora da teoria. No momento em que esse debate retoma o universo das escolas, discutindo a epistemologia do professor reflexivo ou os conceitos da formação pela investigação, o entendimento do conceito de práxis torna-se fundamental como norte para a organização da Prática de Formação. Fundamentamos nosso trabalho nos pressupostos da práxis e nessa concepção nos propomos compreender tal conceito, tomando como norte a indissociabilidade entre teoria e prática. Para abordar o tema, no primeiro momento vamos situar a necessidade e a possibilidade de formar professores em cursos de nível médio. Em seguida discutimos o que é a Prática de Formação e na sequência tratamos da relação teoria e prática no Curso de Formação de professores.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO DE PROFESSORES , PRÁXIS, PRÁTICA DE FORMAÇÃO - ESTÁGIO

 

TÍTULO: LEITURAS SOBRE FORMAÇÃO HUMANA E SEXUALIDADE NAS PRÁTICAS DOCENTES.
AUTOR(ES): SHIRLEY FERREIRA DA SILVA
RESUMO:
Este trabalho pretende apresentar os resultados parcias do processo de ensino e de pesquisa desenvolvido em parceria com as alunas do curso normal de nível médio-quarto ano , sobre as temáticas sexualidade e gravidez na adolescência. Frente aos tabus, desconhecimentos e rejeições que cercam tais assuntos, fica mais evidente a urgência de perspectivas tanto no campo da educação formal, como nas práticas informais de educação iniciativas que favoreçam a construção de conhecimentos, potencializando a formação humana no sentido de tratar respeitosa e maduramente questões ligadas à orientação sexual, sensualidade, sexualidade, dentre outros sem preconceito ou descriminação. A proposta, configurada em estudos, discussões e oficinas, envolvendo literatura infanto-juvenil, textos informativos e acadêmicos dinamizados a partir de um movimento critico-discurssivo procurou instigar práticas inovadoras, diferenciadas e comprometidas com uma educação emancipatória e libertadora. Como orientação foi proposto um questionário investigativo, aplicado pelas alunas acerca de conhecimentos prévios sobre as questões em discussão. Em seguida foi realizada uma análise crítica e tabulação de dados que serviram de base para os demais encaminhamentos. Desenvolvidas na formação inicial de professores, as atividades propostas permitiram momentos de ruptura com idéias preconcebidas no sennso comum, o enfrentamento de preconceitos sociais a produção criativa de materiais pedagógicos de baixo custo e principalmente a interação dos estudantes com ricos e variados momentos de leituras, envolvendo, além da linguagem escrita, outras possibilidades de materiais de leitura no cotidiano escolar.
PALAVRAS-CHAVE: PESQUISA, EDUCAÇÃO, SEXUALIDADE

TÍTULO: PARÂMETROS PARA ATENDIMENTO ÀS NOVAS EXIGÊNCIAS DE PRODUÇÃO DIDÁTICO-PEDAGÓGICA NO ENSINO SUPERIOR
AUTOR(ES): SIBELE LETÍCIA RODRIGUES DE OLIEVIRA BIAZOTTO, SILVÉRIA APARECIDA BASNIAK SCHIER
RESUMO:
Com o objetivo de aprimorar o processo de ensino e aprendizagem na educação superior, estimular a produção científica dos professores e criar um instrumento de verificação do efetivo cumprimento da ementa das disciplinas, o MEC exige hoje que os professores das Instituições de Ensino Superior (IES) produzam textos que representem sua prática em sala de aula. Considerando que a produção científica dos professores deve atender aos objetivos anteriormente aventados, propomos alguns gêneros que podem ser utilizados nessa produção: resumos, resenhas, artigos, power-point e roteiros de aula. É neste último que nos atemos neste trabalho. A proposta do MEC representa uma inovação na ideia de produção científica, uma vez que, diferentemente de visar a publicações e a composições de acervos bibliográficos, volta-se para atividade didático-pedagógica do dia-a-dia. Veras (1999) destaca que é importante o professor, na produção desse tipo de material, estimular o estudante a aprender, a dar sequência à aprendizagem, a verificar seu progresso. Sales (2005) enfatiza que um dos grandes desafios na educação é justamente produzir um material capaz de proporcionar a autonomia no aluno. Moore e Kearsley (1996) asseveram que esse material, além de transmitir informações, precisa orientar o estudo do aluno. Soletic (2001) também chama atenção para o equívoco de se conceber a produção como um espaço destinado para publicação científica. Esse equívoco gera sérios problemas, visto que implica o aluno ter conhecimento de um especialista da área. Assim o material produzido precisa ser contextualizado e as informações expostas precisam ter como pressuposto o conhecimento prévio do aluno. Diante da necessidade de se atender a essa nova exigência pedagógica, é preciso que se estabeleçam parâmetros e conceitos claros a respeito do modo de elaboração e do conteúdo do material didático institucional.
PALAVRAS-CHAVE: PRODUÇÃO NO ENSINO SUPERIOR, ROTEIRO DE AULA, INTERATIVIDADE

TÍTULO: A INSTRUÇÃO AO SÓSIA E A FORMAÇÃO DOCENTE
AUTOR(ES): SIDERLENE MUNIZ OLIVEIRA
RESUMO:
No contexto atual, várias pesquisas vêm revelando a problemática da profissão do professor, mostrando que o mesmo pode ser atingido pelo “mal-estar docente”, tanto pela pressão em seguir as prescrições das instituições educacionais quanto pelas condições psicológicas e sociais nas quais a docência é exercida. Nesse contexto, pesquisadores do grupo de pesquisa ALTER do LAEL-PUC/SP vêm desenvolvendo pesquisas abordando o trabalho docente em diversos níveis de ensino. Tais pesquisas utilizam como base teórica pressupostos do interacionismo sócio-discursivo (Bronckart, 2004, 2006; Machado & Bronckart, no prelo/2009), da Ergonomia Francesa (Amigues, 2002, 2003; Faïta, 1997, 2002) e da Psicologia do Trabalho (Clot, 1999). É nessa abordagem que desenvolvemos nossa pesquisa, objetivando apresentar um instrumento, a instrução ao sósia, que pode ser utilizado nos cursos de formação de professores. Esse instrumento foi inicialmente utilizado por Oddone(1981) nos anos 1970 na formação de trabalhadores da FIAT na Universidade de Turin e desenvolvido por Clot (1999) no quadro de pesquisa da psicologia do trabalho no CNAM em Paris. A partir desse procedimento, o professor descreve as suas atividades para um professor substituto hipotético (pesquisador) que deverá lhe substituir em um determinado período. A instrução ao sósia poderá ser realizada na presença de um grupo de alunos (futuros professores) (Friedrich, Goudeaux & Stroumza, 2006) ou poderá ser gravada e, posteriormente, transcrita. O texto transcrito poderá ser levado ao professores em formação para discussão e debate com o professor responsável. O uso desse procedimento tem revelado diferentes representações sobre o trabalho docente. Acreditamos que esse procedimento pode contribuir para uma melhor compreensão das representações sobre as atividades realizadas pelo professor a partir da análise da linguagem, podendo colaborar com o trabalho dos formadores de professores.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO DOCENTE, (RE)CONFIGURAÇÃO, INSTRUÇÃO AO SÓSIA

 

TÍTULO: TRANSPOSIÇÃO DIDÁTICA E A FORMAÇÃO DE PROFESSORES: A INTERAÇÃO NA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
AUTOR(ES): SILVANA SOARES SIQUEIRA ROCHA, MARILURDES ZANINI
RESUMO:
A exiguidade de estudos sobre o processo de transposição didática em sala de aula nos envolve numa pesquisa que conflui o saber científico às práticas pedagógicas orientadas pelo Interacionismo. Assim, nesta comunicação, objetivamos refletir, a partir de uma pesquisa qualitativo-interpretativa, sobre o processo que gerou a elaboração de atividades centradas nas Diretrizes Curriculares Estaduais do Paraná e no material de apoio que orienta o ensino de língua materna no Curso Normal Superior - licenciatura para os anos iniciais do ensino fundamental, na modalidade de Educação a Distância, da Universidade Estadual de Maringá, as quais compõem o caderno de atividades de seus alunos. A reflexão nos aponta que articular teorias linguísticas às atividades de uso da linguagem em interação na sala de aula, em quaisquer modalidades, em especial, no ensino a distância, implica um grande desafio ao tutor, responsável por essa mediação. Porém, evidencia também a grande contribuição do processo de transposição didática para a formação de docentes, uma vez que, na elaboração das atividades, os participantes - tutor e alunos do Curso - estabelecem o diálogo entre a teoria e a prática, compreendendo a importância dessa interação na organização de um trabalho sistematizado e articulador de leitura, escrita e análise linguística.
PALAVRAS-CHAVE: TRANSPOSIÇÃO DIDÁTICA, INTERAÇÃO, FORMAÇÃO DOCENTE

 

 

SESSÃO - PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO,
SABERES E FORMAÇÃO DOCENTE 52
DIA: 23/07/2009 - Quinta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Instittuto de Estudos da Linguagem - IEL - SALA: CL 06

TÍTULO: BAÚ DE MEMÓRIAS: OS SABERES SOBRE A INFÂNCIA NA FORMAÇÃO DOCENTE
AUTOR(ES): SILVANIA REGINA PELLENZ IRGANG
RESUMO:
As pesquisas que tratam sobre os saberes docentes tem possibilitado, ao campo da educação, conhecer e (res)significar o trabalho dos professores como produtores de seus próprios saberes. Entendendo o saber docente como um saber plural, construído antes mesmo da entrada na escola e que se prolonga na vida pessoal e profissional do professor, proponho, neste trabalho, (re)pensar o lugar da infância na formação docente, levando em consideração os processos formativos de três professoras de educação infantil e seus os saberes profissionais e experiênciais sobre a infância. Para tanto, utilizo o trabalho com a memória, com narrativas orais e autobiográficas, assim como, com vivências pedagógicas como via de acesso aos saberes sobre a infância construídos nos processos formativos das professoras. Com esse desenho metodológico podemos adentrar no campo simbólico dos saberes e das representações docentes, a fim de propiciar nesse processo investigativo, também, um método de formação/autoformação. Isso porque o professor ao narrar seus saberes tem a possibilidade de torna-se um “pesquisador de si“, de suas práticas docentes e de seu trajeto de vida como pessoa e profissional. A partir disso, busco com esse trabalho propiciar um espaço de reflexão sobre o lugar da infância na formação de professores e, a partir de suas histórias de vida, conhecer seus saberes, suas memórias singulares e coletivas, suas imagens, suas aprendizagens e suas maneiras de ser e estar na docência. Assim, encontro nas narrativas das professoras um baú de memórias repleto de artefatos que contam suas histórias, lembranças, silêncios, marcas, saberes e fazeres (re)construídos no campo da docência na infância.
PALAVRAS-CHAVE: SABERES DOCENTES, FORMAÇÃO DE PROFESSORES, MEMÓRIA

 

TÍTULO: A INTERDISCIPLINARIDADE NA FORMAÇÃO DOCENTE
AUTOR(ES): SILVIA ELIZABETH MIRANDA DE MORAES
RESUMO:
Este trabalho relata as conclusões parciais de um estudo destinado a investigar as perspectivas de inclusão da prática da interdisciplinaridade nos currículos das Licenciaturas e pós-graduação em Educação e Ciências. Insere-se no projeto de pesquisa Interdisciplinaridade na formação docente, desenvolvido pela linha de pesquisa Educação, Currículo e Ensino, eixo temático Currículo, formação docente e avaliação na Faculdade de Educação da Universidade Federal do Ceará. A interdisciplinaridade consiste numa nova maneira de organizar o trabalho docente na escola e na universidade onde ainda se tem muito presentes a linearidade, fragmentação e o individualismo nas ações pedagógicas. Em todas as Diretrizes Curriculares Nacionais identificamos a preocupação com a formação de um perfil profissional interdisciplinar e transversal: a ênfase na interdisciplinaridade justifica-se pela mudança paradigmática que vem ocorrendo na visão do conhecimento na civilização ocidental, apontando para um currículo mais integrado, dinâmico, contextualizado. Neste estudo propusemo-nos averiguar como os alunos e professores veem, conceituam, aceitam ou rejeitam a interdisciplinaridade, qual o peso que lhe é dado nos projetos pedagógicos dos diferentes cursos, ementas das disciplinas, práticas de sala de aula e teses de doutorado e dissertações de mestrado nas áreas de Exatas e Educação. Estamos utilizando a metodologia construtivista baseada no círculo dialético-hermenêutico de Guba & Lincoln. Nossos primeiros respondentes foram escolhidos por serem pós-graduandos em Ensino de Ciências e também professores de escolas de ensino fundamental, do CEFET-CE e de faculdades públicas e privadas. As conclusões dessa fase inicial do estudo são apresentadas no presente texto. O trabalho se insere na proposta do eixo temático Produção de Conhecimento, Saberes e Formação Docente por ser uma análise de proposta teórico-metodológica na perspectiva da formação docente, na tematização de saberes pedagógicos e práticas cotidianas dos educadores no contexto da complexidade e da organização do trabalho pedagógico escolar.
PALAVRAS-CHAVE: INTERDISCIPLINARIDADE, FORMAÇÃO DOCENTE, METODOLOGIA CONSTRUTIVISTA

TÍTULO: ALTAS HABILIDADES/SUPERDOTAÇÃO: (RE) CONSTRUINDO PRÁTICAS PEDAGÓGICAS PELA VIA DO SENSÍVEL
AUTOR(ES): SILVIO CARLOS DOS SANTOS
RESUMO:
Quando se reflete sobre a educação é importante salientar que os atores educacionais estão em constantes transformações, mesmo que a escola tenda a subestimar a dimensão do sensível. Este caminho coloca a objetividade e a subjetividade do próprio ato de aprender em esferas fechadas e incomunicáveis. A investigação teve por objetivo promover uma reflexão acerca do educador que atua com os educandos com altas habilidades/superdotação e suas práticas pedagógicas, (re) construindo-as pela via do sensível para educar e educar-se, destacando aspectos que contribuíssem para esse fim: intuição, emoção, criação, percepção e sensibilidade. A justificativa encontrou sua relevância a partir da efetiva relação ensino-aprendizagem da educação pelo e para o sensível e que provocaram atitudes reflexivas, busca a construção do conhecimento sustentado na produção pedagógica que margeia o dia-a-dia da relação ensino-aprendizagem, enfatizando o gesto criador, a inclusão, o processo sensível e as dimensões de pessoalidade, considerando a importância do tema para a comunidade acadêmica, educacional e social. A pesquisa se caracterizou como bibliográfica, pois os levantamentos das principais contribuições teóricas que envolveram o problema foram selecionados através da consulta de materiais publicados em periódicos, jornais, revistas, livros, monografias, dissertações, teses, artigos, etc. A pesquisa é, também, descritiva, pois sua finalidade foi observar, registrar e analisar os materiais publicados. O método de abordagem utilizado foi o qualitativo porque se fez uso de análise de aspectos subjetivos dentro das leituras realizadas. Através desta investigação, conclui-se que o conhecimento sensível surgiu como elemento imprescindível na apropriação e internalização dos conhecimentos, de um modo sistêmico, através do desenvolvimento das altas habilidades/superdotação, como uma das metas do ensino enquanto proposta para um sensível olhar pensante, que reflita, construa, aprenda e apreenda o saber com sabor, isto é, o “aprender fazendo”, como elemento significativo enquanto edificação das altas habilidades/superdotação, como o sensível fazer em construção.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO SENSÍVEL, PRÁTICAS PEDAGÓGICAS, ALTAS HABILIDADES/SUPERDOTAÇÃO

 

TÍTULO: APRENDENDO PARA ENSINAR, ENSINANDO PARA APRENDER: A ARTICULAÇÃO DE SABERES ENTRE A UNIVERSIDADE E A ESCOLA PÚBLICA NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES
AUTOR(ES): SIMONE ALBUQUERQUE DA ROCHA
RESUMO:
O presente estudo trata sobre o a proposta de Estágio Curricular Supervisionado da Universidade Federal com a Escola Pública em Mato Grosso desenvolvida em três anos consecutivos, sendo, a cada ano, em uma escola diferente. Duas questões mobilizaram a pesquisa: que saberes os professores da escola-campo e estagiários articulam na formação profissional? Quem ensina e quem aprende com o estágio supervisionado? Para a pesquisa foi utilizada a abordagem qualitativa, do tipo estudo de caso, buscando em instrumentos como memoriais dos estagiários e entrevistas dos professores, registros sobre a articulação de saberes na formação docente. O presente texto traz um recorte da pesquisa, apresentano como dados os registros de três estagiários e dois professores da escola-campo. A pesquisa trouxe a revelação de que a metodologia utilizada no estágio supervisionado, assentada em Paulo Freire com o Tema Gerador foi mobilizadora de maior articulação de saberes e aprendizagens, daí a necessidade de ser delineada no estudo. Os resultados apontaram um estágio com apreciação positiva por parte dos professores da escola pública, revelando a construção de saberes com os estagiários, como também apresentou dados sobre aprendizagens significativas para os licenciandos, percebidas em suas interpretações e análises críticas sobre a escola e as posturas ainda resistentes de alguns professores às metodologias socializadoras em sala de aula e a inclusão da comunidade ao contexto escolar.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO PROFISSIONAL DA DOCÊNCIA, SABERES, MEMORIAIS

 

TÍTULO: DISCURSO PEDAGÓGICO: UMA ANÁLISE DISCURSIVA DAS TECNOLOGIAS NO ESPAÇO VIRTUAL DE APRENDIZAGEM
AUTOR(ES): SIMONE ATAYDE FLORIANO DA SILVA
RESUMO:
Este trabalho analisa a posição discursiva do professor a partir da heterogeneidade constitutiva e da heterogeneidade mostrada vinculadas ao sujeito-professor que utiliza a tecnologia de informação e comunicação em suas práticas discursivas no Espaço Virtual de Aprendizagem (EVA), sob abordagem teórica da Análise do Discurso Francesa (ORLANDI, 2007; AUTHIER-REVUZ, 1990). Para tanto, o corpus consiste de recortes disponíveis no EVA que constitui a materialidade da prática discursiva produzida em uma disciplina de Leitura e Produção Textual, oferta do ciclo letivo 2009/1, na Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL). Assim, partiremos da suposição de que nesse Espaço Virtual de Aprendizagem à posição discursiva pedagógica aliada às tecnologias se constituem de modo que o discurso pedagógico interage de forma vertical, ou seja, altera sua configuração na relação que se estabelece entre os interlocutores, isto é, não é mais assimétrica. Dessa perspectiva, a partir da fala de Orlandi (2003) acerca do discurso pedagógico: discurso lúdico, discurso autoritário e discurso polêmico a pesquisa busca responder como se caracteriza tal discurso, quando este ocorre sob as condições midiáticas de produção em um ambiente virtual; inclui também os estudos de Juana María Sancho (2006) no que diz respeito à TIC, no âmbito educacional. Este trabalho se inscreve numa perspectiva em que as linguagens se renovam para atender as demandas das novas tecnologias educacionais e que tem por conseqüências a produção e circulação de novos paradigmas no campo da educação. Os resultados apontam para uma desmistificação do papel do educador.
PALAVRAS-CHAVE: DISCURSO PEDAGÓGICO, TECNOLOGIA DE COMUNICAÇÃO E INFORMAÇÃO, SUJEITO-PROFESSOR

 

 

SESSÃO - PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO,
SABERES E FORMAÇÃO DOCENTE 53
DIA: 23/07/2009 - Quinta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Instittuto de Estudos da Linguagem - IEL - SALA: CL 06

TÍTULO: CONSTRUÇÕES E DESCONSTRUÇÕES DE UMA INVESTIGAÇÃO-FORMAÇÃO A PARTIR DO DIÁLOGO ENTRE MEMÓRIA E LINGUAGENS ARTÍSTICAS
AUTOR(ES): SIMONE CRISTIANE SILVEIRA CINTRA, ANA ANGELICA ALBANO
RESUMO:
Nossa reflexão discute as construções e desconstruções de uma pesquisa de doutorado, em andamento, desenvolvida pela primeira autora e orientada pela segunda autora deste texto. Trazemos aspectos, produções e análises das práticas de formação realizadas com licenciandos, na Faculdade de Educação da Unicamp, em 2007 e 2008. Essas práticas constituem o trabalho de campo da referida pesquisa, compreendida como uma investigação-formação, que engloba a realização concomitante de ações formativas e a investigação dessas ações. Durante as práticas, alunos de licenciatura em Pedagogia, Artes Visuais, Música, Dança, Química e Educação Física rememoraram suas histórias de vida e de formação e criaram produções plásticas, cênicas e corporais pautadas nas memórias reconstruídas. Discutimos episódios dessas práticas, buscando analisar as atividades rememorativas e criativas - produzidas em forma de cena e imagem – e os registros orais e escritos realizados durante as aulas. Constituem os referenciais teóricos deste texto, estudos sobre Pesquisa (auto) biográfica, sobre Arte e Educação e aportes da Psicologia Analítica de Carl Jung. Resulta desta reflexão a identificação dos processos de rememoração e criação como espaços privilegiados para a produção e elaboração de símbolos que permitem a ordenação do vivido e do que pode ser reinventado a partir do vivido, na docência e na vida.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO DOCENTE, MEMÓRIA , LINGUAGENS ARTÍSTICAS

 

TÍTULO: APRENDER PARA ENSINAR A LER CRITICAMENTE: UM ESTUDO DO DESENVOLVIMENTO DE PROFESSORES DE INGLÊS.
AUTOR(ES): SIMONE REIS
RESUMO:
Esta comunicação resulta de uma pesquisa de sala de aula realizada junto a uma turma de 10 alunos, de um curso de especialização em língua inglesa realizado no Paraná, mais especificamente, de uma disciplina intitulada “Desenvolvendo a Habilidade de Leitura“. Enquanto a literatura educacional aponta a dificuldade de promover mudanças, atribuindo à bagagem de experiências do professor sua reticência e resistência a inovações, o argumento que justifica esta pesquisa é que ninguém ensina da maneira como não aprendeu. Por isso, com especial interesse na aprendizagem dos participantes do curso, enquanto leitores e potenciais professores de inglês e de leitura, o estudo enfoca: (1) as posições de leitores dos participantes, quando solicitados a analisar textos marcados pela interação oral entre indivíduos em determinados contextos e (2) os tipos de perguntas que direcionariam a alunos do curso de inglês, se utilizassem os textos que analisaram. Os dados, coletados através de instrumentos naturais pedagógicos durante a realização do curso, são abordados de forma indutivo-dedutiva, visando estabelecer categorias analíticas. A inter-subjetividade da análise é promovida por triangulação por Instrumentos Humanos. Os resultados salientam o desenvolvimento da habilidade de leitura crítica e da capacidade de formular questões críticas de maneira informada para o ensino de leitura.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA CRÍTICA, LETRAMENTO CRÍTICO, APRENDIZAGEM DO PROFESSOR

TÍTULO: FORMAÇÃO DOCENTE E APRENDIZAGEM DISCENTE – INVESTIGAÇÃO SOBRE A TESSITURA DESSA TRAMA
AUTOR(ES): SÍLVIA DE FÁTIMA PILEGI RODRIGUES, LUIZA GONÇALVES FAGUNDES DE ANDRADE, SIMONE DA SILVA REIS
RESUMO:
O trabalho tem a finalidade de apresentar dados de uma pesquisa que vem sendo desenvolvida em escolas da rede pública estadual no município de Rondonópolis-MT desde 2007. O objetivo central é analisar o desenvolvimento da aprendizagem da criança investigando três elementos fundamentais: a cultura escolar, ação docente e o desenvolvimento profissional a fim de verificar as repercussões das políticas públicas de formação de professores, as condições de trabalho e a aprendizagem dos alunos. A metodologia da pesquisa é do tipo etnográfico, pois o objetivo foi descrever densamente a realidade observando professores e alunos no cotidiano escolar. Nesse sentido, tomou-se como ponto de partida o desempenho de estudantes da 3ª fase do 1° ciclo em relação às habilidades de leitura, interpretação e produção textual a fim de mapear aqueles com resultado considerado “muito crítico”, de acordo com os parâmetros do SAEB. Foram aplicadas 159 avaliações para os estudantes e 32 questionários para traçar o perfil preliminar dos docentes. Na fase inicial da pesquisa contatou-se que 14 alunos não acertaram nenhuma questão proposta na avaliação. A partir de 2008 o estudo voltou-se para esses sujeitos e seus professores. Foram realizadas entrevistas com 08 professores, os alunos e seus familiares, observações nas salas de aula, coletas de documentos usados nas aulas, observação das reuniões de estudos desenvolvidas nas escolas. A pesquisa está em andamento com o intuito de compreender a relação entre as ações de formação contínua oferecidas nas escolas, as práticas docentes e as estratégias utilizadas para a promoção da aprendizagem dos estudantes.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO DOCENTE, APRENDIZAGEM DISCENTE, FRACASSO ESCOLAR

 

TÍTULO: ALFABETIZAR LETRANDO - CONTRIBUIÇÕES DA FORMAÇÃO CONTINUADA
AUTOR(ES): SOELY APARECIDA DIAS PAES, KELLY KATIA DAMASCENO
RESUMO:
O CEFAPRO/Cuiabá – Centro de Formação e Atualização dos Profissionais da Educação Básica do estado de Mato Grosso, enquanto uma das instâncias formativas, faz-se presente junto aos professores na busca da melhoria da qualidade da educação pública. Nesse contexto, duas (02) formadoras alfabetizadoras, desde 2007, desenvolvem um estudo que tem como objetivo promover a reflexão teórico-metodológica, fundamental na prática pedagógica de professoras alfabetizadoras, que toma como preceito o processo de alfabetizar letrando. Trata-se de um estudo investigativo da ação docente, de cunho qualitativo. Os instrumentos de análise utilizados são os registros escritos sistematizados em portfólio. Colaboram com a investigação, professoras alfabetizadoras do 1º. Ciclo do ensino fundamental de duas (02) escolas da rede pública estadual, localizadas no município de Várzea Grande-MT. Tem como referencial teórico a discussão sobre a formação continuada de professores, a alfabetização e o letramento. Espera-se que essa proposta de formação continuada desperte o (re) pensar do trabalho pedagógico da alfabetização, a partir dos eixos primordiais do desenvolvimento da leitura e escrita que estão contemplados no letramento. Alguns depoimentos preliminares apontam uma ação reflexiva sobre o fazer pedagógico das alfabetizadoras, e é neste sentido que entende-se o percurso formativo como um continuum fomentado por todas as instâncias da educação.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO CONTINUADA, ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO, ALFABETIZADORES

 

TÍTULO: DOS BANCOS ACADÊMICO À PRÁTICA DOCENTE: LITERATURA E DESCOBERTAS
AUTOR(ES): SOLANGE APARECIDA DE PAULA OLIVEIRA
RESUMO:
A perspectiva da pedagogia da práxis constitui-se o fundamento desse projeto de pesquisa com base empírica. O contexto desenvolvido caracteriza-se simultaneamente pelas distinções verificadas através das aprendizagens teóricas no âmbito acadêmico de um curso de graduação em Pedagogia e os saberes práticos verificados na realização de estágio em um projeto social da cidade de Araras, interior de São Paulo. Constantes desinteresses, a participação na aprendizagem e as afirmações espontâneas e surpreendentes ao ambiente escolar evidenciaram-se através da convivência diária e das atividades desenvolvidas, correlacionadas às atividades escolares do Ensino Fundamental de escolas municipais e estaduais. Tais circunstâncias vieram contribuir para a inquietação teoria-prática, ocasionando a busca de uma reflexão sobre a questão existente. O objetivo do presente trabalho é refletir sobre de que maneira pensar a relação teoria-prática, especificamente na formação e prática docente, adentrando a uma realidade até então desconhecida. Destaca-se para a realização da pesquisa a escolha da Literatura, a qual Antonio Candido (1972; 1986) defende como um direito inalienável a todos, um fator indispensável de humanização, cuja necessidade manifesta-se a cada instante. A reflexão sobre teoria-prática docente poderá não somente compreender essa relação, como também contribuir para levantar alternativas para a construção e reconstrução do conhecimento na formação e prática docente, cujos reflexos serão visíveis nas inúmeras crianças que todos os dias sentam-se nos bancos escolares.
PALAVRAS-CHAVE: TEORIA E PRÁTICA, REFLEXÃO, LITERATURA

 

SESSÃO - PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO,
SABERES E FORMAÇÃO DOCENTE 54
DIA: 23/07/2009 - Quinta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Instittuto de Estudos da Linguagem - IEL - SALA: CL 07

TÍTULO: DOCÊNCIA UNIVERSITÁRIA INOVADORA E COOPERATIVA: CONSOLIDANDO UM NOVO ESPAÇO DE PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO QUE DÊ VOZ AOS SUJEITOS ENVOLVIDOS NO PROCESSO EDUCATIVO
AUTOR(ES): SOLANGE MARTINS OLIVEIRA MAGALHÃES
RESUMO:
A universidade contemporânea confronta-se com uma realidade que tem gerado vários desafios relacionados aos processos de formação de professores. Na perspectiva de ruptura com o paradigma atual, surge uma série de estudos sobre inovações que almejam desenhar uma “nova configuração dos saberes”. O campo de estudos sobre inovação revigora o ato educativo, ensejando uma dimensão emancipatória como é proposto pela Teoria da Complexidade. Na perspectiva da formação docente, procuramos articular inovação, docência universitária, produção de conhecimento e Complexidade com o objetivo de superar o modo de pensar dicotômico no campo de produção de conhecimento do Ensino Superior, estimulando um modo de pensar marcado pela articulação. Na perspectiva da inovação tematizamos sobre práticas cotidianas dos educadores no contexto da complexidade e da organização do trabalho pedagógico na universidade. Procuramos consolidar um espaço que dê lugar e voz aos diferentes sujeitos do processo educativo, para veicularem suas produções de forma criativa e cooperativa. O presente trabalho apresenta uma prática pedagógica considerada inovadora por docentes e discentes, em função dos objetivos alcançados no processo ensino-aprendizagem. Destacamos alguns “sinalizadores de inovação pedagógica complexa”: 1) princípio dialógico; 2) princípio do circuito retroativo e do circuito recursivo; 3) princípio sistêmico ou organizacional; 4) princípio da reintrodução do conhecimento científico em todo conhecimento em si para subsidiar análises, com o objetivo de identificar se as práticas consideradas inovadoras possuem características que as relacionam com a Complexidade. A Teoria da Complexidade define um norte inovador, desperta o interesse e a mudança de percepção em relação à vida ao exigir outro tipo de relação do sujeito com o conhecimento. Sugere mudança paradigmática, resignificando a formação de professores.
PALAVRAS-CHAVE: ENSINO SUPERIOR., INOVAÇÃO., DOCÊNCIA UNIVERSITÁRIA

TÍTULO: FORMAÇÃO DE PROFESSORES PARA A EDUCAÇÃO INCLUSIVA: REFLEXÕES SOBRE MUDANÇAS NECESSÁRIAS.
AUTOR(ES): SONIA MARIA RIBEIRO, ALICIENE FUSCA MACHADO CORDEIRO, IVANILDA MARIA E SILVA BASTOS
RESUMO:
Este trabalho deriva-se de uma investigação junto a um grupo de docentes participantes de um curso de formação continuada de professores relacionado ao tema da educação inclusiva. As pesquisadoras partiram da premissa de que a maioria dos cursos de formação de professores pouco contribui para que a prática do docente se modifique em relação aos estudantes que tem algum tipo de necessidade educacional especial. Assim, delineou-se como objetivo desta pesquisa discutir avanços e lacunas relacionadas à temática da educação inclusiva na formação inicial e continuada de um grupo de professores que lecionam na escola básica e/ou universidade. Este estudo caracterizou-se por ser do tipo exploratório, utilizando-se a abordagem qualitativa na análise dos dados. Foi realizada uma pesquisa de campo e como instrumento de coleta de dados foi utilizado um questionário com 6 questões abertas e fechadas. Ao todo participaram da pesquisa 26 professores da escola básica e/ou universidade. A análise das respostas foi realizada de forma qualitativa e quantitativa. Os resultados indicam para a necessidade de se modificar a abordagem dos cursos de formação inicial e continuada, pois aqueles que tem como foco a transmissão de informações, conceitos e classificações referentes às pessoas com deficiência pouco ou nada contribuem para a formação do professor para lidar com a realidade escolar da educação inclusiva. Questões referentes a complexidade e contrariedade dos movimentos de inclusão/exclusão social devem estar na base de qualquer curso que se proponha a discutir e pensar os processos de inclusão escolar desde a educação básica até a universidade. Essas e outras questões levantadas a partir do resultado da pesquisa foram discutidas com o aporte teórico de autores como: Nóvoa (1995), Sacristán (1995),Tardif (2006) e Vitalino (2007).
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO INCLUSIVA, NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS, FORMAÇÃO DOCENTE

 

TÍTULO: DIFERENTES CONCEPÇÕES DE LEITURA LITERÁRIA DE PROFESSORES DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO COM E SEM FORMAÇÃO UNIVERSITÁRIA
AUTOR(ES): SÔNIA ALVES CUNHA DOS SANTOS
RESUMO:
Esta comunicação tem como objetivo relatar uma investigação sobre as concepções de leitura literária entre professores do Ensino Fundamental e Médio de um colégio estadual no Município de Itaocara-RJ, comparando tais concepções entre aqueles que têm ou não formação universitária. Sabemos que inúmeras são as pesquisas voltadas para a temática das práticas de leitura literária nas escolas, embasadas por discussões entre pesquisadores, psicólogos e educadores. Em nosso trabalho pretendemos contribuir para uma prática de escolarização da leitura literária necessária à formação de um leitor crítico e, consequentemente da cidadania, já que, segundo Lajolo (2003), “sem competência de leitura, certos graus de cidadania são hoje inatingíveis“. Priorizamos em nosso estudo a leitura literária porque esta é capaz de inquietar, jogar com a imaginação, associar e encadear eventos, tornando indissociáveis os processos de leitura de mundo e da palavra. Segundo Paulo Freire (2003), a leitura da palavra não é apenas precedida pela leitura de mundo, mas por uma outra forma de “escrevê-lo“, ou seja, transformá-lo através da nossa prática consciente. Realizamos uma pesquisa qualitativa sendo a coleta de dados feita através de entrevistas com 10 participantes, sendo 5 professores sem formação universitária e 5 com tal formação. As entrevistas foram realizadas no espaço escolar. Fizemos uma análise do material discursivo, tal como proposto por Laville (1999), onde os resultados apontaram que os professores com formação universitária apresentaram concepções menos apropriadas sobre a escolarizalção da leitura literária do que o outro grupo. Concluímos, contra nossas expectativas, que a formação universitária não proporcionou uma visão mais ampla em termos de leitura literária.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO DE PROFESSORES, LEITURA LITERÁRIA, ANALISE DO DISCURSO

 

TÍTULO: PERFIL PROFISSIONAL DOS PROFESSORES DE LÍNGUA PORTUGUESA DE PRESIDENTE PRUDENTE: FORMAÇÃO E PRÁTICA PEDAGÓGICA.
AUTOR(ES): SÔNIA MARIA COELHO
RESUMO:
Este trabalho deriva de uma investigação do GEPEA, Grupo de Pesquisa Ensino e Aprendizagem como Objeto da Formação de Professores, formado por docentes e alunos de diferentes departamentos da Faculdade de Ciências e Tecnologia, daUNESP de Presidente Prudente, São Paulo. Após um estudo piloto, realizou-se a aplicação de um questionário aos professores de 25 escolas públicas da rede estadual de ensino de Presidente Prudente que ministram aulas das diferentes disciplinas no Ensino Fundamental e Médio, com o objetivo de investigar quais eram os princípios e concepções que norteavam suas práticas de ensino e aprendizagem. Foi proposto averiguar se existiriam ou não determinados padrões de ensino e aprendizagem que fossem comuns a todas as disciplinas. A presente análise focaliza a área da Língua Portuguesa para o traçado de um perfil profissional desses professores, relacionando-os com seus processos de formação inicial. Eles responderam individualmente a um questionário com 35 questões, que foi aplicado simultaneamente em todas as escolas envolvidas. Tal instrumento foi dividido em três partes, cujas questões possibilitarão traçar o perfil do professor em sua experiência no magistério, descrever suas atividades de ensino, discutir aspectos especificamente didáticos, os procedimentos e regras de sala de aula, além de focalizar atividades metacognitivas ou a reflexão do professor sobre sua prática docente e sua formação inicial. Utilizando-me da análise parcial dos dados dessa primeira parte, apresento alguns atributos que permitem uma caracterização inicial dos professores de Língua Portuguesa que participaram da pesquisa: disciplina que ministram, situação funcional, tempo de exercício no magistério, sua inserção em diferentes contextos político-educacionais, a frequência a capacitações realizadas, em minicursos e oficinas oferecidos especificamente aos professores de Língua Portuguesa, assim como a uma segunda formação, para a consecução de diferentes objetivos.
PALAVRAS-CHAVE: PROFISSÃO DOCENTE, ENSINO DE LINGUA PORTUGUESA, DISCIPLINA ESCOLAR

TÍTULO: MUDANÇAS NOS SABERES NA PERSPECTIVA DE PROFESSORAS DOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL FACE À IMPLANTAÇÃO DE AÇÕES POLÍTICAS EDUCACIONAIS NO MUNICÍPIO DE PONTA GROSSA.
AUTOR(ES): SUSANA SOARES TOZETTO
RESUMO:
A presente pesquisa discute a construção dos saberes docentes frente à implantação de políticas educacionais, no município de Ponta Grossa, Paraná, através da manifestação das docentes envolvidas. Apoiada por referencial teórico que relaciona as mudanças sociais e educacionais, saberes da experiência e práticas pedagógicas: Heargreaves, Gimeno Sacristán, Charlot, Tardif, entre outros. Buscou-se desenvolver um estudo norteado pelas mudanças no cotidiano dos professores do município de Ponta Grossa – Pr, produzidas pelas alterações na política educacional. Os resultados indicam que quando as professoras acompanham seu grupo de alunos por três, quatro e até cinco anos, podem flexibilizar o currículo, interagir com metodologias diferenciadas para atender às necessidades dos alunos e auxiliar no entendimento da escola ciclada e da progressão continuada que eles apresentam em relação aos objetivos propostos pelo currículo. Assim, a positividade manifestada pelas professoras no que tange ao fato de se conhecer bem os alunos, suas necessidades, dificuldades, interesses e preocupações, indica que o trabalho realizado com essas certezas percorre caminhos mais seguros e certeiros. Foi possível perceber pelas manifestações das docentes alterações do trabalho pedagógico e a incorporação de ações em sala de aula ao interagirem com as duas propostas educacionais do município. Palavras chave: Saberes docentes, políticas educacionais, trabalho docente.
PALAVRAS-CHAVE: SABERES DOCENTES, POLITICAS DE FORMAÇAO DOCENTE, FORMAÇAO DOCENTE

 

 

SESSÃO - PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO,
SABERES E FORMAÇÃO DOCENTE 55
DIA: 23/07/2009 - Quinta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Instittuto de Estudos da Linguagem - IEL - SALA: CL 07

TÍTULO: EFEITOS DA AÇÃO CONJUNTA ENTRE PESQUISADORA E PROFESSORA NO ENSINO DE LÍNGUA MATERNA NUMA TURMA DO 3º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL I
AUTOR(ES): SUZANA MARIA DE QUEIROZ BENTO
RESUMO:
Esta pesquisa pauta-se, principalmente, nos estudos da Linguística Aplicada para refletirmos sobre algumas especificidades que caracterizam o ensino de língua materna no Ensino Fundamental. Os problemas que envolvem esse ensino podem ser atrelados a vários fatores, como: a formação dos professores, as condições da sala de aula, material didático (falta ou má qualidade deste), falta de Proposta Pedagógica nas escolas, a dificuldade de os Referenciais chegarem até os professores (e de serem entendidos por estes); enfim, a dificuldade que os profissionais de ensino apresentam em aliar teoria x prática e mobilizarem seus saberes. Este artigo tem como objetivo discutir alguns resultados a partir de sessões de planejamento pesquisadora e professora em relação ao ensino de língua materna numa turma de 3º Ano de Ensino Fundamental I. Os dados analisados foram produzidos em sessões de planejamento junto à professora que permitiram, de certo modo, que ela participasse de uma formação em serviço, haja vista que os nossos encontros também se pautaram em estudos teóricos em que foram discutidas questões sobre um ensino de língua como uma atividade interativa. Resultados preliminares apontam que há um certo distanciamento entre os saberes experienciais e os saberes teóricos da professora, ou em outros termos, que a professora sente dificuldade em relacionar esses saberes. A análise está fundamentada em estudos sobre formação de professor de língua materna, especialmente, Tardif (2002, 2007), Rojo (2001), Signorini (2001, 2007) e Rafael (2001).
PALAVRAS-CHAVE: AÇÃO CONJUNTA, LINGUÍSTICA APLICADA, SABERES EXPERENCIAIS - SABERES TEÓRICOS

TÍTULO: PRÁTICAS DE GESTÃO DO TEMPO E DOS CONTEÚDOS DAS APRENDIZAGENS DA LEITURA E DA ESCRITA NA SÉRIE INICIAL DO ENSINO FUNDAMENTAL: CONTRIBUIÇÕES DO PROGRAMA BOLSA ESCOLA PÚBLICA E UNIVERSIDADE NA ALFABETIZ
AUTOR(ES): TATIANA PLATZER DO AMARAL, FERANDA CONCEIÇÃO FONTANELLI TORRAGA, LUCIANO NUNES SANCHEZ CORES
RESUMO:
A incapacidade da escola de garantir o domínio dos instrumentos básicos - leitura e escrita - de acesso ao saber elaborado é centro discussões e das políticas públicas voltadas à qualidade da escolarização. Recente estratégia de enfrentamento da precariedade da alfabetização e do fracasso escolar, da Secretaria de Estado da Educação de São Paulo é o Programa Bolsa Escola Pública e Universidade na Alfabetização. Desenvolve-se por meio de convênio com a Universidade de Mogi das Cruzes, especificamente cursos de Pedagogia e Letras. Objetiva: desenvolver experiências e conhecimentos do futuro educador acerca da função docente no processo de alfabetização de alunos no ano inicial e apoiar professores regentes na complexa ação pedagógica de garantir a aprendizagem da leitura e escrita a todos. A participação das alunas-pesquisadoras, sob supervisão de docentes da UMC, ocorreu por meio do desenvolvimento de pesquisa participante, sendo o objetivo central: analisar as práticas de gestão do tempo e dos conteúdos das aprendizagens da leitura e da escrita. Três grupos de pesquisa dedicaram-se ao estudo de aspectos distintos da transposição didática: o trabalho com cópia e ditado no processo de alfabetização, o desenvolvimento das rotinas de leitura e escrita em sala e o uso do material próprio do programa. Dados coletados, por meio de observações participantes e intervençôes realizadas pelas alunas-pesquisadores, evidenciaram um processo de escolarização dos saberes relativos à leitura e escrita. A análise das situações observadas conduz a uma sub-utilização das práticas sociais de leitura e escrita, tais como a cópia e o ditado, em detrimento de utilização de situações didáticas voltadas apenas a aprendizagem da leitura e da escrita, enquanto código de representação da linguagem oral. Evidencia-se a necessidade de ressignficação dos conteúdos da alfabetização e do aprimoramento do processo de transposição didática, mantendo-se as características socioculturais reais da leitura e da escrita, na escola.
PALAVRAS-CHAVE: ALFABETIZAÇÃO, TRANSPOSIÇÃO DIDÁTICA, LEITURA E ESCRITA

TÍTULO: SABERES, IDENTIDADES E FORMAÇÃO DOCENTE: A EXPERIÊNCIA DE UM CURSO A DISTÂNCIA SOBRE GÊNERO E SEXUALIDADE NA ESCOLA
AUTOR(ES): TATIANE DE LUCENA LIMA, ÂNGELA MARIA FREIRE DE LIMA E SOUZA, TEREZA CRISTINA PEREIRA CARVALHO FAGUNDES
RESUMO:
Este trabalho analisa os discursos docentes sobre as concepções e as práticas pedagógicas que envolvem gênero e sexualidade na escola através das interações virtuais entre educadores, mediadas pela plataforma de aprendizagem moodle. Tal experiência é resultado de um curso a distância promovido no ano de 2008 pela Secretaria de Educação do Estado da Bahia, cujo objetivo foi promover uma qualificação de professores do ensino médio e fundamental, da rede pública estadual, para a utilização de uma prática educativa voltada para as questões de gênero e sexualidade. Como coordenadora, consultora e tutora do curso, bem como estudiosas na área, focamos nossa análise nas seguintes questões: quais as concepções sobre gênero e sexualidade expressas pelos educadores envolvidos no curso? Quais as possíveis práticas empreendidas nesta perspectiva? Realizamos a leitura das narrativas escritas das interações nos fóruns e as consequentes mediações no sentido de visibilizar as identidades produzidas pelo currículo e evidenciar as culturas nele silenciadas, bem como refletir sobre o papel da escola rumo à educação anti-sexista, especialmente no que diz respeito à revisão apurada das atividades, brincadeiras, ideologias presente nos livros didáticos, nos discursos, nas normas disciplinares, nos programas curriculares e nos valores morais estabelecidos. Depreendemos, com esta experiência, que avançamos na reflexão e no interesse dos educadores em praticar ações positivas face ao tema. Ademais, é salutar constatar que mesmo tendo vivenciado um currículo acadêmico formal que não aborda as questões de gênero e sexualidade como objeto de análise nas disciplinas ou como discussão transversal, os educadores foram capazes de discutir, hipotetizar, ensaiar concepções e práticas significativas sobre gênero e sexualidade, a despeito de todas as opressões e estereótipos sexistas vivenciados nas itinerâncias dos currículos cultural, acadêmico e escolar.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO DOCENTE, GÊNERO, SEXUALIDADE

 

TÍTULO: A LINGUAGEM DA ARTE NA FORMAÇÃO O EDUCADOR.
AUTOR(ES): TATYANE ANDRADE ALMEIDA
RESUMO:
No mundo globalizado em que vivemos, presenciamos o avanço das tecnologias e a difusão da informação e da imagem em larga escala, que frequentemente, ao invés de promover a democratização do conhecimento, têm sido usadas como mecanismos de dominação ideológica canalizada para o consumo. Trata-se de uma perspectiva que tende a desvalorizar a subjetividade humana, a fim de promover uma homogeneização das formas de pensar e da concepção de mundo. A consequência disso é a massificação do sentido da vida e o surgimento de uma sociedade monótona e preconceituosa com o que lhe é diferente. Entretanto, contrariando essa tendência, persiste a capacidade criadora do homem, a mesma que o possibilitou criar e diversificar as formas de viver e que se manifesta na constante reinvenção das linguagens. Daí a necessidade de se promover uma formação que possibilite aos educadores (e educandos) realizar uma leitura crítica, sensível e criativa do mundo em que vivemos, ressignificando-o e, ao mesmo tempo, favorecendo a apreensão e a utilização eficiente das fontes de conhecimento proporcionadas pelo avanço das múltiplas tecnologias. Essa leitura se torna efetiva a partir da ampliação do conceito de inteligência, que rompe com a supervalorização de uma racionalidade instrumental e abre espaço para o desenvolvimento da totalidade das capacidades e habilidades humanas. É nessa dimensão que encontramos a arte enquanto campo da expressão singular, capaz de escapar dos limites dessa massificação, de articular saberes e de contribuir para o desenvolvimento intelectual, afetivo e social do cidadão tornando-o apto a intervir de forma crítica e sensível no mundo que o cerca. Neste trabalho procuramos refletir sobre os resultados das disciplinas de arte no nosso curso de pedagogia, proposta curricular recente que vem ao encontro dessas demandas para possibilitar ao educador atuar de forma sensível e criativa, ajustando suas práticas pedagógicas a essas novas realidades.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO DOCENTE, ARTE LINGUAGEM, LEITURA E CRIATIVIDADE

 

TÍTULO: ELABORAÇÃO DE UM PROGRAMA DE LÍNGUA PORTUGUESA: UMA EXPERIÊNCIA COM GÊNEROS TEXTUAIS
AUTOR(ES): TÂNIA GUEDES MAGALHÃES, LAURA SILVEIRA BOTELHO
RESUMO:
Este trabalho apresenta resultado de pesquisa desenvolvida numa escola municipal da cidade de Juiz de Fora/MG, intitulada “Reestruturação do ensino de LP: práticas pedagógicas com gêneros textuais”. Vinculada à tradição qualitativa, optamos pela “pesquisa colaborativa” (KEMMIS & MCTAGGART, 1988; IBIAPINA, 2008) que se caracteriza por ser desenvolvida por pesquisador externo ao ambiente escolar, auxiliando os profissionais da escola selecionada; ser colaborativa, visto que o pesquisador está inserido no contexto a ser pesquisado; e ter objetivos de mudanças, com intervenção na realidade. Para esses autores, a motivação inicial para desenvolver a pesquisa é mudar o sistema, descrevendo e compreendendo os fenômenos apenas numa etapa inicial. Nosso trabalho centra-se no ensino de Língua Portuguesa. A partir da constatação de que os professores demonstram falta de embasamento teórico sobre temas basilares ao ensino de Língua Portuguesa (CYRANKA et al, 2006), excluindo a natureza interacional da língua, buscamos desenvolver essa pesquisa para não só avaliar os entraves escolares relativos ao ensino de linguagem, como construir coletivamente um Programa (GOULART, 1999) para a disciplina, baseada em gêneros textuais (DOLZ e SCHNEUWLY, 2004; MARCUSCHI, 2003). Desse modo, utilizamos 15 sessões reflexivas para tratar de aspectos fundamentais ao ensino, como as concepções de linguagem, o trabalho com gêneros orais e escritos, o ensino da teoria gramatical, o aprendizado da leitura etc. Assim, desenvolvendo uma nova prática em sala de aula, o corpo docente pôde conhecer, aplicar e escolher os gêneros textuais mais adequados aos 9 anos do Ensino Fundamental na elaboração do Programa. Nesse sentido, a pesquisa demonstrou que embasamento teórico, diretrizes curriculares bem definidas e integração dos docentes são necessários para um desempenho em sala de aula mais seguro, além de demonstrar também a necessidade de um acompanhamento em serviço mais efetivo, com vistas a uma atuação profícua em sala de aula.
PALAVRAS-CHAVE: ENSINO DE LINGUAGEM, GÊNEROS TEXTUAIS, FORMAÇÃO DE PROFESSORES
SESSÃO - PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO,
SABERES E FORMAÇÃO DOCENTE 56
DIA: 23/07/2009 - Quinta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Instittuto de Estudos da Linguagem - IEL - SALA: CL 08

TÍTULO: AS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS NA ESCOLA: A RELAÇÃO PROFESSOR / ALUNO E A CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO
AUTOR(ES): TÂNIA MASELLI SALDANHA LEITE
RESUMO:
AS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS NA ESCOLA: A RELAÇÃO PROFESSOR / ALUNO E A CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO TÂNIA MASELLI SALDANHA LEITE (Mestranda em Educação pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Orientador: Prof. Dr. Luiz Antonio Gomes Senna) RESUMO Este trabalho pretende fazer uma reflexão sobre as relações estabelecidas entre professor e aluno em seu cotidiano escolar. Inicia-se com um breve esclarecimento sobre a forma como o período da adolescência se constitui e as características típicas dessa fase tão conturbada da vida, tornando o jovem muitas vezes incompreendido pelo adulto. Parte-se então para uma visão desse adulto, aqui representado pelo professor, elemento fundamental nesse processo biológico e social em que também ocorre a construção do conhecimento científico. Esse educador vem a ser o responsável em orientar o processo de aquisição do conhecimento desse jovem no ambiente escolar. Percebe-se, porém, que o professor também se encontra em conflito, uma vez que se depara com um aluno que não é aquele “idealizado” a partir de sua formação acadêmica, tornando-se difícil para ele reconhecer nesse “jovem”, seu “aluno”. Tendo como pano de fundo o estudo das representações sociais, tenta-se explicitar como e porque se formam as situações de conflito entre esses dois sujeitos: educando e educador. Assim como se dá o processo de aquisição do conhecimento, uma vez que a escola deixa de ser local de interação cognitiva e social e passa a ser palco de tensões e embates, em uma complexa rede de imposições de normas, regras, alianças e estratégias na tentativa de uma verdadeira interação na qual os saberes possam vir a dar forma à prática educativa.
PALAVRAS-CHAVE: PROFESSOR, ALUNO, REPRESENTAÇÕES SOCIAIS

 

TÍTULO: LEITURA E ESCRITA: COMO EU ENSINO?
AUTOR(ES): TERESA CRISTINA OLIVEIRA ARAUJO, DÉBORA DOS SANTOS BELONI
RESUMO:
Este trabalho pretende relatar a experiência de formação de professores na rede pública municipal de uma escola localizada numa comunidade de baixa renda na cidade do Rio de Janeiro, bem como iniciar uma reflexão sobre seus saberes pedagógicos e suas ações cotidianas neste local. Nessa escola há 300 crianças na faixa etária de 4 a 12 anos, em horário integral, e 27 educadores. A formação docente foi regida pela Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, subsidiada pelas discussões, as trocas de experiências e as leituras realizadas durante os encontros na escola, buscando sempre atender as suas principais dificuldades: o trabalho de alfabetização, a evasão de alunos e a formação do grupo de professores. Tendo como foco essas principais dificuldades apresentadas pelos atores do processo educativo, a formação docente centrou-se no trabalho do professor na sala de aula e na escola, pois ao pensar sobre sua prática, ele mesmo menciona seus saberes e suas experiências e busca resolver os obstáculos que surgem durante o seu fazer pedagógico no cotidiano escolar. Os diálogos sobre o processo ensino-aprendizagem trouxeram mudanças nas atividades de ensino e na qualidade do trabalho realizado, pois diante das condições da escola urgia a reconstrução de alguns conceitos. Algumas temáticas solicitadas pelos educadores apontavam para uma nova forma de pensar/agir: a alfabetização com textos; a importância da roda de leitura; o espaço e tempo escolar; as atividades de leitura e escrita. É impossível construir um conhecimento pedagógico para além dos professores, ou seja, ignorar as dimensões pessoais e profissionais do trabalho docente. Sendo assim, durante a formação, considerou-se o professor como profissional e como sujeito.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO, LEITURA, ESCRITA

 

TÍTULO: A IMPORTÂNCIA DA LEITURA DE ESCRITOS TOMASIANOS PARA A FORMAÇAO DOCENTE
AUTOR(ES): TEREZINHA OLIVEIRA
RESUMO:
A leitura da obra de Tomás de Aquino, especialmente seus escritos sobre a educação, são fundamentais à formação docente na atualidade. Não se trata aqui de fazer uma aplicação mecânica de suas propostas, tomando-o como uma receita. A leitura histórica de um autor implica em compreendê-lo a partir das questões de sua época. Consideramos fundamental a leitura de Tomás de Aquino pelo fato de que podemos estudar um autor que, diante das novas exigências que se colocaram para os homens da sua época, não partiu nem de um sistema pronto e acabado, nem se manteve preso a uma dada doutrina. Antes, Tomás de Aquino percebeu que a doutrina cristã não era suficiente para dar conta das novas questões e, por isso, retomou Aristóteles, agora a partir de um novo enfoque. Para ele, Fé e razão não se excluíam, mas se completavam em um esforço para dar um novo conteúdo à relação ensino/aprendizagem. É a partir desse enfoque que Tomás de Aquino indaga acerca de quem deve ensinar e o papel da sabedoria na formação da pessoa. De seu ponto de vista, somente o homem pode ensinar porque, pelo saber proveniente do conhecimento, da cultura, do pensamento reflexivo, pode também ser mestre. Nesse sentido, o intelectual medieval inaugura uma nova concepção sobre o saber e o ensino, delegando aos homens a responsabilidade de conhecer e ensinar. Assim, hoje, ao fazermos a leitura de escritos tomasianos, podemos tê-los como espelhos na formação do professor. Neste texto, o propósito é analisar, como exemplo, o escrito intitulado De Magistro, pois nele o mestre Tomás explicita a importância do saber, como ensino e aprendizagem, na formação dos sujeitos citadinos de seu tempo. Palavras - Chave: Leitura, Escritos Escolásticos, Formação de Professores.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, FORMAÇÃO DE PROFESSORES, ESCRITOS ESCOLÁSTICOS

 

TÍTULO: O CURSO DE PEDAGOGIA DA UERJ: REFLEXÕES ACERCA DA FORMAÇÃO DOCENTE
AUTOR(ES): THAIS VIANNA MAIA
RESUMO:
O presente trabalho visa analisar aspectos dos saberes e da formação docente através da visão que os alunos da faculdade de Educação da UERJ possuem do curso de Pedagogia. Esta análise buscará fazer um apanhado de questões pertinentes à discussão dos estudos culturais, reconhecendo a influência dessa área de estudos nas mudanças curriculares atuais. Este tema foi escolhido devido a minha participação enquanto bolsista de iniciação científica no grupo de pesquisa “Currículo: Sujeitos, Conhecimento, Cultura“ desenvolvido pela linha de pesquisa “Cultura e Cotidiano Escolar“ no intuito de contribuir para essa pesquisa e, ao mesmo tempo, divulgar o que vem sendo discutido por nós até o presente momento. Para compreendermos a importância do ensino na formação humana é preciso considerá-lo no conjunto das tarefas educativas exigidas pela vida em sociedade. Para isso, faz-se necessário a reflexão acerca da formação docente. Tomei como base os estudos de Clifford Geertz para trabalhar o conceito de cultura associando as produções de Tura e sua contribuição para o trabalho etnográfico em Educação. A partir das análises das entrevistas, evidenciaram-se aspectos da cultura escolar que estavam sendo introjetados pelos alunos, assim como perspectivas acerca do desenvolvimento do trabalho pedagógico e do processo de ensino-aprendizagem que envolvem professores e alunos.
PALAVRAS-CHAVE: CULTURA ESCOLAR, COTIDIANO ESCOLAR, CURRÍCULO

 

TÍTULO: AULAS DE ESTATÍSTICA E A FORMAÇÃO PROFISSIONAL DO PROFESSOR
AUTOR(ES): THELMA CARDINAL DUARTE CAMPANA
RESUMO:
Este estudo se refere a uma pesquisa realizada em sala de aula pela própria professora da classe, após um trabalho com os alunos em aulas de Estatística. O objetivo foi investigar como o desenvolvimento profissional da professora-pesquisadora neste percurso implicou em mudanças na metodologia e na abordagem utilizadas em sala de aula. O locus da pesquisa foi uma escola municipal do interior paulista e os sujeitos que participaram foram alunos de duas classes de 8ª série. A partir das idéias de Lopes (2004) e Besson (1995) foram desenvolvidas atividades com o objetivo de proporcionar a discussão de idéias dos alunos, valorizando as suas produções. Buscou-se trabalhar com o “espírito estatístico”, ou seja, com os conceitos de chance e aleatoriedade, além de discutir a especificidade das informações estatísticas. Os estudos sobre o Desenvolvimento Profissional de Professores foram apoiados nos trabalhos realizados por Piaget, Becker, Delval e Scriptori, entre outros e realizados com o apoio de um grupo do tipo colaborativo, formado por professores interessados em problematizar suas práticas pedagógicas. A docência atual requer um professor que reflita sobre como os alunos recebem o ensino, suas elaborações, os motivos e explicações para as dificuldades apresentadas. A postura reflexiva e investigativa da professora/pesquisadora permitiu aos alunos um trabalho ativo, favorecendo a modificação de esquemas e novas estruturas mentais.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO PROFISSIONAL DO PROFESSOR, ESTATÍSTICA, ESPÍRITO ESTATÍSTICO

 

SESSÃO - PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO,
SABERES E FORMAÇÃO DOCENTE 57
DIA: 23/07/2009 - Quinta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Instittuto de Estudos da Linguagem - IEL - SALA: CL 08

TÍTULO: REGISTRO DE PROFESSORES NO CONTEXTO DO ACOMPANHAMENTO DA AÇÃO PEDAGÓGICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL
AUTOR(ES): VALDETE CÔCO
RESUMO:
Este trabalho é parte integrante da pesquisa Mapeamento da Educação Infantil - EI - no Espírito Santo, que desenvolve três ações integradas: o levantamento de estudos, o acompanhamento dos editais dos concursos públicos para provimentos de cargos e a aplicação de questionário aos responsáveis pela EI nos municípios. Para explorarmos o registro de professores na EI nesse trabalho, focalizamos o processo de construção dos documentos orientadores do trabalho pedagógico, as orientações emanadas dos órgãos gestores e as expectativas de escrita apresentadas para esses profissionais, a partir do recorte de dados do questionário. A partir da teoria crítica da modernidade e da cultura, a pesquisa sinaliza que, com a inserção da EI na Escola Básica, os professores estão enfrentando novos desafios frente às práticas de escrita. Esses desafios se vinculam às demandas do trabalho com a proposição de um repertório associado à observação das crianças (considerando seu desenvolvimento e sua aprendizagem nas conquistas e avanços apresentados), ao acompanhamento e análise do trabalho pedagógico realizado (destacando as intervenções propostas), à tomada de novas decisões (em função das necessidades/dificuldades apresentadas pelas crianças) e à parceria com as famílias. Nesse processo, temos a afirmação de uma forma do registro que apresente um processo crítico e reflexivo que se associa à visibilidade e ao reconhecimento do trabalho e exige conexões entre os diferentes espaços e sentidos que constituem a materialidade da atividade docente atravessada pela dinâmica do contexto escriturístico e pela especificidade de atuação nessa etapa da educação.
PALAVRAS-CHAVE: TRABALHO DOCENTE , REGISTRO DE PROFESSORES , EDUCAÇÃO INFANTIL

 

TÍTULO: “EU PENSEI QUE O PROBLEMA DELES ERA PIOR...“ UM CASO DE AUTO-AVALIAÇÃO VERSUS O DISCURSO DOCENTE
AUTOR(ES): VALDINEI ISAC GONÇALVES DA SILVA, VERA MOREIRA GONÇALVES
RESUMO:
Este artigo visa relatar as práticas docentes e os resultados obtidos com alunos da Rede Estadual de Ensino do Rio de Janeiro nas aulas de Língua Portuguesa e Matemática, ao aproximar o discurso dos professores ao conhecimento real dos seus alunos e de sua situação de ensino. Os dados obtidos partem de auto-avaliações dos discentes e de questionamentos feitos aos seus docentes antes, durante e depois do projeto realizado. No início do ano letivo, foi aplicado uma prova diagnóstica para saber quais conteúdos os alunos dominam ou não, ou até para traçar futuras estratégias de ação. Havia um alvoroço e falas comuns, como “eles não sabem nada“ ou “temos que revisar a matéria toda?“. Após o levantamento dos dados, fomos surpreendidos com os resultados não tão desastrosos e, assim, foram ouvidas novas e admiradas falas. Então, seguindo com uma proposta mais inovadora, provocamos os alunos a se auto-avaliar e acompanhar seu processo de construção de conhecimento, enquanto criávamos instrumentos para saber como os professores diagnosticavam as turmas. Para uma eficaz pesquisa, o trabalho foi realizado paralelamente em duas escolas, uma na Zona Sul da capital do Rio de Janeiro e outra no interior de Belford Roxo, na Baixada Fluminense. Tal pesquisa e prática servem, contudo, para que repensemos a situação atual da educação pública, de nossa prática docente e, principalmente, nosso olhar sobre nossos educandos e as ações antecipadas que tomamos equivocadamente, sem correta avaliação desses sujeitos da educação durante todo o processo.
PALAVRAS-CHAVE: DISCURSO, EDUCAÇÃO PÚBLICA, AUTO-AVALIAÇÃO

 

TÍTULO: A ESCRITA COMO DISPOSITIVO NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES
AUTOR(ES): VALESKA FORTES DE OLIVEIRA
RESUMO:
A escrita se configura como um dispositivo de formação e autoformação no espaço formativo da educação. Nas pesquisas que temos realizado com professores na formação inicial realizada no espaço da universidade e fora dele operamos com a escrita como uma ferramenta que coloca os sujeitos implicados como “pesquisadores de si”. Nesse sentido, a investigação inicia com um processo de aproximação das representações e dos saberes construídos nas suas trajetórias de vida, e se estende a um processo de autoconhecimento e de autoformação. Tendo como referência dois conceitos operadores, tomados das reflexões de Michel Foucault (1995), o “cuidado de si” e “as tecnologias de si”, trazemos para o território da narrativa, tomando-a como um dispositivo no qual o sujeito, provocado / implicado por um outro, se coloca num processo de experimentação de si. A memória, tomada por nós como trabalho, é acionada no sentido de reconstruir imagens, acontecimentos e experiências produtoras de sentido à pessoa que se dispõe ao exercício da “escrita de si”. Operamos também com a memória–esquecimento de Nietzsche, na produção da narrativa como uma forma de “cuidado de si”. O esquecimento que se configura como necessidade para dar vazão a outras formas de vida. Nos referimos, quando falamos de um sujeito, para além e muito longe de um sujeito unitário, mas próximo de um sujeito que se constitui através de práticas discursivas, práticas essas sempre constituídas pelas redes de poder. Pensando na possibilidade da experiência ética e estética – colocando a vida como “obra de arte” (Nietzsche), a escrita de si é uma experiência na qual o sujeito, a partir de uma máxima: “ocupa-te de ti mesmo”, através de um movimento que o coloca na construção/ desconstrução de acontecimentos, imagens e representações, pode produzir a invenção de si.
PALAVRAS-CHAVE: ESCRITA, DISPOSITIVO, FORMAÇÃO DOCENTE

 

TÍTULO: DIREITOS HUMANOS NA EDUCAÇÃO INFANTIL: REFLEXÕES SOBRE A CIDADANIA DE PROFESSORAS E PROFESSORES.
AUTOR(ES): VALÉRIA PALL ORIANI
RESUMO:
Neste texto apresentam-se resultados parciais de pesquisa de mestrado em Educação (Bolsa CNPq) que tem como objetivo analisar a relação entre a compreensão de direitos humanos e de cidadania de professores e professoras de Educação Infantil, bem como suas práticas pedagógicas a respeito da temática. Para seu desenvolvimento, vem sendo realizada pesquisa de campo em duas escolas de Educação Infantil da cidade de Marília/SP, nas quais estão sendo observadas as práticas pedagógicas de um professor e de uma professora de cada escola; posteriormente serão realizadas entrevistas. Essa pesquisa foi proposta como continuidade à pesquisa de Iniciação Científica (FAPESP) que teve como objetivo compreender as práticas pedagógicas do ensino dos direitos humanos e da cidadania em duas escolas de Educação Infantil, uma municipal e outra particular da cidade de Marília/SP, realizada mediante os procedimentos de observação das rotinas e das atividades do cotidiano escolar e aplicação de questionários. A análise das observações do cotidiano escolar e das respostas obtidas por meio do questionário permitiu problematizar, dentre outros aspectos, que a utilização ou não das temáticas direitos humanos e cidadania por parte das professoras estava relacionada principalmente ao seu posicionamento político. Os comportamentos e as atitudes das professoras pesquisadas indicavam que suas ações se pautavam em noções de cuidados, proteção e afetuosidade, como se fosse uma segunda mãe. Este comportamento influencia sua noção de cidadania para as mulheres, estimulando a passividade e o esquecimento do papel político da professora. A feminização docente, principalmente na Educação Infantil, traz resquícios de uma perspectiva histórica, segundo a qual o magistério foi concedido como uma das primeiras profissões das mulheres devido às características femininas próximas às de mãe, restringindo a presença masculina nesse nível de ensino e comprometendo a visão de cidadania.
PALAVRAS-CHAVE: CIDADANIA, GÊNERO, EDUCAÇÃO INFANTIL

 

TÍTULO: “TODO MUNDO SOMOS AMIGOS...”: DESVELANDO AS RELAÇÕES ATRAVÉS DA LITERATURA INFANTIL.
AUTOR(ES): VANDA JEANE FERREIRA FREIRE, IVONE MARTINS DE OLIVEIRA
RESUMO:
A literatura infantil é um instrumento importante no desenvolvimento da criança uma vez que lhe possibilita o desenvolvimento da imaginação, bem como de um complexo processo de diferenciação entre o real e o imaginário. O ato de ler, contar histórias e mesmo de ouvi-las, ativa na criança uma complexa atividade mental. Conhecer a forma como a criança é afetada pelas histórias, pelas narrativas, a maneira como, em seu desenvolvimento, realidade e fantasia vão se (con)fundindo, seja na vida dos personagens ou mesmo em sua própria vida, é fundamental para uma prática educativa comprometida com o desenvolvimento pleno de suas potencialidades. Levar as crianças a conhecerem os afetos presentes em suas relações com os outros e até mesmo em relação a elas próprias, pelos caminhos da literatura infantil, pode se apresentar como um caminho instigante para desenvolver essa prática educativa. Neste trabalho objetivamos analisar os aspectos afetivos que se destacam na relação da criança com as histórias infantis e sua relevância para a constituição desses sujeitos. Os dados analisados são parte de uma pesquisa realizada com uma turma de educação infantil com idade de 4 anos. Realizamos rodas de leitura com as crianças em um trabalho conjunto com a professora. A análise do material coletado por meio de videogravação aponta como essencial o aprofundamento da reflexão por parte do professor, sobre o desenvolvimento infantil e a literatura infantil para uma prática educativa mais apropriada ao desenvolvimento da imaginação e do universo afetivo da criança. É essencial repensar os valores que permeiam as relações, imbricado também no confronto das subjetividades, uma vez que não basta apenas considerar o outro, mas compreender como o outro se interpõe nessas relações e em que condições.
PALAVRAS-CHAVE: CRIANÇA, LITERATURA INFANTIL, AMIZADE

 

 

SESSÃO - PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO,
SABERES E FORMAÇÃO DOCENTE 58
DIA: 23/07/2009 - Quinta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Instittuto de Estudos da Linguagem - IEL - SALA: CL 09

TÍTULO: O ENSINO DE LITERATURA : ENTRE A INOVAÇÃO E A PERMANÊNCIA
AUTOR(ES): VANESSA FABÍOLA SILVA DE FARIA
RESUMO:
Este trabalho é o resultado de pesquisa realizada em curso de pós-graduação da FEUSP e consistiu em um estudo dos textos curriculares de Língua Portuguesa e Literatura para o 2º grau durante os anos 80, em São Paulo. A análise dos documentos curriculares permitiu-nos ponderar a afirmação de Geraldi (2003): “o trabalho pedagógico tende a fetichizar o produto do trabalho científico”. Partimos de um exame em que foram cotejadas as várias edições de dois tipos de documentos curriculares, nos quais se propunham inovações no ensino de literatura. A lógica de incorporação dos resultados do trabalho de pesquisa não é igual nos dois tipos de documento, possivelmente em função do fato de os autores dos textos publicados nos Subsídios serem pesquisadores universitários, e, portanto, eles próprios responsáveis pela elaboração de uma obra original. Em contrapartida, o texto da Proposta Curricular de Língua Portuguesa – 2º grau, elaborado pela equipe técnica da CENP, assume, em grande parte, o modo de apropriação do trabalho científico apontado por Geraldi (2003), sendo possível atribuir aos autores do Subsídios a noção bourdiesiana de auctor e aos autores da Proposta Curricular a noção de lector. A pesquisa permitiu-nos concluir que este modo peculiar de apropriação do trabalho científico explica, em parte, a permanência de práticas arraigadas à tradição, embora mescladas a algumas proposições inovadoras. Esta mescla caracteriza a relação compósita dos saberes docentes (Tardif, Lessard, Lahire). Compreendemos, por fim, que o modo como os docentes podem mobilizar esses saberes é regido, em última instância, pela noção de táticas de consumo (De Certeau, 1994), explicando o que, num primeiro olhar, parece apenas uma burla dos mecanismos de controle impostos pelo currículo, configura-se na verdade, como um mecanismo de busca dos protocolos de ação, mais do que pelos protocolos da pesquisa científica (Anne-Marie Chartier, 2007).
PALAVRAS-CHAVE: ENSINO DE LITERATURA, CURRICULO DE LITERATURA, SABERES DOCENTE

 

TÍTULO: A PROFISSIONALIDADE DOCENTE E A GESTÃO DO CURRÍCULO EM FACE ÀS POLÍTICAS PÚBLICAS NO ESTADO DE SÃO PAULO – O CASO “SÃO PAULO FAZ ESCOLA”
AUTOR(ES): VANESSA MOREIRA CRECCI, DARIO FIORENTINI
RESUMO:
Em 2008, a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo através do programa “São Paulo Faz Escola” enviou às escolas materiais com características de apostilas “O Jornal do Aluno” e o “Caderno do Professor”. Os professores do Ensino Médio e do segundo segmento do Ensino Fundamental foram “capacitados” através de videoconferências para utilização desse material. No início de 2009, professores e alunos receberam os respectivos materiais: “Cadernos do Professor” e “Cadernos do Aluno”. Nesse contexto, o presente trabalho pretende analisar e compreender como os professores estão fazendo a gestão deste currículo proposto e quais as implicações dessa política no processo de desenvolvimento profissional do professor e na constituição de uma profissionalidade docente. Nesse sentido, o desenvolvimento profissional é compreendido como um processo complexo que “não é isolado do restante da vida” e envolve o professor como uma totalidade humana permeada de sentimentos, desejos, utopias, saberes, valores e condicionamentos sociais e políticos (FIORENTINI e CASTRO, 2003, p. 124). Imbricado no sentido de desenvolvimento profissional, na compreensão de profissionalidade docente, os professores são protagonistas de sua própria prática, capazes de atuarem, refletirem e agirem dentro de suas possibilidades e dos contextos diversos em que estão imersos. Em uma comunidade de prática, o professor, no exercício diário da docência, é visto como detentor de saberes e competências que lhes são específicos e que foram desenvolvidos a partir da complexidade de suas práticas. Cabe destacar que os sujeitos desta pesquisa são professores que lecionam Matemática na rede estadual paulista de educação da Região de Campinas e que utilizam o material citado. O material de análise no presente trabalho foi obtido mediante aplicação de questionários a professores de Matemática da região de Campinas.
PALAVRAS-CHAVE: CURRÍCULO, DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL, PROFISSIONALIDADE DOCENTE

 

TÍTULO: IDÉIAS E APROPRIAÇÕES DA ESCRITA AUTOBIOGRÁFICA NOS CONTEXTOS FORMATIVOS DE PROFESSORES
AUTOR(ES): VERA LÚCIA BATISTA
RESUMO:
Este trabalho enfoca e analisa as táticas encontradas pelos profissionais que exercem a docência para declararem em escritas autobiográficas, memorial, as múltiplas mediações/interlocuções que os constituíram/constituem como professores, bem como se apropriaram/apropriam dos saberes necessários à prática pedagógica. Para tanto, toma como objeto de investigação os Memoriais de Formação elaborados por um grupo de professoras que participaram do curso de Pedagogia-PROESF oferecido pela Faculdade de Educação da Unicamp em parceria com os municípios da Região Metropolitana de Campinas. O estudo destaca os modos como tais professoras organizaram a escrita de suas memórias, considerando-se as condições implicadas na produção desses escritos, no curso especificado constituíram um dos pré-requisitos para obtenção da titulação da graduação. Procura, nos textos produzidos, marcas enunciativas que revelem os limites e as possibilidades dos Memoriais de Formação como prática avaliativa que tem como foco a análise e a problematização do saber produzido na experiência vivida. As análises se fundamentam nos pressupostos da História Cultural, nas formulações de Bakhtin sobre os processos dialógicos que constituem a linguagem (especificamente a escrita) e nas discussões teóricas a respeito do uso da memória e da escrita autobiográfica como recursos disparadores para a reflexão da prática profissional nos contextos formativos de professores.
PALAVRAS-CHAVE: MEMORIAIS DE FORMAÇÃO, FORMAÇÃO DOCENTE, PRÁTICA PEDAGÓGICA

TÍTULO: AS DIFERENTES REPRESENTAÇÕES SOCIAIS SUBJETIVAS DE PROFESSORES E ALUNOS EM SALA DE AULA.
AUTOR(ES): VERA LÚCIA DA SILVA ALMEIDA, ÂNGELA FÁTIMA SOLIGO
RESUMO:
O artigo é fruto das discussões sobre representações sociais e a leitura sobre o assunto: Representações Sociais: Diferenças e Subjetividades em Educação, nos anos de 2006, 2007, 2008 na UNICAMP – Faculdade de Educação. Tem por objetivo discutir as representações sociais de professores e alunos em sala de aula a partir da avaliação. Os participantes da pesquisa são os professores e alunos do 9º ano escolar do Ensino Fundamental de uma Escola Pública Municipal em Resende, Estado do Rio de Janeiro - Região Médio – Paraíba. Os procedimentos metodológicos incluíram pesquisa bibliográfica, aplicação de questionário com questões fechadas para os participantes dos trabalhos. As respostas obtidas através dos questionários, serão analisadas num trabalho ético e com a manutenção da fidedignidade.Os excertos obtidos, as falas, as respostas obtidas pelos participantes, serão transcritas fielmente para identificar as representações sociais dos investigados, as formas de opressões, os preconceitos, os discursos ocultos, as situações de constrangimentos em sala de aula, acerca das representações sociais subjetivas.Acreditamos que verificar as formas de opressões, as exclusões brandas, que ofuscam a participação e a ação dos alunos em sala de aula é meta da pesquisa. Manter o espaço escolar como privilegiado de apropriação do conhecimento, do diálogo entre e os docentes e discentes, permitir novos estudos na área de representações sociais.
PALAVRAS-CHAVE: REPRESENTAÇÕES SOCIAIS, SUBJETIVIDADES, PROFESSORES E ALUNOS, SALA DE AULA.

TÍTULO: PROGRAMA DE FORMAÇÃO CONTINUADA PARA PROFESSORES ALFABETIZADORES
AUTOR(ES): VERONICA BRANCO, SANDRA REGINA KIRCHNER GUIMARÃES
RESUMO:
Pesquisa-ação realizada por pesquisadores da universidade com todos os professores-alfabetizadores de uma rede pública municipal situada na região sul do Brasil, entre os anos de 2005 e 2007. Este trabalho é parte de um programa de formação continuada levado a efeito com 121 professores das séries iniciais do Ensino Fundamental - dentre eles 50,4% com formação de Magistério de 2º grau - com os quais foram trabalhados conteúdos de Língua Portuguesa: alfabetização e letramento. O principal objetivo da pesquisa foi apoiar, teórica e metodologicamente, o trabalho docente visando à melhoria da qualidade do ensino na área em foco. Tendo em vista o alto índice de reprovação identificado entre os alunos das séries iniciais do ensino fundamental - 31,5% -, ocorrido devido ao precário domínio da leitura e escrita, e o baixo resultado obtido pelos alunos das quartas séries no teste estadual de Língua Portuguesa: 3,2 (dados referentes ao ano de 2003). Durante a realização da pesquisa, foi desenvolvido um conjunto de materiais de ensino e aprendizagem, de estratégias didáticas e de metodologias apropriadas à formação dos participantes. Os resultados da pesquisa revelam as possibilidades de aprendizagem e as dificuldades dos docentes no que se refere à aquisição dos conteúdos linguísticos da alfabetização que não fizeram parte de sua formação inicial. Esses resultados foram comprovados pela melhoria da aprendizagem dos alunos da rede municipal, medida pelo aumento sucessivo do IDEB (índice MEC/INEP de qualidade da educação brasileirra) para 4,3 (quatro inteiros e três décimos) em 2005 e 5,1 (cinco inteiros e um décimo) em 2007, médias acima das nacionais. Acredita-se que os materiais produzidos bem como as estratégias e metodologias empregadas possam servir de subsídio para a formação inicial e continuada de um número maior de professores.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO CONTINUADA, ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO, FORMAÇÃO DOCENTE

 

 

SESSÃO - PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO,
SABERES E FORMAÇÃO DOCENTE 59
DIA: 23/07/2009 - Quinta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Instittuto de Estudos da Linguagem - IEL - SALA: CL 09

TÍTULO: INVESTIGACIÓN Y FORMACIÓN DOCENTE
AUTOR(ES): VICTOR DIAZ QUERO
RESUMO:
La formación de un docente-investigador es un proceso complejo y dinámico que se da en una realidad multicontextual con implicaciones ontológicas, epistemológicas y teóricas; pues, se trata, de interrogarnos en relación de cómo se revela ese objeto de estudio, como se produce el conocimiento y que sustento teórico tiene. En la mayoría de los casos se forma al docente solo para la enseñanza, ignorando la necesidad de desarrollar un pensamiento curricular que le permita analizar y reflexionar sobre las concepciones políticas, ideológicas, sociales y culturales que subyacen en el programa que administra. De la misma forma no se considera la investigación como base y como guía, de la formación docente porque se cree que está reservada a los expertos, lo cual constituye un serio error. Este trabajo examina dos entidades de referencia: (a) Formación Docente y (b) Investigación. La formación docente está asociada a la emergencia de nuevas maneras de concebir el conocimiento y el proceso de la ciencia, en general, plantea nuevas interrogantes según las cuales no existen verdades absolutas, sino que su estatuto será siempre provisional y desde esta perspectiva considero que la formación docente se revela en nosotros desde dos entidades: (a) la práctica pedagógica y (b) el saber pedagógico (Díaz Quero, 2006). En relación con la investigación no es sólo un hecho metodológico, es un proceso de naturaleza compleja en el que interviene factores de muy variada naturaleza. Es un hecho social, cognitivo, discursivo, psicológico, organizacional (Padrón, 2002) y tiene muchas facetas adicionales al punto de vista epistemológico y esta relación docencia-investigación debe contribuir con el desarrollo de la sociedad y del país, pero no un desarrollo limitado a lo económico, sino con un fuerte impacto en lo social, cultural y ecológico.
PALAVRAS-CHAVE: INVESTIGACION, FORMACION DOCENTE, DOCENTE-INVESTIGADOR

TÍTULO: A FORMAÇÃO DE PROFESSORES LIGADOS A INFÂNCIA: A INTERLOCUÇÃO DA UNIVERSIDADE COM AS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS.
AUTOR(ES): VIVIANE ACHE CANCIAN
RESUMO:
Este trabalho se localiza no interior do Núcleo de desenvolvimento infantil ligado ao Centro de Educação da UFSM/RS, onde está vinculado o Núcleo de Educação Infantil “Ipê Amarelo”. Tal trabalho buscou fortalecer os projetos que compõem o programa do NDI com ações conjuntas implementadas através de um espaço de discussão e estudos sobre processos de formação inicial e continuada e as práticas educativas de professores ligados à infância; propiciando a participação destes, de pesquisadores, acadêmicos, professores do “Ipê Amarelo” e da rede pública. Os objetivos propostos e as ações buscam responder à exigência de uma proposta de trabalho que traz no seu âmago a especificidade da Infância e a qualidade do atendimento às crianças em contextos educacionais. Tal propósito permitiu em muitos momentos a interlocução de diferentes saberes entre Universidade (CE, NDI, departamentos, cursos, professores pesquisadores, acadêmicos), o Núcleo de Educação Infantil Ipê Amarelo e as escolas ou instituições envolvidas no programa e nos diferentes projetos; compreendeu o Programa como espaço-tempo de produção do conhecimento; tem buscado reestruturar a proposta de trabalho do NDI e de seu espaço-tempo de atuação; desenvolveu assessorias junto as redes de ensino que contribuam na formação inicial e continuada de professores da infância. O conjunto de resultados do programa com seus projetos revelam aspectos importantes da realidade vivida pelas crianças, professores e demais sujeitos envolvidos. Destaca-se, dentre estes, a importância de criar espaços dentro das instituições que possibilitem discussões e reflexões sobre o cuidado e educação, problematizando a especificidade da educação infantil e das diferenças entre suas instituições e as escolas dos anos iniciais do EF, além da importância de provocar todos os sujeitos envolvidos a serem protagonistas do processo vivido através da escrita, da produção intelectual. Confirmando, assim, o nosso compromisso social e educacional de uma Universidade Pública através dos diferentes projetos que o integram.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO E INFÂNCIA, FORMAÇÃO DE PROFESSORES, PRÁTICAS PEDAGÓGICAS

TÍTULO: ENCENAÇÃO E LEITURA: ENTRECRUZAR DE DIFERENTES LINGUAGENS
AUTOR(ES): WAGNER ROSA, LUCINEA APARECIDA DE REZENDE
RESUMO:
O presente estudo trata de entendimentos acerca do ato da leitura, focando o exercício da leitura da encenação teatral, visando aproximar o leitor desta forma de expressão artística a situações de ensino e aprendizagem. A pesquisa nos conduz a um entendimento de que é possível a leitura não apenas do texto escrito, como também de toda e qualquer unidade que contenha significado. Nosso objetivo é instigar uma reflexão acerca das variadas maneiras de lidar-se com diferentes linguagens e temas utilizados na construção da cena. Compete-nos o desafio de trabalhar na condição de fomentar elementos transformadores, ou mediadores de transformações. Considerando a leitura no que diz respeito ao sujeito que já foi constituído leitor, temos a incumbência de conduzi-lo a um aprofundamento e ao estabelecimento de novas leituras, criando mecanismos que o retirem do patamar de simples decodificador para o de leitor eficaz. Temos como proposta de aprofundamento e inter-relacionamento de linguagens promover, entre os estudantes, a leitura da obra de arte (principalmente da arte do espetáculo vivo). Fazemos isso a partir do pressuposto que a arte pode ser relacionada à criação de obras que evocam uma vivência e interpretação sensorial, emocional e intelectual da vida a cada leitura que dela fazemos.
PALAVRAS-CHAVE: ENSINO E APRENDIZAGEM, LEITURA E VISÃO DE MUNDO, ENCENAÇÃO

 

TÍTULO: FORMAÇÃO CONTINUADA E AS CONTRIBUIÇÕES DA TEORIA HISTÓRICO-CULTURAL À MEDIAÇÃO DA LEITURA
AUTOR(ES): WILMARA ROCHA ELEOTÉRIO LIMA
RESUMO:
É notável que a prática do professor deva estar relacionada com sua teoria científica adquirida. Esta constatação deu origem a este artigo, pois o conhecimento científico é o que propicia ao aluno a obter conhecimentos por meio de um processo de mediação. Essa mediação pode ser efetivada pela interação professor/aluno, pela interação deles com eles mesmos e ainda a interação deles com o conteúdo a ser aprendido. Os estudos para este fim objetivaram primordialmente possibilitar ao professor entender que, enquanto professor/pesquisador, pode ter como paradigma a teoria Histórico-Cultural como uma forma de superar a prática social imediata do aluno, para isso são analisados textos de Vygotsky (1995, 1998), Leontiev (1978), Luria (1998), Saviani (1991), Gasparim (2005) entre outros. Assim, em virtude da problemática da fomentação para aquisição/apropriação do hábito/gosto de ler e escrever, por parte de muitos indivíduos e, especialmente, crianças em idade escolar, é que se faz necessário refletir sobre a Formação Continuada de professores em serviço, pois sua formação deve estar totalmente relacionada à sua prática, não como cumprimento exigido pela Secretaria de Educação, mas objetivando uma contextualização comprometida com a transformação social na formação do professor, e em sua responsabilidade com a sociedade e com o conhecimento e ação (práxis).
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO CONTINUADA, TEORIA HISTÓRICO-CULTURAL, MEDIAÇÃO DA LEITURA

 

TÍTULO: A LEITURA SISTEMATIZADA COMO INSTRUMENTO PARA A PRODUÇÃO DE SIGNIFICADOS SOBRE A QUÍMICA E O SEU ENSINO
AUTOR(ES): WILMO ERNESTO FRANCISCO JUNIOR, WILSON SACCHI PETERNELE
RESUMO:
O presente estudo apresenta resultados de duas atividades que buscaram o desenvolvimento de conhecimentos químicos e pedagógicos a partir da leitura de textos da interface Química-Educação. As atividades se pautaram na leitura de dois textos, um artigo científico e um capítulo de livro, seguida de produções escritas concernentes aos textos lidos. Os textos também foram apresentados na forma de seminários e debatidos em grupo. Os participantes do estudo são estudantes do curso de graduação de Licenciatura em Química da Universidade Federal de Rondônia e integram o quadro discente do PIBID (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência) da referida universidade. No trabalho, foi assumida uma perspectiva crítica calcada no pensamento freiriano em relação à leitura e à escrita. Ambas podem ser empregadas como veículo de aprendizagem e, sobretudo, como forma de auxiliar os estudantes a pensar criticamente sobre qualquer tema. Nessa acepção, o ato de ler não se restringe a leitura da palavra, mas também deve ser uma leitura-de-mundo. A coleta de dados foi efetuada pelo preenchimento de fichas de leitura elaboradas pelos pesquisadores que os estudantes entregavam no início de cada debate, bem como por diários de campo, produzidos pelos próprios participantes, após a discussão dos textos. Os resultados indicaram que as leituras auxiliaram a reflexão acerca da importância de outros conhecimentos, como a sociologia, a psicologia, a história etc, para o ensino de química, o que não fazia parte do imaginário dos leitores. Além disso, a estratégia de produção escrita mostrou-se efetiva na avaliação da interpretação dos textos pelos estudantes, assim como na produção de significados acerca dos temas. Também se pôde depreender o surgimento de interessantes questionamentos que vão ao encontro da necessidade de associar a leitura-da-palavra à leitura-de-mundo. A leitura torna-se, dessa forma, um importante instrumento para a problematização da palavra com o mundo.
PALAVRAS-CHAVE: ENSINO DE QUÍMICA, PAULO FREIRE, PIBID


TÍTULO: FORMAÇÃO CONTINUADA: MEMÓRIAS DE PROFESSORAS DOS CIEPS
EIXO TEMÁTICO: PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO, SABERES E FORMAÇÃO DOCENTE
AUTOR(ES): YRLLA RIBEIRO DE OLIVEIRA CARNEIRO DA SILVA
RESUMO:
O presente estudo restitui as memórias de professoras dos Centros Integrados de Educação Pública (CIEPs), implantados no Estado do Rio de Janeiro, em especial, sobre a formação continuada de professores realizada no âmbito desta emblemática experiência de educação pública integral. Do ponto de vista teórico, empregou-se, com base em Pierre Bourdieu, o conceito de habitus, com vistas à apreensão das trajetórias familiares, escolares e profissionais das professoras. A pesquisa de campo foi desenvolvida a partir da história oral de oito professoras que trabalham em CIEPs, em três municípios do Estado do Rio de Janeiro e que vivenciaram a formação continuada em diferentes momentos da experiência dos CIEPs, desde a sua implantação até os dias atuais. As principais conclusões revelam que o CIEP ainda é uma das mais relevantes políticas educacionais praticadas no Rio de Janeiro. Além disso, a experiência profissional nos CIEPs e, em particular, a vivência da sua proposta de formação continuada tiveram e têm, até hoje, uma forte influência sobre a trajetória das professoras entrevistadas no tocante à sua auto-estima profissional, à compreensão da importância estratégica do aperfeiçoamento continuado de sua formação, quanto à afirmação do trabalho coletivo e dialógico como fundamento da prática docente, em relação ao compromisso com a emancipação, pela construção do conhecimento e pelo sucesso escolar, dos filhos das classes populares. As memórias das professoras revelam, com nitidez, que a socialização profissional nos CIEPs produziu, nas docentes entrevistadas, um habitus suficientemente potente para estruturar seu modo de perceber o contexto em que vivem e suas práticas, não apenas no âmbito profissional, mas também no plano político e pessoal.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES, MEMÓRIAS DE PROFESSORES, CENTRO INTEGRADO DE EDUCAÇÃO PÚBLICA - CIEP